CRÍTICA – O Remake de ‘Brothers: A Tale of Two Sons’ é tão emocionante quanto seu original

    A relação entre irmãos geralmente é muito complicada, hora tudo está muito bem ou tudo muito complicado, mas em geral é um laço muito forte que carregamos ao longo das nossas vidas. Com essa temática foi lançado em 2013 ‘Brothers: A Tale of Two Sons’ desenvolvido pela Stabreeze Studios, com a direção de Josef Fares de It Takes Two sendo um grande sucesso quando lançado para os consoles de antiga geração.

    Em 28 de fevereiro de 2024 o jogo recebeu um remake desenvolvido pela Avantgarden, responsável por Murasaki Baby e Last Days of June, lançado para Playstation 5, Xbox Series X/S e PC Via Steam e Epic Games Store.

    SINOPSE

    Guie dois irmãos num conto de fadas épico cheio de descobertas, perdas, aventuras e mistério. O pai dos irmãos sofre de uma doença terminal, por isso os dois devem partir corajosamente e encontrar a “Água da Vida” – a única cura que pode salvá-lo. Sem poderem fracassar, os irmãos devem confiar um no outro e usar suas habilidades individuais para se protegerem e superarem os obstáculos que enfrentarão nesta jornada inesquecível.

    ANÁLISE

    Brothers

    Infelizmente nas gerações passadas não tive a oportunidade de jogar Brothers: A Tale of Two Sons, pois tranquilamente faria parte da minha lista de jogos preferidos daquele período. Eu considero um remake uma forma de celebração aos jogos passados e definitivamente esse título merecia isso para a recente geração.

    Brothers é visualmente impressionante, sendo digno de elogios o trabalho realizado pela Avantgarden em transportar esse aspecto muito elogiado para a nova geração, com a possibilidade de direcionar o desempenho para os gráficos ou taxa de quadros. Em relação a bugs com uma rara exceção de subir em uma pedra e um dos irmãos ficar parado no meio da escalada no início da gameplay não apresentou nenhum problema.

    A trilha sonora é excelente por conduzir a jornada ao longo das fases como um conto, reforçando a razão do título do jogo com um conjunto de efeitos sonoros que acrescentam de forma significativa a imersão do jogo.

    Brothers

    A jogabilidade é bem incomum em relação ao que é por costume em jogos por ser simultaneamente algo muito simples de se realizar, porém difícil de se coordenar até que se acostume com o funcionamento do jogo. Isso se dá por literalmente cada analógico do controle e seus respectivos gatilhos serem os comandos para cada um dos irmãos, que tem sua própria função na dupla e movimentar ambos exige um tanto de coordenação mesmo que só tenha 2 comandos para cada um.

    Isso se conecta com os puzzles que surgem ao longo da jornada, sempre seguindo o estilo que cada irmão tem uma participação na sua resolução.

    Neste aspecto, saber o que é necessário para solucionar os desafios impostos é muito instintivo, mas caso você não perceba sempre um deles indica por onde começar ou o que fazer a seguir para progredir no jogo ausente de uma linguagem compreensível.

    Brothers

    Eu não costumo mencionar a direção quando se trata de um jogo, mas neste caso é interessante ressaltar o excelente trabalho de Fares em trazer algo que é direcionado para o subjetivo e experimental, uma característica muito especial dos jogos indies e que tornam o título algo muito único.

    A relação entre jogabilidade e história é uma harmonia que em poucos jogos se encontra algo que, agora que tive a incrível experiência de joga-lo, justifica ele ser tão querido desde o seu lançamento.

    Particularmente eu acho interessante quando um jogo utiliza uma linguagem não verbal para contar sua história e, mesmo que em Tale of Two Sons exista sons, não é possível compreender o que é dito ficando aberto a interpretação de quem joga. Essa abertura para o imaginário realça o aspecto emocional que a narrativa produz, pois a interpretação dos diálogos fica direcionada a sua vivência como uma pessoa em contato com isso.

    Mesmo que não tenha uma grande duração, apesar de ter sido acrescentado mais conteúdo, a história é intensa, com surpresas ao longo do caminho e um desfecho que não existe descrição melhor do que emocionante. Tendo ao longo do caminho interações opcionais que não afetam o seu rumo, mas acrescentam a jornada a experiência de jogo como um todo.

    VEREDITO

    O remake de Brothers: The Tale of Two Sons consegue trazer para a nova geração um dos jogos mais emocionantes de sua época, potencializando as suas qualidades, realizando as melhorias necessárias e preservando o trabalho criativo original.

    Nossa nota

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer do game:

    Acompanhe as lives do Feededigno na Twitch

    Estamos na Twitch transmitindo gameplays semanais de jogos para os principais consoles e PC. Por lá, você confere conteúdos sobre lançamentos, jogos populares e games clássicos todas as semanas.

    Curte os conteúdos e lives do Feededigno? Então considere ser um sub na nossa Twitch sem pagar nada por isso. Clique aqui e saiba como.

    Artigos relacionados

    EU CURTO JOGO VÉIO #8 | ‘The Darkness’ era uma escapada da rotina dos FPS

    The Darkness é um jogo FPS desenvolvido pela Starbreeze e publicado pela 2K, lançado em 2007 para PlayStation 3 e Xbox 360.

    Indie World: Confira todos os anúncios da conferência da Nintendo

    A Indie World chegou rapidinho e trouxe incríveis anúncios. O evento anunciou indies que chegarão ao Switch durante todo o ano.

    CRÍTICA: ‘Harold Halibut’ é aventura sci-fi stop-motion com narrativa profunda e envolvente

    Harold Halibut é uma aventura única. Em uma viagem ao desconhecido, somos lançados na história de Harold à bordo da Fedora, uma nave submersa.

    5 novos jogos de Nintendo Switch para toda a família explorar

    O Nintendo Switch dá as boas-vindas à primavera com seleção incrível de jogos casuais no portátil da Big N. Confira a lista!