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CRÍTICA – Homem-Aranha: Longe de Casa (2019, Jon Watts)

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CRÍTICA - Homem-Aranha: Longe de Casa (2019, Jon Watts)

A Marvel Studios está há 11 anos com seu universo consolidado nas telonas. Fomos apresentados a diversos personagens, com arcos incríveis e grandes sagas no cinema. Vingadores Ultimato foi o marco histórico d’Os Heróis Mais Poderosos da Terra e Homem-Aranha: Longe de Casa veio para finalizar e tentar abrilhantar esse último ato.

A trama se passa um pouco após os acontecimentos de Ultimato, com um ar de luto e honraria aos heróis que foram mortos em batalha e gira em torno de uma premissa: quem será o novo Homem de Ferro? Esse ponto é o catalisador da obra e tenta nos dar uma resposta sobre como serão os próximos anos da Marvel Studios no cinema.

Tecnicamente, o filme possui diversas qualidades. A fotografia é linda e os efeitos visuais são impressionantes. A escolha de cenários foi muito bem feita, e temos diversas cenas com muita luz e bem iluminadas também à noite, com contrastes perfeitos. Uma cena específica de batalha é totalmente imersiva e faz com o que o espectador perca o fôlego em cada segundo, sendo o ponto mais alto de todo o filme. O investimento feito na questão de efeitos visuais foi bem realizado.

Em questões de atuação, o filme possui excelentes momentos, principalmente quando Jake Gyllenhaal (Mysterio/Quentin Beck) ou Jacob Batalon (Ned Leeds) estão em tela, o segundo com menos tempo do que no longa anterior, infelizmente. Temos que fazer um destaque aqui: Tom Holland (Homem-Aranha/Peter Parker) ainda não possui personalidade própria como o teioso, problema muito atribuído ao roteiro que coloca o herói como apenas um coadjuvante de Tony Stark, mesmo em suas próprias histórias. Robert Downey Jr. continua sendo o norteador da Marvel e de fato, a substituição do Vingador Escarlate será uma tremenda dor de cabeça aos executivos da empresa. Seu carisma e presença serão sentidos por muitos anos, uma vez que Tom ainda não achou o tom (piada boa) do personagem, muitas vezes como um menino ingênuo e, até certas vezes idiota por culpa desse bom mocismo.



Alguns fatos não são críveis e isso pode acabar deixando alguns fãs um pouco frustrados com certas escolhas dos roteiristas em momentos específicos, algo negativo com um dos super-heróis mais amados e inteligentes da editora.

Homem-Aranha: Longe de Casa é um filme que trabalha muito a questão da emoção e legado. Visualmente é incrível, mas sua história simples e previsível nos entrega uma experiência incompleta como apenas mais um filme pipoca no formato de arrasa-quarteirões, algo muito aquém de uma franquia que tinha tudo para ser umas das mais espetaculares dos últimos anos.

Nossa nota


Assista ao trailer legendado:

Homem-Aranha: Longe de Casa é o mais novo filme da Marvel Studios, mas é distribuído pela Sony Pictures e chega amanhã (04) aos cinemas. Lembre-se de voltar nesta crítica após assisti-lo para deixar seus comentários e sua avaliação!

Nota do publico
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