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    CRÍTICA – Scream (3ª temporada, 2019, VH1)

    O ano era 2015 e a MTV lançava a primeira temporada de Scream. A série foi bem recebida pelo público geral e até pelos fãs da antiga franquia de filmes. A Netflix pegou os direitos de exibição, e em 2016, na segunda temporada, os episódios saiam no dia seguinte na plataforma de streaming, tendo seu episódio final exibido dia 16 de agosto e um especial de Halloween, no dia 18 de outubro.

    Depois do especial de Halloween, que enfim revelava o assassino da segunda temporada e ao mesmo tempo deixava mais mistérios para serem solucionados, muito se esperava pelo que poderia vir para a próxima temporada e quando ela poderia vir. Ficamos muito tempo sem noticias, até que finalmente foi anunciado uma terceira temporada, porém, com um elenco totalmente novo. Era praticamente um reboot.

    Finalmente tivemos noticias sobre o que viria a seguir, agora era só esperar. Mas ninguém achava que teríamos que esperar tanto. A série acabou indo pro canal VH1, o elenco foi anunciado e continuamos esperando. Anos se passaram, até que praticamente 3 anos depois soltaram tudo de uma vez, um trailer anunciando a temporada para o mês seguinte e que seria um show de 3 noites, sendo 2 episódios em cada, ou seja, 6 episódios. Agora que já contextualizei, vamos falar sobre a temporada em si.



    Ao ser anunciado que Scream teria apenas 6 episódios, eu esperava que fosse uma trama mais fechada, com um ritmo condizente e, acima de tudo, esperava que fosse bom, mas não foi. Não era muito a favor da troca de elenco, pois tinha um carinho especial pelo antigo, mas também nunca fui contra e estava aberto a experimentar a possibilidade, ainda mais que seria um elenco mais diverso e isso poderia ser interessante. Além de ter nomes que eu já conhecia e gostava, como os atores Tyler Posey (Teen Wolf), Jessica Sula (Skins) e Keke Palmer (Scream Queens), mas fora eles, não conhecia muito.

    Da esquerda para a direita: RJ Cyler (Deion), Christopher Jordan Wallace (Amir), Jessica Sula (Liv), Keke Palmer (Kim), Giullian Gioiello (Manny) e Giorgia Whigham (Beth).

    Contudo, infelizmente, o elenco não tinha química nenhuma e isso foi péssimo, além de que algumas atuações também não ajudaram em nada. O roteiro totalmente pobre e superficial, tirando alguns momentos chaves em que discutiam questões interessantes sobre negros em filmes de terror, em que citavam até um dos diretores do momento, Jordan Peele (Corra! e Nós), mas fora isso, parecia um prato cheio pra estrear diretamente no Tumblr, e apenas isso.

    Tirando a participação especial da Paris Jackson no piloto, é difícil você achar cenas “memoráveis” nessa temporada. Porém, tenho que levantar um ponto positivo que foram as mortes, que contrário às duas primeiras temporadas, foram bem brutais e sangrentas, levando até a uma certa nostalgia da saga de filmes, isso sim foi realmente legal. E também o fato de que não economizaram os personagens – até por que provavelmente já tinham em mente de que não voltariam pra uma próxima temporada -, mas infelizmente isso não cobre o roteiro pobre da breve temporada.

    O fato do assassino usar a antiga e original máscara do Ghostface também pode tocar o coração dos antigos fãs, mas não se deixem enganar por isso, no fim, depois de descobrirmos a motivação do assassino, era melhor que não tivessem usado e mexido com a alma do pobre coitado que devia estar descansando em paz, seja lá onde ela estiver.

    Motivações fracas, elenco sem química, plot twists péssimos, é assim que podemos definir essa terceira temporada que provavelmente fez o Wes Craven se remexer no túmulo.

    1,5 / 5,0

    Assista ao trailer:

    A temporada foi exibida pela VH1 nos Estados Unidos, porém ainda não se sabe quando chegará ao Brasil. Será que precisamos de mais essa bomba? Se você assistiu a terceira temporada de Scream, deixe sua avaliação e seus comentários abaixo:


    Leia também:

    Hush: A Morte Ouve | Final Girl, Home Invasion e outros motivos para conferir esse ótimo filme

    E Não perca o Martelada o podcast do Feededigno:

    https://feededigno.com.br/podcasts/martelada-11-filmes-de-terror-e-confrontos-aleatorios/

    Missão no Mar Vermelho: Novo filme da Netflix ganha trailer

    Netflix divulgou o trailer de Missão no Mar Vermelho (Red Sea Diving Resort), produção protagonizada por Chris Evans (Vingadores: Ultimato) que mostrará um resgate a refugiados ocorrido na Etiópia durante os anos 80.

    O projeto do diretor Gideon Raff havia sido anunciado e filmado ainda em 2017, mas o longa ficou engavetado, à procura de algum estúdio ou plataforma que pudesse lançar a produção.

    Raff é um diretor de cinema e televisão israelense, roteirista e escritor. E é mais conhecido por sua criação da série de drama Prisoners of War.

    Veja abaixo o trailer legendado de Missão no Mar Vermelho:

    A trama é inspirada em uma operação de resgate extraordinária e traz a incrível história de um grupo de agentes secretos que no começo dos anos 80 usaram um resort de férias no Sudão como fachada para o transporte de milhares de refugiados para Israel.

    A equipe responsável pela operação é liderada pelo carismático Ari Levinson (Chris Evans) e pelo corajoso etíope Kabede Bimro (Michael Kenneth Williams).

    No elenco também temos nomes como: Haley Bennett (A Garota no Trem), Alessandro Nivola (A Outra Face), Michiel Huisman (Game of Thrones), Chris Chalk (Gotham), Greg Kinnear (Pequena Miss Sunshine) e Ben Kingsley (Homem de Ferro 3).

    Missão no Mar Vermelho é dirigido por Gideon Raff e estreia em 31 de julho na Netflix.

    SDCC | His Dark Materials: Veja o primeiro trailer com Dafne Keen

    Com Game of Thrones no retrovisor, a HBO começou a revelar suas novas séries que parecem ser bem promissoras, que incluem uma nova adaptação live-action do aclamado autor Philip Pullman, His Dark Materials.

    Seguindo o painel mostrado na San Diego Comic-Con, a HBO lançou um incrível trailer estendido da nova série, com muito material que mostra ação com as estrelas da série, que consistem em Dafne Keen (Logan), James McAvoy (X-Men: Fênix Negra), Ruth Wilson (Luther) e Lin Manuel-Miranda (O Retorno de Mary Poppins); junto de seus daemons.

    Confira, abaixo, o novo trailer legendado:

    https://www.facebook.com/HBOBR/videos/1065115333694053/

    Confira a sinopse oficial de His Dark Materials:

    Lyra Belacqua e seu amigo Will são crianças comum que, com a chegada de duas figuras misteriosas, acabarão por embarcar em uma jornada de mistérios e aventuras em universos paralelos.

    Numa narrativa envolvente, Philip Pullman conduz o leitor a um mundo mágico. Acompanhando a jovem Lyra, que se lança numa busca desesperada e enfrenta terríveis obstáculos quando seu amigo Roger desaparece, o escritor nos apresenta um universo de fantasias onde os daemons correm pelas ruas de Oxford e Londres, ursos vestem armaduras e encontros com anjos caídos são possíveis. Sem contar no redemoinho de poeira misteriosa está por toda parte, tornando possível às crianças conhecerem segredos que os adultos dariam tudo para desvendar.

    É uma história que te fará questionar tudo que você conhece do seu mundo e se perguntar o que pode haver onde os olhos não alcançam.

    Marvel’s Spider-Man passa Batman: Arkham City como o mais vendido

    O game da Insomniac Games, exclusivo do PlayStation 4, Marvel’s Spider-Man, já é o game de super-herói mais vendido nos Estados Unidos, apesar de ter sido lançado há só um ano, e sendo disponível em apenas um console.

    Marvel’s Spider-Man é oficialmente o game de super-herói mais vendido nos Estados Unidos, passando até mesmo Batman: Arkham City. A conquista vem após uma pesquisa de de marketing da companhia NPD Group, que segue as vendas de games (entre outros consumos) nos Estados Unidos.

    Com a San Diego Comic-Con acontecendo, o analista de games do Grupo NPD, Mat Piscatella compartilhou a lista dos games de super-heróis mais vendidos.

    Confira a lista abaixo:

    Marvel’s Spider-Man, que foi lançado em Setembro de 2018, chegou ao topo da lista. Ficando em segundo lugar o game da Rocksteady Studios, Batman: Arkham City e Batman: Arkham Knight. O Vigilante de Gotham também ocupa o quarto lugar da lista, com LEGO Batman, seguido de LEGO Marvel Super Heroes.

    O que faz a conquista ainda mais impressionante, é o fato de Marvel’s Spider-Man estar disponível apenas para o PlayStation 4, enquanto Batman: Arkham City foi lançado para PS3, Xbox 360, PC, Wii U, PS4 e Xbox One.

    E vale lembrar, entretanto, que a pesquisa leva em conta apenas as vendas nos Estados Unidos, e ranqueou as compras apenas nas “compras em dólar”, não o número de cópias vendidas. Apesar da NPD não seguir o número de vendas global, não está claro se Marvel’s Spider-Man também é o game de super-herói mais vendido no mundo.



    Marvel’s Spider-Man foi desenvolvido pela Insomniac Games que ainda irá anunciar uma sequência do game. Enquanto isso, a Rocksteady Studios está trabalhando em um game que está sendo mantido em segredo, que será anunciado oficialmente em breve. O co-fundador do estúdio Sefton Hill pelo menos confirmou que o novo projeto não é um game do Superman.

    Agents of S.H.I.E.L.D.: Série chegará ao fim na 7ª Temporada

    Ano passado, ABC renovou Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. para a sétima e última temporada, meses após a sexta temporada ser lançada. Agora, o Vice-Presidente Executivo da Marvel Television, Jeph Loeb confirmou que a série, que estreou em 2013, de fato terminará oficialmente na sétima temporada.

    Quando perguntado a respeito da decisão de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. terminar após as sete temporadas, Jeph revelou que eles querem terminar a história por eles mesmo e não por um cancelamento.

    “A resposta mais simples para isso, é que para que nós possamos terminar a série por nós mesmos.”

    Quantas séries chegaram ao fim de repente, e você se sentiu, tipo… espera um minuto, ia ter mais. Sim, na cronologia, nós pensamos que a 5ª temporada era o fim. Se você volta e olha pra trás e pensar no fim dessa temporada, ela foi escrita dessa maneira. Na verdade, o último episódio dessa temporada, é chamado ‘O Fim’.

    Honestamente, nós pensamos que iríamos apagar as luzes e voltaríamos para casa, e quando a ABC ligou para nós dizendo ‘o material era tão bom, e perguntaram se tínhamos material para uma nova temporada, você acha que vocês tem outros 13 episódios, pois nós gostamos dessa ideia’.”

    Enquanto isso, a sexta temporada continua o último episódio lançado foi intitulado “Leap“.

    Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. é estrelada por Clark Gregg, Ming-Na Wen, Chloe Bennet, Iain De Caestecker, Elizabeth Henstridge, Henry Simmons, Natalia Cordova-Buckley e Jeff Ward.

    A série foi co-criada por Joss Whedon, Jed Whedon e Maurissa Tancharoen, quem também serviu de produtor executivo da série foram Jeffrey Bell e Jeph Loeb. A série é produzida pela ABC Studios e a Marvel Television para a ABC.

    Agents of S.H.I.E.L.D. também está disponível na Netflix.

    TBT #29 | Sociedade dos Poetas Mortos (1989, Peter Weir)

    “Fui para os bosques viver livre como quisesse. Para sugar todo o tutano da vida. Para aniquilar tudo o que não era vida. E para, quando morrer, não descobri que não vivi.”

    Sociedade dos Poetas Mortos é um clássico de 1989 e dirigido pelo australiano Peter Weir (O Show de Truman). Na trama, que se passa em 1959, em uma tradicional escola preparatória chamada Academia Welton, um ex-aluno, John Keating (Robin Williams), se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a “Sociedade dos Poetas Mortos”.

    O longa, que completou 30 anos, recebeu quatro indicações ao Oscar de 1990 (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, vencendo na categoria de Melhor Roteiro Original) – no Globo de Ouro foi indicado nas mesmas categorias. Além disso, Sociedade dos Poetas Mortos venceu o César de Melhor Filme Estrangeiro.

    O filme teve um orçamento de aproximadamente US $ 16,4 milhões e faturou, apenas em solo americano, US $ 96 milhões, ficando entre as dez maiores bilheterias do ano nos Estados Unidos e uma das cinco maiores internacionais.

    “Não importa o que digam a vocês, palavras e ideias podem mudar o mundo” – John Keating

    Muitos dos acertos do filme se devem ao incrível trabalho de Peter Weir e Tom Schulman, diretor e roteirista, respectivamente. Boa parte do que é apresentado na produção foi baseado nas experiências pessoais de ambos. O roteiro de Schulman, por exemplo, vem de sua própria vida acadêmica, passada na Montgomery Bell Academy, uma escola preparatória para meninos em Nashville, nos Estados Unidos.

    O roteiro faz um excelente trabalho ao criar e estabelecer a relação do professor Keating com os alunos. A projeção carrega inúmeros momentos memoráveis carregados de reflexões, e a maioria deles resulta dessa dinâmica.

    É indiscutível que o texto de Tom Schulman aliado á direção de Peter Weir deixou a química entre os personagens ainda mais genuína e convincente. A escolha do diretor de gravar o longa todo em ordem cronológica contribuiu para o resultado brilhante que vemos na tela. Para deixar ainda mais verossímil essa relação, o cineasta optou por manter os atores no mesmo quarto para estreitar os laços entre eles e deu bastante liberdade para o Robin Williams fazer o seu trabalho.

    O diretor de fotografia australiano John Seale (Mad Max: Estrada da Fúria, 2015) é o responsável pela brilhante cinematografia de Sociedade dos Poetas Mortos. Ele utiliza o recurso de luz e sombra de maneira muito interessante em alguns momentos e consegue passar um senso de aventura muito grande em cenas noturnas com neblina, podemos perceber isso no momento em que os garotos fogem da escola para a primeira reunião da Sociedade.

    A trilha sonora do compositor francês Maurice Jarre (Ghost – Do Outro Lado da Vida, 1990) é outro ponto alto da película. A canção Keating’s Triumph é umas das mais lindas, forte e que eleva ainda mais a cena final, que é uma das mais empolgantes e sublimes de todo o filme.

    #OCAPTAINMYCAPTAIN

    “Meu brado bárbaro ecoa acima dos telhados do mundo” – Walt Whitman

    Robin Williams faz aqui um de seus trabalhos mais brilhantes. Ao dar vida ao professor John Keating, o ator injeta no personagem um ar paternal e de tranquilidade que encanta logo de cara. Ademais, ele consegue despertar uma inquietude, não apenas nos seus alunos, mas também no espectador. Uma inquietude que nos motiva a pensar fora da caixa e a seguirmos naquilo que acreditamos.

    Luke Buckmaster, crítico de cinema do The Guardian, destaca em seu artigo de comemoração do 30º aniversário do filme, o impacto cultural de Sociedade dos Poetas Mortos. Ele aponta que esse impacto pode ser observado na maneira como, para toda uma geração, a frase “O Capitão! Meu Capitão” não evoca o poema de onde se originou – a elegia de Walt Whitman, ao então recém-assassinado presidente americano Abraham Lincoln -, mas o ator Robin Williams.

    Em 2014, após a morte por suicídio de Williams, a hashtag #ocaptainmycaptain se tornou viral, destacando mais uma vez o quanto esse papel e essa frase se tornaram símbolos atemporais da história da sétima arte capaz de marcar a vida de um ator e de uma geração inteira.

    “CARPE DIEM”

    Sociedade dos Poetas Mortos é um dos títulos que fazem parte da lista de filmes mais inspiradores de todos os tempos do AFI (American Film Institute). Além disso, a frase latina “Carpe Diem” entrou para a história do cinema e ficou entre as 100 frases mais citadas em longas-metragens de acordo também com o AFI.

    Trabalhando questões como a supervalorização da tradição, conformismo, a importância da arte e da cultura na vida de uma pessoa e fazendo uma dura crítica aos sistemas educacionais que querem formar máquinas e não cidadãos pensantes, o longa de Weir deve ser visto por quem ainda não viu e revisitado sempre por quem já assistiu. É uma experiência incrível, com lições valiosas, e necessárias, passadas através de uma das mais belas artes, o cinema.

    Ah, e não posso esquecer:

    “Carpe diem. Aproveite o dia, garotos. Torne sua vida extraordinária.”

    Confira o trailer legendado abaixo:

    https://www.youtube.com/watch?v=2j8xOH0udMA


    Sociedade dos Poetas Mortos
    está disponível no catálogo da Netflix. Corra para assistir essa obra de arte e depois conta para a gente aqui nos comentários o que achou. Não esqueça de conferir os outros textos da campanha TBT do Feededigno e de compartilhar essa indicação com os seus amigos nas suas redes sociais.