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    Coerência lança concurso cultural com curso preparatório para jovens autores

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    Grupo Editorial Coerência lançou mais um concurso cultural nesta quarta-feira (12). A editora está buscando por jovens autores de até 16 anos e o livro vencedor será publicado de maneira tradicional pela LollyPop, o selo juvenil da casa editorial.

    Durante o período de inscrições, aulas preparatórias gratuitas serão cedidas por autores da Coerência que escrevem literatura infantojuvenil e juvenil. Métodos de Escrita, Organização, Escrita Criativa e muito mais — esses são alguns dos temas das lives que serão dadas por Giovanna Vaccaro, Felipe DantasAmanda AquinoGabriela Costa e Luiza Freire de Menezes durante 01 à 05 de Setembro.

    O lançamento do livro vencedor tem previsão para acontecer em Fevereiro de 2021. O edital do concurso, com todas as regras e informações, estará disponível até o dia 25 de Agosto e é possível encontrá-lo no Instagram da editora: @grupoeditorialcoerencia.

    A Editora Coerência já chegou ao mercado revelando seu diferencial: a divulgação dos autores nacionais, que têm tanta dificuldade em se fazerem notar.

    Criada não apenas para viabilizar a publicação de autores (ainda) não renomados, a Coerência conta com toda uma equipe de revisores, diagramadores, ilustradores, capistas e assessores, que preparam a obra para que esta chegue com qualidade à casa de milhares de leitores em todo o Brasil.



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    CRÍTICA – Power (2020, Henry Joost e Ariel Schulman)

    Power é o novo longa da Netflix estrelado por Jamie Foxx (Em Ritmo de Fuga) e Joseph Gordon-Levitt (500 Dias com Ela) e é dirigido por Henry Joost e Ariel Schulman. 

    SINOPSE

    Power

    Uma nova droga que dá poderes por cinco minutos ao seu usuário está sendo traficada em Nova Orleans.

    Art (Jamie Foxx) e Frank (Joseph Gordon-Levitt) estão atrás dos seus fornecedores de forma paralela, pois tem objetivos diferentes. Por meio de Robin (Dominique Fishback) ele vão atrás dos antagonistas como uma equipe.

    ANÁLISE

    Power

    O novo longa da Netflix tem uma premissa interessante, pois aborda super-poderes de uma forma um pouco diferente.

    A nova abordagem, infelizmente, é a única novidade de Power, uma vez que o filme tem diversos clichês em seu miolo.

    Art vai em busca de vingança, sendo mais um do tipo cavaleiro solitário que mata quem for preciso para atingir seus objetivos. O personagem até mostra um pequeno grau de complexidade por conta de seus traumas passados, todavia, Foxx atua de maneira automática, deixando o protagonista esquecível em seus dilemas.

    Frank traz um pouco de frescor para a carreira de Joseph Gordon-Levitt que tem como característica principal em seus papéis mocinhos certinhos e regrados, uma vez que Frank é canastrão e usa seu próprio código de conduta, outro ponto característico de filmes de ação batidos.

    O que os une é a personagem de Dominique Fishback que serve como ajudante dos dois.

    Entretanto, a coadjuvante sequer tem relevância dentro da proposta de Power, sendo positiva pela boa atuação da atriz, contudo, ela não acaba salvando a questão objetiva de Robin na trama.

    Rodrigo Santoro (Westworld) mais uma vez é um antagonista caricato. Sua atuação é interessante dentro de sua proposta, entretanto, o roteiro mais o atrapalha do que auxilia, fazendo com que o ator fique com méritos por sua própria competência.

    DIREÇÃO

    A dupla de diretores consegue ter bons acertos dentro da estrutura precária de roteiro estabelecida.

    As cenas de ação são muito bem construídas, assim como a utilização de CGI é muito bem feita, sendo usada em locais escuros que mascaram as falhas de baixo orçamento.

    Todavia, em uma cena específica o macete utilizado por eles mais prejudica do que ajuda, pois temos uma grande confusão por conta da escolha.

    A cena inteira é filmada pela perspectiva de uma figurante e nos deixa mais confusos do que satisfeitos na proposta apresentada, algo que poderia ser feito de forma muito mais simples e sofisticada.

    VEREDITO

    Power é um filme básico sem muitas ambições e funciona neste aspecto. 

    Ao apresentar um mundo novo com boas ideias, mas uma execução abaixo do esperado, acaba se tornando um longa mediano dentro do já saturado gênero de super-heróis.

    Confira o trailer de Power:

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    CRÍTICA – Disforia (2019, Lucas Cassales)

    Disforia é um filme brasileiro dirigido por Lucas Cassales (O Corpo) com Rafael Saig, Isabella Lima, Vinícius Ferreira, Juliana Wolkmer e Ida Celina Weber no elenco. Devido à pandemia de Covid-19 o filme está disponível em plataformas on demand e no serviço de streaming Looke é possível alugar por R$ 9,99. 

    SINOPSE

    Depois de um tempo longe de sua profissão por conta de um trauma pessoal, o psicólogo Dário (Rafael Sieg) volta a atender seus pacientes. Ele então é designado para o caso de Sofia (Isabella Lima), um criança de 9 anos que provoca sensações perturbadoras nas pessoas ao seu redor. Logo, Dário começa a investigar a família da menina e seus próprios traumas vem à tona.

    ANÁLISE

    Mais uma vez o gênero de horror no cinema brasileiro se supera e foge das obviedades. O primeiro longa do diretor de curta-metragem Lucas Cassales é uma alivio para os filmes de suspense e terror psicológico. Isso porque, não segue a mesma fórmula das grandes produções que insistem em querer explicar seus finais.

    Em Disforia, o clima tenso e até por vezes ilusório é construído com calma e é por Cassales não ter pressa em introduzir seus personagens que o filme torna-se arrastado. No entanto, são os planos longos que contribuem para o sentimento de desconforto que o filme transmite.

    A trama começa com Sofia sofrendo algum tipo de surto e se machucando; ao introduzir a rígida rotina da menina de início é nítido que algo não está certo. Logo após, Dário é introduzido como um psicólogo que tenta esquecer seu passado complicado. Sendo assim, os momentos que os dois personagens se encontram em cena é sempre para alavancar a história ao horror psicológico.

    Dessa forma a história progride, mas sem nunca apontar realmente uma conclusão. Portanto, fica para Paolo (Vinícius Ferreira), pai de Sofia, trazer algumas explicações a trama. A partir de cenas em found footage, vídeos dele e de sua esposa, que faleceu no parto, é dado ao espectador algumas pistas sobre o mistério da família. Contudo, em certas cenas esses vídeos mais atrapalham do que ajudam a imersão que o filme pretende.

    Neste sentido, fica para a construção psicológica entre o real e o imaginário a grande jogada do longa. Juliana Wolkmer como Sílvia esposa de Dário tem uma ótima atuação dizendo somente uma palavra o filme inteiro. Dessa maneira, o estresse mental que o filme provoca leva a um clímax satisfatório e um final intrigante.

    VEREDITO

    Lucas Cassales (centro) com o elenco.
    Lucas Cassales (centro) com o elenco.

    O diretor Lucas Cassales cria uma atmosfera intensa em Disforia, mesmo que em alguns momentos exista uma quebra de ritmo, o filme constrói um bom suspense. Porém, falha com personagens desinteressantes e desconexos, é somente a expectativa que sustenta o filme. O primeiro filme de Cassales desperta a curiosidade para as produções futuras do jovem cineasta.

    Assista ao trailer:

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    LEIA TAMBÉM:

    5 filmes para entender a nova era do horror no cinema nacional



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    X-Men reúne equipe com mutantes nível ômega mais forte de todos os tempos

    Ao longo dos anos, muitas equipes dos X-Men se destacaram. Normalmente, é uma questão de casualidade, enquanto as personalidades e as relações parecem ter tradicionalmente guiado a formação de várias X-equipes da Marvel. Entretanto, isso mudou recentemente, já que a Era de Krakoa parece ter dividido os X-Men em grupos baseados em seus poderes com uma maior regularidade.

    Em Empyre: X-Men #2, por Gerry Duggan, Ben Percy, Leah Williams e Lucas Werneck, é o que acontece enquanto os mutantes lutam contra os poderosos invasores Cotati e os zumbis mutantes tomam a ilha de Genosha. Adicione a essa situação mortal a presença da Horda, uma equipe de vilões feitos de plantas que se tornaram aliados temporários dos X-Men.

    Durante essa intensa batalha, as forças Cotati liberaram um pod em formado de semente da nave deles, prendendo Madrox e Penitência dentro dele. Apesar dos esforços dos X-Men, o pod luta contra todos os ataques deles. Em um último e arriscado golpe, Magia força as mulheres da Horda a reabrirem os portões de Krakoa. A mutante então chama por todos os mutantes psíquicos em Krakoa para irem para Genosha.

    E em resposta, um dos mais poderosos grupos de mutantes telepatas é formado.

    ômega

    Kid Ômega, um mutante nível ômega e anarquista adolescente com capacidade poderosamente notável, está em destaque, liderando a equipe. As irmãs Stepford também aparecem, unidas por sua telepatia criada pelo Programa Arma Plus. Mestre Mental também responde ao chamado, um membro original da Irmandade de Mutantes e um mestre ilusionista. Acompanhando Mestre Mental está a Mestra Mental, que possui os mesmos poderes de criar ilusão que seu pai.

    Dois membros do Conselho de Krakoa também chegam para a batalha: Êxodo e Sr. Sinistro. Êxodo é praticamente um mutante imortal nível ômega e é o antigo braço direito de Magneto, enquanto Sinistro se deu os poderes telepáticos através de uma incansável experimentação. A antiga Rainha Negra do Clube do Inferno, Selene também responde ao chamado. Finalmente, o Rei das Sombras, um rival de longa-data do Professor Xavier, se destaca no fundo da imagem, marcando sua estreia como residente de Krakoa.

    Coletivamente, a equipe é uma das mais poderosas já reunidas. O nível de poder deles é imensurável. Tanto as Irmãs Stepford quando o Kid Ômega já foram hospedeiros da Força Fênix, e o Mestre Mental manipulou já manipulou Jean Grey a fim de se tornar a Rainha Negra do Clube do Inferno. O Rei das Sombras, Selene e o Sr. Sinistro já foram grandes ameaças aos X-Men. Além disso, Êxodo e Kid Ômega dão ao grupo poderes ilimitados de dois mutantes nível ômega.

    Apesar de seus poderes os tornarem formidáveis, a relativa falta de código moral os torna ainda mais perigosos. Quase todos os mutantes dessa equipe já foram vilões. Mutantes como Sinistro e o Rei das Sombras já torturaram outros para benefício próprio mais de uma vez, em outras, o Kid Ômega liderou uma rebelião no Instituto Xavier e o Mestre Mental e Êxodo trabalharam para Magneto durante muitos anos. Considerando a falta de vergonha que vem de um passado violento e sinistro, nenhum desses mutantes podem hesitar em usar seus poderes de diferentes formas.

    O nível de poder e a falta de moralidade seria ameaçadora com qualquer um desses mutantes. Ainda, o verdadeiro aspecto perigoso da equipe é a similaridade entre seus membros. O poder de cada mutante os torna perigosamente voláteis, em uma mistura homogênea e perigosamente volátil de poder telepático. E não existe ninguém na equipe capaz de parar o outro.

    Mesmo com todos os poderes, a equipe ainda tem muito trabalho com o complexo conjunto de crises que enfrentam em Genosha. Eles podem ter o poder, e estão prestes a ter a chance de usá-lo.



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    CRÍTICA – Scooby! O Filme (2020, Tony Cervone)

    Scooby! O Filme é dirigido por Tony Cervone (Tom e Jerry: De Volta à Oz), no elenco Frank Welker, Will Forte, Zac Efron, Amanda Seyfield e Gina Rodrigues. O longa está disponível no Google Play.

    SINOPSE

    Scooby e sua turma encaram o seu maior e mais difícil mistério de todos os tempos: um plano maligno para liberar o cão fantasma, Cérbero, no mundo. Enquanto corre para impedir esse “apocãolipse” global, a turma descobre que Scooby tem um legado secreto e um destino épico maior do que qualquer um podia imaginar.

    ANÁLISE

    As crianças dos anos 80 e 90 puderam reviver a nostalgia dos velhos tempos com Scooby! O Filme. Já o atual público infantil teve o gostinho de presenciar um dos maiores desenhos do estúdio Hanna-Barbera.

    Mesmo com a oportunidade de assistir a Mistérios S/A mais uma vez em ação, Scooby! O Filme que chegou no começo de Agosto nas plataformas de streaming deixa um tanto a desejar. Na tentativa de inovar para se adaptar ao novo mundo, o filme se perde em sua narrativa.

    Logo, uma história que parecia simples, visto que o filme tem como base mais de 500 episódios com uma premissa bem estruturada, tornou-se vazio ao querer modernizar demais. Dessa maneira, o uso do 3D é desproporcional aos personagens e mais afasta do que encanta.

    Parece óbvio que trocar a trama original que mistura suspense e comédia por um filme de ação com robôs e super-heróis é uma escolha mais segura. Porém, Scooby Doo sempre agradou a criançada e seus fãs mais aficionados por seu tom inquietante, o fato de não subestimar o público infantil com tramas ingênuas parecia ser a chave.

    No entanto, Scooby! O Filme começa com a história de “origem” dos personagens. Salsicha encontra o filhote Scooby na infância, logo os dois conhecem o resto da turma: Fred, Velma e Daphne. Após resolverem seu primeiro mistério, o filme dá uma reviravolta e parte já com eles adultos encontrando outros personagens famosos do universo Hanna-Barbera.

    VEREDITO

    Em certa medida, Scooby! O Filme cumpre com o prometido: revive os fãs mais antigos e atrai um público novo. Contudo, a execução é falha e isso já era previsto, o filme contou com oito roteiristas para escrever uma única história. Infelizmente o longa perde toda a sua originalidade.

    Assista ao trailer dublado:

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    TBT #85 | O Abutre (2014, Dan Gilroy)

    “Imagine o nosso jornal como uma mulher aos gritos, com a garganta cortada, correndo pela rua.” (O Abutre, 2014)

    Lançado em 2014, O Abutre é um filme escrito e dirigido pelo estadunidense Dan Gilroy (irmão do também realizador Tony, que produz o longa, e de John, responsável pela montagem). Com um elenco de peso composto por Jake Gyllenhaal (Homem-Aranha: Longe de Casa), Rene Russo (Thomas Crown – A Arte do Crime) e Riz Ahmed (Venom), a trama acompanha Lou Blom, um sociopata enfrentando dificuldades para conseguir um emprego formal e que decide entrar no agitado submundo do jornalismo criminal independente de Los Angeles.

    Lou trabalha como um Nightcrawler, que, basicamente, são cinegrafistas que passam a noite e a madrugada rodando a cidade em busca de acidentes, tragédias, tiroteios, entre outros, para filmar esses acontecimentos e depois vendê-los para os jornais locais.

    Lou

    Um dos pontos de maior destaque do filme é atuação do Jake Gyllenhaal que, para interpretar o Lou, passou por uma transformação física. O ator perdeu 14 kg, isso porque ele acreditava que o personagem era parecido com um coiote.

    Gyllenhaal entrega um trabalho excepcional. O olhar, os trejeitos e a mudança no corpo foram algumas das caraterísticas que mais contribuíram para que Lou se tornasse tão verossímil.

    O personagem, além de não saber lidar com pessoas e assumir que não gosta delas, é um mau caráter. Quando precisa de dinheiro ele simplesmente rouba coisas, além de criar a sua própria versão da realidade, manipular e machucar as pessoas para alcançar os seus objetivos.

    “Se tiver sangue, tem audiência”

    Além de ser uma crítica corrosiva a determinados veículos de comunicação de massa que investe na banalização da violência para conquistar audiência, O Abutre é um ótimo estudo de personagem e uma análise sobre a ética e a moral do jornalismo atualmente.

    O texto preciso de Gilroy nos faz reavaliar e questionar a maneira como as notícias chegam até o telespectador.

    Não é preciso ir muito longe para conhecermos um Lou da vida real, existem vários. E a tendência é que eles se multipliquem ainda mais. Por quê? Enquanto assistimos ao longa, a reflexão sobre como esse tipo de oferta –  a espetacularização da violência e da morte – cresce é, no mínimo, assustadora.

    Se essa oferta existe é porque tem uma demanda, e acredite, na vida real não é diferente. Aqui no Brasil temos inúmeros exemplos bem parecidos com programas mais sensacionalistas que também divulgam esse tipo de conteúdo para a audiência.

    Tenso e angustiante como o mundo que retrata, O Abutre traz um retrato cru e real de profissionais que poucos veem trabalhando, mas que acabamos todos vendo o resultado desse trabalho, casualmente, na TV ou internet.

    Confira o trailer legendado:

    E aí, já assistiu O Abutre? O que achou? Deixe a sua avaliação e o seu comentário. Confira também as indicações anteriores do TBT do Feededigno.



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