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CRÍTICA – Cruella (2021, Craig Gillespie)

CRÍTICA – Cruella (2021, Craig Gillespie)

Cruella estreou no Premier Access do Disney+ no dia 28 de maio. Custando um adicional de R$ 69,90 para ser assistida antecipadamente, a produção estará disponível para todos os assinantes a partir do dia 16 de julho.

SINOPSE

Inteligente, criativa e determinada, Estella (Emma Stone) quer fazer um nome para si através de seus designs e acaba chamando a atenção da Baronesa Von Hellman (Emma Thompson). Entretanto, o relacionamento delas desencadeia um curso de eventos e revelações que fazem com que Estella abrace seu lado rebelde e se torne a Cruella, uma pessoa má, elegante e voltada para a vingança.

ANÁLISE

Uma das vilãs mais amadas da Disney, Cruella possui uma trajetória sólida nos cinemas e uma grande fã-base. Um novo live-action da personagem poderia ser visto com desconfiança, já que Glenn Close causou um impacto muito forte em 1996. Entretanto, a escalação de Emma Stone afastou qualquer dúvida sobre esta nova produção, garantindo um hype enorme entre os fãs da franquia 101 Dálmatas.

Servindo como um filme de origem, o longa de Craig Gillespie nos apresenta Cruella desde criancinha, recebendo o nome de Estella. A atriz Tipper Seifert-Cleveland dá vida a uma Estella ousada e genial desde a sua infância, pavimentando o caminho para o desenvolvimento da personagem em sua fase adulta.

A história acompanha Estella e seu sonho de ser uma grande fashionista. Contratada por uma das maiores referências na área, a Baronesa Von Hellman, Estella vê a oportunidade como uma chance de honrar sua mãe e ser uma pessoa melhor. Entretanto, estamos falando de uma vilã que, historicamente, mata cachorrinhos, então sua trajetória acaba se desvencilhando do lado bonzinho e embarcando em uma série de vinganças e golpes.

O que mais chama atenção em Cruella é certamente o trabalho de figurinos, penteados e maquiagem. O design encabeçado por Jenny Beavan é impecável, trazendo modernidade e rebeldia para as criações da personagem principal. Transitando entre a inovação e o luxo, as peças usadas no longa causam o impacto visual necessário para a trama. Afinal, uma Cruella com elementos de punk e rock era tudo o que nós queríamos ver.

A química entre Emma Thompson e Emma Stone é ótima e as cenas entre as duas funcionam muito bem. As interações do elenco secundário, que conta com Mark Strong, Paul Walter Hauser e Joel Fry, também são muito bem amarradas e rendem momentos bem divertidos. Além disso, os cachorrinhos roubam a cena em diversos momentos, sendo parte crucial para o desenvolvimento da trama.

O roteiro de Dana Fox e Tony McNamara encontra espaço para prestar homenagens ao livro clássico e a animação, utilizando diversas referências durante toda a história. Entretanto, o roteiro não se mantém preso ao que foi criado no livro, encontrando espaço para trazer a sua própria leitura sobre a vilã. Uma identidade própria que faz toda a diferença nesse novo contexto.

Outro ponto a ser destacado é a ótima trilha sonora original composta por Nicholas Britell. Mesmo não sendo tão marcante quanto em seus trabalhos anteriores, a trilha original é envolvente e muito criativa, principalmente durante as aparições de Cruella nos desfiles da Baronesa. Britell é um grande nome na área e trabalhou recentemente na trilha sonora de The Underground Railroad.

CRÍTICA – Cruella (2021, Craig Gillespie)

Não podemos deixar de ressaltar também o ótimo trabalho de Emma Stone, que entrega uma excelente atuação como Cruella. A atriz oscarizada consegue transitar facilmente entre as duas personalidades, mostrando sua grande versatilidade e talento.

Apesar dos pontos positivos, é impossível não comentar sobre os efeitos especiais. Para um longa com grande investimento como este, o CGI envolvendo os cachorros, e algumas cenas específicas, são bem desanimadores. Para um estúdio como a Disney, que está acostumado a investir pesado em seus blockbusters, é muito difícil acreditar nos efeitos utilizados aqui.

VEREDITO

Divertido, sagaz e extravagante, Cruella é um filme à altura de sua personagem principal. Dentre toda a safra de live-actions produzidas pela Disney até aqui, esse é provavelmente um dos melhores.

3,5/5,0

Nossa nota

Assista ao trailer:

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