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    Cyberpunk 2077: Conheça Jackie Welles, seu parceiro no game

    Jackie Welles é um personagem no novo game da CD Projekt Red: Cyberpunk 2077. Ele é um dos contatos de V no começo do game, assim como seu parceiro durante diversas missões. Ele fala espanhol e odeia catadores.

    PANORAMA

    Jackie Welles é um ex-membro da gangue Valentino que deixou a gangue após anos, devido ao fato de sua mãe descobrir. Jackie sempre quis ser seu próprio chefe e eventualmente se estabilizar como mercenário. Ele é profissional e tem grande respeito por mercenários que vieram antes dele. Ele valoriza amizade, lealdade e família acima de tudo.

    Eventualmente, ele planeja ter sua própria família e viver no luxo, mas ele está ficando impaciente, pois o sonho parece estar cada vez mais distante.

    Jackie auxilia V enquanto ele o ensina como progredir e se tornar maior em Night City, ele é seu primeiro companheiro na história, e aparece em todos os três prólogos do game.

    BIOGRAFIA

    Jackie Welles nasceu em 2047 e dependendo do caminho que V escolher para o jogador, Jackie terá uma introdução diferente; cada uma das histórias possuem diferentes introduções. Com cada uma delas com missões introdutórias diferentes que te levam até uma missão principal.

    • Streetkid: Jackie conhece V enquanto tenta roubar um carro;
    • Corporate: Jackie é um antigo amigo de V;
    • Nomad: Jackie conhece V em uma missão de contrabando das Badlands até Night City.

    DESENVOLVIMENTO

    Jackie tem um importante desenvolvimento em Cyberpunk 2077, a gameplay de revelação de 48 minutos o apresentou comoparceiro de V na missão Breaking Through, onde V tem que resgatar Sandra Dorsett de Catadores antes de coletarem partes do corpo dela.

    Seu carro é um dos veículos que os jogadores podem dirigir em Night City.

    Durante um trailer cinematográfico na E3 2019, Jackie acompanha V em uma missão para roubar um chip de melhoramento cibernético. Apesar do chip ser devolvido com sucesso, V essencialmente estraga a missão por chamar atenção demais para o roubo e Jackie é dado como morto no tiroteio, deixando V de coração partido, cheio de culpa.

    Confira o vídeo:

    Veja nossos artigos sobre o mundo do game:

    Conheça V, o personagem jogável do game

    Conheça o apartamento de V em Night City

    Conheça Johnny Silverhand, personagem de Keanu Reeves

    Conheça a Samurai, a banda de Johnny Silverhand

    Conheça a Moxes, uma das gangues de Night City

    Conheça a Tyger Claws, uma das gangues de Night City

    Conheça os Voodoo Boys, uma das gangues de Night City

    Conheça o Trauma Team, a equipe médica do game

    Conheça a história dos Implantes Cibernéticos

    Cyberpunk 2077 será lançado em 10 de dezembro para PC, PS4, Stadia, e Xbox One, com versões para PS5 e Xbox Series X ainda em desenvolvimento.



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    CRÍTICA – Star Wars: Squadrons (2020, EA)

    Recebemos aqui no QG, há pouco, o jogo Star Wars Squadrons. Lançado no dia 02 de Outubro para PC, PlayStation 4 e Xbox One, o game da EA em parceria com a desenvolvedora Motive Studios, te convida a embarcar em algumas das principais naves da franquia durante algumas boas horas de entretenimento.

    O jogo é principalmente um simulador de naves, lembrando muito o seu antecessor de longa data, Star Wars: Rogue Squadron, lançado em 1998 para Windows e Nintendo 64, guardadas, obviamente, as proporções de diferença de geração.

    Inclusive, já fizemos algumas lives do jogo na Twitch. Já conferiu? Ainda não? Então corre lá, acessa o link, e entenda melhor o que a gente explica aqui.

    O jogo, infelizmente, não tem dublagem em português, mas as legendas são traduzidas e estão muito bem feitas.

    “Eu sou apenas um homem simples tentando se virar nesse universo”

    Tal qual Jango Fett, iniciei o modo história do game sem saber ao certo o que esperar, mas disposto a encarar os desafios e com uma alegria em me aventurar no universo criado há tanto por George Lucas. Já de início recebemos um breve tutorial sobre os comandos básicos do jogo concatenado à apresentação do enredo que se desenrolará.

    As mecânicas do jogo são um tanto complexas para quem não está acostumado à simuladores de voo, apesar de não envolverem tantas combinações de botões. Ainda que não muito simples, todas as diversas interações fazem sentido visto que a finalidade do jogo é a imersão em um simulador.

    “Nunca irei para o lado sombrio. Você falhou, Alteza. Sou um Jedi, como o meu pai antes de mim.”

    Para a decepção do Mestre Luke, em Star Wars: Squadrons, criamos 2 personagens. Um alinhado à Nova República, para ser parte do Esquadrão Vanguarda, e outro lutando pelo temível Esquadrão Titã, do Império Galáctico.

    A história se desenvolve trabalhando ambos os arcos, e muitas vezes conectando os dois, trazendo um bom enredo para agregar à gameplay. A história não é o ponto principal do jogo, mas foi muito bem montada para entregar um conteúdo de qualidade.

    “O lixo vai servir”

    Infelizmente, para a tristeza dos fãs, não podemos comandar a Millenium Falcon. Ainda assim, o jogo te permite entrar (sim, a visão dentro do cockpit é única) em naves chave da franquia, como a famosa X Wing e a ágil Tie Fighter. Ao todo, são 8 naves que podemos pilotar: 4 para cada lado da força.

    Pela Nova República, pilotamos as naves:

    Pelo lado do Império Galático, podemos tomar o controle das naves:

    Cada um dos 4 tipos tem suas vantagens e desvantagens e no modo multiplayer devem ser utilizados corretamente de maneira a balancear as habilidades de sua equipe.

    Poder! Poder ilimitado!

    Como já mencionado, Star Wars: Squadrons é um autêntico simulador de naves. E nisso, o jogo cumpre muito bem sua função. As mecânicas de disparos, personalização da nave e seus armamentos, monitoramento dos escudos e controle da velocidade são muito bem trabalhados.

    Com detalhes que beiram a maestria, durante o voo, temos controle sobre três (em algumas naves, apenas dois) aspectos da nave: motores, armas e escudos.

    Caso optemos por dar poder total para nossos motores, escudos e armas perderão força para atingirmos velocidades muito superiores e assim fugir de um inimigo ou alçar outro em uma perseguição.

    Se turbinarmos nossas armas, os disparos se tornarão mais frequentes e o tempo de resfriamento será reduzido para que possamos transformar a nave em uma torrente de tiros.

    Ainda, se estivermos encurralados e sofrendo ataques de todos os lados, podemos reverter força para os escudos e ganharmos uma sobrevida até que algum aliado chegue para nos dar cobertura.

    “Meu querido amigo. Como eu senti sua falta!”

    Grandes personagens da franquia podem ser vistos no jogo. O modo história do jogo se passa em um período entre a Batalha de Endor (Episódio VI – O Retorno do Jedi) e a organização da Primeira Ordem (Episódio VII – O Despertar da Força), ou seja, não foi retratado em nenhum dos filmes.

    Apesar disto, vários personagens famosos da franquia aparecem e fazem um carinho no coração do fã. Alguns destes são o Almirante Akbar, Wedge Antilles e os icônicos Darth Vader e a lendária Leia Organa da saudosa atriz Carrie Fisher.

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    “Eu acho perturbadora sua falta de fé”

    Incrivelmente, há quem esteja criticando veementemente o jogo. Assim como lorde Vader, eu fico um pouco incomodado. Existem comparações com os jogos da série Battlefront, há quem reclame de não haver modo terceira pessoa ou até quem reclame de não poder sair da nave.

    À estes, eu relembro que Star Wars Squadrons tem como proposta ser um simulador das incríveis naves do universo da franquia. Como um admirador de simuladores e um fã de Star Wars, fiquei completamente feliz com a experiência que tive.

    Os detalhes no cockpit, com cada nave tendo elementos diferentes, o fato de não haverem itens projetados na HUD, mas todos os elementos de interesse serem realmente físicos no cockpit como radar, status da nave que está no alvo, escudos, controle de energia. Os detalhes no cockpit são tão bem trabalhados que podemos observar reflexos no vidro e até mesmo uma espécie de formação de gelo quando atingimos maiores velocidades.

    4,0 / 5,0

    Assista ao trailer oficial de lançamento:

    E você, já jogou Star Wars: Squadrons? O que achou? Deixe seus comentários.

    O game está disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One.



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    Conheça Miles Morales, o segundo Homem-Aranha

    Um jovem americano de ascendência porto-riquenha, chamado também de “O Homem-Aranha Original” Miles Morales passou cinco anos estrelando o Universo Ultimate da Marvel Comics; criado por Brian Michael Bendis e Sara Pichelli, sua primeira aparição foi na HQ Ultimate Fallout #4 (Agosto de 2011).

    ORIGEM

    Conheça Miles Morales, o segundo Homem-AranhaMiles Morales vem de uma família amorosa mas que não tem condições financeiras de pagar uma escola de alto nível para ele, mas o jovem entra para a Brooklyn Visions Academy depois que uma loteria seleciona novos alunos para o colegial. Miles é um garoto inteligente e o seu lar é a escola, apesar de passar seu maior tempo nas ruas combatendo o mal.

    Como Peter Parker, Miles foi picado por uma aranha geneticamente modificada na casa de seu tio, Aaron Davis, um criminoso que havia entrado na Oscorp para roubar segredos da organização e, sem saber, trouxe o espécime consigo.

    Depois de ter sido picado, Miles começa a desenvolver poderes, que diferem um pouco dos que já conhecemos de Peter.

    O primeiro a ficar sabendo dos poderes de Miles Morales é Ganke Lee, que é seu melhor amigo no colégio. Como colega de quarto, Ganke normalmente fica encarregado de encobertar as saídas noturnas do de Miles como Homem-Aranha.

    O primeiro ato de heroísmo de Miles Morales é saltar em um prédio em chamas para resgatar uma garotinha. Como o garoto é novo nessa vida de herói, ele não coloca nem um pano no rosto para evitar a fumaça e acaba revelando sua identidade para algumas pessoas que estavam no local.

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    PODERES E HABILIDADES

    Conheça Miles Morales, o segundo Homem-AranhaPor ter sido mordido por uma aranha geneticamente modificada, Miles tem os mesmo poderes que Peter Parker e alguns outros a mais.

    Seus poderes básicos de Homem-Aranha são força, velocidade, agilidade, reflexos e resistência sobre-humanos; capacidade de andar por paredes e o famoso Sentido Aranha.

    Miles Morales também consegue controlar a eletricidade natural gerada por seu corpo e aprendeu a usar o poder para criar ataques. O mais famoso deles é o chamado Venom Blast, em que pode eletrocutar seus inimigos e até destruir circuitos elétricos.

    Esse poder se estendeu após Miles ser preso por Doutor Destino e a HYDRA; eles tentam extrair os poderes do novo Homem-Aranha, mas o garoto chega ao limite do esgotamento físico e descobre um novo poder, uma espécie de supernova do seu Venom Blast.

    Não dá para saber ainda que efeito isso tem num embate corpo a corpo, mas o efeito da descarga foi suficiente para libertar Miles Morales de sua redoma de energia e destruir o laboratório da HYDRA.

    Miles também é capaz de se tornar invisível para se infiltrar em locais e/ou fugir de inimigos. O poder também se estende para suas roupas, o que facilita ainda mais sua vida.

    EQUIPES

    Após saber da morte de Peter Parker, Miles Morales se inspira no antigo Homem-Aranha e cria o seu próprio traje, mas logo ganha um novo patrocinado pela S.H.I.E.L.D., já que Miles havia impressionado Nick Fury numa batalha contra o Electro. Depois de muitos acontecimentos, Miles descobre que Parker está vivo e além de ganhar um amigo, ganha também um mentor.

    Outra amiga e mentora de Miles é a Jéssica Drew, a Mulher-Aranha que mais tarde compartilha o seu segredo com Miles Morales sobre ser uma clone de Peter Parker. Embora já tivesse participado de missões com os Supremos, Miles só ganha uma equipe propriamente quando se reúne com a Mulher-Aranha para atacar de vez a Roxxon, o conglomerado industrial que tem feito testes com cobaias humanas atrás de super criaturas. Granada II, Manto e Adaga completam o grupo.

    Atualmente, Miles faz parte dos Campeões, equipe formada por Kamala Khan, Nova, Hulk de Amadeus ChoViv Visão e Ciclope.

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    RELACIONAMENTOS

    Conheça Miles Morales, o segundo Homem-AranhaMiles Morales conhece uma garota chamada Kate Bishop (mais conhecida como Gaviã Arqueira), o relacionamento dos dois não dura muito após Miles revelar para sua amada que ele é o Homem-Aranha. Ele também descobre que a família de Kate faz parte da HYDRA e que essa revelação trará consequências no futuro.

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    Além de BishopMiles também já teve um romance com Gwen Stacy, a Spider-Gwen.

    OUTRAS MÍDIAS

    personagens homem-aranha no aranhaversoMiles aparece no desenho animado Marvel’s Spider-Man, lançado em 2017. Em 18 de janeiro de 2017, a Sony Pictures Animation anunciou que estava desenvolvendo um filme animado do Homem-Aranha intitulado de Homem-Aranha no Aranhaverso, que teria Miles Morales como personagem principal. O filme foi produzido por Phil Lord e Chris Miller, com Lord escrevendo o roteiro e co-dirigido por Peter Ramsey e Bob Persichetti. O filme teve um grande sucesso de bilheteria e ampla aclamação da crítica, incluindo numerosos prêmios e nomeações.

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    Conheça os personagens de Homem-Aranha no Aranhaverso

    Miles aparece como um personagem jogável em Marvel Super Hero Squad On-lineSpider-Man Unlimited, Marvel: Avengers Alliance, Marvel Puzzle Quest, Marvel Future Fight Marvel: Contest of Champions.

    Além de ser um personagem jogável em Marvel’s Spider-Man para o PlayStation 4, foi anunciado que Miles Morales vai ganhar o seu próprio jogo para PlayStation 5 nomeado de Marvel’s Spider-Man: Miles Morales.

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    CRÍTICA | Astra Lost In Space – Vol. 3 (2020, Devir)

    Nesse mês de outubro a editora Devir publicou Astra Lost In Space – Vol. 3, o mangá shōnen de ficção científica de Kenta Shinohara. Esse volume reúne os capítulos #19 à #28.

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    CRÍTICA | Astra Lost In Space – Vol. 2 (2020, Devir)

    CRÍTICA | Astra Lost In Space (2020, Devir)

    ANÁLISE

    Nesse terceiro volume de Astra Lost In Space após passarem por grandes dificuldades no planeta Shummoor, a tripulação segue rumo ao novo planeta, Arispade, que é um verdadeiro paraíso tropical cheio de alimentos e com água abundante à disposição.   

    Apesar desse pequeno momento de paz que a tripulação passa neste planeta, mal sabem que os seus pais estão em grandes conflitos entre eles e perdendo a esperança de que ainda estejam vivos.

    Além disso, já se passaram quarenta dias desde que os jovens desapareceram do planeta MCPA. O caso acaba chamando atenção pública porque os estudantes que participavam de um acampamento sumiram sem deixar vestígios. As buscas estão sendo abandonas e deixando para trás apenas mistério.

    O roteiro do mangá continua em desenvolvimento crescente e o mangaká segue a desenvolver o backstory de mais três personagens, assim como foi feito na edição anterior; e vemos também como está a situação de seus familiares diante da suposta perda de seus filhos.

    O que mais chama atenção nesse volume é o clima de série Malhação que Shinohara cria entre os personagens, seja com suas paixonites, triângulo amoroso e o poder da amizade. Além disso, temos a revelação de um personagem que é andrógeno. Com pitadas de situações sexuais para criar aquele típico um humor japonês.

    Quanto ao traço de Kenta Shinohara, o mesmo continua com uma arte excepcional e este terceiro volume não apresenta queda na qualidade da obra.

     VEREDITO

    Por fim, Astra Lost In Space – Vol. 3 segue com uma trama batida e repleta de clichês o que certamente pode acabar não agradando quem já tenha uma enorme bagagem de mangás shōnen.

    Por outro lado, mesmo que com uma narrativa que continua apresentando mais perguntas que resposta, Shinohara segue com bom desenvolvimento de personagens.

    3,0 / 5,0

    Autor: Kenta Shinohara

    Editora: Devir

    Páginas: 232



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    Dalenogare se torna o primeiro sul-americano membro da Critics Choice

    Waldemar Dalenogare Neto, historiador e crítico de cinema brasileiro, acaba de conquistar um importante feito para a sétima arte na América do Sul. Em 27 de outubro de 2020, o responsável pelo canal Dalenogare Críticas no YouTube se tornou o primeiro sul-americano a ser membro da Critics Choice Association (CCA).

    Natural de Porto Alegre/RS, Waldemar Dalenogare atua no ramo do cinema em constante trânsito entre Brasil e Estados Unidos. Atualmente com 29 anos, o gaúcho nutre a paixão pelo cinema desde a infância.

    Seu interesse começou na infância por causa da avó, que comprava fitas VHS e DVDs clássicos da sétima arte em uma banca no Centro Histórico da Capital gaúcha. Os filmes a que mais gostava de assistir eram os de Charlie Chaplin

    Dalenogare conta:

    “Ela fez toda a coleção do Chaplin para mim quando eu era criança ainda”.

    Anos depois, no fim do Ensino Fundamental, Waldemar Dalenogare passou a considerar o cinema como seu hobby favorito. Assistir aos filmes se tornou uma prioridade em seu tempo livre, que também dedicava para jogar videogame e acompanhar futebol.

    Foi nessa época que ele desenvolveu um hábito curioso: assistir a 4 filmes por dia, sempre que possível.

    Entretanto, a partir das responsabilidades acadêmicas e com o Dalenogare Críticas, esse hábito se moldou:

    “Tirando algum festival, eu tento não assistir a 4 filmes por dia porque eu noto que cai bastante a qualidade da apreciação”.

    Waldemar muito além do Dalenogare Críticas

    Quem vê cara não vê currículo.

    O trabalho de Waldemar não acontece apenas em seu canal Dalenogare Críticas no YouTube. Ele também é Doutor em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Bacharel, Licenciado e Mestre em História na mesma universidade, onde recebeu duas láureas acadêmicas por conta de seu desempenho acadêmico.

    Junto com a história dos Estados Unidos, o cinema também é tema de seus estudos. Entretanto, por estar ciente de que o meio acadêmico é um ambiente muito restrito, Waldemar criou o Dalenogare Críticas ainda em 2014 para levar seus conteúdos a uma audiência maior. Por conta das obrigações do Mestrado e do Doutorado, ele conseguiu dar ao canal a fluência que queria em 2019, quando passou a publicar vídeos no YouTube diariamente.

    Além de compor a Critics Choice Association, ele também é membro da Online Film Critics Society (OFCS), do Spirit Awards e da Academia Brasileira de Cinema.

    Por que Dalenogare foi o primeiro sul-americano na CCA

    A Critics Choice Association foi fundada em 2004, à época com o nome de Broadcast Film Critics Association. Por que demorou 16 anos para que um sul-americano se tornasse membro da entidade?

    Segundo Dalenogare, são dois os principais fatores.

    Primeiro, é preciso que o crítico participe do circuito de lançamentos dos Estados Unidos. Como os lançamentos ocorrem primeiro nos EUA, em geral, quem cobre cinema apenas no Brasil muitas vezes fica refém do lançamento tardio por aqui.

    “O Critics ainda tem uma outra questão que ele fecha mais cedo as votações. Ou seja, teria que participar do circuito limitado, ir nas sessões e por isso que, à priori, não abrem para fora dos EUA”.

    A segunda exigência é o idioma do conteúdo produzido. Até hoje, a CCA somente havia aceitado membros que produzem conteúdo em inglês ou espanhol.

    Você pode estar se perguntando: como Waldemar conquistou uma vaga se ele produz conteúdo em português?

    A resposta resumida é: networking + coragem.

    Como você percebeu, ele está inserido em diversos ambientes do cinema no Brasil e nos Estados Unidos. O networking foi fundamental porque ele era visto nas sessões em Boston. Então, se alguém da diretoria perguntasse “quem é esse cara?“, as conexões estavam estabelecidas, e seu nome não passaria em vão.

    Entretanto, somente ser visto não seria suficiente, por conta do conteúdo produzido em português. Então, ele tomou coragem e enviou um e-mail para a diretoria, mesmo sem saber se os membros teriam condições de avaliá-lo.

    Ele obteve retorno. Mais do que isso, a primeira resposta já foi promissora.

    “A diretora de organização falou: ‘Nossa, a gente nunca recebeu uma proposta como a tua. A gente vai ter que discutir com todo o comitê executivo aqui para ver como trata o teu caso, porque tu tá com o trabalho nos Estados Unidos e tá produzindo conteúdo, só que em língua portuguesa'”.

    A solução encontrada pelo comitê foi contratar um tradutor para fazer a análise do conteúdo.

    “Eu dei a cara a tapa, né? Tem gente que tem medo de ouvir o não, a rejeição. Se eu ouvisse a rejeição seria para aprender e, sei lá, voltar no outro ano ou dali a 3, 4 anos. Eu fiquei feliz que de cara eu consegui a entrada”.

    Critics Choice Awards, seriados, dicas e mais…

    Muitos perguntam por que Dalenogare não fala sobre seriados. Há também quem queira saber mais sobre a CCA e sua principal premiação, o Critics Choice Awards. E se você sonha em trabalhar com crítica de cinema, Waldemar também tem dicas para você.

    Assista ao bate-papo completo neste link.

    Aproveite e inscreva-se em nosso canal no YouTube e no Dalenogare Críticas.

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    CRÍTICA – Serafina e a Capa Preta #1 (2018, Robert Beatty)

    Serafina e a Capa Preta pertence a uma série de livros escritos por Robert Beatty e alcançou o topo de mais vendidos na lista do New York Times em 2015 nos Estados Unidos. No primeiro livro da saga, publicado no Brasil em 2018 pela Editora Valentina, conhecemos a história principal de Serafina e os mistérios que rondam sua existência.

    SINOPSE

    Quando as crianças da propriedade começam a desaparecer durante a noite, somente Serafina sabe quem é o culpado: um homem aterrorizante, vestido com uma capa preta, que espreita pelos corredores de Biltmore. 

    ANÁLISE

    Serafina e a Capa Preta conta a história da menina que dá nome ao título do livro. Vivendo com seu pai no porão da Mansão Biltmore, sua história é repleta de mistérios envolvendo sua mãe e os motivos de viverem naquele local tão isolado.

    Ao encontrar uma criatura perturbadora pelos corredores da mansão, Serafina se envolve em uma grande aventura que pode colocar a sua vida em risco. Todo o desenrolar do primeiro livro é focado nessa missão, além do desenvolvimento da personagem e de seu background.

    A trama é simples, mas interessante, misturando elementos fantásticos com uma jornada de detetive – quase como um conto aterrorizante de Sherlock Holmes. Tendo uma criança como foco da história, o livro se torna uma leitura ideal para o público infantojuvenil, despertando aquele sentimento aventureiro de publicações como Crônicas de Nárnia e Desventuras em Série.

    A forma como Beatty desenvolve sua escrita é fluida e de fácil entendimento. Ele cria, também, uma personagem principal simpática, divertida e interessante, não sendo apenas unidimensional. O autor estimula bons valores que devem ser ensinados desde cedo às crianças, como a lealdade e o companheirismo, porém, há também nuances questionáveis na concepção da personagem.

    Mesmo tentando aplicar algumas reviravoltas, Robert Beatty cria uma narrativa sem grandes surpresas, tornando bem simples perceber quem é o culpado antes mesmo do final da leitura. Entretanto, a trama secundária sobre a história de Serafina é interessante e acaba compensando as obviedades do plot principal. 

    Os personagens secundários são pouco inspirados e sem grandes motivações, não se destacando muito. Todo o foco está em Serafina, ainda mais porque a história é contada pela sua perspectiva, portanto acompanhamos suas descobertas, sentimentos e amadurecimento durante as 235 páginas do livro. 

    VEREDITO

    O Livro Um de Serafina e a Capa Preta é uma publicação ideal para o público infantojuvenil que busca literatura de aventura fantástica. Com uma personagem principal divertida e interessante, o livro propõe situações inimagináveis em uma mansão isolada no topo das montanhas.

    3,5 / 5,0

    Conheça mais sobre o livro:

     

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