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    CRÍTICA: ‘Kaoru Hana wa Rin to Saku’ é um dos melhores animes do ano

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    E quando o amor floresce de forma tão majestosa? Animes encantam por diversas razões, pois trazem diferentes emoções, trazendo para o público narrativas poderosas que vão estar gravadas nas memórias e corações de seus espectadores por muito tempo. E podemos colocar essa adaptação com esse mesmo potencial.

    Kaoru Hana wa Rin to Saku (The Fragrant Flower Blooms With Dignity) é uma adaptação do mangá homônimo escrito por Saka Mikami, publicado na revista Magazine Pocket em outubro de 2021, e ainda está em lançamento. Sua adaptação para anime foi realizada pelo estúdio CloverWorks (de Spy x Family), sendo seu roteiro criado por Rino Yamazaki, direção Miyuki Kuroki, Haruka Tsuzuki, e sua distribuição original ocorreu entre julho e setembro de 2025 pela estação de TV Tokyo MX, chegando no serviço de streaming Netflix com episódios semanais após a exibição no Japão.

    O elenco de vozes originais tem Yoshinori Nakayama (Rintarō Tsumugi), Honoka Inoue (Kaoruko Waguri), Kikunosuke Toya (Shōhei Usami) e Kōki Uchiyama (Saku Natsusawa), tendo sua dublagem feita pelo estúdio Iyuno Brasil, com o elenco formado por Yuri Chesman, Bianca Alencar, Lipe Volpato, Michel Pejon, Douglas Guedes e Isabella Guarnieri.

    Animes

    O enredo do anime é sobre uma história de amor improvável entre Rintaro Tsumugi, um garoto com aparência intimidadora da escola masculina Chidori (para “alunos problemáticos”), e Kaoruko Waguri, uma garota gentil da prestigiosa academia feminina Kikyo. Apesar da rivalidade entre as escolas e uma diferença social entre os alunos de ambas as instituições, eles se conhecem na confeitaria da família de Rintaro e desenvolvem um relacionamento delicado, que precisa superar preconceitos e barreiras para ficarem juntos.

    Assistir Fragrant Flower foi uma experiência que me surpreendeu, porque, depois de muito tempo, surgiu um anime romance adolescente para me cativar pela intensidade da emoção dos protagonistas, como é o caso desse shoujo, que diria ser uma das melhores produções lançadas no ano passado.

    Os aspectos técnicos são excelentes, proporcionando visuais e cenas muito bonitas, mas o que realmente me encantou foi a intensidade emocional que essa história consegue transmitir para a pessoa que vai assistir em um romance que não vai apenas explorar o casal principal e sua construção, como o desenvolvimento de ambos como indivíduos e suas respectivas realidades.

    Ambos os protagonistas vivem momentos muito distintos: com Rintarō em algo muito comum na adolescência, que é a ambivalência de lidar com as responsabilidades, sua autoestima e o que deseja para o futuro, sua relação com os amigos e, mesmo com uma aparência muito mais descolada, superar a timidez é uma questão; enquanto Waguri tem questões semelhantes, mas tem uma perspectiva mais otimista, mostra confiança, mesmo com o medo da incerteza do que virá do outro lado. E essa relação cresce de forma muito emocionante ao longo dos 13 episódios dessa temporada.

    Esse florescer não se limita apenas a centralizar todo o desenvolvimento emocional apenas no casal principal, dando espaço para que outros personagens, como Subaru Hoshina, a melhor amiga de Waguri, Saku Natsusawa, um dos amigos de Rintarō, e o grupo como um todo, sejam relevantes para a construção da história em sua totalidade.

    A relação entre a imagem proporcionada pelo status com a realidade impactante de conhecer a pessoa de fato é um ponto que me agrada, porque mostra esses adolescentes tendo pensamentos, pré-julgamentos e até acontecendo uma hierarquização entre as escolas que estudam; e, ao longo da narrativa, ver cada uma dessas barreiras caírem ao perceberem os pontos em comum, tornando essas subjetividades muito mais próximas, construindo assim uma relação muito mais afetuosa.

    Isso não irá acontecer apenas na relação entre os personagens, como também a sua relação como espectador na experiência narrativa, porque em diversos momentos temos impressões diferentes sobre eles e o que cada um pode futuramente se encaixar no desenrolar dos acontecimentos da história, tendo a surpresa de encontrarmos alguma coisa além em cada um deles.

    Além dessa camada interessante, é muito divertido ver os encontros e desencontros, as situações engraçadas, os momentos mais emocionantes e como, inconscientemente, Waguri e o Rintarō estão sempre se declarando um para o outro através dos gestos, afeto e o cuidado, mostrando como o não verbal é uma forma de demonstrar amor tão bonita.

    Essa primeira temporada encerra de uma forma muito emocionante, sendo um brinde a construção narrativa que foi tão bem desenvolvida ao longo dos episódios e garantindo um coração aquecido para terminar a temporada com chave de ouro.

    The Fragrant Flower Blooms With Dignity é um anime que vai abraçar o seu coração pelo excelente desenvolvimento dos personagens, as situações que fazem um romance ser um gênero divertido e um trabalho técnico que vai agradar muito seus espectadores.

    Confira o trailer do anime:

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    CRÍTICA – Diablo IV Temporada 11: O paladino chegou com o pé na porta e outra porta no braço

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    Diablo IV chegou na sua Temporada 11 no final de dezembro de 2025 e, com essa temporada, chegou uma nova classe: O Paladino. Essa é uma das classes mais pedidas e aguardadas, inclusive por mim. Além disso, a Blizzard também anunciou durante o The Game Awards de 2025 uma nova expansão que chega em 28 de abril de 2026 com mais da história do jogo, uma nova área, mudanças e outra nova classe.

    Recebemos antecipadamente a DLC chamada de Lord of Hatred (PS5) pela Blizzard, a quem agradecemos. Nós recebemos a versão Standard, mas você pode adquirir as versões Deluxe e Ultimate que adicionam mais itens ao pacote. Lembrando que o jogo está disponível para PC, Xbox Series e PlayStation 5.

    A versão Standard (R$174,90) te dá acesso ao Paladino de forma antecipada, à DLC anterior Vessel of Hatred, à nova DLC Lord of Hatred, um baú extra, dois espaços extras de personagens e cosméticos em World of Warcraft. As demais também te darão acesso a esses itens, mas a Deluxe (R$259,90) adiciona mais alguns cosméticos para o Diablo IV, e a versão Ultimate (R$389,90) adiciona o que vem na Standard e na Deluxe, porém adiciona 3.000 platinas e ainda mais cosméticos para Diablo IV.

    Se você ainda não jogou Vessel of Hatred, mas tem interesse em jogar mais da aventura principal do jogo e também de explorar a nova área, vale a pena adquirir uma das versões de Lord of Hatred. Assim você já conhece a DLC anterior, já aproveita o Paladino de forma antecipada e está pronto para a continuação da campanha principal neste ano.

    Aqui fica claro que, se você quiser jogar com o Paladino, você precisa comprar em algum momento a nova expansão. É interessante saber que serão duas classes, mesmo que uma seja surpresa; porém, acredito que muitos fãs esperavam que uma delas viesse de forma gratuita e não foi bem assim que aconteceu.

    Minha Experiência com Diablo IV

    Diablo

    Sendo bem sincera, esse é um jogo que eu amo a ponto de tatuar, e tatuei. Comecei a jogá-lo no PC, porém acabei adquirindo o jogo novamente no PS5, em uma versão que vinha com a primeira expansão, e essa decisão foi tomada por causa do cooperativo em tela dividida.

    Minha parceira joga comigo e faz mais sentido jogarmos no PS5 dividindo a tela dessa forma, por isso a decisão de troca de plataforma. E no primeiro dia em que a temporada nova chegou, em vez de ser divertida, foi complicada. Apenas uma do co-op conseguia acessar a aba de temporada e suas novidades; além de alguns outros pequenos bugs irritantes, esse era o pior de longe, já que não conseguíamos usar os poderes de temporada e afins. Procurando sobre, notei em fóruns que mais pessoas ao redor do mundo reportavam o problema, e ele foi corrigido em uns 4 ou 5 dias, então ficamos esses dias sem jogar muito.

    Se você joga de forma solo, provavelmente não presenciou isso, o que é ótimo, e eu imagino que alguns bugs possam acontecer mais na forma cooperativa mesmo. É frustrante? É, mas acho que corrigiram o mais rápido possível e, desde então, passamos mais de 80 horas jogando a Temporada 11.

    Ambas com Paladinos, em busca do End Game o mais rápido possível. Já que já tínhamos jogado as campanhas do game, tanto a base quanto a da primeira DLC, ao chegarmos começamos a corrida para completarmos a aba de temporada, caçar os bosses e afins.

    O Paladino é uma classe fácil de se dominar se comparada às outras classes, como o Natíspirito. Ambos são diferentes em suas propostas, então é apenas um comparativo por cima, mas enquanto um é direto ao ponto, o outro tem diversas minúcias para você explorar.

    Essa nova classe é definitivamente um defensor absurdo, mas que está carregado de dano e que pode limpar as masmorras de forma rápida, satisfatória e divertida, chegando a tirar um pouco o brilho da classe do Bárbaro que estaria um pouco mais próximo dele, pelo menos nesse momento.

    Temporada 11 – A Blizzard tá fazendo a faxina de Ano Novo no Santuário

    Diablo

    As coisas mudaram por aqui. A Blizzard parece estar dando uma geral na casa para mudança de ano e a chegada das visitas, a nova expansão, já que mudaram progressão, modo de defesa e recompensas adquiridas. Então, enquanto ela pede para seu filho novo, Paladino, ir à sala conhecer as visitas e colocar a mesa, também vai varrendo, arrumando as coisas espalhadas, tirando a louça da pia e afins para as novidades.

    A temporada apresenta o tema de Intervenção Divina, onde os Céus decidiram entrar no jogo sem uma solicitação formal. Apresentando Hadriel, um celestial que segue fortemente regras dos céus e que busca conter a influência dos Males Inferiores que vêm se alastrando cada vez mais por Santuário.

    E essa não é uma missão para ser feita de um dia para o outro; cabe a nós aproveitar o que essa nova remexida em Santuário tem a oferecer. O mundo está em uma fase caótica e expõe que uma ajudinha divina não é por benevolência, e sim que terá um preço, e será cobrado. Logo nossos poderes de temporadas não são de graça, todas as bênçãos são acompanhadas de maldições.

    Com Dádivas Corrompidas e Purificadas. Sim, as corrompidas são toleráveis pelos personagens, essa é a graça, então teremos uma vantagem e uma penalidade para usá-lo, mas podemos purificar removendo seu efeito negativo, melhorando o positivo e adquirindo mais recompensas.

    Buscar a purificação vai ser uma chave essencial na temporada, te dando um norte e um objetivo a mais ao longo da gameplay. E bom, você não deixaria isso de fora, certo? Você investiu pelo menos R$175, então provavelmente vai jogar até seu personagem ficar tão absurdo que vai pulverizar qualquer demônio por perto.

    Diablo

    Os Males Inferiores citados são os vilões que vamos caçar no End Game. Serão chefes clássicos: Azmodan, Belial, Andariel e Duriel, que já vimos anteriormente, mas agora estão integrados todos de uma vez na temporada como atividades principais.

    Azmodan chega como chefe de mundo junto com Avareza, Morte Errante e Ashava, mas Belial você encontrará no Fosso, já Andariel estará na Cidade Subterrânea de Kurast e Duriel acompanhará as Marés Infernais.

    Além desses chefes andando por aí e Hadriel te mandando fazer o trabalho por ele, teremos as mudanças de Afixos — que agora você escolhe, não é mais por sorteio. Poderemos aprimorar nossos itens até o nível 25 de qualidade e santificação dos itens, mas lembre-se: mexa nos seus itens antes de santificá-los.

    A forma de Defesa também mudou, então esquece tudo que você sabia até esse momento. Agora o atributo principal de defesa é Resistência (Tenacidade), que combina armadura e resistências elementais em uma coisa só. Eu acho que deu uma facilitada para quem tava perdido com tanto atributo, mas deve desagradar aos que gostavam de tudo no seu devido lugar de forma bem separada. No final do dia a armadura afeta todos os tipos de dano, físico e elementais, e busca fazer com que as estatísticas façam mais sentido de forma unificada.

    A Cura também está diferente e esse pode confundir um pouquinho, pois não funciona mais como redução de dano, mas você meio que “guarda vida extra”, tipo um reservatório de vida. E vai ser curado de forma passiva enquanto acumula fortificação, tipo como uma barra de vida secundária.

    Jogadores mais focados e que gostam de ver cada um dos status vão achar estranho as mudanças na primeira vista, já que são mudanças depois de muito tempo fazendo o que já tinham pegado o jeito, mas vão pegar a ideia com pouco tempo de jogo. Já os jogadores casuais podem se aproveitar mais de status unificados mesmo não pegando a diferença em si entre as temporadas. Sendo repetitiva, no final do dia, vai todo mundo recorrer a um guia aqui ou ali, algo que acho incrível nessa comunidade: tem sempre muitos guias e conteúdos legais para se aproveitar.

    O Protagonista de Hoje: O Paladino

    Diablo

    Essa classe tomou o protagonismo dessa temporada, não tem como evitar. É muito legal andar por aí com um escudo parecendo uma porta e descendo martelada nos demônios, mas você pode usar armas de duas mãos também. E caso você queira jogar de Bárbaro nessa temporada, recomendo fortemente o Paladino com arma de duas mãos; deixa o Bárbaro descansar, afinal ele tá cansado nessa temporada.

    Alfinetadas à parte, Bárbaro é uma das classes que eu mais gosto, criei alguns ao longo desse tempo, mas em específico nessa temporada, enquanto você está criando aí o seu momento do ápice de dano da sua build, provavelmente o Paladino já limpou a dungeon. Então, se te convenci a dar uma chance para essa classe, vamos falar sobre ela logo.

    Teremos 4 juramentos no Paladino, aquela mecânica única que toda classe tem, sabe? Aqui teremos Judicante, Zelote, Inexorável e Discípulo.

    Judicante é para quem busca resistências bem elevadas e está procurando usar a defesa como arma. Zelote talvez agrade os jogadores de Bárbaro que tentaram uma classe diferente; aqui temos fúria canalizada em fé (isso que eu achava que esse era um dos pecados, né? Brincadeira!). Ataques rápidos, muito dano e mobilidade você encontra por aqui. Agora no Inexorável teremos ataques, controle e dano em área. E por fim, o Discípulo acho que pode ser o favorito da galera, já que teremos ataques alados; usar a forma de Inquisidor vai te ajudar a causar ainda mais dano e parecer uma lanterna ambulante correndo pela dungeon cheio de luzinhas ao redor do personagem. Dizem por aí que quanto mais RGB, mais FPS você tem.

    Falei de forma resumida, eu sei, mas galera, o personagem combina com toda a temática da Temporada 11, porque a Blizzard fez dele a Temporada 11, não só no design, beleza?! Ele vai se dar super bem com as Dádivas Divinas; toda essa brincadeira da mudança no sistema de defesa só soma com o personagem e acaba que é divertido demais jogar com ele para quem não busca classe e combos complexos.

    Quando dropei pela primeira vez o escudo único que o Paladino usa no trailer da temporada foi insanamente incrível, parecia que o personagem estava naquele nível de “badass” e é isso que essa classe busca atingir. É até meio raro uma classe nova agradar tanto, mas o pezinho nostálgico do Paladino do Diablo II e do Crusader do Diablo III devem influenciar um pouco isso aqui. Sim, temos diversos novos itens únicos no jogo para o Paladino.

    O preço do Poder Divino vai custar no seu bolso também

    É, complicado. Se você gosta bastante de Diablo IV, quer jogar as duas expansões e testar as novas classes, a versão Standard brilha os olhos; são duas partes da história principal, duas áreas novas e três classes novas, já que vem a Vessel of Hatred junto da Lord of Hatred. Nesse caso, eu acho que vale a pena sim.

    As versões Deluxe e Ultimate são bem mais caras e devem brilhar os olhos daqueles que querem muito os cosméticos e as 3.000 platinas para o passe de temporada, então se tem um dinheiro a mais aí e é algo que não pode fazer falta, por que não!? A Ultimate adiciona cosméticos que vão iluminar mais a sua sala do que o RGB do seu computador, é realmente bem brilhante.

    A Temporada 11 reformula status defensivos e de cura, traz poderes divinos, os chefes marcantes invadiram os conteúdos do jogo, o Paladino chega com um pé na porta e outra porta no braço. E prepara o terreno para adição da nova parte da história. Vamos finalmente acertar as contas com Mephisto e falarei sobre isso quando a Lord of Hatred lançar; não posso afirmar nada dessa parte do conteúdo por agora, já que não pude jogar ainda, afinal, nem lançou, né? Então tenha em mente isso, uma parte dessa compra só saberemos como vai ser em abril.

    É uma temporada cheia de mudanças para revigorar um pouco as coisas. É divertida, e mais divertido ainda com amigos.

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA: ‘Big Hops’ é um jogo que diverte e aquece o coração

    Um jogo de plataforma, de uma forma ou outra, sempre se torna uma experiência aconchegante, seja pelo seu visual ou sua temática, sendo esse conceito altamente válido tanto para os clássicos como para aqueles que estão surgindo, como é o caso de Big Hops.

    Esse título é desenvolvido e publicado pela Luckshot games, inaugurada em 2015, teve como seu jogo de estreia o Sausage Sports Clube em 2018 e, em 12 de janeiro, lança para Computadores Via Steam, Nintendo Switch e para Playstation 5 Big Hops.

    Na história desse jogo, você jogará como Hop, um jovem sapo que foi sequestrado de casa por um espírito trapaceiro chamado Diss, com uma missão misteriosa, e precisa da sua ajuda, entretanto tudo o que o sapinho deseja é voltar para casa e reencontrar sua mãe e irmã. Após um encontro inusitado, um guaxinim velho e magro irá se oferece para construir um veículo que o levará para seus entes queridos, sendo essa o objetivo principal da sua grande aventura.

    Big Hops é um jogo que pode futuramente ser visto como um jogo de conforto, porque ele irá oferecer essa experiência relaxante através dos seus visuais, mecânicas simples que permitem ter muita variação e de fácil aplicabilidade, e uma exploração de cenário que acredito ser bem intuitiva.

    Big Hops

    O que mais impressiona é quantidade de movimentos que o Hop consegue fazer para avançarmos ao longo da história, nos permitindo pular, escalar, fazer um pequeno deslizar no ar, nadar, correr por um determinado tempo por algumas paredes, além da língua, que permite abrir baús, pendurar em alguns objetos ou arrastá-los, e outras interações com cenário que são muito interessantes.

    Apesar de serem mecânicas muito simples, ter muitas opções para superar os obstáculos impostos pelo cenário é uma excelente ideia, algo que vai proporcionar muita diversão e incentivar a sua criatividade.

    As fases não serão altamente desafiadoras ou vão tentar confundir o jogador entre ir para um lado ou outro, mas vão entregar um ótimo entretenimento pela pluralidade de opções que são disponíveis para poder passar por elas, e isso por si só já é algo que vai garantir umas boas horas de gameplay.

    Big Hops

    Como é tradicional de um jogo plataforma, temos que explorar o cenário para cumprir os objetivos de missão principal e secundário, sendo isso também aplicado para encontrar os colecionáveis como insetos, Dark Bits, Dark Drips, podendo desbloquear as melhorias do personagens e itens cosméticos, deixando o nosso sapinho o mais personalizado possível.

    A respeito das melhorias, não existe nenhuma grande mecânica complexa para isso, o jogo não se propõe a ter uma grande complexidade nesse sentido, é apenas adquirir os itens necessários para realizar a sua confecção e ir no depósito do Drilson, e mesmo tendo uma variedade de itens para a criação, não se tem um grande desafio para realizar essa tarefa.

    Big Hops

    O que talvez vai incomodar alguns jogadores mais fervorosos, que busquem aquele desafio cheio de adrenalina, é que esse jogo não vai oferecer isso na proporção que vá atender a demanda deles, sendo um jogo muito voltado para se divertir sem grandes preocupações.

    A estética do jogo me agrada porque explora de forma muito competente a proposta de um jogo de plataforma em 3D, com cenários bem polidos, design de personagens criativos, som e performance, nesse caso no Playstation 5, muito satisfatórias, e uma iluminação que vai se harmonizar de forma muito coesa com o tom colorido deste mundo.

    O enredo joga muito no seguro, com uma premissa do protagonista que vai ter uma grande aventura na busca de voltar para casa, e isso não é um ponto negativo, porque na variedade de tantas experiências mais complexas, assumir o papel de uma sapinho carismático que só quer ver a família é tudo o que precisamos em um dia de jogatina.

    Big Hops não é um jogo que vamos considerar uma revolução do que é o gênero, jogando no seguro em uma experiência divertida, um protagonista carismático e mecânicas que podemos aproveitar o melhor delas ao longo de toda a nossa jornada.

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA: ‘Assassin’s Creed Shadows’ no Nintendo Switch 2 é ousado, e também muito exigente

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    Assassin’s Creed Shadows foi lançado oficialmente em 20 de março de 2025 para PC, Xbox Series e para PS5; porém, com o lançamento do Nintendo Switch 2 em 5 de junho de 2025, o novo híbrido da Nintendo recebeu o jogo mais tarde.

    Sendo assim, o game chegou no dia 02 de dezembro de 2025 para o Nintendo Switch 2. E foi uma surpresa receber um jogo desse escopo para um híbrido de console de mesa e portátil, sendo desafiador achar um equilíbrio entre desempenho e gráficos para o jogo rodar em modo TV e ainda mais no modo portátil.

    Lembrando que o Nintendo Switch 2 roda o jogo diretamente no console, não é como o PS Portal, que é um portátil que faz streaming do jogo rodando no PS5 (em qualquer uma das versões) para a tela do Portal, então o desafio é maior.

    E além disso, o interessante é que se estabeleceu uma parceria entre a Nintendo e a Ubisoft na busca de aprimorar o VRR e a fluidez dos jogos no Switch 2; isso é algo muito bem-vindo e de extrema relevância. O Switch 2 é um console relativamente novo e a busca por otimizar jogos na plataforma é algo necessário.

    Explicando por cima, o VRR (Taxa de Atualização Variável) é um algoritmo que consegue manter a tecnologia ativa mesmo com a taxa de quadros fixa em 30 FPS no jogo e essa tecnologia está presente no Switch 2. Então, já que estamos pagando por esse recurso ao adquirirmos um console como esse, é de extremo interesse da comunidade que essa tecnologia esteja “redondinha”, e buscando atingir a meta de taxa de atualização de 60Hz, tornando os jogos visualmente mais fluidos, principalmente jogos mais pesados como Assassin’s Creed Shadows, Star Wars Outlaws e outros.

    Agradecemos à Ubisoft Brasil pelo envio de uma chave para podermos testar esse jogaço no Switch 2.

    Sobre o Jogo

    Shadows

    Em nossa crítica sobre o game, lá em março de 2025, citamos que o jogo é uma jornada multifacetada, digna do cinema japonês, cheio de conteúdo e que pode ser aproveitado do jeito que você preferir.

    Naoe é uma Ninja e Yasuke um Samurai; você controlará ambos nas suas narrativas, mas poderá escolher entre eles em muitas das missões disponíveis. Então, se você prefere a furtividade e o estilo mais clássico da franquia, a Naoe é a escolha certa, mas se você quer ser um brutamontes que chega com pé na porta, então o Yasuke é sua melhor escolha. E sim, literalmente Yasuke irá quebrar as portas fechadas ao correr na direção delas e entrar de maneira triunfal nas batalhas, assustando qualquer um ali, acreditando que está pronto para enfrentar o que quer que adentre o território ao qual pertence.

    Então, para não ser redundante e analisar o jogo em si, vale a pena você conferir nossa crítica completa passando por todos os aspectos do jogo, pois aqui nesse texto focaremos na versão de Nintendo Switch 2.

    Antes e Depois da Atualização mais Importante

    Shadows

    No lançamento do jogo, precisamos trazer péssimas notícias, já que não foi um lançamento bom; muitas pessoas relataram diversos problemas de desempenho e, pior, o jogo fechava abruptamente diversas vezes, afetando a imersão dos jogadores.

    A Ubisoft ouviu a comunidade e rapidamente entendeu o que estava acontecendo. E informou que trariam atualizações; sendo assim, algumas delas já aconteceram pouco tempo após o lançamento.

    Quando comecei a jogar, um tempo depois do lançamento, o jogo fechou após 20 minutos de gameplay, e foi bem estranho, mas após atualizá-lo, esse problema não ocorreu de novo. E também o FPS ficou muito mais estável, caindo menos vezes. Porém, às vezes ainda acontece.

    Então hoje, o desempenho é bem agradável e se você ainda não teve a oportunidade de jogar esse jogo, e principalmente se você se mantém apenas nas plataformas da Nintendo, tendo feito o upgrade do Switch para o Switch 2, então esse é um jogo interessante de se ter na biblioteca.

    O jogo está bonito?

    Sim, o jogo é visualmente bonito no Nintendo Switch 2, mas sacrifícios foram feitos por aqui. Estamos falando de um console que tem a proposta de rodar jogos na TV como nos outros, mas que pode rodar jogos de forma portátil e de forma simples: você apenas tira da Dock e continua da tela do console, sem interrupções, sem loadings e sem ter que reabrir o jogo novamente para iniciar a jogatina portátil.

    Então os gráficos são mais baixos comparados aos seus concorrentes e o Ray Tracing foi retirado, já que essa é uma tecnologia bem exigente e que precisaria de mais hardware para suportá-la de forma fluida.

    Logo, não temos detalhamentos nos reflexos e sombras, mas podemos jogar Assassin’s Creed Shadows em qualquer lugar de forma portátil, isso sem precisar obrigatoriamente da conexão de internet para manter o jogo rodando em streaming como no PS Portal e sem precisar comprar um acessório com tela à parte junto com o console base, como é o caso da Sony, que torna o valor mais elevado ao somar com o console base (Playstation 5 de qualquer versão) e acessório portátil (PS Portal).

    Duração a Bateria

    Shadows

    Bom, falando tanto aí no foco que é ter portabilidade em primeiro lugar em vez de gráficos mais absurdos, também temos que falar sobre bateria, afinal, sem ela acaba toda a brincadeira.

    Assassin’s Creed Shadows no Nintendo Switch 2, nos meus testes com o nível de brilho em 50%, durou por volta de uma hora e cinquenta minutos até duas horas e quinze minutos jogando de forma portátil, similar ao que é entregue nos jogos Star Wars Outlaws e Cyberpunk 2077, outros dois títulos desafiadores para o console.

    No final do dia, vale a pena o preço?

    No preço cheio o jogo sai por R$299,99 na eShop brasileira e o jogo consome 63.8GB de espaço; sendo assim, recomendo separar um cantinho para instalar ele. Em preço cheio pode ser complicado de investir; se você é um fã da saga Assassin’s Creed, já jogou outros e mal podia esperar por esse, só vai: o jogo é incrível, divertido e recheado de conteúdo.

    Vale destacar que tem legendas e dublagem em PT-BR; a dublagem é baixada gratuitamente na eShop, é só pesquisar por ela e baixar.

    Agora, se você não é tão fã e nunca jogou um Assassin’s Creed antes, mas gostaria de viver uma aventura com ninjas e samurais no Japão, aí pode ser interessante deixá-lo na wishlist para adquirir numa promoção. Já que jogos da franquia entram em promoção eventualmente, seria interessante se soltassem uma demo do jogo, igual o Star Wars Outlaws atualmente tem demo para você testar no Switch 2 antes da compra.

    E sobre sua compra de forma física? Tem pontos a serem levados antes de clicar em comprar. Primeiramente, o jogo não estará no cartucho, já que é no estilo Game Key Card; você receberá um cartucho dentro da capa do jogo, que ao ser inserido no console, começa a baixar o jogo e valida ele para você jogar com a chave que está nesse cartucho, possibilitando a revenda no mercado de usados no futuro, mas que ainda vai consumir espaço do jogo no console.

    Shadows

    O interessante é que dessa forma você pode adquirir em alguma loja oficial de confiança sua com cupom de desconto ou com cashback que você possua, tornando ele mais acessível no seu valor, mas que ainda sim, pode entrar em R$220 ~ 290; aí vai de você o que é mais interessante para o seu uso. Gostaria de ter o jogo na sua conta? Gostaria de revender depois? Conseguiu um desconto significativo no físico ou no digital numa época boa de promoções? Escolhendo o mais interessante para você, é só jogar e jogar, pois tem horas e horas de jogatina pela frente.

    Apesar dos sacrifícios técnicos como gráficos mais baixos, possíveis quedas de FPS e fechamentos abruptos que hoje estão muito melhores que no lançamento, é incrível essa adaptação e esse esforço do time para fazer Assassin’s Creed Shadows rodar na palma da sua mão em qualquer lugar na telinha do Switch 2.

    Então eu recomendo que você jogue esse game se você concorda e se identifica com tudo que foi dito aqui.

    3,5 / 5,0

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA: ‘Red Dead Redemption’ é mergulho nostálgico no mundo dos fora-da-lei

    Em dezembro, recebemos da Rockstar Games a chave do remaster de Red Dead Redemption, que chegou aos consoles e PCs da atual geração após muitos anos de espera e antecipação por parte dos fãs. Jogamos o game no PC, com gráficos revitalizados, suporte nativo a 4K, 60 fps e tradução oficial para o português do Brasil. Na atual geração, essa talvez seja a principal forma de conhecer o jogo, que agora se tornou mais acessível e funciona bem como um novo mergulho no mundo da franquia – isso se você ainda não a conhece.

    O game tem, para mim, um retrogosto diferente dos títulos daquela safra de 2010, como God of War 3, Assassin’s Creed: Brotherhood e outros. Em 2012, redescobri o prazer do videogame após quatro ou cinco anos sem jogar, e não parei até hoje.

    Com o meu Xbox 360, mergulhei em mais aventuras e entrei em mais mundos do que julgava ser possível. À época, com quase 20 anos, lembrei-me do prazer que era jogar depois de um longo dia de trabalho, e Red Dead me acompanhou por muitas e muitas horas.

    Retornar ao game pouco mais de 14 anos depois me causou um maravilhamento singular. Voltar à cidade de Armadillo, em um primeiro momento, despertou sensações diversas, como quem visita um bairro em que já viveu no passado ou por onde passou vezes suficientes para decorar cada uma de suas ruas.

    Red Dead Redemption

    Retornei a Red Dead Redemption como quem reencontra um amigo que não via há muito tempo, apenas para me surpreender com as novidades que ainda encontraria ali. Lá nos idos de 2012, o game já me impressionava pela forma como optava por contar sua história. Sempre fui alguém que se divertia com ações desenfreadas, mas, em Red Dead Redemption, eu gostava de ver o tempo passar.

    Ao retornar ao game após finalizar seu sucessor, Red Dead Redemption 2 (que, na verdade, é um antecessor, ambientado 12 anos antes do primeiro título da franquia), somos mergulhados em dinâmicas e acontecimentos que ainda ecoam após o fim da gangue de Dutch van der Linde, quando precisamos lidar com seus asseclas – antigos parceiros de gangue.

    Reencontrar John Marston após o trabalho narrativo brilhante da Rockstar em Red Dead Redemption 2 confere ao primeiro game ainda mais profundidade. Os jogadores mais antigos sabem que, assim como no segundo título da franquia, nem tudo acaba como a gente quer. De modo que nenhum personagem desenvolvido pela Rockstar começa sua história e a termina da mesma forma.

    Red Dead Redemption

    Na expectativa pelo próximo lançamento badalado da Rockstar, GTA VI, muitos acreditam que o próximo projeto da desenvolvedora será um terceiro game da franquia Red Dead. Talvez essa seja uma das coisas que eu mais desejo (talvez até mais do que o próprio GTA VI).

    A falta de experiência e bagagem à época fez com que eu entendesse Red Dead Redemption de maneira completamente diferente. Ainda assim, testemunhar seus acontecimentos ao longo de mais de 30 ou 40 horas continua a maravilhar jogadores, mesmo 16 anos após seu lançamento original.

    Dan Houser, Christian Cantamessa, Michael Unsworth e Rupert Humphries talvez sejam alguns dos roteiristas a quem mais devo horas de contemplação. Eles foram responsáveis por algumas das maiores canetadas da indústria, como “As pessoas não esquecem. Nada é perdoado”, do primeiro game, e a brilhante “Eu te dei tudo o que eu tinha”, quando Arthur confronta Dutch no segundo título.

    Red Dead Redemption

    A narrativa de Red Dead Redemption poderia nos afetar de maneira mais superficial se fosse um longa-metragem ou uma história em quadrinhos. Testemunhar como esse mundo é capaz de nos transformar por meio de histórias tão peculiares e distantes da nossa realidade comprova o poder do videogame enquanto mídia.

    O princípio ativo dos videogames nos coloca na função de controlar cada personagem em sua jornada, retirando de nós a passividade que assistir a um filme propõe. Controlar John Marston, Arthur Morgan e Jack Marston nos dá a sensação de domínio, a sensação de que a história a ser escrita depende de nós, mesmo que ela tenha sido previamente construída por uma equipe brilhante.

    Diferente deste texto, que saiu pouco mais de um mês após o relançamento do game, levei quase sete anos para tomar coragem e escrever sobre Red Dead Redemption 2 por achar que nada que eu escrevesse fizesse jus à experiência. Isso diz muito sobre o peso que essas histórias carregam.

    Apesar de toda a brutalidade exigida pela época em que ambas as narrativas se passam, encontramos em John Marston e Arthur Morgan forças que parecem tentar romper um ciclo de destruição. Enquanto Marston deseja se colocar entre o perigo e sua família, Morgan tenta impedir que a loucura de Dutch leve à ruína aqueles que ele um dia chamou de família.

    O arco de crescimento de John em Red Dead Redemption o torna muito diferente de quando o encontramos no segundo game da franquia. Como personagem já bem construído no título posterior, cabe a nós entender, no primeiro jogo, como ele se tornou quem era. Daí vem a desconstrução de Marston e a compreensão do papel que Arthur Morgan teve em sua vida.

    Alguns acontecimentos de Red Dead Redemption revelam claramente como a Rockstar pensa ao desenvolver suas histórias. Em um primeiro momento, as cicatrizes de John servem para apresentá-lo como um personagem duro e vivido. Já na continuação, ambientada anos antes, entendemos como ele ganhou essas marcas. E não apenas isso: vemos também sua relação com Abigail, sua esposa, e com seu filho, Jack.

    Rico em tudo aquilo a que se propõe, Red Dead Redemption nos lança novamente ao Velho Oeste como uma ode aos filmes do gênero. Ao mesmo tempo em que vai na contramão de sua própria categoria, o game constrói personagens complexos e deposita, nas costas de figuras marginalizadas, o poder de mudar a história. Personagens femininas fortes surgem em meio a uma narrativa que cresce de forma constante e segura.

    Red Dead Redemption merece ser jogado por todos aqueles que se apaixonaram por sua continuação, mas que ainda não tiveram a oportunidade de conhecê-lo. Chegando aos consoles e PCs mais recentes, o game se firma como uma brilhante homenagem ao cinema western e uma verdadeira aula de narrativa, sem sequer entrar no mérito das dinâmicas e mecânicas que sustentam sua experiência.

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA: Expansão de ‘Avatar: Frontiers of Pandora’, ‘From The Ashes’ é aprofundamento de mundo e tudo que o longa não é

    Avatar: Frontiers of Pandora é um dos jogos mais ambiciosos que existem da Ubisoft. O jogo base foi lançado em 2023, mas no dia 19 de Dezembro de 2025 recebeu uma nova expansão chamada de From The Ashes, adicionando mais horas de conteúdo. Segundo a Ubisoft, cerca de 20 horas de conteúdo, e é interessante ressaltar que a DLC foi lançada junto do terceiro filme da franquia.

    Nesse conteúdo não citarei os eventos do filme para não dar spoiler, mas é legal que se complementam. Se você assistiu o filme e ficou naquela hype por Avatar, a DLC expande isso com outro estilo de conteúdo e pode ser o motivo de você estar lendo essa Review.

    Quero começar agradecendo a Ubisoft Brasil pelo envio da chave para produzir esse conteúdo. Eu particularmente gosto do estilo de jogos da Ubisoft e gosto muito dos filmes de Avatar, particularmente mais do primeiro. Foi uma experiência única ir ver um filme 3D no cinema com o meu pai em 2009. Tudo parecia muito mágico e me apeguei ao universo criado pelo James Cameron.

    Quando soube do lançamento de Avatar: Frontiers of Pandora em 2023, eu já tinha uma expectativa para o jogo e me diverti em muitas horas nele. Então, em 2026, poucos dias depois do lançamento da DLC, o primeiro conteúdo que zerei esse ano foi Avatar From The Ashes, e eu preciso dizer que gostei mais do que o jogo base.

    From the Ashes

    Não criticando o jogo base como algo negativo, já que gostei também, mas essa DLC expandiu com muitas novidades, uma história muito boa, um personagem protagonista já completo. Não precisamos interpretar um personagem novo que criamos, temos novas armas, trajes e o melhor de tudo: chegou pouquíssimo tempo depois da atualização mais aguardada, que trouxe a possibilidade jogar em terceira pessoa o jogo todo.

    Eu sou uma pessoa que tem cinetose, aquele enjoo tenebroso em jogos de primeira pessoa. Então essa adição para terceira pessoa me salvou de dores de cabeça e me ajudou a aproveitar ainda mais a gameplay, mas preciso ressaltar que não é uma adição feita de qualquer jeito, não. A troca de câmera é feita de uma forma rápida e funciona muito bem. O personagem responde perfeitamente, sem atrasos, e a movimentação não é estranha. Amei.

    Esse é um jogo que conta com legendas e dublagem em PT-BR, localização completa para nós e, acreditem, o time está de parabéns mais uma vez, pois é uma localização maravilhosa.

    Joguei pelo PC, na plataforma de Ubisoft, e tudo correu bem, sem bugs tenebrosos ou fechamentos abruptos. Bom, eu tenho um PC bem potente, RTX4070, 32GB DDR5 e um Ryzen 7 9800X3D, logo jogar em 1440p, com gráficos lindos e mais de 60 FPS, trouxe uma experiência ainda melhor.

    Precisa jogar o base antes?

    From The Ashes não reinventa a roda, ela funciona como o jogo base funciona, mas adiciona novidades na gameplay e na história para não parecer mais do mesmo, e se passa um ano após os eventos do jogo base.

    O conteúdo, ao todo, pode durar 20 horas de gameplay caso você busque o famoso 100%, no caso dos “complecionistas”. Eu joguei a história principal da expansão e mais algumas missões secundárias, finalizei com cerca de 13 horas de gameplay e me diverti bastante. Dependendo do seu estilo de jogo, da dificuldade selecionada e do seu tempo disponível, essas horas podem ser menos ou mais do que as minhas.

    Eu gostei que essa é uma DLC do tipo que funciona sozinha. Você pode jogar apenas ela e não precisa ter finalizado o jogo base para jogá-la. No começo do jogo há um resumo do que aconteceu no passado, e tudo que vai acontecer dali pra frente pode ser vivido como uma primeira experiência. Então, caso você não queira jogar o jogo base, queria só ver o que o jogo expande depois do filme mais recente, é um conteúdo perfeito.

    So’lek é o protagonista

    From the Ashes

    Eu gostei que dessa vez não jogamos com o protagonista Na’vi Sarentu que criamos. Eu sei que esse tipo de escolha geralmente cria a possibilidade de personalização de personagem e que pode ser uma forma de se apegar a ele como se você fosse esse personagem em si, mas eu também acho super importante jogos que trazem já um personagem com passado, convicções, escolhas, e vemos o mundo do jeito que ele vê.

    Então So’lek foi um acerto maravilhoso. Ele é um personagem bem construído, bem escrito, você se apega a ele, e como é um personagem forte, destemido, que já tem histórico sobre seus feitos e uma personalidade bem firme, é bem gratificante jogarmos com um guerreiro tão importante e que você sente que conseguiria executar todos os feitos durante a gameplay. Não só por protagonismo, mas porque ele realmente faz parte daquele mundo, conhece as terras, sabe como manejar as armas, já esteve em conflitos antes e não é diferente agora.

    O começo é marcado com o território do Clã Aranahe sofrendo diversos ataques em sequência. Incêndios trazendo fogo e cinzas que atingem até mesmo a árvore lar, e tudo que está no caminho vira cinzas: animais, plantas, Na’vi, etc.

    A principal suspeita é a RDA, claro, mas o Clã Mangkwan, liderado por Varang, faz parte desses ataques também, adicionando mais um inimigo para lidarmos. E é interessante que temos Miles Quaritch por aqui, aproximando a conexão com o filme. Ele não aparece, mas manda recados.

    From the Ashes

    O Clã Mangkwan é violento e sente prazer nisso. Se afastaram de Eywa e buscam destruir tudo que os Na’vi consideram sagrado. Eles machucam seus Ikram diante de seus olhos e muitas outras atrocidades terríveis, demonstrando que esse não é um povo com quem é possível dialogar. E infelizmente, mesmo que os demais povos queiram paz, eles se veem em meio a conflitos e precisam reagir. A violência é a resposta e ela é inevitável.

    A essa altura você já entendeu que realmente a DLC não inventa a roda, mas a história cativa e funciona perfeitamente bem com o que é apresentado. Teremos temas difíceis de lidar, ainda mais hoje em dia. Então veremos conflitos familiares, conflitos de guerra, escolhas difíceis e muitas perdas. Personagens que te despertam sentimento de raiva, angústia, mas alguns que também precisam de compreensão, outros não.

    Pandora também é protagonista

    Não podemos falar de Avatar sem citar o seu planeta. Pandora, que era vibrante, linda, iluminada e com paisagens dignas de wallpapers, agora está sofrendo. O jogo continua lindíssimo graficamente falando, um design artístico nos mínimos detalhes e uma atenção belíssima em cada ponto, porém jogaremos uma história onde o povo rival queimou tudo, deixou diversos acampamentos espalhados por aí com rastro de destruição, desrespeito, queima, morte, etc.

    Então a Pandora colorida e linda está devastada e queimada, marcada por pontos de fumaça de incêndios que não param, cinzas deixando tudo literalmente acinzentado, apodrecido e sinais de crueldade. Ainda é tudo muito bem feito? É sim, tem cenários lindíssimos, mas o que domina essa DLC é a destruição causada pelos nossos rivais.

    E falando em rivais, um grande rival de So’lek está presente nessa DLC. O Wukula volta para acertar contas e já no trailer conseguimos perceber a sua presença imponente.

    O combate entrega diversão e novidade

    From the Ashes

    O combate do jogo é clássico, funciona bem como funciona no jogo base, mas o So’lek precisava ser algo novo, né? Ou seria uma skin da nossa Sarentu do jogo base? Então ele tem seu estilo de gameplay, sendo mais rápido e agressivo, se mostrando mais guerreiro.

    Jogar com as armas de fogo ou com os arcos é excelente. Em alguns momentos usar um arco vai te ajudar a se manter furtivo e pode te dar danos elevados, porém com foco em um inimigo por vez na maioria das vezes. Mas as armas de fogo abrem a possibilidade de chegar pela porta da frente, derretendo vários inimigos de uma só vez, e a habilidade especial de So’lek sustenta esses momentos de fúria e adrenalina.

    Podemos usar diversas armas e equipamentos, mas também temos uma árvore de habilidades bem completa para So’lek, melhorando quantas curas podemos carregar, finalizações no chão, no ar, mais tempo de câmera lenta ao mirar, etc. Não é novidade essa parte, faz sentido no jogo e combina com o personagem as habilidades que podemos adquirir.

    Similar a outros jogos, principalmente jogos da Ubisoft

    O game tem a jogabilidade similar a Far Cry e por isso suas comparações são inevitáveis, mas Avatar entrega um mundo diferente. Esse jogo é absurdamente lindo, apesar das condições do mapa nessa história, conta com diversas músicas marcantes e que cativam ao longo da gameplay, o combate é satisfatório, responsivo, e a exploração é boa.

    Eu gostei muito do ritmo da gameplay e do tempo que tem de jogo, pois isso tornou tudo mais urgente. A gente precisa ir logo salvar as pessoas, investigar as bases, cortar os suprimentos da RDA, etc. É dinâmico e rápido, você não para, e o jogo consegue te manter imerso, buscando não te enjoar, algo que é uma reclamação frequente em jogos da Ubisoft.

    Já que sim, esse é um jogo muito parecido com outros muitos jogos. Por exemplo, no vídeo que fiz sobre, uma pessoa comentou que ele lembra Far Cry, principalmente o Far Cry Primal, mas também lembra Horizon Zero Dawn e outros títulos. Bom, essa pessoa não está nenhum pouco errada.

    Esses dois jogos são jogos que eu gostei tanto que platinei. Geralmente não sou a pessoa das conquistas, particularmente amei platinar Horizon, mas apesar de ter amado jogar Far Cry Primal, não gostei da busca pela sua platina, por algo que você já deve esperar: conteúdo repetitivo e cansativo. Então é notável a busca por te entreter de forma divertida, sem te dar sono, e esse jogo consegue!

    Toda a sequência de From The Ashes vai tentar te fazer variar na gameplay, seja ela no chão, no ar, explorando cavernas, enfrentando criaturas do seu tamanho ou muito maiores que você, personagens que atacam apenas à distância e aqueles que você enfrenta cara a cara, sempre buscando não te entediar. E isso ajuda, já que muitas das vezes vamos invadir uma base, depois outra base, depois outra, outra, e fazer isso de formas e pontos diferentes torna tudo muito melhor.

    Se comparado ao jogo base, essa aventura é mais contínua, mas na medida certa. Tipo uma dose de filmes de ação e sci-fi para sair por aí sendo o protagonista épico que vai salvar seu povo, que é admirado e respeitado pelas escolhas que faz.

    Um destaque para os chefes

    Chefes sempre marcam passagens importantes do jogo e aqui temos alguns, algo que fazia falta no base. Geralmente vamos enfrentar o povo Mangkwan como chefes, eles são diferentes e exigem que você mude como jogar. O boss final é bem divertido, e um dos “bosses” grandes que temos no meio do jogo tem uma das melhores sequências de Avatar: Frontiers of Pandora como um todo.

    Então é legal a adição de bosses que te ajudam a imergir no jogo, representam desafios divertidos de serem superados e também adicionam interseções que condizem com nosso protagonista. O que deixa um pouco a desejar são inimigos comuns, em poucas horas você já viu todos os que estarão presentes na gameplay toda, e os Mangkwan, que são tipo inimigos de elite adicionados por aqui, ficam sem graça depois da terceira ou quarta luta.

    Conclusão

    Gosta de Avatar? Gostou do jogo base? Gosta de jogos dentro da fórmula de sucesso da Ubisoft? Você vai gostar de From The Ashes. A expansão traz novidades, melhorias, um personagem já bem estabelecido, história boa, um ritmo que não deixa a peteca cair e consegue ser tão boa quanto o jogo base. O tempo de jogo ajuda muito a não se alongar demais na proposta, o que define a parte de “gameplay na medida certa”.

    Pode ser jogado à parte do jogo original, funciona perfeitamente sozinho. Caso você não queira rejogar o game base todo, e caso você já tenha jogado o game base e não foi tão pego pela sua aventura, talvez a DLC não te convença mesmo. Recomendo para aqueles que já estão dentro do guarda-chuva de fãs de Avatar.

    Confira o trailer do game:

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