CRÍTICA – Cyberpunk: Mercenários (1ª temporada, 2022, Netflix)

    A mais nova animação original da Netflix acaba de chegar ao catálogo do serviço de streaming. Cyberpunk: Mercenários (Cyberpunk: Edgerunners) é uma adaptação spin-off do game Cyberpunk 2077, da CD Projekt Red.

    A série foi co-produzida pelo Studio Trigger, o estúdio por trás de Little Witch Academia, Promare e Kill la Kill.

    SINOPSE

    Para sobreviver em uma realidade distópica na qual a corrupção e os implantes cibernéticos controlam tudo, David Martinez, um jovem talentoso e impulsivo decide se tornar um mercenário.

    ANÁLISE

    Nem V, nem Johnny Silverhand, nem Jack Welles, Cyberpunk: Mercenários apresenta um novo protagonista, um garoto de que vive em Night City um ambiente urbano repleto de guerra tecnológica e modificação corporal. Para sobreviver, David se junta a uma equipe de mercenários – os edgerunners, também conhecidos como cyberpunks.

    Embora a série não cruze diretamente com o jogo, podemos dizer que eles se complementam como experiência. Uma das razões pelas quais eu gostei tanto de Cyberpunk: Mercenários, não em termos de histórias ou personagens (embora existam algumas participações especiais originais do game), mas em todos os pequenos detalhes. O estilo da animação, a trilha sonora, a abordagem do mundo virtual, a violência e até a linguagem adulta.

    Apesar de poder ver na série locais que você provavelmente pode ter passado com V durante sua gameplay de Cyberpunk 2077, eu realmente senti que a série faz com que você queira se aprofundar no game da CD Projekt Red, apesar dos bugs. Para quem jogou, certamente se divertirá e para os que ainda não jogaram, podem facilmente se sentirem tentados a dar uma chance ao game. Independentemente disso, ambas as produções se combinam muito bem.

    E apesar de toda a atitude cyberpunk, o que realmente vemos aqui e faz com que a série funcione é que não é realmente uma série de ação rebelde em seu íntimo, é uma história surpreendentemente melancólica sobre humanidade e conexão, e o que as pessoas estão dispostas a fazer em si mesmos, física e espiritualmente, para sobreviver.

    Infelizmente, os antagonistas da série que na maior parte da temporada são mais ideias sistêmicas do que realmente indivíduos – como as lutas de poder das megacorporações de tecnologia cibernética dominantes e a obscura guerra econômica, é prejudicada com introduções de última hora de vilões pouco explorados: os agentes de inteligência da Arasaka Corporation e um personagem do jogo, o lendário soldado principalmente cibernético chamado Adam Smasher.

    VEREDITO

    Da esquerda para a direita: Dorio, Maine, Lucy, David, Pilar, Rebecca e Kiwi.

    Com muito neon, implantes cibernéticos e conteúdo adulto, Cyberpunk: Mercenários é um grande agrado aos fãs de Cyberpunk 2077. Afinal de contas, o estúdio que foi esmagado por seu grande fardo – superar seu antecessor, The Witcher 3 e atender todas as expectativas criadas para o novo game.

    Com 10 episódios de 25min, a parceria Netflix, CD Projekt Red e Studio Tigger acerta ao criar uma nova experiência – dessa vez bem feita – com base na experiência antiga e que se complementam harmonicamente; convenhamos, foi uma jogada inteligente.

    Nossa nota

    5,0 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

    A primeira temporada de Cyberpunk: Mercenários já está disponível na Netflix.

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