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    TBT #33 | Ela (2013, Spike Jonze)

    A magia da sétima arte está em nos despertar emoções por meio de imagens projetadas na grande tela. Inúmeras vezes assistimos produções que simplesmente passam por nós sem deixar nada, não construindo nenhuma memória afetiva. Definitivamente não é o caso de Ela (Her) pra mim.

    Lançado em 2013, Ela conta a história de Theodore (Joaquin Phoenix), um homem sozinho e – na maior parte do tempo – depressivo, que não vê nenhuma alegria ou emoção em sua vida desde o rompimento de seu matrimônio. Theodore entende que já experienciou todos os sentimentos possíveis e passou por todas as fases da sua vida, presumindo que nada novo possa trazer alegria para a sua existência.

    O personagem vive em um mundo vazio e solitário – muito mais solitário do que os dias atuais. Cercado por milhares de pessoas que preferem conversar com inteligências artificiais do que com seus próprios colegas de trabalho, a realidade criada pelo diretor e roteirista Spike Jonze é de uma tristeza sem fim – e está cada vez mais próxima da nossa realidade.

    O contraste com o mundo colorido criado pelo diretor, repleto de lugares bonitos e floridos, com uma cartela de cores vibrantes, torna a produção extremamente irônica. Afinal, ter uma boa vida, com um bom emprego, apartamento próprio (enorme, porém basicamente vazio, assim como a alma do habitante), em uma cidade vibrante e intensa não é o suficiente para fazer você feliz?

    Mais irônico ainda é o trabalho de Theodore: ele escreve cartas sobre a vida de outras pessoas. Ele possui a capacidade de transformar pequenos detalhes – como o dentinho torto de uma moça que ele jamais conheceu – em elementos emocionantes de sua narrativa. Suas cartas emocionam, fazem rir e encantam todos aqueles que têm a oportunidade de se conectar com esses materiais.



    Na vida fora do trabalho começa a ironia: Theodore não consegue lidar com sentimentos reais, de pessoas reais. Se algo foge do seu controle, ele se fecha e afasta as pessoas, vivendo em uma grande bolha de relacionamentos rasos. É aquele caso da pessoa que fala conselhos para os amigos, mas não tem a capacidade de aplicá-los em sua própria realidade.

    É nesse escapismo que ele conhece Samantha (Scarlett Johansson), um sistema operacional que possui inteligência artificial para aprender e se desenvolver conforme mantém contato e cria laços com os seres humanos. Samantha evolui de uma forma incrivelmente rápida – assim como Theodore viu Catherine (Rooney Mara), sua antiga esposa, evoluir – mostrando que, mesmo sendo algo “programado”, Samantha quer sentir, viver e ser plenamente feliz. É nesse crescimento e evolução que vemos o quão puras podem ser as relações humanas – e como tudo que procuramos é, realmente, não vivermos sozinhos.

    Não importa qual linha da ciência possa destrinchar a capacidade humana de se envolver e criar relações, há um fato que é basicamente inegável: nós não nascemos para viver sozinhos. Mesmo as pessoas mais antissociais ou com as maiores ansiedades do mundo também precisam ter algum laço para se manter bem e em pé. Enquanto acompanhamos a trajetória de Theodore em seu romance com Samantha e a superação de seu trauma matrimonial, percebemos que o reencontro dele com os seus sentimentos (sejam eles bons ou ruins) o transforma de uma forma indescritível. É intrigante e, ao mesmo tempo, fascinante.

    Ela é um daqueles filmes que consegue captar qualquer pessoa e que qualquer um, independentemente da fase da vida adulta em que se encontra, pode se identificar com pelo menos algum elemento do roteiro. Seja pela busca incessante de preencher um vazio que não se entende, seja pela habilidade de amar alguém pelo que de fato se é e não pela forma ou padrão de beleza ou pela realização de perceber que, diariamente, a nossa evolução como pessoa traz motivação para sentirmos mais, crescermos mais e sermos, enfim, felizes por quem somos.

    O trabalho de Spike Jonze é de uma maestria tão grande que consegue explorar a tecnologia sem cair no senso comum da ação e ficção científica. Samantha é um elemento de transição que permite a Theodore se encontrar como ser humano – e enxergar a realidade a sua volta. É um filme impecável que, a cada vez que for revisitado, trará um significado diferente ao telespectador.


    Confira o trailer legendado do filme:

    Ela está disponível na Amazon Prime Video. Se você já assistiu, deixe seus comentários e sua avaliação. Caso não faça o seu estilo de filme, lembre-se conferir nossas indicações anteriores do TBT do Feededigno.

    Marvel Studios: Será que enfim veremos Namor no UCM?

    Bem, isso é interessante. De acordo com um site que é confiável no que se refere à informações de elenco, a Marvel Studios está atualmente procurando um ator que parece muito ser Namor, o Sub-marino.

    Com um codinome “David”, eles o descrevem como um “governante de um antigo e distante reino.” E foi dito que a Marvel preferivelmente quer um ator que tenha descendência asiática, e os fãs vêm dizendo por anos que eles gostariam de ver um ator que trouxesse uma certa etnicidade para o governante de Atlântida nas telonas.

    Aparentemente, o filme da Marvel Studios quer que esse personagem apareça em seus estágios iniciais de produção, então é bem provável que ele apareça na Fase 4 em filmes como Os Eternos ou Doutor Estranho no Multiverso da Loucura.

    O último projeto certamente seria incrível para um personagem como o Namor, mas honestamente, diversos personagens se encaixariam nessa escalação, então não vamos esperar muito, ainda. Entretanto, esse parece ser o momento certo do herói marcar presença no Universo Cinematográfico Marvel, e o sucesso de Aquaman não deve ser deixado de lado pela Marvel Studios.



    Muitos fãs e sites especializados apontam o ator japonês Brian Tee como forte potencial para viver Namor nos cinemas. Tee já atuou em filmes como Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio (2006), Wolverine: Imortal (2013) e Jurassic World (2015).

    Durante uma entrevista ao Entertainment Tonight, Brian Tee comentou:

    “Estou apenas dizendo, a Marvel Studios acabou de pegar os direitos de Namor, o Sub-marino, e eu  adoraria  interpretá-lo. Eu cresci como um geek e o Sub-marino é um dos super-heróis mais queridos da minha infância. Eu sinto que posso dar vida a ele! Se há um papel, neste momento, que eu adoraria interpretar, seria Namor.”

    Seguindo o hype dos fãs e da imprensa, o artista BossLogic não perdeu tempo e imaginou Brian Tee como Namor, o Sub-marino. Veja abaixo.

    Disney: Novidades sobre Novos Mutantes e Deadpool

    Seguindo o anúncio que Bob Iger, CEO da Disney, fez a respeito da 20th Century Fox após os dados do último trimestre chegar, parece que mais confusão está a caminho do estúdio que já vai mal das pernas.

    De acordo com a Variety, a Disney não está nem um pouco impressionada com o filme spin-off dos X-Men, Os Novos Mutantes, e acredita que o filme tem “potencial de arrecadação limitado.” O filme está atualmente previsto para estrear e abril de 2020, mas até onde sabemos, o filme ainda precisa de algumas regravações.

    Se essa notícia for real, parece que a nova dona da Fox tem muito interesse em realizar qualquer tipo de regravação.



    Quanto a Deadpool, a Disney ainda diz estar “pensando” em como eles integrarão o Mercenário Tagarela ao Universo Cinematográfico Marvel, e está tentando encontrar uma forma de levar o personagem para “um caminho em que ela possa interagir nos spin-offs dos Vingadores e tenha aventuras sangrentas solo.”

    Isso certamente parece ser algo que esperamos do melhor de ambos os mundos, com um Wade Wilson mais tranquilo se juntando aos Heróis Mais Poderosos da Terra, enquanto o Mercenário +18 que conhecemos continua cortando os vilões em seus filmes solo.

    CRÍTICA – The Church in the Darkness (2019, Fellow Traveller)

    The Church in the Darkness é um jogo indie, desenvolvido pela Fellow Traveller, que seria lançado originalmente em 2016, sofreu por alguns atrasos no desenvolvimento, sendo enfim lançado em 2 de agosto de 2019.

    Com uma premissa simples, mas uma história bem difícil de ser contada, o game que parece ter bebido da fonte que foi a tragédia em Jonestown, causada por um líder de um culto religioso carismático e por vezes violento.

    No jogo, somos incumbidos da missão de salvar nosso sobrinho, que partiu dos Estados Unidos quando a seita que fazia parte é expulsa do país por pessoas contrárias a ideologia e atitudes do grupo que criou para si uma comunidade, e se mudam para a América do Sul, com seu grupo baseado no carisma de seus líderes e o medo que eles inspiravam em seus seguidores.

    Com uma jogabilidade top-down, The Church in the Darkness nos oferece uma gama limitada de possibilidades, mesmo com seus diversos finais.



    Com runs bem definidas que podem demorar de 35 à 50 minutos, e escolhas não tão bem definidas assim, o game te dá um número limitado de escolhas para a história, e mostra que se houvessem mais finais, o game teria atrasado ainda mais seu lançamento. O jogo pode se mostrar uma surpresa para os desavisados. Mas também maçante, se você espera uma gameplay imersiva.

    Ambientado nas florestas da América do Sul, o jogo nos apresenta a possibilidade de jogar com personagens do sexo masculino e feminino, das mais diversas etnias. A forma de agir e de pensar do culto varia de acordo com a personalidade escolhida de forma randômica de seus líderes.

    The Church in the Darkness tem seus belos mapas bem definidos, não sendo gerados de forma procedural. E as campanhas uma vez terminadas, não mudam a sua forma de jogar as próximas vezes – dando apenas a possibilidade de usar itens conseguidos nas runs anteriores.

    Se histórias de culto te cativam, ou até mesmo uma história de sobrevivência e família, você precisa jogar The Church in the Darkness, se não, volte quando games top-down forem a sua praia.


    Confira o trailer do game:

    Você teve chance de jogar o game? Conta pra gente o que achou!

    The Church in the Darkness foi lançado em 2 de Agosto de 2019 e está disponível para PlayStation 4, Xbox One, Microsoft Windows, Nintendo Switch, Mac OS Classic, macOS.

    Need for Speed: Divulgado trailer e primeira imagem do novo título

    A revelação oficial do próximo jogo Need for Speed ​​está chegando na quarta-feira, e algumas imagens vazadas já revelaram tanto o título – Need for Speed ​​Heat – e o que parece ser um dos personagens do jogo.

    A EA está realizando uma contagem regressiva para a estreia no YouTube, com um trailer definido para ser lançado na quarta-feira. Você pode assistir ao trailer completo através do player abaixo assim que ele chegar.

    Parece que o lançamento no YouTube cuidadosamente coordenado teve algumas falhas. Conforme identificado pelo AllGamers, o back-end de acesso público do YouTube já está hospedando várias fotos que servirão como imagens em miniatura para o trailer quando ele for publicado. Uma das imagens é uma grande figura do logotipo (que você viu na capa dessa publicação), que tem um NFS: Heat escrito em letras estilizadas sobre um gradiente azul e roxo.

    O rosa quente “Heat” em cima do fundo azul dá toda uma sensação de Miami Vice, mas qualquer especulação de que o jogo pode ser um retrocesso dos anos 80 provavelmente será desfeito pela próxima foto.

    Esta imagem mostra uma mulher em um carro de aparência moderna, olhando para fora de uma janela parcialmente abaixada e fortemente inclinada. Ela tem um braço tatuado e o que parece ser cabelo raspado nos lados. Isso parece confirmar que Need for Speed: Heat continuará enfatizando um modo de história que segue um elenco dedicado de personagens, assim como o Need for Speed ​​Payback. Vamos torcer para que não tenhamos o sistema de atualização de carro estilo slot machine do Payback, porque todo mundo o odiava.

    A EA confirmou em maio que um novo jogo de Need for Speed ​​chegaria em 2019, portanto, a não ser que haja atrasos inesperados, não teremos que esperar muito para pisar fundo em Need for Speed ​​Heat.

    Need for Speed Heat será lançado em 8 de novembro de 2019 para Xbox One, PlayStation 4 e PC.

    League of Legends: Novo sistema de conquistas será baseado em campeões

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    Os jogadores de League of Legends que quiserem trabalhar em seu domínio de campeão ainda mais do que o sistema atual permite poderão optar por um novo recurso de domínio baseado em conquistas chamado “Eternos”.

    A Riot Games anunciou hoje (13) esse recurso e disse que será lançado no Patch 9.17 depois de passar algum tempo no PBE para testes. Vários Eternos que estarão disponíveis foram revelados até agora, mas a quantidades de Pontos Riot que serão necessários para adquiri-los atualmente é desconhecidos.

    A Riot revelou os planos para o sistema baseado em conquistas em um post do Nexus que explorou a criação dos Eternos e como eles funcionam no jogo. O objetivo é dar aos jogadores uma maneira de mostrar suas conquistas, ao mesmo tempo em que proporcionava outra experiência de jogo além do sistema atual. Esses Eternos rastrearão métricas diferentes, incluindo aquelas específicas de certos campeões. Sylas, por exemplo, tem um Eterno chamado “Stop Hitting Yourself” que rastreia quantas vezes um jogador (com Sylas) mata um campeão inimigo com seu próprio ultimate.



    O Diretor, O Protetor, A Imperatriz, O Guia, O Guerreiro e O Malandro são os seis Eternos revelados até agora, que abrangem diferentes áreas, como causar dano e enganar os inimigos. Cada um desses Eternos tem suas próprias estátuas únicas para exemplificar o que os eles são.

     

    Se você está se perguntando por que os Eternos estão disponíveis para RP e não como um sistema de domínio livre, a Riot ofereceu uma explicação para a decisão.

    “Um sistema baseado em loot foi explorado enquanto iterava a aposta do Eternos de que o resultado era algo que parecia excessivamente complicado e muito punitivo. A Riot também acrescentou que os Eternos foram um grande projeto a ser assumido e que o suporte contínuo exigirá que eles sejam vendidos para a RP.”

    “O sistema tem uma quantidade significativa de novas tecnologias para garantir que ele funcione de forma consistente e confiável. Também queremos apoiar e expandir esse recurso nos próximos anos e, com tantos campeões para construir e manter os Eternos, a única maneira de justificar o suporte ao recurso foi anexar um preço de RP a ele.”

    De acordo com a Riot, os Eternos serão disponibilizados em conjuntos de três para os jogadores comprarem com RP.