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CRÍTICA | The Third Day: Episodio 4 – Monday – The Mother

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CRÍTICA | The Third Day: Episodio 4 - Monday - The Mother

The Third Day chega a sua quarta semana com o episódio Monday – The Mother que foi exibido na última segunda-feira (05/10), na HBO. Com grandes mudanças, a segunda parte da série criada por Dennis Kelly com direção de Philippa Lowthorpe, acompanha Helen (Naomi Harris) e sua duas filhas, Ellie (Nico Parker) e Talulah (Charlotte Gairdner Mihell).

SINOPSE

CRÍTICA | The Third Day: Episodio 4 - Monday - The MotherPara uma viagem em família, Helen leva sua duas filhas a ilha de Osea. No entanto, em busca de uma lugar para ficar, Helen percebe o clima sinistro e desolador da ilha. Enquanto, alguns moradores recusam a abrigá-las dizendo que o momento não é oportuno, mas os Martins oferecem um quarto a família. Porém, a viagem de Helen à ilha revela outras motivações.

ANÁLISE

A jornada de Sam (Jude Law) na ilha de Osea parece ter chegado a uma conclusão dos três episódios passados e na live chamada Outono que foi exibida no Facebook da HBO. Portanto, antes de entrar de fato no quarto episódio é preciso desmistificar os acontecimentos da transmissão ininterrupta em plano sequência que foi ao ar na última sexta-feira (02/10) por 12 horas.

A descoberta de rituais e estranhas histórias levou Sam a se tornar o Pai de Osea. Em Outono é apresentado uma espécie de rito de passagem muito semelhante a procissão de Jesus Cristo pela Via Sacra. Sam inicia todo maltrapilho arrastando um barco, enquanto os ilhéus lhe jogam coisas.

A cada parada, vemos um tipo de capela que explica a procissão de Sam. Ele é representado como o deus Esus e por isso, precisa ficar em uma cruz erguida mar adentro. Enquanto, o povo de Osea celebra com comida e bebidas, Sam é enterrado para depois ter sua própria ressurreição. Quando Sam volta, ele caminha pelo meio do povo de branco e Larry (John Dagleish) que era contra a ideia é contido para não partir para cima de Sam.

Dessa forma, a live termina com Sam ao lado dos habitantes de Osea como se estivesse em harmonia, depois ele encontra seu filho mais uma vez. O interessante aqui é que ainda não vemos o rosto de Nathan, o que seria mais um mistério. Nathan pode estar realmente morto e Sam estar alucinando ou aceitou uma criança que não é seu filho.

Já o episódio Monday – The Mother inicia com uma narrativa mais arrastada. Mais uma vez o espectador observa uma pessoa sem nenhum conhecimento chegar a Osea. Porém, se antes o espectador estava tão perdido quando Sam e ia descobrindo a dinâmica da ilha junto; com Helen, o espectador já tem boa noção de como Osea funciona o que torna o episódio um pouco cansativo.

Após alugar um chalé pelo Airbnb, ao chegar na ilha, Helen encontra um local desolado e com uma clima nada amistoso; e os proprietários do imóvel dizem que ela não pode ficar. Todos parecem muito estranhos na ilha e vemos alguns moradores indo embora do local.

Sendo assim, Helen sente que sofreu uma descriminação racial no que a proprietária do chalé nega sua entrada e ainda pergunta se suas filhas são de um pai branco. Tanto Ellie, quanto Talulah têm a pele mais clara que a mãe, o que já dá alguns indícios do que realmente está acontecendo.

Ainda em busca de um local para ficar, vemos a relação de Helen com suas filhas. Ao que tudo indica a família passou por um momento ruim com falta de dinheiro e Ellie brigando na escola. Logo, a viagem seria para levantar os ânimos e para o aniversário de 14 anos da garota. Porém, Helen se mostra obcecada com o lugar.

Em outro momento, temos Ellie conversando Larry sobre a mitologia da ilha, Helen ao ver a cena tem uma reação super protetora gritando com os dois e mandando Ellie para o carro. Esse é mais um dos indícios do forte trauma que esta família passou e sobre a sensação de insegurança que ronda Osea.

Nesse sentido, elas vão parar em um resort que parece estar sendo construído. No local, uma espécie de ritual de nascimento está acontecendo e ouve-se gritos de uma mulher que está dando a luz. Helen foge do local com as meninas e vai parar na casa dos Martins.

Sr. Martin (Paddy Considine) primeiramente se recusa a receber, porém Sra. Martin (Emily Watson) deixa elas ficarem na casa. Helen pergunta se o local é seguro e vemos mais uma vez, a discussão sobre segurança e isolamento tratado em The Third Day.

Ao final do episódio, de uma maneira um pouco brega e clichê é confirmado as suspeitas de que Helen é a esposa de Sam e está em sua procura. Nesse momento, a série erra em querer explicar demais o óbvio sendo que já havia a construção ao longo do episódio.

Logo, Monday – The Mother (o próprio título já diz) apresenta outra personagem com uma outra dinâmica. Helen não se importa com os acontecimentos da ilha, ela somente quer respostas e proteger suas filhas. Nesse sentido, apesar do episódio exaustivo, a série mais uma vez prende a atenção do espectador. Contudo, a pergunta que fica é se The Third Day conseguirá entregar tudo que promete.

VEREDITO

A mudança de direção é evidente no quarto episódio de The Third Day, abrindo mão da saturação de cores e das cenas iludidas de Sam.

Já com Helen, as cores são mais opacas sendo ela o destaque na cena evidenciando que ela não se encaixa no local. Dessa forma, a abordagem do roteiro é corajosa ao mostrar mais uma vez o protagonista explorando o lugar – Naomie Harris está ótima e entrega bem.

Porém, o grande problema da série da HBO é apresentar um clima enigmático prometendo demais e entregando de menos.

Os mistérios na ilha de Osea ainda permanecem obscuros e com apenas dois episódios para o final a conclusão sofre a possibilidade de ser rasa demais.

Nossa nota

3,0 / 5,0

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