Início FILMES Crítica #52filmsbywomen 16 – A Condessa (2009, Julie Delpy)

#52filmsbywomen 16 – A Condessa (2009, Julie Delpy)

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A Condessa é um longa de 2009, dirigido, escrito e estrelado por Judy Delpy. No elenco, Daniel Brhul, William Hurt e Anamaria Marinca. O longa é romance de época sobre a vida de uma condessa húngara que, obcecada pela juventude e beleza, entra em uma busca sangrenta pela fórmula da juventude.

Delpy é uma atriz e diretora talentosa, e aqui demonstra também outros talentos. Além das funções de diretora, roteirista e protagonista de A Condessa, ela é a compositora principal da trilha original do filme, fazendo desse o trabalho o mais autoral de sua carreira. Apesar de pouco conhecido nas Américas, o longa foi um sucesso na França e outros países europeus. A composição aqui é um grande destaque. Filmes de época apresentam alguns desafios, como manter a textura do local e dos arranjos de arquitetura e figurino, sem perder o foco nos temas principais e diálogos que configuram um bom romance. A condessa realiza essas tarefas com sucesso.

A história, baseada em uma personalidade real conhecida como A Condessa de Sangue, é trabalhada aqui com uma sensibilidade particular. Seus erros não são perdoados, mas as suas motivações são alinhadas com pensamentos medievais, modernos e contemporâneos a respeito do medo do envelhecimento, da obsessão pela beleza e vitalidade, temas particularmente vividos por mulheres. A interação entre o elenco, em especial a construção do romance entre a condessa Erzsébet Báthory (Delpy) e seu jovem amante István Thurzó (Bruhl) é essencial para que possamos acompanhar o desenrolar da obsessão da mulher pela juventude. Outro relacionamento importante é de Báthory com sua confidente Darvulia (Marinca), que acusada de bruxaria pela sociedade local, vive sob a proteção da condessa e compartilha também com ela uma relação de amor. Darvulia é a única que se opõe aos crimes de Bárthory em busca de beleza, oferecendo um contraponto necessário.

Confira o trailer original (sem legendas):

A Condessa encerra o mês de Abril do #52filmsbywomen, onde exploramos a carreira de apenas algumas atrizes que se tornaram também diretoras, e a versatilidade que seus trabalhos oferecem. Desde um olhar histórico ao passado de sua nação com Amor e Trevas, uma investigação sobre os horrores de um regime totalitário em Primeiro Mataram Meu Pai, passando por um toque ácido e crítico ao sistema financeiro americano no recente Jogo do Dinheiro, até a visita a uma controversa e lendária personagem histórica, essas mulheres demonstram como diretoras a mesma disciplina e talento conhecidos em suas carreiras em frente as câmeras.

O que achou das indicações de Abril? Já assistiu A Condessa? Já começou a campanha #52FilmsByWomen? Tem ideia de algum filme nos indicar? Deixe-nos seus comentários e lembre-se de compartilhar esse post com seus amigos em suas redes sociais! Até domingo que vem com uma nova seleção 😉

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