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    CRÍTICA: Em ‘Premonição 6: Laços de Sangue’ fugir da morte é coisa de família

    A franquia Premonição foi de grande relevância no início dos anos 2000, ganhando uma legião de fãs muito fiéis e para admiradores de filmes de terror uma nova energia para o gênero.

    Em maio deste ano chegou aos cinemas ‘Premonição 6: Laços de Sangue‘ como a mais nova produção da série de filmes e no dia primeiro de agosto ocorreu o seu lançamento no serviço de streaming HBO Max.

    Com a codireção sendo feita por Zach Lipovky e Adam B. Stein o longa metragem de 109 minutos de duração tem seu elenco formado por Brec Bassinger, Teo Briones, Kaitlyn Santa Juana, Richard Harmon, Anna Lore, Owen Patrick Joyner, Rya Kihlstedt além do retorno do lendário ator Tony Todd em sua última participação em filme antes do seu falecimento em 2024.

    Premonição

    A história de Premonição 6: Laços de Sangue é sobre a jovem universitária Stefanie (Kaitlyn Santa Juana) que tem sonhos constantes sobre a morte de toda a sua família. Buscando entender o que isso significa, ela volta para a cidade onde cresceu para tentar encontrar sua avó Iris que salvou a vida de dezenas de pessoas na década de 60 após ter uma visão de uma tragédia. Agora sua neta precisará salvar toda a geração de sua família de um novo desastre desencadeado pela morte.

    O sexto filme da franquia Premonição me surpreendeu positivamente em aspectos técnicos, narrativos, uma linda homenagem a Tony Todd que foi um símbolo de grande relevância para a franquia e ressignificou o seu conceito principal para uma combinação sobrenatural com elementos interessantes como probabilidade.

    A respeito desse aspecto é muito interessante como o roteiro bem elaborado por Jon Watts, Lori Evans Taylor e Guy Busick encontrou uma forma de trazer algo novo para a franquia. Em Laços de Sangue a morte continua sendo algo sem uma personificação, apenas um acontecimento inevitável que corrige seu curso quando alguém consegue prever a sua chegada.

    Premonição

    Mas neste longa Iris (Gabrielle Rose), sobrevive até uma terceira geração de sua família porque compreendeu a existência de um padrão que vai além da sequência das vítimas mostrando que os acidentes que causam os falecimentos funcionam como uma espécie de equação e tirar alguma de suas variáveis é possível prolongar a sua existência.

    As atuações são boas de modo geral principalmente por enfatizar o paralelo entre a descrença sobre o risco de ser pego pela morte e tudo ser apenas um grande delírio de uma pessoa psiquicamente atormentada por algum sintoma de persecutoriedade. Além disso, temos na segunda camada de história a trama familiar que é muito interessante e ao se conectar ao tema central proporciona uma reviravolta bem diferente do que é esperado em um filme de terror.

    Como em todo filme de Premonição o que surpreende são as vítimas e os acidentes que acontecem para os seus respectivos falecimentos e nesse novo capítulo não deixa a desejar porque a construção dos eventos que vão culminar com alguém da família Reyes/Campbell sendo morto mantendo em alto nível o gore da produção.

    Premonição

    Sobre isso é importante elogiar a boa utilização dos efeitos práticos que possuem a função de chocar o espectador, uma abordagem técnica que sempre gosto de ressaltar ser imprescindível para produções do gênero por sempre resistirem bem a ação do tempo e despertar a curiosidade a respeito de como essa cena foi construída. Mesmo sendo um longa que usa mais esse tipo de efeito, ainda tem a utilização de recursos mais modernos que satisfazem na mesma proporção.

    Algo que me agradou muito foi a capacidade de Laços de Sangue referenciar ao seus antecessores de forma sútil, incorporando essas conexões com a narrativa para a construção do seu terceiro ato que termina de forma ao melhor estilo premonição possível e fazendo uma excelente homenagem ao inesquecível William Bludworth revelando o mistério em torno deste personagem.

    Premonição 6: Laços de Sangue é uma das boas produções de terror do ano de 2025, mostrando-se uma franquia que ainda consegue surpreender seus espectadores e gerar a curiosidade a respeito do que irá vir a seguir.

    Nossa nota

    Confira o trailer do filme:

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    EU CURTO JOGO VÉIO #49 | ‘Red Dead Redemption 2’ e as muitas mortes do ser

    Desde 2018 venho tentando escrever um texto que representasse tudo que vivi ao longo destes quase 7 anos desde o lançamento de Red Dead Redemption 2. Da mesma forma que o primeiro game da franquia fora um marco, sua sequência, que nos colocava no controle de Arthur Morgan talvez tenha sido o maior salto evolutivo dos games de sua geração.

    Desenvolvido pela Rockstar Games, abordaremos no Jogo Véio desta semana, um dos jogos favoritos da vida, Red Dead Redemption 2. E já adianto que com certeza o texto abordará spoilers do game. Caso você ainda não tenha jogado o game e usufruído de tudo que ele tem a oferecer, recomendo que você retorne aqui após finalizá-lo, pois não quero estragar sua experiência.

    Algo que difere o game de tudo que pode ser visto ao longo de outras jornadas, é a forma dele contar uma história única e lidar com a mortalidade e moralidade. Ao passo que nos distanciamos do primeiro game da franquia, nos aproximamos de tudo que Red Dead Redemption 2 é, mais do que a jornada de Arthur Morgan, mas também uma história de como o que era conhecido como o ‘velho oeste’ passou a ser eclipsado pelo dito progresso.

    Red Dead

    Seja em uma, duas, três ou muitas outras runs, algo é impossível de fazer: Não há como salvar Arthur.

    Seja sendo minucioso, ou evitando ao máximo avançar, ou prosseguir sem completar a missão “Money Lending and Other Sins” Parte III, não há como avançar e descobrir o resto da história. Vale lembrar que esta missão se desenrola ainda no capítulo 2, em cerca de 18-20% do jogo principal, isso e você tiver completado todas as secundárias.

    Personalidade e moralidade

    Red Dead

    O desenrolar do game pode se dar da maneira como o jogador quiser. Seja de forma lenta, realizando desafios de caçada, encontros aleatórios, missões secundárias, testemunhando o que aquele mundo tem a te mostrar, ou ignorando tudo isso, indo direto à história principal. Mas já adianto, você pode perder muito se optar pelo segundo caminho.

    Produzido pela Rockstar Games na RAGE, engine proprietária da desenvolvedora Nova Iorquina, a Rockstar Advanced Game Engine, desde seus primeiros momentos nos apresenta um mundo vivo, em que é quase impossível de ver as cordas sendo puxadas ao fundo, deixando apenas a beleza do que pode ser visto em tela. Nos lançando já em seus primeiros minutos em uma nevasca, a engine não demonstra medo ao nos apresentar sua física de partículas.

    Seja maravilhados pela diversidade de personagens, mas também de narrativas contidas em uma só história, Red Dead Redemption 2 nos banqueteia com o que existe de melhor no mundo dos games: uma narrativa completamente diferente às que estamos acostumados. Com uma diversidade étnica absurda, desde os primeiros momentos a gangue Van der Linde possui 23 membros. Pessoas essas, que precisamos cuidar, após tudo dar errado depois um roubo em Blackwater. Os acontecimentos do roubo não são citados, mas o impacto desta história acompanhará os integrantes da gangue por toda a jornada.

    Levando alguns deles para o caminho mais sombrio da jornada deles até aqui, inclusive Arthur, cabe a nós ajudá-los a fazer as pazes com isso e muito mais.

    Red Dead

    Ambientados de uma maneira lenta ao game desde seu primeiro capítulo, precisamos entender que aqui, nem tudo é como a gente imagina. Ao contrário de dinâmicas rápidas, correria ou desespero, Red Dead Redemption 2 tem seu próprio tempo para contar sua própria história. E por mais que às vezes, possamos acelerar as coisas, entendemos nos primeiros momentos que não é ideal.

    Algo que estranhei da primeira vez com que tive contato com o game é pela forma com que interagimos com o mundo, desde conversas com transeuntes, até por como atiramos. Existe sempre um passo a mais do que nos outros games. Precisamos mirar, seja com a arma ou com os olhos até mesmo para conversar, cumprimentar, impedir que alguém reporte um crime cometido por nós.

    Os crimes cometidos por nós podem ter um impacto maior na história e na forma como os personagens não jogáveis do mundo nos veem. A variedade de interações é algo que faz com que o game brilhe. A moralidade de Arthur, seja capturando fugitivos, realizando ações para ajudar os personagens do mundo, ou simplesmente não agindo como um fora-da-lei (por mais que Arthur o seja) garante que a nossa moralidade seja sempre colocada em xeque. Portanto, fique atento, o mundo do game pode ser ainda mais difícil do que é, caso você faça com que Arthur seja perverso.

    O que Arthur era

    Red Dead

    O protagonista do game possui uma personalidade muito distinta. Diferente dos seus parceiros de gangue, a visão de mundo de Arthur é bem parecida com o que deveria ser o homosapiens médio. Disposto sempre a aprender com o novo, ele vê as mudanças do mundo como algo natural e entende que o progresso não vem de como a lei é aplicada, mas por respeitar o que as pessoas vivem e são. Mas reflete também o retrato de uma época, Arthur ainda é o que muito homens são hoje, reprimidos, impulsivos, autodestrutivos e também, cínicos.

    Violento desde seus primeiros momentos e bem bruto com tudo, Arthur vê e entende que a era dos fora-da-lei está prestes a chegar ao fim. Os Pinkerton, símbolos de um progresso manchado de sangue, cercam a gangue Van Der Linde em nome dessa dita lei. Mas a cada uma de suas aparições, vemos que essa lei não é justiça, é apenas o coronelismo vestido com outro uniforme. Enquanto tenta fazer o que precisa para a sobrevivência do grupo, Morgan contrai tuberculose, e a partir daí, sua jornada e sua forma de ver o mundo passa a mudar para sempre.

    O que a Rockstar faz aqui, é algo que pode ser comparado à uma obra de arte. De modo que não é possível ver tudo que o game tem a oferecer em apenas uma run, é necessário jogar duas ou três vezes para ver algo próximo como a totalidade do que a desenvolvedora queria oferecer.

    A relação mais difícil de Arthur no game, talvez seja com aquele que desde seus primeiros momentos, o tem como um pai, Dutch, o líder da gangue é quem o criou, o ensinou a ler e escrever e ensinou a “ser um homem.”

    O desenvolvimento de Arthur se dá de fato por suas interações com o mundo. De todos os 23 membros da gangue, Arthur possui mais afinidade com alguns seletos membros. Charles e Hosea são quem o faz ver o mundo como ele é. Tirando da visão de Arthur o véu que ainda abrilhanta os olhos de Dutch a crença de que ainda é possível ser um fora da lei no Oeste. Fazendo-o ver e acreditar que o que realmente importa são aqueles com quem você pode contar, Arthur tem seus embates com John Marston, personagem por quem ele parece nutrir um grande ódio, mas que no fundo, sabe que é uma pessoa boa, mas ainda precisa entender que suas responsabilidades vão além das do grupo, ele precisa cuidar de sua esposa Abigail e seu filho Jack.

    Quem termina Red Dead Redemption 2 não vê mais o mundo da mesma forma, é como um indivíduo antes e depois do desenvolvimento completo do seu córtex pré-frontal. Assim como todos os personagens da história. Nenhum deles chega ao fim do game como começaram. John Marston no começo do game é um personagem completamente diferente do que quando o encontramos em Red Dead Redemption, bem como Dutch, Bill, Javier e Uncle.

    As muitas mortes de Arthur Morgan

    Red Dead
    • A primeira morte:

    Quando o personagem contrai tuberculose. Mesmo sem saber, aquele evento muda sua vida para sempre. Dali em diante, sem perceber, a vitalidade do personagem passa se esvair aos poucos. E seus encontros com os personagens do mundo se dão de maneira que o tentam humanizar, apresentando sempre diferentes pontos de vista a respeito do mundo.

    • A segunda morte:

    Quando Dutch passa a vê-lo como um inimigo, tudo muda. Quando os interesses do personagem passam a se mostrar cada vez mais deturpados por opiniões de um terceiro personagem, as decisões da gangue passam a ser guiadas quase que completamente pelos interesses de Dutch e o retorno financeiro que os “golpes” podem trazer, ignorando sempre quem pode morrer no processo.

    • A terceira morte:

    Perceber que o sonho da Gangue Van Der Linde passou a ser o sonho de Dutch. Ignorando quase que completamente o bem-estar dos outros e mais uma ilusão do que um fato. Quando Dutch passa a agir movido pelo ego e sua paranoia, Arthur passa a perceber que o que o moveu ao longo de décadas deixou de ter propósito.

    • A quarta morte:

    Arthur passa a perceber que o que ele considerava justiça, não passava de uma ilusão. O massacre em Saint Denis e a morte de um de seus melhores amigos mostram ao personagem que a vida criminosa não tem mais volta. Daí em diante, ele entende que o foco da gangue não é apenas sobreviver, mas sim, um ciclo de violência sem fim.

    • A quinta morte:

    A morte de Hosea em Saint Denis faz com que Arthur passe a questionar tudo que fez e se este é o caminho certo. Quando Dutch se torna de fato o antagonista do game, Morgan entende que sua “família” morreu de uma vez por todas.

    • A sexta morte:

    Com a tuberculose avançada, Arthur descobre que não tem mais tempo de viver outra vida, ou encontrar sentido para a vida que viveu de outra forma. Daí em diante, os jogadores precisam escolher como vão morrer, salvando uma família, ou indo atrás de dinheiro.

    • A sétima e última morte:

    Nos atos finais do capítulo 6, Arthur abraça a morte como uma velha amiga, aceitando seu destino. Ele não luta mais por si, mas por John, Abigail e Jack. A morte definitiva do fora-da-lei e o nascimento do legado.

    Veredito

    Em seus momentos finais, Arthur entende que não possui uma saída. Abraçar a morte e salvar quem ele ama é a coisa certa a se fazer. Dependendo de onde sua moral/honra estiver na barra, a partir do Capítulo 5, o personagem passa a sonhar com um cervo ou um lobo. Os animais são reflexos do espírito de Morgan e o que ele viveu até ali. Emocionante em tudo que se propôs, talvez Red Dead Redemption 2 possua um dos arcos narrativos mais ricos e mais bem desenvolvidos de um personagem até o dia de hoje. É injusto dizer que o game precisa ser jogado com o tanto de spoilers que eu trouxe aqui, mas espero não ter estragado a sua experiência.

    Outro aspecto que se tornou consequência do brilhantismo e da forma como os jogadores são recompensados pelo jogo é que em 2024 um estudo com base na teoria da auto determinação analisou como o sistema de honra influenciou positivamente jogadores com sintomas de ansiedade e depressão, mostrando como suas interações e ações auxiliaram no bem-estar de quem jogava.

    Red Dead Redemption 2 talvez não seja para todo mundo. Talvez seus muitos sistemas confundam alguns jogadores, como o de Poker faz comigo, mas quando a virada narrativa chegar, quem se permitiu começar não vai abandonar o game antes do fim. Arthur Morgan, John Marston e talvez até mesmo Jack Marston sejam alguns dos personagens mais interessantes já criados pela Rockstar. E apesar de se tratar de um reflexo histórico de um dos mais terríveis momentos dos Estados Unidos, o game reflete mais sobre humanidade do que qualquer outro que a desenvolvedora já ousou criar.

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    Gamescom Opening Night Live 2025: Confira todos os anúncios

    A Gamescom 2025 abriu suas portas em Colônia com a tradicional Opening Night Live e, como sempre, trouxe uma chuva de trailers, surpresas, confirmações (algumas esperadas, outras nem tanto) e até aquelas “revelações” que parecem piada interna entre Geoff Keighley e a internet.

    Prepare o café (ou o energético), porque aqui está a lista completinha, com sinopses, trailers e comentários — daquele jeitinho humano que você gosta de ler.

    Lista resumida de anúncios:

    • Routine (horror lunar)
    • Swords Of Legends
    • Valor Mortis (dos devs de Ghostrunner)
    • Hollow Knight: Silksong
    • Call Of Duty: Black Ops 7
    • Lords Of The Fallen 2
    • Sekiro: No Defeat (anime)
    • LEGO Batman: Legacy Of The Dark Knight
    • Warhammer 40K: Dawn Of War 4
    • Monster Hunter Wilds x FFXIV
    • Onimusha: Way Of The Sword
    • Arknights: Endfield
    • Europa Universalis 5
    • Daemon X Machina: Titanic Scion
    • Void/Breaker
    • Fallout Série 2
    • Indiana Jones And The Great Circle: The Order Of Giants (DLC)
    • Deadpool VR
    • World Of Tanks 2.0
    • John Carpenter’s Toxic Commando
    • Death By Scrolling
    • Zero Parades (dos devs de Disco Elysium)
    • NTE: Neverness To Everness
    • Unbeatable
    • Honor Of Kings: World
    • Delta Force
    • Ninja Gaiden 4
    • Cinder City
    • Time Takers
    • Silent Hill f
    • La Divina Commedia
    • Cronos: The New Dawn
    • The Outer Worlds 2
    • inZoi: Island Getaway
    • Fate Trigger
    • The Seven Deadly Sins: Origin
    • Moonlighter 2
    • Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2
    • Enshrouded: Wake Of The Water
    • Age Of Empires IV: Anniversary Edition
    • Kingdom Come Deliverance 2: Legacy Of The Forge
    • Cult Of The Lamb: Woolhaven
    • World Of Warcraft: Midnight
    • Project Spectrum
    • World of Tanks: Heat
    • Ghost Of Yotei
    • Resident Evil Requiem
    • Black Myth: Zhong Kui

    Agora vamos para os detalhes.

    Routine

    Um terror em primeira pessoa, em uma base lunar abandonada. O jogo estava sumido desde 2012 (!) e muita gente já achava que nunca veria a luz do dia. Pois voltou com trailer sombrio, robôs faceless e a promessa de lançamento no fim de 2025.

    Swords Of Legends

    Visual soulslike, mas os devs juram que não é. O que se vê são chefes imensos, fantasia sombria e um combate cheio de estilo. Quem gosta de Dark Souls provavelmente vai se sentir em casa.

    Valor Mortis

    Dos criadores de Ghostrunner, este é um soulslike em primeira pessoa com ambientação napoleônica (!). Espadas, sangue e criaturas grotescas compõem o tom.

    Hollow Knight: Silksong

    A lenda voltou: Silksong chega ainda este ano. Geoff Keighley garantiu no palco que é “100% real”. Ver Hornet em ação foi o suficiente para incendiar a plateia.

    Call of Duty: Black Ops 7

    Sai em 14 de novembro e aposta em uma campanha co-op surreal, com cenários que distorcem a realidade — gigantes destruindo cidades e alucinações constantes.

    Lords Of The Fallen 2

    Sequência direta, ainda mais sombria. Se o primeiro já tinha clima de soulslike, o segundo abraça de vez a identidade.

    Sekiro: No Defeat (anime)

    Anime oficial de Sekiro: Shadows Die Twice, estreia em 2026 na Crunchyroll. Uma volta ao universo de Wolf, Owl e Isshin.

    LEGO Batman: Legacy Of The Dark Knight

    LEGO mais sombrio, inspirado em filmes como a trilogia Nolan e The Batman. A jogabilidade mistura exploração de Gotham e combates no estilo Arkham.

    Warhammer 40K: Dawn Of War 4

    O RTS de guerra volta com 4 facções jogáveis e 70 missões. Escala épica, explosões e muito caos estratégico.

    Monster Hunter Wilds x Final Fantasy XIV

    Crossover oficial em outubro de 2025, misturando monstros icônicos com caçadas de Eorzea.

    Onimusha: Way Of The Sword

    Capcom trouxe inimigos assustadores e jogabilidade clássica da série Onimusha, agora com visuais de arrepiar.

    Arknights: Endfield

    Jogo mistura estética anime com construção de fábricas, lembrando Satisfactory e Zenless Zone Zero.

    Europa Universalis 5

    Mais uma odisseia estratégica da Paradox, com mapas, impérios e economia medieval de cair o queixo.

    Daemon X Machina: Titanic Scion

    Novo trailer + demo gratuita no Steam. Robôs gigantes e batalhas explosivas, lançamento em 5 de setembro.

    Void/Breaker

    FPS roguelite ultra-rápido, com destruição de cenário e armas customizáveis. Já disponível em acesso antecipado.

    Fallout – 2ª Temporada (TV)

    A segunda temporada estreia em 17 de dezembro, com cenários em New Vegas.

    Indiana Jones And The Great Circle: The Order Of Giants (DLC)

    Nova DLC leva Indy a Roma, com armadilhas gigantes. Chega em 4 de setembro.

    Deadpool VR

    Lançamento em 18 de novembro. Humor meta + VR = caos garantido.

    World Of Tanks 2.0

    Grande atualização chega em 3 de setembro, com mapas mais detalhados e física renovada.

    John Carpenter’s Toxic Commando

    FPS cooperativo contra hordas de zumbis, com direito a arsenal pesado.

    Death By Scrolling

    Roguelite em que a tela nunca para de subir. Corra ou vire comida da Morte.

    Zero Parades

    Novo RPG experimental dos criadores de Disco Elysium. Misterioso, filosófico e já cult antes de sair.

    NTE: Neverness To Everness

    Anime-RPG open world com pitadas de gacha e muito estilo excêntrico. Pré-registros abertos.

    Unbeatable

    Ritmo + punk rock + aventura. Sai em 6 de novembro de 2025.

    Honor Of Kings: World

    MMO inspirado no MOBA chinês, com chefes gigantes e raids no estilo WoW.

    Delta Force

    Shooter tático retorna, grátis nos consoles.

    Ninja Gaiden 4

    Lançamento em 21 de outubro. Sangue, estilo e demônios quentes.

    Cinder City

    Aposta em narrativa + exploração de mundo aberto + tiroteios intensos.

    Time Takers

    Battle royale com guerreiros de várias eras históricas. Mas se o relógio zera, você morre.

    Silent Hill f

    Terror psicológico, visual grotesco, jogabilidade perturbadora.

    La Divina Commedia

    Inspirado em Dante, com sistema de parry refinado.

    Cronos: The New Dawn

    Survival horror em terceira pessoa, lançamento em 5 de setembro. Ah, e tem um gatinho no trailer.

    The Outer Worlds 2

    Foco em companheiros sarcásticos. Sai em 29 de outubro.

    inZoi: Island Getaway

    Simulação de vida estilo The Sims, lançamento em 20 de agosto.

    Fate Trigger

    Shooter anime/battle royale exagerado. Acesso antecipado em 2026.

    The Seven Deadly Sins: Origin

    RPG de mundo aberto baseado no anime/mangá, com beta fechado anunciado.

    Moonlighter 2

    Dungeons coloridas e loja para administrar. Early Access em 23 de outubro.

    Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2

    Sai em 21 de outubro. Vampiros e telecinese de pistola inclusos.

    Enshrouded: Wake Of The Water

    Update adiciona física de água e chuva ao survival crafting.

    Age Of Empires IV: Anniversary Edition

    Chega em 4 de novembro, junto da expansão Dynasties of the East.

    Kingdom Come Deliverance 2: Legacy Of The Forge

    Henry agora restaura uma forja. Sai em 9 de setembro de 2025.

    Cult Of The Lamb: Woolhaven

    Expansão fofinha e perturbadora chega em 2026.

    World Of Warcraft: Midnight

    A 11ª expansão traz novas zonas, Sunwell em perigo e… sistema de moradia.

    Project Spectrum

    Shooter PvPvE de horror, lembra bastante Hunt: Showdown.

    World of Tanks: Heat

    Spinoff de World of Tanks, com foco em escala maior e artilharia.

    Ghost Of Yotei

    Ghost of Yotei é a continuação espiritual de Ghost of Tsushima e possui um visual impressionante. O game promete enfim tirar tudo que o PlayStation 5 tem a oferecer, com campanha imersiva e DLC cooperativa gratuita anunciada para 2026.

    Resident Evil Requiem

    A continuação da amada franquia Resident Evil traz de volta a atmosfera densa, mas com uma história muito pessoal. O game sai em 27 de fevereiro de 2026.

    Black Myth: Zhong Kui

    Sequência espiritual de Wukong, agora com Zhong Kui como protagonista. Ainda sem data.

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    CRÍTICA: ‘Stellar Blade’ talvez seja a maior decepção de 2025 no PC

    Stellar Blade‘ nos coloca em um mundo devastado pelas criaturas conhecidas como Naytibas. É nesse cenário que acompanhamos a jornada de Eve, Adam e Lily em uma tentativa desesperada de recuperar a Terra. Depois de terem sido expulsos do planeta há muitos anos, os melhores guerreiros da humanidade finalmente recebem a missão de enfrentar o Naytiba Ancião em uma ofensiva que parecia ser a grande chance de vitória.

    Mas o plano não sai como esperado. Logo nos primeiros momentos da missão, tudo dá errado, e apenas Eve sobrevive. É através dela, protagonista do jogo, que seguimos cada passo dessa história.

    Lançado em 2024 para PlayStation 5 e em 11 de junho de 2025 para PC, Stellar Blade mistura ação intensa e dinâmica com elementos de hack’n slash, adicionando ainda uma dose do punitivismo característico que consagrou clássicos das franquias soulslike, mas sem de fato se encaixar em nenhuma das duas categorias. O game possui diversas dinâmicas que nos fazem sentir desafiados a todo momento, apenas para nos lançar em um mundo tomado por criaturas que farão de tudo para te destruir impiedosamente.

    Stellar

    Agradeço à PlayStation por ter nos enviado o código do game para PC, e aqui, apresentarei as minhas impressões após pouco mais de 30 horas de gameplay.

    Com uma história que se mistura à de Matrix, Nier: Automata, Neon Genesis Evangelion e até mesmo de Alita. Ao brincar com aspectos como o transumanismo, termo cunhado por Julian Huxley, no século XIX, vemos o mundo do game brincar com elementos como o melhoramentos cibernéticos para aumentar força, resistência e outras capacidades físicas.

    Sendo assim, no mundo do game, somos apresentados à Esfera-Mãe, uma IA avançadíssima que acabaria por se tornar a “mentora” dos habitantes dali em diante. A IA tinha como papel principal decidir o rumo que a humanidade tomaria. Sendo assim, ela conseguiu prever que o mundo acabaria graças ao aquecimento global, mas isso permitiu que humanidade mudasse de trajeto, evitando naquela época o fim do mundo.

    Stellar

    Junto do conceito da Esfera Mãe surgiu o conceito citado anteriormente de transumanismo, que humanos foram ciberneticamente melhorados a fim de dominar o que antes não era possível, tanto o espaço quanto o fundo do mar.

    A Esfera-Mãe, uma história não tão real assim

    Stellar

    O restante da humanidade habita em uma colônia espacial chamada de “A Colônia,” lugar criado pela humanidade e pela Esfera para proteger os humanos dos Naytibas. De lá, a Esfera é quem escolhe a narrativa que os habitantes da colônia considerarão verdade ou mentira. Manipulando os habitantes do lugar a seu bel prazer, a história continuou ao ponto de chegarmos no início da missão, quando os humanos são enviados a Terra para derrotar os Naytibas e tomar o planeta de volta.

    Em uma jornada repleta de mistérios, temores e que ainda falta alguma coisa, ouso dizer que Stellar Blade falta acertar onde outros games lançados para o PC este ano acertaram. Faltando o carisma, emoção e a imersão necessária para nos fazer preocupar o suficiente com os personagens do game como Dune: Awakening, Expedition 33, The Alters e muitos outros o fizeram, a SHIFT UP Corporation falta entregar o que realmente importa: um game verdadeiramente interessante.

    Em uma era de desinformação, Stellar Blade talvez tivesse tido um lugar de mais destaque se tivesse trabalhado melhor sua história. Resultando em resoluções preguiçosas, muito backtracking, personagens femininas com a mera função de chamar atenção por suas modelagens, uma protagonista egoísta e ação desenfreada, Stellar Blade é uma sombra do que o Project Eve poderia ter sido no passado.

    À parte do gozo perverso pela destruição de hordas e mais hordas de monstros quase não diz respeito à recompensa que temos ou que deveríamos ter, se dá apenas pelo fator sobrevivência, o que acaba por não ser suficiente, dado o desafio. O visual de Eve é outro ponto que merece ser abordado aqui, mas por motivos questionáveis. Inspirado no gênero ecchi, o design deixa clara a razão da personagem ser modelada desta forma, e seu design deixa claro que a modelagem do corpo da protagonista não tem função narrativa real: está ali para agradar a parcela mais carente e machista do público gamer.

    Performance e veredito

    Desde que instalei o game, optei por deixá-lo com tudo no Alto. Minha configuração é a seguinte:

    • Processador: AMD Ryzen 7 5800X
    • Memória RAM: 2 pentes DDR4 8GB
    • Placa de Vídeo: RTX 3060
    • Water Cooler: Ninja Spectro ARGB 240mm

    O game não obteve engasgos em momento algum e um ponto altíssimo vem do fato do game não rodar abaixo de 80fps, em áreas abertas, sem muitos inimigos chegou a rodar em 98fps.

    Stellar Blade se debruça tanto em seus feitos visuais que acaba por não trabalhar como deveria em sua história. Ao passo em que sua história foi baseada em uma crise do mundo real – as greves dos motoristas por temerem veículos autônomos -, a narrativa coloca uma distância emocional exacerbada no que diz respeito a como se misturará a esta história. De modo que as motivações de Eve vão além do fato dela tentar salvar a humanidade, mas por fim, se torna apenas uma iniciativa de tentar destruir os vilões do game por ter sido enganada desde o início.

    Se alimentando de buzz e chamando atenção pelas curvas das personagem, Stellar Blade talvez tivesse demorado alguns meses a mais para finalizar a história como deveria, ao invés de passar tanto tempo modelando trajes adicionais que cobrem no máximo 30% do corpo de Eve.

    Nossa nota

    Confira o trailer do game:

    Stellar Blade está disponível para PlayStation 5 e PC.

    Acompanhe as lives do Feededigno no Youtube.

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    CRÍTICA: ‘Corra que a polícia vem aí!’ volta com força total e boa comédia

    Corra que a polícia vem aí!‘ foi uma trilogia que fez parte da rotina televisiva de muitas pessoas no final da década de 80 e durante os anos 90, um tipo de comédia que para a sua época foi um sucesso. Algumas décadas se passaram, temos novamente no cinemas com lançamento nacional em 14 de agosto uma nova sequência com Liam Neeson e Pamela Anderson sendo os protagonistas com um elenco formado por Paul Walter House, Liza Koshy, Kevin Durant e Danny Huston.

    Neste novo capítulo, Frank Drebin Jr., do Esquadrão Policial de Los Angeles, luta contra o crime exatamente como seu pai fazia. Após enfrentar um grupo de assaltantes em banco um dispositivo muito importante é roubado de um cofre, conectando-se com um assassinato que irá colocar na vida do policial Beth Davenport, a irmã da vítima e juntos da forma mais engraçada possível vão solucionar esse mistério trazendo os criminosos a justiça.

    Algumas franquias que retornam após muitos anos em modo geral buscam de algum modo se apegar ao nostálgico do passado utilizando alguma referência, mas este não é o caso do novo Corra que a Polícia Vem Aí! que ressignifica o seu jeito de fazer a comédia sem perder o seu modo sarcástico de brincar de forma bem humorada com o que está em alta no cinema atualmente.

    Corra que a polícia

    Esse recente lançamento segue a fórmula de seus antecessores onde o roteiro tem um formato muito simples, mas se torna uma ótima base para aproveitar cada momento narrativo e encaixar uma piada. Isso em combinação com a direção de Akiva Schaffer resulta em uma obra que consegue se tornar engraçada em uma fase em que esse formato de comédia não atrai mais tantos os olhares do público.

    Recentemente se debateu muito sobre o limite do humor, a “licença” que alguns artistas conservadores acreditam ter para fazer piadas com minorias e Corra que a Polícia Vem Aí!, quando analisando por uma perspectiva histórica, em parte construiu o seu sucesso através desse jeito de se mostrar “engraçado” ficando inevitável não ter uma reflexão a respeito do tema.

    Essa nova versão mostra que para conquistar uma risada não precisa ser apelativo e o caminho para isso é abraçar de forma mais abrangente a própria essência da franquia do policial atrapalhado, a sátira com o gênero e a escolha de Liam Neeson para interpretar esse papel é altamente acertada.

    Além do veterano outro talento que se destaca é Pâmela Anderson interpretando Beth Davenport o interesse amoroso de Drebin que se mostra tão destemida e atrapalhada quanto o filho do lendário membro do esquadrão de polícia. É muito interessante como eles mostram uma química em tela para uma comédia, principalmente se pensarmos como Neeson é conhecido por ter uma carreira totalmente voltada para papéis mais sérios.

    O recente Corra que a Polícia Vem Aí! consegue ser uma comédia que tira boas risadas não se levando muito a sério, mas se torna um ótimo sinal que o gênero ainda tem espaço na tela grande e vai ser uma ótima pedida entre os lançamentos deste mês.

    Nossa nota

    3,8 / 5,0

    Confira o trailer do filme:

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    CRÍTICA: ‘Ruffy and the Riverside’ lembra que jogos podem ser só… divertidos

    Em uma era de games AAA, jogos que conseguem furar a bolha merecem ser reconhecidos pelo que são: às vezes, uma diversão descompromissada que não se leva a sério, mas reflete o que a indústria deveria fazer, valorizar a diversão ao invés de horas e mais horas de gameplay. Ruffy and the Riverside nos lança pelo mundo colorido e divertido em que precisamos evitar o fim do mundo pelas mãos do terrível Groll. Com a habilidade da “troca”, o ursinho Ruffy vai poder mudar o mundo ao seu redor e garantir diversão ao longo de toda a sua jornada.

    O game foi lançado pela Phiphen Games e desenvolvido pela Zockrates Laboratories UG. Localizado completamente para português do Brasil, o game possui dinâmicas que surpreenderão os fãs de games como a franquia Paper Mario e do pitoresco Born of Bread.

    Com riqueza de detalhes que vão além da gameplay, Ruffy and the Riverside permeia sua jogatina com dinâmicas repleta de beleza visual e desafios. Afinal, você por vezes precisa queimar a mufa a fim de entender como prosseguir. Auxiliado pela fofinha e falastrona abelha Pip, Ruffy precisará se juntar ao Sr. Eddler e outros parceiros a fim de impedir que o Miolo do Mundo seja tomado pelo vilanesco Groll. Mas não sem antes, reencontrar as letras sagradas que formam o letreiro que dá nome à cidade. Para retornar o Miolo do Mundo à sua antiga glória, devemos restaurar o letreiro (como o de Hollywood) que dá nome a cidade – e aparentemente, poder também.

    Jogabilidade e estilo artístico

    Ruffy

    O game é um rico plataformer 3D. Sendo assim, o game se favorece muito de aspectos bem particulares do gênero – enquanto deixa outros de lado. A precisão aqui, nem é tão essencial. Pois desde a mira de Ruffy, até como o game nos permite explorar o mundo no qual estamos inseridos, garantem que a nossa progressão vá além da satisfação de saltar em uma plataforma de maneira correta. Aqui, a satisfação está em solucionar um puzzle após olhar incongruências no cenário, por exemplo. Transformar uma cachoeira em uma parede de hera para explorar é nosso primeiro baque, ou melhor, nossa primeira e divertida surpresa em ver que o mundo todo muda a nosso bel prazer. Ou melhor, à vontade do ursinho, Ruffy, ou melhor, o escolhido.

    Guiados por uma narrativa em que nos permite por vezes ver melhor as cordas se movimentando no plano de fundo, ou entender como este mundo funciona, somos forçados a mergulhar e experimentar. Ao passo que entendemos como a Troca Mágica funciona, somos lembrados à todo momento que podemos até mesmo trocar o Sol pela Lua, ou ganhar em uma competição de feno à la Tony Hawk Pro Skater.

    Lembra que falei sobre o game ser um rico platformer? Então. A riqueza daqui, vem não apenas dos seus detalhes técnicos, como também de suas limitações, e de seu estilo artístico. Cada idle animation dos personagens possuem 3 ou 4 frames, todos eles feitos a mão. Isso mesmo, desde sua ilustração como pintura é feita à mão, o que é maravilhoso.

    Em uma era em que a quantidade de polígonos ou como a água, ou o cabelo de um personagens se mexe ditam o quão bem trabalhado um game é, Ruffy vem pra mostrar que estilo de animações tradicionais possuem lugar nos games de hoje e que eles podem se beneficiar disso. E aqui, podemos ver um DNA típico de games clássicos da Nintendo, mas com uma mistura de Cuphead, o charme típico de Kao the Kangaroo.

    Trilha sonora e veredito

    Ruffy

    A trilha aqui, possui um aspecto muito mais psicológico e emocional do que qualquer outra coisa. Ao passo em que a história progride, a música nunca diminui seu tom, nos deixando sempre animados com o que vem a seguir. Com uma trilha sonora viva e que muda e à cada um dos capítulos, nos sentimos imersos e sempre animados a continuar nossa jornada. Levei cerca de 11 horas para concluir a história do game pegar 70% dos colecionáveis.

    Não apenas salvar o mundo, precisamos realizar sidequests por vezes mais elaboradas que a principal. Ou melhor, precisamos avançar, salvando e ajudando os habitantes daquele mundo tomado pela maldade do terrível Groll. Sendo necessário extremamente pouco combate, quase tudo no game pode ser solucionado por meio da Troca. Apesar de encontrar alguns poucos inimigos espaçados pelos mapas, o foco do game não é destruí-los, mas sim, solucionar os mistérios daquele mundo e restaurar o Miolo do Mundo à sua antiga glória.

    Ruffy

    Com uma mensagem que foca exatamente na cura daquele mundo após a corrupção dele nas mãos do vilanesco Groll, este talvez seja um dos mais acessíveis e curiosos games do ano até aqui. Sem salvar o mundo, ou considerar se sua destruição é minimamente plausível, Ruffy simplesmente parte para fazer o que é certo.

    Contrastando os diversos mundos do game antes e depois da nossa aparição neles talvez seja um dos pontos mais altos da história. Isso mesmo, não apenas trazendo de volta a vida os mais diversos ambientes, como também trazendo frescor a narrativa, o Ruffy and the Riverside brilha quando o assunto é sua mensagem.

    Por não se levar a sério como a maioria dos games atuais, Ruffy and the Riverside mostra que o importante é a jornada e quem salvamos pelo caminho. E desde seus primeiros minutos, uma jornada que tinha como foco salvar Riverside e consequentemente, o mundo, se torna a salvação de povos até então, desconhecidos para até mesmo, o personagem central da trama, Ruffy.

    Ruffy

    Brilhando ao nos desafiar o tempo todo, os segredos de Ruffy vão além de uma camada exploratória, está também na observação daquele mundo, e é claro, na tentativa e erro. Como um dos jogos mais divertidos pra mim, deste ano, ouso dizer que Ruffy and the Riverside é perfeito para jogar com filhos, irmãos mais novos e toda a família. Colocando a importância do game no que de fato é importante, a diversão, temos aqui, um dos meus favoritos do ano.

    Nossa nota

    Ruffy and the Riverside foi lançado no dia 26 de junho para PC, Nintendo Switch, PlayStation 5 e Xbox Series X/S.

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