Início Site Página 45

    TBT #280 | ‘Janela Indiscreta’ é um filme de suspense à frente de seu tempo

    Alfred Hitchcock revolucionou o cinema como o conhecíamos em sua época. Seja por suas tramas mais profundas em relação às quais estavam acostumados, ou até mesmo por nos colocar quase sempre o mais próximo possível do protagonista. Fazendo-nos por vezes, ver através de seus olhos. Em ‘Janela Indiscreta‘ não é diferente. Além de dar uma aula de design de produção, colocando o personagem de James Stewart quase sempre em um ponto de vista de vantagem em relação àqueles que ele observava.

    Seja por suas tramas profundas ou rasas, e até mesmo acusações de plágio de ‘A Sucessora‘ livro de Carolina Nabuco – pelo seu Rebecca, a Mulher Inesquecível (1940) -, vemos como Hitchcock pareceu sempre saber se reinventar diante de um cenário limitado. Em que o cinema à época parecia sempre louvar a cultura americana e o “american way of life“. Seja por esses e muitos outros aspectos, Janela Indiscreta estrela hoje o nosso TBT do Feededigno.

    SINOPSE

    Em Greenwich Village, Nova York, L.B. Jeffries, um fotógrafo profissional, está confinado em seu apartamento por ter quebrado a perna enquanto trabalhava. Como não tem muitas opções de lazer, vasculha a vida dos seus vizinhos com um binóculo, quando vê alguns acontecimentos que o fazem suspeitar que um assassinato foi cometido.

    ANÁLISE

    Janela Indiscreta

    Ambientado quase que inteiramente dentro do apartamento do fotógrafo de guerra L.B. Jeffries, que após um acidente é obrigado a se manter recluso em seu apartamento por sua perna quebrada, ganha um passatempo: viajar quase que sobre uma lente de aumento seus vizinhos, os habitantes de um condomínio do Greenwich Village. Sendo um deleite em aspectos técnicos, temos aqui diferentes cenários e arquétipos que só dão mais força ao longa.

    Sendo extremamente variado no que diz respeito à como esta trama será encaminhada, acompanhamos aqui uma trama lenta, repleta de suspense que gira em torno do real e irreal, do possível e do impossível. Mas assim como em todas suas tramas, Hitchcock debruça-se sobre aspectos inerentemente humanos, como o tédio e a curiosidade que a vida cotidiana alheia pode proporcionar.

    No período em que acompanhamos a história desenrolar, vemos o quanto pode mudar do dia para noite, principalmente se colocarmos os personagens secundários sobre uma lente de microscópio, acompanhando suas facetas mais humanas e cotidianas.

    Janela Indiscreta

    Estrelado pelo brilhante James Stewart e pela perfeita Grace Kelly, ouso dizer que este é um dos maiores casos de estudo de personagem já dirigidos por Hitchcock. Sendo ainda melhor seu incrível Psicose, Os Pássaros e até mesmo seu Intriga Internacional. Como um estudo de arquétipos e designer de produção, o longa se mostra como um dos mais profundos, mas não pelo valor financeiro da produção, mas por seu valor profundamente instrutivo.

    Tendo inspirado filmes de sucesso não tão grande como Por um Fio (2003), Paranoia (2007), e A Mulher na Janela (2021), Janela Indiscreta é um daqueles filmes que força os espectadores a colocarem seus olhos por diversos núcleos, colocando uma lente de aumento em cada um deles. Como um “slice of life” – um pedaço da vida do nosso personagem -, a história do fotógrafo que deveria repousar se torna muito mais complicada graças ao que ele testemunha em uma noite de chuva.

    VEREDITO

    Janela Indiscreta nos apresenta alguns dos mais diversos aspectos humanos, e serve como um ótimo estudo para amantes do cinema. Apesar de eu ser suspeito para falar – por ser fã de Stewart e Hitchcock -, aqui vemos um suspense com uma trama e personagens muito bem trabalhados. Isso sem falar em um design de produção absurdo! Pois mesmo dentro de seu apartamento, L.B. Jefferies consegue ver tudo sobre a vida de seus vizinhos, e testemunhar o que ele acredita ser um assassinato. Mas será mesmo?

    Como um ótimo estudo de caso, podemos entender aqui, que o cinema poderia e deveria ser muito mais do que é hoje.

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer:

    Janela Indiscreta está disponível no Prime Video.

    Curte nosso trabalho? Que tal nos ajudar a mantê-lo?

    Ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.

    Halloween na Disney: Entenda como funcionam as comemorações nos parques

    0

    Uma das festas americanas mais aguardadas reserva grandes momentos nos parques de Orlando.

    Nos Estados Unidos, o Halloween é uma das épocas mais aguardadas do ano. Em outubro, a magia do Dia das Bruxas afeta até mesmo os famosos parques da Disney em Orlando, sendo uma ótima época para realizar uma visita e se deparar com uma temática especial que é vista somente uma vez por ano.

    A celebração começa em noites demarcadas, que acontecem entre algumas noites de agosto (a partir do dia 9) até o dia 31 de outubro. Quanto aos horários, a programação especial acontece das 19h até meia-noite.

    Os personagens principais dos parques entram no clima. Nos famosos desfiles, que atraem os olhares das crianças, mas também do público de todas as idades, nomes como Mickey e Minnie aparecem com trajes diferenciados, geralmente em cores neon e decorados com teias.

    Nos parques, os visitantes também podem esperar aparições especiais, como dos vilões. E algumas ocasiões especiais também terão novidades. Por exemplo, o Fairytale Garden terá Mirabel e Bruno Madrigal realizando a primeira aparição temática nesta época do ano.

    Para a criançada que gosta de doces, atividades especiais de Halloween podem ser aguardadas. Nas áreas de todos os parques, muitos lanches e doces podem ser encontrados. Quanto às paradas especiais que acompanham as noites da Disney, os shows terão personagens como os participantes da Haunted Mansion da Liberty Square.

    O céu também contará com uma programação de shows especiais. O anfitrião Jack Skellington de The Nightmare Before Christmas se torna um dos principais protagonistas, acompanhado de uma casa assombrada, fantasmas e um jogo de luzes superdiferenciado.

    No palco da Cinderela, as personagens do famoso filme “Abracadabra” realizam uma apresentação temática e superdivertida. Nos restaurantes, alguns pratos e sobremesas temáticas entram no cardápio para oferecer uma experiência ainda mais completa.

    Para quem pretende viajar nesta época do ano, para facilitar o deslocamento entre os parques e na cidade de Orlando, apostar em um aluguel de carro semanal torna todo o processo mais prático e econômico.

    Em alguns dias, o parque da Disney abre exceções. Nesta época, é permitido que os visitantes e turistas vistam fantasias e entrem no clima, mas seguindo algumas diretrizes específicas do parque e do funcionamento desta programação.

    Quanto ao dia a dia, muitos personagens – como as famosas princesas e os vilões – entram no clima com looks de Halloween, e, claro, estão disponíveis para fotos com os turistas.

    Para quem quer visitar, principalmente nesta época do ano, é importante criar um roteiro para que todas as atividades especiais sejam englobadas, pensando principalmente que é uma época que costuma atrair diversos públicos interessados em conhecer esses tipos de eventos.

    Planeta dos Macacos: O Reinado | Conheça os personagens

    0

    Uma das sagas mais populares do cinema ganha uma nova história e convida o público a entrar em uma nova era. Planeta dos Macacos: O Reinado já está disponível nos cinemas e é o novo capítulo da aclamada franquia Planeta dos Macacos, dando continuidade à história da última trilogia iniciada em 2011 com Planeta dos Macacos: A Origem, seguido por Planeta dos Macacos: O Confronto em 2014 e por Planeta dos Macacos: A Guerra em 2017.

    Com um jovem e talentoso elenco, efeitos visuais com tecnologia de captura de movimento de última geração e uma narrativa futurista que combina elementos de ficção científica com temas profundamente humanos, o novo filme se passa várias gerações após o reinado de Cesar, o icônico protagonista da saga, e explora os desafios de um império em transformação através dos olhos de Noa (Owen Teague), um jovem macaco prestes a se tornar adulto.

    Ao seu lado são apresentados dois novos personagens, a humana Nova/Mae (Freya Allan) e Proximus Ceasar (Kevin Durand), o líder do novo reino dos macacos, que ajudam a expandir o universo da franquia para um território inexplorado.

    Noa: Saindo para o mundo e revisitando o passado

    Planeta dos Macacos: Quais são os filmes da franquia?

    Noa é um jovem macaco que ainda não explorou o mundo fora de sua aldeia e desconhece a história da raça humana que dominava o planeta tempos atrás. “Noa teve uma vida muito protegida e não sabe nada do mundo. Ele tem uma visão otimista do passado, o que é um elemento interessante do filme: há duas versões e interpretações totalmente diferentes da história, e Noa não sabe qual delas escolher“, explica Owen Teague, que dá vida ao personagem.

    Na história, o protagonista está prestes a participar de um ritual de iniciação fundamental para sua chegada à idade adulta, mas este é interrompido por acontecimentos que o obrigam a deixar o mundo que conhece para entrar em um território desconhecido e descobrir parte da história do planeta em que vive. A partir daí, a história foca em seu processo de descoberta e seu amadurecimento pessoal. “Podemos dizer que Noa se deixa ser levado pela admiração. Essa é a palavra-chave, o sentimento-chave para entendê-lo. Ele é muito curioso e fica impressionado com as coisas que descobre. Mas esse deslumbramento não é completamente receptivo: dentro de Noa, existem forças em conflito“, diz Teague.

    Para dar vida ao personagem, o ator contou com o apoio de diversos talentos que o cercaram durante o processo de filmagem. De um lado, ele escutou atentamente os conselhos do ator e diretor Andy Serkis, que deu vida ao icônico personagem Cesar na trilogia de Planeta dos Macacos. De outro, tanto Owen como os outros membros do elenco trabalharam com Alain Gauthier, ex-diretor artístico do Cirque du Soleil e coordenador de movimento do longa-metragem, cuja ajuda foi fundamental no processo de transformação em macacos. Usando a técnica de captura de movimentos, os artistas tiveram que interpretar seus personagens com uma câmera presa em cima de suas cabeças e vários sensores por todo o corpo. Por fim, o ator apoiou-se fortemente no diretor Wes Ball. Segundo ele, o cineasta sempre teve as palavras perfeitas para ajudá-lo a se conectar emocionalmente com Noa em cada cena. “Ele sabia exatamente como ajudar a me colocar no lugar em que eu precisava estar” conclui.

    Nova/Mae: Vestígios de um mundo anterior

    A atriz Freya Allan dá vida a Nova, assim chamada pelos macacos, mas cujo nome verdadeiro é Mae, uma mulher humana condenada a viver nas sombras, como todos os de sua raça. “Nossa personagem humana, homóloga ao personagem de Noa, representa o mundo anterior que morreu. Ela é a única personagem do filme que aparece na tela com sua aparência real“, diz Wes Ball.

    Allan, por sua vez, descreve Nova como “corajosa, determinada e de grande força física”, ao mesmo tempo que comenta que ela se dedicou muito para descobrir quem Nova realmente era e como ela se tornou o que é. “Foi interessante interpretar alguém que tem tantas intenções conflitantes, e tendo tudo o que ela sempre soube questionado no decorrer do filme“, comenta a atriz.

    Do ponto de vista físico, a personagem de Mae fez Allan se lembrar de sua própria infância, quando ela andava descalça e corria por entre as árvores. Nas filmagens, a atriz passou longas horas escalando, caminhando por terrenos desafiadores e correndo na água. Embora às vezes achasse cansativo, ela garante que gostou e aproveitou muito o processo.

    Além disso, a experiencia também foi especialmente enriquecedora para ela graças à dinâmica que foi criada com Teague. A atriz conta que sente grande admiração pelo trabalho que seu colega fez com o personagem Noa, e que foi muito divertido colaborar com ele nas diversas cenas. “Tenho um senso de humor bastante bruto e eu queria ver se Owen conseguia acompanhá-lo. Tiveram momentos em que estávamos filmando à noite e que estávamos cansados e mais malucos que o normal, e nós rimos muito“, diz Allan, enquanto o ator acrescenta: “Também tiramos sorro um do outro. Nós nos divertimos muito“.

    Proximus César: Liderando com tirania

    O trio de personagens centrais de é completado por Proximus César, o imponente e carismático líder do novo reino dos macacos que ganha vida na pele do ator Kevin Durand. O personagem comanda um exército de macacos e deseja adquirir todo o conhecimento humano sobre tecnologia, história e comunicações. Além disso, é ele quem reinterpreta o legado de César à sua maneira, usando-o como arma de poder em seu próprio benefício.

    Durand o descreve: “Proximus César tem a ideia de que se ele conseguisse encontrar as informações e toda tecnologia deixada pelos humanos, ele poderia fazer com que a evolução dos macacos acontecesse muito mais rapidamente nos próximos séculos. Ele tem um certo nível de carisma e os outros macacos começam a entender que a forma como ele vê o futuro pode ser benéfica para eles“.

    Ball, por sua vez, acrescenta: “Sempre pensei que esse personagem tinha algo de Gengis Kan: a ideia de conquistar todos aqueles grupos diferentes e uni-los em um único grupo para o bem de todos. Ele tem uma ideia grandiosa do que os macacos poderiam se tornar e está disposto a impulsionar essa evolução“.

    Para Durand, a criação do personagem através do processo de captura de movimento foi muito divertida. “É um processo tão imersivo, e funciona totalmente com a imaginação e a fantasia. Foi incrível mergulhar nesse personagem. Nós estudamos as diferenças anatômicas entre mim e o macaco, e foi algo incrivelmente informativo. Eu tinha a permissão para me tornar outra criatura. Wes me desafiou a tirar proveito das diferenças anatômicas. Foi realmente fantástico trabalhar com ele“, afirma Durant, acrescentando que trabalhar com Gauthier também foi extremamente enriquecedor. “Eu fiquei com ele durante um mês, o que foi maravilhoso. Nós dois trabalhamos sozinhos todos os dias e ele me ajudou a entrar nesse corpo e conquistar a atitude mental. E graças a todo o trabalho que fizemos juntos, o personagem começou a surgir“, conclui.

    Inscreva-se no YouTube do Feededigno

    Assista às nossas análises de filmes, séries, games e livros em nosso canal no YouTubeClique aqui e inscreva-se para acompanhar todas as semanas nossos conteúdos também por lá!

    CRÍTICA – ‘Rainha das Lágrimas’ é emoção do começo ao fim

    Um bom dorama sempre faz bem para sair da rotina das produções ocidentais e neste mês de maio encerrou-se uma das produções de maior visibilidade tanto no seu país de origem quanto em relação ao resto do mundo. Rainha das Lágrimas (Queen of Tears) é um k-drama produzido pela CJ ENM, sendo lançado na TVN com sua exibição original ocorrendo entre 9 de março e 28 de abril, chegando no serviço de streaming Netflix em 23 de março e encerrando sua exibição em 11 de maio.

    Durante a exibição em TV nacional foram anunciados dois episódios especiais e ainda não se sabe se também chegarão ao streaming.

    O roteiro é feito por Park Ji-eun e codirigida por Jang Young-woo e Kim Hae-won com seu elenco sendo formado por Kim Soo-hyun de Tudo Bem Não Ser Normal e Kim Ji-won de Apaixonados Pela Cidade como os protagonistas além de Park Sung Hoon, Lee Mi Sook, Kwak Dong Yeon e a participação de Song Joong Ki.

    SINOPSE

    A rainha das lojas de departamento e seu marido do interior enfrentam uma crise conjugal. Até que o amor milagrosamente volta a florescer.

    ANÁLISE

    Rainha das Lágrimas tem tudo o que uma pessoa precisaria para encantar uma dorameira(o) de primeira viagem e agradar os mais veteranos nas produções sul coreanas e asiáticas em geral a ponto de se comparar com alguns clássicos como Goblin.

    É uma história bem estruturada pelo seu roteiro que sempre nos mantém na expectativa do que vai acontecer a seguir e a cada nova surpresa desperta a curiosidade de saber o próximo passo da história.

    Os doramas têm um tom bem novelesco e, como em toda novela, existe mais de um núcleo narrativo que fica bem determinado ao longo de seu desenvolvimento e isso funciona muito bem em Rainha das Lágrimas porque todas essas histórias estão em alguns aspecto conectadas com o tema principal e tem seus próprios desfechos.

    A direção retrata bem o aspecto dramático do casal protagonista, todos os conflitos e os obstáculos que vão se apresentando na trama e isso ganha um excelente contorno emocional através da atuação de Kim Soo-hyun (Baek Hyun-Woo) e Kim Ji-won (Hong Hae In) que tem uma excelente química em tela.

    Outras atuações a destacar são Sung Hoon que já mostrou muito talento sendo um dos vilões em A Lição e vai muito bem em um papel que o coloca como o antagonista principal e Mi Sook que reforça o núcleo vilanesco do dorama coreano.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | A Lição: Conheça os personagens do K-drama da Netflix

    O que torna Rainha das Lágrimas tão emocionante é a jornada de rompimento e reparação que Hae In e Hyun Woo que já são um casal com o tão esperado “final feliz” e a narrativa nos mostra o que vai acontecer depois disso, um outro estágio da relação que a comunicação é sempre muito importante.

    Existem momentos engraçados, fofos, divertidos, sérios, intensos e tristes, como exatamente acontece em uma relação entre duas pessoas que decidem ficar juntas em um estágio como o casamento e nessa onda de bons e maus momentos que sem perceber se afastam e pelas razões apresentadas na trama vão se aproximando e isso torna a experiência do dorama coreano como um todo altamente emocionante.

    Além desse combo de expectativa e emoção ainda existe espaço para uma participação muito especial, um crossover com outro dorama que é muito querido pelo público, sendo uma excelente ideia dos criadores por ter um ponto em comum muito interessante entre os dois; tornando a situação muito engraçada e surpreendente.

    VEREDITO

    Rainha das Lágrimas é emocionante, dramático com muitas surpresas e deixa a nossa expectativa a respeito de seu final até os últimos momentos sendo um dos melhores K-dramas lançados neste ano.


    4,8 / 5,0

    Assista ao trailer:

    Inscreva-se no YouTube do Feededigno

    Assista às nossas análises de filmes, séries, games e livros em nosso canal no YouTubeClique aqui e inscreva-se para acompanhar todas as semanas nossos conteúdos também por lá!

    EU CURTO JOGO VÉIO #11 | ‘The Legend of Zelda: Ocarina of Time’ é brilhante clássico atemporal

    Um dos primeiros games da franquia Zelda que tive contato, foi Majora’s Mask. Sem saber muito bem o que estava pegando na locadora em plena sexta, após a escola, pela recomendação do João que dizia “Esse aqui tem saído muito, deu sorte de ainda ninguém ter pego hoje.” Depois de muitas horas quebrando a cabeça, comecei um save inteiramente novo, e me aventurei por Hyrule pela primeira vez. Após zerar o game ao longo de alguns finais de semana locando a fita toda sexta, com a ajuda da saudosa Revista Ação Games, com o detonado do game, fiquei curioso para qual seria o próximo capítulo da minha aventura. Nos finais de semana seguinte, contemplando o vazio existencial que uma criança de 12 anos poderia contemplar, descobri o maravilhoso The Legend of Zelda: Ocarina of Time.

    Mesmo sendo o game onde tudo muda para a franquia, Ocarina of Time tem um fator de replay muito gostoso e recompensador. E hoje, 26 anos após seu lançamento, me vi imerso e entretido em uma jornada que eu esperava não ter fim.

    Mesmo com todas as limitações de gameplay à época, uma câmera travada, e o típico controle do Nintendo 64, demorei a me adaptar à como a Nintendo alterou o layout deste para a nova era de consoles em seu serviço de assinatura Nintendo Switch Online + Expansion Pack.

    SINOPSE

    Link é um jovem da floresta que vê seu lar em perigo e parte em uma jornada para deter um rei maligno e salvar o reino de Hyrule! Para completar sua missão, ele terá que encontrar a princesa Zelda e ajudar outros povos para reunir a Triforce e restabelecer o equilíbrio do mundo!

    ANÁLISE

    Ocarina of Time

    Ao longo dos anos, tive a oportunidade de rejogar Ocarina of Time. Mas ouso dizer que nenhuma destas foi tão cativante como a primeira ou a última, que rejoguei para escrever este review. O game entra no hall de aventuras atemporais que merecem ser jogadas. Seja pela experiência única que nos é apresentada, pela história contada, e também por como este mundo singular nos faz ver diversas histórias se desenrolarem ao mesmo tempo. Diferente de como era feito no passado em que fazíamos uso de detonados contidos em revistas, em algumas ocasiões esta era a única maneira de tirar o máximo dos games quando não se falava inglês ou japonês.

    Com o detonado, era possível testemunhar eventos e acontecimentos scriptados como alguns de Majora’s Mask ou Ocarina of Time, ocorrido apenas em determinados horários do dia. Seja por como Ocarina of Time me faz sentir, ou pela riqueza de detalhes de gameplay disfarçada hoje de simplicidade, vemos a jornada de Link e Navi começar na Kokiri Forest.

    Quando recebem a notícia de que algo está deixando a Deku Tree doente, Link parte na jornada de destruir o que está fazendo mal não apenas à esta área, como outras áreas de Hyrule.

    Ocarina of Time

    Sendo cativante em tudo que se propõe, Ocarina of Time nos leva por uma jornada que vai além do que vemos em tela, mas muda a nossa perspectiva de tramas e games que possuem o intuito de apenas nos divertir. Aqui, pensamos, somos tocados de maneiras diferentes e faremos qualquer coisa para impedir que Ganondorf continue destruindo Hyrule, os Zora, os Goron, os Hylian, os Sheikah e todos os outros, bem como seus domínios.

    Seja diante de um mundo repleto de perigos, que aqui tomam a forma de criaturas corrompidas, monstros que assolam regiões pacíficas, o game nos apresenta o mais verdadeiro desafio nos templos. Com uma mecânica de salto temporal, controlamos Link na infância e na fase adulta. Utilizando a Kokiri sword na primeira fase e espadas maiores e melhores na fase adulta, empunhamos nesta segunda fase alguns artefatos característicos do game, como a Master Sword e o Hylian Shield.

    Ocarina of Time

    Com aspectos diretamente ligados à história deste mundo, acompanhamos não apenas Link, mas Zelda e sua protetora Impa em uma jornada de tentar impedir que Ganon consiga tudo que quer, incluindo capturar a princesa. Seja destruindo a cidade do Castelo de Hyrule, o poder de Ganondorf – após o salto temporal e Link conseguir obter a triforce – é algo imensurável.

    Mostrando a falta que Link fez ao longo de sete anos, descobrimos que Ganondorf se aproveitou do fato de não haver ninguém que o fizesse frente. Seja buscando terríveis soluções para problemas simples problemas, como a propriedade do Rancho Lon Lon, ou lançando inimigos bizarros por quase todas os locais do reino, podemos ver criaturas como reDeads na Castle Town, Moblins na Kokiri Forest, Tektites pela Death Mountain, Lizalfos pelos mais diversos ambientes. O que vemos aqui uma brilhante e absurda diversidade de inimigos, que nos forçam a enfrentá-los como pudermos.

    LEVEL DESIGN, TRILHA SONORA E MECÂNICAS ÚNICAS

    Ocarina of Time

    O level design da franquia Zelda sempre teve a capacidade de nos deixar abismados. Seja por ter sido originalmente um Dungeon Crawler em The Legend of Zelda (1986), logo em seguida ter se tornado um RPG de ação em The Legend of Zelda 2 (1987), vemos o game retornar as suas origens nos games futuros e novamente surpreender na 5ª era dos games, dos 64 bits. Mesmo retornando ao esquema de dungeon crawler em ambos os games, acompanhamos aqui soluções complicadas para dungeons muito bem elaboradas.

    Sendo o Water Temple o mais difícil e cansativo, ouso dizer que rejogaria Ocarina of Time do início ao fim só para aproveitar cada minuto mais uma vez. Sendo repletas de segredo, os mapas de Ocarina of Time contam com áreas abertas para exploração, mas que para prosseguir, precisamos obter habilidades e armas bem específicas para cada uma das ocasiões.

    Com uma mecânica que em torno também da trilha sonora, graças às nossas Ocarinas, assim como em Majora’s Mask, as músicas propiciarão ou atrapalharão nossa jornada. Mas na melhor das hipóteses, as trilhas compostas por Koji Kondo (compositor de quase todos os grandes games da Nintendo), fazem com que os apaixonados por música se apaixonem por mais um aspecto do game.

    Ocarina of Time

    As mecânicas únicas de música, habilidades e armas da franquia Zelda sempre surpreendem e em Ocarina of Time não é diferente. Seja pelo Giant’s Knife, até a Biggoron Sword e muitas outras, o game nos apresenta diferentes opções para derrotar os inimigos. Já para outros, precisaremos utilizar armas bem específicas.

    VEREDITO

    Ocarina of Time é um dos mais brilhantes games já feitos pela Nintendo. Estando no meu Top #5 de games de todos os tempos, ouso dizer que os momentos em que nos sentimos mais desolados neste mundo, contam com contrapontos logo em seguida, mantendo o clima da nossa gameplay sempre no alto. Por meio de caminhos e sequências desoladoras, recompensas surgem a cada esquina. A cada diálogo, a cada interação com NPCs e a cada vez que mergulhamos na história, o game nos recompensa.

    Seja por me inundar com memórias de um Bruno de 12 anos sentado no chão da sala encarando a tela por horas a fio, ou por me cativar mais uma vez, testemunhar esta história depois de 19 anos foi mais uma vez fascinante. Após aprisionar Ganondorf, salvar os 6 dos 7 sábios e restaurar Hyrule a sua glória, me vi tomado pela mesma alegria do passado. A mesma alegria que ao longo dos anos me fez sempre retornar à uma das mais brilhantes franquias já produzidas.

    The Legend of Zelda: Ocarina of Time está disponível na assinatura do Nintendo Switch Online + Expansion Pack.

    Acompanhe as lives do Feededigno na Twitch

    Estamos na Twitch transmitindo gameplays semanais de jogos para os principais consoles e PC. Por lá, você confere conteúdos sobre lançamentos, jogos populares e games clássicos todas as semanas.

    Curte os conteúdos e lives do Feededigno? Então considere ser um sub na nossa Twitch sem pagar nada por isso. Clique aqui e saiba como.

    TBT #279 | ‘Família do Bagulho’ é comédia sobre absurdos que diverte

    ‘Família do Bagulho’ foi lançado em 2013 e é estrelado por Jennifer Aniston, Jason Sudeikis, Emma roberts e Will Poulter. O longa nos leva pela história de David, um pequeno traficante que a fim de pagar sua dívida com seu chefe, precisa transportar uma quantidade absurda de droga pela fronteira. Para isso, ele e um grupo formado por uma stripper, uma sem-teto e um jovem sem amigos, na fictícia família Miller.

    Ao longo do filme, acompanhamos as aventuras do grupo não apenas pela fronteira, mas enquanto estes tentam passar despercebidos da polícia e de terríveis ameaças.

    Família do Bagulho fez parte de uma série de filmes de comédia dos anos 2010, como “Quero Matar meu Chefe”, “Passe Livre”, “Eu Queria ter sua Vida”, “Uma Ladra sem limites” e muitos outros.

    SINOPSE

    O traficante David precisa ir ao México pegar um carregamento de maconha. Para melhorar suas chances de passar pela fronteira, ele pede a uma stripper e dois adolescentes locais para acompanhá-lo e fingir que são uma família em férias.

    ANÁLISE

    Família do Bagulho

    Seja pela diversão despretensiosa, ou pelos absurdos do longa, “Família do Bagulho” nos leva por uma jornada que coloca os personagens quase sempre à beira de serem pegos. Seja desenvolvendo uma estranha amizade com um agente da DEA (agência de combate às drogas americana), ou até mesmo em sequências corriqueiras. O longa lança os personagens quase sempre aos seus limites, elevando quase sempre os riscos, mas sempre transformando a situação em uma enorme comédia.

    Seja por como vemos os “Millers”, ou todos os outros, rapidamente aprendemos a não levar nada do filme a sério. Dirigido por Rawson Marshall Thurber (Um Espião e Meio, Alerta Vermelho), o filme tenta emplacar sequências mais sérias, que acabam por fim descambando para sequências terrivelmente cômicas.

    Seja por brincar quase sempre com situações sérias como o tráfico de drogas, e como as guerras às drogas estão quase sempre fadadas a falhar. Por essas e outras críticas, quase sempre extremamente rasas, o longa diverte, entretém e é um ótimo passatempo. Mas tenha em mente: não é um filme para se assistir em família.

    VEREDITO

    Família do Bagulho é um dos muitos filmes dos anos 2010 que funcionam como uma sátira. Sendo assim, ele nos lança por um mundo repleto de absurdismos, que nos fazem questionar o que vemos em cena. Mas não obstante, ele eleva os atos até às últimas consequências. Seja por como envereda a trama, ou como nos diverte, o filme nos faz ver a diversão nas pequenas sequências e no todo.

    4,5 / 5,0

    Confira o trailer do filme:

    Família do Bagulho está disponível no PrimeVideo.

    Inscreva-se no YouTube do Feededigno

    Assista às nossas análises de filmes, séries, games e livros em nosso canal no YouTubeClique aqui e inscreva-se para acompanhar todas as semanas nossos conteúdos também por lá!