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    CRÍTICA: ‘Elden Ring: Shadow of the Erdtree’ é uma das melhores DLCs, expandindo o jogo base com qualidade e carinho

    Elden Ring chegou em 2022 para Xbox One, Xbox S/X, PC, Playstation 4 e 5, porém, agora, no dia 21 de junho de 2024, estará recebendo sua DLC, Shadow of the Erdtree, disponível nas mesmas plataformas. Agradeço demais à Bandai Namco Brasil por enviar a chave com acesso antecipado para que eu pudesse jogar e realizar esta análise com base na minha experiência pessoal e com tempo, sem precisar correr com a gameplay. Inclusive, não terá spoilers por aqui!

    A DLC ainda nem lançou no momento em que estou escrevendo este texto, mas já possui uma das melhores notas no Metacritic, chegando a passar de 92 pontos tanto no PS5 quanto no PC e no Xbox. E eu concordo totalmente com essas notas. Esta DLC entrega uma experiência incrível e imersiva.

    HISTÓRIA

    Não irei contar sobre sua história, já que seria spoiler, mas devo dizer que gostei de como a aplicaram aqui. Temos bastante informação ao longo da exploração e isso ajuda muito a não ficarmos perdidos, porém, ainda assim, há muita coisa interpretativa, como é característico do jogo.

    JOGABILIDADE, ITENS E INIMIGOS

    Shadow of the Erdtree

    Continuamos com a jogabilidade já apresentada no game base, onde podemos atacar, defender, pular, correr, usar magia, coletar itens, invocar criaturas, curar, recarregar mana, criar itens consumíveis e também explorar utilizando o cavalo. Além disso, podemos atacar e coletar itens mesmo em cima dele. A grande novidade fica por conta de uma boa variação de novos itens, magias, armaduras, armas, consumíveis, receitas, talismãs, habilidades de armas e invocações.

    Abordando o seu mapa, ele é bem grande. Para tentar explicar a dimensão, ele é maior que Limgrave, a área inicial do jogo base, e eu diria que seria algo como a primeira e a segunda área do game base, falando apenas em tamanho, porém muito mais trabalhado. Como temos um mapa que seria tipo um terço do mapa base, senti que ele tem muito mais coisas, muitos pontos que você olha e pensa “o que tem ali?” e, ao chegar lá, além de encontrar alguma novidade, provavelmente terá acesso a outra área para explorar.

    Achei o design de conexão entre áreas muito perfeito. Temos muitas novas áreas, muito diferentes umas das outras, todas as paisagens são lindíssimas. Eu diria que acho a DLC ainda mais linda que o jogo base.
    Conforme você explora, encontra um local que te dá acesso a uma nova região ou até um novo acesso de uma região que você nem sabia que tinha deixado algo para trás. Explorar é bem satisfatório e, sinceramente, necessário.

    Necessário porque é padrão da From Software lançar a DLC sempre mais difícil que o jogo base e o que vai te ajudar nisso é explorar.

    Shadow of the Erdtree

    Tem dois itens exclusivos da DLC para te ajudar nisso e não te frustrar, que somam na sua força e na força das suas invocações, caso você as use. Além disso, explorar faz com que você encontre novos itens, como os citados anteriormente, e eles serão de grande ajuda para acrescentar novidades na sua gameplay e também para enfrentar alguma criatura nova, seja um boss principal ou não. Já falo sobre criaturas, que é algo bem importante.

    Só para finalizar sobre o mapa, temos dungeons e também locais que podemos descer como se estivéssemos no subterrâneo do mapa base, mas sem um mapa desenhado desses locais como existe no subterrâneo do jogo base. Já dá para ter uma noção que você vai abrir o mapa todo da DLC e ainda tem mais que a superfície dele!

    As dungeons não são totalmente diferentes das originais em novidade, mas senti que estão mais bem polidas e trabalhadas. Elas apresentação novidades em recompensas, inimigos comuns e boses, além de que elas variam de tamanho. As principais são bem grandes mesmo, gostei muito.

    Aproveitando para puxar o papo de inimigos, os comuns têm muita coisa reutilizada. Gostaria que houvesse mais novos, porém, mesmo sendo muitos do jogo base, mantendo ali sua mitologia, teremos alguns novos inimigos, e esses novos são muito legais.

    Sobre mini-bosses, temos vários deles. Alguns são únicos, alguns são conhecidos e outros são variações, mas com certeza vão te ajudar com bons itens. Vale a pena enfrentá-los. Porém o que brilha mesmo são os bosses principais; nem todos são obrigatórios, mas, vai por mim, você vai querer fazer todos. São incríveis em mecânicas, músicas e batalhas, acredito que você terá momentos memoráveis enfrentando eles, assim como eu tive.

    De negativo, teve só um mini-boss que me deixou meio confusa com a câmera do jogo. Isso é algo que vocês já devem ter ouvido falar em outros títulos, mas, fora esse, que provavelmente vocês vão identificar assim que o encontrarem, não tive problemas com a câmera em um aspecto geral.

    Com certeza, enfrentar os bosses é a minha parte favorita no game e os principais deixarão lembranças para você utilizarem depois, assim como os principais do jogo base, podendo fazer armas com essas lembranças e aproveito para dizer que você pode ir e voltar para a área da DLC livremente através das viagens rápidas.
    Tempo de Jogo e Dificuldade

    Falando sobre dificuldade, tempo de jogo e meu nível, estou longe de ser “pro player” nesse jogo, mas entrei na DLC no nível 153. Acho que a maioria vai entrar por volta disso mesmo. Vai fazer mais diferença o que falei antes sobre explorar e afins. Teve bosses que penei e outros que não, porque, como vocês sabem, é bem relativo. Vai ter quem, com certeza, vai passar fácil os que eu travei e vice-versa. Fora isso, passei as primeiras 10 horas só curtindo o jogo mesmo, nem sabia para onde ir, só fui explorando. Depois, mais umas 15 horas na história principal. Ainda não zerei, faltam os últimos chefes, prometo que logo mais me resolvo com eles.

    E assim, tudo que vi até agora do game, com 25 horas e que provavelmente vou fazer mais umas 15 horas, está valendo muito a pena. Dificilmente uma DLC entrega tanto tempo de jogo assim. Se você puder pegar ela, pegue, porque tem muita coisa de Elden Ring para você curtir. A galera que for jogar sem correr vai levar umas 30 horas para zerar e, se buscar 100%, vai passar disso facilmente, combinado?

    PERFORMANCE

    Shadow of the Erdtree

    Sobre performance, galera, eu comprei o Elden Ring no lançamento e, quando lançou, ele não estava bem otimizado. Todo mundo lembra disso e, mesmo assim, eu joguei basicamente o dia todo. Mas a performance aqui na DLC está bem melhor, bem mais otimizado.

    Além disso, vocês jogarão após a atualização do jogo e de drivers placa de vídeo, né? Deve melhorar mais ainda a experiência nesse dia, já que eu tive algumas quedas de FPS e de elementos carregando na minha frente, como grama e pedras. Porém, nada que de fato me incomodasse ou prejudicasse a gameplay.

    O setup que uso hoje é bem forte: uma RTX 4070, 32 GB de RAM e um Ryzen 7 5800X. Joguei com tudo no máximo em Quad HD e em Full HD também, não tive problemas fora os citados. Nada de congelamento ou fechamento abrupto do jogo, porém, não posso afirmar nada sobre consoles e resoluções maiores. É válido procurar mais conteúdo sobre antes de comprar dependendo da plataforma que você for jogar e a resolução que você busca.

    VEREDITO

    Bom, Elden Ring se tornou o meu jogo favorito da vida assim que ele lançou e essa DLC só reforçou essa chama. Gwyn estaria bem orgulhoso!

    De verdade, pessoal, a DLC é grande, tem muito conteúdo, é mais trabalhada em mapa, exploração, bosses e em diversos outros aspectos. Eu só apontaria que gostaria de mais variedade de inimigos comuns mesmo e aquele ponto de um boss com a câmera dando trabalho. Obviamente, são poucos pontos negativos; os positivos com certeza se sobressaem e muito.

    Está com dúvida se compra a DLC? Se você ama Elden Ring, ama esse estilo de jogo, tem um dinheirinho guardado para comprar? Só vai! Explore no seu tempo e com a build que quiser, aproveite cada momento de gameplay do seu jeito. Elden Ring é para ser apreciado do jeito que o jogador quiser!

    5,0 / 5,0

    CONFIRA NOSSA ANÁLISE

    Confira o trailer do game:

    A expansão será lançada no dia 21 de junho para todos os consoles nos quais o game está disponível.

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    A Casa do Dragão: Onde paramos e para onde vamos?

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    Após uma primeira temporada cheia de intrigas e reviravoltas, a série original da HBOA Casa do Dragão, finalmente chegou com sua segunda temporada no dia 16 de junho, às 22h, na Max e HBO. Em oito episódios, a produção volta a focar nos membros da família Targaryen, a casa responsável pela unificação dos Sete Reinos e que manteve o trono por quase trezentos anos em Westeros.

    Para comemorar este lançamento, reunimos os eventos mais importantes dos episódios anteriores e convidamos o público a decidir de que lado estarão: #ConselhoVerde ou #ConselhoNegro.
     

    AVISO, ESTE TEXTO CONTÉM SPOILERS DA PRIMEIRA TEMPORADA. 

    QUEM SÃO OS TARGARYEN? 

    Com muitos séculos de história e originários da antiga Valyria como uma das Quarenta Famílias da região, os Targaryen eram conhecidos como os Senhores dos Dragões e casavam-se e reproduziam-se apenas entre si. Mesmo antes da Perdição de Valyria, eles deixaram Essos e se estabeleceram em Pedra do Dragão, uma antiga fortaleza valiriana na costa de Westeros. Eles viveram lá por mais de um século até partirem, liderados por Aegon, o Conquistador, e suas irmãs-esposas, Visenya e Rhaenys, para conquistar os reinos de Westeros.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Conheça a linha de sucessão Targaryen

    QUAL É A HISTÓRIA DA PRIMEIRA TEMPORADA? 

    Na primeira temporada, a trama se refere ao reinado de Viserys I (Paddy Considine), cerca de 130 anos depois de Aegon conquistar Westeros. Viserys I sucedeu a Jaeharys no Trono de Ferro junto com sua primeira esposa, Aemma Targaryen, com quem teve apenas uma filha: Rhaenyra (Emma D’Arcy). Após anos de tentativas fracassadas, o casal não consegue ter um filho homem que os suceda no trono, obrigando Viserys a nomear Rhaenyra como futura rainha. Apesar dos juramentos de lealdade, os Sete Reinos não gostam da ideia de tê-la no poder. O rei então se casa novamente com Alicent Hightower (Olivia Cooke), filha de seu conselheiro. O novo casal tem três filhos, incluindo o primogênito Aegon II Targaryen (Tyler Moffett / Tom Glynn Carney).

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    Conheça Alicent Hightower

    ONDE PARAMOS? 

    Com a morte de Viserys I, Aegon II é imediatamente coroado rei pelos Hightower – pai e filha, Sir Otto Hightower (Rhys Ifans) e Lady Alicent Hightower. Rhaenyra, nomeada herdeira do trono por seu pai, fica chocada com a coroação de seu irmão, o que a faz entrar em trabalho de parto prematuro e dar à luz uma criança morta. Enquanto isso, Daemon (Matt Smith), seu atual marido, reúne um conselho para criar uma estratégia para a guerra iminente.

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    Conheça Sir Otto Hightower

    Conheça Daemon Targaryen 

    Em Pedra do Dragão, Rhaenyra se proclama rainha e é criado o Conselho Negro. Após uma oferta de paz de Otto Hightower antes do início da Dança dos Dragões, Rhaenyra considera aceitar o acordo para evitar a morte de seus aliados: se Rhaenyra reconhecer Aegon II como rei, ela pode permanecer como Senhora de Pedra do Dragão, com Jacaerys como seu herdeiro. Daemon e Rhaenyra discutem, e a princesa conta a ele sobre a profecia de Aegon I, a Canção de Gelo e Fogo.

    Rhaenyra então envia seus filhos com seus dragões para anunciar sua coroação e reunir possíveis aliados. Enquanto Jacaerys vai para o norte, Lucerys vai para o sul visitar Lorde Baratheon em Ponta Tempestade. No entanto, quando chega, percebe que Aemond já está lá com Vaghar. O filho de Rhaenyra é rejeitado como aliado e, ao tentar sair, Aemond o surpreende nos céus com Vaghar. Uma luta entre os dragões termina com a morte do Príncipe Lucerys e Arrax, seu dragão, ambos devorados por Vaghar.

    Este é o primeiro passo para o início da Dança dos Dragões.

    DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ? 

    No ano 111 AC, ocorreu um grande torneio em Porto Real pelo quinto aniversário de casamento do Rei Viserys I e da Rainha Alicent Hightower. No banquete inicial, a rainha vestia um vestido verde, a cor da casa de sua família, enquanto a Princesa Rhaenyra Targaryen estava dramática com o vermelho e preto da Casa Targaryen. Como resultado, os seguidores da rainha passaram a ser chamados de “verdes” e os da princesa de “negros”. Veja quem está de que lado abaixo:

    Conselho Negro: Rhaenyra Targaryen, Daemon Targaryen, Corlys Velaryon, Rhaenys Targaryen, Jacaerys Velaryon, Joffrey Velaryon, Baela Targaryen, e Rhaena Targaryen.

    Quem são os Negros?

    Conselho Verde: Alicent Hightower, Otto Hightower, Aegon II Targaryen, Aemond Targaryen, Helaena Targaryen, Criston Cole, Tyland Lannister e Larys Strong.

    Quem são os Verdes?

    A primeira temporada de A Casa do Dragão e todas as temporadas de Game of Thrones estão disponíveis na Max.


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    CRÍTICA: ‘Paper Mario: Thousand-Year Door’ é diversão garantida com narrativa profunda

    Paper Mario: Thousand-Year Door‘ foi lançado originalmente para o GameCube em 2004. O game ganhou uma versão remasterizada 20 anos depois para o Nintendo Switch. Ao longo da história, acompanharemos Mario em uma missão para auxiliar Peach. Após receber uma carta com um pedido de ajuda, Mario receberá um misterioso e antigo mapa. Enquanto segredos sobre este mapa e um antigo tesouro vem a tona, Mario chega a Rogueport, onde essa jornada se desenrolará. Com pouco mais de 25 horas, me senti mais imerso neste do que em outros títulos do gênero. Até mesmo mais do que no game original, Paper Mario do Nintendo 64.

    Ao longo do game, ganhamos habilidades, insígnias e formamos uma party formidável, que propiciará nossa progressão. Assim ccomo no game original, Thousand-Year Door diverte, brilha em tudo que se propõe, se aprofundando ainda mais do que no original, graças a como ele se comporta no Nintendo Switch. Ao passar horas a fio jogando, e mergulhando em uma história extremamente divertida e recompensadora, enfrentando dragões, poderosos lutadores, e piratas fantasmas, entraremos em um dos mais divertidos mundos da franquia Mario, onde tudo pode acontecer.

    SINOPSE

    Os X-Nauts estão buscando o tesouro atrás da Thousand-Year Door! Com um mapa da princesa Peach e a ajuda de alguns habitantes locais, Mario viaja por um mundo colorido feito de papel para encontrar o tesouro antes que os X-Nauts. Esta história intensa e envolvente está repleta de surpresas, onde todos têm algo a dizer e muitas vezes não é o que se espera. Aqui estão apenas alguns dos personagens coloridos que você encontrará ao longo do caminho.

    ANÁLISE

    Thousand-Year Door

    Como inimigos inteiramente novos, os X-Nauts serão a principal ameaça deste desafio. Estando por trás da maior parte dos reveses desta história, veremos aqui um mundo em que ameaças podem surgir de onde menos se espera, porém, antigos inimigos podem ser os parceiros mais improváveis desta jornada. Com uma improvável party, reuniremos uma goomba, um koopa, uma espírito das nuvens, um yoshi, uma sombra, um bob-omb e talvez, até mesmo uma ratinha golpista.

    Enquanto transforma essa aventura em uma jornada por vezes decadente – graças ao que os X-Nauts tem feito pelo mundo -, o game também acaba por tornar essa aventura ainda mais marcante, e assim, podemos entender claramente que Thousand-Year Door diverte, surpreende e cativa. Seja por sua gameplay dinâmica – que nos coloca agora em uma espécie de palco em que itens da “produção” podem tanto nos atingir quanto aos nossos inimigos -, ou por nos fazer entender que essa jornada será repleta de diferentes dinâmicas.

    Permeado por dinâmicas divertidas, curiosas e novas mecânicas, precisaremos tomar cuidado ao avançar, afinal, os X-Nauts não são as únicas ameaças. E é graças a eles que a nossa jornada tem início.

    A LENDA, A PROFECIA, O TEMOR

    Thousand-Year Door

    A história do game tem início muitos séculos antes do momentgo em que seremos ambientados. Com a história de uma antiga cidade que cedeu e afundou no mar após um cataclismo, é dito pelos seres que passaram a habitar a área ao redor que a cidade guardava um grande tesouro. Nos dias de hoje, ao chegar na cidade de Rogueport, Peach é abordada por um mercador obscuro, que oferece a ela um pequeno baú cuja lenda diz que ele se abrirá apenas a quem possui um coração puro. A partir daí, a história se desenrola como no início deste texto. Peach pede ajuda a Mario e o jovem encanador parte ao seu resgate.

    Conforme a história progride, as Star Crystals são apresentadas. E a partir daí, parte pra coletá-las pelo mundo. Servindo sempre como um contraponto à nossa história, outros personagens das histórias de Mario são trazidos de volta. Aqui, vemos Luigi, Bowser e muitos outros vivendo suas próprias jornadas a parte da missão a que Mario foi incumbido.

    Seja por se aprofundar em tudo, desde mecânicas, até por nos surpreender pela forma em que se desenvolve, Thousand-Year Door faz com que vejamos aqui, alguns recortes sombrios, uma IA apaixonada e uma parte por vezes obscura do mundo de Mario.

    É dito que o tesouro contido no fundo daquele mar dará a quem o tiver grande poder. Com o passar do tempo, a IA dos X-Nauts revela a Peach que o tesouro é algo maligno, que pode causar o fim do mundo e é isso que o grupo de vilões busca: dominação mundial.

    GRÁFICOS, GAMEPLAY E MELHORIAS

    Thousand-Year Door

    As melhorias gráficas que podem ser vistas aqui vão além das visuais. Com uma melhora significativa em sua trilha sonora, Paper Mario: Thousand-Year Door garante algumas badges que dão ao game uma um tom nostálgico. O que pode ser visto no Nintendo Switch é incrível. Com uma gameplay fluída, mas uma história nem tanto, como o arco de Glitzville – em que precisamos perder muito tempo lutando em uma arena com gladiadores -, em que precisamos lutar com cerca de 20 adversários a fim de atingir nosso objetivo, que é chegar ao top 1 de lutadores.

    A obtenção das Crystal Stars varia, e aqui, é onde tudo fica ainda mais divertido. A variedade de gameplay e a formas como precisamos usar nossa cabeça para solucionar “puzzles,” utilizando tanto as habilidades de Mario como as de nossos parceiros de party, é singular e divertida. Seja viajando por diferentes reinos ao longo dos 8 capítulos, nosso mapa anteriormente preto-e-branco, rapidamente ficará colorido, indicando o local de cada uma das 7 crystal stars.

    Viajando pra lua, encontraremos nosso último objetivo, e damos de cara com Peach. Em uma jornada de aventuras pelos mais diversos reinos, acompanhamos aqui diversos arcos divertidos, com missões para auxiliar os habitantes em Rogueport, ou realizando missões até mesmo em um trem em movimento, descobrir um pouco mais sobre o mundo depende só de nós mesmos.

    Com melhorias relativas à como o game se comporta, a Intelligent Systems, subsidiária da Nintendo e desenvolvedora de games como a franquia Paper Mario, WarioWare e Fire Emblem, acompanhamos aqui uma das mais curiosas e divertidas jornadas. Por ser o fim da geração, é compreensível que a Nintendo opte por lançar apenas remasters de antigas franquias, como fará com seu Luigi’s Mansion 2 HD, que será lançado em 27 de junho. E deixará para a próxima geração games mais parrudos, mais potentes.

    VEREDITO

    Paper Mario: Thousand-Year Door é a diversão perfeita para o Nintendo Switch. Pois a portabilidade permite que a diversão nos acompanhe onde quer que a gente vá. Assim, o console pode permitir que jogadores casuais de console de mesa mergulhem na história, como é necessário. Pois afinal, após pouco mais de 25 horas de gameplay para fechar o game, a diversão requer um mergulho mais profundo não apenas para entender a dinâmica, como também os controles. Afinal, diferente de seu antecessor, Thousand-Year Door possui até mesmo um botão de contra-ataque.

    Thousand-Year Door faz os olhos brilhar quando o assunto é uma narrativa envolvente e gameplay recompensadora. Sendo assim, este é um dos mais divertidos capítulos da franquia Paper.

    4,5 / 5,0

    Confira o trailer do game:

    Paper Mario: The Thousand-Year Door foi lançado no dia 23 de maio para o Nintendo Switch.

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    Xbox Game Pass: Games para jogar de até 5 horas

    Com muitos games disponíveis no serviço de assinatura do Xbox, pode ser difícil decidir o que jogar, principalmente com pouco tempo disponível. Esse artigo tem o intuito de indicar ótimos games que podem ser fechados em até 5 horas, todos eles disponíveis no Xbox Game Pass. Sem títulos com mais de 100 horas, e afins, mergulharemos em games indies repletos de surpresas e talvez algumas das melhores experiências do mundo dos games.

    Por mais divertido e apelativo que um game de mundo aberto possa ser, histórias curtas e fechadas podem significar algumas horas de diversão justa. Confira abaixo a lista dos melhores games curtos disponíveis no serviço.

    Este texto será atualizado periodicamente, contando não apenas com a inclusão, como a exclusão de algum título caso ele saia do serviço.

    Venba (Em média 1 hora)

    Game pass

    Venba é um game indie, produzido e publicado pela Visai Games. O game nos lança por uma narrativa baseada em culinária, no qual você joga como uma mãe indiana que migra com a família para o Canadá na década de 1980. O cozy game nos leva pela história de um persongem que precisa se reconectar com suas origens. No game, o jogador vai poder preparar vários pratos e recuperar receitas perdidas, ter conversas com ramificações e explorar esta história sobre família, amor, perdas e muito mais. O livro de receitas de Venba se estraga durante a mudança para o Canadá. Recupere as receitas perdidas e prepare pratos deliciosos, que vão agir como pontes conectando a família com o lar que deixaram para trás. O game está disponível para Xbox One, Xbox Series X/S e PC por meio do Game Pass.

    A Short Hike (Em média 2 horas)

    Game pass

    Desenvolvido por Adam Robinson-Yu e publicado pela Whippoorwill Limited, no game com gameplay cozy, nos aventuraremos pela história de um jovem alpinista. Seguindo trilhas, ou criando nosso próprio caminho, precisaremos escalar até o topo da montanha. Ao longo do trajeto, faremos amizades com outros aventureiros, descobriremos tesouros escondidos, tudo isso enquanto exploramos o mundo ao nosso redor. O game está disponível para Xbox One, Xbox Series X/S e PC por meio do Game Pass.

    Return to Grace (em média 2 horas)

    Game pass

    Desenvolvido pela Creative Bytes Studios, o game lançado em 2024 é uma aventura narrativa em primeira pessoa, ambientada em um mundo sci-fi retrô dos anos 60. No controle da arqueóloga espacial Adie Ito, que desenterrou o antigo local de descanso de uma IA, deus e ex-zelador do sistema solar, conhecido como Grace. O game está disponível para Xbox One, Xbox Series X/S e PC por meio do Game Pass.

    Open Roads (em média 2 horas)

    Game pass

    Desenvolvido pela Open Roads Team e publicado pela Annapurna Interactive, o game narrativo os coloca no controle de Tess Devine. Que descobrem uma caixa com bilhetes e cartas antigas guardadas no sótão de sua casa. Com segredos de famílias para ser revelados, as duas embarcarão em uma jornada até a fronteira com o Canadá. Em Open Roads, Tess e Opal embarcam numa aventura pela estrada para explorar uma série de propriedades de sua família, desenterrando o passado. Elas vão fazer buscas pelas ruínas desses lugares que guardam lembranças enterradas, coisas que Opal há anos tenta esquecer. E nessa busca, vão descobrir não apenas a verdade que procuravam, mas também uma à outra. O game está disponível para Xbox One, Xbox Series X/S e PC por meio do Game Pass.

    Brothers: A Tale of Two Sons (em média 3 horas)

    Desenvolvido pela Starbreeze Studios/The Workshop e publicado pela 505 Games, o game nos lança pela aventura épica de dois irmãos, quando estes iniciam uma viagem para encontrar a cura para o seu pai moribundo. Viajando por paisagens magníficas, florestas sombrias e agoirentas, rios traiçoeiros, encostas perigosas e conheceremos as maravilhas da mitologia nórdica ao longo do caminho. Utilizando o sistema de um controle completamente original. Usaremos ambos os irmãos em conjunto para resolver quebra-cabeças, explorar os cenários e enfrentar chefões. O game está disponível para PC por meio do Game Pass.

    INSIDE (em média 3 horas)

    Desenvolvido e publicado pela Playdead, Inside é um dos games de platarforma indies mais aclamados de todos os tempos. Guiado pela narrativa, o game combina ação com enigmas desafiadores. O game está disponível para Xbox One, Xbox Series X/S e PC por meio do Game Pass.

    LIMBO (em média 3 horas)

    Game pass

    Desenvolvido pela Playdead, assim como Inside, mergulhamos na história de um jovem que para descobrir o destino de sua irmã, adentra no LIMBO. O game está disponível para PC.

    Somerville (em média 4 horas)

    Desenvolvido e publicado pela Jumpship, Somerville nos lança na história de um homem que precisa reencontrar sua família após uma catástrofe e um mundo inteiramente destruído. O game guiado pela narrativa é um sci-fi que mostram como as pequenas escolhas podem ter um impacto em todo o mundo. O game está disponível para Xbox One, Xbox Series X/S e PC.

    Gris (em média 4 horas)

    Game pass

    Desenvolvido pela Nomada Studio e publicado pela Devolver Digital, o game de plataforma conta a história de Gris, uma jovem esperançosa, perdida em seu próprio mundo, que lida com uma dolorosa experiência. Sua jornada pela tristeza se manifesta em seu vestido, que concede a ela novas habilidades para navegar melhor por sua realidade desbotada. Ao longo da história, Gris evolui emocionalmente e passa a ver o mundo de outra forma, revelando novos caminhos para explorar com o uso de suas novas habilidades.

    GRIS é uma experiência serena e evocativa, sem perigos, frustrações ou mortes. O jogador deve explorar um mundo elaborado meticulosamente, com um estilo delicado, animações detalhadas e uma elegante trilha sonora. Ao longo do jogo, irão se revelar quebra-cabeças simples, sequências de plataformas e desafios opcionais baseados em habilidades, à medida que você vai abrindo o mundo de Gris. O game está disponível no PC.

    Little Kitty, Big City (em média 3 horas e meia)

    Game pass

    Desenvolvido e publicado pela Double Dagger Studio, o game nos coloca no controle de um gatinho que pode achar o caminho de casa. Mas ele também pode explorar o que a cidade grande tem a oferecer. Assim, chegar é casa é a maior prioridade, óbvio. Óbvio. Bom, é uma das suas prioridades. Talvez esteja mais para uma sugestão… Eu sei que está aí em algum lugar da lista de tarefas! Mas… primeiro? Explorar! O game está disponível para Xbox One, Xbox Series X/S e PC.

    Firewatch (em média 4 horas)

    Game pass

    Desenvolvido e publicado pela Campo Santo, Firewatch é um jogo de mistério para um jogador em primeira pessoa que se desenrola nas florestas do Wyoming. O ano é o de 1989. No controle de Henry, que se retirou da sua conturbada vida para trabalhar como guarda florestal nas florestas do Wyoming. Do alto de uma montanha, o seu trabalho é estar atento a sinais de fumaça e manter as florestas seguras. Em um verão particularmente quente e seco que deixa todos com medo, sua supervisora, uma mulher chamada Delilah, está sempre à sua disposição à mera distância de um pequeno rádio portátil. Ela é o único contato que tem com o mundo que deixou para trás. Mas, quando algo de estranho faz com que você se afaste da sua torre de vigia, irá explorar um ambiente selvagem e desconhecido, enfrentando questões e fazendo escolhas que podem criar ou destruir o único relacionamento com algum significado que tem.

    Firewatch não é recomendado para crianças. O game está disponível para Xbox One, Xbox Series X/S e PC.

    Battletoads (em média 4 horas)

    Desenvolvido pela Dlala Studios e publicaod pela Microsoft/Rare, a espera acabou! Rash, Zitz e Pimple estão finalmente de volta para arrasar nessa nova aventura repleta de ação e caos coreografado. E você pode curtir tudo isso com seus amigos em um modo cooperativo local. 1 a 3 jogadores controlam os Battletoads e se unem para atravessar fases malucas e imprevisíveis, e só tem uma regra: espere o inesperado. A jogabilidade que permite entrar e sair a qualquer momento facilita o trabalho em equipe e deixa o jogo muito divertido, com momentos extravagantes que todos podem curtir, mas apenas um verdadeiro “Sapo” pode dominar.

    Com um estilo de desenho animado feito à mão e cheio de personagens e locais únicos, os Battletoads estão de volta para botar pra quebrar e trazer muita diversão, seja sozinho ou com amigos. O game está disponível para Xbox One, Xbox Series X/S e PC.

    Planet of Lana (em média 4 horas)

    Desenvolvido pela Wishfully e publicado pela Thunderful Publishing, conheceremos Lana, um planeta que já foi um lugar de equilíbrio imperturbável entre humanos, natureza e animais, tornando-se agora, um ugar totalmente diferente. Como a desarmonia se estabeleceu ao longo de algumas centenas de anos na forma de um exército sem rosto, precisaremos derrotar inimigos ao longo de um planeta vibrante e vivo. O game está disponível para Xbox One, Xbox Series X/S e PC.

    A little to the Left (em média 5 horas)

    Game pass

    Desenvolvido pela Max Inferno e publicado pela Secret Mode, o game nos coloca na missão de separar, empilhar e organizar objetos domésticos no lugar certo, em um quebra-cabeças com um gato que adora bagunçar tudo. Repleto de divertidos puzzles, o game nos fará prestar atenção em tudo a fim de garantir a melhor solução. Com um estilo único, o game requer uma observação cuidadosa. O game está disponível para Xbox One, Xbox Series X/S e PC.

    Cocoon (em média 5 horas)

    Desenvolvido pela Geometric Interactive e publicado pela Annapurna Interactive, somos lançados por desafios inseridos dentro de outros desafios. Saltando entre mundos, precisaremos solucionar enigmas complexos para revelar um mistério. O game está disponível para Xbox One, Xbox Series X/S e PC.

    Jusant (em média 5 horas)

    Desenvolvido e publicado pela Don’t Nod, Jusant é um game de escalada e puzzles, em uma viagem medidativa até o topo de uma enorme torre. Testando nossa concentração e nosso ritmo, precisaremos explorar caminhos diferentes e desvendar os muitos segredos de uma civilização antiga. O game está disponível para Xbox Series X/S e PC.

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    EU CURTO JOGO VÉIO #15 | ‘PaRappa The Rapper’ é aconchegante de um jeito muito especial 

    Ao longo dessa jornada chamada existência tive o prazer de ter contato com games desde um bom tempo na infância, indo desde o Atari, Master System até o pouco lembrado Dreamcast. Na época do primeiro Playstation havia um disco muito semelhante a um vinil contendo uma boa quantidade demos para conhecer o console e entre eles estava o nosso jogo veio desta edição. ‘PaRappa The Rapper‘ é um jogo musical desenvolvido pela NanaOn-Sha criada pelo músico e desenvolvedor de jogos Masaya Matsuura, publicado pela Sony Interactive tendo sendo lançado inicialmente em dezembro de 1996 no Japão e posteriormente a outras regiões.

    O título foi um sucesso em seu lançamento rendendo uma sequência em 2002 para o Playstation 2. Em 2017 foi lançada a versão remaster de PaRappa The Rapper estando atualmente disponível na Playstation Store para os jogadores da recente geração de consoles.

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    SINOPSE

    PaRappa the Rapper é um jogo de música original e sua história é sobre a jornada de PaRappa para conquistar o coração de Sunny Funny enquanto aprende com seus mestres do rap favoritos, como Chop Chop Master Onion, Instructor Mooselini e Cheap Cheap The Cooking Chicken.

    ANÁLISE

    PaRappa

    Depois de umas boas décadas e muitos consoles cada vez mais modernos, consegui a oportunidade de jogar PaRappa The Rapper por completo, mesmo que em sua versão remasterizada, o que considero um achado bem interessante enquanto navegava pela loja.

    No caso de PaRappa é uma experiência diferente de visitar um jogo que não tive a oportunidade de conhecer por completo, tornando-se um misto de algo novo porém um velho conhecido.

    É muito interessante que a escolha visual combinada com a proposta do jogo torna a experiência muito divertida, sendo nesse aspecto gráfico algo muito parecido com paper Mário e Born of Bread.

    Por ter jogado uma versão mais lapidada para os consoles atuais não acontece aquele natural estranhamento que ocorre ao jogar algo de uma geração anterior. Porém a nível de experiência foi possível ter algo semelhante ao seu lançamento original.

    Falando especificamente desta versão alguns elementos são incluídos na mecânica de jogabilidade, o mais evidente é a função de vibração sincronizada com o ritmo da música e os comandos dando um toque de modernidade muito interessante.
    Ele não é um jogo muito longo sendo uma excelente opção de passar o tempo quando se busca uma noite de jogatina mais leve e descontraída. As fases são divididas entre uma parte da história e um desafio musical que é necessário apertar os botões no momento certo para conseguir uma boa pontuação e seguir na história.

    Nesse ponto não é nada difícil realizar essa sequência de ações, permitindo a possibilidade aproveitar as músicas disponíveis no jogo que são bem divertidas e um verdadeiro chiclete à medida que vai conhecendo cada uma.

    Acredito que essa facilidade também esteja relacionada por ser indicado para um público mais infantil, inclusive a estética de PaRappa reforça isso. Mas apesar disso, é um jogo que um adulto consegue se divertir.

    É muito interessante em uma época anterior a jogos como Guitar Hero ou Just Dance que utiliza esse conceito de combinar notas com comandos, mesmo que seja de uma forma mais simplificada provavelmente pelo recorte tecnológico da época.
    Revisitar jogos assim da mesma forma que tantos outros é sempre uma experiência amorosa pela questão afetiva que eles carregam e, neste caso, uma oportunidade de ter contato com um jogo que não era fácil de se adquirir em sua época, mesmo que seja uma versão adaptada.

    VEREDITO

    PaRappa The Rapper é mais um achado do que exatamente um clássico dos games, com uma proposta diferenciada para a sua época, entretenimento excelente embalada em uma trilha sonora de música dançante e divertida.

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    CRÍTICA: A temporada final de ‘Sweet Tooth’ é tão especial quanto a jornada de seu protagonista

    Nesta última quinta-feira (6) a jornada do encantador Sweet Tooth – ou o Bico Doce -, chegou ao fim com o lançamento da sua terceira e última temporada do seriado que é uma adaptação dos quadrinhos criados por Jeff Lemire. O elenco principal é formado por Christian Cowery (Gus), Nonso Anonzie (Jepp), Stefania Owen (Ursa), Naledi Makel Murray (Wendy) e completando os personagens desta temporada Adeel Akhtar (Dr. Singh), Rosalind Chao (Hellen Zhang), Kelly Marie (Rose) e Cara Gee (Siana).

    Os oito episódios desta terceira temporada assim como as anteriores estão disponíveis no serviço de streaming Netflix.

    SINOPSE

    Sweet Tooth conta a história de Gus, um menino-cervo que vive em um futuro pós-apocalíptico e faz parte de uma nova raça híbrida de humanos e animais. Isso é resultado de uma série de mutações que aconteceram depois do “Grande Colapso”, quando um misterioso e mortal vírus espalhou o caos pelo mundo.

    Devido à pandemia, Gus cresceu isolado por uma década, até que decide deixar sua casa na floresta para explorar o que restou lá fora e encontrar sua mãe desaparecida. Mas, contra todas as probabilidades, ele se torna amigo do ex-jogador de futebol Tommy Jepperd, agora viajante solitário e um dos sobreviventes da catástrofe.

    Juntos, eles embarcam em uma aventura extraordinária por um planeta devastado – e perigoso. Ao descobrir que existem outros como ele, Gus acaba ingressando em uma família de híbridos enquanto busca por respostas acerca dessa nova realidade e o mistério por trás da origem de sua espécie.

    ANÁLISE

    Sweet Tooth

    Sweeth Tooth não seguiu ao pé da letra tudo o que acontece no seu material original seja no visual ou no seu tom muito mais sombrio e niilista em relação aos acontecimentos narrados, buscando um caminho diferente conseguiu chegar na mesma conclusão com o mesmo tom emotivo que os quadrinhos e isso é excelente.

    A ideia de tornar toda essa jornada muito mais leve abre os nossos olhos para um outro aspecto do que se trata a história que é consciência sobre o fim de ciclos, construção dos laços afetivos e empatia muito bem caracterizado entre os personagens.

    E pensando nisso podemos falar da qualidade do roteiro em conseguir manter essa faceta emocional em alta, sem tornar o desenrolar dos fatos tedioso e mantendo um frescor de descoberta não apenas no protagonista que conduz tudo isso, mas nos outros núcleos e dinâmicas de relacionamento que nos é mostrado durante o terceiro ano.

    Sweet Tooth

    Sobre as atuações não é nada novo sob o sol que a dupla Convery e Anozie tem uma química excelente e os personagens coadjuvantes tornam tudo isso muito especial.Além deles temos uma dinâmica muito parecida entre Siana e Nuka (Ayazhan Dalabayeva) que esbanja fofura e carisma quando estão juntas em cena sendo um dos novos personagens mais interessantes.

    Mas não é apenas a química de adultos e crianças que funciona tão bem, Rosalind Chao como uma senhora da guerra que não tem apreço por nada que não seja o seu conceito de humano chama muito atenção por trazer um tom de ameaça muito intimidador, nos fazendo questionar se de fato as coisas iriam acabar bem.

    Ao longo dos oito episódios é entrelaçada à jornada de Gus outras histórias de pessoas comuns com objetivos e sonhos diferentes, inclusive entre as pessoas que servem a Sra. Zhang pela necessidade de não conseguir cuidar de si ou quem ama. Alguns aparecem no decorrer dos arcos da temporada, outros vão surgindo em flashback e isso torna os personagens menos enviesados a serem heróis ou vilões, mas pessoas que passam por situações muito ruins e fazem o que não gostariam para sobreviver.

    Toda essa dinâmica narrativa é bem envolvida em muita emoção devido ao sentimento de finitude que abraça todos humanos, sejam híbridos ou não alcançando o seu auge com a grande lição deixada no seu desfecho.

    VEREDITO

    Sweet Tooth encerra de forma tão especial e emocionante quanto seu protagonista sendo uma série que pode futuramente ser revisitada em um dia que você precisa de nada além de uma história que aquece o coração.

    4,5 / 5,0

    Confira o trailer de Sweet Tooth:

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