Assassin’s Creed: 15 anos de franquia da Ubisoft

    Nada é verdade, mas é quase unanime como poucos se lembram do jogo de origem da franquia Assassin’s Creed; desenvolvida pela Ubisoft, muitos elementos deste primeiro game são utilizados em diversos títulos da franquia, incluindo os recentes Assassin’s Creed Odyssey (2018) e Assassin’s Creed Valhalla (2020). 

    O título lançado em 2007 para Xbox 360, Playstation 3 e PC, trouxe elementos até então inovadores para jogos de mundo aberto e que se tornaram uma exigência padrão atualmente.

    RELEMBRANDO DE ASSASSIN’S CREED (2007)

    Tudo é permitido em uma narrativa ambientada na era das cruzadas utilizando uma combinação de elementos furtivos com ação dinâmica em terceira pessoa, além da movimentação peculiar aos jogos da época como manobras de pakour para escalar grandes estruturas e fazer reconhecimento de áreas do mapa. Apesar de ter momentos de monotonia devido ao padrão repetitivo dos NPCs, o primogênito Assassins Creed foi muito elogiado pela crítica especializada rendendo algumas premiações na E3 de 2006.

    A história não nos orienta logo de imediato e ficamos perdidos, assim como o protagonista Desmond Milles sequestrado por agentes da Abstergo Industries, levado para experimentos na máquina Animus e forçado a reviver memórias genéticas em um ambiente de simulação.

    O ancestral é Altaïr Ibn-La’Ahad, um membro da ordem dos assassinos que havia falhado em recuperar a maçã do Éden no templo de Salomão e, como punição de seu mentor Al Mualim, deve eliminar nove alvos da sociedade secreta conhecida como Templários; incluindo o grão mestre Robert que utiliza das Cruzadas para promover os objetivos ideológicos da sua ordem.

    Assassin's Creed: 15 anos de franquia da Ubisoft
    Desmond Milles (esquerda) e Altaïr Ibn-La’Ahad (direita).

    É neste clima de descoberta que vamos desvendando detalhes vitais não apenas para esta história como para o próprio futuro da franquia. Estes conceitos que se tornariam uma marca registrada, ao mesmo tempo que exploramos mais sobre estes personagens incríveis como o próprio Desmond, seu ancestral Altaïr e aliados como Lucy Stillman, infiltrada nas industrias Abstergo como assistente do doutor Warren Vidic, líder dos experimentos com o Animus.

    A trama tem diversas surpresas como a descoberta de Desmond sobre o “efeito de sangramento” que ocorre devido a exposição demasiada ao Animus e seus efeitos colaterais como alucinações e patologias associadas a desordem de personalidade.

    No jogo, ao utilizar o efeito de sangramento é possível ver mensagens escondidas de outra vítima da Abstergo, o Experimento 16 (Subject 16) que até aquele momento não se sabia o seu paradeiro. Para Altaïr, a inesperada surpresa fica por conta da traição de seu mentor, Al Mualim, que utilizou o assassino para eliminar as pessoas que sabiam do seu envolvimento com os Templários, encobrir seus rastros e ficar com a maçã do Éden e todo o seu poder para si.

    HERANÇA

    A respeito de conceitos que perduram sobre a franquia, podemos abordar este ponto tanto do aspecto de sua jogabilidade quanto da própria narrativa mais ampla e o uso do pakour que se tornou uma das características mais marcantes e presente em todos os jogos da franquia.

    Movimentos investigativos como descobrir pistas para determinados alvos ao longo dos anos foram se tornando missões secundárias para o personagem principal; a sincronização para liberar determinadas áreas do mapa assim como descoberta de missões e detalhes mais específicos como os assassinatos aéreos e o assobio para chamar à atenção de um inimigo foram sendo aperfeiçoados a cada novo capítulo da franquia da Ubisoft.

    Quanto a narrativa, podemos falar da Ideologia dos Assassinos, afinal este primeiro título é a origem do mentor mais importante para toda a história da Irmandade e sua jornada para se tornar tão conhecido ao longo dos séculos.

    Altaïr é lembrado ao longo da franquia como um dos mentores mais sábios da história dos assassinos e sua jornada não envolve apenas o seu crescimento como parte da Ordem, mas também um desenvolvimento pessoal e o seu entendimento da importância de ter conhecimento e sabedoria, aliás importante ressaltar o cerne de toda a história do jogo ser a busca pela sabedoria com a corrida pela maçã do Éden e o que ela pode prover em aspectos de conhecimento futuro para a época atual.

    Outro aspecto narrativo importantíssimo de Assassins Creed está relacionado a utilizar os elementos históricos para desenvolver a sua própria história.

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    Neste primeiro capítulo a presença de pessoas reais como Guilherme V de Monferrato, Roberto IV de Sablé, Rei Ricardo I da Inglaterra, além de citações a outras personalidades que existiram como o Sultão Saladino, são atrativos para tornar o jogo mais interessante, assim como os mapas do jogo inspirados em cidades que existem como Damasco, Masyaf, Jerusalém e Acre (não o nosso estado brasileiro) e como estas cidades eram no período da terceira Cruzada.

    A história se encerra com Desmond fugindo da Abstergo e a sincronização entre as suas memórias com Altaïr que por sua vez tem acesso ao conhecimento da maçã e a uma verdade que mudaria a sua visão de mundo.

    O primeiro jogo de Assassin’s Creed é um titulo de origem que poucos tiveram acesso ou pelo menos se lembram, mas apesar de sua base mais simples em relação aos títulos posteriores, o primogênito da longeva franquia tem uma jogabilidade divertida, elementos históricos interessantes e uma aventura repleta de surpresas.

    CINEMA

    Assassin's Creed: 15 anos de franquia da Ubisoft

    Tamanha é a importância da franquia que em 2016, um dos jogos do momento ganharia também seu lugar na telona, o que não foi de espantar, considerando que o próprio jogo conta com gráficos que lembram um filme.

    Os cenários belíssimos e a história rica da franquia, no entanto, fizeram com que a crítica fosse dura para com o filme, considerando que este ficou aquém em termos de narrativa.

    O longa é estrelado por Michael Fassbender (X-Men: Primeira Classe), Jeremy Irons (Liga da Justiça) e Michael K. Williams (Lovecraft Country).

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