CRÍTICA – Thor: Amor & Trovão (2022, Taika Waititi)

    Thor: Amor e Trovão é o 4º filme solo do deus do trovão e o segundo dirigido por Taika Waititi (Jojo Rabbit). O filme nos apresenta uma das facetas mais importantes do deus do trovão, e o estabelece como um dos heróis mais poderosos da Marvel e prepara o terreno para a Fase 5.

    Estrelado por Chris Hemswoth, Natalie Portman, Tessa Thompson e Christian Bale, Thor: Amor e Trovão chega aos cinemas de todo o Brasil no dia 7 de julho.

    SINOPSE

    Thor: Amor e Trovão é quarto filme solo de Thor (Chris Hemsworth), personagem da Marvel. O próximo filme do super-herói pretende ser a sequência direta de Thor: Ragnarok e o 29º filme do Universo Cinematográfico Marvel. O longa, além de representar os acontecimentos de Thor: Ragnarok, promove a volta de Jane Foster (Natalie Portman), que se transforma na Poderosa Thor. Os Guardiões da Galáxia terão papel importante na história, trazendo aventuras que podem fazer o filho de Odin questionar seu papel enquanto Deus do Trovão, precisando contar com o apoio de grandes aliados como Valquíria (Tessa Thompson) e Korg (Taika Waititi) para enfrentar suas lutas.

    ANÁLISE

    Thor: Amor e Trovão

    O talento de Taiki Waititi é inegável em suas mais diversas facetas. A capacidade do diretor e seu timing cômico é onde o diretor dá a seus atores espaço para brilhar. Dividido em três arcos muito bem definidos, o filme se mostra como uma das mais imponentes aventuras do deus do trovão, quiçá, a melhor aventura do Universo Marvel. Mas não se engane, o filme é a melhor aventura e não o melhor filme.

    Em sua turnê para promover Amor & Trovão, Taika revelou que tem sua forma de fazer as coisas, se distanciando do material fonte e os adaptando livremente. A forma que o diretor adapta Amor & Trovão é um dos mais belos exemplos disso.

    Ambientado alguns meses após Vingadores: Ultimato, Thor ainda vaga pela galáxia junto dos Guardiões salvando quem precisa de ajuda. E preciso te dizer: a galáxia está um caos.

    Thor: Amor e Trovão

    Após uma viagem pela história do deus do trovão, nosso herói testemunha uma recorrência nas mortes de divindades. Thor então decide investigar o que está causando o fim dos mais diversos deuses. Para sua surpresa, e para a nossa, ainda que o Gorr tenha parecido caricato nos trailers, acredito que a presença do ator inglês é a única parte séria do longa.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Conheça Gorr, o Carniceiro dos Deuses

    Ao longo de seus 159 minutos, Thor conta com a ascensão da Poderosa Thor, uma crescente ameaça, e incríveis momentos que arrancarão risadas sem pestanejar. O longa se estabelece de fato como uma história de Amor e Trovão, a participação de Jane Foster no longa compensa sua ausência de filmes anteriores e até mesmo o fato da personagem nunca ter estrelado em um Vingadores.

    Ainda que esse que vos escreve saiba que já falou demais da direção, preciso abordar que o longa trata sobre assuntos sérios, de maneira respeitosa e sem perder seu ritmo. Enquanto quebras na narrativa e na expectativa acontecem, somos lançados pelos mais diversos núcleos da trama. Essas quebram funcionam muito bem quando encaramos a história de Amor e Trovão, e aliado às suas rimas visuais, é como se déssemos um passo atrás para entender a história do herói como um todo. E ah, a transição de Jane Foster para Poderosa Thor é uma das coisas mais satisfatórias do filme.

    VEREDITO

    Thor: Amor e Trovão

    A presença de Odinson, a Poderosa Thor, Valquíria e Korg, dão ao filme um tom leve. Já a presença do Gorr, de Christian Bale, dão à trama o imediatismo necessário para empurrar a trama para a frente. Como Thor é um personagem que nunca parece ter sido levado à sério – e com razão -, após Ragnarok, Thor: Amor e Trovão é um ótimo divertimento, com momentos marcantes e sequências que parecem colocar o herói no palco que ele merece: um filme em que podemos ver seu verdadeiro poder.

    A diversão de Thor: Amor e Trovão se dá não apenas em seus momentos cômicos, mas também quando vemos a Dra. Jane Foster – personagem vivida por Natalie Portman encarnar um dos seus personagens mais descontraídos da carreira – encontrando seu lugar naquele mundo, com uma vocação recém-adquirida, ainda que subaproveitada.

    Taika Waititi faz de Amor & Trovão o palco central para diferentes loucuras e referências que apenas fãs hardcore da Marvel podem entender. Com estátuas e segredos contidos em escrituras, o filme nos lança pelo que parece ser uma viagem dinâmica com Guns N’ Roses de fundo.

    Nossa nota

    4,0 / 5,0

    Confira o trailer do filme:

    Thor: Amor e Trovão chega aos cinemas de todo o Brasil no dia 7 de julho.

    Inscreva-se no YouTube do Feededigno

    Assista às nossas análises de filmes, séries, games e livros em nosso canal no YouTubeClique aqui e inscreva-se para acompanhar todas as semanas nossos conteúdos também por lá!

    Artigos relacionados

    TBT #284 | “Festival Sangrento” tenta emplacar horror, mas falha

    Festival Sangrento é uma curiosa crítica que acaba por abraçar o que ela parece criticar com tanto afinco. O filme falha como um horror, mas pode divertir.

    O que é o Festival de Cannes? Saiba mais sobre o evento anual de cinema e confira 4 recomendações de filmes

    Criado em 1946, o Festival de Cannes é um dos eventos de cinema mais prestigiados do mundo e acontece na cidade de Cannes, na França.

    TBT #283 | ‘Par Perfeito’ surpreende por diversão e espionagem

    Par Perfeito é uma ótima comédia. Lançado em 2010, somos lançados na história do casal Jen e Spencer, cujas vidas mudam em 24 horas.

    CRÍTICA: ‘Furiosa – Uma Saga Mad Max’ é lindo e cromado como todos os filmes da franquia

    Furiosa é o mais novo capítulo da saga Mad Max. Agora, mergulhamos no passado da icônica personagem de Estrada da Fúria.