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    House of the Dragon: Conheça Vhagar, a dragoa de Laena Velaryon

    Vhagar era uma dragoa da Casa Targaryen e foi montada pela Rainha Visenya, durante a conquista de Westeros, ao lado de seu irmão-marido Rei Aegon I Targaryen e sua irmã e também esposa de Aegon I, a Rainha Rhaenys.

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    ORIGEM

    Vhagar eclodiu de um ovo de dragão em Pedra do Dragão durante o Século de Sangue. Ela foi nomeada em homenagem a um deus da Fortaleza Valiriana.

    Em algum ponto, Vhagar foi reivindicado por Visenya Targaryen que a domou, demonstrando que ela era uma cavaleira de dragão, algum tempo antes de ter se casado com seu irmão, Aegon I.

    APARÊNCIA

    A cor das escamas, chifres, asas, ossos das asas e crista espinhal de Vhagar, bem como a cor de sua chama não são mencionadas nos livros. No entanto, o artista encomendado para o Calendário de Crônicas de Gelo e Fogo de 2021, Sam Hogg, pediu esclarecimentos à equipe de George R. R. Martin e foi informado que Vhagar era “bronze com reflexos azuis esverdeados e olhos verdes brilhantes”.

    De acordo com Tyrion Lannister, Vhagar era grande o suficiente para que alguém pudesse andar a cavalo por seu pescoço. É dito que o hálito de dela era tão quente que poderia derreter a armadura de um cavaleiro e cozinhá-lo por dentro.

    Na época da Dança dos Dragões, Vhagar era o sobrevivente endurecido de uma centena de batalhas, tinha crescido quase tão grande quanto Balerion, o Terror Negro.

    Seu rugido foi tão poderoso que poderia abalar as próprias fundações de Ponta Tempestade. Nenhum dragão vivo poderia se igualar a ela em tamanho ou ferocidade.

    CAVALEIROS

    Outros cavaleiros que montaram Vhagar foram:

    • Rainha Visenya Targaryen;
    • Príncipe Baelon Targaryen;
    • Lady Laena Velaryon;
    • Príncipe Aemond Targaryen.

    FEITOS

    Por volta de 129 d.C. (Depois da Conquista), Vhagar tinha crescido quase tão grande quanto Balerion tinha sido durante a Conquista de Aegon, e se tornou o maior dragão vivo de seu tempo.

    Montado por Príncipe Aemond, Vhagar voou para o sul até Ponta Tempestade para que ele pudesse ganhar o apoio de Lorde Borros Baratheon para o Rei Aegon II Targaryen. Por um acaso do destino, o Príncipe Lucerys Velaryon também foi para o mesmo lugar na esperança de obter apoio para sua mãe, a Rainha Rhaenyra Targaryen.

    Aemond foi proibido de atacar Lucerys enquanto ambos estavam no castelo de Borros, mas foi autorizado a segui-lo fora do castelo. Depois que o jovem Lucerys subiu ao céu em Arrax, Aemond o seguiu com Vhagar.

    Os dois dragões lutaram durante uma grande tempestade e Vhagar rapidamente venceu Arrax, cuja cabeça decepada surgiu na praia dias depois, junto com o cadáver de Lucerys.

    MORTEHouse of the Dragon: Conheça Vhagar, a dragoa de Visenya Targaryen

    Durante a Batalha Acima do Olho de Deus, Daemon Targaryen, montado em seu dragão Caraxes, duelaram contra Aemond e Vhagar.

    Caraxes dominou Vhagar com uma mordida em seu pescoço enquanto Daemon saltou de seu dragão para cravar sua espada, Irmã Negra, no olho de Aemond, e os dragões caíram no lago.

    Alguns anos após o fim da Dança dos Dragões, o corpo de Vhagar foi recuperado, junto com os ossos de Aemond ainda acorrentados à sua sela.

    Vhagar tinha cento e oitenta e um anos quando morreu.

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    A série A Casa do Dragão, spin-off de Game of Thrones chega ao catálogo da HBO Max no dia 21 de agosto.

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    What If…?: Confira os personagens que ficaram em alta na série

    What If…? foi uma série que conseguiu aproveitar vários personagens de formas bem interessantes, pois trouxe situações bem inteligentes e divertidas. 

    Alguns nomes importantes do MCU tiveram destinos bem controversos, outros nem tanto. Confira agora todos os personagens que tiveram grande destaque:

    ERIK KILLMONGER

    Uma verdade absoluta: Erik Killmonger foi extremamente desperdiçado pelo MCU com sua morte prematura. O vilão de Pantera Negra é um dos mais complexos e legais da galeria de antagonistas e deveria ter sido melhor aproveitado.

    Todavia, What If…? compensou isso com um bom episódio e colocando Killmonger em um patamar mais alto. Ele fez parte dos Guardiões do Multiverso e se tornou o Pantera Negra de sua realidade, mostrando que se seu plano desse certo, com certeza ele seria um dos mais poderosos personagens do MCU. 

    VIÚVA NEGRA

    Natasha demorou bastante tempo para se tornar uma heroína de destaque no MCU. Por mais que ela tenha sido extremamente relevante dentro dos Vingadores, a personagem ficou em segundo plano por muito tempo, incomodando bastante os fãs. 

    Contudo, em What If…? a agente secreta ganhou mais destaque, se tornando uma das heroínas mais importantes dentro da série. Por mais que todo o atrito da Disney com Scarlett Johansson tenha afetado um pouco a jornada da Viúva, na série animada ela recebeu o destaque merecido, sendo protagonista em dois episódios, além de ser uma das membros dos Guardiões do Multiverso e ganhando um final digno na primeira temporada.

    PEGGY CARTER (CAPITÃ CARTER)

    Outra boa heroínas que teve seus projetos limados precocemente foi Peggy Carter. Um dos grandes chamarizes da série foi a Capitã Carter, pois queríamos ver do que ela seria capaz e não nos decepcionamos.

    Com muito carisma e força de vontade, a Capitã Carter foi uma das melhores personagens da ´serie, nos deixando com gostinho de quero mais, principalmente por conta de sua dinâmica com a Viúva Negra. Tomara que tenhamos mais dela na segunda temporada.

    T’CHALLA (PANTERA NEGRA E SENHOR DAS ESTRELAS)

    O eterno Chadwick Boseman nos deixou cedo demais, mas entregou uma excelente participação em What If…?. 

    O Pantera Negra teve muito destaque na primeira temporada, pois teve muitos episódios em que o príncipe de Wakanda era fundamental no desenvolvimento da trama. Sua importância é tamanha que em seu episódio de protagonista como Senhor das Estrelas mostrou como a galáxia seria mais segura e harmoniosa com a simples presença dele no universo cósmico da Marvel. Para se ter um exemplo, o Senhor das Estrelas, T’Challa, venceu Thanos no argumento, sem precisar dar um soco sequer! Sua trajetória foi fundamental para que o Titã Louco e todos os que foram prejudicados por ele tivessem uma vida tranquila. Merecidíssimo legado para a voz marcante de Boseman!

    HOMEM FORMIGA

    Se tem uma coisa que What If…? mostrou na primeira temporada é que a extensão dos poderes do Homem Formiga vão muito além do que imaginávamos. 

    Hank Pym deu muito trabalho aos Vingadores, uma vez que foi o responsável direto da morte deles em duas ocasiões. 

    No terceiro episódio, Pym derrotou os heróis mais poderosos da Terra antes mesmo que eles se tornassem os Vingadores, assassinando um a um. 

    Já no episódio cinco, o Homem Formiga trouxe sua amada Janet Van Dyne de volta, todavia, não do jeito que esperávamos. O herói acabou sendo surpreendido por uma versão zumbi da Vespa e os dois criaram uma epidemia global. 

    Acredito que essas funções mais importantes do líder dos Vingadores nos quadrinhos seja para dar ênfase a ele no próximo filme: Homem Formiga e Vespa – Quantumania. De qualquer forma, vimos que o personagem tem e muito potencial,  como foi apresentado aqui.

    ULTRON

    Ainda dentro do segmento de bons personagens desperdiçados, Ultron se encaixou como uma luva como grande ameaça em What If…?. 

    É verdade que em Vingadores: A Era de Ultron, sua jornada foi extremamente prejudicada por ideias ruins e uma execução não tão brilhante. Contudo, o episódio em que o androide vence e se torna o ser mais poderoso do multiverso é brilhante e deu o que precisávamos dele para que queiramos mais de Ultron no futuro. Esperamos mais do Ultron apelão na segunda temporada!

    DOUTOR ESTRANHO

    Por fim, o melhor de todos! Stephen Strange finalmente teve o protagonismo que merece! Com o melhor episódio da temporada e com os poderes mais absurdos e legais de todo o multiverso, o Doutor Estranho foi o grande destaque da primeira temporada da série.

    O herói se tornou tão poderoso em seu episódio de destaque que acabou no season finale sendo o líder dos Guardiões do Multiverso, além do escolhido do Vigia para proteger o universo de Armin Zola e Erik Killmonger, corrompidos pelo poder. É uma baita responsabilidade, mas o Mago Supremo Sombrio dá conta!

    E para vocês, quem foi o grande destaque? Faltou alguém? Comentem!

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    What If…?: Confira os personagens que ficaram em baixa na série

    What If…? foi uma série que dividiu bastante a opinião do público, pois trouxe muitas situações ousadas e mudou a rotina de diversos personagens na Casa das Ideias

    Na soma de tudo que ocorreu, vários personagens ficaram em alta ou em baixa, mas tudo foi uma grande diversão nessas variações da festa do multiverso.

    Confira agora todos os personagens que ficaram na baixa dentro do que foi apresentado em What If…?, a série da Marvel Studios, no serviço de streaming Disney+:

    SENHOR DAS ESTRELAS – PETER QUILL

    Começando com Peter Quill, o Senhor das Estrelas e líder dos Guardiões da Galáxia. No segundo episódio de What If…?, T’Challa assume o manto do carismático herói e toma conta com facilidade de todo o grupo, sendo um Senhor das Estrelas muito mais interessante que Quill.

    Além disso, Peter ainda acaba sendo pego por Ego, mas no fim acaba se juntando a T’Challa, sendo um possível Ravager no futuro. Todavia, acreditamos que muitas pessoas preferem nosso eterno Pantera Negra no lugar de Quill de agora em diante…

    THOR

    O Deus do Trovão já se tornou um ícone da comédia dentro do MCU, pois após Thor Ragnarok, o herói virou uma opção bastante galhofa dentro dos Vingadores, sendo o maior alívio cômico do grupo.

    Em seu episódio particular, Thor é um fanfarrão e completamente idiota, bem diferente de tudo que foi mostrado até então. Para piorar, o personagem é morto em dois eventos, sendo possível que ele tenha sido derrotado em mais universos apresentados em What If…?. A idiotização do vingador mais poderoso o deixou em situação bem desconfortável para os fãs.

    THANOS

    o Titã Louco teve mudanças significativas, além de situações embaraçosas em suas participações. As duas mais emblemáticas são no segundo e oitavo episódios. 

    No episódio em que T’Challa é o Senhor das Estrelas, Thanos acaba se tornando um dos Ravagers, pois foi convencido pelo eterno Pantera Negra a pensar de forma diferente em mudar o universo. O fato dele ter sido convencido na conversa foi algo irreverente, mas que mostrou a fragilidade dos planos do ex-vilão.

    Entretanto, o que realmente deixou o antagonista em baixa foi sua morte patética no episódio em que Ultron vence. O androide consegue tomar o corpo de Visão e na chegada de Thanos na Terra com as Joias do Infinito, o robô parte o Titã Louco ao meio com um raio, uma das cenas mais controversas da série. 

    De fato, Thanos foi um dos personagens mais ridicularizados, se tornando uma piada, contudo, apenas um outro grande herói foi mais humilhado que ele… 

    TONY STARK – HOMEM DE FERRO

    Tony Stark, o Homem de Ferro, herói mais importante do MCU e que marcou uma geração inteira de fãs teve destinos bem cruéis em What If…?.

    Ao todo, Tony foi executado cinco vezes, sendo diretamente por algum vilão em quatro oportunidades. A Marvel passou um recado bem importante ressaltando que seu protagonista mais relevante não deve voltar mais e que os fãs mais ferrenhos devem seguir em frente. 

    A sua importância foi mostrada, principalmente no episódio seis, mas, de fato, Tony merecia mais na série animada que mostrou vários cenários interessantes, menos para o Homem de Ferro que se ferrou (ba dun tass) em todos eles.

    E para vocês? Quais personagens ficaram em baixa? Comentem!

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    CRÍTICA – Entre Frestas (2021, Piotr Domalewski)

    Entre Frestas é um filme polonês original Netflix que estreou no dia 13 de outubro de 2021. Esse é um filme de suspense que aborda vários aspectos da Operação Jacinto na Polônia, onde os policiais registravam todos os homossexuais do país e só por seu trailer mostra que tem bastante potencial.

    Operação Hyacinth ou Jacinto conhecido por esse nome originalmente na Polônia, é dirigido pelo ator e cineasta polonês Piotr Domalewski, diretor dos filmes Noite Silenciosa e Eu Nunca Choro anteriormente, o roteiro é escrito por Marcin Ciaston.  Vale lembrar que o filme mostra a luta pelos direitos LGBTQIA+ na Polônia, um dos países mais homofóbicos da Europa atualmente.

    SINOPSE

    Operation Hyacinth recebe o nome da mesma operação feita entre 1985-7 na Polônia comunista para catalogar homens gays da época. Um tanto diferente da vida real, o longa se passa em 1980 seguindo Robert, um jovem policial insatisfeito com a conclusão de uma busca por um serial killer que mata, especificamente, membros da comunidade LGBTQIA+ na cidade de Varsóvia. Por conta disso, Robert começa a investigar sozinho, até que ele conhece Arek e usa o apenas como informante. Mas mal sabe ele que sua relação com o homem pode não só afetar seu trabalho como policial, mas também sua vida pessoal.

    ANÁLISE

    A primeira impressão nos primeiros minutos de filme foi que o protagonista interpretado pelo ator Tomasz Ziętek se mostra ser bem misterioso, não expõe os seus sentimentos e vida pessoal, e seu pai é o Coronel do departamento de polícia. Mesmo se passando durante a Operação Jacinto, o roteiro não se prende somente a isso e foca bastante no mistério sobre a morte de um homem gay rico.

    Wojtek é um amigo de trabalho de Robert, diferentemente do protagonista, o mesmo demonstra ser intolerante e homofóbico, o que não choca pela época em que se passa o filme. Várias cenas indicam essa percepção que tive dele, ele é bastante preguiçoso e amedrontador, o personagem é interpretado pelo ator Tomasz Schuchardt conhecido por Bodo (2017), O Batismo (2010) e Varsóvia 44 (2014).

    Após Wojtek espancar uma pessoa durante um interrogatório, o interrogado confessa ser culpado mesmo não sendo, a investigação é encerrada, porém Robert não concorda com essa resolução já que não existia provas suficientes para incriminar o interrogado e é nesse momento que eu senti certa ação no filme, porque Robert volta a investigar o caso de forma sigilosa contra a vontade dos seus superiores.

    Robert só encontra um jeito de continuar com a investigação, então se envolve com Erik um jovem estudante interpretado pelo ator Hubert Miłkowski. Nessa parte do filme é evidente que Robert está confuso sobre seus sentimentos, ele mostra ter certa curiosidade nas relações homossexuais, a sua relação com a sua noiva interpretada pela atriz Adrianna Chlebicka passa por alguns problemas e ele fica intrigado para resolver o caso já que começa a ser perseguido por um fotógrafo suspeito.

    Em vários momentos fica nítido e mais que claro o preconceito que os homossexuais sofrem no filme, a justificava dada para essa reação é a tentativa de conter e diminuir os casos de HIV e combater os crimes cometidos por “Gangues de Homossexuais”, e a melhor forma de fazer isso é registrar todos eles, torturar e os excluir da sociedade.

    VEREDITO

    Entre Frestas

    O filme é bom, tem um suspense interessante e se mantém na proposta de revelar quem é o assassino por trás daquelas mortes, a atuação é boa e em certos pontos temos um pouco de drama entre as partes, o que em minha opinião deixa o filme mais envolvente. Aqui vai um alerta, se você pretende assistir o filme para saber mais sobre a Operação Jacinto, sinto lhe informar que esse não é o objetivo central do filme, porque eles apenas utilizam aquela época e situação para trazer uma ideia maior sobre o preconceito e homofobia daquele país naqueles anos. Algumas cenas são meio encobertas e confusas e em certos momentos me fiz a pergunta “Por que isso está acontecendo?” porque não tem uma explicação ou desdobramento da situação.

    3,5/5,0

    Confira o trailer de Entre Frestas:

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    CRÍTICA – O Mistério das Mortes de Burari (2021, Leena Yadav)

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    O Mistério das Mortes de Burari é uma série documental original da Netflix produzida na Índia e criada por Leena Yadav.

    A série contém três episódios que relatam o crime que chocou a Índia.

    SINOPSE

    O Mistério das Mortes de Burari acompanha a investigação sobre as mortes misteriosas que aconteceram no distrito de Burari, na Índia, em 2018. Onze membros da família Chundawat foram encontrados mortos, todos enforcados, com exceção da avó que foi estrangulada.

    No local do crime, não foram encontradas pistas o suficiente para entender o que havia acontecido. Na época, a polícia encerrou as investigações concluindo que havia sido um suicídio em massa, mas muitos conspiradores acreditam que há mais por trás da história.

    ANÁLISE

    As séries documentais de crime da Netflix já são bastantes conhecidas do público que consome conteúdo na streaming, sempre que algum novo título é lançado uma boa parte do público corre para ver. Pode até ser uma curiosidade mórbida, mas o fato é que as séries documentais de crimes reais conseguem expressar para a maioria da sociedade os momentos sombrios da humanidade.

    O Mistério das Mortes de Burari não foge desse conceito. A morte de 11 pessoas da mesma família que chocou a Índia em 2018 ainda permanece com perguntas em aberto. Teria sido um suicídio coletivo ou um homicídio em massa? O documentário da gigante do streaming não entrega a resposta de imediato, primeiro a produção contextualiza quem foram aquelas 11 pessoas e como era a relação entre elas e até mesmo com os vizinhos.

    Nesse sentido, o documentário tem um recorte preciso com um grande arquivo visual para dar peso à história. Como é um caso muito recente, a diretora utiliza desde filmagens jornalísticas até as imagens dos vizinhos que encontraram os corpos. Esse fator visual vem atrelado a entrevistas com familiares distantes, amigos, a polícia e jornalistas que noticiaram o fato na época.

    Logo, o documentário não assume uma posição, mas escuta percepções diferentes dos acontecimentos para no fim trazer à tona o que realmente aconteceu naquela noite. A família era fervorosamente religiosa e criou um ritual para trazer de volta o patriarca que havia morrido há onze anos. Obviamente, o ritual deu errado e acabou em uma tragédia.

    O acontecimento impactou a comunidade indiana e colocou em xeque os limites da religião. Mas até chegar a essa conclusão, o documentário busca tratar de todos os detalhes acerca do caso e tornar público para o mundo o que aconteceu em Burari. O olhar jornalístico do documentário é essencial para trazer uma impressão ética e moral do caso.

    VEREDITO

    O Mistério das Mortes de Burari é um documentário pesado que denota do espectador sangue frio e até um pouco de coragem para acompanhar os acontecimentos. Com um tom jornalístico que tenta explicar as 11 mortes de pessoas da mesma família, deixando um sentimento de incredulidade e pesar ao seu final.

    4,0 / 5,0

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    CRÍTICA – Far Cry 6 (2021, Ubisoft)

    Far Cry 6 é o mais novo lançamento da Ubisoft. Sendo o sexto enumerado da franquia, o novo título nos leva por Yara enquanto nos enveredamos pela história de Dani Rojas e tentamos a todo custo derrubar o governo ditatorial de Antón Castillo.

    Enquanto faz uma analogia ao regime de Cuba sob o controle da família Castro, Far Cry 6 nos apresenta algumas inovações tanto em relação à narrativa, mas acaba por reciclar determinados elementos de jogabilidade.

    O mais recente game da franquia foi lançado no dia 6 de outubro de 2021 para Xbox One, Xbox Series X, PlayStation 4, PlayStation 5 e PC.

    SINOPSE

    Far Cry 6 tem a trama situada em Yara, uma “ilha no coração do Caribe” marcada por paisagens naturais extremamente ricas e centros urbanos em decadência. Após uma revolução violenta, Yara parou no tempo e se manteve isolada de contato com outras nações por 50 anos.

    ANÁLISE

    Far Cry

    A história de Dani Rojas se desenrola tão rápido quanto é de se esperar de uma trágica fuga de um governo ditatorialista. A forma como o game nos apresenta Dani e seus parceiros de revolução se dão de maneira repentina, mas muito bem desenvolvidas.

    Enquanto exploramos Yara, exploramos os mais diversos ambientes da ilha. Não indo apenas a pequenas porções de construções espalhadas pelo mapa como em Far Cry 5 ou Far Cry: New Dawn, em que grande parte do game era ambientado no interior dos Estados Unidos.

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    Com uma variedade de ambientes para explorar e diferentes armas, o game nos proporciona diferentes aproximações em relação ao perigo que enfrentamos pelo exército muito bem preparado de Castillo.

    PERSONALIZAÇÃO E EXPLORAÇÃO

    Com a personalização de Far Cry 6 atingindo níveis não tão avançados como os de Assassin’s Creed Valhalla, o game te dá a opção de não apenas escolher o gênero de Dani Rojas, podendo se personagem ser tanto um homem, quanto uma mulher, mas não para por aí.

    Enquanto nos aprofundamos na história, desenvolvemos não apenas uma forma de personalização de trajes – que são encontrados por quase toda Yara -, mas também desenvolvemos a habilidade de personalizar as armas, nosso carro – que em determinado momento pode ou não se assemelhar a um tanque de guerra -, mas também podendo alterar todo o nosso inventário para enfrentar as mais diversas ameaças.

    Além das armas e dos elementos que você altera em seu carro como a torreta montada, seus trajes ou partes deles te garantem alguns diferentes status. Alguns te dão uma maior resistência à explosões, já outros, uma maior resistência a balas dos inimigos, e assim por diante. Ainda que alguns benefícios não sejam tão interessantes para combates quanto outros, o game te dá a opção de alterar seus trajes de maneira visual, te permitindo manter as habilidades de outros.

    Quanto à exploração, Far Cry 6 nos deixam tão frustrados quanto maravilhados. A frustração do game se dá por meio das quase infinitas hordas de inimigos – que dão respawn caso viremos às costas – que por mais que passemos alguns bons minutos destruindo-os, eles retornarão, com muito mais amigos.

    Quanto à parte das maravilhas, o game é um deleite visual, que se mostra esplêndido mesmo em um PlayStation 4 Slim. A variedade de ambientes e possibilidades exploratórias tornam o título tão mais vasto do que ele pode parecer à primeira vista.

    Exploração e progressão se dá de maneira um tanto parecida com Far Cry 5, mas que por não contar com uma árvore de habilidades, torna as coisas ainda mais interessantes. Tornando as antes habilidades adquiridas, em uma mera questão de progressão da história a fim de obter habilidades.

    PARÇAS, COMPANHEIROS E SUAS HABILIDADES ÚNICAS

    Far Cry

    A franquia Far Cry tem um longo histórico de permitir que jogadores tenham ao seu lado pets, mas esses pets contavam apenas com habilidades comuns de atacar inimigos. Em Far Cry 6, o nível subiu um pouco.

    Com cerca de 7 diferentes Parças com diferentes habilidades, o game te dá ainda mais opções de infiltração e combate. Dentre os 5 Parças funcionando como os principais: Guapo, Chorizo, Chicharrón, Cabum e Oluso, os enfrentamentos podem se dar tanto de maneira fofinha com a distração de Chorizo, ou de forma sanguinária se você optar ter ao seu lado Chicharrón. Além dos cinco Parças anteriormente citado, os jogadores podem ter acesso à outros dois por meio de DLCs, são eles K-9000 e Champanhe.

    As habilidades dos Parças vão muito além de diferentes aproximações de um mesmo objetivo. A forma de interação entre os jogadores e como eles lidarão com as dificuldades, definirão a progressão dos personagens, que têm alguns objetivos a serem completados se você quiser eles sejam o melhor que podem ser.

    SUBTEXTO DE UMA HISTÓRIA REAL

    Enquanto aborda uma história de libertação, o subtexto de Far Cry 6 é muito mais profundo do que morte de militares que fazem uso da força a fim de governar uma pequena ilha.

    Ao abordar uma história que se assemelha imensamente com a história de Cuba, o game aborda os traumas dos governos ditatorialistas que tomara conta das Américas no Século XX, sendo apoiado em grande parte pelos Estados Unidos que na época travava a incessante e até então “interminável” Guerra Fria com a União Socialista Soviética a fim de garantir que o Comunismo não chegasse a outros países.

    Ainda que sirva como diversão, as mortes por vezes cruéis daqueles que tentam tirar a liberdade do povo de Yara, serve como uma alegoria para a forma como uma guerra quase sempre precisa ser travada, levando violência à quem causou violência por tanto tempo.

    CONCLUSÃO

    Ainda que se distancie imensamente da forma da Ubisoft contar a história em Far Cry 5, o sexto game da franquia ainda traz alguns elementos que parece não ter conseguido deixar para trás. Os mestres de determinados territórios são algo visto anteriormente na seita de Joseph Seed e seus irmãos, e se repetem em Far Cry 6.

    Ainda que o game se desenvolva de forma lenta e extensa, temos muito tempo de gameplay antes de encontrar cada uma das ameaças definitivas que apoiam e abençoam o controle supremo de Antón Castillo à ilha de Yara. As missões do game se mostram quase sempre ligadas à formação de uma vindoura força de coalisão capaz de destruir tudo que os antagonistas do game representam, a fim de trazer paz após um longo controle da ilha.

    O desenvolvimento de Far Cry 6 se faz interessante, e ainda que a gameplay necessite de algo que traga novamente um respiro à jogabilidade da franquia, o recente título se mostra divertido, curioso e até mesmo desafiador.

    Se prepare para mergulhar de cabeça na história de Yara e destruir tudo que Antón Castillo e seus apoiadores representam.

    4,0 / 5,0 

    Confira o trailer do game:

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