Estrelado por Eric Bana e Joel McHale, Livrai-nos do Mal nos lança pela história do detetive Ralph Sarchie, que quase sempre é guiado por uma espécie de “radar,” que o leva a quase sempre atender chamados terríveis. Após um caso envolver o assassinato de uma criança, estranhos chamados começam a acontecer na cidade. Dirigido por Scott Derickson, o longa de horror conta com muito terror corporal, gore e elementos que vão deixar os mais fracos nauseados.
Ao longo de seus quase 120 minutos, percorremos um mundo repleto de de um horror antigo, contigo apenas em alguns dos piores pesadelos que alguém poderia ter.
Enquanto o longa avança, Sarchie precisa encontrar algo além das suas crenças que o faça acreditar que os terrores que se desenrolam diante de seus olhos são reais. Ou pelo menos tão reais quanto parecem ser.
SINOPSE
O policial Ralph Sarchie (Eric Bana) tem uma intuição especial, que sempre o leva a combater casos extremos e perigosos. Em uma mesma semana ele se depara com um bebê jogado no lixo e uma mãe que atira seu filho na jaula dos leões em um zoológico. Intrigado pelos acontecimentos, ele começa a investigar as pessoas responsáveis, suspeitando que alguma força sobrenatural esteja por trás das histórias. Com a ajuda de um padre especializado em demonologia, Sarchie descobre uma verdade assustadora, muito além do seu mundo cético e racional.
ANÁLISE
O horror parte do princípio de brincar com o mais terrível que acreditamos, ou que está no limiar entre o acreditar e o mais terrível ceticismo. Enquanto nos envereda por um mundo e sequências escuras, o longa brinca sempre com as nossas expectativas, de que algo virá da escuridão das cenas. Ao romantizar os terrores da guerra com um twist, o longa nos apresenta elementos muito mais fantásticos que reais e críveis.
Quando terríveis acontecimentos começam a se desenrolar diante dos olhos de Sarchie, seu ceticismo precisará ser deixado de lado a fim de chegar ao fundo de tudo que existe de ruim nesta história.
Distante de subverter o gênero de horror, ao colocar um cético no papel principal da trama, o longa coloca essa subversão em nossas expectativas. Além de Bana e McHale, o longa de 2014 coloca no papel da criança assombrada a jovem Lulu Wilson, estrela de filmes como Ouija: Origem do Mal, Annabelle: A Criação, Becky e outros. A jovem atriz entrega uma atuação absurda e ao lado dos outros atores, nos levam por essa jornada de terrível perseguição.
VEREDITO
Ao nos jogar em uma terrível história Scott Derickson encaminha sua direção por um caminho que não parece ter volta. Causando terríveis incômodos e nos fazendo entender que este mundo vai além do que podemos compreender em um primeiro momento. As atuações e expressões de Sean Harris (Missão Impossível: Nação Fantasma) nos levam a um novo nível de estranheza. Colocando os espectadores quase sempre em sequências que nos deixam sem chão, somos lançados pelo terror mais horrível e cru, que apenas estes são capazes de nos fazer sentir um verdadeiro incômodo do início ao fim.
Livrai-nos do Mal assusta, diverte e nos lança por um mundo terrível, nos fazendo ficar na beirada da cadeira o tempo todo. O filme completa 10 anos em 2024 e se mostra como um dos mais poderosos thrillers de possessão demoníaca já lançados. Sendo extremamente impactante. O longa estrelou na minha lista de sugestões da Netflix há algumas semanas e foi reassistido por esse que vos escreve após muitos anos.
Enquanto se aproxima mais dos títulos em que coloca Kiryu como seu protagonista, Like a Dragon: Infinite Wealth nos lança por desafios curiosos e aventuras semelhantes às que apenas Ichiban Kasuga já havia vivido. Ao passo em que deixa a dramaticidade para a linha principal da franquia, Infinite Wealth brinca, subverte diferentes gêneros em um RPG, o que era um game de ação e aventura ganha tons cômicos e não desafia, apenas diverte.
Sendo recompensador à sua maneira, Like a Dragon: Infinite Wealth nos faz entender que seu mundo fantástico e as aventuras que Ichiban precisa enfrentar nessa nova empreitada pós dissolução da Yakuza, o levará por caminhos que talvez não tenham volta. Mas não para apenas ele, como para Kazuma Kiryu e toda sua party.
Com um destaque muito maior para personagens secundários e terciários, estes, agora nos levarão por aventuras e ganharão uma maior profundidade do que vista até aqui, em outros games da franquia. Ao mudar para sempre o status quo de alguns personagens, nossa aventura no Havaí nos fará questionar quanto da nossa história pode ser visto em um primeiro momento e nos faz entender que tudo pode ter um fim, um dia.
SINOPSE
Dois gigantescos heróis juntam-se pela mão do destino, ou talvez algo mais sinistro… Vive à grande no Japão e explora tudo o que o Havai tem para oferecer numa aventura tão grande que atravessa o Pacífico.
ANÁLISE
Após os acontecimentos de Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased his Name, a história da Yakuza nunca mais foi a mesma. Com a dissolução da organização por parte dos maiores grupos, o Clã Tojo e o Clã Omi, vemos que Ichiban continua procurando um propósito na vida. Ele passa então a auxiliar ex-yakuzas a encontrar empregos que possam usar suas habilidades, desta vez para o bem. Quando difamado e antigos segredos vem à tona, Kasuga precisa viajar ao Havaí a fim de solucionar mistérios antigos ligados à sua origem e aos mistérios anteriormente citados.
Ao longo dos capítulos do game Kasuga se envolve em confusões que vão além do que foi visto antes. Tudo isso, adicionado às tramas já profundas da Yakuza e da Facção Daidoji, Kasuga, Kiryu e sua equipe precisam resolver tramas complicadas que os levarão por caminhos inesperados e uma história complicada.
Com diferentes modos de jogo, minijogos e curiosas histórias, a viagem de Kasuga não vai ser só paz e tranquilidade como ele espera. Após uma rápida estadia em Yokohama, Kasuga viaja ao Havaí a fim de cumprir a missão à qual foi incumbido, tudo isso para ver uma trama ainda mais complexa se desenrolar diante dos seus olhos.
Ainda que o protagonismo mais sério de Kiryu me prenda mais na franquia principal, Kasuga tem potencial de ser um personagem carismático. Fora sua atitude altruísta, a visão simplista de mundo do personagem o faz ser relativamente menos cativante do que Kiryu.
DIFERENTES OCUPAÇÕES, AVENTURA, TAMANHO DO MAPA, DODONKO ISLAND E OS DRAGÕES DA YAKUZA
Alguns elementos de Yakuza: Like a Dragon retornam, mas de uma maneira ligeiramente diferente. Assim como no primeiro game de Ichiban, ele e os membros de sua party tinham a oportunidade de ter diferentes tipos de trabalho, o que o garantia diferentes estilos de combate, armas e habilidades. Não sendo tão diferente assim, neste, as habilidades dos nossos personagens estão mais ligadas ao clima “havaiano” do game. Ao avançar na história, o Havaí se torna um ambiente vivo, um lugar em que perigos se apresentarão com ainda mais frequência do que em Kamurocho, Sotenbori, Yokohama e todos os lugares pelos quais a franquia já passou.
A aventura e os perigos que se espalham por toda ilha, parecem seguir nossos heróis onde quer que eles estejam. A frase de Nietzsche faz sentido se lembrarmos dela ao longo do game, pois quanto mais investigamos e olhamos para o “abismo,” mais perigos surgirão em nossa direção. Enquanto brinca com tramas mais sérias, Like a Dragon: Infinite Wealth por vezes não parece passar disso, absurdismos e aventuras que nos lançam por perigos que não parecem ser capazes de ser levados à sério.
Desde viajar nas costas de um golfinho, ajudar na reconstrução de um resort tomado por lixo tóxico, ou ver inimigos despencando de coqueiros Like a Dragon não parece saber se levar a sério e por vezes essa falta de seriedade impacta na profundidade do game.
Em Infinite Wealth, o Havaí é agora um lugar a ser explorado. Sendo o maior mapa até hoje em um game da franquia Yakuza, o Havaí possui três vezes o tamanho de Yokohama, por isso, navegar pela cidade pode ser tão perigoso quanto demorado. Assim, as missões nos lançam pelos mais diferentes cantos da cidade, uma das missões secundárias pode nos oferecer um dos meio de transporte mais divertidos da franquia: um Segway. O Segway é o meio de locomoção mais rápido do game, isso se não levarmos em conta os taxis espalhados pelo mapa.
A Dodonko Island é um dos aspectos que faziam Infinite Wealth ser um dos games mais esperados da franquia desde seu anúncio. Por haver um fator como o de Stardew Valley, Animal Crossing ou Cozy Grove. Ao contrário do muitos pensavam, de que o game simplesmente transporia as jogabilidades destes previamente citados, o game muda a forma como entendemos este mundo, nos apresentando novas mecânicas e dinâmicas. Com elementos inspirados neste cozy games, a Dodonko Island é um local inóspito, e é o antigo lar de um resort tomado pela sujeira. Após ser resgatado por pessoas fantasiadas, podemos optar por ajudá-los a restaurar o lugar, ou não. Ainda que divertido, um fator de replay parece faltar.
Como citado anteriormente, Like a Dragon: Infinite Wealth só exacerba o abismo narrativo que existe entre os dois personagens que hoje são a cara da franquia, Kazuma Kiryu e Kasuga Ichiban. Enquanto um é profundo, e vê a vida como ela é, apesar dos pesares, o outro passa por todas as dificuldades como se nada o atingisse, dando a outra face, o que acaba por ser decepcionante.
Ainda que os dois personagens funcionem ligeiramente bem neste game, parece existir uma espécie de subserviência narrativa à um dos maiores e mais bem desenvolvidos personagens da história dos games até aqui, Kazuma Kiryu. Após todos os games estrelados por ele, em que pudemos conhecê-lo melhor e ver como ele sai de um soldado raso à um dos patriarcas da Yakuza, Kiryu infelizmente é colocado como uma espécie de escada de Ichiban, o que é triste.
Mesmo que a franquia nem sempre, ou quase nunca se leve a sério, seu cerne está focado no que realmente importa, um desenvolvimento narrativo que nos leva a algum lugar. E por mais que os games que possuem Ichiban como seu protagonista possuam um fio condutor, o personagem parece quase nunca se desenvolver. A não ser quando se desvencilha da Yakuza, mas parece ser apenas isso.
VEREDITO
À medida em que o game parece por vezes focar na nostalgia, Like a Dragon: Infinite Wealth foca sua gameplay no que importa: na construção de seus personagens e no fio condutor de suas histórias. Ao nos lançar por um mundo único, em que os absurdos de uma realidade irreal surgem a todo momento, ver como nossa história se desenvolve ao lado de personagens marcantes faz com que vejamos a franquia Yakuza como uma das mais ambiciosas e mais incríveis já feitas. Não apenas por seu estilo gráfico único, mas por ter se tornado o que é hoje, Infinite Wealth mergulha no que há de mais estranho deste universo criado pela Ryu Ga Gotoku Studio e brilha.
Ao nos brindar com incríveis minijogos, dinâmicas e mecânicas criadas única e exclusivamente para estes, permitem que o game seja mais do que um game de aventura ou ação e mais com um RPG linear, cuja progressão depende apenas da vontade de explorar de seus jogadores.
Assim como tudo no game, nem a história de Ichiban, nem a de Kiryu, ou do mundo de Like a Dragon são o que parecem ser em um primeiro momento. Ainda que alguns dos personagens sejam mais simples de entender, as múltiplas facetas dos personagens que podemos controlar vão além dos papéis que eles desempenham. Algumas delas inclusive combinam melhor quando mudamos suas ocupações do que outras.
Para além da violência e da ação desenfreada, a franquia Yakuza sempre foi mais sobre como a bondade destes personagens perseveram em meio à toda a destruição e ferocidade imposta por esta organização criminosa, organização essa que em sua maioria eles cresceram fazendo parte. Ainda que Kiryu seja o melhor exemplo de como agir neste mundo, talvez Ichiban seja o melhor retrato do meu entendimento relacionado à atitude destes.
Tudo que Like a Dragon: Infinite Wealth faz, é nos lançar por um mundo não tão conhecido como anteriormente. Mas de uma maneira ainda melhor. Chafurdando ainda mais nos aspectos de RPG do que no passado, o game inova em aspectos que falhou no passado, mas ainda parece faltar algo no roteiro que faça com que Ichiban tenha força para ser um protagonista. O desinteresse por parte dos jogadores pode se dar por causa da herança que Kiryu deixou nos últimos jogos.
Quando deparados com as surpresas e as novidades não tão convenientes deste game, precisamos avançar sem olhar pra trás, esperando que no fim o melhor aconteça de alguma forma. Like a Dragon: Infinite Wealth brilha no que diz respeito à como ele se comporta no PlayStation 4 e deve se sair ainda melhor no PlayStation 5.
Enfrentando as dificuldades cujas limitações são impostas apenas pela vontade de exploração dos jogadores, ele nos faz entender que um mundo vasto, desafiador e instigante se revela o tempo todo quando adentramos no mundo do game.
Ao longo das horas de gameplay, me vi imerso, me emocionei, me senti desafiado e me vi chorando em uma franquia que apenas me fez sorrir desde que adentrei em seu mundo pela primeira vez. O cuidado da Ryu Ga Gotoku não parece ser dos maiores. Pois ao sacrificar o protagonismo e parecer preterir o maior personagem da franquia, coloca em seu lugar um personagem com pouco carisma e que mesmo nas partes que deveriam ser emocionantes, nos fazem sentir menos do que deveriam.
Apesar dos pesares e dos pontos negativos anteriormente citados, Like a Dragon: Infinite Wealth cumpre o papel de ser mais um capítulo da franquia Yakuza. Ao nos fazer entender que a história precisa continuar, mesmo ante dos perigos que parecem insistir em surgir de todos os lados, a franquia continua e não parece ter intenção de chegar ao fim. O que torna tudo ainda melhor para seus fãs.
No mais, com todas as loucuras que se desenrolam na história, o game poderia facilmente ser ambientado na Flórida.
5,0 / 5,0
Confira o trailer do game:
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A segunda temporada de Reacher, seriado que foi muito bem recebido em sua primeira leva de episódios, chegou ao catálogo do Prime Video no dia 23 de dezembro de 2023 com seus três primeiros episódios, continuando seu lançamento semanalmente até o dia 19 de janeiro de 2024.
O personagem e seu universo é uma adaptação da série de livros do autor Lee Child sendo o ano de estreia uma adaptação de Killing Floor, de 1997 e nesta nova temporada do livro Bad Luck and Trouble, de 2007.
A série é protagonizada por Alan Ritchson como Jack Reacher, sendo o único personagem recorrente do seriado e completando o elenco temos: Maria Sten (Neagley), Serida Swan (Dixon), Shaun Sipos (O’Donell) e com a participação de Robert Patrick como o vilão Shane Langston.
Reacher contém 8 episódios assim como em seu ano antecessor e a produção já foi renovada para mais uma temporada; sendo confirmada antes mesmo do lançamento dos episódios mais recentes.
SINOPSE
A continuação da história de Jack Reacher segue a trama do 11º livro sobre o personagem. Uma conspiração sinistra faz antigos companheiros de Jack como vítimas, o veterano se envolve intensamente com o mistério.
ANÁLISE
A mais nova temporada de Reacher me impressionou positivamente por superar as expectativas em relação a sua continuação, adicionando mais camadas ao seu misterioso protagonista em uma trama que consegue prender ao longo dos seus oito episódios.
As cenas de ação são ótimas e a utilização de técnicas mais práticas traz a sensação de adrenalina e emoção necessária para o momento que são inseridas, gerando a energia necessária para o bom desenrolar da trama que alterna entre momentos mais investigativos e a própria relação entre os personagens.
A trilha sonora é tão boa quanto anteriormente, dando o tom para os pontos altos do seriado e trazendo significado para diálogos ou apenas mostrando o quanto Reacher tem um bom gosto musical. Além disso, algumas referências a games e filmes também chamam atenção no desenrolar dos episódios.
O que mais chama atenção nessa nova temporada é a qualidade do roteiro que traz um elemento novo para a construção da jornada do protagonista que são as relações mais íntimas, as pessoas que ele tem um vínculo maior. Algo que em relação a primeira temporada foi mais explorado em flashbacks; o que despertou a curiosidade a respeito do gigante nômade que é um ímã para problemas bem sérios.
Nesta temporada entendemos através de diálogos bem elaborados entre os personagens principais como Reacher é uma pessoa querida de todas as formas para as pessoas ao seu redor, algo que dá um tom mais profundo ao protagonista que explicitamente adota um estilo de vida mais solitário. Diferente da primeira temporada que as relações de confiança são forjadas ao longo dos episódios, aqui já temos estabelecidos quem são os aliados de Jack Reacher, sua relação de confiança e – assim como na primeira temporada – como é difícil conquistá-la.
Ainda sobre roteiro e narrativa, confiança é um dos temas importantes dessa temporada pelo mistério envolvendo a equipe anteriormente liderada pelo ex-militar e os acontecimentos que vão alcançar os mais altos escalões do governo e a segurança nacional.
A excelente química entre os atores coloca essa relação de amizade entre eles como um dos pontos altos do seriado e Alan Ritchson mais uma vez mostra que consegue trazer algo além para um personagem que em seriados mais voltados para ação não costumam ter: profundidade; mostrando sua perspectiva simples a respeito da vida e suas decisões morais.
Além dos acontecimentos atuais a série em sua história abre espaço para saber o desfecho dos personagens que foram importantes na temporada anterior como Roscoe, através de relatos e o detetive Finlay, com a participação especial de Malcom Goodwin em um dos episódios.
A conclusão da temporada é interessante por reforçar o lado altruísta de Reacher, que pratica o que considera o certo de acordo com a sua visão de mundo mas ainda assim não desejando nada dele e seguindo sua jornada sem um rumo definido para uma próxima cidade ou o próximo problema que surja em seu caminho.
VEREDITO
Tão boa quanto e acredito que seja até melhor a segunda temporada, Reacher é um aprofundamento a respeito do mistério que é o passado do protagonista e suas relações com uma trama empolgante, além ação intensa mostrando um outro lado de um homem que tenta levar uma vida simples e minimalista.
Hoje, 23 de janeiro, a lista completa com todos os indicados ao Oscar 2024 foi liberada. Mesmo com Margot Robbie e Leonardo Di Caprio tendo sido ignorados, seus respectivos filmes concorrem à interessantes categorias. Mas não apenas isso, grandes surpresas como 321 se tornaram elegíveis à premiação e 265 destes estavam entre as escolhas preliminares à concorrer a categoria Melhor Filme. Os indicados foram revelados em uma cerimônia com Zazie Beetz e Jack Quaid.
Oppenheimer é o filme mais indicado do ano, com 13 indicações, incluindo melhor filme, melhor diretor e três atores indicados. Logo em seguida, com 11 indicações está Pobres Criaturas e logo em seguida, Os Assassinos da Lua das Flores.
Confira abaixo os indicados às principais categorias do Oscar 2024:
MELHOR FILME
Assassinos da Lua das Flores
Anatomia de uma Queda
A Zona de Interesse
Barbie
Ficção Americana
Os Excluídos
Maestro
Oppenheimer
Vidas Passadas
Pobres Criaturas
MELHOR ATOR EM PAPEL PRINCIPAL
Bradley Cooper em Maestro
Colman Domingo em Rustin
Paul Giamatti em Os Excluídos
Cillian Murphy em Oppenheimer
Jeffrey Wright em Ficção Americana
MELHOR ATRIZ EM PAPEL PRINCIPAL
Annette Bening em Nyad
Lily Gladstone em Assassinos da Lua das Flores
Sandra Hüller em Anatomia de uma Queda
Carey Mulligan em Maestro
Emma Stone em Pobres Criaturas
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Sterling K. Brown em Ficção Americana
Robert De Niro em Assassinos da Lua das Flores
Robert Downey Jr. em Oppenheimer
Ryan Gosling em Barbie
Mark Ruffalo em Pobres Criaturas
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Emily Blunt em Oppenheimer
Danielle Brooks em A Cor Púrpura
America Ferrera em Barbie
Jodie Foster em Nyad
Da’Vine Joy Randolph em Os Excluídos
MELHOR LONGA ANIMADO
O Menino e a Garça
Elementos
Nimona
Robot Dreams
Homem-Aranha: Através do Aranhaverso
MELHOR FOTOGRAFIA
O Conde
Assassinos da Lua das Flores
Maestro
Oppenheimer
Pobres Criaturas
MELHOR FIGURINO
Jacqueline Durran – Barbie
Jacqueline West – Assassinos da Lua das Flores
Janty Yates e Dave Crossman – Napoleão
Ellen Mirojnick – Oppenheimer
Holly Waddington – Pobres Criaturas
MELHOR DIREÇÃO
Anatomia de uma Queda – Justine Triet
Assassinos da Lua das Flores – Martin Scorsese
Oppenheimer – Christopher Nolan
Pobres Criaturas – Yorgos Lanthimos
A Zona de Interesse – Jonathan Glazer
MELHOR DOCUMENTÁRIO
Bobi Wine: O Presidente do Povo
A Memória Eterna
As Quatro Filhas
To Kill a Tiger
20 dias em Mariupol
MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM
The ABCs of Book Banning
The Barber of Little Rock
Island in Between
The Last Repair Shop
Nǎi Nai & Wài Pó
MELHOR EDIÇÃO
Anatomia de uma Queda
Os Excluídos
Assassinos da Lua das Flores
Oppenheimer
Pobres Criaturas
MELHOR FILME DE LÍNGUA ESTRANGEIRA
Io Capitano – Itália
Perfect Days – Japão
Sociedade da Neve – Espanha
The Teachers’ Lounge – Alemanha
A Zona de Interesse – Reino Unido
MELHOR MAQUIAGEM E CABELO
Golda – Karen Hartley Thomas, Suzi Battersby e Ashra Kelly-Blue
Maestro – Kazu Hiro, Kay Georgiou e Lori McCoy-Bell
Oppenheimer – Luisa Abel
Pobres Criaturas – Nadia Stacey, Mark Coulier e Josh Weston
Sociedade da Neve – Ana López-Puigcerver, David Martí e Montse Ribé
MELHOR TRILHA SONORA
Assassinos da Lua das Flores – Laura Karpman
Indiana Jones e a Relíquia do Destino – John Williams
Ficção Americana – Laura Karpman
Oppenheimer – Ludwig Göransson
Pobres Criaturas – Jerskin Fendrix
MELHOR CANCÃO ORIGINAL
“It Never Went Away”, Jon Batiste – American Symphony
“I’m Just Ken”, Mark Ronson e Andrew Wyatt – Barbie
“What Was I Made For?”, Billie Eilish e Finneas – Barbie
“The Fire Inside”, Diane Warren – Flamin’ Hot
“Wahzhazhe (A Song For My People)”, Osage Tribal Singers – Assassinos da Lua das Flores
Se você é um entusiasta de jogos, provavelmente já se deparou com a difícil decisão de escolher entre o PS4 e o PS5. O PlayStation 4 foi lançado em 2013 e foi um grande sucesso, vendendo mais de 115 milhões de unidades em todo o mundo.
O PlayStation 5, lançado em 2020, é a sua sucessora e oferece uma série de melhorias significativas, incluindo gráficos mais realistas, tempos de carregamento mais rápidos e novos recursos de controle.
Com tantos consoles disponíveis, pode não ser realmente fácil decidir qual é o melhor para você. Neste artigo, vamos comparar o PS4 e o PS5, para ajudá-lo a tomar a melhor decisão em 2024.
1. Desempenho gráfico e processamento
O salto de geração trouxe consigo melhorias significativas no desempenho gráfico e processamento do PlayStation 5 em comparação com o PlayStation 4.
Com uma GPU mais potente e capacidade de processamento aprimorada, o PS5 oferece gráficos mais realistas e uma experiência de jogo mais imersiva.
Se você é apaixonado por visuais de alta qualidade e quer experimentar jogos no auge do realismo, o melhor PlayStation 5 é a escolha certa para você.
2. Velocidade e carregamento
Uma das características mais marcantes do PS5 é o seu SSD ultra rápido, que melhora significativamente os tempos de carregamento dos jogos.
Enquanto no PS4 você pode enfrentar longas esperas durante os carregamentos, o PlayStation 5 proporciona uma transição suave entre cenas e ambientes. Se a agilidade é crucial para você e você quer mergulhar rapidamente nos jogos, o PS5 é a opção ideal.
3. Retrocompatibilidade
A retrocompatibilidade é um fator crucial a ser ponderado. Embora o PlayStation 5 possa executar a maioria dos jogos do PlayStation 4, vale ressaltar que nem todos os títulos são totalmente compatíveis.
Se você possui uma vasta coleção de jogos do PS4 e deseja preservar essa biblioteca, o PS5 oferece a oportunidade de continuar desfrutando dos seus títulos favoritos, proporcionando uma transição suave entre as gerações de consoles.
4. Preço e acessibilidade
O preço é um fator decisivo para muitos consumidores. Embora o PlayStation 5 apresente uma tecnologia de última geração, seu custo pode representar um obstáculo para alguns.
Em contrapartida, o PlayStation 4 pode ser uma alternativa mais acessível para aqueles que buscam uma experiência de jogo sólida sem comprometer o orçamento.
Por isso, recomendamos sempre avaliar cuidadosamente suas finanças e decidir qual console se adapta melhor às suas necessidades e possibilidades financeiras.
5. Novos recursos e tecnologias
Além do desempenho aprimorado, o PS5 inova com recursos como o feedback háptico do controle DualSense, proporcionando uma sensação tátil única durante o jogo.
Se você busca explorar as últimas inovações, o PlayStation 5 oferece uma variedade de recursos que têm o potencial de transformar completamente a sua experiência de jogo.
Desde respostas táteis precisas até novas formas de imersão, o PS5 promete levar a interação do jogador a um novo patamar, cativando os entusiastas que buscam uma experiência de jogo mais envolvente.
6. Compatibilidade com tecnologia 4K e Ray Tracing
Se você possui uma TV 4K e procura uma experiência visual excepcional, o PlayStation 5 foi meticulosamente projetado para aproveitar ao máximo essa tecnologia.
A capacidade de Ray Tracing do PS5 eleva a qualidade visual, criando ambientes mais realistas e sombras mais detalhadas. Essa melhoria resulta em uma experiência visual de tirar o fôlego, um patamar que o PS4 pode não atingir.
Para aqueles que valorizam a excelência gráfica, o salto para o PlayStation 5 pode significar uma imersão visual inigualável nos jogos de última geração.
Conclusão
O PS5 é o console mais avançado disponível no mercado, oferecendo uma série de melhorias significativas em relação ao PS4. No entanto, também é mais caro.
Se você está procurando a melhor experiência de jogo possível, o PlayStation 5 é a melhor opção. No entanto, se você está com orçamento limitado ou se ainda está curtindo o PlayStation 4; este ainda é uma ótima opção.
Analise as características de cada console, avalie suas prioridades e faça uma escolha informada para garantir horas de diversão e entretenimento no mundo dos videogames.
Independentemente da sua escolha, seja PS4 ou PS5, a Sony continua a fornecer experiências de jogo inigualáveis para os apaixonados por videogames.
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A relação da humanidade com a natureza e por consequência a sua revolta pela intervenção em seu curso gerando algum tipo de desastre é um tema que de tempos em tempos se destaca no cinema, sempre com produções que trazem alguma reflexão a respeito das relações sociais e as questões morais perante um momento caótico. A mais recente produção com o tema é o filme que chega com o título em português “Sobreviventes – Depois do Terremoto” (Concrete Utopia), uma produção asiática escrita e dirigida por Um Tae-Hwa que também é responsável pela produção do roteiro que adapta a segunda parte da webtoon Pleasant Outcasts de Kim Soongnyung.
O elenco é formado por Lee Byung-Hun (Amor e outros dramas), Park Seo Joon (A criatura de Gyeongseong), Park Bo Young (Uma dose diária de sol) nos papéis principais além da participação de Kim Sun-Young e Park Ji-Hu.
O filme foi lançado inicialmente na Coreia do Sul em 9 de agosto de 2023, foi a seleção do país para concorrer a melhor filme internacional na mais recente edição do Oscar e chega aos cinemas nacionais em 18 de janeiro de 2024.
SINOPSE
Depois de um poderoso terremoto, Seul é devastada, restando apenas as ruínas da grande cidade e o apartamento Hwanggoong é o único lugar que ainda está de pé após a tragédia, se transformando em um ponto de abrigo para os sobreviventes.
Young-Tak (Lee Byung-Hun) conduz temporariamente os residentes do apartamento de Hwanggoong e à medida que a crise se desenrola, Young-Tak tenta proteger os residentes de estranhos que começam a chegar aos poucos.
Min-Sung (Park Seo-Joon) que era um funcionário público, é escolhido por Young-Tak e se torna seu ajudante e enquanto isso Myeong-Hwa (Park Bo-Young), esposa de Min-Sung é enfermeira a ajuda a cuidar dos feridos, mas com o passar do tempo o número de pessoas no prédio só aumenta, exigindo uma medida especial.
ANÁLISE
Sobreviventes me surpreendeu de forma bem impactante pelo fato de não ser apenas um filme voltado às questões do desastre em si trazendo um excelente desenrolar de outros fatos que acrescentam profundidade à narrativa.
O trabalho de direção me chamou atenção por conduzir de uma forma tão sútil o tom dos acontecimentos que inicialmente nos levam para os fatos do terremoto, as pessoas se abrigando e consequentemente as mesmas se reorganizando para o que posteriormente seria o desastre de fato.
O roteiro é bem sólido enfatizando as relações catastróficas que se constroem após a nomeação do delegado Young-Tak muito bem interpretado por Byung-Hun e como elas foram se estabelecendo ao longo do desenvolvimento do filme.
A forma como as pessoas daquele entorno social utilizam diversos critérios duvidosos para estabelecer as autoridades da comunidade do condomínio e como alguns tentam utilizar um status social que não é mais válido no momento são pontos que me surpreenderam pois geralmente neste tipo de filme se busca olhar para um lado mais empático da situação o que no caso foi para um lado mais realista.
Mesmo com esta perspectiva mais próxima da realidade, ainda existe um espaço para empatia simbolizado pela enfermeira Myeong-Hwa que se preocupa com as pessoas da comunidade e através dela nos é mostrado outras situações que ocorrem no prédio enquanto através de seu marido vemos as questões de fora e a visão que outros sobreviventes acabam tendo do condomínio.
As reviravoltas da história e as reações que ocorrem por estes acontecimentos chamam a atenção e acrescentam mais profundidade a narrativa que a cada ato vai nos conduzindo para um desfecho que é o ápice das tensões que foram surgindo pelos rumos tomados pelo delegado e seus apoiadores.
VEREDITO
Sobreviventes surpreende por nos levar para um conceito de desastre diferente do esperado através de uma excelente combinação de um roteiro bem produzido e um trabalho de direção competente do seu diretor.