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    CRÍTICA: ‘Super Bomberman Collection’ é uma aula de como trazer um clássico que não precisa de gráficos realistas de volta à modernidade

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    Super Bomberman Collection é uma surpresa incrível da Red Arts Games e da Konami em 2026 para os fãs de Retro Games. O game está disponível para PS5, Xbox Series, Steam, Nintendo Switch e Switch 2, e foi anunciado oficialmente durante a última Nintendo Direct (05/02); após ela, o game já estava disponível para ser adquirido e jogado em formato digital, mas, no caso da versão física, ela está em pré-venda para o dia 25 de agosto desse ano.

    Essa collection conta com 7 jogos da franquia, sendo os cinco principais títulos da série Super Bomberman lançados entre 1993 a 1997 no console Super Nintendo (SNES), mas inclui um bônus com mais dois jogos que estavam disponíveis apenas no Japão em sua época: o primeiro título da série, lançado em 1985, e o segundo título, que chegou em 1991, ambos do console Nintendinho (NES).

    Os jogos de Nintendinho são como uma visita ao passado, mais para lembrar como eram esses jogos e para fazermos comparativos com o que a franquia se tornou, pois o destaque fica para os cinco jogos de Super Nintendo. Principalmente por receberem um tratamento para a modernidade.

    Esses cinco jogos receberam a melhoria de resolução, controles responsivos e adaptados ao console que você escolher, ou ao PC, que pode suportar diversos controles, idiomas novos, incluindo o nosso Português do Brasil, e um carinho especial foi dado ao menu dessa coletânea.

    Cuidado com um Clássico

    Super Bomberman

    Essa atenção especial no menu é porque tudo nele grita nostalgia, detalhes e carinho com essa franquia tão amada. Nós poderemos selecionar os jogos no menu; a cada vez que passamos de jogo em jogo, veremos o seu cartucho no centro, um menu rápido de seleção abaixo e, em volta, fica um pouco de como é o jogo, novidades adicionadas em cada jogo e ilustrações do mesmo.

    Por esse menu, podemos selecionar os jogos para vermos o seu “mockup 3D”, como se pudéssemos abrir as suas caixas físicas; podemos ver as artes de cada local onde os jogos foram lançados, o formato da fita e label, assim como o seu manual. Fora isso, selecionando o jogo, poderemos iniciar o jogo-base ou irmos para um desafio de boss rush do game.

    Super Bomberman

    Tudo é muito colorido e bem bonito, as músicas são bem legais e você pode ir até o bônus para selecionar os jogos de NES, ou ver as músicas e uma galeria de arte com cerca de 200 imagens disponíveis sobre os jogos. Tenho a sensação de que esse é tipo um museu virtual desses jogos, sabe?

    Também podemos mexer nas molduras em volta dos jogos, deixando bordas pretas ou ilustrações dos jogos, alterar a proporção e adicionar ou não um Filtro CRT. Também trouxeram visuais e áudio melhorado; se comparado ao que víamos antigamente, era algo bem necessário, até para reproduzir os jogos de uma maneira boa nos tempos e aparelhos atuais.

    Super Bomberman

    Tudo nessa Collection parece envolver carinho, a forma correta de como se tratar um clássico hoje em dia, um tipo de clássico que não precisa de Ray Tracing e Remakes. E isso não é uma crítica aos remakes que atualizam a saga com melhorias ainda mais modernas. Eu amei ter zerado pela primeira vez o Silent Hill 2 Remake esse ano e, ano passado, o Silent Hill f, que é um novo jogo diferente da saga; então, acredito que cada clássico pode ser tratado diferente, cabe à empresa achar o estilo correto que vai respeitar e continuar a saga em questão. Acredito que acertaram em Bomberman, assim como acertaram em Silent Hill.

    E, ah, eu não estou comparando as franquias em si, elas são totalmente diferentes; apenas estou apontando sobre essa questão de trazerem clássicos para os tempos atuais. Já vimos outras tentativas de outras sagas que, ao fazerem isso, ou mudam totalmente o que é a franquia ou trazem sem novidades e cheias de problemas antigos e novos. Enfim… voltando ao Bomberman!

    Super Bomberman

    Minha Experiência com Bomberman

    Uma coisa que nunca fui de fazer é olhar o manual dos jogos. Quando eu era criança, não entendia inglês e provavelmente eles estariam em inglês, mas também porque eu não tinha essas fitas lacradas; elas eram alugadas ou emprestadas de vizinhos, então eu nem imaginava como era a caixa ou a possibilidade de um livrinho ou um folheto com manuais, instruções e curiosidades dos jogos.

    E, como agora eu parei para olhar os seus manuais, descobri que, no terceiro jogo, as montarias que eu chamava de “cavalinhos” e sua respectiva cor, na real, têm o nome de “Louies”. Bom, eles não pareciam cavalos, né? Mas nunca que iria imaginar que se chamavam “Louies” e suas cores: “green Louie”, “pink Louie”, etc. Então, são pequenos detalhes bem interessantes de se saber. Saudades de mídias físicas que vinham com manuais, mapas, adesivos e outras coisinhas em suas capas.

    Super Bomberman

    Durante o jogo podemos Salvar, Carregar e Rebobinar. Aos mais novos: rebobinar é como voltar no tempo, algo da época das fitas VHS. Podemos acessar isso a qualquer momento, algo que não tinha no passado e, claro, aos que se desafiam e gostam de como era, você pode simplesmente não usar, pois ainda temos os famosos “passwords”. Hora de reviver o tempo de anotar eles no caderninho ou, quem sabe, hoje em dia você apenas tire print da tela ou anote no celular mesmo.

    Esse é um dos “Party Games” que eu mais tenho no meu coração. Quando criança, lembro de jogar o terceiro e o quarto jogo, tanto que lembrei de várias memórias jogando eles novamente, como fases e músicas. Assim como a questão das montarias que mencionei anteriormente; como eu não tive tantos jogos ou não pude alugar muitos quando criança, é interessante como a nostalgia funciona quando revivemos algo da nossa infância.

    Versões diferentes do jogo

    Super Bomberman

    Apenas a versão de Nintendo Switch 2 é diferente das demais, já que o console possui a função de “Game Share” para compartilhar o jogo com até mais 3 amigos que não tenham uma cópia do game; seus colegas podem jogar no Switch 1 ou 2. (Não tenho certeza se a versão da Steam tem essa possibilidade; já que a Steam possui um recurso parecido, não encontrei sobre).

    Tempo de Jogo

    Esses são jogos curtos: você pode zerar eles com 1h ou 2h, depende de você. As suas habilidades contam, mas também conta muito se você vai ou não usar os recursos modernos do jogo para Salvar ou manter a jogabilidade com Password como antigamente.

    Os jogos de SNES

    Quando a franquia chega no SNES, é onde os “olhos saltam”. O primeiro Super Bomberman é interessante: se passa em um continente só e vamos passando por locais que parecem prédios ou empresas diferentes. Nesse jogo, as fases mudam a cada nova empresa visitada, como se elas fossem os mundinhos, mas fora isso faremos o básico: explodir todos os inimigos e devemos evitar encostar neles ou explodirmos pelas nossas próprias bombas (acontece muito).

    Os power-ups de carregar mais bomba, vida extra, bomba remota, aumentar fogo, aumentar velocidade e afins vão estar em todos, mas recomendo que não deixem de chegar no último boss do primeiro e do segundo jogo sem a Luva de Boxe do primeiro ou a Power Glove do segundo em diante.

    Acredito que o power-up Power Glove, que foi renomeado a partir do segundo (já que é o mesmo item da Luva de Boxe no primeiro jogo), pode fazer referência às luvas que caíram no esquecimento lançadas para NES, que seriam um controle em formato de luva e tal, curiosidade à parte.

    Super Bomberman

    A partir do segundo game, teremos telas com elementos que podem nos atrapalhar, tipo obstáculos e algumas montarias que somem quando vamos para a próxima fase, e o jogo tem um visual mais interessante: agora cada mundo é uma nave espacial. A partir daqui também podemos enfrentar o Bomberman Dourado!

    No geral, temos temas únicos em todos, mas no dois arriscaram telas maiores, onde não cabiam na visão do jogador; então, tínhamos que nos movimentar para acessar o restante da tela, tipo você passava de uma plataforma a outra usando uma passarela que vai e volta.

    Eu acredito que esse é o motivo de não termos co-op nesse título: eles provavelmente não sabiam o que fazer se um jogador fosse para outro canto ou travariam os dois jogadores numa área só até que os dois fossem juntos. Também, com telas maiores, significava exigir mais do SNES, e ter mais um jogador poderia gerar alguma inconsistência no desempenho. Não tem como saber ao certo, mas esse é o meu chute sobre.

    Super Bomberman

    No terceiro, cada mundo é realmente um planetinha com bioma diferente; vamos voar em nossa nave visitando um por um. Aqui, cada mundo tem obstáculos que se destacam e são diferentes; cuidado para eles não te acertarem, empurrarem ou abrirem um buraco para você cair. Além disso, teremos finalmente os Louies: são 5 cores e cada um tem um poder. Sinceramente, eu gosto apenas do Rosa, que pula, e do Verde, que corre; os demais você pode acabar usando o poder deles contra você mesmo, tipo um deles que faz uma fileira de bombas, é algo que você pode fazer sem ele, então não é tão interessante e, para você se fechar em um clique errado, é fácil.

    O legal é que eles servem como uma vida extra: caso você seja acertado, você não perde vida, apenas a montaria. Então é legal de usar sempre um quando achar um ovo; além disso, eles não somem ao passarmos de fase como no segundo jogo. Teremos novos power-ups para o jogo, mas o destaque fica para as montarias mesmo.

    No quarto jogo também temos power-ups e montarias, mas aqui não temos os Louies. Nós poderemos achar um ovo do monstro da fase em si e usá-lo; além disso, é possível carregar até 2 ovinhos a mais com você, podendo carregar mais vidas. E cuidado: os ovinhos te seguem igual nos jogos do Mario quando podemos usar o Yoshi, mas eles são tangíveis, então, se explodir algo com eles passando, eles serão queimados também.

    No quinto jogo ainda podemos fazer tudo dos anteriores e alguns novos power-ups, tipo achar power-up com a cara do Bomberman que te dá um amigo CPU, tipo como se fosse um co-op, mas basiquinho e controlado pela máquina, entre outros. Sentimos que esse é o auge do jogo: já melhorou todas as funções e responsividade até esse momento da franquia. Temos novas temáticas para as fases, novos chefes e desafios; passar por cada jogo é especial e divertido.

    E os títulos que vieram nos consoles seguintes não estão presentes na coletânea. Quem sabe veremos algo no futuro, não é?

    Refeitos ou não?

    Super Bomberman

    E deixando bem claro que os jogos não foram refeitos, ok? Eles foram tratados, digamos assim. Então, são os mesmos jogos de antes, mas receberam melhorias para rodarem melhor: controles mais precisos, legendas, multiplayer, etc., com foco ali nos 5 principais e tudo que já citei sobre versões.

    Eu achei perfeito assim. Só relembrando o papo sobre tratamento de clássicos, remakes, etc., que comentei lá no começo do texto: acredito que, depois de 30 anos de franquia e toda a galera gamer já ter visto franquias voltando de uma maneira boa ou de uma maneira ruim (que, no caso, era melhor nem mexer), às vezes com jogos bugados e problemas tão piores quanto antes, ou pior, com os mesmos problemas que seus originais, aqui é onde mora o medo de qualquer fã de uma franquia clássica.

    Então, eu gostei de não terem refeito os jogos de uma forma que os transformassem. Gostei que são os mesmos, com pequenas adições que os melhoram e os trazem para a atualidade.

    Multiplayer

    Você poderá jogar sozinho ou em dupla, com exceção do Super Bomberman 2. E, fora isso, é possível jogar contra até 5 amigos. Antigamente era necessário um acessório e hoje não precisa; ainda bem, tempos modernos, né? O que pode limitar é se o console aceita apenas até 4 controles, e isso faz diferença, pois não é possível jogar online; apenas teremos aquele velho e bom gameplay local. Seria legal jogar partidas online? Olha, seria uma adição boa, viu?

    Mas é legal reunir amigos no final de semana para reviver esses jogos com todo mundo na sala, após uma noite de pizza ou algo assim. O que foi legal de fazer: também joguei alguns dos títulos em dupla com a minha noiva.

    Direto ao Ponto

    O modo boss rush que já citei é bem legal. Não tínhamos isso, é algo novo e você não precisa zerar o jogo para acessá-lo: no menu você seleciona e é só jogar. Sem enrolação, como todos os jogos no modo clássico também: é só clicar, ver alguns segundos de cutscenes feitas na mesma pixel art e então começamos a nos movimentar por aí explodindo tudo, às vezes nós mesmos, acontece muito, e, finalizando o objetivo, vamos para a próxima fase.

    Você não precisa de longos tutoriais e nem de uma grande história. O jogo é bem da época que muita coisa funcionava assim: apenas o gameplay tinha que ser divertido como foco principal, mas claro que a música, level design e arte precisam acompanhar logo depois.

    Conclusão

    Super Bomberman

    Super Bomberman Collection traz diversão, melhorias e o clássico de volta para os consoles modernos. A jogabilidade de cada jogo é “direto ao ponto”: pega o controle e joga, sem enrolação.

    Renova a gameplay de sofá; é um jogo interessante para dias que seus amigos estão em casa, viagens de fim de ano com a família e mais. Mas acredito que, desses tempos modernos, a única coisa que faltou seria um modo online para aqueles que não conseguem reunir facilmente os amigos no final de semana, quando todos têm seus horários e dias diferentes para o lazer. E recomendo muito testar a amizade com seus amigos no modo PVP.

    A coletânea sai por R$ 114,90, com exceção do Switch 2, que tem mais R$ 27,32 no seu valor para o upgrade que adiciona as melhorias de resolução, controles e o Game Share para jogar com amigos que não tenham o título. É um valor interessante para você ter aí 5 jogos de SNES com diversas melhorias e dois bônus de NES.

    Pode ser que em algum momento tenha promoção e você encontre valores ainda melhores; torço por isso para que mais pessoas tenham acesso. E aos que já estão pensando na versão física, eu entendo: ter esses títulos na estante deve somar muito na coleção.

    Bomberman é diversão. Joguem!

    Confira o trailer do lançamento:

    Acompanhe as lives do Feededigno no Youtube.

    Estamos na Youtube transmitindo gameplays semanais de jogos para os principais consoles e PC. Por lá, você confere conteúdos sobre lançamentos, jogos populares e games clássicos todas as semanas.

    CRÍTICA: ‘Mario Tennis Fever’ é um baita jogo, mas no preço errado

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    Sempre fiquei surpresa com as possibilidades de jogos diversos do Mario. Com certeza, você já ouviu falar do mascote mais marcante da Nintendo em seus jogos clássicos 2D ou 3D, mas já deve ter ficado curioso com as outras vertentes também.

    Você encontrará o Mario em sua versão Paper Mario, Mario Strikers, Mario RPG, Mario Party, etc., e hoje vamos falar do mais novo título de Mario Tennis. O Mario Tennis Fever foi lançado no dia 12 de fevereiro, apenas para Nintendo Switch 2. Será que ele é um exclusivo de peso para o mais recente console híbrido da empresa?

    Mario Tennis Fever

    Inclusive, agradecemos à Nintendo Brasil por fornecer uma chave do jogo para a review aqui no Feededigno.

    Minha experiência com a franquia ao longo da vida

    Mario Tennis Fever

    Sendo sincera, eu sou nova no mundo recente da Nintendo. Ainda estou conhecendo os títulos no meu mais recente Nintendo Wii, que não é um console tão recente assim, mas também estou conhecendo jogos de Switch, mesmo já tendo o Switch 2. Viva a retrocompatibilidade entre esses dois últimos!

    Quando criança, joguei o Mario Bros. 3, Super Mario World e mais alguns. Tivemos um Super Nintendo em casa, mas também podíamos jogar um console ou outro na casa de vizinhos, emprestar fitas ou até só assistir a esses colegas jogarem, como o Nintendinho e, mais para frente, Nintendo 64, DS, 3DS, etc., que não pude ter em suas épocas.

    Então, como uma fã que não jogou todos os jogos do Mario, mas que gosta muito da franquia e pode jogar muitos títulos, seja pela assinatura que dá acesso aos clássicos no Switch Online ou tendo a possibilidade de conhecer algum console antigo quando finalmente fiquei adulta, eu mal podia esperar pelo lançamento de Mario Tennis Fever quando ele foi anunciado.

    Ainda mais ao saber que esse título tem o maior elenco de personagens disponíveis: são 38 ao total, e também teremos mais de 30 raquetes únicas.

    8 ou 80

    Mario Tennis Fever

    E notei que aqui a recepção desse tipo de jogo é um pouco 8 ou 80. Geralmente, recebo comentários falando como só a Nintendo arrisca trazer jogos nesse estilo de diversão e outros descontentes, já que é um jogo de tênis e, para esses, não fazem sentido esses jogos diversos do Mario.

    Eu amo os Marios clássicos, em 2D ou 3D. Me divertia muito nos antigos e me empolguei jogando os modernos Mario Odyssey ou Wonder, mas é bom ver o nosso querido mascote em outras vertentes. O mais recente título, Mario Tennis Fever, é muito divertido e, pelo que pude ver se comparado a alguns títulos anteriores, ele traz novidades muito legais e bem-vindas.

    E se falarmos em outros títulos sem serem os clássicos 2D/3D, como o Mario RPG, o Paper Mario ou Mario e Luigi, eles trazem jogos muito legais e dinâmicos de RPG, assim como o Strikers (futebol) e o tênis trazem o Mario para outra jogabilidade divertida com esportes, etc.

    Apesar dessa recepção mista, acredito na força desses títulos diferentes e que, se dermos uma chance, eles marcam muitos momentos de diversão em nossas vidas. Eu joguei horas e horas de Mario Tennis Fever durante as últimas semanas, tanto sozinha quanto com amigos; testei o modo online e até mesmo o modo história. O jogo é completo!

    Não posso deixar de comentar que o jogo está completamente localizado, então temos dublagem e legendas em PT-BR. Quem fala no jogo é a famosa flor tagarela, que marcou presença para ficar a partir do Mario Wonder, que é um jogo fenomenal, pois as outras criaturinhas fazem apenas aqueles sons característicos, mas todos os textos estão traduzidos e com muita qualidade.

    Modos de Jogo

    Mario Tennis Fever

    Aqui temos um modo história que, por si só, é muito competente e interessante. Nele, temos uma pequena história onde nossos personagens voltaram a ser crianças e devemos reaprender a jogar tênis novamente, pois perdemos nossas habilidades. A história começa com pequenos textinhos e imagens, mas logo apresentam cutscenes muito lindas, próximas da qualidade do mais recente filme (que é incrível), e, após essa pequena introdução, iremos jogar.

    O bebê Mario começará a ter treinos e práticas que nos ensinam os movimentos básicos com minigames e minidiálogos, nada enjoativo. É interessante que aprendemos um pouquinho do esporte também; claro que não é igual à realidade a questão das raquetes e criaturas de Mario, mas é interessante aprender mais. Estar em PT-BR faz uma diferença incrível!

    Não é uma campanha longa, mas é divertida e, como é algo “leve”, é perfeita para jogarmos em momentos que não estamos tão a fim de um jogo mais denso, cheio de diálogos. E nem é criticando eles: eu amei jogar 100 horas de Xenoblade X Definitive Edition em 2025, mas entendo perfeitamente que, depois de um jogo desses tão denso e que nos deixa com tantas questões em mente (como estou jogando Fire Emblem Three Houses agora), por que não intercalar entre partidas de tênis com amigos ou o modo história? Dá uma renovada que vocês não imaginam!

    Nesse modo, subiremos de nível, aprenderemos a jogar com os comandos básicos: saque, modos de rebater, golpes eufóricos (especiais), e desbloqueamos raquetes eufóricas, além de termos um contexto da historinha do game.

    Uma pequena dica: não abandonem o modo história no começo, onde tem o tutorial na academia, pois, após esse momento, teremos desafios e bosses criativos que vão te surpreender.

    E, bom, indo para os modos de gameplay direta agora, que é onde o jogo brilha de verdade, não tem jeito. E, só para não ser repetitiva, em todos os modos vocês liberarão personagens e/ou raquetes novas conforme você joga mais partidas também. O modo história é uma adição legal e interessante, mas, acreditem, os melhores modos serão os seguintes:

    Torneio

    Mario Tennis Fever

    Aqui, vamos em busca de conquistar a vitória em torneios de simples ou de duplas contra adversários COM. Esse foi o primeiro modo que finalizei: joguei em dupla com a minha noiva e foi bem divertido, mas também foi desafiador dadas as nossas habilidades ou, talvez, a falta delas. Brincadeiras à parte, o primeiro torneio é bem tranquilo, mas, no segundo e no terceiro, os adversários respondem melhor e todos podem ter raquetes diferentes. As tais raquetes, as famosas Raquetes Eufóricas mencionadas no trailer e que fazem o jogo se destacar, são essenciais e adicionam efeitos aos golpes eufóricos, que são os golpes “especiais”. Ao enchermos nossa barrinha de especial, poderemos soltar com “X” e, dependendo da raquete, iremos congelar, pôr fogo ou outro obstáculo no lado da quadra do adversário. Mas preste atenção: eles podem rebater, afinal é um jogo de tênis, né? Então, sim, eles podem voltar nossos poderes para nossa quadra, assim como podemos mandar os deles de volta.

    Missões

    Nesse modo, vamos encarar diferentes tipos de missões para podermos subir ao topo da torre. Também podemos jogar em dupla, se quisermos, e é bem legal caso você já tenha finalizado o torneio e gostaria de jogar com um objetivo a mais.

    Jogo Livre

    Esse deve ser o mais jogado por mim e por muitas pessoas: é o simples jogar tênis com nossos amigos ou com personagem COM. Podemos jogar com quatro jogadores por aqui, sendo interessante demais para reunir uma galera e disputar entre vocês. O que acham?

    Gincanas

    Esse é parecido com o Missões, mas podemos jogar com quatro jogadores também. Então, aqui jogaremos com regras especiais, diferente das partidas comuns do Jogo Livre: a rede pode ser substituída por canos de tamanhos diferentes, atrapalhando nossos saques ou rebatidas, ou podemos ter que pontuar rebatendo as bolas entre aros. Quem acertar mais aros terá uma pontuação maior e vencerá, entre outros desafios.

    Modo Realista

    Esse modo também pode ser jogado com 4 jogadores e acredito que também é um dos mais jogados. Aqui é onde poderemos usar os controles de movimento do Joy-Con 2 / Joy-Con. Sim, você pode usar seus controles do Switch aqui também, perfeito para quem ainda tem controles do console anterior. Eu sou uma dessas: não vendi o meu Switch OLED, pois, às vezes, posso usar o GameShare para jogar alguns jogos, tipo o Hyrule Warriors Age of Imprisonment que fiz review anteriormente. Acabou sendo uma grata surpresa manter o console anterior por isso e também por poder usar seus controles no novo console. E, voltando ao modo, jogaremos tênis como nos outros modos, mas a diferença é a possibilidade de jogar com os controles de movimento, como vemos no comercial. Eu acho legal para gastar um pouco de energia na sala de casa, mas, se cansar, é só geral voltar ao controle padrão e continuar a jogatina.

    Esses são os modos de jogo, porém ele ainda oferece mais, pois podemos fazer Partidas Classificatórias. Então, a galera que gosta daquele competitivo que sustenta o jogo por mais tempo e quer ainda mais desafio do que jogar contra a máquina e seus jogadores COM, esse é o lugar.

    As partidas classificatórias podem ser jogadas em duplas ou sozinho, mas também podemos escolher entre partidas com ou sem raquetes eufóricas. E o “Rank” reseta todos os meses, sendo interessante voltar eventualmente para buscar um “Rank” alto de novo e de novo!

    Na Sala Online, podemos reunir a galera num hub. Podemos Jogar Local, caso você e seu colega tenham ambos o Switch 2 e uma cópia do jogo; mas, no GameShare, pode ser utilizado com jogadores que não tenham uma cópia do jogo, e é compatível com o primeiro Switch também. Mesmo que seja exclusivo do Switch 2, pelo GameShare algum colega com o Switch 1 poderá jogar com você também.

    Fora isso, encontraremos o menu de Tutorial, Ajustes, Conquistas e uma aba com 5 medalhas para coletarmos em cada modo. Concluir a aventura te dará uma, vencer todos os torneios te dará outra, etc.

    O conteúdo justifica o preço?

    Mario Tennis Fever

    Tirando logo o band-aid, o jogo está por R$ 439,90 na eShop, mas adquirindo em mídia física em lojas oficiais, nas quais podemos usar cupons ou ganhar cashback, podemos diminuir razoavelmente esse valor. Provavelmente, você encontrará o jogo por R$ 350 ou algo assim. Então, estamos falando de um jogo que tem seu valor bem significativo para o bolso de muitos brasileiros, além de ser exclusivo da nova plataforma.

    A meu ver, esse preço é muito alto para Mario Tennis Fever. Ele é um jogo competente, cheio de conteúdo e divertido, mas o preço é alto e, como eu já disse em outras reviews, é difícil você ter R$ 439,90 para dar em um jogo, ainda mais um todo mês. Então, provavelmente, ao considerar adquirir um jogo dessa plataforma, você vai ponderar quais jogos são mais interessantes para você.

    Se você é fã de Pokémon, provavelmente passará na frente o novo Legends Z-A; ou se você gostaria de saber mais de Zelda, Hyrule Warriors Age of Imprisonment estará no seu carrinho. Se, assim como eu, você está aguardando ansiosamente pela nova aventura de Fire Emblem em Fortune’s Wave, deve estar juntando mês a mês para essa aquisição, entre outros exemplos de jogos e franquias. Logo mais teremos a versão de Switch 2 do Mario Wonder, adicionando novidades ao game que vão além de resolução e FPS (que são bem-vindas também).

    É um jogo legal: as novidades do modo história, diversos modos diferentes, possibilidade de jogar com a galera, tem modo competitivo, tem raquetes com poderes que destacam a gameplay, a responsividade do jogo é boa, as músicas são incríveis, os gráficos estão lindos demais, a dublagem em PT-BR dá um quentinho no coração e muitas outras coisas. Mario Tennis Fever é um jogo incrível, mas que vai ser ofuscado pelo seu alto preço, pois jogadores que poderiam conhecer essa vertente da franquia Mario agora, provavelmente, estarão dando prioridade a jogos que eles já têm certeza de que vão gostar pelo alto valor investido.

    Seria, sim, muito mais atrativo se o jogo pudesse chegar por um valor mais em conta.

    Por favor, façam mais demonstrações!

    Um dos motivos pelos quais eu acho que deveríamos ter uma demo do jogo disponível é o seu preço!

    Muitas pessoas estão chegando no Switch agora e, vendo que a plataforma as agrada, pensam em continuar nela e migrar para o Switch 2 em breve, pois é mais do que elas já gostam, porém com retrocompatibilidade, desempenho melhorado e novos jogos exclusivos. Então, nesses jogos que elas vão conhecer pela primeira vez o estilo, elas já confiam.

    Afinal, não é difícil você experimentar Zelda e Mario no Switch e amar as franquias por causa do Tears of the Kingdom ou por causa do Odyssey, mas será que elas vão amar igual o Mario Tennis Fever para confiar sem nem testar o game?

    Sério, jogos como esse deveriam ter demo. Jogos como o Kirby Air Ride e outros títulos que são diferentes e que as pessoas precisam sentir como eles são para, então, investirem (ou até para não investirem; às vezes não é para alguma dessas pessoas e está tudo certo, tem tantos jogos chegando que podem interessar também, sabe?).

    Em conclusão, para quem é esse jogo?

    Mario Tennis Fever é divertido, melhora muito tudo se comparado aos antecessores mais recentes, já que com os mais antigos fica até injusto comparar com o que o novo pode oferecer de modernização da jogabilidade, gráficos, resolução, modos e novidades, né?

    Dá uma boa novidade para quem gosta de competitivo e gostaria de algo diferente. Seu Hero Shooter, FPS ou MOBA favoritos continuam lá para serem seu foco ao subir de elo nas folgas, mas e quando você está um pouco saturado das 10 partidas perdidas seguidas neles? Dar uma pausa e jogar outro tipo de competitivo, testar outras habilidades e afins é, sim, interessante.

    Ou se você é da galera, gosta dos jogos que reúnem o pessoal após a noite de pizza no final de semana? Talvez naquele dia após o RPG de mesa, horas e horas sentados num jogo bem denso, então acaba a partida, vocês pedem comida e esperam por ela jogando algumas partidas de Mario Tennis Fever enquanto conversam sobre como foram os melhores momentos do dia?

    Gostaria de jogar algo diferente depois de outros tantos jogos que você já jogou, mas que são sempre dos mesmos gêneros aos quais você já está acostumado, e dar uma chance às novidades de um novo título seria mega interessante, não? Sair da zona de conforto e conhecer um novo hobby? Aproveitar um título novo do seu mais recente console adquirido?

    Se você se identifica com tudo o que foi dito aqui, gosta do que o game pode te oferecer e está dentro do valor que você pode investir, então Mario Tennis Fever é uma ótima aquisição para a sua biblioteca e ele vai te divertir por muito tempo. Até quando você der uma pausa nele por um longo período, vai ser o jogo que você vai tirar da estante nos finais de semana com amigos, quando sentir saudades de jogar algo do gênero, etc.

    Confira o trailer do jogo:

    Acompanhe as lives do Feededigno no Youtube.

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    CRÍTICA – ‘Pokémon Legends: Z-A’ é o momento de jogar a DLC Mega Dimension?

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    A DLC de Pokémon Legends Z-A, chamada de Mega Dimension, foi oficialmente anunciada no dia 6 de novembro de 2025, antes do lançamento do jogo base, que saiu no dia 16 de outubro de 2025. Isso causou sentimentos bem mistos nos jogadores da saga. Anunciar a DLC nova antes mesmo de o jogo base ter sido lançado causou um descontentamento no público geral, e o seu preço de R$ 199,00 só corroborou a situação.

    Prefiro começar esse texto já tirando isso da frente, pois não é um assunto fácil, mas deve ser mencionado. E eu finalmente joguei a DLC, não só a campanha base, como diversas missões secundárias, para contar se valeu a pena depois de tudo isso e do hype. Sim, “hype”. Digam o que quiserem, mas Pokémon é uma franquia forte e todos os seus anúncios criam hype no público da série.

    A DLC chegou oficialmente em 10 de dezembro de 2025. Eu comecei a jogá-la em janeiro e, agora em fevereiro, a completei. Essa é uma expansão que será aberta apenas quando você zerar a campanha do jogo base. Então, atualmente, eu devo estar perto da casa das 90 horas de gameplay. Você não precisa de tudo isso para fazer o conteúdo da missão principal, mas é impossível passar por esse jogo e não fazer missões secundárias, evoluir mais do que só um time e explorar muitas outras coisas que te tiram da missão principal e te cativam tanto quanto.

    Agradecemos à Nintendo Brasil pelo envio de uma chave da DLC, para que pudéssemos jogar mais um pouco de Pokémon Legends Z-A com diversos pokémon, megas, batalhas, missões e muito mais.

    Minha Experiência com Pokémon Legends Z-A

    Mega Dimension

    Quando o game foi anunciado, ele já tinha minha total atenção e fiz a pré-compra dele físico mesmo. Como os lançamentos aqui no Brasil são complicados, recebi meu jogo cerca de duas semanas depois do lançamento. Apesar da ansiedade para jogar, fui terminando outros títulos que estava aproveitando na época, enquanto aguardava pela mais recente aventura da série, que prometia demais. Demais mesmo.

    O combate é a chave do game. E olha, eu gosto dos títulos anteriores, joguei muitos deles e ainda estou jogando; gosto do estilo RPG por turnos, é bem a minha vibe. Mas a franquia merecia uma novidade, um ar de coisa nova. Tentar mais abordagens em uma franquia tão feita numa forminha é algo que fica até difícil de acreditar. Nintendo, Game Freak e Pokémon Company saíram um pouco do conforto e tentaram algo novo? Eu não acreditaria se me falassem isso antes de ver o jogo anunciado, não. Mas o importante é que funcionou de verdade.

    Mega Dimension

    Teremos uma equipe de até 6 pokémon; isso continua como o clássico, e usaremos eles agora em um combate de ação. Assim que uma batalha se inicia, uma área é estabelecida para esse combate e você dá comandos de ataques para os seus pokémon, com controles simples de se aprender. Aqui, o interessante é que debuffs e buffs têm tempo de duração e podem ser aplicados de uma forma mais satisfatória. Você vê na sua frente acontecendo aquele status de veneno, sono, paralisia, queimadura, congelamento e outros. Você até pode se esquivar dos inimigos se conseguir explorar aberturas interessantes.

    E o melhor de tudo são os chefes. Aqui não teremos ginásios e ligas como nos clássicos, mas teremos os pokémon mega evoluídos que estão fora de controle. Assim que os enfrentamos, eles se acalmam e recebemos a sua pedra de mega evolução. Eles funcionam como bosses, cada um tem seu estilo de combate e são incríveis de se batalhar contra. Eu amei enfrentar cada um deles e fiquei muito feliz em encarar mais novos pokémon na DLC dessa forma.

    Eu ainda gosto do estilo de turnos, mas é inegável o quanto acertaram nesse combate divertido aqui. Ver o seu pokémon na batalha e os ataques acontecendo, as partículas se espalhando, quais pokémon o adversário vai usar e afins, é muito legal.

    Mega Dimension

    Falando em adversários, tem uns bem desafiadores, mas, infelizmente, geralmente você vai acabar com todos das missões secundárias facilmente. Na maioria das vezes, não vemos quais pokémon nosso adversário tem. E, se vemos, é apenas um ao lado dele que faz parte da missão. Então, acredito que poderiam ter uma seleção de pokémon em estágios e níveis diferentes, dependendo do nível do jogador, para tornar isso mais interessante.

    Por exemplo, se os seus pokémon estão entre os níveis 20 e 30 e no segundo estágio de evolução, quando você entrasse numa batalha de missão secundária, o adversário poderia estar com pokémon já nesse estágio e com nível próximo, tornando algo mais equilibrado. Mas aí pode ser uma escolha dos desenvolvedores de deixar a campanha base mais fácil e manter o desafio para os bosses, adversários da missão principal e, claro, o competitivo que mantém o jogo ativo.

    A história desse título é bem legal, é muito bem-feita. Gosto dos diálogos dos personagens e de como tudo vai tomando rumo e proporção à medida que avançamos. Os personagens são interessantes, todos têm seus jeitos e personalidades. Eu gosto muito disso, me peguei sorrindo em diversos momentos com eles e, em outros, extremamente focada nos acontecimentos mais preocupantes. O protagonista é naquele estilo “mudo” de sempre, sem muito background, então você precisa se sentir mais no game como se fosse ele, em vez de esperar que seja um personagem com passado e ambições.

    E a cidade de Luminália é quase como uma personagem à parte. Sim, o mapa é todo numa cidade só, já falo mais sobre isso, mas a cidade é bonita e importante para os nossos personagens. Estamos tentando salvá-la e desvendar seus mistérios ao mesmo tempo.

    Essa é a segunda vez que a vemos. A primeira vez foi em Pokémon X & Y, que são excelentes títulos de 3DS; ao menos, eu realmente gosto muito desses jogos também. Mas caso você não tenha jogado um deles, não tem problema. O Z-A, apesar de ter referências a eles, não te deixa perdido. Ele explica tudo para que você não se sinta confuso achando que falta algo do passado do jogo.

    E eu não quero ser repetitiva e voltar a bater na mesma tecla. A essa altura, vocês já sabem sobre a falta de legendas em PT-BR, a ausência de certas texturas, NPCs sem muita vida ou rotina pelo mapa e a falta de dublagem nos personagens, mesmo que fosse só em inglês ou japonês. Então não vou me estender tanto sobre isso, mas falarei meus “dois centavos de opinião” sobre o que penso.

    Mega Dimension

    Acredito que a questão de o mapa ser um pouco repetitivo, sem muitas texturas, elementos visuais e com poucos NPCs, se deve ao fato de ser um game de meia geração. Ele precisava rodar bem no Switch. A Nintendo já tinha uma preocupação grande depois do que aconteceu com Pokémon Scarlet & Violet, então fazer um jogo competente para o hardware anterior também seria um desafio. Acho que já sentimos na pele quando outras empresas prometem isso com jogos como Cyberpunk 2077, Assassin’s Creed Unity, Mass Effect Andromeda e muitos outros títulos que estão passando na sua mente por agora.

    Por isso, não achei essa parte algo problemático demais, pois o jogo compensa sendo bem divertido e com uma história interessante. O visual cartunesco eu, particularmente, acho bem legal, principalmente dos personagens e pokémon. Mas o que eu senti que faltou nessa parte foram as animações. Por exemplo, temos a animação de captura jogando uma Pokébola, mas há certos momentos na história em que, em vez de ela ser usada, corta para uma tela preta ou tela branca e o pokémon já aparece capturado. Eu acredito que mais cutscenes, não CGIs absurdas, mas cenas com o motor do jogo mesmo, mostrando animações mais elaboradas, fariam a diferença.

    A ausência de dublagem era compreensível no 3DS e em consoles anteriores, mas o Switch tem capacidade para suportar dublagens e até mundos mais pesados que Pokémon Legends Z-A. Se vocês virem Xenoblade Chronicles X Definitive Edition e outros rodando nesse portátil, vocês ficam de queixo caído. E a falta do PT-BR em 2025 é bem triste, mas temos uma vitória: pela primeira vez, o título recebeu Espanhol da América Latina. Sim, nós não falamos essa língua nativamente, mas foi a primeira vez que a saga recebeu isso, e foi dessa forma que joguei.

    As músicas são excelentes e elas precisam ser. Como não temos falas, as trilhas preenchem todas as cenas, e eles acertaram demais em todas elas.

    Mega Dimension

    Diferente de Pokémon Scarlet & Violet, a performance de Pokémon Legends Z-A está incrível no Switch. Eu testei nele, mas passei a maior parte do tempo jogando no Switch 2, onde recentemente o Scarlet & Violet recebeu pequenos updates necessários para rodar melhor. Por isso, se você curte o game e está no Switch 2, vale conferir ele também.

    Enfim, voltando ao Pokémon Z-A. O jogo base é realmente incrível. Se conseguir ele numa promoção interessante, apenas pegue e jogue. É um jogo bom e divertido. Se você curte a série e já viu tudo o que é pró e contra, já consegue decidir se esse jogo é ou não para você.

    Pokémon Legends Z-A – DLC Mega Dimension

    Mega Dimension

    E, finalmente indo para a sua DLC, ela vale mesmo a pena hoje? Apesar do seu anúncio complicado, ela empolga de verdade como no trailer? Adiciona muito mais conteúdo pelo seu valor?

    Se você passou aí suas 40 ou 50 horas na campanha base, gostou do jogo, se divertiu e quer mais um pouco de tudo que você já viu, então a DLC é, sim, para você. Teremos novas personagens por aqui. Uma vem lá do X & Y do 3DS, a Korrina, que é especialista nas mega evoluções. Mas o jogo também apresenta a Ansha e seu lendário Hoopa, que dão início à história, além de outros personagens da equipe MZ, novos pokémon, novas mega evoluções para pokémon do jogo base e da DLC, mais história, combates, missões, etc.

    Mega Dimension

    Pokémon iniciais de outras gerações também voltam aqui e, sim, eles geralmente marcam presença. Mas não só eles; teremos lendários. Ansha diz no começo da aventura que está buscando um Rayquaza. O motivo eu deixo para vocês descobrirem jogando. Mas não é só esse pokémon icônico, não; teremos outros lendários também e batalhas com eles. E foi isso que me fez ficar até o final da DLC e no pós-game também. Pois sim, você pode fazer mais um pouquinho após zerá-la, assim como é possível jogar mais do jogo base após o seu zeramento, momento em que você pode desafiar certos pokémon e até descobrir mais da história.

    Mega Dimension

    Então o jogo tem muito conteúdo para entregar, e é isso o que recheia a experiência. Porém, você pode se sentir cansado de fazer mais do mesmo em algum momento, pois, para avançar na DLC, você fará um pequeno loop de atividades que já viu acontecer no game base, e isso pode ser complicado. Como eu gostei muito desse novo sistema, achei um refresco para a série e uma preparação para um futuro próximo jogo de Pokémon que deve vir apenas para o Switch 2, creio eu. Enfim, eu gostei muito de receber mais do que já havia gostado.

    Na DLC, a Ansha fará donuts para alimentar o Hoopa, que pode abrir portais para o hiperespaço. Lá, podemos ver um outro lado de Luminália e, então, exploraremos diversos portais espalhados pelo mundo, resolvendo suas minimissões. O objetivo dentro deles pode ser coletar itens, destruir itens, capturar pokémon, batalhar com treinadores, cumprir uma missão secundária ou enfrentar pokémon mega evoluídos. No caso desse último, podemos capturá-los e receber suas pedras de mega evolução, o que aumenta o seu time e é muito divertido.

    Esses portais nos levam a uma Luminália Dimensional. Da DLC, essa é a parte que me quebrou um pouquinho, pois seria legal ver um outro cenário. Faz sentido com a história ser uma Luminália de outra realidade, mas vocês podem sentir também que o cenário fica mais vazio e se torna repetitivo. Infelizmente não tem como negar isso, já que a Luminália Dimensional é basicamente igual à cidade base, só que sem muita cor.

    O interessante é que a DLC é mais desafiadora. Os pokémon passam do nível 100, que era o nível máximo. Então, as batalhas são mais legais ao meu ver, e eu acabei até fazendo um time novo para a DLC. Afinal, seria superdivertido mudar todo o meu time para esse novo conteúdo. Explorar os portais geralmente te dá muita EXP e itens para seus pokémon ganharem experiência, ajudando a colocar todos no nível 100 rapidinho.

    Então, caso você esteja aí procurando formas de evoluir rapidamente, recomendo fazer as fendas dimensionais. Elas darão bastantes itens para evolução, até mais do que as batalhas do Z-A te entregam ao adquirir um cupom para desafiar o próximo treinador, que também é uma coisa legal de se fazer no game base.

    Recentemente tivemos uma atualização interessante. Até saiu vídeo lá no Feededigno, confiram nossos canais de vídeo também! Nele, citei a atualização 2.0.1, que permite carregar mais Mega Shards e comprar diversas Berries de uma vez só. Isso facilita bastante, já que pegamos muitas Mega Shards na DLC. Todos os portais têm muitas delas e, assim, você completa rapidinho a coleção de Mega Pedras. E comprar várias Berries de uma vez só foi um adianto e tanto!

    Nas fendas, você também vai encontrar Berries melhores para criar donuts melhores, com efeitos especiais diferentes e com mais tempo de duração. Assim, você pode usar as melhores opções nas fendas mais complicadas. Elas podem ir de dificuldade 1 estrela até 5 estrelas, assim como os donuts podem chegar até 5 estrelas de eficiência.

    Conclusão

    A DLC Mega Dimension te entrega uma história secundária nova e que é longa demais para ser considerada apenas uma historinha secundária simples. Conheceremos novos personagens, pokémon e megas.

    Ansha e Hoopa são personagens bem interessantes e divertidos, que fazem parte do enredo novo, entram para o time e têm funções dentro do jogo.

    Vale a pena se você gostou de tudo o que jogou no game base e se já o terminou também, pois a DLC só pode ser acessada após o término da campanha principal. Você vai explorar uma outra dimensão de Luminália, encontrará pokémon acima do nível máximo, verá uma nova história dentro desse mundo, terá batalhas novas com pokémon megaevoluídos, uma nova Pokédex para completar e mais. Porém, a DLC entrega muito do que você já viu.

    Apesar da nova história, dos personagens, dos pokémon novos e das megas novas, o cenário é o mesmo. As batalhas de megas têm movimentos diferentes, mas, no geral, funcionam como no jogo base. A mecânica de criar donuts e entrar em portais é diferente, mas isso, por si só, não garante uma novidade que mude tudo.

    Batalhar e capturar lendários icônicos é um dos pontos mais fortes, já que o combate do jogo é o que faz ele brilhar. É a famosa cereja do bolo e te mantém firme para avançar na DLC sem parar. Junto a isso, claro que todas as novidades que citei são legais. Meus pontos negativos da DLC ficam para o seu preço cheio de R$ 199,00. Sendo quase um jogo novo, poderia ter um preço mais acessível. Quem sabe em promoções? Com certeza!

    Concorda com tudo o que leu aqui? Se identifica com a experiência que tive? Jogou a campanha ano passado, bateu uma saudade de jogar mais, criar um time novo e, quem sabe, testar a DLC? Então, sim! Eu recomendo a DLC Mega Dimension para você.

    Confira o trailer da expansão:

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    CRÍTICA – ‘Animal Crossing: New Horizons’ vale ser conhecido ou redescoberto em 2026

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    A franquia Animal Crossing está fazendo 25 anos em 2026 e, apesar de muitos não acreditarem na força dos jogos de social sim, cozy game, life sim e/ou com elementos apelidados carinhosamente de “fazendinhas”, essa é uma das franquias que prova que esse nicho é forte e importante na indústria dos games.

    Esse não é o título precursor do gênero, acho que podemos atribuir isso ao Harvest Moon, com seus 30 anos e sendo pai do estilo “fazendinha”, mas com certeza Animal Crossing tem seu espaço mais do que muito bem estabelecido nos jogos do estilo, com seus diversos elementos únicos e que cativam seus fãs ano após ano.

    Animal Crossing New Horizons foi lançado em março de 2020 e foi um sucesso, um dos jogos mais vendidos da Nintendo e que veio em uma época difícil. Ninguém esperava por uma pandemia, algo que mudou e marcou todas as pessoas no mundo, não sendo possível ignorar esse fato.

    Esse jogo foi responsável por unir muitas pessoas. Pessoas que nem jogavam videogame, outras que nunca dariam chance para um jogo de Simulação Social ou Cozy Game. No final, fisgou tanto o público que vendeu mais de 47 milhões de unidades mundialmente até 2025, mas em 2026, com seu relançamento em uma versão para Nintendo Switch 2 e uma atualização gratuita que parece uma DLC recheada de conteúdo, isso deve aumentar ainda mais.

    Fora que, nesse meio-tempo, ele já recebeu diversas outras atualizações e uma DLC bem recebida, a Happy Home Paradise, que foi lançada em 5 de novembro de 2021. Essa DLC pode ser comprada à parte ou pode ser utilizada a partir da assinatura do Nintendo Switch Online + Pacote Adicional, junto com os upgrades de Zelda, pistas extras de Mario Kart 8, etc.

    Agradecemos à Nintendo Brasil pelo envio de uma chave do game para nós aqui do Feededigno.

    Minha Experiência: Esse jogo também é um pequeno lar

    Animal Crossing

    Comprei o meu Nintendo Switch OLED usado de um colega em 2023 e eu nem imaginava que iria me apaixonar tanto por esse videogame. Hoje não consigo mais viver sem essa portabilidade que ele entrega, e o meu primeiro jogo foi justamente o Animal Crossing New Horizons. Quase um ano depois, compramos um Switch Lite novo em uma promoção e sua edição vinha com uma cópia do Animal Crossing. Dessa forma, minha noiva conseguia jogar também e jogamos juntas até hoje.

    Um pouco antes da compra do Nintendo Switch 2, vendi o Lite e cometi o erro de não transferir a minha ilha antes de fazer isso. Então, aqui fica a minha dica: na eShop você encontra o “app” para transferir sua ilha de um console para outro. Faça isso antes e vai salvar todo o seu progresso.

    Então comecei uma nova ilha em dezembro de 2025, já me preparando para as novidades que chegariam em janeiro. Novidades que, no atual momento desse texto, já chegaram, né? Pois foi anunciada a sua atualização 3.0 e sua versão para Switch 2 no dia 15 de janeiro, mas no dia 14 já podíamos experimentar tudo da nova atualização.

    E se em 2023 eu fiz mais de 90 horas jogando esse game, tendo comprado ele no final daquele ano, eu joguei mais ainda em 2024 e 2025. E claro que em 2026, que só está começando, não será diferente, não. E isso que é legal em Animal Crossing: você vai acabar jogando bastante ele ao longo do tempo. Não é necessário que jogue horas e horas por dia, por exemplo, para se manter avançando e atualizado junto com todo mundo, como nos gêneros de MMORPG e similares que precisam disso.

    Animal Crossing New Horizons não te entrega aquela dopamina do TikTok e sua ansiedade de tabela, ou aquela dopamina dos itens raros caindo aos montes nos ARPGs e MMORPGs, com dezenas de números subindo dano constantemente. Não, esse é um jogo feito para relaxar e no qual você constrói uma relação com o tempo.

    Animal Crossing

    Todo dia você entra no game, joga por uns 20 ou 30 minutos e já plantou, pegou pedras, madeiras, chamou um novo visitante para a sua ilha, colheu as frutas, descobriu novos peixes, insetos e fósseis, talvez novas artes, etc. Ele te deixa aproveitar tudo num ritmo mais tranquilo e te ensina paciência. O apego com a sua ilha vem com o tempo. Novos jogadores levam seu tempo descobrindo como fazer novas ferramentas, como passar pelo rio pela primeira vez ou como é possível nadar e descobrir mais tipos de peixes, ou até um NPC, quem sabe.

    Essa rotina cuidando da sua ilha, conversando com seus moradores e os NPCs que te ajudam a progredir em cada coisinha é muito divertida e te tira um pouco daquela realidade corrida e cheia de estímulos sem parar com uma tela de celular. E foi o que me ajudou em diversos dias mais difíceis a simplesmente pausar um pouco a minha mente agitadíssima.

    O game funciona no mesmo tempo que na vida real. Eu já abri o jogo às 3 horas da manhã, sendo de madrugada na minha ilha também, e os NPCs tinham frases sobre isso. Achei até um fantasma que se assusta com “humanos” de verdade. E assim como essa situação, eu encontrei diversos outros eventos em outros horários e até em outros climas, já que o jogo também tem Outono, Inverno, Primavera e Verão. E, dependendo da região que escolhemos para nossa ilha, ela terá criaturinhas diferentes das de outras ilhas dos seus amigos!

    Edição Nintendo Switch 2

    Animal Crossing

    Comprei o meu Nintendo Switch 2 no final de 2025, estou com ele há cerca de 5 meses e foi incrível recomeçar essa ilha nova. As melhorias de resolução são muito bem-vindas e ótimas para aproveitar a tela do portátil mais recente e a possibilidade de jogar em 4K no modo dock, mas foi uma boa surpresa testar o modo mouse e achar ele excelente para decoração e desenhos.

    E preciso confessar: o modo mouse não me chamou muita atenção desde o lançamento. Eu não curti tanto no Metroid Prime 4 e apenas usei para testes e, sim, lá fazia tanto sentido sendo um FPS, né? Mas aqui, talvez por não ser algo frenético e você poder usar com paciência, a precisão que ele te dá é muito legal.

    Animal Crossing

    Outra coisa adicionada foi o megafone. Com ele, você usa o microfone do Switch 2 para chamar os moradores. Porém, essa adição eu não gostei muito. Às vezes funciona bem legal, às vezes o morador não vai vir, acredito que pela distância ou por ele não estar em casa, mas pode ser que você fale o nome de um e venha outro. Fico me perguntando se seria a pronúncia dos nomes ou se faltam alguns ajustes finais, sabe?

    Animal Crossing

    E podemos jogar online com até 12 jogadores, mas só se todos estiverem no Switch 2. No Switch 1 podíamos ir até 8, com 4 em cada Switch. E, continuando com o Switch 2, também podemos utilizar sua webcam (vendida à parte) para jogar com os amigos conectados.

    Se você já tem a versão do jogo do Switch 1 como eu, é só fazer o upgrade pelo valor de R$ 30,00, mas se você desejar comprar o jogo com o upgrade (sem a DLC 1), você pode comprar na eShop ou em mídia física e não é game key card, ainda bem, né?

    Então, esse upgrade vem mais para adicionar esses elementos com relação ao novo console da Nintendo, sendo um valor até bem interessante, de apenas R$ 30,00 para quem for adquirir apenas o upgrade. Mas se for comprar o jogo completo, vai sair por R$ 379,90 o jogo base com o upgrade do Switch 2. A mídia física depende, mas é interessante adquiri-la em promoções que você possa encontrar em lojas confiáveis, e a DLC se mantém por R$ 151,00 ou dentro do pacote do Switch Online + Pacote Adicional mesmo.

    Atualização 3.0 e suas novidades

    E o que realmente salta aos olhos são os conteúdos adicionados na atualização gratuita 3.0, que chegou para ambos os consoles Switch, tanto o 1 quanto o 2, não se preocupem.

    Com essa nova atualização, diversas coisas novas foram adicionadas, a começar com novos NPCs. Um deles traz o serviço de Reset do Resetti, personagem conhecido em títulos anteriores da franquia. Esse NPC te ajuda a limpar a sua ilha com mais eficiência. Assim, você não retira um item por vez, você solicita seu serviço no dia e pode retirar tudo de uma vez com ele.

    Lembrando que, a primeira vez que for usar o serviço, terá “amostra grátis”, mas a partir do segundo uso, você precisa pagar 60.000 Bells (ou Bayas se estiver jogando em espanhol), e todos os itens coletados vão para o seu inventário. Recomendo que já pense em tudo que você quer limpar, assim você paga o serviço de um dia e utiliza várias vezes nesse dia, deixando tudo do seu jeitinho de uma vez só.

    E uma família muito carismática de tartarugas, a família Kapp’n, chegou com um Resort Hotel na ilha que se instalará na ponta do seu deck, com quartos para você personalizar do seu jeitinho, e todo dia você pode fazer novos itens para ir decorando mais e mais ele.

    Essas duas novidades já deram uma carinha nova e um refresco para os jogadores, mas além disso, foram adicionadas mais coisas legais.

    Animal Crossing

    Uma colaboração com Mario já existia, mas agora temos colaborações com Zelda, Splatoon e LEGO. No mesmo local onde pegamos os itens de colaboração do Mario, lá no Tom Nook, podemos solicitar itens dessas outras franquias. As de LEGO carregam automaticamente como as de Mario, mas das outras franquias precisamos de amiibos para liberar seus itens e roupas temáticas e, dependendo de qual amiibo você usou, será possível chamar 1 dos 4 moradores temáticos novos.

    De Zelda podemos ter a Mineru do mais recente Hyrule Warriors, jogo do qual fizemos uma review e que é maravilhoso também, sendo minha adição favorita. Também temos o Tulin do Zelda Tears of the Kingdom, e de Splatoon, a Cece e a Viché.

    Outra colaboração interessante é meio que com a própria Nintendo: podemos adicionar os videogames clássicos nas nossas decorações e, caso você tenha o Switch Online, também é possível acessar alguns jogos direto pelo Animal Crossing. Poderemos ter em nossas mesas, então, o NES, Famicom, Famicom Disk System, Game Boy, Super Famicom e Super NES (SNES).

    No caso de precisar de Amiibos e de uma assinatura, acaba caindo fora da ideia de “gratuita” da atualização. Se você já tem um Amiibo, algum colega tem, ou se você já tem o Switch Online, tipo como eu que assino em família e tal, é uma adição legal para quem já faz parte disso, né?

    E além dessas grandes novidades, tivemos novidades menores que, acreditem, são muito aguardadas por jogadores antigos. E vão ajudar a receber muitos novos jogadores, com toda certeza!

    A primeira delas é que não precisamos carregar nossos materiais o tempo todo. Ao construir um novo item, podemos usar os materiais que guardamos no depósito da nossa casa, sem precisar ir lá retirar todas as vezes e guardar de novo. Só não conseguimos acessar isso estando em outras ilhas, aí usamos nosso inventário mesmo. E também não precisamos mais criar um item por vez. Podemos fazer agora até 10 itens de uma vez, e isso ajuda na criação de itens repetidos!

    O estoque expandiu para até 9000 itens; podemos guardar até grama e outras plantinhas que antes não podíamos. Só lembrando que, para ter esse estoque grandão, precisamos fazer os upgrades de casa, então é só ir lá no Tom Nook e adquirir uma nova dívidazinha com ele que a nossa casa aumenta.

    E o mundo dos sonhos agora também tem novidades. Antes era uma cópia da nossa ilha, agora são até 3 ilhas que você pode decorar como quiser direto. Para os que têm pressa e gostam daquele modo “criativo do Minecraft” com tudo já liberado, é tipo isso. É ótimo também pra você testar coisas que gostaria de ter na sua ilha de verdade, sendo mais certeiro nas buscas de itens e materiais para progredir na decoração dela. E você pode chamar seus amigos para ver essas suas ilhas e decorar com você.

    Meu novo sonho agora é juntar 12 pessoinhas decorando uma ilha dos sonhos, tá? Achei isso incrível demais e que seria uma boa tarde de domingo com amigos conversando. O difícil é todo mundo ter tempo, é aquele velho desafio de montar uma mesa de RPG com uma galera no mesmo dia, mesmo horário e afins, só que daí cada um tem um dia diferente da folga do CLT. Complicado, né? Um dia dá certo e realizamos essa façanha por aqui.

    Minha única tristeza foi não receber as legendas em PT-BR como os Zeldas receberam. Esse jogo é bem forte no Brasil e imaginei que viriam algum dia. Então, permaneço jogando em Espanhol. Por favor, Nintendo, faz a boa aí, Animal Crossing tem um público gigante aqui, lança essa legendinha por aqui também. “Amém”.

    Então, Animal Crossing New Horizons em 2026 ainda faz sentido?

    Animal Crossing

    Sim, Animal Crossing New Horizons é um jogo incrível, divertido, relaxante e atemporal. Deem uma chance para o game, tenham um pouquinho de paciência e façam as coisas do seu jeitinho. Se você for um jogador novo, por favor, fuja dos vídeos de 10, 20 e 30 dicas para o game. Não que sejam vídeos ruins, eu mesmo os amo, mas se está começando agora, jogue no seu ritmo e vai sentir uma pequena felicidade toda vez que descobrir uma coisinha nova por si mesmo.

    Até se você errar em algo, não tem problema, o jogo não é punitivo. Aquele item que você vendeu vai aparecer de novo; não tenha pressa, viva um pouquinho de cada vez e converse com os seus moradores. Permita-se divertir sem que tudo seja uma meta impossível de “chegar no End Game de forma rápida” ou “como ler X livros em uma semana”. É só entrar no jogo e jogar.

    É até interessante intercalar esse game com outros. Nesse mês de janeiro eu descobri um amor enorme por Fire Emblem: Path of Radiance, um game de GameCube liberado na assinatura do Switch Online + Pacote Adicional. Eu fui só testar e não parei de jogar até zerar, mas antes de começar minha gameplay cheia de estratégias, parava para dar uma olhadinha na minha ilha por alguns minutos no dia. E valeu muito a pena!

    No caso de vocês já serem players antigos, retomem Animal Crossing New Horizons. Se você já tem uma ilha, dá uma limpadinha nela, acerte as baratas que ficaram na sua casa, já que você não entra lá tem muito tempo, converse com seus moradores para explicar o sumiço, aproveite as novidades e curta bastante.

    Vale a pena o upgrade de R$ 30,00 para o Switch 2. Caso vocês estejam no Switch 1 e já tenham o jogo, é só atualizar e aproveitar. O complicado fica para quem vai comprar o jogo completo agora. Vale a pena? Vale, sim. Mas você se identifica e concorda com tudo o que está aqui no texto? Se sim, Animal Crossing vai ficar no seu coração, como está no meu desde 2023.

    Confira o trailer da expansão:

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    State of Play: Confira todos os trailers do evento de Fevereiro de 2026

    Desde setembro de 2025 não tínhamos um State of Play. O primeiro evento da Sony de 2026 chegou para não deixar sombra de dúvidas do que a desenvolvedora pretende lançar daqui pra frente. Com grandes, pequenos e médios anúncios, o evento chegou com o pé na porta, com retorno de God of War e muito mais!

    Confira os trailer que foram lançados durante o evento:

    Kena: Scars Of Kosmora

    Ghost of Yotei: Legends

    Death Stranding 2: On The Beach (PC)

    4:Loop

    Pragmata

    Resident Evil Requiem

    Legacy of Kain: Defiance Remastered

    Dead Or Alive

    Control Resonant

    Crimson Moon

    Beast of Reincarnation

    Rayman: 30th Anniversary Edition

    Mina The Hollower

    Neva: Prologue

    Yakoh: Shinobi Ops

    Project Windless

    Star Wars: Galactic Racer

    007 First Light

    Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2

    Darwin’s Paradox

    Castlevania: Belmont’s Curse

    Silent Hill: Townfall

    Rev.Noir

    John Wick

    Marathon

    Saros

    Marvel Tokon: Fighting Souls

    God Of War Trilogy Remake

    God Of War: Sons of Sparta

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    CRÍTICA: Yakuza Kiwami 1+2 é sobrevida à longeva franquia, agora no PS5

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    Desenvolvi um interesse singular pela franquia Yakuza bem mais velho do que deveria. Já falei isso aqui no Feededigno na primeira vez que escrevi sobre Yakuza 0, ou Kiwami, não tenho certeza. Mas, sem dúvida, um dos aspectos que mais me cativou foi ver que a franquia tem tudo que um homem bobo gosta. Ela une uma seriedade seletiva a muitos momentos de descontração. Aqui, retorno à franquia Yakuza com Kiwami 1+2.

    Agradeço a Sega pelo envio da chave para que esse conteúdo pudesse ser produzido.

    Yakuza Kiwami e Kiwami 2 chegaram primeiro ao Nintendo Switch, respectivamente em 2024 e 2025. Somente em dezembro de 2025, os games foram vendidos em um bundle para o PlayStation 5. Mesmo já tendo finalizado os dois games originalmente via Game Pass, eu não via a hora de adentrar de novo nessa história. Afinal, ela foi o meu ponto de entrada para uma das franquias que mais me divertiu até hoje.

    A diversão de Yakuza se faz presente a todo o momento. Isso fica evidente na profundidade narrativa de seus diálogos. Mas o destaque está na forma como o jogo nos conduz: com comédia, nonsense e tudo o que a franquia consolidou como seu DNA.

    Enredo, gameplay e dinâmicas

    Yakuza Kiwami 1+2

    Ouso dizer que Yakuza Kiwami tem um dos melhores arcos narrativos da franquia. Ele é claro: Kiryu é acusado de um crime que não cometeu. Passa 10 anos na cadeia e quando sai, Kamurocho, o lugar que era seu lar e o Clã Tojo já não são mais os mesmos. Enquanto precisa se readaptar à nova realidade, ele começa a explorar as possibilidades de viver em um mundo em que novos aliados hão de surgir, e aliados do passado, se tornam inimigos.

    Quando tudo se resolve ao final de Kiwami, cabe a nós lidar com uma nova ameaça que surge nas ruas da Kamurocho em Kiwami 2, o chamado Dragão Dourado, na figura de Ryuji Goda.

    Existe pouca diferença na gameplay de Yakuza Kiwami 1+2, em relação ao que foi lançado antes. Além dos gráficos melhorados, o game parece ter recebido apenas um remaster. O que eu diria que foi de fato o maior diferencial até aqui, é a inclusão de legendas em português do Brasil em ambos os games.

    Yakuza Kiwami 1+2

    A gameplay se mantém divertida, com os conflitos frequentes entre Goro e Kiryu sendo um dos pontos mais altos. Não pense que Goro aqui tem um papel irrelevante, ele acredita que Kiryu pode voltar a ser quem um dia já foi, o Dragão de Dojima. Grande parte da árvore de habilidades de Kiryu em Kiwami só podem ser liberadas após encontro aleatórios com Goro, o que torna a gameplay ainda mais divertida e nos força a ficar procurando-o por toda Kamurocho.

    Aqui, as dinâmicas presentes na narrativa nos levam por jornadas profundas de crescimento dos personagens e sidequests nonsense que podem tanto causar estranheza, quanto nos dar uma crise de riso, como a missão “Be My Baby” de Yakuza Kiwami 2.

    Yakuza Kiwami 1+2 é porta de entrada na nova geração

    Yakuza Kiwami 1+2

    Dizer mais uma vez que a franquia Yakuza rapidamente se tornou minha favorita nos últimos anos, é chover no molhado. Ver os dois títulos de entrada da franquia disponíveis para as novas gerações de console, nos dão certeza de que a Ryu Ga Gotoku Studios ainda tem muita lenha a queimar com jogos futuros.

    Nos últimos anos, cobrimos quase todos os lançamentos da franquia, o que me traz uma imensa satisfação pessoal. Para mim, Yakuza Kiwami 1+2 formam um dos arcos narrativos mais bem elaborados dos videogames, e Ryuji Goda talvez seja o vilão mais bem desenvolvido da série até hoje. Com motivações convincentes e uma presença marcante, Goda é a prova do que o estúdio faz de melhor: desenvolver um roteiro complexo sem nunca perder de vista a evolução de seus personagens.

    Obrigado à Sega mais uma vez por nos dar a oportunidade de cobrir esse game pela terceira vez por aqui no Feededigno.

    Confira o trailer de lançamento:

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