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    CRÍTICA – The Boys (2ª temporada, 2020, Amazon Prime Video)

    The Boys entra no seu segundo ano no serviço de streaming da Amazon Prime Video no dia 04 de Setembro com seus episódios inéditos.

    SINOPSE

    The Boys Depois do embate entre Capitão Pátria (Anthony Starr) e Billy Carniceiro (Karl Urban), Os Rapazes tem a missão de tentar derrubar de uma vez por todas a Vought, pois suas cabeças estão a premio enquanto uma nova e poderosa heroína substitui Profundo (Chace Crawford) nos Sete.

    ANÁLISE

    O segundo ano de The Boys apresenta ainda mais elementos e referências das HQs criadas por Garth Ennis.

    A aposta em diversos easter eggs e personagens que são emulados de forma muito fiel para as telas é algo que com certeza vai agradar os fãs mais fiéis, por exemplo.

    Tecnicamente, o programa continua impecável, utilizando efeitos especiais em momentos certos e nos trajes inventivos de seus personagens.

    As atuações continuam muito boas, uma vez que os atores e atrizes do elenco estão cada vez mais à vontade em seus papéis. O destaque continua sendo Anthony Starr com seu Capitão Pátria cada vez mais ameaçador e sádico.

    Karl Urban (Billy Carniceiro), Laz Alonso (Leite Materno), Tomen Kapor (Francês) e, principalmente, Aya Cash com sua incrível Stormfront são os destaques da temporada, pois possuem um carisma incrível e um texto que os ajuda em suas atuações.

    Stormfront é poderosa muito além de suas habilidade sobre-humanas, pois além de soltar raios das mãos, consegue ter como arma ter o público em sua mão, ameaçando até mesmo o Capitão Pátria com sua influência por conta de seu discurso de ódio.

    Aya Cash dá um show e com certeza vai deixar muitas pessoas com raiva de sua antagonista.

    PONTOS NEGATIVOS DE THE BOYS NO ANO DOIS

    The Boys

    A segunda temporada continua muito boa, todavia, sua irregularidade atrapalha bastante o desenvolvimento de algumas subtramas e desfavorece certos personagens que apresentavam um desenvolvimento interessante no primeiro ano.

    Além disso, se o grafismo da violência era um dos pontos fortes por ser um recurso que chocava o espectador na primeira temporada, na segunda é usado em demasia, perdendo seu principal propósito.

    Claro que os fãs de The Boys gostam desse gore que é uma das características mais marcantes dos quadrinhos, por exemplo. Contudo, nem nas HQs é utilizado o tempo todo, nos dando uma recompensa quando é usado. A utilização em demasia acaba cansando em alguns momentos, pois tira a surpresa do espectador.

    VEREDITO

    the boys

    The Boys continua muito boa e apresenta cada vez mais motivos para ser uma das melhores adaptações de quadrinhos de todos os tempos, pois é uma carta de amor aos fãs.

    Entretanto, a irregularidade da trama da segunda temporada atrapalha bons personagens, servindo mais como uma transição para uma terceira temporada eletrizante.

    4,0/5,0

    Confira o trailer de The Boys:

    A segunda temporada chega ao Amazon Prime Video no dia 04 de Setembro. Lembre-se de após assistir, pois queremos que você volte aqui para deixar seus comentários e sua avaliação.

    Assista também a crítica da primeira temporada:

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    Eleanor e as Cores do Amor: Autora catarinense traz história de protagonista cega e reflexões

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    Dedicando-se cada vez mais na literatura, a escritora Amanda Bonatti anunciou o lançamento do seu sétimo livro. Ambientado na França durante o século XIX, Eleanor e as Cores do Amor chama a atenção dos leitores por narrar a história uma mulher cega em busca do seu amor enquanto luta pela sua liberdade e contra o preconceito.

    Vencedora da Coerência Awards 2019 com Nas Colinas de Dorsetshire na categoria Melhor Livro, a escritora pretende levantar reflexões importantes sobre as barreiras sociais enfrentadas por um cego.

    A autora comentou:

    “Eleanor e as Cores do Amor é uma história sensível sobre as coisas essenciais da vida, as quais não precisamos apenas ver para sentir.”

    Analisando a necessidade de inclusão dentro do universo literário, a autora se propõe a levar representatividade por meio de um enredo que mostra sonhos, desejos e possibilidades existentes na vida de uma pessoa com deficiência visual, e no caso do livro encontra-se isso principalmente no amor. 

    Bonatti conclui:

    “As percepções necessitam ir além, precisamos do nosso coração para compreender.”

    Com seis livros publicados entre 2013 a 2019, a autora que também é coaching e revisora de textos, atualmente se dedica integralmente à escrita e a produção de seus projetos literários.

    Previsto para ser lançado ainda este ano, Eleanor e as Cores do Amor é o terceiro livro de Amanda Bonatti publicado pelo Grupo Editorial Coerência.

    Na história, acompanhamos Eleanor lidando com seus dramas, paixões, conflitos familiares e a luta pelo amor verdadeiro, incluindo personagens marcantes do século XIX que refletem a sociedade em que vivemos.

    A ambientação é feita na França do século XIX. A personagem Eleanor, embora tenha nascido cega, tem uma visão delicada de mundo e sempre buscou aprender e ser independente em todas as tarefas que podia realizar sozinha.

    O título do livro diz respeito ao fato de a personagem nunca ter enxergado, e por isso não considerar as cores importantes, pois seu mundo eram as sensações táteis, o que podia experimentar com seus outros sentidos. Mas não há sentido mais poderoso do que o amor, e no instante que Thierry surge em sua vida, trazendo poesia e leveza, apresenta-lhe também significado para aquilo que ela julgava não haver sentido algum: as cores.

    Junto com essas novas descobertas, Eleanor precisará lidar com muitos preconceitos, inveja, dramas familiares e sentimentos conflituosos.

    Uma emocionante história sobre a sutileza das coisas que raramente damos importância, as mais essenciais para o encantamento da alma.



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    CRÍTICA | H.P. Lovecraft – O Cão de Caça e Outras Histórias (2015, JBC)

    O maior escritor do horror cósmico, H.P. Lovecraft, ganhou um grande destaque no mainstream nos últimos tempos em diversas mídias visuais. Isso é excelente, pois dá oportunidade para que outras pessoas busquem conhecer a fonte literária desse extraordinário autor.

    Com isso em mente, temos o mangá O Cão de Caça e Outras Histórias escrito e desenhado pelo fenomenal mangaká Gou Tanabe.

    Na obra temos três contos do grande mestre do horror, O Templo, O Cão de Caça e A Cidade sem Nome.

    A obra foi publicada originalmente no Japão em 2014 e sendo publicado aqui no Brasil pela editora JBC em 2015; Em um volume único.

    ANÁLISE

    Na trama de O Templo temos um submarino alemão à deriva e uma estranha maldição guia o enredo.

    Em seguida O Cão de Caça, onde dois amigos violadores de túmulos tentam escapar de uma criatura terrível.

    E por último A Cidade sem Nome, em que um explorador se embrenha pelas ruínas de uma antiga civilização desconhecida e descobre que a realidade pode ser muito mais aterrorizante do que imaginava.

    Tanabe é um visionário e trata a obra original de H.P. Loveraft com devido respeito. Quanto ao traço do mangaká, posso dizer que é simplesmente fenomenal. Sua arte não é aquele estereótipo shonen, pelo contrário. É bem realista e sombrio.

    Garanto que os três contos adaptados são excelentes, o ritmo narrativo é formidável junto ao mistério que vai sendo criado a cada página. Foram raras as vezes que encontrei HQs e mangás que adaptaram tão bem as nuances da obra original.

    Portanto, se você nunca leu nenhuma obra de H.P. Lovecraft esse mangá é uma ótima porta de entrada para o assombro mundo dos Cthulhu Mythos e Gou Tanabe.

    VEREDITO

    Por fim, essa é a primeira obra de Tanabe publicada no Brasil e foi uma surpresa ter descoberto esse excelente mangaká que merece ser também conhecido por outros leitores que apreciam obras de terror.

    Gou Tanabe possui outras adaptações da obra de H.P. Lovecraft. Além de ser indicado prêmio Eisner em 2020 na categoria Melhor Adaptação de Outra Mídia por Nas Montanhas na Loucura. Infelizmente ainda não temos outras obras do mangaká publicadas aqui no Brasil.

    Espero que a editora JBC traga logo outros trabalhos desse mangaká que certamente já entrou para a minha lista de favoritos.

    Editora: JBC

    Autor: Gou Tanabe

    Páginas: 170

    E você, já leu H.P. Lovecraft – O Cão de Caça e Outras Histórias ou alguma outra obra de Gou Tanabe? Deixe seus comentários e sua avaliação!



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    Uma Princesa de Marte: Editora Regulus lançará uma nova edição

    Diversos clássico da ficção cientifica e seus subgêneros vêm sendo republicado no Brasil, sempre com acabamento excepcional e muitas vezes repleto de brindes para os leitores. Com isso em mente, a Editora Regulus irá publicar obras do gênero ficção cientifica, fantasia, horror e etc.

    Um dos maiores clássicos da fantasia científica Uma Princesa de Marte escrito por Edgar Rice Burroughs vai ganhar uma nova republicação luxuosa pela Editora Regulus. Esse será o primeiro projeto editorial que já chegou com tudo!

    O livro contará com a capa original publicada em 1917 com a arte surpreendente do artista Frank E. Schoonover. A arte estará presente tanto na capa e contracapa, quanto no livro inteiro.

    A HISTÓRIA

    “Depois de ser transportado misteriosamente para o solo marciano, John Carter, um veterano da Guerra Civil, descobre que suas habilidades físicas foram ampliadas significativamente devido a menor pressão atmosférica e gravidade. Além disso, se vê envolvido no meio dos conflitos entre as raças marcianas. Que fará ele?”

    Uma Princesa de Marte (A Princess of Mars) é o tipo de obra cujo poder de influência não se pode medir facilmente. Abrindo caminho para a chamada Era de Ouro da ficção-científica, permeou o imaginário de alguns dos mais consagrados autores do gênero. Robert A. Heilein, Arthur C. Clarke e Ray Bradbury são só alguns nomes da lista.

    A história que inaugurou as aventuras do famoso John Carter é o retrato perfeito de uma época onde as ficções pulp ganhavam cada vez mais notoriedade. Exemplar prototípico do subgênero da Espada e Planeta, Uma princesa de Marte é leitura mandatória para todo fã do mundo especulativo da ficção.

    O livro será lançado em 2021. Você também pode apoiar esse livro na campanha do Cartase.



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    CRÍTICA – Mortal Shell (2020, Cold Simmetry)

    Além do alcance dos familiarizados
    Um limiar exige ser cruzado
    As Carcaças anseiam por sentido
    Aguardando um vislumbre de seu real propósito…

    Assim, Mortal Shell te recebe, sem maiores explicações, em um mundo estranho, sombrio, repleto de ruinas e habitado por um pessoal raramente amigável. A similaridade com Dark Souls impressiona, mas talvez o mais impressionante mesmo não seja tão conhecido pela maioria das pessoas. Este jogo indie, desenvolvido pela Cold Simmetry, mesmo tendo uma equipe pequena, entrega resultados de gente grande.

    Os jogadores já acostumados com o gênero soulslike certamente identificarão várias similaridades: esquiva, oponentes com movimentos específicos e pontos fracos diferentes, jogo altamente punitivo, sombrio.

    Tudo bem. Ele lembra muito seus predecessores e fica clara a inspiração. Mais do que isso: ele não faz questão alguma de esconder, e é isso que nos faz buscar o “algo a mais”.

    UM RPG INCOMUM? OU NEM MESMO UM RPG?

    mortal-shell-carcaçaO que caracteriza um verdadeiro videogame de RPG? Normalmente, a possibilidade de construir seu personagem e ir moldando ele conforme você melhor quiser jogar ou interpretar. Iniciar um personagem, definir aparência, status básicos, classe e a partir daí evoluir na direção que sua expectativa assim mandar.

    Dark Souls ou Bloodborne são assim, correto? Ganhe experiência, melhore seus atributos, libere novas habilidades, encontre armas que melhor se adaptam ao seu estilo/personagem. Bem… não é esta a receita de Mortal Shell.

    Este aqui é um RPG com uma pegada diferente. Ao invés de escolhermos quem queremos ser, começamos o jogo sem ter pista alguma de quem somos (não há opção de escolher nome ou sequer a aparência do protagonista – o qual supomos que seja um homem), e sem maiores informações nos mantemos durante boa parte do jogo.

    No entanto, a medida que avançamos, encontramos Carcaças (as Shells que dão nome ao jogo) de guerreiros, e delas tomamos controle. É como se nosso personagem incorporasse a armadura e a história daquele que ali jaz. A ideia do game então não é criar o seu personagem, mas ir a fundo no significado do termo Role-Playing Game e realmente interpretar seu papel a partir de cada um dos prismas que te são oferecidos.

    As carcaças

    shellsCada uma das carcaças pertenceram a um guerreiro específico, cada qual com suas habilidades. Ao longo do jogo, podemos assumir o controle de 4 destas shells:

    • Harros, o Vassalo: a classe mais balanceada;
    • Solomon, o Erudito: a classe que mais explora o potencial das armas;
    • Eredrim, o Venerável: a alternativa tanque; lento mas resistente e;
    • Tiel, o Acólito: o clássico ladino, com pouca durabilidade (vida) mas agilidade compensadora.

    Contudo, a premissa do jogo é te fazer explorar e aprender conforme seu avanço. Desta forma, quando assumimos uma carcaça pela primeira vez, não sabemos nada sobre ela. No menu, não conseguimos nem ao menos ver o nome de quem “habitamos”.

    A medida que progredimos e coletamos Tar e Vislumbres, podemos oferecê-los à Irmã Genessa (NPC que nos acompanha por várias áreas do jogo) em troca de maior conhecimento a respeito de carcaça. Quanto mais vamos nos familiarizando (e isto é uma característica chave do jogo) com cada uma das classes, descobrimos mais sobre cada um dos guerreiros, como o nome e as habilidades específicas de cada um.

    Familiaridade

    Este é um dos principais pontos do jogo e um dos diferenciais em relação aos outros do gênero. Como o protagonista é um ser que aparentemente foi privado de suas memórias, ele acaba não tendo conhecimento algum sobre o mundo onde está ou as coisas que nele são encontradas. Quase todo e qualquer item coletado, à princípio, não tem um efeito conhecido.

    É necessário utilizá-lo para aprender. Talvez o item auxilie na recuperação de vida, ou seja um veneno retardante. Vale a pena arriscar? Sempre que um item é utilizado, aumenta-se a familiaridade com o mesmo. Quanto maior a familiaridade, melhores serão os efeitos.

    O MELHOR ATAQUE É A DEFESA

    mortal-shell-combateO jogo não difere muito do que é praxe nos jogos em que ele se baseia. Mortal Shell tem como foco em seu combate a esquiva, o estudo do ataque do inimigo, estudo de janelas de oportunidade para ataques e a manutenção do seu vigor (ou stamina).

    Ao contrário do seu hack and slash preferido, onde quase sempre basta uma sequência aleatória de ataques para fulminar seus adversários, neste jogo um ataque na hora errada pode ser muito mais punitivo do que pode imaginar. Mesmo que algumas carcaças tenham mais durabilidade (vida) do que outras, o jogo não vai premiar seus esforços de tentar absorver todos os golpes em detrimento de um ataque mais forte.

    Aqui, seu melhor ataque pode estar escondido em meio às suas defesas. As esquivas são fundamentais, e devem ser usadas com cautela. Cada esquiva precisa de um pouco de vigor para ser utilizada, portanto, não gaste todo ele em seus ataques, ou poderá ficar exposto na hora que o inimigo revidar. Caso esta barra já esteja extinta, você ainda tem uma alternativa (e um dos maiores diferenciais do jogo): o endurecimento.

    Endurecer

    O endurecimento, apesar de ser uma das habilidades mais úteis de Mortal Shell, é a primeira (mesmo) que aprendemos em todo o jogo. Neste sentido, como aqui não temos acesso à nenhum tipo de escudo ou forma de bloquear com a arma, esta habilidade serve para suprir esta falta. Assim que acionada, seu personagem se transformará em pedra e isto fará com que o próximo ataque recebido seja dissipado.

    Mas tome cuidado. Ao contrário dos jogos em que o bloqueio é só mais uma funcionalidade, neste caso endurecer é uma habilidade, e por isto, tem um tempo de resfriamento. Desta forma, é necessário ficar atento ao selo à esquerda das barras, o qual indica o tempo necessário até que seja possível utilizá-la outra vez. Apesar destas limitações, a habilidade pode te ajudar não só à defender, mas a preparar o seu próximo combo fulminante.

    Ao contrário do que se possa imaginar, endurecer não é apenas uma habilidade de bloqueio. É possível utilizá-la em qualquer momento e em meio a qualquer movimento. Isto possibilita muitas formas de explorar esta característica. Uma das formas que pode te trazer mais benefícios é transformar-se em pedra enquanto o seu personagem estiver começando uma animação de ataque. Deste modo, ao que receber o impacto e possivelmente desestabilizar o inimigo, a animação de ataque será retomada, abrindo espaço para o início de uma forte combinação de ataques.

    AONDE ESTOU?

    fallgrimUma das características mais louváveis do jogo, certamente é a ambientação. A combinação dos excelentes gráficos e os efeitos sonoros te permitem uma experiência bastante imersiva, e os vários caminhos possíveis aliados à inexistência de um mapa fazem com que o jogador muitas vezes fique perdido e não saiba para onde ir, principalmente em Fallgrim, o maior mapa do jogo.

    Entendo que este fator pode ter sido intencional. Com uma equipe pequena, para que o level design rendesse, a Cold Simmetry buscou através dele valorizar a premissa de que o personagem desconhece o mundo onde está e suas únicas pistas são vislumbres do caminho através de memórias que ele encontra pelo caminho. No entanto, mesmo que a ideia seja inteligente e muito coerente com a proposta do jogo, a falta de um objetivo claro e a volta constante ao mesmo ponto, repetidas vezes, torna a experiência um pouco cansativa.

    VEREDITO

    mortal-shell-vereditoApós algumas horas de jogo, muitas esquivas e algumas paradas para tocar o alaúde, Mortal Shell conseguiu me deixar com aquela vontade de voltar logo para Fallgrim e seguir minha campanha para descobrir mais sobre as carcaças, conhecer quem é o “Velho Prisioneiro” e os segredos que aquele mundo sombrio ainda esconde.

    O trabalho da Cold Simmetry, reeditando o gênero e trazendo novidades justamente no combate, uma das suas peças chave, é impressionante. Apesar de algumas pequenas limitações técnicas, quase imperceptíveis dada a magnitude de toda a obra, Mortal Shell possui mecânicas novas que dão novo fôlego aos jogos do gênero e consegue prender a atenção até de quem não é tão fã dos outros soulslike.

    A experiência em Mortal Shell extrapola a jogabilidade. Se quiser nos acompanhar por estes desafios ou conhecer mais do jogo, estamos fazendo uma série na nossa Twitch. E como iniciamos esta saga, aguardando um vislumbre do nosso real propósito, seguimos, imersos em sua incrível ambientação, instigados por seus desafios bem balanceados (na maior parte do tempo) e buscando sempre descobrir algo mais, na expectativa de entender se as carcaças nos ajudam a evoluir, ou se elas nos aprisionam ainda mais neste mundo de ruínas e seres condenados. 

    Mortal Shell está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC.

    Assista ao trailer:



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    Liga da Justiça: Novo trailer do Snyder Cut é divulgado!

    A Liga da Justiça está mais perto de nós! O Snyder Cut recebeu mais um trailer com novas cenas inéditas no DC FanDome.

    Em entrevista no painel, Zack Snyder comentou sobre o filme que será dividido em quatro partes de uma hora cada e será exibido no novo canal de streaming HBO Max em 2021.

    Confira abaixo o novo trailer da Liga da Justiça:

    https://www.youtube.com/watch?v=z6512XKKNkU

    O Snyder Cut é a versão com a visão do diretor que interrompeu sua participação no projeto, uma vez que sua filha infelizmente cometeu suicídio.

    O corte final de Joss Whedon não agradou os fãs, a crítica e nem o elenco que foi aos holofotes falar sobre o dia a dia abusivo do set. Ray Fisher, que interpretou o Ciborgue, fez duras críticas ao diretor na imprensa.

    O Snyder Cut é um dos filmes mais aguardados pelos fãs em 2021 por conta de todos os bastidores e o que foi mostrado até agora nos dá um pouco de esperança de dias melhores para um dos grupos mais icônicos da cultura pop.

    E você, está ansioso para o novo corte do longa da DC Comics? Deixe sua opinião nos comentários.

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