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    CRÍTICA – High on Life (2022, Squanch Games, Inc.)

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    Nada melhor para fechar nosso grande ano de 2022 do que um game criado por uma das mentes por trás de Rick and Morty, High on Life. Lançado no dia 13/12, tudo em torno deste jogo desperta a atenção. Desenvolvido e distribuído pela Squanch Games, uma empresa criada pelo próprio Justin Roiland em parceria com Tanya Watson. Roiland talvez seja bastante conhecido do público, mas é Tanya quem esbanja currículo (e isso não é um demérito ao primeiro).

    Watson liderou a empreitada de criar Bulletstorm, um excelente FPS da People Can Fly em parceria com a Epic Games. Aproveitando a menção à Epic, é importante mencionar que ela também fundou e liderou o projeto que se transformou em um jogo relativamente conhecido pela comunidade gamer hoje em dia – um tal de Fortnite.

    Com as credenciais postas, High on Life é um FPS de ação e aventura que mistura bastante humor ácido e ficção científica. Basicamente o casamento perfeito entre as principais skills dos fundadores.

    High on Life foi jogado via PC Game Pass e está disponível também para Steam, Epic Games e Xbox One e Series X e S.

    SINOPSE

    Do co-criador de Rick & Morty e Solar Opposites, surge High On Life.

    Recém-saído do ensino médio, sem emprego nem ambição, não tem nada rolando na sua vida até que um cartel alienígena que quer ficar chapado de humanidade invade a Terra. Agora, você e uma equipe de armas falantes e carismáticas têm de atender ao chamado do heroísmo e se tornar os caçadores de recompensas intergaláticos mais mortais que o universo já viu.

    Viaje por uma diversidade de biomas e locais pelo cosmo, lute contra o execrável Garmantuous e sua gangue de valentões, pegue o saque, conheça personagens únicos e mais, na aventura cômica mais recente de Justin Roiland!

    ANÁLISE DE HIGH ON LIFE

    O jogo já começa com uma forte auto-sátira com um aviso do FBI e a seguinte frase: “Vencedores não usam drogas”. Na sequência, apresenta outra alerta, mencionando que quaisquer glitches e bugs que possam ser encontrados são referências intencionalmente satíricas a outros jogos com glitches e bugs.

    Ainda nesta toada, somos lançados na tela de início de um jogo chamado Buck Thunder II – Xenoslaughter, uma espécie de Doom politicamente incorreto, onde podemos definir todas as configurações do jogo e o nível de dificuldade. Após alguns poucos minutos de gameplay entendemos que tudo não passa de uma espécie de inception gamer, e nosso personagem pausa o jogo para retomar à sua realidade – e então iniciamos High on Life.

    High on Life

    Arte

    Um ponto muito interessante deste jogo é a criação de cenários com o uso de Inteligência Artificial. Claro, não em sua totalidade, mas muitas das ideias mirabolantes que o jogo oferece para seus designs de mapas são originárias desta ferramenta.

    Além dos visuais e bons sprites, a trilha sonora do jogo também é bastante agradável e em bons momentos também divertida. Ainda que não muito elaborada (a ponto de concorrer a alguma premiação), ela emoldura cenas espaciais com agradáveis sons no estilo synthwave.

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    O estilo das animações é menos cartunesco do que em Rick and Morty, com uma pitada a mais de realismo em seus traços e texturas. O jogo apesar de se manter na pegada “engraçadinha”, possui cenas de forte apelo sexual, uso de drogas e violência que beira o excessivo. Isso não é um problema – só um alerta.

    Personagens

    Em um jogo criado por uma das mentes mais brilhantes das animações, não poderíamos esperar menos do que personagens marcantes. Ao contrário de jogos que parecem usar cada NPC como um mero pixel avulso na tela, High on Life dá peso a praticamente todo personagem do jogo. Isso se deve muito ao uso da IA para a criação de grande parte dos diálogos do jogo.

    Até mesmo NPCs que cumprem papel de figuração tem um certo peso, tendo frequentemente frases de interação que tornam a experiência mais divertida. Além disso, os personagens humanóides como a irmã do protagonista e o alien que nos permite iniciar a carreira de caçador de recompensas são muito caricatos e expressivos.

    Mas provavelmente quem mais rouba a cena, com seus altos e baixos, são os Gatlians: uma raça alienígena que é utilizada como armas. Em resumo, eles são as armas do jogo. Com o aditivo de serem seres sencientes que falam – às vezes até em excesso. Destaque aqui para Kenny, o primeiro Gatlian que conhecemos e nossa primeira arma do jogo, dublado pelo próprio Royland.

    Mecânicas

    O jogo oferece uma ideia inteligente para o tutorial, satirizando um jogo ao estilo Doom e usando textos e instruções bastante bobas para orientar sobre as principais e primeiras mecânicas do game. High on Life se baseia em comandos simples de FPS e plataforma, sem exigir muita destreza na movimentação, permitindo que a concentração seja em torno de tiros e risos.

    À medida que a história (que é bastante linear) avança, novos Gatlians são desbloqueados e com eles novas mecânicas e habilidades. As habilidades específicas de cada arma nova são bastante divertidas e sólidas em sua maioria. Todos os cenários possuem regiões que só podem ser acessadas com o uso de armas desbloqueadas mais à frente na história, o que torna a revisitação de mapas uma necessidade para todos aqueles que desejam coletar todos os colecionáveis.

    VEREDITO

    Com uma proposta bastante focada no humor ácido, High on Life é um incrível fechamento para o ano de 2022. É claro, o jogo não é perfeito. A desculpa satírica para eventuais bugs é relativamente insuficiente, mas apesar de alguns problemas, o jogo não é punitivo o suficiente para incomodar.

    Sem uma opção em português, um jogo com a verve concentrada nos diálogos e nas piadas inseridas neles perde muito sem essa regionalização. A ausência de uma dublagem, ou ao menos uma legenda, limita o escopo de pessoas que podem aproveitar o jogo por completo. Em pleno 2022, ano da tecnologia. Isso não tem cabimento.

    Como bem resumiu um streamer, High on Life “é como um Doom com piadas sobre p****”. Isso parece reduzir o jogo a muito pouco, mas na verdade é um elogio. High on Life tem as mecânicas, o dinamismo e a inovação de Doom com o humor agressivo roilandiano. É um jogo divertido e engraçado.

    Mas talvez aí ele se perca – ao menos um pouco. High on Life, na sua ânsia por fazer piadas com tudo, à todo momento, se torna levemente cansativo. As piadas até são boas, a qualidade não é o problema. Mas justamente pela falta de dublagem, ter que ler A TODO MOMENTO, faz o jogo perder bastante o ritmo.

    Um ponto menor mas que me cativou bastante são os pequenos eventos com escolhas (o conhecido choices matter). Elas não possuem um peso na história, mas estes eventos, seja por sua imprevisibilidade ou pelos absurdos dos diálogos, podem tornar o jogo ainda mais divertido.

    Fãs de Rick and Morty certamente enlouquecerão com High on Life. Tanto pela dublagem com a clássica voz de Morty quanto pelas frequentes piadas pesadas. O jogo possui deslizes, sim, como mencionei. Para mim, o mais falho é não possuir a regionalização. Se perde muito do que deveria ser o ponto alto do game. Talvez, inclusive, se possuísse alguma acessibilidade para lusófonos, eu poderia relevar qualquer outro problema. Talvez em um patch futuro esta nota mude.

    4,5 / 5,0

    Confira o trailer de High on Life:

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    TBT #209 | Fogo Contra Fogo (1995, Michael Mann)

    Você sempre pode recomeçar, até o momento em que não puder mais. Assim se cruzam as vidas do policial Vincent Hanna (Al Pacino) e do assaltante Neil McCauley (Robert De Niro), protagonistas de Fogo Contra Fogo, excepcional duelo construído por Michael Mann, o último assalto do grupo de Neil significa a chance derradeira de Vincent. Tudo é decisivo.

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    SINOPSE

    Em Los Angeles é cometido um assalto no qual são roubados US$ 1,6 milhão de títulos ao portador e três policiais são mortos no assalto. Assim, um detetive da Divisão de Roubo e Homicídio (Al Pacino) assume o caso. Apesar de contar com poucas pistas, de estar lidando com ladrões profissionais além de ter problemas em sua vida pessoal, ele tenta impedir que esta quadrilha continue operando.

    ANÁLISE

    Pacino interpreta Vincent Hanna, um agente do Departamento de Roubos e Homicídios de Los Angeles. De Niro dá vida para Neil McCauley, um dos maiores profissionais do crime organizado. O caminho de ambos se encontra a partir do momento em que Hanna passa a investigar um roubo e todas as pistas o levam para o confronto com McCauley. São dois homens inteligentes, talentosos e considerados os “melhores” do seu ramo, e um confronto é inevitável.

    O elenco é primordial para toda a construção especificada que Mann propõe, o que nos traz ao duo principal de monstros, onde a absorção deles em cena exige um olhar para trás que, de forma intrigante, percebemos aqui a intenção de propor este embate prestigioso de lendas de dois caras históricos ao cinema policial norte-americano. De figuras que foram partícipes, no eixo viral da Nova Hollywood.

    É impressionante como Michael Mann consegue introduzir tanta informação útil e desenvolver o background de muitos personagens secundários sem parecer que está apenas enrolando e gastando o nosso precioso tempo. Aliás, vale dizer que são quase três horas de duração de filme. A narrativa é tão eficiente que nem sentimos os 172 minutos. Do lado dos “mocinhos”, uma subtrama é dedicada para desenvolver a enteada de Hanna, que é um dos primeiros trabalhos no cinema da atriz Natalie Portman.

    Desde o início, o impecável roteiro entrelaça de maneira consistente os caminhos de seus diversos personagens, criando uma narrativa sempre envolvente e dinâmica, que jamais soa confusa, graças também ao bom trabalho dos montadores Pasquale Buba, William Goldenberg, Dov Hoenig e Tom Rolf, que alternam num ritmo interessante entre a investigação de Vincent e as ações do grupo de Neil, acertando ainda nas cenas de ação.

    Com a evolução da narrativa, os núcleos dramáticos diminuem e a tensão se concentra nos protagonistas. Os demais personagens estão lá, são os companheiros da polícia ou do crime, mas os dramas não surgem; desprendem-se da vida de ambos – a enteada e a mulher de Vincent, o amigo e a esposa de Neil – para deixá-los ainda mais dependentes dos seus trabalhos, isto é, um do outro. Isolados pela ambição desenfreada, apenas as armas – as quais recebem atenção quando aparecem – e as luzes de Los Angeles, esse labirinto interminável, os acompanham.

    VEREDITO

    Com uma rara profundidade dramática e um complexo estudo de personagens pouco comum no gênero, Fogo Contra Fogo é um excepcional filme de ação, que traz ainda uma das mais sensacionais cenas de tiroteio já vistas no cinema. Ao estudar personalidades tão parecidas em corpos inimigos, Michael Mann entrega mais do que um ótimo filme de ação, trazendo dois homens obstinados por suas profissões, que, numa melancólica ironia, dependiam um do outro para se sentirem completos, mesmo estando em lados opostos da lei.

    4,5 /5,0

    Assista ao trailer:

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    CRÍTICA – Inside Man (1ª temporada, 2022, Netflix)

    Inside Man é criada, roteirizada e dirigida por Steven Moffat e estrelada por um de seus atores favoritos, David Tennant. A série é uma produção da BBC e foi comprada para exibição na Netflix. A série conta a história do vigário Harry, que após se envolver em uma situação complicada, irá até a última consequência para não deixar que um segredo não escape e estrague sua vida e de sua família.

    O talento de David Tennant é brilhante e inegável. Ao lado da atriz Dolly Wells e Stanley Tucci, a série com um tema absurdo, mostra o quão dispostas as pessoas estão para provar o quão certas estão, mesmo estando completamente erradas.

    SINOPSE

    Um prisioneiro americano que está no corredor da morte e resolve mistérios para passar o tempo ajuda uma jornalista britânica a procurar uma amiga desaparecida.

    ANÁLISE

    Inside Man

    A série da Netflix em um primeiro momento, nos causa um incômodo imenso ao nos colocar como espectadores de um caso de abuso no metrô de Londres. Quando Janice (Dolly Wells), uma das envolvidas no caso resolve agir, a conhecemos assim como suas motivações. A partir dali, ela cria um elo com Beth (Lydia West), uma repórter investigativa.

    Na sequência, somos transportados para uma prisão nos Estados Unidos, e conhecemos Jefferson Grieff (Stanley Tucci), um homem no corredor da morte que soluciona crimes para passar o tempo. Como essas histórias até então sem sentido se conectam? Bem, essa é a parte complicada.

    Quando um mal entendido vai muito além do esperado, o até então vigário boa praça se coloca em uma situação muito complicada, mas por escolha própria. Talvez por se achar a pessoa mais certa do mundo, ou por sofrer do complexo do salvador branco, Harry Watting (David Tennant) parece ter se colocado nessa situação de propósito a fim de salvar sua família de uma situação que não aconteceria se não fosse por ele. Ou seria essa apenas uma desculpa para exercer sua crueldade em outra pessoa?

    O incômodo roteiro de Steven Moffat nos lança por uma trama repleta de argumentos convincentes – mas apenas para o nosso protagonista -, para problemas que poderiam ser resolvidos de maneira bem simples.

    Ainda que esse roteiro nos surpreenda até seu último minuto, a série com 4 episódios nos lança por todos os lados em busca de uma resposta ou uma solução. Essa solução é algo que pode ser resolvido de maneira bem simples, ou não, se encararmos o problema que Harry se meteu por seu ponto de vista.

    VEREDITO

    Inside Man

    A série nos mostra as mais diversas facetas humanas, e até onde certas pessoas estão dispostas a ir a fim de proteger o que consideram importante. Ainda que a série não exponha em seu texto, visualmente e em seu subtexto, ela nos motiva a traçar paralelos entre Harry e Grieff. E deixa claro que qualquer um está a apenas um dia ruim e um momento ruim de cometer um assassinato.

    A série levanta diversos red flags em diversos momentos e nos causa incômodos nas suas mais diversas formas. Seja na forma cínica de Harry falar de Deus e de “proteger” sua família, quando tudo parece tão claro e ele é apenas um indivíduo ruim que procura uma explicação lógica para agir da maneira maldosa que ele quer agir.

    Inside Man é uma série incômoda que te fará questionar se deve ou não continuar assistindo. O fim ilógico e os momentos constrangedores da série nos levarão até as últimas consequências junto com nossos personagens que se consideram tão espertos.

    3,5 / 5,0

    Confira o trailer da série:

    A primeira temporada de Inside Man está disponível na Netflix.

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    The Witcher: A Origem – Conheça as criaturas da minissérie

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    The Witcher: A Origem finalmente chegou à Netflix. A série conta uma história que parecia há muito estar esquecida. Atraindo atenção dos fãs dos livros, dos games, e dos aficionados por literatura fantástica. Conforme foi confirmado que Henry Cavill não estará presente na quarta temporada da série, a showrunner Lauren Hissrich começou a produzir spin-offs baseados naquele mundo sem o nosso Geraldão.

    The Witcher: A Origem se passa 1.200 anos antes dos acontecimentos da série principal, especificamente, durante os acontecimentos que fizeram aquele mundo ser o que ele é, após a Conjunção das Esferas. Na série, acompanhamos as desventuras de um grupo improvável na tentativa de impedir que a Imperatriz Merwyn de destruir o reino élfico como conhecem, mas não apenas isso. O golpe orquestrado pela dita Imperatriz, foi apoiado por poderosos indivíduos, inclusive o Mago Balor.

    ESTE POST CONTÉM SPOILERS DE THE WITCHER: A ORIGEM

    A Origem, nos apresenta elementos fortemente baseados nos livros de Andrzej Sapkowski, enquanto estabelece que os monólitos – que propiciam a viagem interdimensional e por fim causam a Conjunção das Esferas -, são um elemento tradicionalmente adorado pelos Anões daquele mundo.

    Muito distante de compreender aqueles indivíduos como seres que tudo sabem e tudo conhecem, a minissérie estabelece que os magos, elfos e anões estão prestes a adentrar em um território nunca antes explorado. O que é sabido pelos seres daquele mundo na série principal estrelada por Henry Cavill é fruto de mais de pouco mais de 1.200 anos de aprendizado e estudos.

    Alguns desses elementos com o passar dos séculos, passou a ser de conhecimento geral, não apenas de estudiosos, como também de conhecimento do povo comum.

    Com o aumento não apenas no número de humanos, como também de ameaças sobrenaturais, Witchers foram criados como a principal defesa contra essas ameaças. Em The Witcher: A Origem testemunhamos o primeiro Witcher, mas não apenas isso, compreendemos que a partir daqueles acontecimentos, aquele mundo passa a deixar de ser lar apenas dos anões e dos elfos, e recebe os maiores monstros da história, criaturas sobrenaturais e humanos.

    SEANCHAÍ

    Criaturas

    Seanchaí são os tradicionais contadores de histórias gaélicos. A primeira vez que encontramos a personagem vivida na série por Minnie Driver, é no campo de batalha em que ela salva Jaskier da morte certa. Ainda que a personagem não nos dê muitas dicas a respeito de sua origem, ela se prova extremamente poderosa ao congelar o tempo e se torna a narradora da história que testemunharemos. Uma coisa que ela deixa claro a todo momento, é não querer fazer mal ao bardo, dizendo não ser nem um Metamorfo, e nem um Dúplice.

    Isso fica claro quando comparamos essas criaturas com os poderes que a elfa parece possuir de manipulação temporal. Algo brilhante em relação a personagem, é que ela não parece ter intuito de interferir naquele mundo, mas trazer à tona uma história tão antiga quanto aquela realidade, que simplesmente foi perdida.

    A personagem começa a história fazendo menção aos monólitos apresentados pela primeira ao longo da primeira temporada de The Witcher. E é neste momento que entendemos que ainda que esses construtos guardem um imenso poder, eles eram adorados em eras antigas pelos Anões.

    Conforme a história progride descobrimos que a autointitulada Imperatriz tem o intuito de usar a magia como forma de ativar os construtos e acessar novos mundos a fim de colonizá-los. Mas não é bem isso que acontece.

    Como The Witcher tem uma história pregressa com magos que procuram obter cada vez mais e mais poder, a série não o faz diferente. Quando o Mago Balor decide buscar poder além de sua compreensão, as coisas saem completamente de controle, propiciando assim, a Conjunção das Esferas e mudando aquele mundo para sempre.

    Ainda que a história que ela pareça ter o intuito de contar não seja tão clara em um primeiro momento e não pareça ter qualquer ligação com a 2ª temporada da série, ao final do 4º episódio tudo fica mais claro quando a “origem de sangue” se apresenta.

    A QUIMERA DE BALOR

    Criaturas

    Vemos a Quimera de Balor pela primeira vez no evento de trégua entre os três reinos élficos. Como um plano dos usurpadores para tirar o irmão de Merwyn no poder, o atualmente regente e os líderes de todos os clãs élficos são mortos pela criatura que além de voar, lança raios e os transforma em fumaças de sangue.

    Não apenas a criatura, mas o golpe aplicado por Balor, Merwyn e Eredin são os acontecimentos que dão início à revolta dos 7. A criatura possui uma aparência bem bizarra. Com pernas e asas de inseto, a criatura se assemelha à um dragão, e atira raios a partir de suas três caudas, que são capazes de desintegrar pessoas instantaneamente.

    Com a criação do protótipo do Witcher, o monstro de Balor é a criatura derrotada da série e é o motivo pelo qual Fjall se tornasse o Witcher.

    VIÚVA PÁLIDA

    A primeira vez após se juntar aos 7, Syndril tenta usar um de seus portais para colocar a equipe dentro do castelo de Xintrea. Mas isso dá muito errado. Ao fazer a equipe atravessar o portal, eles são levados para um mundo completamente diferente do deles e Éile se depara com uma bela flor por sobre um lago. Ao entrar em contato com ela, ela se esconde e emerge do lado uma criatura insectóide bizarra.

    A criatura se revela como uma Viúva Pálida, criatura essa que esteve presente na expansão de The Witcher 3: Blood and Wine. A criatura é endêmica de Touissant e se encaixa na classe dos insectóides. A Viúva Pálida se assemelha a uma centopeia super desenvolvida, bem como quase todos os outros monstros da classe dos insectóides.

    Como é de senso comum para os fãs de The Witcher, todas as criaturas sobrenaturais podem ser feridas apenas com prata e cada uma dela possui uma fraqueza específica. No caso da Viúva Pálida, ele pode ser ferida com a espada de prata e para maior dano, a lâmina pode ser embebida no óleo de insectóide. Mas como essas criaturas ainda são “novas” neste mundo, Syndril apenas fecha um portal sobre ela, cortando ela ao meio.

    O PROTÓTIPO DE WITCHER

    Quando tudo parecia perdido, o que os 7 puderam fazer a fim de destruir a quimera de Balor, foi criar um monstro próprio. A partir deste plano, Syndrill e Zacaré fizeram Fjall passar pelo processo de transformação de The Witcher basicamente lançando todo o caos contido no coração da Viúva Pálida no organismo do elfo.

    Segundo Syndrill havia revelado ao grupo, esta era sua segunda tentativa de criar um ser diferente de tudo que já existiu. Como o processo do Testes das Ervas era doloroso para a criação dos Witchers na época de Geralt, é possível imaginar a dor que o último elfo do Clã dos Cães sentiu. Ainda que o processo da criação dos elfos no futuro viesse a ser baseado em uma mistura de ervas e alquimia, todo o processo pelo qual Fjall passou, o mudou de uma maneira absurda, tornando-o o último monstro que vimos na série.

    A minissérie The Witcher: A Origem chegou à Netflix no dia 25 de dezembro.

    Confira o trailer:

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    CRÍTICA – Need for Speed: Unbound (2022, Criterion Games)

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    Need for Speed: Unbound é o mais novo jogo de corrida da franquia da EA. Desenvolvido pela Criterion Games e Codemasters, o game foi anunciado em 6 de outubro de 2022 e publicado pela Electronic Arts para PC, PlayStation 5, Xbox Series X e Series S.

    SINOPSE

    Corra contra o tempo, despiste a polícia e encare as classificatórias semanais para chegar ao Grand, o desafio de corrida de rua definitivo de Lakeshore. Encha sua garagem de carros personalizados, tunados com precisão e ganhe as ruas com seu estilo, seus ajustes exclusivos e uma trilha sonora global vibrante que ressoa com todos os cantos do mundo.

    ANÁLISE

    Need for Speed: Unbound

    Need for Speed: Unbound é o mais novo jogo da franquia Need for Speed no qual você terá que correr contra o tempo nas ruas da cidade de Lakeshore City. A cidade é baseada em Chicago e apresenta uma variedade de modos de corridas que são divertidos e desafiadores.

    Em Need for Speed: Unbound temos um novo designer artístico incrível que lembra muito a animação Homem-Aranha no Aranhaverso (2018) e uma estética de anime seja na modelagem dos personagens ou mesmo na hora das corridas, com um visual muito estiloso e refinado nas fumaças durante as arrancadas. Apesar desse novo visual, o jogo segue com um gráfico realista que é simplesmente incrível.

    Com isso, o jogo segue a mesma fórmula de seus jogos antecessores Need for Speed: Payback (2017) e Need for Speed: Heat (2019). Apesar disso, esse novo jogo melhora a jogabilidade dos veículos que são ok, mas que por ser um jogo de arcade o mesmo faz muita falta sentir o peso dos veículos no Dualsense no PlayStation 5. Mesmo o controle do PS5 tendo seu sensor nos gatilhos L2 e R2 você sente a troca de marchas e o freio extremamente preciso, mas infelizmente em alguns momentos os veículos são desbalanceados e nesse ponto acaba proporcionando aos jogadores um enorme incômodo.

    Ao longo do jogo temos uma variedade de eventos a serem cumpridos que dão dinheiro para manutenção dos veículos e assim deixá-los mais tunados. No entanto, em alguns eventos são cobrados uma taxa de inscrição e caso você seja um roda presa levará um certo tempo para acumular dinheiro e melhorar o desempenho do seu veículo a fim de participar desses rachas. Esse ponto de ser cobrado por corrida é muito desanimador, pois logo de cara você não terá um carro bom o suficiente para se sair bem nas corridas. Por isso, o jogo vai exigir bastante tempo para aprimorar seu desempenho nas ruas de Lakeshore City.

    CONTRAS

    Need for Speed: Unbound

    Um outro ponto negativo são quando os veículos que ao sofrer uma colisão. Simplesmente o jogo retorna um ponto após colidir em uma tela de load que é muito rápida, mas que mesmo assim quebra a dinâmica da corrida de tal forma que chega a ser irritante. Seria interessante o jogo seguisse a corrida normalmente. Assim como é no jogo Bornout (2007).

    PONTOS POSITIVOS

    Além das corridas empolgantes, outro destaque do jogo vai para os diálogos entre os personagens que são simplesmente sensacionais. Em dois momentos tive a citação do anime Initial D e a famosa frase do Dominic Toretto relacionado a família, mas de maneira debochada. Em diversos momentos você verá alguém fazendo alguma citação relacionada a algo da cultura pop. E é muito legal ver esse tipo de interação na construção dos personagens.

    Com relação a quantidade de veículos, o jogo tem uma vasta gama de carros que são altamente customizáveis, seja visualmente ou em seu desempenho. Need for Speed: Unbound tem a implementação da customização do seu avatar, seja em roupas e acessórios que deixam o seu personagem com visual único e estiloso. Essa implementação é legal, mas que no final não vai causar diferença em um jogo que o foco são as corridas.

    VEREDITO

    Por fim, Need for Speed: Unbound é um jogo visualmente lindo, mas que infelizmente ainda é apenas um vislumbre do quão excelente essa franquia foi na era de Playstation 2. Espero que no futuro a desenvolvedora consiga resgatar a fase brilhante de Need for Speed Underground 2 (2004) e Need for Speed: Most Wanted (2005) aos consoles de nova geração.

    4,0 / 5,0

    Confira o trailer de Need for Speed: Unbound:

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    CRÍTICA – The Witcher: A Origem (Minissérie, 2022, Netflix)

    Ambientada cerca de 1.200 anos antes dos eventos da série estrelada por Geralt de Rívia (Henry Cavill), The Witcher: A Origem conta a história de um grupo disfuncional que se unirá por um objetivo em comum: destruir o império de Xintrea de uma vez por todas. Um dos mais interessantes elementos de The Witcher, é ver as interações entre as mais diversas facções e povos que habitam aquele mundo. Na minissérie, vemos que os Elfos e os Anões foram os primeiros habitantes do Continente.

    Fato esse que é questionado por muitos até nos dias “atuais”, 1.200 anos depois, o momento em que a série The Witcher é travada uma guerra entre os Aen Seidhe – o povo da Floresta – e os humanos.

    SINOPSE

    Aproximadamente mil e duzentos anos antes dos acontecimentos da série The Witcher, A Origem retrata a história do primeiro Bruxo. O mundo habitado por elfos era muito diferente antes da chegada dos humanos e extermínio das civilizações. Esta minissérie prequel de The Witcher, da Netflix, retrata os eventos caóticos que levaram à “Conjunção das Esferas”, quando os mundos de monstros, Humanos e Elfos se fundem em uma única sociedade. A produção retrata a época como a Era de Ouro do universo de The Witcher. A narrativa é contada pela contadora de histórias Seanchaí.

    ANÁLISE

    The Witcher: A Origem

    Ao início da minissérie, somos ambientados a Jaskier, que ao se ver em meio à guerra, vê o tempo parar. Ao recobrar a consciência é abordado pela Elfa Seanchaí, que o conta uma história tão antiga quanto o tempo. Uma história que remonta à origem daquele universo e a Conjunção das Esferas.

    Quando a Imperatriz Merwyn (Mirren Mack) aplica um golpe, e no processo assassina seu irmão, e os regentes de dois diferentes reinos, um grupo completamente inesperado se forma para tirar a usurpadora do poder e vingar a vida dos que foram perdidos no processo.

    Ainda que esse texto pareça uma super simplificação da história, as complicações e as ramificações da trama se estenderão até Geralt de Rívia, e o futuro do Continente como o conhecemos. Ambientados ainda há 1.200 anos, somos apresentados à Éile (Sophia Brown), Fjall (Laurence O’Fuarain), Syndrill (Zach Wyatt), Zacaré (Lizzie Annis), Irmão Morte (Huw Novelli), Meldof (Francesca Mills) e Scían (Michelle Yeoh).

    Ao longo de seus 4 episódios, o grupo composto em grande parte por Elfos precisa passar por todas as dificuldades impostas não apenas pelos perigos daquele mundo, mas também de outros mundos – mundo esses, que esses povos estão apenas descobrindo.

    Algo que fica estabelecido desde o primeiro episódio da minissérie, é a criação dos Witcher, e que essa história nos apresentará ao primeiro de todos os tempos. E curiosamente, o primeiro Witcher não foi humano. E ao contrário de todos o que imaginavam, o primeiro Witcher não é nada parecido com Geralt, Eskel, ou Vesemir. Com os processos ainda a serem refinados, o primeiro Witcher é algo próximo à criatura mais caótica já criada.

    O fio da produção segue o ímpeto de uma quase deidade em contar uma história há muito esquecida. Havendo assim uma ligação entre a minissérie e a série principal, que é baseada na série de livros mundialmente famosa.

    VEREDITO

    The Witcher: A Origem mostra o quão rico de detalhes e o quão profunda a história criada por Andrzej Sapkowski é. Enquanto entendemos que aquele mundo ainda pode render muitas histórias, vemos que a série abrir um leque de histórias que ainda pode contar, tudo isso enquanto prepara o terreno para vindouras ameaças que surgirão não apenas no futuro de Ciri, mas também de Geralt e Yennefer.

    Aquele mundo, ainda que assustador, possui ameaças terrenas e fantásticas que levarão as histórias à um nível inimaginável para uma mídia como uma série. A história e personagens vistos nesta série foram apresentadas anteriormente em The Witcher 3: The Wild Hunt.

    O Bestiário do Feededigno pode te ajudar a conhecer mais sobre o universo de The Witcher.

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer:

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