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    Saint Seiya: Galaxy Spirits | Novo game de Cavaleiros do Zodíaco chega ao Android

    Tem jogo novo de Cavaleiros do Zodíaco na área. Desenvolvido pela DeNA, uma das principais empresas de games do mundo, Saint Seiya: Galaxy Spirits, para celulares, já pode ser experimentado pelos donos de aparelhos Android.

    Saint Seiya: Galaxy Spirits é um RPG de ação que revisita a história original da obra, permitindo reunir um time de até cinco personagens, cada um com habilidades e poderes únicos.

    Trata-se de um produto indispensável para os fãs da franquia: além de licenciado pela TOEI Animation, o jogo tem a aprovação de Masami Kurumada, criador de Cavaleiros do Zodíaco. A DeNa conseguiu capturar a essência da franquia em novo game que certamente vai inspirar muita nostalgia entre os fãs da animação.

    O jogo, que já foi lançado em oficialmente países da Ásia, também está ao alcance dos fãs brasileiros, que podem baixá-lo em formato APK e rodar normalmente no celular.

    Basta acessar https://seiyagssea.mobage.tw/en/ pelo celular e clicar em APK para fazer o download. Outra opção é baixar o arquivo através do PC e transferir para o smartphone.

    Como o jogo não está disponível na Google Play brasileira, é normal aparecer avisos como “Este APK é de um download fora da Google Play. Você autoriza?”. Logo, basta aceitar o aviso para seguir com a instalação.

    APK (Android Package) é um arquivo de pacote destinado ao sistema operacional Android. O APK permite que um aplicativo ou jogo seja instalado no celular ou tablet sem vínculo com a Google Play, loja de aplicativos oficial do Android.

    Por enquanto o jogo está disponível em inglês, chinês e tailandês.

    Confira o trailer:

    Principais características:

    Salve Athena: reviva a luta das 12 casas do Zodíaco, busque os pilares dos mares de Poseidon e enfrente o deus Hades, que deseja derrotar Athena.

    Trabalhe em equipe: divirta-se com o combate em tempo real entre equipes de 3 contra 3. Os jogadores podem selecionar equipes de até três combatentes para participar de batalhas contra seus oponentes. Todos os seus Saints terão um lugar para demonstrar seu poder.

    Aprecie o visual clássico: o traço da série clássica foi refeito com ilustrações deslumbrantes e artes que mesclam 2D e 3D.

    De Bronze ao Ouro: há uma grande variedade de cavaleiros à sua escolha, desde os combatentes de bronze até mesmo os mais poderosos do zodíaco, os Cavaleiros de Ouro.

    Batalhas na velocidade da luz: o jogo adota um sistema de batalha em tempo real que torna os embates mais emocionantes e proporciona uma experiência de combate com combinações intermináveis.

    A versão para iOS, por enquanto, está disponível apenas no Sudeste da Ásia. Leia mais sobre Cavaleiros do Zodíaco.

    PUBG Lite: Versão mais leve e gratuita do battle royale entra em pré-registro

    Trata-se da versão gratuita, mais leve e otimizada de PUBG, criada para rodar em PCs com configurações mais modestas sem comprometer toda a ação e diversão do jogo original. No game online, até 100 jogadores se enfrentam em uma ilha colhendo armas, veículos e suprimentos até sobreviver apenas um.

    PUBG Lite

    PUBG Lite já chega com dois dos mapas favoritos dos fãs: a ilha coberta de florestas de Erangel, e as terras abertas desérticas de Miramar. O jogo também traz um modo de treinamento que permite que 5 a 20 jogadores experimentem todas as armas e veículos em um espaço menor.

    O jogo requer apenas 4GB de disco rígido e 4GB de memória RAM (veja as especificações completas abaixo) e receberá atualizações frequentes com novidades para nossos jogadores.

    Para fazer o pré-registro basta acessar o site do PUBG Lite e criar a sua conta até o lançamento oficial no dia 23 de maio (quinta-feira). Quem se registrar receberá a Tiger, uma arma M416 e um paraquedas permanentes com estampa de Leopardo na data do lançamento. Imagens dos itens exclusivos estão disponíveis aqui.

    Configuração mínima:

    Sistema operacional: Windows 7 64 bit ou superior;

    Processador: Core i3 2,4 GHz;

    Memória RAM: 4GB;

    GPU: INTEL HD 4000 ou equivalente;

    Espaço em disco: 4GB.

    Configuração recomendada:

    Sistema operacional: Windows 7 64 bit ou superior;

    Processador: Core i5 2,8 GHz (Dual Core);

    Memória RAM: 8GB;

    GPU: NVIDIA Geforce GTX 660 ou AMD Radeon HD 7870 ou equivalente;

    Espaço em disco: 4GB.

    Para mais informações, visite o perfil oficial do PUBG Lite.

    Sobre PUBG Lite

    PUBG Lite é a versão mais leve e gratuita de PlayerUnknown’s Battlegrounds, o jogo original de battle royale no PC e Xbox One que pegou o mundo inteiro do entretenimento interativo de surpresa em 2017.

    Até 100 jogadores descem de paraquedas em diferentes territórios em batalhas nas quais só um pode vencer. Jogadores devem encontrar e conquistar as próprias armas, veículos e suprimentos, e sobreviver até o final – tudo ambientado em um campo de batalha rico em detalhes, que força o encontro dos jogadores com a redução constante da área de jogo.

    League of Legends: Marvel lança nova HQ em parceria com Riot Games

    A Riot Games e a Marvel Entertainment acabam lançar a mais nova coleção de história em quadrinhos chamada League of Legends: Lux. A primeira edição já está disponível na versão em português no site Universo de LoL.

    O desenvolvimento dos quadrinhos da Lux foram liderados por Greg Street, líder de Desenvolvimento Criativo da Riot Games, e pelo roteirista John O’Bryan, que está fazendo sua estréia na Marvel Comics após uma extensa experiência escrevendo para programas de TV, incluindo Avatar: The Last Airbender.

    Com lançamentos mensais, a série terá com cinco edições e vai contar a história de Luxanna Crownguard, personagem de LoL mais conhecida como “Lux“, que luta para controlar as habilidades mágicas que possui, já que em Demacia, reino onde vive, a magia é proibida.

    O quadrinho também irá explorar as relações de com seu irmão, o Campeão Garen, e Sylas, Campeão mago de Demacia que passou 15 anos na prisão até conseguir se libertar.

    Essa é a segunda coleção da parceria entre a Riot Games e a Marvel, seguindo o sucesso da série League of Legends – Ashe: Mãe de Guerra, disponível nas plataformas do Universo LoL desde dezembro de 2018.

    Leia também:

    League of Legends – Ashe: Mãe Guerreira | HQ da Marvel já está disponível

    A Riot Games foi fundada em 2006 por Brandon Beck e Marc Merrill com a intenção de mudar a forma com que vídeo games são feitos e apoiados por jogadores. Em 2009, a Riot lançou seu título de estreia, League of Legends, para imediata consagração mundial. Desde então, o jogo se tornou o game de PC mais jogado do mundo e um dos principais fomentadores do crescimento explosivo dos esports.

    A Riot Games é sediada em Los Angeles, Califórnia, e tem 23 escritórios em todo o mundo.

    Capitã Marvel: Codinome da personagem finalmente é usado no UCM

    Com tantas coisas incríveis acontecendo em Vingadores: Ultimato, é compreensível que alguns momentos menores possam escapar do olhar dos fãs. Por exemplo, muitas aparições surpreendentes de antigos atores do Universo Cinematográfico Marvel, assim como o criador do Thanos durante a cena da reunião de Steve Rogers. Entretanto, algo que devia ter sido considerado bem maior pela  Marvel Studios, principalmente por envolver a mais nova adição ao seu grupo de heróis: a Capitã Marvel.

    ALERTA DE SPOILERS DE VINGADORES: ULTIMADO!

    Carol Danvers aparece no começo de Ultimato para resgatar Tony Stark no espaço e levá-lo junto de Nebulosa até a Terra. Ela então se reúne aos membros remanescentes dos VingadoresRocket Raccoon e Nebulosa para lutar contra Thanos em sua fazenda, depois de se aposentar. Quando pulamos cinco anos no futuro, Carol então aparece mais duas vezes: via holograma, e durante uma batalha climática final entre todos os heróis revividos, e a Ordem Negra de Thanos.

    Por mais incrível que seja essa cena, cada um deles se refere à personagem de Brie Larson como Carol ou Danvers, nunca usando seu codinome Capitã Marvel. Vale apontar que Vingadores: Ultimato foi lançado após o filme solo da personagem, e nem em seu próprio filme, ela foi chamada por seu codinome dos quadrinhos.

    As palavras Capitã Marvel não são faladas no UCM até a metade do segundo trailer de Homem-Aranha: Longe de Casa, que foi lançado no começo dessa semana.

    Assista ao trailer legendado abaixo:

    Um exemplo de como a Marvel Studios saiu de seu caminho para não chamar Carol Danvers de Capitã Marvel foi mostrado em um clipe lançado antes de Vingadores: Ultimato, quando os sobreviventes do estalar de dedos decidem levar a luta até Thanos. Após Bruce Banner imaginar como seu confronto sairia melhor do que o primeiro, Carol diz que agora eles tem ela a seu lado. Não impressionado, Rhodey diz “Ei, garota nova. Todos nessa sala sabe o que é ser super-herói.“.

    E também quando a Capitã Marvel destrói a enorme nave de Thanos, o Capitão América diz, “Danvers, precisamos de ajuda aqui.“, o que logo levaria a reunião das personagens femininas do UCM, em uma referência clara à contraparte daquele grupo dos quadrinhos, a A-Force.

    Muitos acreditaram que Vingadores: Ultimato coroaria Carol Danvers como a Capitã Marvel, mas isso acabou não acontecendo, nem no filme solo da personagem, nem em Ultimato.

    Já o filme Capitã Marvel certamente cita o codinome, com Annette Bening vivendo a mentora da Força Aérea de Carol e espiã Kree, Dr. Wendy Lawson/Mar-Vell, e a menção do grupo de Motown composto por mulheres chamado, The Marvelettes. Entretanto, a honra de dar o codinome à Carol Danvers parece que vai mesmo para o Homem-Aranha, quando ele se refere à ela como Capitã Marvel em seu próximo filme: Homem-Aranha Longe de Casa, que até o momento está levando todos a acreditarem que não contará com a personagem.

    Aproveite e ouça o Martelada 5, o podcast do Feededigno, onde falamos sobre sobre o filme solo de Carol Danvers.

    E aí, o que você acha da estratégia da Marvel Studios em colocar o codinome da super-heroína em uso? Deixe seus comentários e lembre-se de compartilhar essa publicação com seus amigos!

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    Super-heroínas: 5 filmes em 50 anos e a representatividade boicotada nos cinemas

    Monster Hunter World: Iceborne | Expansão chega dia 6 de setembro

    Ontem, durante a transmissão do Programa Especial de Monster Hunter World: Iceborne, a Capcom anunciou os detalhes da aguardadíssima expansão gigantesca de Monster Hunter: World, o jogo da companhia que é o mais vendido de todos os tempos com 12 milhões de unidades distribuídas mundialmente, levando as vendas totais da série a mais de 53 milhões de unidades até hoje.

    Esta continuação colossal rivaliza com o volume de conteúdo do jogo-base, e estará disponível para o PlayStation 4 e para a família de dispositivos Xbox One, incluindo o Xbox One X, com lançamento mundial previsto para 6 de setembro de 2019. A versão PC chegará em seguida neste verão brasileiro.

    Vários detalhes foram revelados durante a transmissão, incluindo a primeira amostra de Monster Hunter World: Iceborne, com informações sobre o novo ambiente gelado e novos monstros e recursos de jogabilidade, opções de compra para os consoles, além das mais recentes novidades para o jogo-base Monster Hunter: World.

    A REGIÃO

    A expansão Iceborne amplifica Monster Hunter: World em todos os aspectos, começando pela história inédita que dá continuidade aos acontecimentos do jogo principal, levando os jogadores a um local gélido recém-descoberto chamado Fronteira Glacial. Esse lugar coberto de neve oferece um ecossistema que contrasta com as áreas conhecidas no jogo principal e que expande gradualmente a história. Iceborne irá apresentar a maior região no jogo até agora, oferecendo aos jogadores uma profusão de conteúdo com ainda mais missões para encarar do que o jogo original.

    CRIATURAS

    Iceborne ainda introduz a dificuldade elevada Ranque Mestre, um novo nível de missões que traz monstros conhecidos e inéditos em forma ainda mais feroz. O frio extremo é também o habitat de novas criaturas adaptadas ao clima, como o chifrudo Banbaro e o gigante que nada pela neve, Beotodus. Essas novas ameaças se misturam a monstros já populares, como o ágil Nargacuga, que introduz movimentos inéditos ao seu conhecido repertório para a sua estreia no elenco de Monster Hunter: World. E encabeçando essas adições em Iceborne está o misterioso novo monstro principal, Velkhana, um dragão ancião com poderosos ataques de gelo e que representa uma grave ameaça na nova história.

    Para ajudar os jogadores nas brutais caçadas da expansão, vários novos recursos de jogabilidade foram adicionados ao repertório de combate dos caçadores, abrindo possibilidade para novas e empolgantes estratégias de caça.

    A Atiradeira agora pode ser usada mesmo quando a arma principal está empunhada, independente do tipo de arma. Novos recursos também foram adicionados à Atiradeira, como a Prendedora, usada para se prender aos monstros e ter um controle mais direto, e o Disparo de Recuo, que descarrega toda a munição da Atiradeira de uma vez para atordoar os monstros. Cada um dos 14 tipos de armas receberá também novos combos e novos elementos, oferecendo ainda mais profundidade para o combate.

    O jogo-base Monster Hunter: World é necessário para jogar a expansão, e embora os jogadores de Iceborne possam aproveitar logo de cara algumas das novidades de jogabilidade, como a Atiradeira expandida e as atualizações de armas, será preciso completar a história principal até o Ranque de Caçador 16 para poder acessar a nova história e novas missões de Iceborne.

    Diferentes opções de compra estão disponíveis para novos jogadores ou veteranos do título original. Para quem já tem o jogo-base, a expansão Monster Hunter World: Iceborne está disponível em pré-venda em formato digital via DLC, além da versão digital de luxo que inclui a expansão e um pacote de itens cosméticos chamada Monster Hunter World: Iceborne Digital Deluxe, e quem adquirir a expansão na pré-venda digital receberá a exclusiva armadura em camadas Yukumo.

    Para quem está começando agora, Monster Hunter World: Iceborne Edição Mestre contém o jogo principal e a expansão Iceborne e estará disponível em edições física e digital no Brasil no lançamento da expansão a partir de 6 de setembro.

    VERSÃO GRATUITA

    Para aqueles que ainda não experimentaram Monster Hunter: World, agora é a oportunidade perfeita para mergulhar no jogo antes da expansão Iceborne. Uma versão de teste gratuita está disponível no PS4 de hoje até 20 de maio de 2019.

    Esse teste oferece muitas oportunidades para conhecer o jogo, com uma variedade de missões, criação de itens e melhorias de equipamentos, além da possibilidade de se juntar a jogadores atuais do jogo completo no já famoso componente multiplayer.

    Todo o progresso feito na versão de teste é transferido para o jogo principal, então os novos jogadores podem já começar a sua jornada de caça em preparação para a expansão que está por vir.

    Enquanto isso, para os jogadores atuais de Monster Hunter: World nos consoles, a última atualização de conteúdo para o jogo-base irá celebrar o agressivo monstro principal Nergigante, que finalmente irá aparecer na temível forma Arquiaguerrida por um tempo limitado a partir de 11 de maio.

    Superar esse desafio supremo irá conceder a poderosa armadura Nergigante γ (gamma). Além disso, um tema dinâmico para PS4 destacando o letal Nergigante, incluindo ícones de sistema arranhados e música de fundo com o tema do jogo “Stars at Our Backs“, já está disponível para venda.

    A Capcom terá mais novidades sobre Monster Hunter World: Iceborne na E3 em junho, então acompanhe. E, como sempre, boa caçada!

    Assista ao novo trailer gameplay de Monster Hunter World: Iceborne em português:

    A transmissão do Programa Especial – em português – pode ser conferida na íntegra em no perfil Twitch da Capcom

    https://www.twitch.tv/capcombrasil.

    Super-heroínas: 5 filmes em 50 anos e a representatividade boicotada nos cinemas

    É inegável dizer que o Universo Cinematográfico Marvel reinventou a produção de filmes de super-heróis nos últimos tempos. Neste ano, estreou o primeiro filme de super-herói liderado por uma mulher do estúdio —  até então, outros 20 filmes foram lançados em 11 anos. Isso não acontece só com a Marvel Studios: hoje, no geral, são contabilizados somente cinco filmes de super-heroínas em 53 anos do gênero.

    São elas Supergirl (1984), Mulher-Gato (2004), Elektra (2005), Mulher-Maravilha (2017) e Capitã Marvel (2019).

    Apesar da categoria “super-herói” já existir nos cinemas desde 1966 com a estreia de Batman, estrelado por Adam West, apenas 18 anos depois surgiu o primeiro filme solo de uma super-heroína, com Supergirl  — em todos os outros casos, as personagens com superpoderes participavam em segundo plano ou faziam uma ponta em filmes com protagonistas masculinos.

    Super-heroínas: 5 filmes em 50 anos e a representatividade boicotada nos cinemasSupergirl (Helen Slater) estreou como uma produção spin-off (obra narrativa originada a partir de uma ou mais obras já existentes) da prima do “verdadeiro” super-herói, Superman. Christopher Reeve foi o intérprete do personagem que teve seu primeiro filme lançado em 1978 e contou com mais três continuações. Isabel Wittmann, líder do coletivo Feito Por Elas, salienta que tanto Supergirl, Mulher-Gato e Elektra foram um fracasso devido à perspectiva da indústria cinematográfica que ainda vê a realização de um filme de super-heroína como um risco. Um longa ruim protagonizado por uma mulher pode invalidar, durante anos, diversos projetos com temas similares  —  o que não acontece quando homens são as estrelas de filmes fracos.

    Wittmann comenta:

    “Filmes ruins adaptados de quadrinhos, protagonizados por homens, também existiram nesse período do recorte. O fato de um filme com homem protagonista ser ruim ou ter um desempenho ruim seja na crítica, seja na bilheteria, nunca impediu os estúdios de continuarem fazendo esses filmes. Isso porque um protagonista masculino é encerrado em si mesmo, enquanto uma mulher precisa representar todas as mulheres.”

    Super-heroínas: 5 filmes em 50 anos e a representatividade boicotada nos cinemasApós um hiato de duas décadas, em 2004, estreou o longa Mulher-Gato, protagonizado por Halle Berry, em uma personagem hipersexualizada  —  a anti-heroína Selina Kyle dos quadrinhos, na produção, dá lugar a uma mulher com calças de couro rasgada e o cós a um fio de mostrar mais do que deveria, barriga totalmente exposta e seios avolumados pelo sutiã também de couro.

    Na época, Berry era um dos maiores ícones sensuais do cinema e também tinha faturado uma estatueta de Melhor Atriz no Oscar de 2002 com o filme A Última Ceia. Neste sentido, não se vê apenas o machismo, mas também o racismo em hipersexualizar não apenas o corpo de uma mulher, mas, principalmente, o corpo de uma mulher negra.

    Mulher-Gato foi um dos filmes mais fracassados de toda a história do cinema, além de ter sido massacrado pela crítica. Entretanto, também foi um dos primeiros longas de super-heróis a ser liderado por uma estrela negra e feminina.

    Recentemente, a representatividade começou a ser pauta forte na indústria cinematográfica, principalmente após a avassaladora estreia do premiado Pantera Negra (2018).

    Durante seu discurso no GLAAD Media Awards de 2018, Halle Berry brincou:

    Cada história semeia para a próxima. É como diz o velho ditado: por trás de cada Pantera Negra existe uma grande Mulher-Gato negra.

    Adriana Amaral, mestre em Comunicação na Unisinos com formação enfatizada em Cultura Digital, destaca:

    “Quanto mais diversidade entre as personagens, melhor. Tanto em termos de desenvolvimento do caráter e personalidade, como em termos de cor da pele, tamanho, idade, entre outros. A julgar por Mulher-Maravilha e Capitã Marvel, a resposta parece ser boa. Contudo, é preciso lembrar que esses filmes estão dentro de universos compartilhados e expandidos nos quais os personagens precisam funcionar.”

    Enquanto o longa Mulher-Gato atuou como a reinvenção da personagem associada ao Batman, Elektra adquiriu o direito a sua própria história no ano seguinte, após aparecer como namorada de um super-herói em Demolidor – O Homem sem Medo, de 2003. Interpretada por Jennifer Garner, foi o primeiro filme de uma protagonista feminina da Marvel.

    Na época, beirando a falência, a marca vendeu os direitos para o cinema de alguns dos seus personagens, como Homem-Aranha, X-Men e Blade. Naquele período, a Marvel Entertainment produziu Elektra  — três anos antes do lançamento de Homem de Ferro (2008), produção pioneira independente da Marvel Studios, que iniciou, assim, o seu Universo Cinematográfico.

    Apesar de Elektra ter uma estética um pouco melhor e menos mal feita que Mulher-Gato, ela entrega apenas um filme de ação sem um enredo interessante, além de uma heroína tão “gostosa” quanto Halle Berry. A líder do coletivo Feito Por Elas, Isabel Wittmann questiona:

    “A maioria das super-heroínas, por exemplo, são mulheres brancas, heterossexuais, cisgênero e com corpos normativos. Não que elas não possam ser protagonistas, mas quando todas as personagens têm essas mesmas configuração, então, que mulheres estão sendo representadas nessas narrativas?”

    O Women in Film é uma organização norte americana dedicada a promover a igualdade de oportunidades para mulheres. A instituição foi a responsável pela criação do desafio #52FilmsByWomen com o objetivo de comprometer o público a assistir toda semana um filme dirigido por uma mulher.

    Isabel Wittmann é membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e pontua que o fato da representatividade feminina ser pequena no gênero é apenas um dos problemas, pois, apesar de ser um alívio a possibilidade de poder ver um filme protagonizado por mulheres, a mera presença feminina não deveria bastar quando pensamos em termos interseccionais.

    Foi então que, em 2017, foi lançado um grande divisor de águas para o que tange à qualidade de um filme de super-herói com uma protagonista feminina. Mulher-Maravilha faz parte da icônica trindade de heróis da DC, junto ao Batman e Superman.

    Em décadas de produções cinematográficas do Homem-Morcego e o Homem de Aço, a Princesa das Amazonas possuía apenas a série televisiva estrelada por Lynda Carter, na década de 1970. Até então, os filmes de super-heroínas não tinham relevância para as produtoras.

    Não apenas estrelado, mas também dirigido por uma mulher (Patty Jenkins), o filme Mulher Maravilha, de 2017, trouxe um novo tom ao gênero no cinema, tratando-se de representatividade. A atriz Gal Gadot, intérprete da Princesa Diana, recebeu olhares de desconfiança antes da sua estreia em Batman Vs Superman: A Origem da Justiça, longa que conta com a primeira aparição da personagem.

    O corpo esguio de ex-miss era totalmente diferente daqueles corpos voluptuosos de mulheres hipersexualizadas   tanto nos quadrinhos, quanto nos últimos filmes do gênero. Apesar disso e da falta de experiência no cinema, Gadot conseguiu entregar uma personagem forte, feminina e cativante.

    Isabel enfatiza que a mudança do cenário político em relação ao feminismo em Hollywood, com o movimentos de mulheres profissionais através do Me Too (2017) e Time’s Up (2018) (ambos sobre luta contra assédio sexual e agressão sexual, principalmente no local de trabalho), pode ter contribuído para a valorização e investimento na grande produção de filmes de super-heroínas, como foi o caso de Mulher-Maravilha, em 2017 e Capitã Marvel, em 2019.

    Após quase uma década investindo na mesma fórmula de filmes de super-heróis, a Marvel Studios recentemente lançou Capitã Marvel como a grande promessa de super-heroína para o final da sua Fase 3 —  essa mulher sobre-humana seria a esperança de derrotar o inevitável Thanos, interpretado por Josh Brolin, em Vingadores: Ultimato. O filme de origem da personagem teve uma grande aceitação da crítica.

    A história bem desenvolvida e a produção de qualidade, características dos filmes de origem da Marvel, encontram um ambiente e personagem capazes de tratar sobre questões pertinentes ao feminismo, mesmo que sem abraçar o movimento. Situações machistas são demonstradas em cenas corriqueiras da personagem  — com as quais qualquer mulher poderia se identificar —, o que garante uma aproximação intensa do público. O tom de humor que filme utiliza nestas situações delicadas é o que o torna leve e admirável: são ideias totalmente ultrapassadas.

    Apesar do crescimento do movimento feminista, a referência na área de super-heróis, Isabel Wittmann, ressalta que a misoginia ainda está presente no meio do próprio universo geek, como foi visto após boicote dos fãs ao filme Capitã Marvel.

    “Um pequeno grupo de homens nerds se mostra insatisfeito se todos os filmes não forem protagonizados por pessoas como eles. Felizmente, o bom desempenho econômico de Capitã Marvel, assim como de Pantera Negra e Mulher-Maravilha, mostra que, no geral, as pessoas querem ver outras narrativas, com outras pessoas liderando-as.”

    Apesar de também criticar a falta de representatividade em outros aspectos identitários, a pesquisadora com interesse no universo geek Adriana Amaral acredita que não houve boicote ao filme Capitã Marvel, mas, sim, mobilizações feitas por um pequeno grupo extremista.

    “No caso de Capitã Marvel, cuja bilheteria está aí para provar que essa mobilização de anti-fãs não deu certo, acredito que o filme esteja capturando o zeitgeist (espírito de época, espírito do tempo ou sinal dos tempos) do momento que precisava de uma figura como Carol Denvers como protagonista.”

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    Adriana Amaral também é positiva em relação ao futuro da participação feminina nos filmes do gênero, afirmando acreditar que essa tendência faz parte também dos planos das produtoras:

    “Teremos um bom número de heroínas e também de vilãs dos mais diversos tipos e representações assim como temos os personagens masculinos.”

    Com estreia marcada para o dia 7 de fevereiro de 2020, Aves de Rapina será o primeiro filme com protagonismo 100% feminino de uma liga da DC. Nesta história, a atriz Margot Robbie reassume seu papel como Arlequina, que teve a primeira aparição em Esquadrão Suicida (2016), após a separação do seu amado Coringa (Jared Leto).

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | DC Comics: 10 personagens femininas que merecem um filme solo

    O longa já tem seu primeiro trailer e conta com uma produção majoritariamente feminina também: a direção é de Cathy Yan e o roteiro fica a cargo de Christina Hodson.

    Para o primeiro trimestre de 2020, a Marvel Studios já tem confirmado o filme solo da Viúva Negra, personagem que atua junto aos Vingadores e teve a sua primeira aparição em Homem de Ferro 2, lançado em 2010  —  só aí, levaram 10 anos para que lançassem o solo da personagem interpretada pela atriz Scarlett Johansson, que já apareceu em outros sete filmes do universo.

    Outro filme com data de lançamento marcada para 5 de junho de 2020 é Mulher-Maravilha 1984. A nova história da Princesa das Amazonas ainda não teve maiores detalhes revelados, mas é possível imaginar que, através do título, a continuação mostrará Diana nos Estados Unidos de 1984, durante o fim da Guerra Fria.

    Além desses, uma continuação de Capitã Marvel também está prevista, mas sem ideia de lançamento. Outras histórias com mulheres protagonistas também são especuladas pelo público, como A-Force, Kamala Khan, Supergirl e Batgirl.

    A expectativa é que as questões pertinentes a representatividade  —  não apenas de gênero, mas também de outras características que busquem aproximar as pessoas “reais” dos seus personagens  —  sejam abordadas no universo cinematográfico.

    O ambiente mainstream (cultura de massa difundida pelos meios de comunicação de massa) tem poder de atingir e impactar o grande público e, assim, realizar um trabalho crescente de conscientização.

    Texto colaborativo com Juliane Kerschner publicado originalmente em Beta Redação.

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