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    Bizarro: Conheça a versão bizarra do Superman

    Bizarro é um personagem da DC Comics que foi criado pelo escritor Otto Binder, muito conhecido por escrever vários quadrinhos do Shazam e a Família Marvel; e pelo artista George Papp conhecido como um dos principais artistas de longa duração do Superboy.

    A primeira aparição do vilão foi na HQ Superboy #68, em 1958, na qual cientistas criam um raio duplicador na tentativa de clonar o Superboy mas algo dá errado.

    ORIGEM

    Ao longo da história do Superman existiram 3 versões do Bizarro com histórias de origem um pouco diferentes; a primeira versão foi criada pelo General Dru-Zod que planejava dominar o planeta Krypton com duplicatas de si mesmo, porém os clones não tinham poderes porque não estavam sob um Sol amarelo, mas eram soldados cruéis prontos para matar e morrer sem hesitação.

    Já na segunda versão um cientista da Terra ao demonstrar seu raio duplicador para Superboy, acaba acidentalmente acertando o herói e criando uma duplicata do mesmo. Essa versão chamava bastante atenção pela semelhança que tinha com o famoso monstro Frankenstein, infelizmente o mesmo morreu no final da edição do quadrinho.

    Na vontade de trazer o personagem de volta à vida, a DC Comics bolou uma história na qual Lex Luthor e um cientista chamado Doctor Teng criam uma máquina de duplicação. Na tentativa de criar um clone do Superman, os dois criam Bizarro um ser de pele cinza e comportamento infantil que imediatamente se apaixona por Lois Lane e até criou uma Lois Bizarra. Eles se sentiam muito desconfortáveis por não se encaixarem no padrão terrestre, então, logo decidem viajar para o Mundo Bizarro e viver suas vidas sem preconceitos, por assim dizer.

    PODERES E HABILIDADES

    Imitando um pouco o Superman, Bizarro tem poderes parecidos com os do Homem de Aço, porém alguns deles são distorcidos, como a visão de calor que para Bizarro é chamada de visão ártica que é capaz de emitir uma poderosa quantidade de vapor frio de seus olhos, bem como disparar feixes de gelo deles.

    Outro poder distorcido é o sopro frio que para o Azulão Bizarro é um sopro flamejante que é capaz de pulverizar plasma super-aquecido ou líquido de sua boca através de expiração.

    O Bizarro também possui super força, velocidade aprimorada, invulnerabilidade, voo e bio-fissão no qual dentro de um ambiente sob um Sol azul, Bizarro ganha a capacidade de replicar novas formas de vida a partir de sua própria massa corporal.

    EQUIPES

    Retratado como vilão, o mesmo já participou de várias equipes famosas no meio da vilania tendo filiações com a Legião do Mal, Liga da Injustiça e Sociedade Secreta dos Supervilões.

    CURIOSIDADES

    O Mundo Bizarro ou também conhecido como Terra-29 foi criado por Bizarro e a versão Bizarra de Lois Lane, eles utilizaram do poder de bio-fissão para colonizar o seu mundo. Nele há versões distorcidas da Mulher-Maravilha na qual pensa que os homens são superiores às mulheres e uma versão distorcida da Supergirl que é totalmente assustadora e imprevisível; além de terem tido um filho juntos.

    OUTRAS MÍDIAS

    O vilão apareceu em diversas animações, games e até na TV, sendo elas:

    ANIMAÇÃO

    GAMES

    • Superman (1999);
    • Superman: O Homem de Aço (2002);
    • Superman Returns (2006);
    • DC Universe Online (2011);
    • LEGO Batman 2: DC Super Heroes (2012);
    • Injustice: Gods Among Us (2013);
    • LEGO Batman 3: Beyond Gotham (2014);
    • Injustice 2 (2017);
    • LEGO DC Super-Villains (2018);

    TV

    Bizarro teve sua primeira versão live-action na série Smallville (2001–2011) mas ele tinha pouca semelhança com o vilão das HQs e foi interpretado pelo ator Tom Welling. Sua aparição mais recente pode ser vista na 2° temporada da série Superman e Lois (2021-até o momento) também produzida pelo canal The CW, na série o vilão é interpretado pelo ator Tyler Hoechlin e tem uma semelhança enorme com o Superman, tendo até o clássico S ao contrário em seu traje.

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    CRÍTICA – Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing (2022, Rory Kennedy)

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    Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing (DOWNFALL: The Case Against Boeing) é mais um documentário original da Netflix lançado no começo deste ano. Dirigida por Rory Kennedy, a produção de 1h29min de duração chegou ao serviço de streaming em 18 de fevereiro de 2022.

    O documentário teve seu lançamento mundial no Sundance Film Festival 2022, em janeiro deste ano. Confira nossa análise a seguir.

    SINOPSE DE QUEDA LIVRE: A TRAGÉDIA DO CASO BOEING

    Investigadores revelam como a Boeing pode ter sido responsável por dois acidentes catastróficos seguidos ao priorizar o lucro em detrimento da segurança.

    Dos produtores Brian Grazer e Ron Howard, este filme é dirigido por Rory Kennedy, ganhadora do Emmy e indicada ao Oscar.

    ANÁLISE

    Um disclaimer importante que não consta na produção, mas deveria: Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing pode ser um gatilho psicológico negativo. Evite assistir ao documentário se você tem receio de voar de avião. O aviso é pertinente não por conta do uso de imagens chocantes dos acidentes, mas sim porque o que os investigadores mostram pode despertar uma forte sensação de insegurança.

    Dito isso, vamos para a análise.

    Rory Kennedy possui uma sólida carreira dirigindo documentários. Entre seus feitos convém destacar a vitória no Emmy 2007 pela direção de Fantasmas de Abu Ghraib, a indicação ao Oscar 2015 por Vietnã: Batendo em Retirada (2014) e o trabalho em Ethel (2012) que rendeu indicações ao Emmy do ano seguinte e a conquista de outras premiações daquela temporada.

    Ao longo da carreira, a diretora trabalhou de modo consistente com os mesmos profissionais em diferentes ocasiões. Em Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing não foi diferente. Os roteiristas Mark Bailey e Keven McAlester estão presentes aqui, já tendo trabalhado com Rory Kennedy em diferentes produções de sucesso.

    Tudo isso certamente a credenciou para que a Netflix investisse em uma produção ousada e que bate de frente com uma das empresas mais importantes e poderosas da aviação mundial. E os riscos assumidos valeram a pena.

    Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing possui uma montagem excelente que divide o documentário em três momentos.

    A produção inicia contextualizando o cenário da aviação na última década, sendo 2017 o auge em termos de segurança, ano em que não houve acidente fatal com aviões comerciais. Logo, começa a contar sobre as quedas dos aviões da Lion Air na Indonésia, em outubro de 2018; e da Ethiopian Airlines, na Etiópia, nove meses após o acidente anterior.

    Ambos guardam diversas semelhanças em comum, sendo as principais: o acidente ocorreu pouco tempo após a decolagem, e ambos foram com aeronaves Boeing 737 MAX.

    É fato mais do que consumado que o mundo todo sabe sobre ambos acidentes, que juntos resultaram em quase 350 mortes. O documentário acerta ao focar mais no lado humano das estatísticas, dando espaço para que familiares das vítimas relatem sobre a rotina nos dias fatídicos.

    Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing é um documentário da Netflix que aborda os acidentes fatais com o Boeing 737 MAX em 2018 e 2019
    Imagem de familiares das vítimas reunidos em sessão do Congresso dos Estados Unidos

    Uma das pessoas entrevistadas é a esposa do piloto da Lion Air, que foi um dos primeiros alvos de julgamentos da imprensa e de lobistas pouco tempo após o acidente, quando ainda não se tinha indicações de qual seria a causa. Ela destaca que todas as críticas foram injustas, inclusive informando que a conclusão do treinamento do marido foi nos Estados Unidos. Parte das críticas contra o piloto indonésio era de que ele não era suficientemente capacitado, pois não teria sido treinado na terra da Boeing.

    O segundo momento do documentário é uma volta ao passado, conduzida principalmente por entrevistas com ex-engenheiros da Boeing, para que a audiência compreenda o quão confiável a empresa era, e como a cultura corporativa e os valores focados em segurança e inovação eram motivo de orgulho para todos os estadunidenses. É nessa parte da produção que tudo fica muito mais interessante, pois escancara que a negligência que causou os acidentes de 2018 e 2019 na verdade se iniciou ainda na década de 1990.

    Na reta final de Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing, o documentário volta à década passada para mostrar principalmente os esforços conduzidos pelo Congresso dos Estados Unidos, uma espécie de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Boeing. As descobertas dos investigadores são assustadoras, pois comprovam que a negligência da empresa foi motivada pela ganância e pelo constante desejo de agradar aos acionistas da Wall Street.

    LEIA TAMBÉM: CRÍTICA – O Golpista do Tinder (2022, Felicity Morris)

    Tudo se sustenta tão bem no documentário por dois motivos: a narrativa é completamente conduzida pelas falas dos entrevistados, sem qualquer uso de voiceover; e as conclusões são fundamentadas em provas sólidas, muito bem complementadas com as explicações de fontes como pilotos aposentados, analistas de aviação e um jornalista do Wall Street Journal especializado no ramo.

    O documentário também se vale de reconstituições digitais para tornar as explicações técnicas mais acessíveis ao grande público. Embora visualmente simples, elas são efetivas para complementar o que as fontes estão explicando a respeito do Maneuvering Characteristics Augmentation System (MCAS), o sistema criado especialmente para o Boeing 737 MAX e, como os documentos e as análises comprovam, foi o que causou os acidentes fatais.

    VEREDITO

    Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing se consolida no catálogo da Netflix como mais um documentário original que merece ser assistido (se você não tiver receio de voar de avião). Com fontes capacitadas, uma narrativa fácil de entender mesmo que você seja leigo no assunto e, principalmente, provas sólidas de que a ganância da Boeing fez a empresa ser negligente, a produção ainda conta com a direção precisa da experiente Rory Kennedy e uma montagem que valoriza ainda mais a história.

    5,0 / 5,0

    Assista ao trailer de Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing

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    CRÍTICA – Pacificador (1ª temporada, 2022, HBO Max)

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    Pacificador é uma série original da HBO Max e traz a parceria John Cena (Pacificador) e James Gunn (O Esquadrão Suicida) novamente trabalhando juntos.

    SINOPSE DE PACIFICADOR

    Chirs Smith (John Cena) é o Pacificador, um bandido recrutado por Amanda Waller para sabotar a Força Tarefa X na missão Estrela do Mar.

    Após os fatos ocorridos em O Esquadrão Suicida, Chris agora ganha uma nova missão: deter uma raça alienígena que toma os corpos dos humanos.

    ANÁLISE

    A nova série da DC Comics causou estranhamento em seu anúncio, uma vez que o protagonista escolhido não era o melhor personagem de O Esquadrão Suicida, tampouco era conhecido pelo grande público.

    Todavia, já na abertura do primeiro episódio, James Gunn chutou portas, mostrando que sua mente insana possui um brilhantismo único.

    A construção de personagens complexos, misturada com uma galhofice sem tamanho, mas com metáforas e um subtexto magnífico fizeram de Pacificador a melhor série de super-heróis da atualidade. Cada episódio tinha elementos únicos, baseados em um amplo conhecimento de Gunn sobre o universo da DC, além de saber muito sobre música, cultura pop e outras coisas mais.

    De fato, entrando nas camadas mais fundas de Pacificador, temos mensagens bastante claras: a primeira e mais visível é a de que relacionamentos familiares deixam feridas profundas em nossa alma. Chris e Adebayo (Danielle Brooks) são reflexos das péssimas personalidades de seus pais.

    Além disso, o nerdola, o nerd que não entende o que é ser nerd de verdade, é o principal alvo do sarcasmo do seriado. A todo o momento, os craas que acham que tudo é mimimi hoje em dia são massacrados pelo ótimo texto de Pacificador, que mostra que o americano médio é um idiota que pode ter uma redenção, mas que ele tem que estar aberto a mudanças, assim como nosso protagonista desmiolado e que possui um bom coração.

    Por fim, mas não menos importante, temos que falar das atuações espetaculares de todo o elenco. Freddie Stroma (Adrian Chase/Vigilante), Danielle Brooks (Adebayo), Chukwudi Iwuji (Murn), Robert Patrick (Auggie/Dragão Branco) e, principalmente, John Cena (Chris/Pacificador), que deu um show de carisma e qualidade em suas cenas. Eles entregaram tudo que a série pediu, com momentos de reflexão, comédia e nas cenas de ação também.

    VEREDITO

    Pacificador me surpreendeu da forma mais positiva possível. A série foi uma aposta certeira da DC e HBO Max, mostrando que é possível fazer qualquer projeto com boas mentes por trás disso. James Gunn deu uma aula de como devemos saborear cada minuto de um produto tão bem construído, se redimindo de seu passado nada honroso.

    Gunn e Chris tem muitas coisas em comum, e isso foi um trunfo de Pacificador. QUE VENHA A SEGUNDA TEMPORADA!

    5,0/5,0

    Confira o trailer de Pacificador:

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    CRÍTICA | Pacificador – S1E8: Chutando o Pau da Bravaca

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    Pacificador chegou ao seu último episódio intitulado “Chutando o Pau da Bravaca”, que contou com participações para lá de especiais.

    ANÁLISE

    Chutando o Pau da Bravaca

    Chutando o Pau da Bravaca foi o ápice de uma temporada quase perfeita de Pacificador, que recentemente foi renovada pela HBO Max.

    O episódio regado por sangue e ação desenfreada trouxe um excelente fechamento para quase todos os personagens, deixando apenas o Mestre Judoca (Nhut Le) de fora da festa.

    A direção foi precisa, trabalhando de forma sublime a trilha sonora, conseguindo empolgar o espectador, nos deixando em êxtase. As cenas de pancadaria e tiroteios foram frenéticas e ficamos com o coração na mão em alguns momentos.

    O desenvolvimento de Chris Smith (John Cena) e seus parceiros é espetacular, pois mostra que ele continua com seus fantasmas e ética questionável, contudo, há uma evolução de um vilão para anti-herói e as nuances apresentadas por James Gunn fizeram do Pacificador um dos melhores personagens do DCEU.

    Por fim, ainda temos uma pontinha de Jason Momoa (Aquaman) e Ezra Miller (Flash) que apareceram com as silhuetas de Superman e Mulher Maravilha, respondendo uma pergunta que sempre nos fizemos: cadê a Liga da Justiça nesses momentos? A participação especial mostra que a série tem muita moral na praça, sendo um gigantesco acerto da DC.

    VEREDITO

    Com roteiro e direção quase irreparáveis, Chutando o Pau da Bravaca é um capítulo catártico para os fãs de Pacificador. Cada segundo foi um suco de entretenimento e, no fim, temos uma aula de desenvolvimento de personagens. Que momento para ser DCnauta!

    4,8/5,0

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    CRÍTICA – O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface (2022, David Blue Garcia)

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    O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface é o mais novo filme da franquia e faz parte do catálogo original da Netflix. O longa é dirigido por David Blue Garcia (Tejano).

    SINOPSE DE O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA: O RETORNO DE LEATHERFACE

    48 anos depois de um serial killer matar um grupo de jovens na cidade de Harlow, Melody (Sarah Yarkin) e Dante (Jacob Latimore) querem revitalizar o lugar e enterrar o histórico dessa cidade amaldiçoada.

    Entretanto, os moradores do lugar não parecem muito dispostos à mudanças, principalmente o mais famoso deles: o Leatherface.

    ANÁLISE

    Os Filmes de Terror mais Aguardados de 2022

    O Massacre da Serra Elétrica de 1974 é um dos filmes slasher mais bem elaborados e extremamente perturbador. Sua estética suja e seu roteiro e direção que apresentam uma atmosfera macabra são os grandes trunfos que tem um antagonista assustador como a cereja do bolo.

    Quase 50 anos depois temos uma continuação/reboot que, infelizmente, se baseia apenas em dois pilares: nostalgia e violência gráfica.

    O novo longa O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface tenta fazer o que foi realizado pela franquia Halloween em 2018, se reinventando e cortando na carne todas as sequências furadas que ramificaram a história.

    Artigo relacionado – Noites Sombrias #47 | Os filmes de terror mais aguardados de 2022

    Contudo, a obra falha miseravelmente com um texto mequetrefe, que possui apenas uma linha de roteiro e descamba para várias mortes com muito gore. O filme tem todos os clichês possíveis, com pessoas com comportamentos completamente irreais e efeitos práticos que ora são competente, ora são mega toscos.

    O único ponto positivo está na atuação de Sarah Yarkin, que consegue entregar bons momentos. Ela conseguiu fazer uma protagonista que pelo menos nos faz se importar com ela.

    Aliás, sobre personagens, a volta da final girl Sally, interpretada pela atriz Olwen Fouéré, é um desperdício completo. Diferentemente de Laurie Strode que contribui muito para a trama em Halloween, a sobrevivente do primeiro massacre não contribui em nada, inclusive ela entrega a pior cena de O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface, uma vez que por uma decisão estapafúrdia do roteiro, a heroína não dá cabo de seu agressor, entregando a cena mais sem sentido dos últimos ano do gênero.

    VEREDITO

    Com uma direção desastrosa, um roteiro mais furado que queijo suíço e decisões bastante controversas, O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface é um desastre completo.

    Se David Blue Garcia acreditava que apenas a nostalgia dos fãs e muito sangue jorrando da tela seriam suficientes para ter uma trama coesa e bons momentos, infelizmente ele errou feio em suas convicções. Com a possibilidade de novos filmes, tomara que o rumo seja outro e que pelo menos os próximos longas lembrem um pouco o que foi feito na década de 70.

    1,0/5,0

    Confira o trailer de O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface:

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    Noites Sombrias #54 | Creepy (2016, Kiyoshi Kurosawa)

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    Mais um artigo de Noites Sombrias, e como é de praxe, trago uma obra de terror asiática, o filme Creepy,  roteirizado e dirigido por Kiyoshi Kurosawa.

    Disponível na plataforma MUBI, que possui um catálogo criado minuciosamente por curadores experientes no ramo da sétima arte, o longa Creepy, além de causar suspense, terror, agonia, de forma bem subjetiva traz algumas reflexões sobre a sociedade atual.

    SINOPSE DE CREEPY

    Um ano após uma negociação de reféns com um assassino em série ter se tornado mortal, o ex-detetive Koichi se muda para uma nova casa com um vizinho estranho. Ele ajuda seus antigos colegas policiais com um caso misterioso, que pode estar relacionado com os estranhos acontecimentos na casa ao lado.

    ANÁLISE

    Creepy, possui quatro prêmios em sua bagagem, talvez, o motivo principal de tais feitos é carregar uma história bem construída e original, sem qualquer brecha para encontrar similaridades com outra narrativa.

    Enquanto acompanhamos o desenrolar dessa história que tem poder de nos deixar cada vez mais intrigados até o ponto de perceber que não consegue mais se soltar dos laços dessa trama.

    Podemos observar a pureza de um tipo de terror que não se escora em exageros de artifícios especiais, apenas o equilíbrio entre roteiro, focos de câmera, e muitos truques de fotografia, abordando com talento a estranheza dos personagens.

    Outro ponto que difere Creepy de muitas produções, e a sutileza de colocar em nossa mente duas reflexões que se encaixaram muito bem com a proposta da obra.

    A primeira é de mostrar o quanto nós como seres humanos, estamos tão voltados para as nossas preocupações que não percebemos mais o que está em nossa volta, ou mais especificamente ao lado, perdendo totalmente os velhos  hábitos de conhecer vizinhos e criar o senso de comunidade.

    A segunda por sua vez, quer que você pense o quanto as pessoas que vivem de maneira totalmente doméstica, se sentem sozinhas, fragilizadas e na contramão do restante do mundo.

    VEREDITO

    Logo, Creepy é um excelente filme que mistura o suspense policial com terror que causa o pavor da estranheza, de um jeito bem ímpar, pois, é uma obra “crua” que não camufla a falta de talento com grandes efeitos.

    Mas sim, Creepy mostra o talento do roteirista e diretor, do grande poder de atuação dos atores convidados e de uma excelente equipe de fotografia compromissada e entregar um trabalho que te cativa com seu terror e criatividade.

    Até o momento da publicação desse artigo, a obra está disponível na plataforma do MUBI.

    5,0/5,0

    Confira o trailer de Creepy:

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