CRÍTICA – O Diabo de Cada Dia (2020, Antonio Campos)

    O Diabo de Cada Dia (The Devil at The Time) é uma das grandes apostas de 2020 da Netflix. O longa é dirigido por Antonio Campos e é estrelado por Tom Holland (Homem-Aranha Longe de Casa).

    SINOPSE

    O Diabo de Cada Dia

    No interior dos Estados Unidos, a corrupção moral faz até dos homens considerados justos perecerem por conta de péssimas escolhas e traumas do passado, uma vez que cicatrizes foram feitas em muitas almas daquele lugar.

    ANÁLISE

    O Diabo de Cada Dia

    O novo longa da Netflix tem uma aura tensa, pois aborda profundamente questões como a moralidade e valores corrompidos.

    A trama segue quatro personagens centrais, visto que tem o intuito de mostrar diversas linhas que se cruzam no fim. 

    A mais importante delas segue a jornada de Arkin Russell (Tom Holland), um jovem rapaz que teve uma infância difícil por conta do comportamento de seu pai Willard Russell (Bill Skarsgård). As outras histórias são protagonizadas pelo próprio Willard no primeiro ato, por Lee Bodecker (Sebastian Stan), Carl Henderson (Jason Clarke), Sandy Handerson (Riley Keough) e o próprio Arkin no presente.

    O filme tem um longo desenvolvimento, não se preocupando em contar suas histórias no tempo que for preciso, pois o importante é o quão complexos são seus personagens. 

    Há diversas discussões importantes em O Diabo de Cada Dia, pois são abordados temas pesados como pedofilia, corrupção, violência e prostituição. Antonio Campos aborda de forma crua seus personagens, pois mostra as piores facetas de cada um por meio de uma narrativa que tem como objetivo chocar o espectador muitas vezes.

    A leitura de Campos é precisa em alguns aspectos da psique humana, uma vez que cada um dos protagonistas quer atingir seus objetivos por subterfúgios ilícitos, pois não há uma consequência grave em seus atos.

    No entanto, o diretor nos prepara para um ápice que traz as devidas penitências aos seus personagens, gerando uma recompensa interessante, mesmo que destoante do ritmo do filme em seu terceiro ato.

    ATUAÇÕES

    O Diabo de Cada Dia

    O Diabo de Cada Dia conta com um elenco de peso que faz jus à sua contratação. Bill Skarsgård começa justo e bom, mas vai se tornando sombrio por conta dos acontecimentos que o levam a ter atos questionáveis.

    Robert Pattinson e Sebastian Stan abordam um tom mais canastrão aos seus personagens, deixando-os mais estereotipados. Os dois sãos os únicos que destoam dos demais.

    Jason Clarke e Riley Keough tem um arco repetitivo, mas entregam boas atuações.

    Tom Holland é a estrela do filme. O ator tem muito talento e consegue entregar um protagonista forte e cheio de camadas. Sua atuação é assustadora e merece uma indicação ao Oscar

    Arkin tem um passado sombrio e Holland consegue emular seus sentimentos. A sua fisicalidade e expressões faciais mostram um amadurecimento doloroso de um homem que tem muitos problemas. Sua atuação é forte e deixa para trás o nosso querido Peter Parker.

    VEREDITO

    Com uma trama pesada e uma discussão necessária sobre se corromper por meio de benesses, O Diabo de Cada Dia apresenta de forma dura a realidade de pessoas quebradas de espírito.

    As atuações são envolventes, seu ritmo é lento, contudo, o material final vale muito à pena, pois temos sim um dos postulantes a melhor filme de 2020.

    Nossa nota

    Confira o trailer do filme:

    O Diabo de Cada Dia chega no catálogo dia 16, quarta-feira. Lembre-se de após assistir, voltar aqui e deixar sua nota e comentários!

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