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    TBT #30 | Crianças Lobo (2012, Mamoru Hosoda)

    Com o longo nome de Ōkami Kodomo no Ame to Yuki na versão orignal, Crianças lobo, no Brasil, é uma belíssima obra de Mamoru Hosoda, lançado em 2012.

    O filme conta a história de uma estudante que se apaixona por um homem-lobo. Juntos eles tem dois filhos meio lobisomens, Ame e Yuki. Após o nascimento, seu pai desaparece inesperadamente e Hana o encontra morto em forma de lobo – calma, não precisa me xingar que isso acontece logo no início, e cá entre nós, não é nem 1% da alma do filme -, após a morte do amado, e tendo problemas com a crianção de crianças lobo no meio urbano, Hana decide então se mudar para uma cidade rural, onde pretende sozinha cuidar de seus dois filhos longe dos olhares de curiosos.

    Num primeiro momento o título pode nos remeter a uma história fantasiosa e misteriosa a respeito de duas crianças meio humanas, meio lobos, mas engana-se, pois é uma belíssima história sobre a maternidade. Tentarei ter a árdua tarefa de em palavras expressar meus sentimentos e empatia ao ver essa obra maravilhosa.

    A mulher humana é o centro do enredo, ser deixada com duas crianças já é uma tarefa árdua para qualquer mulher, imagine então crianças meio humanas meio lobo, nos pouco mais de 12 anos retratados na história, temos
    uma visão pessoal sobre a vida dessa família hibrida, mas principalmente e especialmente sobre Hana.

    Assim como na vida real, Hana é constantemente questionada em suas ações de mãe, ao abandonar o emprego para cuidar dos filhos, ao decidir não matricular os filhos na pré-escola, chegando ao conselho tutelar que sob alegação de que as crianças não haviam sido vacinadas, tentam retirar a guarda de seus filhos.

    Hana vive com a certeza de que Ame e Yuki pertencem a dois mundos, e ao crescerem cada um se fortalece em suas personalidades, trazendo à mãe o sofrimento de tentar entender sozinha a respeito de lobos, suas vidas e seus folclores.

    No decorrer da trama fica visível a exaustiva vida da mãe ao tentar dar aos filhos o melhor, com o mínimo que ela tem, podemos acreditar que diretor e escritores quiseram dar à história um tom de homenagem a todas as mães, mas é inegável o cansaço, exaustão e angústia que se sente ao ser empático com Hana no seu papel de mãe.

    Uma história linda que merece ser vista por todos, não bastasse a riqueza na história, a animação não decepciona; tendo lindas paisagens e a trilha sonora deixa tudo mais gostoso de ser assistido. Por si só um filme sobre crianças meio lobo já seria interessante, mas ao fazer um filme sobre crianças lobo tendo a mãe humana como protagonista, surpreende e emociona. Crianças Lobo é certamente é um presente de Mamoru Hosoda.


    Assista ao trailer legendado:

    E você, já assistiu Crianças Lobo? Se ainda não, o filme está disponível na Netflix. Assista e volte para deixar seus comentários e sua avaliação. E lembre-se de conferir as indicações anteriores do TBT do Feededigno.

    CRÍTICA – O Rei Leão (2019, Jon Favreau)

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    Ponto importante: O Rei Leão original de 1994 é um clássico da Disney e eu fui um dos que viveram a época do VHS e tiveram a famosa “fita verde” onde assisti e re-assisti milhões de vezes a grande aventura de Simba e seus amigos.

    Não é preciso dizer que eu estava ansioso pela tão aguardada releitura de Jon Favreau depois da qualidade visual em Mogli: O Menino Lobo (2016). As notícias diziam que a tecnologia de fotorrealismo utilizada para recriar os cenários e animais do remake foi algo totalmente novo no cinema; e se você não estava em Marte, sabe que o primeiro trailer “quebrou a Internet” levando os fãs à loucura.

    Não há dúvidas de que o CGI é o ponto alto dessa repaginada do clássico da Disney. Quando você pensa no que está assistindo, é realmente extraordinário: o vento agitando a crina de Mufasa enquanto ele fica no afloramento rochoso, a caminhada suavemente ameaçadora de Scar, a debandada dos gnus, os raios de sol tocando a planície, etc. O realismo alcançado pelo estúdio de animação e efeitos gráficos Moving Picture Company Vancouver – responsável também por A Vida de Pi, Detetive Pikachu e pelo redesign de Sonic – fez com que eu rapidamente parasse de pensar em “uau” e fui para “sim, são leões reais que falam, cantam e até comem insetos”.

    Resumindo, a experiência visual de O Rei Leão significa ultra-realismo combinado com uma sensibilidade artística atemporal. Algo que só percebi em Avatar, de James Camaron, e A Vida de Pi.



    Por mais lindo que seja este filme, é impossível ignorar o fato de que o longa tem uma história clichê: o príncipe exilado que retorna para exigir seu trono de direito que havia sido usurpado. Mas se não fosse o apego emocional que os fãs da “fita verde” possuem, certamente não choraríamos nos primeiros minutos do filme ao ouvir os primeiros versos da música “Circle of Life” com o seu inesquecível: “Naaaaats ingonyaaaaa ba bagithi Baba” ou dar boas risadas ao cantar: “Hakuna Matata“.

    Felizmente, sua seriedade se dissipa com todas as aparições do suricato Timão (dublado na versão original por Billy Eichner e na versão brasileira por Ivan Parente) e pelo javali Pumba (Seth Rogen/Glauco Marques), os alívios cômicos do filme.

    Pela ligação com o filme original preferi assistir a versão dublada, mesmo sabendo que os dubladores originais haviam sido substituídos e que infelizmente o marcante Pedro de Saint Germain que dublou o Timão original havia falecido, aos 69 anos, em 24 de Abril de 2019.

    Mesmo que as dublagens de Iza (Nala) e Ícaro Silva (Simba) – Donald Glover e Beyoncé, no original – não tenham me agradado, a ligação emocional com o longa foi o ponto chave; e sim, chorei com a morte de Mufasa, ri com as piadas de Timão e Pumba e cantei todas as músicas.

    É certo dizer que O Rei Leão agradou todas as crianças presentes na sala de cinema, e também que foi um grande mergulho na nostalgia para os pais dessas crianças. A sensação de alegria ao sair foi algo maravilhoso e mesmo que Nancir e eu tenhamos saído bastante desidratados após chorarmos copiosamente, ainda prefiro a versão original.

    Este remake é uma potência visual, mas não emocional para os que nunca assistiram ao original. Em parte porque a boca dos animais e suas expressões geralmente não pode sinalizar muita coisa como na versão de desenho animado, principalmente a boca dos leões. Fazendo com que todo o peso da conexão emocional fique nas vozes dos dubladores.

    Acredito que reviver filmes antigos para o público moderno com novas técnicas disponíveis é algo importante. Por isso muitas histórias são repetidas, em diferentes gêneros ao longo do tempo. Espero que um dia alguém tente reiniciar o Jurassic Park, mas desta vez com dinossauros reais. Mas este remake de O Rei Leão, embora perfeito visualmente, certamente não fixou morada nos corações como seu original.

    E você, o que achou do filme? Deixe seus comentários e lembre-se de dar sua avaliação.



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    Guardiões da Galáxia: Nova nave homenageia David Bowie

    Os Guardiões da Galáxia tem uma nova nave no Universo Marvel, e uma nova nave precisa de um novo nome da cultura pop. Dessa vez, o Senhor das Estrelas e sua equipe estão prestando homenagem ao icônico David Bowie, enquanto eles viajam pelas estrelas aborda da nave Bowie.

    Essa homenagem é a continuação de uma longa tradição de Peter Quill de dar às suas naves nome de ícones dos anos 80, essa é a primeira nave que recebeu o nome de um homem, diferente dos nomes e das naves antigas, que receberam os nomes das paixões de Quill. Graças a Gamora, que finalmente pôde exercer seu direito de nomear a nave, confirmando a pergunta que ninguém nunca pensou em fazer: “por qual Terráqueo a filha de Thanos tem uma paixonite?”

    O quadrinho da equipe teve um reboot com a nova nave dos Guardiões, com o nome de Ryder, em homenagem à atriz Winona, é claro. Sabemos que a tradição de Peter Quill de nomear suas naves com suas paixões de infância não existe só nos quadrinhos. No primeiro filme da franquia Guardiões da Galáxia, a nave dele era a Milano, em homenagem à Alyssa Milano, com a destruição da nave em Guardiões da Galáxia Vol. 2, havia a necessidade de apresentar a Pat, em homenagem à Pat Benatar, em Vingadores: Guerra Infinita.

    Após a última nave dos Guardiões da Galáxia ter sido destruída em uma batalha contra os Guardiões Sombrios, a equipe resolveu se retirar para o planeta Dolo-Mayan (o tipo de recompensa que eles merecem por matar Thanos mais rápido do que os heróis do UCM). Nesse planeta de má reputação, rodeados de apostas e grandes aventuras, Groot ganha uma nova nave ao jogar Gamão pelas leis dos Shi’ar. Mas antes mesmo de Quill ver ou pensar em nomear a nave, Gamora entra na frente — perguntando se ela poderia dar a nave o nome de “um homem bonito da Terra dessa vez.”

    Peter concorda e reúne algumas fotos para que Gamora possa decidir qual celebridade dos anos 80 eles homenagearão dessa vez. Peter sugere os nomes “The Gellar” e “The Balk“, se referindo às atrizes Sarah Michelle Gellar e Fairuza Balk.

    A homenagem à David Bowie é um belo tributo ao cantor que faleceu em 2016 e que quase teve uma conexão com os Guardiões da Galáxia no cinema. Kevin Feige estava trabalhando em um cameo de David Bowie para o segundo filme da franquia, com o diretor James Gunn revelando que esperava que Bowie desse vida à um dos Guardiões originais.

    Apesar de nunca ter sido parte do Universo Cinematográfico Marvel, o próprio Ziggy Stardust ainda teve um papel importante no UCM com sua música “Moonage Daydream” tocando em Guardiões da Galáxia, quando a equipe chega à Lugarnenhum.

    E aí, o que acharam do novo nome da nave dos Guardiões da Galáxia nas páginas da Marvel Comics?

    The Boys: Lançado último trailer antes da estreia da série

    The Boys vai estrear amanhã, e a Amazon Prime agora lançou o trailer final para deixar os fãs no hype da série que será fielmente grotesca, assim como sua contraparte dos quadrinhos.

    Se você está em dúvida se The Boys vai valer a pena ou não, trazemos aqui o trailer final para você ver. Só para deixar claro, esse trailer é tão gráfico quanto o último.

    Esse último trailer da série nos dá uma ideia de como será o enredo da série, entretanto, quando Hughie (Jack Quaid) se juntar a Billy Butcher e sua equipe de vigilantes para buscar vingança pela morte de sua namorada pelas mãos (bem, pelos pés) de um membro da equipe Os Sete: um amoral, e altamente destrutivo grupo de super-heróis.

    Quando Hughie aleatoriamente encontra a mais nova membro da equipe, Starlight (Erin Moriarty), ele elabora um plano para se infiltrar entre o grupo de vilões.

    Confira o trailer abaixo, e conte-nos o que achou dele:

    Em um mundo onde super-heróis abraçam o lado sombrio da fama, The Boys gira em torno de um grupo de vigilantes conhecidos informalmente como “the boys”, que partem para encontrar super-heróis corruptos com nada além de coragem e vontade de lutar sujo.

    The Boys estreará amanhã, 26 de Julho, na Amazon Prime. A série é produzida pelo criador de Supernatural, Eric Kripe, Evan Goldberg e Seth Rogen, e pela Sony Pictures TV.

    CRÍTICA – Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal (2019, Joe Berlinger)

    Filme destaca frenesi midiático e segue uma linha diferente da história de Ted Bundy, um dos assassinos em série mais conhecidos dos Estados Unidos.

    Theodore Bundy era um jovem sedutor, estudante de Direito brilhante e que tinha um carisma magnético. Seu estilo despojado escondia uma faceta que todos nós tememos: a de um psicopata sanguinário e sem remorso, que sequestrava, torturava e estuprava suas vítimas antes de matá-las, todas elas mulheres jovens, que eram seduzidas por Bundy.

    Zac Efron é o protagonista, interpretando o serial killer. Lilly Collins interpreta sua namorada Elizabeth/Lis, uma mulher que é mãe solteira na década de 70, perturbada e quebrada, algo que fascina Ted Bundy e que o faz amá-la acima de tudo.

    O filme tem como enfoque principal os relacionamentos e todo o circo da mídia envolvido no caso dos crimes. Em nenhum momento vemos Ted atacar alguém e o diretor utiliza uma visão diferente do que já foi contado sobre o serial killer.

    Em Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal, vemos um homem tentando provar sua inocência perante um júri popular e uma imprensa sedenta por audiência, algo semelhante visto na primeira temporada de The People vs O. J. Simpson: American Crime Story.

    Mesmo todos os indícios apontando para Bundy como o responsável pelas mais de 30 mortes nos Estados de Utah, Colorado e em Seattle, ficamos sempre com a dúvida se realmente o protagonista cometeu esses crimes; mérito de um roteiro muito bem escrito e de uma atuação impecável de Zac Efron que consegue seduzir o espectador e se mostrar inocente.

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    Os traços sutis do psicopata são certamente o ponto alto do que vemos em cena e o grande acerto do filme de Joe Berlinger, pois quem assiste acaba fazendo parte daquele universo, tamanha é a imersão que parece que Efron conversa espectador a todo momento, tentando nos provar que não cometeu nenhuma das atrocidades.

    Outros destaques vão para Kaya Scodelario, como a segunda namorada de Ted Bundy, Carolin Ann Boone, uma mulher obcecada pelo assassino e para John Malkovich, como o juiz Edward Cowart, um homem espirituoso e imponente, assim como Jim Parsons (The Big Bang Theory), interpretando o advogado de defesa do Estado da Flórida, Larry Simpson, corajoso e destemido que tenta dar a sentença máxima da pena de morte a Bundy.

    Kaya Scodelario (esquerda) e Carolin Ann Boone.

    O único defeito do filme é que o seu segundo ato é um pouco arrastado. Temos algumas cenas repetitivas que não dão fluidez à trama, deixando o arco lento e tedioso, mas nada que prejudique a experiência. O terceiro ato é memorável, com destaque para o julgamento final.

    A direção acerta muito em produzir integralmente as falas de todos os envolvidos e os enfoques de câmeras tiram o melhor de cada atuação, sendo o ponto mais alto do filme.


    Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal
    é um excelente filme para quem gosta teorias da conspiração, drama, Direito e assassinos em série. Vale a pena dar aquela conferida e com certeza será uma boa experiência.

    Assista ao trailer legendado:

    Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal chega amanhã aos cinemas. Lembre-se de voltar aqui para deixar seus comentários e sua avaliação.

    Overwatch: Conheça Sigma, o mais novo herói do game

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    Overwatch, o renomado jogo de tiro em primeira pessoa da Blizzard Entertainment, acaba de receber seu mais no herói: Sigma.

    O 31º herói do jogo era um brilhante e simpático cientista até que um acidente em um experimento o mudou irreparavelmente. Neste trágico acontecimento, Siebren de Kuiper adquiriu o poder de manipular a gravidade e que lhe causou um sério dano psicológico, passando a ser tratado como uma séria ameaça.

    Após passar anos trancado em uma base secreta do governo, Sigma acabou sendo libertado pela organização terrorista Talon para ser usado como uma arma. Sua capacidade de manipular a gravidade criou habilidades únicas e agora poderão ser experimentadas pelos jogadores na Área Pública de Testes do jogo.

    Lá, os jogadores poderão testar as Hyperesferas, que são duas cargas gravitacionais que se implodem, gerando um dano significativo ou o Punho Cinético, que paralisa os projéteis no ar, convertendo-os em escudo. Para saber mais sobre estas e outras habilidades, acesse o site oficial de Overwatch.

    Para saber mais sobre a origem de Sigma, assista ao trailer abaixo:

    Overwatch está disponível totalmente em português e pode ser adquirido já com o novos preço especial para o mercado brasileiro de apenas a partir de R$ 69,00 na Battle.Net.

    Com o jogo da Blizzard, o fã brasileiro de Overwatch tem acesso a novos mapas, heróis e modos de jogo que serão lançados no futuro sem custos adicionais.