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    Desastre Total: Woodstock 99 | Tudo sobre o documentário da Netflix

    Woodstock é sinônimo de Paz e Amor; e automaticamente remete à primeira – e icônica – edição do festival de música realizado em 1969, que contou com nomes como Santana, Janis Joplin, Jimi Rendrix, entre outros. Mas, o que poucos lembram é que o Festival Woodstock contou com outras duas edições: em 1994, comemorando 25 anos do festival e em 1999, que destruiu a reputação do “Festival da Paz e do Amor”.

    SINOPSE

    A série documental de três episódios explora como as mudanças culturais criaram experiências muito diferentes entre os festivais de 1969 e 1999. Woodstock ’69 foi centrado em paz, amor e compreensão durante a guerra e os direitos civis e os movimentos de libertação das mulheres – mas 30 anos depois, a reinicialização se transformou em um inferno capitalista e violento.

    O CRIADOR

    Desastre Total: Woodstock 99 | Tudo sobre o documentário da Netflix

    Michael Lang foi um promotor e produtor de shows e co-criador da primeira edição do festival, bem como do Woodstock ’94 e Woodstock ’99. Depois que o evento de 1994 provou ser decepcionante, ele decidiu que era hora de trazer Woodstock para o novo milênio, mesmo que aqueles ao seu redor estivessem hesitantes sobre a ideia. Apesar de seus esforços para torná-lo um ambiente caloroso e acolhedor – como empregar jovens adultos para atuar como uma “patrulha da paz” em vez de contratar guardas armados – o fim de semana de paz e amor de 1999 se transformou em tudo menos isso.

    Lang faleceu em janeiro deste ano, aos 77 anos.

    O PROMOTER

    Promoter e produtor do Woodstock ao lado de Michael Lang, John Scher é o CEO da Metropolitan Entertainment e ajudou a organizar e financiar o Woodstock ’99, que custou US$ 38 milhões. Um figurão na indústria da música, Scher trabalhou com bandas como Rolling Stones, Grateful Dead e The Who.

    Embora outros na série documental discordem, Scher diz que seus colegas acharam que o evento de 1999 foi uma ótima ideia, seria histórico e traria muito lucro.

    A VJ

    Mais conhecida por seu tempo como VJ da MTV no final dos anos 90 e início dos anos 2000, a apresentadora de TV Ananda Lewis estava trabalhando em um evento da MTV em Nassau, Bahamas, quando recebeu a ligação de que deveria viajar de volta a Nova Iorque para cobrir o Woodstock ’99.

    Enquanto estava lá, à medida que a multidão do festival se tornava mais irada, Lewis e outros apresentadores da MTV foram alvos de assédio por vários participantes irritados que se opunham à cultura de venda da MTV.

    DEPOIMENTOS

    Na sexta-feira, primeiro dia do festival, o nome mais aguardado era a banda de nu metal KoRn. Como uma das maiores bandas da época, quando o vocalista Jonathan Davis subiu ao palco, ele pôde sentir o comportamento da multidão se intensificando e ficou chocado com o grande volume de pessoas no recinto do festival.

    No sábado, dia em que o público começou a entrar em uma espécie de momento crítico, o músico, DJ e produtor musical Norman Cook mais conhecido como Fatboy Slim se apresentou. No momento em que Cook se apresentou no hangar da rave no sábado à noite, após o show estridente do Limp Bizkit, a multidão havia caído na devassidão – e estava se tornando cada vez mais perigosa.

    Já no último dia de festival, no domingo, a cantora e compositora Jewel subiu ao palco do Woodstock ’99, depois que grande parte do público já haviam saído devido à exaustão e condições insalubres. Ela se lembra da energia imprevisível e furiosa da multidão restante e foi avisada por sua equipe que sobre as garrafas jogadas em Sheryl Crow.

    Junto com filmagens de James Brown, Bush, Sheryl Crow, The Offspring, KoRn, Limp Bizkit, Rage Against the Machine, Jewel, Wyclef Jean, Willie Nelson, Kid Rock e Red Hot Chili Peppers, Destruição Total: Woodstock 99 apresenta entrevistas com vários outros envolvidos no festival, incluindo participantes, jornalistas, segurança, equipe médica, executivos da indústria da música, produtores de TV, diretores de TV e muito mais.

    OS REBELDES

    Desastre Total: Woodstock 99 | Tudo sobre o documentário da Netflix

    Na sexta-feira, depois de uma apresentação que possivelmente provocou abalos sísmicos capazes de serem medidos na Escala Richter, o KoRn preparou o terreno para o que estava por vir.

    No sábado, Kid Rock com sua rebeldia deixou o público empolgado e ansioso para o que Fred Durst e sua banda, o Limp Bizkit faria: muito vandalismo.

    Com um público insatisfeito e motivado por seus artistas rebeldes favoritos, o domingo foi a vez do Red Hot Chilli Pepers riscar o fósforo que faltava para incendiar o combustível que havia dentro do público; e ao som de Fire o Festival Woodstock ’99 queimou.

    TRAILER

    Assista ao trailer original:

    Destruição Total: Woodstock 99 já está disponível no catálogo da Netflix.

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    CRÍTICA – Gêmeo Maligno (2022, Taneli Mustonen)

    Gêmeo Maligno é um filme de terror que está disponível nos cinemas brasileiros e conta com Teresa Palmer (Quando as Luzes se Apagam) e tem o cineasta Taneli Mustonen na direção.

    SINOPSE DE GÊMEO MALIGNO

    Rachel (Teresa Palmer), seu marido Anthony (Steven Cree) e seus filhos gêmeos Elliot e Nathan (Tristan Ruggeri) estão em uma viagem de carro até que sofrem um acidente que acaba matando Nathan.

    Convivendo com a dor, a matriarca da família tenta seguir em frente, contudo, o comportamento de Elliot começa a ficar esquisito e agora ela tem que lidar com o trauma e com as atitudes do filho sobrevivente.

    ANÁLISE

    Gêmeo Maligno se vende como mais um filme de questões paranormais, contando com uma aura sobrenatural clichê que usa em uma criança as nossas expectativas de tensão e de nos importar com os personagens.

    Há uma tentativa frustrada de fazer diferente, enfiando um monte de conceitos dentro da trama, com diversas reviravoltas que mais confundem a proposta do filme do que de fato inovando. Em dado momento, não sabemos mais do que se trata o longa, assim como boas ideias são jogadas no lixo e no fim ficamos sem respostas e porquê aquilo foi colocado na história.

    Sobre as atuações, o elenco convence, com uma boa atuação de Teresa Palmer que entrega uma mãe bastante fragilizada emocionalmente, mas que tem muito convicção e força na hora de se impor. Mesmo com um roteiro confuso e fraco, ela consegue fazer uma entrega interessante em suas cenas.

    A direção é competente, mesmo que faça alguns cortes imprecisos e deixe as cenas meio picotadas. Taneli Mustonen usa planos abertos e assim como Ari Aster em Midsommar (2019), faz da luz um símbolo de terror para o espectador, indo contra o usual.

    Aliás, Midsommar é uma base importante para Gêmeo Maligno, pois em vários momentos me lembrei do longa de Aster assistindo o filme. Além dos enquadramentos de câmera, há algumas semelhanças quanto à população da pequena cidade da Finlândia da qual a família faz parte agora. Os comportamentos nada peculiares deles e uma espécie de seita que se forma lembram, e muito, os suecos do filme de 2019.

    VEREDITO

    Gêmeo Maligno é um filme que tenta de tudo, mas não consegue entregar muita coisa ao seu espectador. Se jogasse mais no simples, poderia ser um longa mediano, pois tem alguns pontos positivos em sua direção e elenco. Infelizmente fica abaixo do aceitável.

    1,8/5,0

    Confira o trailer de Gêmeo Maligno:

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    CRÍTICA – Sandman (1ª temporada, 2022, Netflix)

    Eu sou o arauto da inspiração, um mar infinito de palavras eu sou a própria poesia…

    Sandman é uma das histórias em quadrinhos mais importantes da história e, desde sua criação, fãs da trajetória de Morpheus e a sua família aguardaram ansiosamente ao longo dos anos por uma adaptação em live action apesar, como falado anteriormente em nossa crítica, muitas pessoas considerarem uma história inadaptável pelas suas nuances, o serviço de streaming Netflix encarou o desafio, lançando a primeira temporada de Sandman contendo 10 episódios e produzida por Allan Heinberg; Neil Gaiman e David S. Goyer.

    SINOPSE DE SANDMAN

    Existe outro mundo que espera por todos nós quando fechamos os olhos e dormimos – um lugar chamado Sonhar, onde Sandman, o Mestre dos Sonhos (Tom Sturridge), dá forma aos nossos medos e fantasias mais profundos. Mas quando Sonho é capturado de forma inesperada e feito prisioneiro por um século, sua ausência desencadeia uma série de incidentes que mudarão para sempre o Sonhar e o mundo desperto. Para restabelecer a ordem, Sonho precisa encarar uma jornada por diferentes mundos e tempos e reparar os erros que cometeu durante sua vasta existência, revisitando velhos amigos e inimigos; e conhecendo novas entidades cósmicas e humanas.

    ANÁLISE

    CRÍTICA - Sandman (1ª temporada, 2022, Netflix)

    A palavra que pode ser repetida a exaustão quando refletimos sobre a primeira temporada de Sandman é fidelidade. A cada cena do primeiro ao décimo episódios que adaptam os volumes Prelúdios e Noturnos e Casa das Bonecas do genial escritor Neil Gaiman podemos ter cenas retiradas diretamente das páginas do quadrinho, sem abrir mão de um roteiro consistente para apenas satisfazer o chamado “fanservice”, que se tornou um vício nas grandes produções do gênero.

    Em aspectos de narrativa, a série não apela para o tom nostálgico que atrai os leitores da obra, buscando intensidade na sua história, sendo assim, mais atrativa para os novos fãs que são bem-vindos a conhecer este universo tão rico, reflexivo e apaixonante. A riqueza em apresentar em live action detalhes que até então se encontravam apenas nas páginas das edições e encadernados é um convite também para este novo público que encontra um Morpheus com suas sutis mudanças para a versão da TV.

    O Sonho, interpretado por Tom Sturridge, traz um novo repertório emocional em relação ao que se conhecia dos quadrinhos, um personagem com mais carga emocional brilhantemente creditada a atuação do seu interprete. Conseguimos sentir a empatia em relação aos consecutivos infortúnios do primeiro arco como a sua captura, a perca de seu corvo e o roubo de suas ferramentas que não são apenas elementos do seu trabalho, mas de sua essência num todo.

    A jornada dos seis primeiros episódios por mundos etéreos como o Sonhar e o Inferno são um espetáculo gráfico aconchegante de se acompanhar, destacando a batalha entre Lúcifer, o Estrela da Manhã, de Gwendoline Christie, e Morpheus em um duelo que remete a própria grandeza destes seres antropomórficos como o lobo, o caçador, a serpente, a ave de rapina, o mundo, a supernova, o universo, a antivida e a esperança, que inclusive os dois últimos conceitos remetem a essência do universo DC mais conhecido do público geral nas figuras de Darkseid e Superman, respectivamente.

    O atrativo quanto ao mundo dos despertos personagens como Johanna Constantine, uma das adaptações para a série, remete a essência do próprio Hellblazer como conhecemos não é apenas um momento empolgante na jornada do Oneiromante na retomada de suas ferramentas mas uma referência ao John Constantine, a origem da adaptação desta nova personagem interpretada por Jenna Coleman e a sua personalidade tão marcante.

    Os personagens de apoio são extremamente competentes a nível de atuação como Caim (Sanjeev Bhaskar), Abel (Asim Chaudhry) e Lucienne de Vivienne Acheampong como o braço direito do monarca do sonhar, as perspicácia nos momentos importantes como a busca pelos pesadelos fugitivos.

    O segundo momento da série adapta o volume Casa das Bonecas, porém antes temos um dos momentos mais emocionantes da série com o episódio “O Som de Suas Asas” que nos apresenta a irmã mais velha de Sandman, a Morte (Kirby Howell-Baptiste), e somos brindados não apenas com o que considero o melhor episódio da série, mas uma das reflexões mais brilhantes sobre a própria existência humana em si com uma atuação maravilhosa da interprete da monarca das Terras Sem Luz.

    Além de Sandman e Morte conhecemos outros dois familiares dos Perpétuos: Desespero e Desejo, que manipula todos os eventos de ambos os arcos utilizando a sua influência sobre o desejo dos personagens envolvidos. Elu se destaca pela fidelidade na adaptação, assim como todos os personagens da série, uma atuação forte e tão marcante quanto a sua contraparte dos quadrinhos e a química com Donna Preston ao interpretar a sua irmã gêmea nos faz esperar ansiosos pelo retorno desta dupla nas temporadas seguintes.

    Os antagonistas também prendem a nossa atenção com o carismático pesadelo Coríntio (Boyd Holdbrook) ou o misterioso e assustador John Dee (David Thewlis), sendo um primeiro com um destaque maior por estar presente em toda a temporada e uma personalidade mais sedutora remetendo a assassinos em série conhecidos como Ted Bundy ou elementos sobrenaturais como Jack, o Estripador, o Coríntio em determinados momentos assume o papel de vilão principal da temporada.

    VEREDITO

    CRÍTICA - Sandman (1ª temporada, 2022, Netflix)

    A série é uma homenagem para os fãs do quadrinho ao mesmo tempo se torna uma convite para que um novo público conheça a história atemporal, contemplativa e emocionante, nos levando das lágrimas aos sorrisos ao longo de todos os seus episódios além da expectativa de uma segunda temporada que acredito ser totalmente possível dado o enorme sucesso e engajamento que este primeiro ano proporcionou.

    5,0/5,0

    Leia também:

    Johanna Constantine: Quem é a personagem de Sandman?

    Sandman: Quem é quem na série da Netflix?

    Sandman: Quem são os Perpétuos?

    Confira o trailer de Sandman:

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    TBT #189 | Beleza Americana (1999, Sam Mendes)

    Dirigido por Sam MendesBeleza Americana (American Beauty) é um filme norte-americano de drama, lançado em 1999, que arrebatou os corações do público. Um enorme sucesso entre os críticos, o longa-metragem venceu o Oscar de 2000 em diversas categorias, com destaque para Melhor Filme e Melhor Diretor.

    SINOPSE

    Acompanhando a rotina de um grupo de cidadãos comuns, a trama retrata uma família em processo de ruptura. O casamento de Lester (Kevin Spacey) e Carolyn (Annette Bening) é um mar de frieza e discussões. De repente, ele começa a se fantasiar com Angela (Mena Suvari), uma adolescente que é amiga da sua filha. Daí em diante, o protagonista faz grandes mudanças na sua vida que acabam de um modo trágico.

    ANÁLISE

    O grande mote do filme é a beleza que há na vida, e como nós não a percebemos. As vendas que impedem os personagens de verem a beleza que há no mundo são mantidas em todos os personagens, exceto em Lester e em Jane (Thora Birch) – e o único que entende o mundo é Ricky (Wes Bentley).

    No entanto, a primeira centelha que atinge o protagonista de modo a se propor uma mudança de vida é Angela, a amiga de sua filha. Ela se mostra ao mundo como uma garota sensual, muito segura de si e que sabe como lidar com o assédio masculino. No entanto, Ricky, ao se encantar por Jane, acaba por mostrar que Angela usa Jane como companhia para se sentir melhor sobre sua amiga “sombra”, ordinária.

    Aliás, Beleza Americana não se enquadra sequer nas definições de um melodrama clássico, como os que Hollywood tão bem produziu na metade do século passado. O melodrama tradicional tem certos modelos estruturais que vêm desde sua popularização na literatura. Opõe personagens que representam valores bem definidos, normalmente o vício e a virtude. Alterna momentos de desolação extrema com outros de euforia ampla, muito rapidamente, transformando a linha narrativa num eletrocardiograma constante, renovando também de forma constante a atenção da plateia.

    Por estar continuamente suprimindo o bem, o lado do mal costuma ser mais dinâmico – por isso, para muitos, mais interessante. Gira habitualmente entre dois temas: a reparação de uma injustiça ou a busca pela felicidade amorosa. Nenhum desses aspectos formulaicos conduz a narrativa escrita por Alan Ball.

    A beleza é a chave do filme, e as rosas a metáfora da mesma. Desde a Antiguidade, elas são consideras um símbolo de perfeição. No entanto, a rosa é uma flor traiçoeira, de aparência delicada e frágil pelas suas pétalas, que contrasta com a dureza do seu talo e espinhos. Do mesmo modo, as “famílias perfeitas” norte-americanas só são perfeitas na aparência.

    As pétalas das rosas têm conotações sexuais, por isso não é de se estranhar que estejam ligadas à personagem de Angela. Além disso, essas pétalas caem lentamente, deixando entrever a fugacidade da beleza.

    Ao mesmo tempo, Sam Mendes trata de aproximar o exotismo dessa nossa sociedade à suposta esquisitice de viver verticalmente a vida. Trata-se de um estudo realista sobre a podridão e vazio da falta de sentido na vida. A sua mensagem é densa e dramática decorrente do ódio calado, da agressividade contida e da mediocridade da classe média consumista que busca satisfação e não consegue ser feliz dentro deste paradigma imposto, raso e cruel.

    VEREDITO

    Sátira ao comportamento hipócrita e materialista do estilo de vida consumista da família tradicional norte-americana, o efeito bola de neve na trama que faz com que os personagens percam as rédeas da sua vida é o que chama mais atenção fazendo a gente se questionar várias vezes.

    Beleza Americana é um filme à altura de tudo que conquistou, fazendo críticas sociais e ao estilo de vida que, apesar de carregar o adjetivo “americana”, é muito mais universal do que podemos imaginar.

    5,0 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

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    Predador: Como funciona a hierarquia dos yautjas?

    Os predadores são uma raça alienígena chamada yautja e certamente são um dos monstros mais clássicos do cinema desde os anos 80; e conseguiu se manter relevante até os dias de hoje. Com o recente lançamento de Predador: A Caçada (2022), no serviço de streaming do Star+, nada melhor que conhecer mais sobre a hierarquia dessa espécie guerreira.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | CRÍTICA – O Predador: A Caçada (2022, Dan Trachtenberg)

    Originários do planeta Yautja Prime, os yautjas vivem em uma sociedade que valoriza a honra e as habilidades de combate de seus membros. Por causa disso, esses alienígenas possuem diversos ritos de passagem que envolvem caçadas para que possam demonstrar o seu valor.

    Conheça a hierarquia dos yautjas:

    NÃO-SANGRADO

    Os Não-Sangrados são yautjas jovens que ainda não possuem muita experiência de combate e não realizou um Ritual de Sangue (caçada) memorável.

    Ao derrotar uma nova criatura em um caçada, os yautjas normalmente guardam um troféu como recordação. Isso pode ser tanto o crânio da caça quanto uma arma utilizada por ela.

    Ser derrotado em um Ritual de Sangue é motivo de grande desonra para um yautja. Caso não morra imediatamente em decorrência do combate, o mais comum é que o Não-Sangrado cometa suicídio, normalmente detonando um explosivo, que elimina totalmente qualquer evidência da presença do yautja no planeta.

    SANGRADO

    Assim que um yautja realiza com sucesso sua primeira caçada contra um oponente digno (preferencialmente um xenomorfo) e coleta um troféu, ele se torna um Sangrado. Essa transição de hierarquia é considerada um rito de passagem para a vida adulta.

    Ao serem elevados a Sangrados, esses predadores ganham acesso a novas armas e equipamentos antes restritos a eles.

    ELITE

    Predadores de Elite são bem mais raros e assumem uma função de liderança em seus grupos. Normalmente, para alcançar tal posição, o yautja deve mostrar ser extremamente habilidoso e tomar o crânio de uma Rainha xenomorfo como troféu.

    Uma característica típica de um Elite é a sua maestria com uma arma específica.

    LÍDER DE CLÃ

    Por seus requisitos altamente perigosos para se conquistar tal posto na hierarquia, o Líder de Clã é uma posição ocupada por poucos yautjas. O único modo para se tornar um Líder é exterminar completamente um ninho de xenomorfos cuja população seja de trezentos ou mais indivíduos, tendo no máximo a ajuda de outros dois yautjas.

    Líderes de Clãs possuem grandes poderes políticos dentro de sua sociedade, bem como possuem exclusividade de escolha sobre as fêmeas yautjas.

    ANCIÃO

    Um Ancião é algo ainda mais raro entre os Predadores, visto que o mais comum é que um yautja morra jovem e em combate. Anciões são indivíduos centenários que sobreviveram a muitas caçadas e, portanto, são muito respeitados e reverenciados dentro da sociedade yautja.

    Os Anciões supervisionam o Ritual de Sangue de longe, em suas naves; monitorando os Não-Sangrados à medida que se tornam Sangrados em suas caçadas (embora às vezes isso também seja feito por Líderes de Clã).

    Curiosidade: Em pelo menos 2 ocasiões, Anciões/Líderes de Clãs deram armas a humanos – que ajudaram ou derrotaram um yautja em combate – como símbolo de respeito.

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    Predador e suas melhores versões no cinema


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    Betty Ross: De namorada do Hulk à Harpia Vermelha

    Elizabeth Ross, mais conhecida como o grande amor de Bruce Banner, tornou-se a Harpia, mais tarde a Mulher-Hulk Vermelha e finalmente a Harpia Vermelha.

    • A primeira aparição de Betty foi na HQ The Incredible Hulk #1, publicada em maio 1962;
    • Como Harpia foi na HQ The Incredible Hulk #168, publicada em outubro de 1973;
    • Como Mulher-Hulk Vermelha na HQ Hulk #15 – Vol. 2, publicada em novembro de 2009 e
    • Como Harpia Vermelha na HQ Immortal Hulk #16, publicada em abril de 2019.

    Betty foi criada originalmente por Stan Lee e Jack Kirby; já a Mulher-Hulk Vermelha foi criada por Jeph Loeb e Ed McGuinness.

    ORIGEM

    Betty é a única filha do filha do maior inimigo do Hulk, o General Thaddeus Ross; e cresceu sendo vigiada pelo seu pai de forma rígida, onde após a morte de sua mãe durante a sua adolescência, Betty foi enviada para estudar em um internato. Após se graduar, a jovem Elizabeth Ross retornou para o lado do seu pai enquanto o mesmo estava encarregado de um projeto secreto que consistia na criação de uma super arma envolvendo radiação gama. O cientista chefe era o Dr. Bruce Banner que detona a bomba de radiação gama de forma acidental durante um teste e se transforma no Incrível Hulk.

    HARPIA

    Mais tarde o vilão M.O.D.O.K. sequestra Betty e a submete a experimentos com radiação gama em um nível mais alto que Banner foi submetido no passado e assim, a transforma em um híbrido de mulher e pássaro verde, e começa a ser chamada de Harpia.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA |M.O.D.O.K.: O Organismo Mental Designado Apenas para Matar

    Com o passar dos anos, Betty acabou se casando com Banner. No entanto, a exposição constante de Betty ao Hulk lhe causou uma doença originada da radiação gama; o envenenamento foi tão forte que ela quase morreu. Banner foi capaz de inventar uma cura usando seu próprio sangue.

    No entanto, o inimigo do Hulk, o Abominável, trocou sua amostra de sangue com seu próprio sangue antes da transfusão. A transfusão com o sangue radioativo não tratado, piorou a condição de Betty; fazendo com que ela parecesse morrer da radiação e assim foi colocada em suspensão criogênica.

    MULHER-HULK VERMELHA

    Por ordem do General “Thunderbolt” Ross, Samuel Sterns, conhecido como Líder e M.O.D.O.K. reviveram Betty e a submeteram a um processo que a transformou na Mulher-Hulk Vermelha, concedendo seu vasto poder sobre-humano.

    Anos mais tarde, após o fim do casamento do casal e recém chegada do funeral de seu pai, Betty encontra Bruce Banner sentado em sua varanda. Betty diz a Banner que está irritada por ter demorado tanto para procurá-la. Bruce pede desculpas e tenta explicar que foi por um instinto que ele teve que ficar longe dos entes queridos por enquanto. Este pedido de desculpas, no entanto, só irrita Betty ainda mais. Enquanto Bruce continua explicando, Betty começa a pensar em como o relacionamento deles tem sido instável ao longo dos anos.

    Betty começa a ver por que seu pai não gostava dele mesmo antes de se tornar o Hulk e, naquele momento, odeia Bruce ainda mais do que seu pai. Betty Ross está prestes a dizer algo a Bruce, antes de de repente levar um tiro na cabeça. o agente Burbank, incapaz de dizer quem era quem enquanto usava imagens térmicas, atira na esperança de acertar Bruce, mas mata Betty.

    Bruce se transforma no Hulk e ataca Burbank, que só consegue escapar devido à interferência de Dr. Samson. Depois que Hulk se acalma, os dois entram na casa e percebem que o corpo de Betty desapareceu e que há buraco do tamanho de um Hulk na parede da casa.

    HARPIA VERMELHA

    A notícia se espalhou sobre o desaparecimento de Betty. A repórter Jacqueline McGee aparece na cena do crime para entrevistar o detetive do caso. Ele diz a ela que Betty é oficialmente uma pessoa desaparecida, mas extraoficialmente eles encontraram fragmentos de crânio, respingos de sangue e uma pena vermelha gigante na cena do crime.

    Oculta pelas sombras e despercebida por ambos, Betty se transformou em um amálgama de sua forma de Harpia e de Mulher-Hulk Vermelha, e os observa.

    Oito dias depois, McGee revisita a cena do crime sozinha para ver se consegue detectar alguma coisa que tenha ficado despercebida. Betty aparece como Harpia Vermelha e diz para Jackie McGee que tudo foi esmagado, sua vida, ela mesma, por “ele”, significando Banner.

    Betty relembrou seu passado com Bruce e seu relacionamento tóxico. Ela desejava estar livre dele. E esta nova versão, ela diz: “Este sou eu“.

    PODERES E HABILIDADES

    Como Harpia, Betty tinha super força, estamina, velocidade aprimorada e grande durabilidade. Ela também tem um enorme par de asas verdes como de um pássaro gigante e também conseguia projetar rajadas de energia nuclear que surgiam de suas mãos.

    Como Mulher-Hulk Vermelha, Betty e era controlada por esses vilões para fazer a vontade deles, inclusive, sua primeira missão era assassinar Banner e seu próprio pai, agora na forma de Hulk Vermelho. Betty Ross, agora como Mulher-Hulk Vermelha ela tinha todos os poderes de Harpia, porém, aprimorados; além do fator de cura elevado iguais ao do Hulk.

    E como Harpia Vermelha, Betty Ross tem todos os seus poderes combinados.

    EQUIPES 

    Após se libertar do controle mental, Betty começou a atuar como uma anti-heroína e lutou ao lado da Mulher-Aranha, Ms. Marvel e Marvel Boy em uma missão no Brasil para lutar contra o Hulk que havia sido transformado em Nul: Destruidor de Mundos. Mais tarde, ela recebe uma espada asgardiana encantada do Homem de Ferro e se junta aos heróis na batalha final contra a Serpente e suas forças. Após a batalha, as armas Stark-Asgardianas foram devolvidas a Asgard para serem derretidas, mas a Mulher-Hulk Vermelha manteve sua espada.

    Betty também já atuou ao lado de equipes e organizações como os Defensores, a S.H.I.E.L.D. e o Código Vermelho.

    CURIOSIDADES

    No Universo Ultimate Marvel, Betty Ross ainda é filha do ex-chefe da S.H.I.E.L.D., General “Thunderbolt” Ross. Ela se formou em comunicação em Berkeley e namorou Bruce Banner até que suas tentativas fracassadas de resolver o problema dos super soldados o transformaram no Hulk.

    A contraparte Ultimate de Betty Ross é muito mais hostil do que sua contraparte do Universo 616. Ela é uma agente da S.H.I.E.L.D. e se mostra hostil com seu namorado Bruce Banner. Depois que ela o trai com o ator da vida real Freddie Prinze Junior, Banner se transforma no Hulk e mata 815 pessoas em um tumulto na cidade de Nova Iorque.

    Banner, portanto, recebe a pena capital, que é executada pela S.H.I.E.L.D. com uma bomba de um megaton. Isso não funciona e é revelado que o Hulk está morando no Tibete. Quando Nick Fury envia Wolverine para terminar o trabalho, Ross se opõe às suas ordens e rouba o soro do Hulk modificado desenvolvido por Jennifer Walters. Usando-o em si mesma, Ross se torna a Mulher-Hulk Ultimate e intervém na batalha entre Hulk e Wolverine. Fury então envia um míssil nuclear para a luta, mas não consegue matar nenhum dos três.

    OUTRAS MÍDIAS

    Jennifer Connelly (direita) e Liv Tyler (esquerda) como Betty Ross.

    TV

    A personagem já apareceu em vários desenhos animados, os mais conhecidos são O Incrível Hulk de 1982 e 1996, Hulk e os agentes da S.M.A.S.H., Hulk vs Thor, Ultimate Wolverine vs. Hulk, What If…?.

    GAME

    Ela tem presença marcada nos jogos O Incrível Hulk e aparece como Mulher-Hulk Vermelha em Marvel vs Capcom 3.

    CINEMA

    Betty Ross já foi interpretada pela atriz Jennifer Connelly no filme do Hulk (2008) e por Liv Tyler no longa O Incrível Hulk (2003), como o longa de 2003 faz parte do Universo Cinematográfico Marvel, alguns fãs especulam que a Liv Tyler e reprisará a personagem na série Mulher-Hulk: Defensora de Heróis, que estreia no catálogo do Disney+ no dia 18 de agosto desse ano.


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