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RUN | Primeiras impressões da nova série da HBO

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RUN | Primeiras impressões da nova série da HBO

Se você fizesse um acordo com alguém e, após 17 anos, essa pessoa procurasse por você… o que você faria? Essa é a premissa da série Run, nova aposta da HBO.

Criada e roteirizada por Vicky Jones, a comédia da HBO possui como elenco principal os atores Merritt Wever (História de um Casamento, Inacreditável) and Domhnall Gleeson (Black Mirror, Star Wars) e conta a história de um casal que, certa vez, fez uma promessa: ao receber uma mensagem com a palavra ‘corra’ (run, em inglês) – e responder de volta com a mesma palavra – eles teriam que largar tudo e se encontrar no Grand Central Station, estação de trem que fica em Nova Iorque.

17 anos após a promessa ser feita, Billy Johnson (Domhnall) manda uma mensagem de texto para Ruby Richardson (Merritt). Eles cumprem a promessa e largam tudo – o que inclui emprego e família – e se encontram em um trem com um destino incerto para o telespectador. Sem saber o que aconteceu na vida um do outro ao longo desses anos, os episódios são envoltos em diversos mistérios e dilemas morais.

RUN | Primeiras impressões da nova série da HBO

Com dois episódios já divulgados dos sete da primeira temporada – sendo os novos episódios liberados todos os domingos à meia noite -, Run já possui 83% de aprovação no Rotten Tomatoes pela crítica especializada, e 71% de aprovação da audiência, garantindo um certo hype para uma possível segunda temporada.

Vicky Jones idealizou a série em parceria com sua grande amiga Phoebe Waller-Bridge (Fleabag, Killing Eve). Conhecida por seu humor sarcástico – tipicamente britânico – Phoebe se consolidou como um dos grandes nomes da indústria após arrebatar diversos prêmios de melhor roteiro, direção e atuação no Emmy, Globo de Ouro, Critic’s Choice e SAG Awards de 2020. Phoebe está tão em alta que foi escolhida como uma das responsáveis pelo roteiro do novo 007 – com estreia prevista para novembro de 2020.

A parceria entre as duas vem desde 2013. Vicky foi a responsável pela direção da peça de teatro de Fleabag, que garantiu inúmeros prêmios e consolidou os planos da produção que se tornou série da Amazon Prime. As duas comentaram em uma entrevista que a ideia de Run surgiu por uma brincadeira que ambas sempre fazem quando estão em uma situação desconfortável. Elas sussurram a palavra “run” uma para a outra e saem correndo.

O humor sarcástico pode ser contemplado em todos os diálogos de Run. Seguindo a tendências das séries de comédia mais recentes, em que a trama esbarra em thrillers eletrizantes (Barry) ou acaba pesando para dilemas existenciais (Fleabag), o seriado de Vicky Jones explora dilemas reais que muitas pessoas já se viram inseridas em algum momento de suas vidas. Afinal, quem nunca pensou em largar tudo e virar a sua vida de cabeça pra baixo sem pensar nas consequências?

Mesmo Domhnall não entregando uma ótima atuação nesses dois primeiros episódios, a química entre ele e Merritt é ótima, trazendo momentos engraçados e, ao mesmo tempo, desconfortáveis. Cada elemento que o roteiro impõe aos atores possui propósitos bem estabelecidos, sem apresentar buracos ou momentos desconexos com o resto da trama.

A dinâmica do trem é outro elemento interessante. A troca de vagões e a possibilidade de encontrar com pessoas aleatórias garante uma agilidade de acontecimentos interessante, mantendo o espectador interessado no que vai acontecer na sequência. Além do fator ficcional – largar tudo sem pensar no amanhã – o uso do trem é uma ideia inteligente e que abre inúmeras possibilidades a serem exploradas.

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Os personagens largaram suas vidas e entraram num trem, mas será que eles podem fugir dessa escolha? Uma vez abandonada a viagem, é difícil voltar para o mesmo trem e aproveitar as mesmas oportunidades.

Devido ao mistério ser uma âncora importante para o desenrolar dos acontecimentos, o primeiro episódio não prende a atenção logo de cara. É difícil acreditar que alguém largaria tudo quando não conhecemos suas motivações ou não sabemos, minimamente, seus objetivos. Entretanto, o segundo episódio entrega tudo o que é esperado, trazendo dilemas morais e o fator humano para o centro da história.

Run é uma série divertida e instigante. Estamos ansiosos para acompanharmos os próximos episódios.

Fique atento ao nosso site e redes sociais para acompanhar a nossa crítica completa ao término do seriado.

Assista ao trailer:

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