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    Um Sonho de Liberdade: Famoso carvalho do filme vira mesa de 65 mil dólares

    O velho carvalho de Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption) ainda está fazendo sucesso… agora como uma peça de mobília feita para um superfã.

    Brian McNeal, dono do Natural Wood Mirrors, contou ao TMZ que ele está trabalhando com os donos da famosa árvore de Um Sonho de Liberdade para criar uma mesa para um potencial comprador de Toronto que ama o filme, e já tem duas mesas menores feitas do carvalho.

    Dizem que o cara pagou a bagatela de pouco mais de US $ 24 mil nas duas mesas, mas queria levá-lo para outro nível para a terceira peça do set, e deu a McNeal um orçamento de US $ 65 mil para trabalhar. #ryco!

    Brian McNeal diz que está usando um produto chamado EcoPoxy para envolver a madeira na superfície da mesa e também usou um ramo da árvore para criar a base da mesa. A peça central inclui fotos do filme clássico – incluindo fotos de Andy (Tim Robbins) e Red (Morgan Freeman) – e lê, “trabalhada no carvalho de Um Sonho de Liberdade“.

    Um Sonho de Liberdade celebrará seu 25º aniversário ainda este ano, e o Reformatório do Estado de Ohio, onde foi filmado, realizará o 5º Shawshank Hustle anual – uma corrida e festival em sua homenagem.

    McNeal diz que ele e o dono da árvore estarão oferecendo oportunidades online para ganhar ingressos para o evento, onde alguns dos atores devem comparecer, juntamente com um tour de onde a madeira remanescente é armazenada e o campo onde a árvore se encontra.

    A famosa árvore foi cortada após sofrer severos estragos provocados por tempestades em 2016, mas os madeireiros viram uma oportunidade de negócio sob a forma de itens de colecionador… incluindo as fatias  do tronco da árvore como referência ao 25º aniversário de lançamento do longa.

    O clássico Um Sonho de Liberdade está disponível na Netflix e também já passou por aqui, no TBT do Feededigno, confira:

    TBT #10 | Um Sonho de Liberdade (1994, Frank Darabont)

    Tesseract: Entenda a confusa linha do tempo do Cubo Cósmico

    Então… parece que a Marvel não consegue se distanciar das Joias do Infinito, né?! Capitã Marvel é o último filme a estrelar uma das Joias – nesse caso, o Tesseract – mesmo se passando cerca de 20 anos antes do fim de Vingadores: Guerra Infinita onde Thanos usou as Joias para limpar metade das vidas de toda a galáxia.

    Mas antes do evento que alterou o universo, Carol Danvers precisou lutar apenas contra uma das Joias – a Joia do Espaço. Nesse momento da história (o filme se passa nos anos 90), a fonte do particular poder cósmico estava contida dentro do cubo conhecido como o Tesseract.

    Mas não é surpresa que a aparição do objeto em Capitã Marvel pode ter confundido alguns fãs.

    A presença do artefato no filme realmente faz sentido, ou a Marvel deu aquela ‘moscada’? Como a S.H.I.E.L.D. conseguiu o Tesseract? Como será que a Mar-Vell de Annette Bening conseguiu o Tesseract? Bem, acontece que Capitã Marvel parece ter feito um pequeno retcon – ou continuidade retroativa, que altera eventos do passado apresentando novos fatos -, mas faz sentido em uma análise final.

    Vamos entender melhor a linha do tempo do Tesseract!

    PRÉ-HISTÓRIA E ASGARD

    A Joia do Espaço foi uma das seis Joias do Infinito criadas no início do universo, ou melhor, antes mesmo do universo sequer existir.

    Eventualmente a Joia foi colocada dentro do Tesseract e escondida em Asgard, onde ela se tornou “A Joia da Sala de Tesouros de Odin.” Mas em algum momento, a poderosa Joia conseguiu chegar até a Terra, onde ela foi escondida por muitas gerações por adoradores de Odin em Tønsberg, Noruega.

    CAPITÃO AMÉRICA: O PRIMEIRO VINGADOR

    Em 1942, o Caveira Vermelha estava a procura do lendário artefato, e ele o encontrou em Tønsberg. Utilizando seus poderes para criar armas aprimoradas para seus agentes da HYDRA, que tinham como objetivo conquistar o mundo no ápice da Segunda Guerra Mundial.

    O Caveira foi uma vítima do Tesseract quando ele tentou segurar o objeto em suas mãos durante uma batalha com o Capitão América em 1945. Aparentemente, rejeitando o vilão, o artefato cósmico teleportou o Caveira Vermelha para o outro lado da galáxia, até o planeta Vormir, onde ele se tornou o assustador guardião de outra Joia, a Joia da Alma. E ele está lá até os dias de hoje.

    Enquanto isso, o Tesseract caiu no fundo do Oceano Ártico junto com o Capitão América, que então parecia ter morrido, apesar de estar em um tipo de hibernação.

    Eventualmente, Howard Stark descobriu o Tesseract enquanto procurava por Steve Rogers, e ele então começou a estudar o objeto. (Esses estudos ajudaram Stark a descobrir um novo elemento que ajudaria a salvar a vida de seu filho Tony, anos depois quando o núcleo de seu peito começou a envenená-lo em Homem de Ferro 2.)

    CAPITÃ MARVEL

    Décadas após ser descoberto por Howard Stark, o Tesseract estava sendo usado como parte do Projeto P.E.G.A.S.U.S., um projeto ultra-secreto, um braço da S.H.I.E.L.D. e da NASA.

    Comandada pela Dr. Wendy Lawson (Annette Bening), que era secretamente uma cientista Kree, conhecida como Mar-Vell, e tinha como objetivo, criar um motor de velocidade da luz que utilizaria o Tesseract como fonte de poder.

    Mas Mar-Vell foi morta pela Força Estelar Kree, enquanto testava o motor, e sua co-pilota, Carol Danvers, ficou seriamente ferida… mas não antes de ganhar habilidade sobre humanas, depois do motor que tinha como fonte de energia, o Tesseract, explodir, banhando-a com sua energia.

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    Quanto ao Tesseract, ele ficou escondido na nave de Mar-Vell, que estava na órbita da Terra, após sua morte. Durante o ponto alto de Capitã Marvel, Carol Danvers e Nick Fury encontram o objeto, e o gato alienígena Goose o engole para guardá-lo.

    Na cena pós-crédito vemos Goose vomitar o Tesseract na mesa de Fury, como se o cubo cósmico não passasse de uma bola de pelos.

    THOR

    Parece que nos anos depois de Goose cuspir o Tesseract, a equipe de Fury continuou estudando o objeto no Projeto P.E.G.A.S.U.S. Ao fim do primeiro filme do Thor, durante as cenas pós-créditos, ele apresenta o objeto ao Dr. Selvig, pedindo sua ajuda para descobrir seus segredos.

    Algumas pessoas supõe que o fato desses deuses heróis aparecendo pela Terra, parecem ter feito Fury pensar. Mas trazer o cientista para o projeto, se provou uma péssima ideia, já que Selvig estava sob controle mental de Loki.

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    VINGADORES

    Em Vingadores, Thanos procurava por todas as Joias do Infinito, e ele enviou Loki até a Terra para recuperar o Tesseract, que continha dentro dele a Joia do Espaço. E assim, os Vingadores se reuniram pela primeira vez.

    Usando o poder do Tesseract, Selvig abriu o portal sobre Nova Iorque, permitindo que o exército Chitauri de Loki invadisse a Terra. Mas os Vingadores conseguiram parar o ataque do asgardiano, quando a Viúva Negra usou outra Joia do Infinito – a Joia da Mente, contida dentro do cetro de Loki – para fechar o portal.

    THOR: RAGNAROK e VINGADORES: GUERRA INFINITA

     

    Isso nos leva até Thor: Ragnarok. Enquanto lutava contra o demônio Surtur, Loki visitou a Sala dos Tesouros de Odin, onde ele não pôde se conter e pegou o Tesseract.

    Não ficou claro o que aconteceu até chegar em Vingadores: Guerra Infinita, quando o Thanos lutou contra Loki e Thor.

    Loki, é claro, havia levado o Tesseract de Asgard, e enquanto ele tentou um truque para matar o Titã Louco, infelizmente, o Deus da Trapaça encontrou seu fim pelas mãos de Thanos, que teria então sua preciosa Joia do Infinito

    Vingadores: Ultimato chega aos cinemas no dia 25 e promete trazer todas as respostas que os fãs tanto esperam!

    Aproveite e ouça o Martelada #5 especial Capitã Marvel! Nele batemos um papo descontraído e damos nossa opinião sobre o primeiro filme solo de uma super heroína da Marvel Studios:

    https://feededigno.com.br/podcasts/martelada-5-capita-marvel-queima-ou-salva/

    La Casa de Papel: Primeiro teaser da 3ª parte vem com data de estreia

    La Casa de Papel se tornou uma das séries mais aclamadas da Netflix. Mesmo que muitos acreditassem que a trama havia acabado na segunda temporada, a gigante do streaming anunciou que uma terceira temporada estava em produção, com isso, os fãs já ficaram ansiosos por mais do ProfessorTóquioNairobi e os demais.

    Hoje, a plataforma divulgou o primeiro trailer da nova temporada, que confirma a data de estreia para 19 de julho.

    No vídeo, podemos ver os personagens curtindo suas férias após o bem-sucedido roubo da Casa da Moeda da Espanha, mas a paz acabará em breve e o sonho de liberdade chegará ao fim.

    Confira o vídeo legendado:

    Na terceira temporada de La Casa de Papel, veremos o retorno de Berlim, personagem que muitos haviam assumido que estava morto, após ter se sacrificado no túnel para que seus companheiros de crime conseguissem se safar.

    No elenco temos Álvaro Morte (Professor), Úrsula Corberó (Tóquio), Alba Flores (Nairóbi), Pedro Alonso (Berlim), Paco Tous (Moscou), Jaime Lorente (Denver), Miguel Herrán (Rio), Darko Peric (Helsinque), Roberto García (Oslo) e Itziar Ituño (inspetora Raquel Murillo).

    La Casa de Papel retorna, na Netflix, em 19 de julho.

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    Batman 80 anos: O início e o legado do Morcego de Gotham

    Março de 1939. Essa icônica data marca o cabeçalho da Detective Comics #27, uma das revistas mais ambiciosas entre os colecionadores de quadrinhos. Em suas páginas, estava prestes a chegar pela primeira vez um dos super-heróis mais populares de todos os tempos.

    O pseudônimo de Bruce Wayne completa 80 anos, marcados por muitas transformações,  descobertas, desafios, e principalmente, por marcas.

    Descubra como surgiram os principais elementos que fizeram do Batman um símbolo mundial.

    A CRIAÇÃO DO MORCEGO

    Cena da Detective Comics #27, primeira aparição do Batman.

    Quando o ilustrador Bob Kane começou a rascunhá-lo, ele já tinha em mente uma série de elementos inspiratórios.

    O primeiro pensamento de Kane foi dar asas ao herói, ele recordou-se do Ornitóptero, invenção de Leonardo Da Vinci e, quase por associação, teve a ideia de caracterizá-lo como um morcego, pela semelhança no formato das asas. O uniforme também possui características de um herói famoso da década de 20, o Zorro.

    Agora, com um personagem quase finalizado, ainda restava algo: a sua história. Bob Kane já assumiu que durante a criação do Morcego, nunca pensou em seu enredo de forma definitiva. Então, ele aplicou várias referências e elementos de outros personagens como Sherlock Holmes e D’rtagnan, membro dos Três Mosqueteiros. Com a junção dessas personalidades, Batman se tornou um investigador em busca da correção de injustiças – essa é a essência do vigilante de Gotham.

    O NASCIMENTO DA LENDA

    O mundo conheceu o seu passado na Detective Comics #33, seis edições após sua estreia. Com o retorno de Bill Finger, o primeiro roteirista do Batman e considerado co-criador do personagem, junto com Kane, eles produziram uma história de duas páginas esclarecendo a narrativa: o jovem Bruce Wayne presencia a morte de seus pais e, após se preparar para tornar-se um combatente do crime, percebe que precisa de um disfarce. Neste momento, um morcego entra por sua janela e ele interpreta o acontecido como um sinal.

    O MENINO PRODÍGIO

    É raro não associar a imagem de Batman ao seu jovem ajudante, Robin. O menino prodígio apareceu nas páginas da Detective Comics, em 1940, e desde então se tornou o fiel assistente mais famoso dos quadrinhos.

    Foi com ele que, no mesmo ano, Batman, enfim, tornou-se um título próprio. Além de Kane e Finger, o assistente do ilustrador no ano, Jerry Robinson, também ganha créditos sobre sua criação.

    O original era Dick Grayson, filho pródigo de Bruce Wayne, que o adotou ao saber que possuía uma história semelhante à sua.

    A crítica ao personagem foi positiva e o número de vendas do quadrinho duplicou. Ele até estrelou suas aventuras solo com o Robin e, durante a década de 80, tornou-se outro famoso herói da DC Comics: o Asa Noturna.

    Quem assumiu o posto de ajudante do Batman logo em seguida foi Jason Todd, que chegou ao cargo em 1983. Ele não durou tanto.  Após seis anos, uma votação entre os fãs por telefone definiu que ele deveria ser morto pelo Coringa na história de Jim Starlin por ‘Morte em Família‘.

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    Sendo assim, Tim Drake assume a função no mesmo ano e fica até 2009, quando o próprio filho de Bruce Wayne, Damian, ganha o posto de ajudante.

    Uma curiosidade: em uma história paralela, o Robin já foi mulher; A jovem Stephanie Brown. Entretanto, também tendo um fim trágico e breve. Em alguns arcos, ela seguiu aparecendo como Batgirl.

     

    VILÕES MEMORÁVEIS

    Quando se pensa em Batman, é difícil não lembrar dos elaborados e cativantes antagonistas de suas histórias, ambos com as suas motivações e estados psicológicos instáveis, muitas vezes mais apreciados que o próprio herói.

    O Homem Morcego tem uma das galerias de vilões mais complexas dos quadrinhos. Não são apenas pessoas más, muitos deles são apenas reflexos do próprio Bruce.

    (Em breve, vamos fazer uma matéria especial exclusivamente abordando com mais detalhes os vilões ao redor de Gotham e as principais histórias do Morcego como guia de leitura.)

    A PRIMEIRA SÉRIE DE TV

    Não demorou muito para que Batman ganhasse vida e invadisse a TV. Em 1960, o personagem foi interpretado por Adam West, antagonizado pela cômica versão do Coringa de Cesar Romero, que serviu como base para a inspiração de outras versões do Palhaço Príncipe do Crime nos cinemas, como Jack Nicholson e Heath Ledger.

    Desde então, Bruce Wayne e seus coadjuvantes, como Arlequina, Coringa, Mulher-Gato, Bane e Charada apareceram em diversos programas televisivos conquistando o público pelo seu diferencial na exploração de cada personagem.

    A SÉRIE ANIMADA

    Abordando tanto o frágil aspecto psicológico do herói e de seus conturbados vilões, a animação imediatamente se tornou um sucesso de público e até chegou a ganhar importantes premiações da TV americana, como o Emmy.

    E com as memoráveis atuações de Kevin Conroy como Batman e Mark Hammil como Coringa (que são considerados as atuações definitivas dos personagens) a animação rendeu quatro temporadas de sucesso e abriu portas para importantes produções futuras que também viriam a se tornar sucessos, como Superman – A Série Animada, Batman do Futuro e Liga da Justiça.

    A TRILOGIA CINEMATOGRÁFICA DE NOLAN

    Embora nos quadrinhos ele nunca tenha perdido sua relevância, um ano importante para o renascimento do herói em outras mídias foi 2005. Com o lançamento de Batman Begins, a trilogia dirigida por Christopher Nolan tinha início.

    O Cavaleiro das Trevas (2008), que contou com a excepcional e memorável atuação de Heath Ledger como o brutal Coringa, arrebatando prêmios como o Oscar (Melhor Ator Coadjuvante para Ledger, ganhando um Oscar póstumo), o Globo de Ouro, o Bafta e o prêmio do Sindicato dos Atores, podemos dizer que o filme praticamente consolidou o gênero de super-heróis como um formato viável nos cinemas causando um efeito contrário na criação dos quadrinhos.

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    DETECTIVE COMICS #1000

    Em homenagem ao histórico editorial do super-herói, a DC Comics celebra os 80 anos do vigilante de Gotham lançando a edição Detective Comics #1000, que traz diversos artistas criando histórias curtas para o filantropo Bruce Wayne

    Vida longa ao Morcego de Gotham!

    E você, tem alguma história marcante do nosso querido morcegão? Deixe seu comentário e lembre-se de compartilhar essa publicação com seus amigos 😉

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    CRÍTICA – Batman: A Piada Mortal (2016, Sam Liu)

    CRÍTICA – Shazam (2019, David Sandberg)

    Confira também a crítica em vídeo:

    Após tantos filmes de super heróis lançados nos últimos anos é reconfortante sair de uma sala de cinema após experienciar Shazam, o mais novo hit da DC e Warner Bros.

    Pelas mãos do diretor David Sandberg e do roteirista Henry Gayden, Shazam ganha vida, brilho e essência, sendo com toda certeza um dos melhores filmes de super herói já lançados – e dentre os filmes da DC, ele fica fácil no top 3.

    Shazam adapta para as telonas as HQs homônimas do personagem, que já foi Capitão Marvel antes de receber este nome. Baseado na origem de Os Novos 52, o longa conta a história de Billy Batson (Asher Angel), um órfão de 14 anos que já fugiu de vários lares adotivos em busca de sua mãe biológica. Em uma dessas fugas, ele acaba – a contragosto – na casa de Victor (Cooper Andrews) e Rosa (Marta Milans) e conhece sua nova família: Freddy (Jack Dylan Grazer), Mary (Grace Fulton), Darla (Faithe Herman), Pedro (Jovan Armand) e Eugene (Ian Chen).

    Durante o desenrolar da trama, Billy enfrenta seu destino: ele encontra o Mago Shazam que oferece a ele todo o seu poder em troca de Billy proteger a terra dos Sete Pecados Capitais.

    O campeão – que receberá todo esse poder – precisa ser uma pessoa pura e boa de coração, que não se deixe levar pela ganância e esteja disposto a fazer o bem para a humanidade. É dizendo o nome do Mago que Billy Batson adquire poderes inimagináveis e, a partir disso, precisa aprender a como viver com eles.

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    O ponto alto de Shazam está em sua emoção. É um filme que, mesmo sendo um blockbuster, consegue passar para o telespectador múltiplos sentimentos ao longo dos seus 132 minutos de duração. Para isso, ele não precisa de cenas com grandes efeitos especiais ou plots forçados de seriedade. Sua construção se dá por meio da simplicidade das relações estabelecidas entre os personagens e da ingenuidade de um adolescente descobrindo uma vida nova. É a máxima do “grandes poderes, grandes responsabilidades”.

    Shazam traz, também, um ótimo vilão. Dr. Silvana (Mark Strong) não é o tipo de ameaça que surge sem grandes motivações, sendo extremamente bem desenvolvido pelo roteiro de Gayden.

    O vilão que, normalmente, é o ponto fraco da maioria dos filmes de super herói, aqui encontra um espaço significativo e muito mais cativante do que o Lex Luthor de Batman vs Superman. Silvana é tudo o que Luthor deveria ter sido e não conseguiu: um vilão impiedoso, inteligente e objetivo, sem grandes discursos.

    O elenco é um grande acerto da produção. Zachary Levi e Asher Angel estão super confortáveis em suas versões de Shazam. Jack Dylan é uma das grandes surpresas do filme e pode ser considerado um co-protagonista, tendo tanto tempo de tela quanto Asher e Zachary. Jack consegue imprimir em seu personagem (Freddy) uma reencarnação de Seth Cohen de The O.C, com os mesmos trejeitos e senso de humor. É o melhor ajudante que alguém poderia ter.

    A família Shazam é outro grande acerto do filme de Sandberg. O elenco infantil está em completa sintonia e rende vários dos momentos cômicos – e emocionantes – da produção. Eles são apresentados de forma natural e são parte importante para o desenvolvimento da trama.

    Shazam não é um filme “só” sobre o menino que ganha poderes, e sim sobre todos à sua volta, mostrando a importância que uma família saudável e amorosa pode ter na nossa vida – independentemente de como ela é formada.

    Shazam consegue, em meio a todo o seu desenvolvimento, incluir elementos de outros filmes do universo DC e referências à cultura pop num geral. É interessante ver esse movimento da DC nos cinemas após sua tentativa de um universo compartilhado que, infelizmente, não deu certo.

    Os erros serviram para criar uma nova estratégia de conteúdo, com mais espaço criativo e a possibilidade de explorar vários tons e histórias, sem ficar “preso” a uma narrativa similar a cada nova produção. A liberdade de Shazam em explorar outros personagens da DC sem que esses, obrigatoriamente, estejam envolvidos na trama, é ótima, pois abre um leque de possibilidades para o futuro do estúdio e da franquia.

    Shazam é um filme extremamente divertido, emocionante – em alguns momentos – e que pode ser assistido por toda a família. Sem grandes explosões a la Michael Bay ou grandes cenas de ação desenfreada, o longa encontra o equilíbrio em sua simplicidade narrativa e em sua essência, entregando um ótimo roteiro e um tom diferenciado em meio às apostas anteriores do estúdio. É um grande acerto da DC. Ansiosa pelos próximos capítulos!


    E não esqueça: SHAZAM, 4 DE ABRIL NOS CINEMAS.

    Confira abaixo o trailer legendado:

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    CRÍTICA – Duas Rainhas (2019, Josie Rourke)

    A história do filme Duas Rainhas (Mary Queen of Scots) pode passar há mais de 450 anos, mas o seu contexto é tão presente quanto o poder das duas soberanas retratadas – tanto enquanto rainhas, ou enquanto mulheres.

    No trabalho de estreia da diretora teatral Josie Rourke nos cinemas, podemos perceber – em todos 125 minutos do longa – uma literal inversão de papéis do estereótipo de gênero.

    Escrito por Beau Willimon, Duas Rainhas começa a partir da chegada de Mary (Saoirse Ronan) à Escócia, após a morte do seu marido, o príncipe francês Francis.

    De volta ao seu país de origem, Mary tenta de tudo para derrubar a sua prima Elizabeth I (Margot Robbie), a Rainha da Inglaterra, e assumir a coroa de ambos países.

    Tanto Saoirse Ronan quanto Margot Robbie entregam-se aos papéis de maneira magistral – a primeira, com a impetuosidade e graça necessária para a jovem personagem fervorosa, e a outra, com a impecável atuação tênue de uma personagem que beira a sobriedade e o desespero ao mesmo tempo.

    Da esquerda para a direita: Saoirse Ronan e Margot Robbie.

    Também temos como destaque a atuação de Conde de Moray (James McArdle), interpretando o meio irmão de Mary, que consegue demonstrar as forças e fraquezas do seu personagem durante seu tempo de tela.

    Os destaques negativos ficam com os talentosos Guy Pearce, em um papel sem sal numa atuação fraca, e David Tennant, em um personagem caricato e que apenas grita em tela.

    Duas rainhas. Dois países. Duas condições: católicos ou protestantes; atacar ou defender-se; o palácio outonal inglês ou as frias paredes da masmorra escocesa; permitir-se amar ou viver solitária. A narrativa do filme baseia-se sempre na proximidade antagônica de suas personagens. Tudo o que as aproxima, seja o gênero ou a linhagem sanguínea, também as afasta quando reflete as opções que tomaram no decorrer da trama. Enquanto Mary arriscou tudo o que tinha ao permitir-se apaixonar, Elizabeth manteve-se firme como monarca ao não assumir a mão de nenhum homem.

    Neste sentido, talvez resida a melhor qualidade de Duas Rainhas. A inversão dos papéis de gênero é o que mais chama a atenção no filme por se tratar de uma obra baseada em fatos históricos ocorridos no século XVI.

    As mulheres são poderosas e governavam duas potências, uma injúria aos homens de Deus e pais de família. Os conselheiros, membros da corte e da igreja, estão sempre em situação de inferioridade – seja pelo plano cinematográfico, seja pelas atitudes sórdidas enquanto seres que plantam a mentira, discórdia e caos em seu país. Para os homens, a única forma de ascensão ao trono é por meio do casamento, ou golpe.

    Entretanto, um dos momentos incômodos da trama são ambas as vezes em que Elizabeth diz ter “transformado-se em um homem”, ao explicar a racionalidade das suas atitudes – e também o medo – sendo que, em todo o decorrer da história, o homens eram o próprio motivo de desgraça.

    O clímax de Duas Rainhas está na pequena cabana inglesa com várias toalhas estendidas, onde Mary e Elizabeth encontram-se. É uma pena que Margot Robbie não tenha ocupado a tela tanto quanto deveria, pois, aqui, ela demonstra toda a sua entrega à personagem.

    O potencial da obra é imenso, mas não foi atingido neste filme. O debute da diretora Josie Rourke ficou um tanto descompensado nos tempos da narrativa, uma vez que a história não possui a fluidez necessária, deixando bons personagens sem tempo de tela e dando relevância a momentos pouco importantes. A cena constrangedora da batalha, mal filmada e coreografada, é certamente o ponto mais fraco do filme.

    Josie Rourke com o elenco em foto dos bastidores.

    O longa tem algumas falhas, mas a história é tão forte e dramática que vale a pena ser conferida. Os belos cenários e maquiagem impecável são detalhes técnicos que agradam o espectador.

     

    Duas Rainhas é um filme com potencial desperdiçado. Todavia, extremamente necessário para um assunto que continua sendo tabu em pleno 2019: a representação feminina no poder.

    Confira o trailer legendado:

    Duas Rainhas foi indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Figurino e Melhor Maquiagem e Cabelo e chega aos cinemas aqui do Brasil no dia 04 de abril.

    Lembre-se de deixar sua avaliação, após assistir ao filme: