A Ubisoft tem mantido Assassin’s Creed Hexe sob forte sigilo desde o seu anúncio, mas os rumores não param de crescer. O título, que promete ser uma experiência mais sombria e focada na narrativa durante os dias do Sacro Império Romano-Germânico e da Caça às Bruxas na Alemanha, acaba de receber um teaser que deixou os fãs em polvorosa: o lendário mestre assassino Ezio Auditore pode estar de volta.
O teaser em AC Black Flag Resynced
A pista mais recente (e mais forte) veio através do Final Rift em Assassin’s Creed Black Flag Resynced. A Ubisoft fez uma homenagem aos jogos anteriores apresentando um marco histórico de cada um.
No final do Rift, os fãs puderam ver a Catedral de São Lourenço (localizada em Nuremberg, um dos palcos vazados de Hexe). No entanto, o detalhe mais arrepiante foi notado pelos fãs mais atentos à parte sonora: a música que toca ao fundo dessa revelação é “Ezio’s Family”, a icônica faixa de Jesper Kyd lançada no Assassin’s Creed 2 original.
Embora a música já tenha sido usada como um tema geral da franquia antes, nenhum dos outros jogos provocados neste Rift tinha relação direta com o personagem, o que indica que a Ubisoft sabe exatamente que fogo está alimentando.
A conexão com a família Auditore
Mas como Ezio se encaixa em um jogo que se passa séculos depois? De acordo com vazamentos, os jogadores assumirão o papel de uma jovem chamada Annika, cujo intelecto a coloca em perigo durante a perseguição às bruxas.
Os rumores apontam que Annika é uma descendente direta de Claudia Auditore, a irmã de Ezio, o que a torna parte da família. Aparentemente, a protagonista conseguirá se comunicar com Ezio através de um Artefato Isu ou de Selos de Memória (semelhantes aos usados por Ezio para ver as memórias de Altaïr em Assassin’s Creed Revelations).
Também há relatos de que a narrativa abordará um conflito ideológico entre a interpretação do Credo feita por Ezio no passado e como ela se aplica a Annika no contexto da Irmandade Alemã liderada por um personagem chamado Wulfgang.
Ainda não sabemos se o retorno de Ezio será uma aposta puramente baseada na nostalgia ou um acerto brilhante na narrativa, mas se a Ubisoft jogar as cartas certas, Assassin’s Creed Hexe tem tudo para ser um dos capítulos mais marcantes da saga.
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O fim do mundo já foi retratado de diversas formas nos videogames, mas poucas vezes de maneira tão melancólica e esperançosa quanto em Beast of Reincarnation. Afastando-se das fórmulas tradicionais, a Game Freak entrega uma obra que parece beber diretamente de fonte de clássicos do Studio Ghibli, como Princesa Mononoke, ao passo em que mistura suas dinâmicas com Sekiro. Tudo para nos apresentar um Japão no ano de 4026, devastado pela implacável Pestilência.
O resultado é um dos títulos mais bonitos, trágicos e mecanicamente satisfatórios dos últimos anos e por mais que a jornada sofra com problemas de compasso que a impedem de alcançar a perfeição absoluta.
A Game Freak aqui, se distancia de todas suas propriedades intelectuais anteriores e tenta criar algo verdadeiramente novo e diferente do que já fez incessantemente com sua franquia principal, Pokémon. E até mesmo outros games, como Little Town Hero e Giga Wrecker.
Beast of Reincarnation fala do mundo de uma maneira profunda e intimista. Nos lança pelo mundo do game tendo como ponto de vista uma Seladora, uma pária de uma sociedade humana quase extinta, que pode controlar o mal que aflige aquela realidade, e pode ser sua única salvação.
O fim do mundo e companheiros inesperados
A força motriz da narrativa não está no mistério sobre a ruína de um mundo semelhante ao nosso e como ele ficou assim. Está na relação entre os dois protagonistas. De um lado, temos Emma, uma Seladora exilada pela sociedade, que carrega o peso de poderes ligados à manipulação de plantas e da Pestilência (este último, é o mal que assola este mundo). Do outro, temos Ko, um lobo gigante corrompido que se tornará nosso companheiro ao longo dessa jornada.
A Fictions brilha ao não tratar Ko como um mero mascote na nossa jornada, ele faz com que este seja o parceiro essencial para a nossa jornada. As interações entre os dois, em meio a cenários onde florestas mutantes irrompem subitamente da terra morta, constroem uma atmosfera densa e amedrontadora.
Personagens de apoio que se apresentam ao longo da jornada, como Mikoto e a enigmática Violet, adicionam camadas a um roteiro que sabe esconder seus segredos, revelando verdades perigosas nos momentos certos.
Gameplay: a mistura perfeita entre ação e estratégia
Se a arte e a história encantam, é no combate que Beast of Reincarnation crava sua identidade. O sistema híbrido é um triunfo de design.
Controlando Emma, o jogo exige reflexos rápidos. A ação flui através de golpes de katana e, principalmente, do domínio do Parry, que ouso dizer, é uma das partes mais satisfatórias do game.
Diferente de experiências punitivas extremas, o sistema aqui é convidativo, mas recompensador, não apenas pela forma como o combate pode se desenrolar se você souber tirar o melhor dele.
Seja ao acertar defesas perfeitas, causando a quebra da postura inimiga e gerando Pontos de Florescência (o combustível do seu parceiro), ou mergulhando pelas profundezas de um Japão que se assemelha ao que conhecemos.
É aqui que a genialidade tática entra: ao acionar Ko, a ação desacelera drasticamente, transformando a tela em um menu de RPG de turnos. Usando os FPs gerados por Emma, você comanda Ko para executar as Artes de Florescimento (habilidades que podem imobilizar, curar ou abrir brechas críticas).
Essa sinergia atinge o ápice com o elementos de gameplay diretamente ligado à sinergia dos dois, criando um ciclo de dependência mútua (Emma defende e gera recursos, Ko auxilia no combate controlando o campo e Emma finaliza) que nunca deixa de ser satisfatório, especialmente contra os gigantes chefes Nushi.
O elefante na sala: a queda de ritmo pós-ato 1
Apesar de todas as suas qualidades brilhantes, Beast of Reincarnation sofre de um problema crônico de estrutura.
O primeiro ato do jogo é magistral: a introdução do universo, o aprendizado das mecânicas, as memórias recém-descobertas, o encontro com Ko, o parry e as primeiras boss fights criam um senso de urgência e deslumbramento impecáveis.
No entanto, assim que a cortina do primeiro ato se fecha e o mundo se abre de forma mais ampla, o jogo perde o ritmo de forma considerável. A urgência narrativa dá lugar a uma barriga de exploração que, por vezes, é repetitiva.
Seja explorando a mesma área vezes e mais vezes antes de prosseguir para o ato seguinte, o jogo pode requerer muito grinding antes da primeira grande boss fight. Missões de purificação que antes pareciam eventos grandiosos começam a adotar um formato estrutural reciclado deixando pouca coisa nova pela frente.
À parte da inclusão de novos personagens em nossa party, mesmo que sem nos auxiliar diretamente no combate, apenas à bordo do Caminhante Purificador (nosso meio de locomoção por essa Japão destruída), o game passa a exigir menos de nós como jogadores.
E sim, após o grinding para enfrentar o primeiro boss, todo desafio pode parecer fácil demais se você estiver mais atento.
O jogo leva algumas boas horas para reencontrar seu prumo e engatar a marcha novamente para o excelente clímax, mas essa quebra de compasso no meio do caminho é inegável e dilui o impacto de uma narrativa que merecia ser mais concisa.
Veredito
Beast of Reincarnation é uma prova do potencial criativo da Game Freak fora de suas zonas de conforto habituais. O sistema de combate que mescla a tensão da ação em tempo real com a pausa tática dos turnos é algo que ditará tendências, e a direção de arte entrega paisagens inesquecíveis.
A queda abrupta de ritmo no segundo ato exige paciência do jogador, mas aqueles que persistirem através da lentidão mediana serão recompensados com uma conclusão marcante e um dos mundos mais cativantes da geração.
Agradeço à assessoria o envio da chave do game para que pudéssemos produzir o conteúdo sobre ele.
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A nova CEO do Xbox, Asha Sharma, visitou os escritórios da Bethesda nesta semana. No entanto, o que deveria ser uma visita de rotina ganhou contornos dramáticos: enquanto membros da liderança do Xbox estavam lá dentro, trabalhadores sindicalizados protestavam do lado de fora contra a recente demissão de 1.600 funcionários.
Para tentar contornar a situação e desviar a atenção da mídia, Sharma recorreu ao Twitter/X para soltar uma “bomba” de informações: o aguardado The Elder Scrolls VI está fantástico.
”Escala e grandeza incríveis”
De acordo com a publicação de Sharma no dia 11 de agosto, ela teve a oportunidade de assistir a um “gameplay ao vivo” do RPG (o que indica que ela não jogou de fato, mas assistiu a uma demonstração).
Segundo a executiva, a “escala e grandeza [do jogo] são incríveis”, acrescentando ainda que “a história é ainda melhor”. Como se não bastasse para inflamar o hype, o tweet incluiu um subtítulo censurado para o jogo, aparentemente composto por oito letras. Se não for apenas uma quantidade aleatória de asteriscos, os fãs da franquia certamente passarão os próximos dias criando teorias sobre o que essa palavra de oito letras significa para a sequência.
O rato gigante e os protestos
Apesar das boas notícias para os fãs que aguardam o jogo desde o pequeno teaser de 2018, é difícil não enxergar a publicação da CEO como uma tática de distração.
Do lado de fora do QG da Bethesda em Rockville, Maryland, encontrava-se “Scabby” — um rato inflável gigante frequentemente usado por sindicatos americanos para apoiar trabalhadores em greve ou protestos. Os desenvolvedores do Xbox e da Bethesda vêm expressando publicamente suas insatisfações com as decisões da liderança, os rumos do Game Pass e a falta de segurança no emprego.
Com a previsão de que o Xbox demita mais 1.600 trabalhadores antes do final deste ano, a revelação repentina sobre o estado de The Elder Scrolls VI parece ter sido uma jogada estratégica para que a mídia focasse no lançamento do jogo, e não na crise trabalhista que assola a empresa.
Resta saber se a tática funcionou, ou se os jogadores continuarão cobrando responsabilidade da gigante dos games.
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Hollywood continua apostando nas lendas urbanas da internet para encontrar o seu próximo grande sucesso de bilheteria no terror.
O infame assassino da internet está pronto para sair dos fóruns antigos e invadir os cinemas. O estúdio de mídia Tongal, em parceria com a estrela do TikTok Savanah Moss, anunciou que está desenvolvendo um longa-metragem baseado em Jeff the Killer, a creepypasta que assombra a web há quase 20 anos.
A movimentação é mais um exemplo claro de como Hollywood está correndo para adaptar curtas de terror virais e histórias da internet, na esperança de encontrar o próximo sucesso estrondoso nos moldes de The Backrooms.
A produção e a visão de Savanah Moss
De acordo com o portal The Wrap, Savanah Moss, que acumula mais de 11 milhões de seguidores no TikTok, ajudará a produzir o filme e moldar sua direção criativa.
”Eu cresci lendo Jeff the Killer e todas as histórias de terror creepypasta, então definitivamente há uma conexão nostálgica para mim”, disse Moss ao The Wrap. “O que eu sempre amei no Jeff é o quanto do personagem foi construído pela internet. Ele ficou marcado nas pessoas e se tornou um ícone da rede”.
A influenciadora ainda ressaltou o tom que deseja para a adaptação: “Temos essa oportunidade única de pegar o personagem que todos conhecem e criar um filme de terror verdadeiramente aterrorizante e fundamentado, mas mantendo a essência de sua origem. Eu não quero apenas recriar a creepypasta — quero que Jeff pareça assustadoramente real.”
Polêmica envolvendo “trabalho especulativo”
Um detalhe que tem chamado a atenção negativamente nos bastidores é a estratégia da Tongal e de Moss para atrair ideias. A produção pretende recorrer à internet para solicitar conceitos e personagens a outros criadores de conteúdo.
As poucas ideias selecionadas renderão aos seus criadores o valor de US$ 300, enquanto outras receberão “menções honrosas” com um pagamento de US$ 50. O restante não receberá nada. Essa prática, conhecida como spec work (trabalho especulativo), costuma ser mal vista na indústria por não remunerar adequadamente profissionais criativos.
A corrida pelo terror da internet
Jeff the Killer surgiu em 2008 como uma imagem modificada de um rosto bizarro que se espalhou rapidamente. Logo, uma história foi criada ao redor da imagem: um serial killer adolescente que sussurrava “Go to sleep” (Vá dormir) antes de fazer suas vítimas.
O projeto é apenas mais um na nova onda de propriedades de terror da web que estão chamando a atenção dos grandes estúdios. Após The Backrooms arrecadar mais de US$ 300 milhões globalmente com um orçamento minúsculo, produtoras estão comprando direitos de adaptação de diversas outras franquias online, como Siren Head e The Mandela Catalogue.
O filme de Jeff the Killer ainda está em estágios iniciais e não possui elenco, roteirista ou diretor confirmados.
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O aguardado spin-off da franquia The Witcher perdeu mais uma parte de sua equipe de desenvolvimento, levantando dúvidas sobre o futuro do projeto.
O Project Sirius, o próximo jogo que promete misturar a clássica experiência single-player de The Witcher com elementos cooperativos multiplayer, está passando por mais um momento turbulento. Quatro anos após o seu anúncio oficial em 2022, o estúdio responsável, The Molasses Flood (subsidiária da CD Projekt Red), realizou uma nova onda de cortes em sua equipe de desenvolvimento.
Os detalhes da reestruturação
De acordo com informações obtidas pelo portal Kotaku, as mudanças recentes no estúdio incluem:
9 desenvolvedores demitidos: Profissionais que atuavam diretamente no desenvolvimento do jogo foram desligados.
9 funcionários realocados: Outros nove membros da equipe estão em processo de transferência para projetos diferentes dentro da própria CD Projekt Red.
Mudança de estratégia: As movimentações refletem uma mudança mais ampla na direção e estratégia de desenvolvimento do título.
Um histórico de dificuldades
O desenvolvimento de Project Sirius não tem sido fácil. Anunciado originalmente em 2022, o jogo sofreu um reboot total no início de 2023. Naquela ocasião, a empresa decidiu que a direção inicial do projeto não estava alinhada com os padrões da franquia, o que resultou na demissão de 29 desenvolvedores.
Desde o reinício, o estúdio manteve um perfil discreto, e relatos internos indicavam que, após algumas mudanças implementadas na última primavera, o projeto finalmente parecia estar caminhando bem.
O jogo ainda vai acontecer?
Apesar do clima de incerteza gerado por mais uma rodada de demissões, o Project Sirius continua em desenvolvimento.
Um forte indício de que a CD Projekt Red ainda aposta alto no título é a recente contratação de Kwan Perng, o aclamado roteirista conhecido por seu trabalho em Destiny 2. Perng assumiu a posição de roteirista principal do Project Sirius, o que sugere que o escopo narrativo do jogo – uma peça fundamental em qualquer título de The Witcher – está recebendo atenção especial nesta nova fase.
Resta agora aos fãs aguardarem por atualizações oficiais da CD Projekt Red para entenderem como essa nova estratégia afetará o produto final que chegará às mãos dos jogadores.
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Se você já se frustrou ao chegar no final de um Passe de Batalha apenas para desbloquear uma skin de um personagem que nunca utiliza, a Blizzard preparou uma excelente novidade. A Temporada 4 de Overwatch, que estreia hoje (11), traz uma reformulação profunda no sistema de progressão, focando em dar mais liberdade e escolha aos jogadores.
Em uma nova publicação no blog “Director’s Take”, o diretor de produtos de Overwatch, Chris McCabe, reconheceu que com um elenco de mais de 50 heróis, é impossível agradar a todos em um único passe. Para solucionar isso, o jogo está introduzindo o sistema de “Tier Hack”.
Como funciona o Tier Hack?
A partir da Temporada 4, os compradores do passe de batalha premium poderão “hackear” uma skin lendária no final de uma trilha de recompensas e substituí-la por outra de uma lista selecionada, que inclui cosméticos antigos da loja e das clássicas caixas de itens.
“Se você é um jogador da função Tanque que não está interessado nas skins de Dano e Suporte do seu passe, você pode usar o Tier Hack para trocar aquela skin do Cassidy por uma que vai aproveitar mais”, explicou McCabe. O catálogo de substituição mudará a cada temporada e sempre cobrirá as três funções do jogo. Logo de cara, a Temporada 4 oferece 12 skins lendárias nesse banco de trocas.
Progressão dividida em trilhas
O Tier Hack não chega sozinho. O antigo passe linear de 80 níveis foi aposentado. Agora, as recompensas são divididas em seis blocos menores. Após completar uma trilha introdutória mais curta, o jogador tem a liberdade de escolher qual das outras cinco trilhas deseja progredir, podendo alternar entre elas a qualquer momento. Assim que todas as seis forem finalizadas, o avanço continua para os títulos de prestígio, como de costume.
Segundo McCabe, o objetivo não é “reinventar a roda” – já que jogos como Call of Duty e o próprio Diablo 4 adotam modelos parecidos –, mas sim garantir que o tempo investido no jogo recompense o jogador com o que ele realmente quer. A quantidade total de itens e a experiência necessária para completá-los permanecem as mesmas.
Além das melhorias no Passe de Batalha, a Temporada 4 de Overwatch já está no ar e também marca a estreia de D.Mon, a nova heroína Tanque do esquadrão MEKA.
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