Cinema Mudo: 10 filmes essenciais para conhecer o gênero

    A indústria cinematográfica teve um começo humilde. No final do século XIX, diversos inventores como Thomas Edison, os Irmãos Skladanowsky e os Irmãos Lumière trabalharam em máquinas que captavam e projetavam imagens. Com a invenção de tais máquinas, nasceu o Cinema e a primeira fase foi a Era do Cinema Mudo, que ocorreu entre 1894 a 1929.

    CONTEXTO HISTÓRICO

    Das cenas realistas do cotidiano para pequenas produções, em torno de 5 a 10 minutos, de documentários à obras de ficção. O preço do cinema na época era bem popular o que o ajudou a se tornar a grande distração do público, principalmente as comédias.

    Isso ocorreu porque em 1905 surge a figura do empresário distribuidor de filmes e com ele, o cinema ganhava salas exclusivas para a exibição, assim, nasce a Era da Indústria Cinematográfica. Logo o cinema mudo ganhou o embalo da sonorização, unindo pequenas trilhas musicais com a projeção. Conforme mudava o estilo da cena, a música rapidamente também mudava.

    Para se aprofundar nesse universo tão envolvente e único, selecionamos 10 obras imprescindíveis para você conhecer as principais características do gênero. Confira:

    INTOLERÂNCIA (1916)

    Quatro lugares diferentes, quatro períodos históricos distintos e quatro histórias narradas sob diferentes perspectivas. Na Babilônia, uma garota se vê entre a rivalidade religiosa que leva uma cidade às ruínas. Em Judeia, os hipócritas condenam Jesus Cristo. Em 1571, em Paris, não sabendo do Massacre da Noite de São Bartolomeu, dois huguenotes se preparam para um casamento. Por último, na América moderna, reformistas sociais destroem a vida de uma mulher e do seu amado.

    O GABINETE DO DR. CALIGARI (1920)

    Em um pequeno vilarejo da fronteira holandesa, um misterioso hipnotizador, Dr. Caligari (Werner Krauss), chega acompanhado do sonâmbulo Cesare (Conrad Veidit) que, supostamente, estaria adormecido por 23 anos. À noite, Cesare perambula pela cidade, concretizando as previsões funestas do seu mestre, o Dr. Caligari.

    O ÚLTIMO DOS MOICANOS (1920)

    Recém-chegadas à América, as jovens inglesas Cora (Barbara Bedford) e Alice (Lillian Hall) desejam visitar o pai, o coronel Munro (James Gordon), que é comandante do forte William Henry. Para chegar ao seu destino, terão de percorrer um longo e perigoso caminho através da floresta. Nessa difícil jornada, encontram Nataniel (Harry Lorraine), órfão inglês criado entre os indígenas moicanos. Ele fará de tudo para protegê-las nesse ambiente hostil, em plena disputa entre ingleses e franceses pela colonização do Novo Mundo.

    O GAROTO (1921)

    Uma mãe solteira (Edna Purviance) deixa um hospital de caridade com seu filho recém-nascido. A mãe percebe que ela não pode dar para seu filho todo o cuidado que ele precisa, assim ela prende um bilhete junto a criança, pedindo que quem o achar cuide e ame o seu bebê, e o deixa no banco de trás de um luxuoso carro. Entretanto, o veículo é roubado por dois ladrões, que quando descobrem o bebê e o abandonam no fundo de uma ruela. Sem saber de nada, um vagabundo (Charles Chaplin) faz o seu passeio matinal e encontra o bebê.

    NOSFERATU (1922)

    Nosferatu é um filme clássico do expressionismo alemão. Produzido em 1922, suas imagens de horror ainda conseguem nos surpreender, a adaptação do famoso romance Drácula, de Bram Stoker, teve nomes de personagens e lugares alterados, pois os herdeiros do escritor não autorizaram F. W. Murnau a adaptar a obra. Ao invés de Conde Drácula, aqui temos Conde Graffi Orlok (Max Schreck), uma das mais fiéis representações cinematográficas do vampiro. Alto, esguio, esquálido, com orelhas, nariz e dentes pontiagudos.

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    O ENCOURAÇADO POTEMKIN (1925)

    Baseado em eventos históricos, o filme conta a história de uma rebelião no Navio de Guerra Potemkin. O que começou como um protesto, gerou uma rebelião depois que foram servidas carnes estragadas aos marujos no jantar. Os marujos erguem a bandeira vermelha e tentam levar a revolução no navio até a sua terra natal, a cidade de Odessa.

    METRÓPOLIS (1927)

    O ano é 2026, a população mundial se divide em duas classes: a elite dominante e a classe operária; esta é condenada desde a infância a habitar os subsolos, escravos das monstruosas máquinas que controlam a Metrópolis. Quando o filho do criador de Metrópolis (Gustav Fröhlich) se apaixona por Maria (Brigitte Helm), a líder dos operários, tem início a mais simbólica luta de classe já registrada pelo cinema.

    A CAIXA DE PANDORA (1929)

    Lulu (Louise Brooks) é uma dançarina que se envolve com um homem rico, dias depois ele lhe informa que se casará em breve. Os dois acabam sendo flagrados pela noiva, que rompe o compromisso. E para que sua honra não seja definitivamente jogada na lama, o homem resolve casar-se com a dançarina. Após uma cena de ciúme, o marido tenta matá-la, mas Lulu escapa e acaba o matando em legítima defesa. Acusada de assassinato, ela foge com o filho da vítima.

    UM CÃO ANDALUZ (1929)

    Sonho? Realidade? Subconsciente? A produção que lançou a carreira de Luis Buñuel e Salvador Dalí para o mundo, um dos primeiros filmes surrealistas e um dos mais influentes da história no gênero. O longa-metragem também influenciou na publicidade, no modelo de clipes de música e em filmes de grandes diretores como David Lynch, Alfred Hitchcock e Roman Polanski.

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    LUZES DA CIDADE (1931)

    Um vagabundo (Charles Chaplin) impede um homem rico (Harry Myers), que está bêbado, de se matar. Grato, ele o convida até sua casa e se torna seu amigo. Só que ele esquece completamente o que aconteceu quando está sóbrio, o que faz com que o vagabundo seja tratado de forma bem diferente. Paralelamente, o vagabundo se interessa por uma florista cega (Virginia Cherrill), a quem tenta ajudar a pagar o aluguel atrasado e a restaurar a visão. Só que ela pensa que seu benfeitor é, na verdade, um milionário.


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