Início Site Página 349

    CRÍTICA – A Vingança das Juanas (1ª temporada, 2021, Netflix)

    A Vingança das Juanas é uma série original Netflix, e sua 1ª temporada chegou à plataforma de streaming no dia 6 de Outubro de 2021.

    A série mexicana em seu título original La Venganza de las Juanas é um remake da novela mexicana Las Juanas (1997), desde sua estreia tem estrelado no Top 10 Brasil de conteúdo mais visto da Netflix.

    SINOPSE

    Cinco mulheres com a mesma marca de nascença decidem desvendar a verdade sobre seu passado e descobrem uma teia de mentiras que leva a um político poderoso.

    ANÁLISE

    A Vingança das Juanas

    Com um conteúdo original, A Vingança das Juanas conta a história das jovens Caridad, Valentina, Bautista, Manuela e Matilde cujo destinos se cruzam por um acaso, mas que em breve as farão descobrir uma rede de mentiras que gira em torno de suas vidas.

    Ao descobrirem uma marca de nascença e nomes em comum, as 5 Juanas embarcam em uma busca incessante a fim de descobrir mais sobre o passado e o que as jovens têm em comum.

    A série que funciona aos trancos e barrancos em formato de uma novela mexicana, se estende ao longo de seus 18 episódios de cerca de 40 minutos de duração para contar uma trama que poderia ser reduzida pela metade, mas por abordar de assuntos que apenas o algoritmo de uma plataforma pornô seria capaz de angariar, a série flerta com a violência contra o corpo feminino, abandono parental e incesto.

    Sendo imensamente intragável em determinados momentos, a série se mostra um produto do algoritmo da Netflix por clientes que buscam em um modelo nada inovador uma trama enfadonha e cansativa.

    A divisão ao longo da primeira temporada da série, parece deixar claro que a primeira temporada de A Vingança das Juanas seria dividida em duas, pois seus arcos se fecham antes do fim da temporada, dando lugar à novos, tendo por vezes uma “recapitulação” desnecessária no início do episódio 11.

    Ainda que funcione como uma novela mexicana para maiores, a série da Netflix aborda assuntos indigestos em diversos momentos enquanto escancara o que está em voga, a violência contra as mulheres veladas e como suas vozes são silenciadas das mais diversas formas.

    VEREDITO

    Ainda que o elenco se sustente na beleza de seus atores, seus talentos são colocados a prova a todo momento. Eles falham miseravelmente a trazer qualquer tipo de emoção mais profunda que qualquer trama com reviravoltas e revelações que a série parece querer provocar em seus espectadores.

    Enquanto nos leva por caminhos duvidosos em todos os episódios, A Vingança das Juanas se mostra tão cansativa quanto triste, e mesmo quando as personagens centrais da trama parecem obter êxito em sua empreitada de vingança, parece sempre haver algo a puxá-las para baixo.

    Por abordar de uma trama que precisaria de muito mais camadas do que a série realmente tem, a trama perde muito da qualidade que teria se tivesse em sua direção mulheres ao invés de homens.

    0,5 / 5,0

    Confira o trailer da série:

    Acompanhe as lives do Feededigno na Twitch

    Estamos na Twitch transmitindo gameplays semanais de jogos para os principais consoles e PC. Por lá, você confere conteúdos sobre lançamentos, jogos populares e games clássicos todas as semanas.

    Curte os conteúdos e lives do Feededigno? Então considere ser um sub na nossa Twitch sem pagar nada por isso. Clique aqui e saiba como.

    Noites Sombrias #36 | 7 filmes de suspense imperdíveis na HBO Max

    Nesta semana estamos entrando no ritmo do evento mais assustador do ano: o Halloween! E a HBO Max está com um catálogo recheado de produções clássicas e memoráveis de terror e suspense que vem conquistando fãs por onde passam.

    Se você curte muito esse gênero, já pega a pipoca, apague a luz e dê o play sem moderação! Confira nossas dicas para assistir na HBO Max. 🙂

    Boneco do Mal (2016)

    Direção: William Brent Bell

    Sinopse: Greta (Lauren Cohan) é uma jovem americana que aceita um trabalho como babá em uma pequena vila inglesa. Porém, o garoto de 8 anos de quem ela tem que cuidar é, na verdade, um boneco de quem o casal cuida como se fosse um menino de verdade, como uma forma de lidarem com a morte do filho, ocorrida 20 anos antes.

    Após violar uma lista de regras do garoto, uma série de eventos inexplicáveis transformam a vida dela em um pesadelo.

    Obsessão (2018)

    Direção: Neil Jordan

    Sinopse: Frances (Chloë Grace Moretz) é uma jovem cuja mãe acabou de falecer. Ela se muda para Manhattan e, cheia de problemas com o pai, faz uma amizade improvável com Greta, viúva e bem mais velha que ela.

    As duas se tornam melhores amigas, mas as atenções de Greta se mostram muito mais sinistras do que Frances imaginava.

    Antebellum (2020)

    Direção: Gerard Bush e Christopher Renz

    Sinopse: Em A Escolhida (Antebellum no idioma original), Veronica (Janelle Monáe) é uma autora bem sucedida que se encontra presa em dois diferentes períodos: Os dias atuais e o Antebellum, a era das plantações no sul.

    Imersa nesta horrorizante realidade, ela deve descobrir o mistério por trás desse acontecimentos e fugir, antes que seja tarde demais.

    Into the Dark: Uncanny Annie (2019, curta-metragem)

    Direção: Paul Davis

    Sinopse: Na noite de Halloween, um grupo de estudantes universitários fica preso em um misterioso jogo de tabuleiro que revela seus medos e segredos mais sinistros. Eles precisam jogar para escapar e vencer para sobreviver.

    Ecos na Escuridão (2018)

    Direção: Anthony Scott Burns

    Sinopse: Um jovem acidentalmente cria um dispositivo que amplifica a atividade paranormal existente em sua casa, possibilitando o retorno de espíritos de pessoas amadas e libertando também algo muito pior.

    Antes de Dormir (2014)

    Direção: Rowan Joffé

    Sinopse: Dia após dia, Christine Lucas (Nicole Kidman) desperta sem se lembrar de absolutamente nada que aconteceu em sua vida nos últimos 20 anos. Isto acontece devido a um acidente sofrido uma década atrás, que fez com que seu cérebro não consiga reter as informações recebidas ao longo do dia.

    Com isso, cabe ao seu marido Ben (Colin Firth) a tarefa de relembrá-la de sua vida, através de um mural de fotos e detalhes do passado. Além disto, ela passa por uma terapia sigilosa com o Dr. Nasch (Mark Strong), que procura incitá-la a ter lembranças sobre o que aconteceu. Só que, aos poucos, ela percebe que nem tudo é o que parece ser.

    A Aparição (2012)

    Direção: Todd Lincoln

    Sinopse: O jovem casal Kelly (Ashley Greene) e Ben (Sebastian Stan) passa por uma experiência paranormal na universidade em que estuda. Agora, eles são atormentados por um espírito maligno, alimentado pelo medo que sentem.

    Eles têm certeza de uma coisa: só morre quem de fato acredita na criatura. Entre medo e paranoia, eles têm ajuda de um especialista em atividades paranormais, chamado Patrick (Tom Felton).

    Inscreva-se no YouTube do Feededigno

    Assista às nossas análises de filmes, séries, games e livros em nosso canal no YouTube. Clique aqui e inscreva-se para acompanhar todas as semanas nossos conteúdos também por lá!

    CRÍTICA – Back 4 Blood (2021, Turtle Rock Studios)

    Back 4 Blood é um retorno à adorada franquia Left 4 Dead, que após dois marcantes jogos e um enorme hiato, retorna à toda sua opulência em meio ao concorrido mercado de games online.

    Após o que foi criado pela franquia Left 4 Dead (2008) e Left 4 Dead 2 (2009), uma janela se abriu ao sentir um vácuo criado pela ausência dos games nos mesmos moldes no mercado nos dias atuais. A Saber Interactive em 2019 lançou World War Z, um game multiplataforma que garantia uma gameplay nos mesmos moldes dos games em que foram baseados e em 12 de outubro, Back 4 Blood foi lançado para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X/S e PC.

    Muito diferente de dizer que um game copiou o outro, entendemos que a ideia tenha sido outra: a Turtle Rock Studios, desenvolvedora dos primeiros Left 4 Dead, viu o quão receptivo o público foi com o concorrente e percebeu assim, a oportunidade de retornar em toda sua grandeza. Ao apresentar um game divertido, envolvente e desafiador, o estúdio mostra que ambos games, ainda que rivais, têm muito a oferecer ao grande público.

    SINOPSE

    Back 4 Blood é um jogo de tiro em primeira pessoa dos criadores da franquia aclamada pela crítica Left 4 Dead. Você está no centro de uma guerra contra os contagiados. Esses humanos portadores de um parasita mortal se transformaram em criaturas assustadoras inclinadas a devorar o resto da civilização. Com a extinção da humanidade em jogo, cabe a você e seus amigos enfrentar esse inimigo, erradicar os contagiados e reconquistar o mundo.

    ANÁLISE

    Back 4 Blood

    Back 4 Blood é um retorno intenso a um mundo devastado por um vírus. E ainda que desolados, nossos sobreviventes precisam ir até as últimas consequências a fim de garantir que o mundo será retomado por humanos.

    Com 4 diferentes atos, 4 diferentes capítulos e 34 missões no modo Campanha, Back 4 Blood traz de volta toda a sanguinolência característica da franquia, enquanto nos apresenta desafios e criaturas que podem ser vistas apenas em uma situação como essa, de fim de mundo.

    A jogabilidade de Back 4 Blood nos apresenta uma vasta variedade de aproximações, seja pela variedade de aproximações, por meio de seu arsenal, mas também por meio dos seus baralhos, garantindo assim, que nenhuma partida será como a outra.

    TIROTEIO, BANHOS DE SANGUE E FOGO AMIGO

    Muito de Back 4 Blood parece ter sido não apenas inspirado em Left 4 Dead, mas também reaproveitado dos outros dois games da franquia. Com um refinamento nos movimentos e na jogabilidade, Back 4 Blood se mostra um game desafiador em que você precisa se atentar o tempo todo para o que vem das sombras, mas não só isso. Back 4 Blood é muito mais do que um FPS. Back 4 Blood é também um jogo de estratégia de tentativa e erro.

    Ainda que o game funcione nos moldes de seus antecessores, Back 4 Blood conta com uma evolução na IA dos adversários – que proporcionam um maior desafio – assim como uma escala muito maior do que foi visto no passado, não apenas pela limitação de hardware e de inimigos que podiam ser vistos em tela naquela época.

    Com um maior número de inimigos em tela, sua jogabilidade pode ser a mais sangrenta imaginável, ou melhor, o game pode ir além. Com arcos, missões e áreas muito bem delineadas, o game apresenta enormes desafios conforme a progressão do modo campanha, mas não para aí.

    Ainda que seja possível jogar e progredir no game sozinho, não é aconselhável.

    Back 4 Blood

    O jogo conta com três diferentes modos de jogos que nos lançam em missões diferentes. Conheça-os abaixo:

    • Modo Campanha: o modo campanha pode ser dividido em três diferentes dificuldades, que te garantirão benefícios diferentes ao fim de cada nível. E isso também influencia nas Cartas Corrompidas. Estas darão efeitos negativos à sua jogabilidade e podem variar de acordo com suas partidas, garantindo até dano por fogo amigo, caso disparado;
    • Modo Enxame: este modo conta com uma jogabilidade 4×4. Você jogará uma partida cooperativa que garantirá aos jogadores um pequeno tempo de preparação do cenário ao início de cada uma das ondas. Caso você seja eliminado, você poderá se transformar em infectado a fim de atrapalhar a partida da equipe adversária;
    • Partida rápida: As partidas rápidas nos proporcionam uma experiência de gameplay quase completa, mas servem para jogadores que não tem muito tempo para jogar.

    Todos os modos de jogos garantem a escolha de três diferentes dificuldades.

    VEREDITO

    Back 4 Blood enquanto um game cooperativo se faz imensamente importante no atual cenário de games online. Não apenas por se apoiar levemente no fator nostalgia, mas também por inovar em elementos in-game.

    Por ser lançado algum tempo após World War Z, a Turtle Rock Studios pôde avaliar os erros e acertos da Saber Interactive, mas não apenas isso. Os jogadores que tiveram a oportunidade de participar do alpha, assim como do beta aberto e do beta fechado, puderam ver o desenvolvimento e polimento de ferramentas e mecânicas desde o início.

    Sendo assim, com elementos como o gerenciamento de baralhos, o vasto arsenal e a variedade de sentinelas, com diferentes habilidades, o game traz uma experiência muito diferente da dos Left 4 Dead no passado. Com mecânicas refinadas, o game nos coloca no lugar de verdadeiros sobreviventes em um mundo que parece ter chegado ao fim. Um cenário ideal aos amantes de games de terror.

    Ainda que o game possa ser pouco desafiador para os jogadores com os baralhos montados de acordo com sua maneira de jogar, alguma Carta Corrompida pode se mostrar um desafio em meio à sua jogatina, servindo como um elemento que te deixará tão sem ação quanto possível diante do inesperado.

    Então se prepare e tenha em seu arsenal o necessário para derrotar as diversas hordas que se colocarem entre você e seus objetivos.

    4,0 / 5,0

    Confira o trailer do game:

    Acompanhe as lives do Feededigno na Twitch

    Estamos na Twitch transmitindo gameplays semanais de jogos para os principais consoles e PC. Por lá, você confere conteúdos sobre lançamentos, jogos populares e games clássicos todas as semanas.

    Curte os conteúdos e lives do Feededigno? Então considere ser um sub na nossa Twitch sem pagar nada por isso. Clique aqui e saiba como.

    CRÍTICA – As Passageiras (2021, Adam Randall)

    0

    As Passageiras é o novo longa vampiresco original da Netflix e conta com Raul Castillo (Army of The Dead) em seu elenco. A direção é de Adam Randall.

    SINOPSE

    Benny (Jorge Lendeborg Jr.) é um estudante que tenta emplacar em algo e ajudar sua avó. Em uma noite ele pega a vaga de Jay (Raul Castillo), seu meio irmão, que lhe envia como motorista a duas belas garotas.

    O que ele Benny não sabe é que Jay é o líder dos humanos em uma luta ferrenha contra os vampiros liderados por Victor (Alfie Allen) e que a sua vida corre perigo nas mãos de Blaire (Debbie Ryan) e Zoé (Lucy Fry), duas vampiras mortais.

    ANÁLISE

    As Passageiras é um longa que tem uma proposta bastante batida, pois mostra mais uma batalha entre os humanos e uma raça de monstros. 

    Todavia, o que o difere dos demais é a forma de contar essa história, e talvez esse seja o maior problema do filme.

    Os dois primeiros atos são extremamente enfadonhos, uma vez que apresentam diversos personagens que não agregam nada. Além disso, o longa não sai do lugar, com muitos diálogos que não dizem muita coisa e o único alento é a ação que é bem econômica.

    As atuações até que são competentes, com destaque para Jorge Lendeborg Jr., Raul Castillo e Debbie Ryan que conseguem nos prender. Entretanto, o troféu de constrangimento e vergonha alheia vai para Megan Fox que é caricata e entrega uma cena bastante ruim. 

    A direção de Adam Randall é problemática, pois possui diversas técnicas confusas de câmera, principalmente com um recurso de câmera rodante usada em demasia. Além disso, as cenas de ação são bagunçadas, mesmo que usadas de forma interessante ao fundo do cenário. Como destaque, a paleta de cores neon agrada e traz uma estética bastante peculiar ao longa.

    VEREDITO

    As Passageira é chato, parado e não consegue contar nada de novo. Por mais que seu elenco se esforce, a direção e roteiristas não conseguem construir uma obra digna num oceano de longas vampirescos apresentados pela vermelhinha em 2021.

    2,5/5,0

    Confira o trailer de As Passageiras:

    Acompanhe as lives do Feededigno na Twitch

    Estamos na Twitch transmitindo gameplays semanais de jogos para os principais consoles e PC. Por lá, você confere conteúdos sobre lançamentos, jogos populares e games clássicos todas as semanas.

    Curte os conteúdos e lives do Feededigno? Então considere ser um sub na nossa Twitch sem pagar nada por isso. Clique aqui e saiba como.

    TBT #147 | Pânico (1996, Wes Craven)

    0

    O TBT desta semana permanece no clima de Halloween e lembra um clássico dos anos 90: Pânico, dirigido por Wes Craven (A Hora do Pesadelo) e roteirizado por Kevin Williamson.

    No elenco estão Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette. A saga que completa 25 anos lançou recentemente o trailer do quinto filme que deve chegar aos cinemas em 2022.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Scream (3ª temporada, 2019, VH1)

    SINOPSE

    Sidney Prescott (Neve Campbell) começa a desconfiar que a morte de dois estudantes está relacionada com o falecimento da sua mãe, há cerca de um ano. Enquanto isso, os jovens da pacata cidadezinha começam a receber ligações de um maníaco que faz perguntas sobre filmes de horror. 

    ANÁLISE

    A última grande franquia de slasher. Pânico não só reviveu um gênero no cinema de horror, como entregou uma obra que permanece viva até hoje nos corações de amantes de filmes de terror. Há 25 anos, Wes Craven reformulava o gênero que ele próprio ajudou a criar com A Hora do Pesadelo e apresentava uma nova concepção das histórias de assassinos. 

    Pânico é um filme de sua época, as referências e o estilo noventista estão presentes no longa de maneira que sem eles não faria sentido. Um exemplo é a cena inicial com Casey Becker interpretada pela já famosa Drew Barrymore, atendendo um telefone de antena e conversando com um estranho sobre filmes de terror, enquanto o som da pipoca estourando mede toda tensão do filme. 

    Mais do que estiloso, o longa também é um filme metalinguístico que de maneira sublime faz uma homenagem aos grandes clássicos dos filmes de horror. Mas, precisamente, explica sobre si mesmo em seus diálogos e cenas. Frequentemente, os personagens estão falando sobre filmes de terror ou ditando regras sobre como sobreviver a um assassino em série. É a mais pura e divertida piscadela ao espectador.  

    Dessa forma, não estamos falando de um assassino qualquer sem nenhum motivo aparente para a matança (vide Michael Myers), Ghostface é um assassino nada convencional e foge dos estereótipos já existentes no cinema da época. Seu jeito meio atrapalhado, mas extremamente assustador e mortal garante sequências que misturam o cômico com o sanguinário. Essa dualidade encontra muito bem o peso dramático de Sidney como a verdadeira protagonista.

    LEIA TAMBÉM:

    Noites Sombrias #12 | Os 10 serial killers mais icônicos do cinema

    A jovem está passando pelo luto da mãe ao mesmo tempo que precisa lidar com o sacana do Ghostface e a insuportável jornalista Gale Weathers (Courteney Cox). Consequentemente, Sidney também não é uma final girl convencional. Primeiro, que ela constantemente desafia o assassino ao longo do filme, segundo que é ela quem salva os poucos sobreviventes ao seu redor, dando também o tiro final. Logo, Sydney se consagra pela sagacidade em aprender rápido os macetes para derrotar um assassino, sem perder tempo. 

    Sidney Prescott (Neve Campbell).

    Voltando ao Ghostface, sua verdadeira identidade ou melhor “identidades”, no plural, continua sendo um dos pontos ápices do filme e até hoje causa uma sensação de surpresa. O fato de ser Bill Loomis (Skeet Ulrich), namorado de Sydney, e Stuart Macher (Matthew Lillard), melhor amigo de Bill, rendeu uma das melhores cenas de plot twist da famosa pergunta: “Quem é o assassino?”. 

    Até mesmo os coadjuvantes, como Gale, já citada acima, e o Policial Dewey (David Arquette), formam o tipo de background relevante e descontraído para a trama e toda tensão presente. O romance entre ambos que continuou a ser explorado nas sequências, é um ponto chave que mostra a capacidade do filme em sobreviver além da protagonista. 

    Sendo assim, em um primeiro momento, a direção de Craven denota a fragilidade dos adolescentes e especialmente de Sydney em viver aquela situação. Por isso, o uso de lugares abertos e casas de vidro para passar a sensação de que estão sendo observados. Os closes dos rostos dos personagens expressam as apreensões momentos antes dos ataques frenéticos de Ghostface que geram boas cenas. 

    Ademais, Pânico combina uma ótima direção com um roteiro afiado que sabe que é mais do um filme de subgênero qualquer. O primeiro longa da saga é um marco no cinema de horror e com toda certeza ainda será relembrado por mais 25 anos. 

    VEREDITO

    Pânico, de 1996, é um filme de liberdade criativa que felizmente nas mãos do diretor Wes Craven e do roteirista  Kevin Williamson teve um enorme sucesso. Dificilmente outra dupla poderia realizar tamanha obra sem cair em galhofa, logo, é nítido que o longa aconteceu na época e no momento certo.

    5,0 / 5,0

    Assista ao trailer:

    Inscreva-se no YouTube do Feededigno

    Assista às nossas análises de filmes, séries, games e livros em nosso canal no YouTubeClique aqui e inscreva-se para acompanhar todas as semanas nossos conteúdos também por lá!

    CRÍTICA – Duna (2021, Denis Villeneuve)

    Duna chega aos cinemas de todo o Brasil no dia 21 de outubro. Baseado no livro homônimo de Frank Herbert, o filme é dirigido por Denis Villeneuve e protagonizado pelo astro em ascensão Timothée Chalamet.

    Confira o que achamos da produção que traz em seu elenco Oscar Isaac, Zendaya, Jason Momoa, Josh Brolin, Javier Bardem e Rebecca Ferguson.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Oscar 2022: Onde assistir aos principais filmes da premiação?

    SINOPSE DE DUNA

    Paul Atreides (Timothée Chalamet) é um jovem brilhante, dono de um destino além de sua compreensão. Ele deve viajar para o planeta Arrakis, junto de sua família, para garantir o futuro de seu povo.

    ANÁLISE

    Duna não é um livro fácil de ser adaptado. Com um conteúdo denso e riqueza de detalhes impressionante, a obra é considerada uma das maiores ficções de todos os tempos.

    Em 1984, o excelente diretor David Lynch se arriscou a adaptar o livro de Herbert para as telonas, mas (por diversos motivos) a obra não saiu da maneira que ele esperava, sendo considerada um completo fracasso.

    Agora, 37 anos depois, Denis Villeneuve encara o desafio de traduzir esse grande universo para a tela do cinema, com uma experiência visualmente estonteante. Duna é tão fiel ao livro que chega a causar estranheza, pois por vezes a criação de Villeneuve reflete exatamente as cenas idealizadas pelos leitores ao acompanharem as desventuras da família Atreides em Arrakis.

    É fato que esse material não poderia ter caído em melhores mãos. A filmografia de Villeneuve fala por si só: Incêndios, Blade Runner 2049, A Chegada, Sicario: Terra de Ninguém… do blockbuster ao underground, da ação ao suspense. Sua experiência é incontestável.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Denis Villeneuve: 5 filmes para conhecer o diretor de Duna

    O poder de Villeneuve em trazer a melhor atuação do elenco com que trabalha é outro ponto importante, visto que os personagens envolvidos na história principal de Duna são todos igualmente poderosos e complexos.

    Todas essas qualidades se refletem na ótima primeira parte da franquia. Adaptando os primeiros capítulos do livro homônimo, a produção roteirizada por Jon Spaihts, Eric Roth e o próprio Villeneuve condensa muito bem os acontecimentos, preservando a natureza política e os debates ambientais da obra original.

    A leitura de Duna é um pouco arrastada, visto que é necessário estabelecer o rico universo criado por Herbert, ao passo que explica todo o impasse entre o Império, os Harkonnen, Atreides, Bene Gesserit e Fremen. Além de apresentar esses povos e suas tradições, o livro ensina a importância da especiaria, do deserto e dos vermes da areia – sem esquecer da profecia do escolhido.

    CRÍTICA - Duna (2021, Denis Villeneuve)

    Tal qual a obra, os roteiristas fazem um trabalho excelente em estabelecer o cenário para, então, desenvolver a história de Paul, Lady Jessica (Rebecca Ferguson) e Duque Leto (Oscar Isaac). Rebecca e Timothée são os atores que mais se destacam nessa primeira parte, principalmente quando estão juntos em cena. A química familiar é crível e muito bem trabalhada por Villeneuve. Vale também uma menção honrosa a Oscar Isaac e Jason Momoa, que também estão ótimos em seus papéis.

    Mesmo que haja desconfianças com o rápido crescimento de Timothée em Hollywood, aparecendo em quase todos os filmes da temporada, o ator é competente e muito talentoso. Seu Paul Atreides é gentil, mas ao mesmo tempo reservado, fazendo com que o público crie simpatia por um personagem que, nos livros, é extremamente difícil de se conectar.

    Ficam como núcleo mais apagado da trama os Harkonnen e os Sardaukar. Apesar da ótima caracterização de Stellan Skarsgård, David Dastmalchian e Dave Bautista, e algumas mudanças propostas para os personagens, os Harkonnen não causam nem metade do impacto dos Fremen na narrativa.

    Mesmo sendo extremamente fiel, Duna encontra espaço para fazer suas próprias adaptações em alguns acontecimentos, principalmente em relação às cenas de ação. A proposta torna a narrativa menos arrastada em alguns momentos, mas ainda assim não consegue (ou não tenta) fugir dos diálogos expositivos na maior parte do tempo.

    É nessa tentativa de mudança que um dos plots principais dos primeiros capítulos é enfraquecido, não causando surpresa ao ser revelado em cena. Ao não conectar o público com alguns personagens da forma que deveria, a virada na narrativa não causa espanto e não é efetiva.

    O ritmo vagaroso do filme, que em muito lembra Blade Runner 2049, pode repelir uma parte da audiência que busca por um filme blockbuster com ação e efeitos desenfreados. Entretanto, deve ser bem aceito pelos fãs da obra original, pois busca fazer jus a todo o debate em torno da importância da água, biologia e do futuro da humanidade.

    CRÍTICA - Duna (2021, Denis Villeneuve)

    Seja como for, as escolhas feitas por Villeneuve foram as mais acertadas possíveis. Mesmo que, em alguns momentos, possa haver uma breve comparação com a fotografia da nova saga de Star Wars Greig Fraser é responsável também por Rogue One – Duna possui seu charme próprio. A trilha sonora de Hans Zimmer, intensificada no IMAX, é outro acréscimo excepcional.

    VEREDITO

    Duna é visualmente estonteante e possui um elenco incrível. Com uma história rica em detalhes, a adaptação da obra de Herbert surpreende pela fidelidade com o material base, sendo mais um ótimo trabalho na filmografia de Villeneuve.

    4,0/5,0

    Assista ao trailer:

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Conheça os atores presentes no reboot

    Inscreva-se no YouTube do Feededigno

    Assista às nossas análises de filmes, séries, games e livros em nosso canal no YouTubeClique aqui e inscreva-se para acompanhar todas as semanas nossos conteúdos também por lá!