CRÍTICA – Vampiro no Jardim (1ª temporada, 2022, Netflix)

    O mais recente anime da Netflix em parceria com a Wit Studio já está disponível na plataforma; e com 5 episódios de 25min em média, a série Vampiro no Jardim (Vampire in the Garden) apresenta a história de Momo (Megumi Han) e Fine (Yu Kobayashi).

    A primeira temporada chegou ao catálogo da gigante do streaming no dia 16.

    SINOPSE

    Fine, uma rainha vampira e Momo, uma garota humana unem forças contra tudo e todos em busca do paraíso, um lugar onde as duas espécies convivem em harmonia.

    ANÁLISE

    Em um mundo onde os seres humanos perderam o seu lugar na superfície da Terra após anos de guerra contra uma raça de vampiros, os humanos ficaram renegados às sombras. Em um inverno frio, a humanidade perdeu sua batalha contra os vampiros e, com ela, a maior parte de onde eles chamavam de lar e os poucos sobreviventes decidiram construir um farol em uma cidadezinha cheia de luz ultravioleta, na tentativa de se proteger e quem sabe, expandir a sobrevivência dos humanos.

    Nesta cidade vive Momo, uma jovem soldado que sofre com o peso de ter uma mãe dominadora e comandante das forças humanas; soma-se a isso a aparente jovialidade de Momo que precisa encontrar seu lugar no mundo.

    Já Fine, é uma rainha vampira que uma vez amou uma humana e desde sua perda abdicou de sua natureza ao recusar-se a se alimentar de humanos.

    Enquanto a guerra se espalha pela cidade dos humanos, as duas têm um encontro fatídico e apesar da clara rivalidade entre as duas espécies, a improvável dupla se forma; após fugirem do campo de batalha as duas se conhecem melhor e Momo passa a desejar a paz entre as espécies rivais, buscando então um local onde os humanos possam conviver com vampiros; e Fine, que acredita já ter tido afeição por seres humanos no passado, irá ajudar Momo a encontrar esse lugar.

    Juntas, as duas partem em busca de um possível paraíso, onde vampiros e humanos possam ter convivido em harmonia no passado.

    Tudo parece muito bom para uma grande história de aventuras em uma jornada de duas personagens completamente diferentes um da outra e que não se sentem parte dos ambientes em que vivem, mas Vampiro no Jardim desperdiça o potencial dos locais em estilo steampunk (que remete à Rússia pelas grafias em placas, mas nenhum local possui nome), dos personagens (qual o passado de Allegro?) e transforma a trama em uma perseguição sem sentido de humanos e vampiros em busca de Momo e Fine.

    Não menos sem sentido, temos o fato de que a guerra levou os humanos a banir todas as formas de cultura (música, dança, filme, livros, etc.) porque “os vampiros espreitam em todos os cantos”. Assim, a humanidade é uma sociedade fechada, fria, reprimida, cuja principal prioridade é a sobrevivência e os vampiros são os únicos amantes das artes. Pois é, estou até agora tentando entender isso.

    VEREDITO

    A história de uma jovem humana e uma rainha vampira em uma jornada para encontrar um refúgio harmonioso para ambas as espécies é por si só um ótimo enredo mesmo que derivada, mas infelizmente o recente projeto da Netflix com o Wit Studio sofre com uma história mal desenvolvida.

    Apesar do visual interessante, Vampiro no Jardim não desenvolve seus personagens; o que torna a produção tão fria quanto os cenários mal apresentados na jornada de Momo e Fine, a propósito, que saem do nada para lugar nenhum.

    Talvez se tivesse espaço suficiente para explorar seu mundo e personagens, poderíamos ter tido um produto final melhor.

    Nossa nota

    1,5 / 5,0

    Assista ao trailer dublado:

    Curte vampiros? Então leia esses conteúdos:

    Drácula: Dissecando a criatura mais popular da cultura pop

    Drácula: As mais marcantes adaptações nos games

    Nosferatu: Conheça a origem do vampiro e suas principais adaptações

    Noites Sombrias #66 | Drácula: As mais marcantes adaptações no cinema

    Noites Sombrias #48 | 10 vampiros mais marcantes do cinema


    Inscreva-se no YouTube do Feededigno

    Assista às nossas análises de filmes, séries, games e livros em nosso canal no YouTubeClique aqui e inscreva-se para acompanhar todas as semanas nossos conteúdos também por lá!

    Artigos relacionados

    CRITÍCA: GOAT fala sobre futebol de forma diferente

    A palavra GOAT (Greatest of All Time) tem seu significado muito conectado ao esporte quando um atleta tem um desempenho histórico. Neste filme vemos...

    CRITÍCA: A segunda temporada de The Pitt mantém sua excelência narrativa

    The Pitt foi uma série muito bem recebida em seu ano de estréia por causa dos personagens carismáticos, temas que atravessam questões individuais quanto...

    CRÍTICA: ‘Kaoru Hana wa Rin to Saku’ é um dos melhores animes do ano

    E quando o amor floresce de forma tão majestosa? Animes encantam por diversas razões, pois trazem diferentes emoções, trazendo para o público narrativas poderosas...

    CRÍTICA: 2ª temporada de ‘Gen V’ tira o pé do freio e se faz melhor do que série principal

    Gen-V tinha tudo para ser o pior material de The Boys. Colocar personagens adolescentes, lidando com seus poderes. Mas surpreendentemente, é melhor do que a série original.