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    CRÍTICA: ‘Assassin’s Creed Black Flag Resynced’ é a jornada definitiva pelo Caribe na Era da Pirataria

    Remakes costumam, em grande parte, adaptar a história original e nos apresentar uma nova experiência visual, quase sempre sendo experiências 1:1 em relação aos games nos quais foram baseados. Mas, vez ou outra, surge algo fora da curva, como a trilogia de remakes de Final Fantasy VII: Remake, Rebirth e Revelation. O primeiro é o caso de Assassin’s Creed Black Flag Resynced, que, após muitos anos de espera, chega triunfante amanhã aos consoles da nova geração e aos PCs.

    Adentrar no mundo de Assassin’s Creed Black Flag Resynced, cerca de 13 anos após jogar o original pela primeira vez, teve alguns efeitos sobre mim. Além do efeito nostálgico, o jogo me proporcionou horas e mais horas de diversão a fio, e me fez querer remakes de games não tão marcantes quanto este, como Assassin’s Creed III.

    Mergulhar mais uma vez na Era da Pirataria em Black Flag Resynced me trouxe uma experiência tão singular quanto na primeira vez, mas com uma enorme carga nostálgica. Já garanto, no entanto, que isso não me impediu de ver os claros problemas presentes na experiência.

    Gameplay, combate e o que mudou?

    Resynced

    A gameplay de Assassin’s Creed Black Flag Resynced foi completamente retrabalhada, desde o combate até a navegação e a exploração submarina. Tudo a fim de aproveitar mecânicas do passado e abraçar o que a franquia faz de melhor hoje: um combate responsivo e recompensador, que possui peso e um feedback singular no que diz respeito a como o mundo reage a nós.

    Resynced funciona como um remake, mas também como uma ótima janela de entrada para a franquia. Edward Kenway se faz como um interessante e multifacetado protagonista e, quando adentramos em sua jornada, toda a sua trama coloca um peso no já milenar combate entre Assassinos e Templários. Ao ser inserido no antigo conflito por puro acaso, em busca apenas de benefício próprio, Edward logo percebe que existe algo maior ali do que ouro e recompensas materiais.

    O combate de Assassin’s Creed Black Flag Resynced foi refeito a ponto de ser ainda mais recompensador do que no passado. Deixando de lado habilidades baseadas quase que inteiramente em RPGs (como Shadows, Valhalla e outros games da franquia o fazem), Resynced foca em entregar um “arroz com feijão” bem-feito.

    Focando o combate em parry (para rápidas finalizações) e movimentos mais fluidos, ouso dizer que o remake faz um trabalho melhor do que o original. Deixando no passado elementos ultrapassados e até mesmo mecânicas ligadas à estrutura das missões, o título dá uma sobrevida à trama profunda que o jogo possui.

    Ouvir segredos, mergulhar no mar do Caribe e derrotar embarcações inglesas, espanholas e até mesmo caçadores de piratas chega a ser mais recompensador do que no game original.

    Localização, músicas e oficiais

    Resynced

    A localização de Assassin’s Creed Black Flag Resynced é um deleite à parte. O retorno de Acácio Oliveira na dublagem de Edward Kenway mostra o dublador bem mais à vontade na pele do personagem. A dublagem casa perfeitamente com a “nova” ambientação graças aos gráficos, que oferecem uma profundidade ainda maior.

    Há, além das tradicionais músicas presentes no game original, a trilha Leave Her Johnny, em uma colaboração com Woodkid.

    A tripulação do Gralha aqui torna as navegações mais ricas, de modo que os parceiros e sobreviventes resgatados do mar unem suas vozes para entoar algumas das músicas mais clássicas de Black Flag, como Randy Dandy O.

    Outro elemento interessante é a inclusão de três novos oficiais que podem ser recrutados. Dentre eles estão Lucy Baldwin, Tobias Smith e The Padre, cada um deles com histórias ricas em detalhes e desfechos bem interessantes para as suas respectivas jornadas.

    O mar foi retrabalhado, o mapa ficou mais rico

    Resynced

    Explorar o mar, seja na superfície ou nas profundezas, tornou-se ainda mais recompensador. Seja mecânica ou visualmente, Black Flag Resynced dá uma nova vida ao game e muda os gráficos inteiramente, trazendo uma espécie de realismo. Isso dá ao mar o tom característico do Caribe e, por vezes, mergulhar parece a cena de um sonho.

    Diferentemente do que é feito em outros remakes, em que os estúdios aproveitam para aumentar o escopo e, por vezes, o mapa de suas histórias, Resynced opta por manter o mapa do mesmo tamanho: 16×16 km. Ao povoar áreas enormes anteriormente vazias, o game espalhou ilhas pelo mar que podem ser acessadas e exploradas. Algumas delas fornecem até mesmo itens interessantes e necessários para a progressão. E, caso uma delas esteja no seu caminho, recomendo fortemente explorá-las.

    Resynced

    Outro elemento que merece destaque aqui é como a parte submarina dos arredores de cada uma das ilhas ou das grandes cidades foi retrabalhada. Foram incluídos elementos que se assemelham a corais, nos quais é possível ver peixes, tubarões e até mesmo baleias. Esta última, inclusive, possui uma atividade diretamente ligada a ela; afinal, a caça a baleias é um elemento histórico da Era da Pirataria.

    A Ubisoft ainda é a mesma? O veredito

    Resynced

    Resynced foi produzido pela Ubisoft Singapore, o braço da Ubisoft responsável por Skull and Bones. Sob o controle criativo do diretor Paul Fu, o game optou por deixar de lado elementos importantes, como a DLC Freedom Cry, de Adewalé, que possuía um papel importante na jornada não apenas do personagem, mas também na de Edward. A DLC nos fazia entender o peso da presença dele, bem como suas motivações em desmantelar o comércio de escravos na região do Haiti.

    Lembra que citei as ilhas que foram mais bem povoadas no remake? A Black Island da DLC, que antes podia ser acessada apenas via viagem rápida, agora pode ser alcançada por navegação direta. A DLC, que conta a história do Capitão Henry Morgan, oferece itens exclusivos e um arco narrativo interessante, mas nada demais.

    A remoção da história de Adewalé e a inclusão de uma história de mínima coragem me fazem ver que a Ubisoft não é mais a mesma, pelo menos não em termos de ousadia. Ter contado uma história profunda em 2013 e omiti-la agora mostra certa covardia por parte do braço de Singapura da Ubisoft, o que é, no mínimo, triste.

    Quanto ao braço singapurano da Ubisoft, ele é o responsável pelo desenvolvimento de Skull and Bones, um jogo feito para replicar os elementos que os fãs passaram a amar tanto nos combates marítimos do Black Flag original. Agora, ao retornar a Black Flag com Resynced, a Ubisoft Singapore parece ter entregado o que nasceu para fazer, fechando o ciclo.

    Tendo encontrado pouquíssimos bugs ou problemas relacionados à gameplay, tive uma experiência extremamente satisfatória, mesmo após 15 horas de jogo (e pretendo voltar e chegar ao fim da jornada, como fiz no passado).

    Assassin’s Creed Black Flag Resynced é profundo e nos faz sentir o quão rica uma história pode ser. Edward Kenway é o personagem que assume a missão que lhe é imposta em meio a diversos perigos. Seu desenvolvimento é elaborado e oferece uma narrativa vasta e complexa.

    Confira o trailer do game:

    Assassin’s Creed Black Flag Resynced chega ao PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC no dia 9 de Julho.

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    O Estado do Xbox em 2026: Reestruturação, demissões e o futuro dos estúdios

    A nova CEO do Xbox, Asha Sharma, anunciou uma grande reestruturação na divisão de games. Saiba quais estúdios continuam ativos, quais fecharam e quais voltaram a ser independentes em julho de 2026.

    Desde 2020, o panorama do Xbox mudou drasticamente. A empresa lançou os consoles Series X|S, adquiriu a Bethesda em 2021 e finalizou a longa compra da Activision Blizzard em 2023. Agora, em julho de 2026, sob o comando da CEO Asha Sharma, a Microsoft anunciou uma reestruturação massiva, acompanhada de uma nova rodada de demissões.

    Abaixo, detalhamos a situação atual dos mais de 25 estúdios sob o guarda-chuva (ou ex-guarda-chuva) do Xbox.

    Estúdios ativos e próximos lançamentos

    Reestruturação

    Apesar dos cortes, muitos estúdios continuam a todo vapor com lançamentos aguardados para os próximos meses e anos:

    • The Coalition: Assumiu a franquia Gears of War e lançará o aguardado Gears of War: E-Day em outubro de 2026 para Xbox e PC.
    • Halo Studios (ex-343 Industries): Após demissões em 2023 e 2025, o estúdio está finalizando Halo: Campaign Evolved, um remake do jogo original previsto para este mês de julho.
    • Playground Games: Após o sucesso de Forza Horizon 6 no início deste ano, o estúdio se prepara para lançar o reboot de Fable em fevereiro de 2027.
    • Obsidian Entertainment: Uma das equipes mais produtivas, tendo lançado Avowed e Outer Worlds 2 em 2025. Segue trabalhando em atualizações para Grounded 2.
    • inXile Entertainment: Focada no desenvolvimento de Clockwork Revolution, um RPG de ação previsto para 2027.
    • Mojang Studios: Continua colhendo os frutos da franquia Minecraft, impulsionada pelo filme de sucesso de bilheteria lançado em 2025 com Jack Black.
    • MachineGames: Após lançar Indiana Jones e o Grande Círculo em 2024, o estúdio supostamente trabalha no terceiro grande título de sua série Wolfenstein.
    • Bethesda Game Studios: Continua apoiando Fallout 76 e desenvolvendo o aguardado The Elder Scrolls 6 após o lançamento de Starfield.
    • Id Software: Lançou Doom: The Dark Ages e prepara uma grande expansão para julho, embora tenha sofrido com a recente rodada de cortes.

    De volta à independência e estúdios vendidos

    Reestruturação

    A reestruturação de 2026 marcou a saída de vários estúdios que haviam sido adquiridos na onda de compras de 2018 e 2019. Muitos mantiveram suas propriedades intelectuais:

    • Compulsion Games: O estúdio por trás de South of Midnight fez um acordo neste mês para se separar do Xbox e voltar a ser indie, mantendo suas franquias.
    • Double Fine Productions: A lendária equipe de Tim Schafer também fechou um acordo para voltar à independência após lançar Kiln e Keeper, mantendo suas IPs.
    • Ninja Theory: A equipe de Hellblade foi vendida para um novo dono (ainda não revelado) e planeja lançar o terceiro jogo da franquia, Senua, em 2027.
    • Undead Labs: Desenvolvedores de State of Decay 3 (previsto para 2027), também foram vendidos para um comprador não divulgado.
    • Toys for Bob: Separou-se do Xbox/Activision em 2024 e hoje atua como indie, trabalhando em um novo Spyro em parceria com a Microsoft.

    Impactos diretos: demissões e fechamentos

    Reestruturação

    Infelizmente, a estratégia da Microsoft resultou no fim ou no esvaziamento de várias equipes conhecidas ao longo dos últimos anos:

    • Zenimax Online: Em 6 de julho de 2026, foi reportado que quase metade da equipe de The Elder Scrolls Online pode ser demitida. No ano passado, o próximo grande MMO do estúdio já havia sido cancelado.
    • Turn 10 Studios: Historicamente responsável por Forza Motorsport, o estúdio foi brutalmente reduzido em 2025 e hoje atua mais como suporte para a Playground Games.
    • Estúdios Fechados: The Initiative (fechado em 2025 após problemas com o reboot de Perfect Dark), Arkane Austin, Alpha Dog e Roundhouse Studios fecharam suas portas em 2024.
    • Arkane (Principal): O futuro da equipe de Dishonored e Blade é incerto. O Xbox estuda vender ou fechar o estúdio, mas leis trabalhistas francesas podem atrasar essa definição por meses.
    • Tango Gameworks: Fechado pelo Xbox em 2024, mas felizmente resgatado e comprado pela Krafton, que já planeja uma sequência para Hi-Fi Rush.

    O colosso Activision Blizzard

    A divisão focada em Call of Duty continua operando como uma máquina colossal, com 10 estúdios diferentes (como Infinity Ward, Treyarch e Raven) focados exclusivamente em manter lançamentos anuais e atualizações de temporadas.

    O grande destaque atual é a King, criadora de Candy Crush. A CEO Asha Sharma indicou que o estúdio, que trabalha num novo jogo mobile de Minecraft, passará a responder diretamente à chefia do Xbox, sugerindo uma independência em relação à gestão da Activision.

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    O fim da mídia física: PlayStation enfrenta boicotes, petição de 100 mil consumidores e investigação no Brasil

    Enquanto a Sony/PlayStation planeja o fim da mídia física, ela parece estar pisando em um campo minado criado por suas próprias decisões recentes. No dia 1º de julho, a Sony entregou a pior notícia possível para muitos de seus fãs, anunciando oficialmente que a produção de discos físicos para os consoles PlayStation será descontinuada, com encerramento total previsto para 2028. A justificativa da empresa foi de que a decisão está “de acordo com a preferência dos consumidores”.

    No entanto, a realidade do mercado conta uma história diferente. A medida ameaça romper as estruturas da indústria de games, lançando a comunidade em um frenesi sobre o que isso significa para o direito de propriedade, a preservação e a liberdade de escolha. Em resposta, uma revolta generalizada tomou conta das redes e dos bastidores políticos, unindo boicotes, uma petição histórica e, agora, a intervenção de órgãos de defesa do consumidor no Brasil.

    O “Efeito Dominó” e a fúria da comunidade

    De acordo com reportagens internacionais, a Sony já planeja esse futuro 100% digital há algum tempo e é altamente improvável que volte atrás. O anúncio do lançamento focado no formato digital e as pré-vendas de Grand Theft Auto 6 provavelmente funcionaram como o primeiro grande dominó a cair nessa transição.

    Ignorar a forte oposição dos consumidores, no entanto, pode ser um erro. Nas redes sociais, o clima é de boicote. O usuário Driz51 foi categórico: “O PS5 será absolutamente meu último console PlayStation. Eu não vou apoiar essa decisão”. Já o jogador TheLimeyLemmon projetou um cenário pessimista para a próxima década: “Vejo vocês em 10 ou 15 anos, quando eles nem estiverem mais nos vendendo hardware, apenas um ‘stick’ de streaming e uma assinatura para que você nunca mais seja dono de nada.”

    “Você não é dono do jogo”: A petição de 100 mil assinaturas

    Imediatamente após o anúncio da Sony, jogadores lançaram um manifesto no Change.org para tentar barrar a medida. Em menos de uma semana, a petição ultrapassou a marca de 100 mil assinaturas.

    O texto da petição bate direto na ferida da preservação: “Um disco é um jogo real que você possui. Você pode emprestar, trocar, revender, presentear, colecionar ou passar para seus filhos. Uma caixa com apenas um código de download não é a mesma coisa. É uma licença digital em uma embalagem de plástico. Você não é o dono. Você está alugando um acesso que pode ser revogado.”

    O alerta da comunidade sobre “acessos revogados” foi amplificado pela recente polêmica onde a Sony excluiu mais de 500 filmes comprados digitalmente por usuários do PlayStation, após falhar em renovar um acordo de licenciamento com o StudioCanal, sem oferecer reembolsos.

    Caso de polícia? Deputada pede investigação da Sony no Brasil

    O impacto dessa transição não ficou restrito aos fóruns de internet e chegou às esferas legais brasileiras. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma representação junto à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) solicitando a abertura de uma investigação sobre os impactos da medida no mercado nacional e possíveis violações aos direitos dos consumidores.

    A parlamentar destacou que a Sony ignorou as práticas do mercado brasileiro, onde o hobby de colecionar, doar, trocar e revender mídias físicas é cultural e economicamente vital. Ela também ecoou o medo exposto na petição global sobre a posse real dos jogos.

    “É grave também a questão da posse do jogo. Os jogos em mídia digital, na maioria esmagadora dos casos, não são ‘vendidos’. Eles são ‘licenciados’ para o consumidor mediante pagamento. E as empresas […] se reservam ao direito de cancelar essa licença a qualquer momento. Assim, um jogo pode simplesmente sumir da biblioteca digital do consumidor que achou que comprou o jogo”, escreveu Erika em suas redes sociais.

    A representação classifica a atitude da Sony como uma violação do Código de Defesa do Consumidor (CDC), restringindo a escolha dos clientes e fortalecendo o monopólio da PlayStation Store. Além disso, a deputada alertou para o risco de uma “venda casada” abusiva no futuro: “Existirão apenas assinaturas, com mil níveis e preços diferentes, com anúncios no meio dos jogos […] O console, comprado pelo consumidor, só terá utilidade mediante a venda casada de uma assinatura”.

    Agora, a decisão de abrir ou não a investigação formal está nas mãos da Senacon, que ainda não se manifestou oficialmente. Resta saber se o volume de assinaturas, a ameaça financeira do boicote e a pressão legal no Brasil serão suficientes para tornar o clamor dos gamers impossível de ser ignorado pela gigante japonesa.

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    Terremoto no Xbox: Demissões em massa, estúdios à venda e spin-offs mudam o futuro da marca

    Apesar das promessas de um recomeço, da apresentação de uma nova identidade visual e de uma forte campanha de relações públicas para consolidar sua nova liderança, o ano de 2026 tem se mostrado um teste de fogo para o Xbox. E a semana começa com inúmeras demissões no Xbox.

    Após aumentos expressivos nos preços dos hardwares, flutuações constantes no valor do Xbox Game Pass e o cancelamento do financiamento de diversos projetos colaborativos, a divisão de jogos da Microsoft atinge o seu ponto mais crítico. Se para os fãs a situação já parecia incerta, para os funcionários o cenário se tornou real e severo nesta segunda-feira (6 de julho).

    A Microsoft confirmou o início de uma reestruturação massiva para reduzir custos. Vários estúdios consagrados estão deixando o ecossistema do Xbox, alguns voltando a ser independentes, enquanto outros buscam compradores no mercado para evitar o fechamento definitivo.

    O Corte: Xbox perderá 20% de sua força de trabalho

    A Microsoft anunciou oficialmente que 3.200 funcionários do Xbox serão demitidos ao longo do atual ano fiscal. Desse total, 1.600 demissões começam a ser aplicadas imediatamente.

    Em comunicado interno, a chefe do Xbox, Asha Sharma, justificou a medida apontando para margens de lucro abaixo do esperado e a crise global de hardware:

    “O nosso negócio hoje não é saudável. Estamos operando com margens de 3 a 10 vezes menores do que as de plataformas e editoras concorrentes. Entramos na ‘Gen 9’ com uma base instalada menor e uma estrutura de custos mais alta. Para crescer, apostamos no Game Pass, no ecossistema multiplataforma e em um portfólio de conteúdo mais amplo. Embora esses negócios tenham criado um valor significativo, eles não cresceram no ritmo que esperávamos… Precisamos resetar o Xbox.”

    De volta à independência: Compulsion Games e Double Fine se separam do Xbox

    Nem todas as saídas significam o fim. Dois grandes estúdios conseguiram negociar sua independência contratual e estão deixando a Xbox Game Studios levando consigo suas propriedades intelectuais (IPs).

    • Compulsion Games: A desenvolvedora do aguardado South of Midnight volta a ser um estúdio independente. Eles manterão os direitos sobre Contrast, We Happy Few e seu catálogo atual.
    • Double Fine Productions: Liderada por Tim Schafer, a empresa encerra seu ciclo de sete anos com a Microsoft. O estúdio preserva sua cultura, catálogo e os direitos de suas franquias para os próximos passos de forma autônoma.

    Na Linha de Frente: Estúdios à procura de um comprador

    Para outras subsidiárias, o futuro depende de encontrar novos investidores no mercado. Se um comprador não for encontrado, o encerramento das atividades é iminente.

    • Ninja Theory: Discussões para encontrar um novo dono para o estúdio já estão em andamento. O desenvolvimento da franquia Senua continua ativo por enquanto.
    • Undead Labs: A equipe responsável por State of Decay 3 também busca uma nova empresa-mãe para garantir a continuidade da sua famosa série de sobrevivência zumbi.
    • Arkane (França): A gerência iniciou consultas com o Conselho de Cidadãos na França para avaliar opções estratégicas. Devido às leis trabalhistas francesas rígidas, o processo de venda ou transição pode atrasar significativamente. O status do jogo Marvel’s Blade permanece incerto.

    O Foco nos Gigantes: Reestruturação na Bethesda, Blizzard, King e Mojang

    Para os estúdios que permanecem sob o guarda-chuva total da Microsoft, a ordem interna é foco absoluto em franquias de alto escalão, o que resultará em cortes em projetos menores.

    • Bethesda/ZeniMax: Passará por uma reformulação severa e demissões. O investimento será concentrado estritamente em suas maiores marcas: Doom, Fallout, Quake, Wolfenstein e The Elder Scrolls.
    • Blizzard Entertainment: Também afetada por demissões, a veterana focará apenas no desenvolvimento de jogos de altíssima prioridade e retorno financeiro garantido.
    • King e Mojang: Os gigantes por trás de Candy Crush e Minecraft passarão a responder diretamente a Asha Sharma. Ambos sofrerão demissões pontuais, mas são vistos pela liderança como plataformas essenciais devido ao gigantesco volume de jogadores ativos mensais.

    Esta segunda-feira entra para a história como o dia mais sombrio da marca Xbox, alterando completamente o panorama da indústria de games para os próximos anos.

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    O Fim da Mídia Física? Sony planeja matar jogos em disco só até 2028 (e o seu bolso vai sentir)

    Prepare-se para dar adeus às suas estantes cheias de capinhas. Segundo informações recentes, a Sony está se preparando para reduzir e, por fim, encerrar a fabricação de jogos físicos de PlayStation até o ano de 2028.

    Essa decisão marca uma das maiores mudanças na história da indústria de videogames. Embora as vendas de mídia física venham caindo ano após ano, a internet já demonstrou forte descontentamento. Mas a grande questão é: como isso afeta os preços, as promoções e o futuro dos nossos consoles? Consultamos as análises de especialistas do mercado para entender o que vem por aí.

    O que isso significa para o PlayStation 6?

    O impacto mais imediato, segundo analistas, é que os consoles da próxima geração (o PlayStation 6 e o “Project Helix” do Xbox) muito provavelmente serão lançados sem leitor de discos.

    Isso gera um problema gigantesco: retrocompatibilidade. Daniel Ahmad, diretor de pesquisa da Niko Partners, aponta que cerca de 500 milhões de jogos físicos foram vendidos na atual geração. O que acontece com essa biblioteca? A Sony pode tentar oferecer soluções, como um leitor de discos vendido separadamente (o que vai custar mais dinheiro) ou um programa de conversão de disco para digital (que também pode ter custos). Considerando os rumores de que o próximo console pode custar até US$ 1.000, essa transição pode ser brutal para os fãs.

    Por que a Sony está fazendo isso? (Alerta de Spoiler: Dinheiro)

    A resposta curta é: lucratividade e controle. Fabricar, embalar, enviar e estocar jogos físicos é caro. Além disso, as lojas de varejo ficam com uma fatia do lucro. E, claro, existe o mercado de usados, onde a Sony não ganha um centavo sequer.

    Especialistas estimam que a PlayStation gera cerca de 50% a mais de receita ao vender um jogo exclusivo em formato digital em vez de físico. “Um disco é uma unidade de valor da qual o dono da plataforma deixa de lucrar no momento em que é vendido pela primeira vez”, explica Rhys Elliott, da Alinea Analytics. “Sem discos, tudo se converte em uma nova venda digital a preço cheio. Isso atende muito melhor à Sony do que um mercado de segunda mão próspero.”

    Prepare-se para jogos mais caros e menos promoções

    Com a morte do disco, a Sony (assim como a Microsoft) passa a ser a dona absoluta da “curva de preços”.

    Em um mundo 100% digital, não há concorrência com o varejo. A PlayStation Store será o único lugar para comprar seus jogos. Eles decidem o preço de lançamento (que já está na casa dos R$ 350), por quanto tempo ele continuará caro e quando, ou se, o jogo entrará em promoção. O fim da mídia física representa um duro golpe na escolha e no poder de compra do consumidor.

    O impacto nas lojas e edições de colecionador

    Se você gosta de comprar Edições de Colecionador, o futuro também é sombrio. Já estamos vendo jogos, incluindo gigantes como GTA 6, serem anunciados apenas com o código digital dentro de uma caixa vazia. Lojas tradicionais de videogames e empresas focadas em jogos independentes físicos (como a Limited Run) terão que se reinventar ou fechar as portas.

    Existe algum lado bom nisso tudo?

    Surpreendentemente, sim, mas para os desenvolvedores. Para lançar um jogo em disco, o estúdio precisa enviar uma versão “Gold” (pronta) meses antes do lançamento para a gravação nas fábricas. É por isso que temos tantos jogos lançados quebrados, que dependem de um gigantesco “Patch de Dia 1”.

    Em um ambiente puramente digital, os desenvolvedores ganham meses extras de trabalho para polir o jogo, o que pode resultar em lançamentos mais limpos e com menos bugs.

    E você, o que acha dessa mudança? O caixão da mídia física já foi fechado?

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    A pior semana da indústria de games passou, mas os próximos dias podem ser ainda mais sombrios

    Neste momento em que o Feededigno acaba de completar 10 anos de estrada, cobrindo diariamente os altos e baixos da cultura pop e da tecnologia, é impossível não notar o contraste amargo. Enquanto celebramos uma década de história, estamos testemunhando ao vivo e em cores o que parece ser uma das fases mais difíceis, frias e devastadoras da história da indústria de videogames.

    A semana passada foi terrível, o início desta não ajudou em nada e, se os rumores se confirmarem, os próximos dias podem ser ainda mais desoladores.

    Uma semana para esquecer

    Tudo começou a desandar na última semana de junho. Tivemos a triste notícia do falecimento de Claude Guillemot, cofundador da Ubisoft, em um acidente de avião. Simultaneamente, o ambiente online ferveu com polêmicas vazias culpando “questões de gênero” pelas decisões narrativas de God of War: Laufey e o desespero de criadores de conteúdo cancelando projetos de Ocarina of Time por medo dos “ninjas da Nintendo”.

    Em seguida, começaram os golpes diretos no bolso e na cultura dos jogadores:

    • O preço absurdo de US$ 1.000 anunciado para as novas Steam Machines.
    • A confirmação da Rockstar de que GTA 6 não terá versão em disco, fazendo com que lojistas se recusassem a vender o jogo.
    • Demissões em massa: A Bungie demitiu “a maior parte” da equipe de Destiny e parte do time de Marathon, perdendo seu chefe no processo.
    • A Microsoft confirmou que os consoles Xbox terão aumento de preço em agosto de 2026, com outro reajuste projetado para os próximos anos.

    A bola de neve das más notícias

    Se o meio da semana foi ruim, a virada do mês foi um verdadeiro massacre corporativo. A avalanche de baldes de água fria continuou impiedosa:

    • O fim do “Day-One” no Game Pass: A Activision avisou que o recém-anunciado Call of Duty: Modern Warfare 4 não entrará no Xbox Game Pass no seu primeiro ano. Após gastar US$ 69 bilhões na compra da empresa, a Microsoft parece ter percebido que o modelo de assinaturas para um gigante como CoD dá prejuízo.
    • Morte da Mídia Física e de Lojas Antigas: A Sony cravou que parará de fabricar discos em 2028, transformando o inevitável PS6 em um console totalmente digital, e ainda anunciou que as lojas do PS3 e PS Vita fecharão as portas em julho de 2027.
    • Facão nos estúdios do Xbox: A IO Interactive sofreu demissões pesadas após ter o financiamento de seu RPG cancelado. Pior ainda, estúdios como a Undead Labs (de State of Decay) e a Arkane Studios correm o risco iminente de serem totalmente fechados, arrastando títulos como Marvel’s Blade para o cancelamento definitivo.

    Vai piorar antes de melhorar?

    Dizem que as coisas precisam piorar antes de melhorar. No entanto, quando olhamos para os próximos dias, o cenário é de terra arrasada.

    De acordo com um relatório do The Verge, uma nova e enorme onda de demissões no Xbox está programada para começar no dia 6 de julho. Os números não oficiais são assustadores, sugerindo que o corte pode afetar até 1.500 funcionários da divisão de games da Microsoft. Diante do caos, os trabalhadores sindicalizados da empresa já estão clamando por proteções contra as decisões executivas.

    Existem inúmeros jogos fantásticos no horizonte, especialmente na tradicional janela de lançamentos de setembro, mas é difícil focar apenas no escapismo virtual quando o lado real e humano da indústria parece um cenário pós-apocalíptico de um de seus próprios jogos. No momento, o mercado dos games lembra mais um campo de batalha varrido do que um ambiente de inovação e criatividade.

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