Início Site Página 673

    Poa Geek Week: 2ª edição acontece de 13 a 15 de Março

    0

    De 13 a 15 de Março, a Poa Geek Week chega a sua 2ª edição reunindo os apaixonados pelo universo de games, tecnologia e entretenimento, no Centro de Eventos da PUC, em Porto Alegre/RS. Em um espaço de 5 mil m² de exposição, os visitantes poderão conferir lançamentos dos segmentos, além de diversas atrações como: PGW eSports Arena, PGW Talks, Concurso de Cosplay e PGW Experience.

    Em 2019, o evento atraiu cerca de quatro mil visitantes e se consolidou como uma nova opção de entretenimento para o público nerd, amantes de games, séries, mangás, board games, card games.

    Organizada e promovida pela Richter Eventos, a Poa Geek Week atende a demanda de um segmento em expansão.

    O diretor da promotora, Ricardo Richter, destaca:

    “Os mercados nos quais a PGW está inserida, que são games, tecnologia e entretenimento nerd, estão em uma constante crescente, ano após ano, registrando crescimento de audiências e receitas. Chegamos a 2ª edição do evento com uma reputação já construída e em um ano muito positivo para o setor de streaming e games, com grandes lançamentos da indústria marcados para este ano.”

    Entre os expositores desta edição, a IGS (Interactive Game Store) renovou sua participação após uma experiência positiva em 2019. Erick Souza Teixeira, proprietário da loja, destacou:

    “Achamos muito bacana a PGW do último ano, nos surpreendeu bastante, principalmente pela estrutura da feira. A gente já participou de outros eventos mais focados em anime, e a PGW tem uma temática um pouco mais tecnológica.”

    Durante a feira, a loja apresentará jogos, videogames, acessórios e artigos colecionáveis, além de um espaço com campeonatos para interagir com o público.

    Campeonatos e atrações

    O evento conta com diversos ambientes que proporcionam experiência aos visitantes. Na PGW e-Sports Arena acontecerão campeonatos de CS:GO e League of Legends, com premiações que ultrapassam o valor de R$ 5 mil. Já a PGW Experience reunirá jogos como Uno, Pokémon, Tormenta e Yu-Gi-Oh!, contando com a participação do público, que poderá jogar de forma gratuita neste espaço.

    Uma das novidades deste ano será o Campeonato de Cosplay, que acontecerá nos três dias de evento, contemplando as categorias: Livre, Kids e Escolha do Público. A competição estará aberta a pessoas de qualquer nacionalidade, amadores ou profissionais. O formato do concurso será em desfile individual, sendo também aceitos crossplay – mulheres interpretando homens e homens interpretando mulheres.

    A Poa Geek Week também reunirá personalidades das áreas contempladas pela feira, como os youtubers Peter Jordan e Nanda Padilha, Cawabangastreamer de League of Legends – e o ilustrador Daniel HDR.

    Os ingressos para a PGW e suas atrações já estão disponíveis através do Sympla.

    Mais informações sobre a Poa Geek Week e os campeonatos podem ser conferidas no site oficial, incluindo a programação completa.

    Confira o nosso painel na PGW do ano passado

    TBT #60 | As Branquelas (2004, Keenen Ivory Wayans)

    0

    As Branquelas (White Chicks) é um filme de comédia dirigido e co-escrito por Keenen Ivory Wayans e estrelado por Shawn Wayans e Marlon Wayans (irmãos de Keenen).

    O filme segue Kevin e Marcus Copeland (Shawn e Marlon Wayans, respectivamente), uma dupla de irmãos que trabalham desastrosamente como agentes para o FBI, que são incumbidos de proteger duas socialites brancas de uma provável tentativa de atentado e que acabam se disfarçando como elas próprias, mesmo eles sendo negros.

    Produzido pela Revolution Studios e distribuído pela Columbia Pictures, As Branquelas foi recebido com críticas negativas, ainda assim tenha tido um moderado sucesso de receita arrecadando mais de 113 milhões de dólares em todo o mundo, contra um orçamento de 37 milhões.

    O ELENCO

    Da esquerda pra direita: Karen, Lisa e Tori.

    O longa também conta com Busy Philipps como Karen Googlestein, Jennifer Carpenter como Lisa e Jessica Cauffiel como Tori que formam os o grupo de amigas das irmãs Brittany e Tiffany Wilson, vividas por Maitland Ward e Anne Dudek. As personagens se reinventam e mostram que a amizade não vê cor de pele ou status social.

    Jaime King e Brittany Daniel são as vilanescas patricinhas Heather e Megan Vandergeld que disputam a popularidade com as irmãs Wilson e nos proporcionam a mais épica batalha de dança dos cinemas.

    Eddie Velez e Lochlyn Munro são os atrapalhados machões agentes do FBI, Vicent Gomez e Jacob Harper. Ambos novatos, são rivais dos irmãos Copeland no trabalho. Por mais inexperiente que sejam, possuem mais casos solucionados devido a forma séria de trabalharem. Seus momentos de “machos alfa” rendem situações impagáveis.

    Alguns integrantes do elenco seguem investindo no cinema; Maitland Ward Baxter que interpreta uma das irmãs Wilson está com 43 anos e virou atriz pornô e em entrevista à revista In Touch, a atriz falou sobre essa experiência inédita:

    “Acho que meus fãs nunca me viram assim antes. Eu li o roteiro e fiquei tipo: ‘Isso está muito bem escrito, isso tem muitos temas e apenas meu personagem é tão diferente de qualquer coisa que já mostrei antes’.”

    Meu Deus!



    O FILME DO LATRELL

    Latrell Spencer é um jogador de basquete negro (que se acha branco!), musculoso, muito rico e um apostador nato; extremamente narcisista, o atleta se acha um galanteador (está mais para um tarado) e é aficcionado por garotas “branquelas” (de preferência loiras). Se não fosse pela atuação dos irmãos Wayans poderíamos dizer que esse é o filme do Latrell e há quem diga que é.

    Terry Crews marcou gerações com seu personagem Julius na série Todo Mundo Odeia o Chris, contudo, foi com As Branquelas que inegavelmente o gigante e carismático ator americano conquistou uma legião de fãs e tornou-se um meme (mesmo hoje, 16 anos após o lançamento é fácil receber um sticker do personagem no WhatsApp).

    Quer uma prova? Eu aposto com você que você já viu ou ouviu falar dessa cena:



    ETERNIZADO

    Com toda a certeza As Branquelas tornou-se um monstro no quesito humor e eventualmente os personagens são figuras carimbadas nos Carnavais ao redor do país, nos humoristas de rua e nos memes por essa vastidão que é a Internet.

    Mesmo com seus US $ 76 milhões de lucro e todo esse carinho do público, o filme dos irmãos Wayans recebeu cinco indicações ao Framboesa de Ouro nas categorias Pior Filme, Pior Diretor, Pior Roteiro, Pior Atriz (para os irmãos Wayans pelas suas interpretações como as irmãs Wilson) e Pior Dupla (novamente para os irmãos Wayans pelas suas interpretações como Kevin e Marcus), mas não ganharam nenhuma estatueta da premiação que é o oposto do Oscar.

    Nesse meio tempo, desde 2009 os irmãos Wayans tentam engatar uma continuação, mas cá entre nós: Pra quê?



    CONCLUSÃO

    Em tempos de intolerância, preconceito e luta por direitos, As Branquelas é sim um filme arriscado de ser indicado, mas ao assisti-lo sem olhar crítico, apenas para preencher o fim de noite de uma quinta-feira, o humor ácido e as situações esdruxulas certamente irão arrancar algumas risadas dessa comédia pastelão.

    Assista ao trailer legendado:

    E você, já assistiu As Branquelas? Deixe seus comentários e sua avaliação.



    E ai, você curte o nosso trabalho?

    Se sim, sabe que ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.

    CRÍTICA – Luta por Justiça (2020, Destin Daniel Cretton)

    0

    Luta por Justiça é mais um das centenas de filmes que temos sobre o sistema penitenciário injusto dos EUA com a população negra.

    Dados alarmantes demonstram que a cada nove pessoas no corredor da morte, uma é inocentada antes de ser executada, fato que é assombroso de se pensar.

    A TRAMA

    Johnny D./Walter McMillian (Jamie Foxx) é um homem negro no Estado do Alabama nos anos 80, um dos locais no qual o racismo enraizado perdura até os dias de hoje.

    Ao ser acusado por um assassinato que não cometeu, tenta provar sua inocência sem sucesso até que Bryan Stevenson (Michael B. Jordan) e Eva Ansley (Brie Larson) entram nesta longa batalha judicial.

    O filme se baseia em fatos reais, então, para os roteiristas a questão da trama já possui um caminho andado; algo que pode ser uma faca de dois gumes para escrever o roteiro. E isso acaba pesando para os personagens.

    ANÁLISE

    O papel de Jamie Foxx é mais vantajoso em questão de atuação, pois o seu personagem passa por diversos estágios psicológicos de uma espécie de ”luto judicial”, pois ao perceber que cada vez mais a sua palavra está contra a polícia, vai passando do desespero à aceitação.

    O ator consegue entregar uma excelente atuação, algo que já é natural pelo já conhecido talento de Foxx.

    Entretanto, o protagonista, vivido por Michael B. Jordan sofre justamente com essa questão. Por mais que Bryan Stevenson tenha várias camadas, Jordan não consegue chegar ao seu ápice.

    Vemos ali um homem formado em Harvard que quer salvar a todos com seu caráter forte e idôneo, contudo, seu texto é piegas e motivacional demais, tornando o personagem um pouco irritante em alguns momentos.

    Stevenson é o homem canonizado, justo e empático, algo que dificilmente atrai o público quando um protagonista é bonzinho demais.

    Contudo, nos momentos de dificuldade do personagem, Jordan tem seus méritos ao nos mostrar todo seu talento quando seu personagem demonstra sua indignação com o racismo enraizado nas veias do Alabama e todas as injustiças nas quais ele luta ativamente.

    Brie Larson tem um papel de coadjuvante de luxo. Por mais que a atriz brilhe nos seus momentos, são poucas as boas oportunidades para que a renomada artista consiga mostrar todo seu talento.

    Eva Ansley teve um papel muito importante nos anos seguinte do julgamento de Johnny D., contudo, no período do longa ela era apenas uma diretora idealista, consequentemente Larson acaba sendo ofuscada por Michael B. Jordan e Jamie Foxx.

    Da esquerda pra direita: Tim Blake Nelson como Ralph Myers, Rob Morgan como Herbert Richardson e O’Shea Jackson Jr como Anthony Ray Hinton.

    Sobre o elenco de apoio, Tim Blake Nelson, Rob MorganO’Shea Jackson Jr. são outros destaques positivos.

    DIREÇÃO

    Destin Daniel Cretton buscou dar ao público um formato parecido com uma peça de teatro, dando blocos longos de texto para seu elenco e focando em suas feições para tentar tirar o máximo de cada um.

    Nas cenas de júri, os planos mais abertos para captar um pouco das expressões do público daquele local foram um acerto.

    CONCLUSÃO

    A trama forte e pesada com uma questão racial envolvida não é um fato novo, fazendo Luta por justiça não ser um filme que se destaque.

    Embora o longa tenha cenas excelentes, uma trama que chama muito a atenção e de extrema relevância, sendo atemporal, podemos dizer que o filme tem suas qualidades, no entanto, nada que seja diferenciado nos tempos contemporâneos.

    Assista ao trailer legendado:

    Luta por Justiça chega hoje aos cinemas. Não deixe de assistir para ter sua própria opinião e voltar aqui para deixar seus comentários e sua avaliação!



    E ai, você curte o nosso trabalho?

    Se sim, sabe que ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.

    Al Pacino: 10 filmes com suas melhores atuações

    Alfredo James Pacino é um premiado ator, produtor, roteirista e cineasta norte-americano de origem italiana e é considerado um dos maiores atores da história, isso é irrefutável. A cada filme uma nova obra prima, assim como a sua reinvenção, afinal, Al Pacino imortalizou diversos papéis na sétima arte, desde Michael Corleone em O Poderoso Chefão até Tony Montana em Scarface. E aos seus 79 anos, ainda permanece em filmes de extrema potência como O Irlandês, Era Uma Vez Em… Hollywood e agora a nova produção da Amazon Prime Video, a série Hunters, dirigida pelo renomado diretor Jordan Peele (Corra! e Nós).

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA – Hunters: Tudo que sabemos sobre a série da Amazon

    Separamos, então, os principais filmes que consagraram o ator com todo o seu talento, essência e originalidade que acumulam mais de 50 filmes na sua filmografia. Confira!

    Nota da autora: A lista abaixo segue uma ordem – até certo ponto – de preferência (do melhor para o icônico). Porém, fica aqui o registro de que definir os melhores filmes de Al Pacino é uma tarefa sofrível para essa que vos escreve.

    O ADVOGADO DO DIABO (1997)

    Kevin Lomax (Keanu Reeves) é um advogado interiorano que nunca perdeu um caso. Quando é contratado por John Milton (Al Pacino), dono do maior escritório de advocacia de Nova Iorque, sua vida parece que irá dar uma guinada. Só que diversas aparições paranormais começam entrar na vida de sua esposa Mary (Charlize Theron).

    Pacino consegue junto à trama, estabelecer uma espécie de alegoria para o embate maniqueísta entre o bem e o mal, uma luta constante que engendra as relações e reflexões filosóficas em uma sociedade mergulhada nos dogmas do cristianismo.

    O INFORMANTE (1999)

    Toda regra possui suas exceções. E aqui, neste thriller político que é uma biografia real, Al Pacino vive o produtor do programa investigativo 60 Minutes. Ele recebe um furo de reportagem fortíssimo através da denúncia do informante vivido por Russell Crowe, um funcionário do alto escalão da indústria tabagista, que resolve denunciar sobre todas as químicas do produto, criado para viciar seus consumidores.

    Este é um estupendo trabalho dirigido pelo eletrizante Michael Mann; a troca de habilidades entre Pacino e Crowe se torna o grande destaque, mostrando um retrato agudo tanto sobre um conflito ético-pessoal quanto a realidade da imprensa.



    O PAGAMENTO FINAL (1994)

    Um dos grandes filmes do diretor Brian De Palma (Os Intocáveis), garante ótimas sequências e boas funções no decorrer da trama. As atuações de Al Pacino e Sean Penn são memoráveis, contextualizando a história como um olhar humano para a biografia de um ex-mafioso que, agora, quer levar uma vida correta.

    A forma como o passado assombra o protagonista é simplesmente sufocante, poucos personagens criam tanta empatia no espectador, justamente pelo contraste entre o que ele pretende ser e os conflitos pelos fantasmas do passado que o impedem de seguir em frente.

    DONNIE BRASCO (1997)

    Mike Newell (diretor de Quatro Casamentos e um Funeral) pode parecer, inicialmente, uma escolha estranha para um drama criminal. No entanto, o cineasta conseguiu fazer de Donnie Brasco um dos melhores filmes dos anos 90, em uma história baseada em fatos vividos pelo agente Joseph Pistone.

    Al Pacino e Johnny Depp contracenam de forma apreciável, considerado uma das melhores duplas que trabalharam naquela década, se tornando um filme obrigatório para os amantes do gênero máfia que foge dos moldes tradicionais.



    FOGO CONTRA FOGO (1995)

    Al Pacino e Robert De Niro se encontram novamente em Fogo Contra Fogo, e o resultado é previsível: um duelo de duas lendas em uma trama extremamente elogiada por suas atuações. São cenas únicas, daquelas que captam a atenção de uma forma magnética, considerado um dos melhores do gênero com alguns elementos neo-noir. Além disso, o filme contém uma das cenas de ação mais intensas já feitas em tela, que anos depois influenciaria a obra-prima Batman: O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | TBT #19 – Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008, Christopher Nolan)

    PERFUME DE MULHER (1992)

    O filme que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator (após sete indicações), Pacino interpreta Frank Slade, um ex-coronel cego que viaja para Nova Iorque com o estudante Charlie Simms (Chris O’Donnell), com quem resolve ter um final de semana perfeito antes de falecer. Porém, durante a viagem ele começa a se interessar pela vida do jovem, esquecendo seus próprios problemas que o levaram até a decisão de viajar.

    Al Pacino se torna o proprietário do filme desde o primeiro segundo em que aparece diante da câmera, trazendo consigo a certeza e a consolidação do seu personagem. A famosa cena do tango se imortalizou como um dos momentos mais icônicos e delicados da história do cinema; vale ressaltar que Perfume de Mulher também ganhou mais três estatuetas nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Filme.



    SERPICO (1973)

    A história de um homem que se recusou a ceder ao crime, apesar das consequências. Uma história real e inspiradora, baseada na biografia do policial Frank Serpico – que expôs a corrupção na corporação. A direção é de Sidney Lumet (Um Dia de Cão), em um filme que fez Al Pacino receber a sua segunda indicação ao Oscar como Melhor Ator com imensos elogios da crítica. Mas a sua performance vai muito além. Ele consegue transmitir toda a frustração e indignação que tomam seu personagem pela expressão do ingênuo policial iniciante cheio de esperanças ao revoltado e inconformado homem da lei que enxerga bem diante de si toda corrupção onde trabalha.

    UM DIA DE CÃO (1975)

    Em mais uma interpretação magistral, Um Dia de Cão é lembrado como um filme antissistema em meio ao desencanto americano com a Guerra do Vietnã. Acima de tudo, aborda questões de identidade de gênero, por isso, também pode ser considerado um clássico queer. A trama é inspirada na história real de John Wojtowicz, adaptada de um artigo famoso da revista LIFE, “The Boys in the Bank“. Essa inusitada história rendeu um dos maiores clássicos da Nova Hollywood, Pacino consegue transparecer nitidamente toda a exaustão física e psicológica mostrando com outros olhos o sensacionalismo televisivo.



    SCARFACE (1983)

    E quais são os limites para um homem conseguir o que quer? Na década de 80, o criminoso cubano Tony Montana é exilado e vai para Miami onde, após não muito tempo, passa a trabalhar para o chefão das drogas local. Entretanto, a ambição desmedida de Montana combinada com uma terrível paranoia, logo vai garantindo para ele uma escalada natural no mundo do crime, transformando ele próprio o poder absoluto. Assim, a trama se torna um orgânico estudo de personagem onde se analisa, através do cenário do submundo do crime, a ganância do homem moderno.

    Al Pacino se transforma aqui, em um dos maiores ícones da história do cinema, transborda e domina talento com carisma, um olhar desconfiado e provocador, acrescentando oscilações repentinas no tom de voz.

    Contendo diálogos inteligentes, mostrando a degradação humana forjada pela ambição de poder e voltado para expor o desenvolvimento psicológico do protagonista. Melhor definição: triunfal.

    TRILOGIA O PODEROSO CHEFÃO (1972-1991)

    Incontestavelmente o maior de todos chega no final dessa lista. A obra-prima dirigida por Francis Ford Coppola é uma verdadeira análise da máfia e da imigração italiana nos Estados Unidos. O Poderoso Chefão não só influenciou o que seria feito a partir dali, se transformando em um dos melhores filmes de todos os tempos, como também foi um dos primeiros responsáveis a trazer Hollywood de volta aos seus anos dourados.

    Com Al Pacino somos levados, enquanto espectadores, ao mesmo confronto que o personagem: primeiramente porque nos identificamos com o tal, o cinismo e a distância do mesmo é algo que nos afasta, mas com o passar do tempo e das suas atitudes, fica impossível não criarmos uma afeição e, claro, a esperança de um resultado positivo. Ele chama o espectador para a trama com maestria, incluindo-o exatamente com o que atua, na construção de uma visão complexa em algo supostamente simples, mais uma vez visceral em toda a sutileza de detalhes entre a arte e a verdade.



    Aqui chegamos na difícil tarefa de listar os melhores filmes desse incrível ator, e obviamente muitos outros longas ficaram de fora. Conta pra gente, qual é o seu filme preferido com o mestre Al Pacino?

    CRÍTICA | Crônicas de R’Lyeh: A Testemunha (2020, Skript)

    Em comemoração aos 100 anos da publicação do conto Dagon de H.P. Lovecraft, a HQ Crônicas de R’Lyeh: A Testemunha está com campanha de apoio coletivo no Cartase e nela temos a chegada de Cthulhu e os últimos dias da cidade perdida de R’Lyeh adaptados para os quadrinhos. Uma obra imperdível para apaixonados por terror e/ou Lovecraft e os Mitos de Cthulhu.

    H.P Lovecraft foi um dos grandes expoentes da literatura do horror e até hoje continua influenciando dentro da cultura pop seja no cinema, música, séries, games e quadrinhos. Apesar de sua carreira ter sido curta, até hoje continua sendo venerado em todo mundo dentro do universo do horror cósmico.

    “A Emoção mais antiga e mais forte do homem é o medo, e o medo mais antigo e mais forte é o medo do desconhecido.” – H.P Lovecraft

    A Testemunha é inspirado no conto Dagon, de Lovecraft (originalmente publicado em 1919 no The Vagrant) a trama funciona como um prelúdio e se passa décadas depois da história original. Aqui acompanhamos o bisneto (do personagem do conto Dagon) com a pesquisa do seu pai diante da carta do seu bisavô que foi passada de geração para geração, onde ele busca descobrir se o lugar em que o seu bisavô ficou louco, realmente existiu ou foi apenas um devaneio. Garanto para você, caro leitor, que o final desse quadrinho é surpreendente.

    Arte de capa por Alex Tso e cores/layout por Amaury Filho.

    Posso dizer que o trabalho de Douglas P. Freitas e Alice Monstrinho é bem desenvolvido e respeita o legado de H.P Lovecraft. O roteiro de Douglas é bem escrito e tem um excelente ritmo para história, quanto a arte de Alice é bem limpo e sombrio, seus traços lembram um pouco do Esteban Maroto em Os Mitos de Cthulhu, de 2019, da editora Pipoca e Nanquim.

    Recomendo que leia primeiro o conto Dagon e terminando a leitura do conto, parta imediatamente para o quadrinho Crônicas de R’Lyeh: A Testemunha, dessa forma você irá mergulhar nesse universo de insanidade.

    Caso queiram acompanhar o trabalho de Alice Monstrinho sigam-na no Instagram (@alicemonstrinho), em sua página tem artes mais lindas que as outras.

    A publicação está por conta da Skript Editora e terá um formato americano, mas sem lombada quadrada por conta do número de páginas (16 ao total). Espero que a editora continue dando oportunidade para os nossos quadrinista brasileiros.

    E você, já apoiou a campanha de Crônicas de R’Lyeh: A Testemunha no Cartase? Lembre-se que também temos uma, mas no Apoia.se!



    E ai, você curte o nosso trabalho?

    Se sim, sabe que ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.

    Card games ganham espaço no PS4 e Xbox One

    0

    Quem nunca se divertiu com card games? Seja um bom e velho baralho com familiares, aqueles jogos de duelos que se popularizaram nos anos 2000 ou até mesmo os RPGs mais complexos, não há quem não tenha gastado algumas horas jogando com cartas. O que muitos não sabem, no entanto, é que os consoles também oferecem boas opções para quem gosta de um carteado.

    Tanto Xbox One quanto PlayStation 4 contam com alguns jogos que ganham espaço no mercado, desde jogos de pôquer (poker, em inglês) até clássicos como o Magic. Confira boas opções:

    MAGIC: THE GATHERING

    Card games ganham espaço no PS4 e Xbox One
    The Gathering: Duels of the Planeswalkers.

    O RPG mais popular do mundo, com aproximadamente 12 milhões de jogadores espalhados pelo planeta e uma série de torneios presenciais, o Magic: The Gathering também entrou na onda dos e-sports.

    Para jogadores de Xbox, algumas boas opções são o Magic: Duels of the Planeswalkers e Magic Duels: Origins, também disponíveis para PC, ambos os jogos permitem uma viagem pelo multiverso de Magic, com diversos boosters e decks e a possibilidade de jogar online.

    Para os amantes do Playstation, o jogo Magic: The Gathering: Duels of the Planeswalkers está disponível para PS3, embora haja a expectativa de que novas versões do card game sejam lançadas para as novas versões do console.



    YU-GI-OH

    Yu-Gi-Oh! Legacy of the Duelist.

    Quem não se lembra do anime que se popularizou no Brasil no começo dos anos 2000 e levou milhares de jovens a colecionarem cards e participarem de duelos com os amigos? O trading card game japonês é um dos mais populares do mundo – existe até um campeonato mundial disputado anualmente.

    Para aqueles que querem jogar sem sair de casa (e sem precisar gastar rios de dinheiro nas bancas de jornal), uma boa opção é o Yu-Gi-Oh! Legacy of the Duelist, disponível tanto para PlayStation 4 e Xbox One quanto para PC. O jogo permite a montagem dos decks e oferece a opção de jogar tanto offline quanto no modo multiplayer com outros jogadores. Nostalgia pura!

    PÔQUER

    Pure Hold’em.

    o jogo de cartas mais popular do mundo, o poker se expandiu mundialmente por meio de sites como partypoker com partidas e torneios online, mas também tem alternativas populares nos principais consoles da atualidade.

    Uma dessas opções é o Pure Hold’em, desenvolvido pela VooFoo Studios e disponível para Playstation 4, Xbox One e PC. O jogo proporciona uma experiência de cassino, com a possibilidade de jogar em 6 mesas diferentes, cada uma com um nível diferente de exigência. Também estão disponíveis algumas expansões para ampliar ainda mais a variedade do jogo.

    Outro que está disponível para as três plataformas é o Prominence Poker, desenvolvido pela Pipeworks Studio. Com ótimos gráficos, o game oferece um modo história bastante interessante, além da possibilidade de jogar online. Também é possível comprar itens para levar consigo nas mesas e tornar a experiência ainda mais real.

    Tanto o Pure Hold’em quanto o Prominence Poler são boas oportunidades para quem busca praticar a modalidade mais popular dos esportes da mente e, quem sabe, se profissionalizar e ganhar milhões em torneios ao vivo no Brasil e no mundo.

    OUTROS JOGOS

    GWENT: The Witcher Card Game.

    Um dos mais populares card games disponíveis para PlayStation 4, Xbox One e PC é o GWENT: The Witcher Card Game, jogo de cartas da franquia The Witcher, a mesma que se popularizou a partir do ano 2007 e ganhou série da Netflix em 2019, estrelada por Henry Cavill.

    Desenvolvido pela CD Projekt Red, Gwent consiste em partidas de melhor de três rounds e decks de no mínimo 25 cartas. Os decks pertencem a uma das chamadas facções: Nilfgaard, Monstros, Skellige, Reinos do Norte e Scoia’tael.

    Outra alternativa é o Eternal Card Game, para Xbox One, PC, Nintendo Switch e iOS. Constituído em um cenário de Weird West Fantasy, o jogo desenvolvido pela Dire Wolf Digital consiste em cartas separadas em cinco tipos e facções diferentes, e também permite o modo multiplayer.

    BÔNUS: MOBILE

    Já que citamos o iOS, podemos aproveitar a oportunidade e falarmos também de dois card games mobile; um que já possui uma legião e fãs e outro bem recente e que promete boas aventuras: Hearthstone Mythgard.

    HEARTHSTONE

    Hearthstone: Com apoio da Blizzard, game terá torneio semanalO card game digital gratuito que se tornou um sucesso da desenvolvedora Blizzard Entertainment conta com diversas expansões – como Os Salvadores de Uldum – e milhares de jogadores ao redor do mundo.

    Originalmente conhecido como Hearthstone: Heroes of Warcraft, é um jogo de cartas estratégico online desenvolvido e publicado pela Blizzard, além de ser o primeiro jogo da empresa gratuito e também o primeiro a ser lançado para plataformas móveis.

    MYTHGARD

    Do estúdio Rhino Games, e seu primeiro lançamento, o card game Mythgard, promete atrair uma legião de fãs.

    O game trata de um mundo abandonado por divindades, deixando humanos, anjos, vampiros e diversas criaturas mitológicas ao relento. Os mais aproveitadores instalaram sistemas próprios de controle, deixando facções em uma eterna guerra e a população em miséria.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | CRÍTICA – Mythgard (2019, Rhino Games)

    E você, curte card game? Deixe seus comentários e lembre-se de nos acompanhar nas principais redes sociais!



    E ai, você curte o nosso trabalho?

    Se sim, sabe que ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.