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    CRÍTICA – Injustice (2021, Matt Peters)

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    Injustice é a nova animação do universo DC Comics e já está disponível para aluguel e compra no Brasil. A direção fica por conta de Matt Peters (Lego DC Batman: Assunto de Família).

    SINOPSE

    O Coringa quer acabar de vez com o Superman e seu plano maquiavélico é o mais brutal possível: matar Jimmy Olsen, destruir Metrópolis e fazer o Homem de Aço assassinar a própria esposa grávida, Louis Lane

    Após conseguir executar seu plano, o Palhaço do Crime destrói o nosso herói e agora Kal-El cria um regime totalitário com o intuito de nunca mais ter ataques como esse. Entretanto, Batman e um grupo de heróis e vilões são contra, criando uma batalha pela sociedade como nós conhecemos.

    ANÁLISE

    Injustice foi uma grata surpresa em 2013, pois apresentou um dos jogos mais legais e que trouxe uma história inédita que mexeu com os brios dos fãs. Ao apresentar um Superman fascista, vimos um potencial inesperado do personagem que já possui bastante complexidade. 

    Entretanto, se no game e até nas hqs que mostram uma história um pouco inferior, mas que tem muita qualidade, a animação é um desperdício bem grande de talento.

    O clima de tensão da obra original existe, uma vez que a direção consegue explorar o mal que existe dentro do Superman. Todavia, há um exagero e a resistência é bem menos triunfante aqui. A resolução é bastante aquém do que esperávamos, visto que o ápice é mal construído colocando apenas uma batalha com muitos easter eggs do jogo. O roteiro é bem superficial e as decisões são muito equivocadas nas releituras dos acontecimentos das hqs. Destaque negativo para o Asa Noturna, por exemplo, que teve o seu arco bem piorado aqui.

    Por fim, mas não menos importante, a atuação de Batman no longa é bem inferior ao que desejamos. O fato dele ser apenas um coadjuvante de luxo que vê tudo incrédulo é algo bem frustrante para quem acompanha as animações da DC que trabalham tão bem seus personagens.

    VEREDITO

    Injustice é bem abaixo do que esperávamos, contudo, não é um dos maiores desastres da DC. Se fosse feito um projeto de dois filmes, com certeza não seria necessária a condensação de acontecimentos e, por consequência, uma trama corrida e sem profundidade. Uma pena para uma trama que poderia ter tanto potencial.

    2,0/5,0

    Confira o trailer de Injustice:

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    CRÍTICA – Guardiões da Galáxia da Marvel (2021, Eidos Montréal)

    Guardiões da Galáxia foi um fenômeno da cultura pop quando lançado em 2014. O filme dirigido por James Gunn colocou o diretor como um dos que melhor souberam adaptar um quadrinho para outra mídia, apresentando em grande parte uma equipe até então “apagada” dos quadrinhos para o grande público.

    Guardiões da Galáxia da Marvel é a tentativa da Eidos Montréal de se jogar de cabeça no universo Marvel após a relativa decepção que foi Marvel’s Avengers – game da Square Enix, que é dona da Eidos Montréal.

    Guardiões da Galáxia da Marvel conta uma história “nova”, enquanto apresenta a equipe ao universo dos games e nos coloca no controle de Peter Quill, em meio à uma viagem emocionante não apenas pela história do Universo Marvel, mas também na vida de Peter Quill, Drax, Gamora, Groot e Rocky Raccoon.

    Guardiões da Galáxia da Marvel será lançado no dia 26 de Outubro para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X, Nintendo Switch e PC.

    SINOPSE

    Embarque numa nova e empolgante viagem pelo cosmos em Guardiões da Galáxia da Marvel. Neste jogo de ação e aventura em terceira pessoa, você é o Senhor das Estrelas, que, graças à sua liderança ousada, porém questionável, reuniu uma tripulação excêntrica de heróis improváveis. Após desencadear uma série de eventos catastróficos, você é o único que pode manter os imprevisíveis Guardiões unidos por tempo suficiente para impedir o colapso interplanetário absoluto. Use pistolas elementais, ataques coletivos, botas a jato… Vale tudo.

    ANÁLISE

    Guardiões da Galáxia da Marvel

    Com Guardiões da Galáxia tendo se provado uma fórmula a prova de erros – servindo como a equipe responsável por introduzir o núcleo cósmico da Marvel no cinema – a Square Enix e a Eidos Montreal, optaram por escolher a equipe como a responsável por recuperar não apenas a moral dos estúdios, após o tiro pela culatra que Marvel’s Avengers foi.

    Guardiões da Galáxia da Marvel nos apresenta uma história concisa que rapidamente se expande para os mais diversos cantos da galáxia, enquanto serve para apresentar aos jogadores personagens até então não citados no cinema, mas que tornam a trama do game ainda mais rica e por vezes, megalomaníaca, mas não desaponta.

    Enquanto viajamos pela galáxia, nos deparamos com as mais diversas facetas do guardiões. Com elementos de choices matter, Guardiões da Galáxia da Marvel nos coloca no centro da equipe e nossas escolhas desempenharão um papel extremamente importante em meio aos mais diversos conflitos que colocarão a união da equipe a prova.

    HISTÓRIA, JOGABILIDADE E DESENVOLVIMENTO

    Guardiões da Galáxia da Marvel é uma das mais inventivas viagens ao Universo Marvel fora dos quadrinhos. Após o fiasco que Marvel’s Avengers foi, enquanto tenta se salvar pós-lançamento, Guardiões da Galáxia vem com uma missão simples de salvar esse vindouro universo compartilhado.

    Com uma história ambientada cerca de 12 anos após a guerra intergaláctica contra os Chitauri, a galáxia está bem diferente do que a conhecemos no filme de 2014.

    O cuidado da direção de Jean-Francois Dugas de nos colocar em meio ao mundo em constante expansão, nos apresenta possíveis conflitos e ameaças que essas batalhas podem vir a se tornar e isso se encaixa perfeitamente na descrição de trabalho dos Guardiões.

    Guardiões da Galáxia da Marvel

    Enquanto nos enveredamos em meio à um iminente conflito com mais de meia galáxia, a Tropa Nova – apresentada rapidamente no filme de 2014 (agora destruída por Thanos no UCM) – tem um importante papel não apenas no desenvolvimento da trama, mas também é um dos motivos da história do game nos impulsionar sempre para a frente.

    Tenha em mente, que o que foi citado até aqui, não se encaixa em spoiler, pois se passa nos primeiros minutos do game. A equipe de desenvolvimento do game apontou como leitura obrigatória os arcos Aniquilação e os quadrinhos dos Guardiões de 2008 a fim de garantir que entendamos melhor o que está por vir e a ameaça que aquele mundo está prestes a enfrentar.

    Enquanto exploramos esse universo, controlamos Peter Quill, o único personagem jogável do game que parece nos lançar a todo tempo em um conflito com a equipe que acabou de se reunir na configuração que conhecemos, com Peter, Rocky, Groot, Drax e Gamora.

    Diferentemente dos filmes, Guardiões da Galáxia da Marvel coloca a característica nave dos Guardiões como um personagem também jogável. A Milano é parte importante da equipe recém-formada cuja relação ainda enfrenta constante conflitos, e cabe a você ser o mediador ou o incitador daquelas relações. Com ações de personagens e seus desenvolvimentos desencadeados por suas ações, o game nos faz questionar o quão diversas realmente são nossas escolhas.

    Enquanto Peter Quill, suas técnicas de combate são bem variadas, e com seus upgrades nas árvores de habilidades, você causará um imenso dano no campo de batalha, mas isso será multiplicado por 10, se você utilizar as habilidades de seus companheiros de equipe.

    Ressalto aqui, que todos os Guardiões da Galáxia possuem um golpe especial que é liberado com o decorrer da história com o progredir da trajetória de cada um dos personagens. Os especiais, assim como as histórias dos personagens não serão abordadas aqui.

    • Senhor das Estrelas: As habilidades de Peter giram em torno de uma rápida locomoção no campo de batalha, assim como as rápidas descargas de tiros.
    • Gamora: As habilidades da “Mulher Mais Letal da Galáxia” giram em torno de uma melhor localização no campo de batalha. Seus golpes giram em torno de infligir danos intensos rapidamente.
    • Drax: O Katathiano, carrasco de Thanos atua como o tanque da nossa party por Guardiões da Galáxia. O guerreiro em campo de batalha é capaz de suportar grandes danos e é mais lento que Gamora, Rocky e Senhor das Estrelas.
    • Rocky: A aberração de Meio-Mundo é o personagem responsável por dar um dano de área e usa seus gadgets para destruir seus inimigos em combate.
    • Groot: O último Flora Colossus ainda que lento, usa suas vinhas para tornar a vida dos inimigos bem mais difíceis, prendendo-os no lugar enquanto causa dano.

    Ao viajar aos mais distantes cantos da galáxia, nossos Guardiões são incumbidos de servirem como nossos guias para segredos muito bem guardados. E quando somos levados de volta à uma certa cabeça de Celestial, chamada Luganenhum, vemos muitas facetas dos nossos personagens, que tem alguns dos arcos mais emocionantes fora dos quadrinhos – tirando Gamora, que tem um desenvolvimento muito maior no Universo Cinematográfico Marvel.

    Ainda que alguns jogadores possam vir a estranhar a dinâmica do grupo, o papel de mediador de Peter Quill é fundamental para a união da equipe, à contraparte do personagem nos cinemas.

    VEREDITO

    Guardiões da Galáxia da Marvel

    As atividades escusas dos Guardiões funcionam como parte do que você imagina como clássicas aventuras dos personagens pela galáxia e a Eidos Montréal parece ter entendido muito bem a dinâmica dos personagens.

    Diferentemente de Marvel’s Avengers, os Guardiões da Galáxia foram muito bem adaptados e quando lançados no mundo do game, suas relações funcionam bem, diferente da dinâmica vista no game dos Heróis Mais Poderosos da Terra.

    Guardiões da Galáxia da Marvel nos leva por caminhos emocionantes e faz dessa, a melhor interação de Peter Quill, o Guardião da Galáxia fora dos quadrinhos, fazendo o personagem ser imensamente mais cativante e mais humano do que sua contraparte vivida nos cinemas por Chris Pratt.

    Enquanto o mundo de Guardiões da Galáxia se expande não só no game, como também nos cinemas, podemos esperar o retorno da equipe de desajustados em um futuro próximo.

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer do game:

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    DMZ: Série com Rosario Dawson ganha novas imagens promocionais

    Durante a mais recente edição do DC FanDome, a série DMZ, da aclamada produtora, diretora e roteirista Ava DuVernay, ganhou novas imagens promocionais.

    O projeto contará a história de Alma Ortega (Rosario Dawson) que está em busca de seu filho perdido em um EUA do futuro que vive uma Guerra Civil, e que Manhattan é uma zona Desmilitarizada (do inglês Demilitarized Zone, ou DMZ), e está isolada do resto do mundo.

    Assim, Ortega precisa enfrentar gangues, lideradas pelo implacável Parco Delgado (Benjamin Bratt), milícias e mafiosos que comandam esse zona sem leis e se tornará um símbolo de esperança para a população local.

    Roberto Patino atuará com showrunner e trabalhará nos roteiros junto com DuVernay que atuará na produção executiva e dirigirá episódios.

    Completam o elenco os atores Rutina Wesley (Queen Sugar), Mamie Gummer (True Detective), Nora Dunn (The Big Leap), Venus Ariel (NCIS: New Orleans), Jade Wu (Luke Cage), Rey Gallegos (Animal Kingdom), Agam Darshi (Funny Boy) e Juani Feliz (da inédita, Harlem).

    Confira a galeria abaixo:

    DuVernay comanda o projeto. Ela recentemente dirigiu a aclamada minissérie Olhos Que Condenam para a Netflix. Seus outros créditos incluem o drama indicado ao Oscar Selma, a adaptação cinematográfica de Uma Dobra no Tempo e o longa A 13ª Emenda.

    A série ainda não tem data de estreia confirmada.

    House of the Dragon: Conheça Meraxes, a dragoa de Rhaenys Targaryen

    Meraxes era uma dragoa da Casa Targaryen e foi montada pela Rainha Rhaenys, durante a conquista de Westeros, ao lado de seu irmão-marido Rei Aegon I Targaryen e sua irmã e também esposa de Aegon I, a Rainha Visenya.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Conheça a linha de sucessão Targaryen

    ORIGEM

    Meraxes foi nomeada em homenagem a uma deusa da Fortaleza Valiriana. Seu ovo chocou em Pedra do Dragão durante o Século de Sangue.

    Em algum ponto, Meraxes foi reivindicada por Rhaenys Targaryen, que foi a primeira pessoa a montar a dragoa, algum tempo antes dela ter se casado com seu irmão, Aegon I.

    Rhaenys adorava voar, passando mais tempo nas costas de sua dragoa do que ao lado seu irmão-marido e sua irmã.

    APARÊNCIA

    Meraxes era maior que Vhagar, mas menor que Balerion, o Terror Negro. A dragoa de Rhaenys conseguia engolir cavalos inteiros, tinha olhos dourados e escamas prateadas.

    CAVALEIROS

    Apenas a Rainha Rhaenys Targaryen montou Meraxes.

    FEITOS

    Depois que Aegon I pousou em Westeros e começou sua conquista, ele despachou suas irmãs para garantir a submissão dos castelos mais próximos.

    Rosby cedeu a Rhaenys e Meraxes sem lutar. Depois, a rainha e sua dragoa acompanharam Orys Baratheon em sua missão para subjugar Argilac Durrandon, o último Rei da Tempestade.

    Na Batalha da Última Tempestade, o vento e a chuva os forçaram a Rhaenys e sua dragoa a permanecerem no solo, mas mesmo em terra Meraxes matou muitos, engolfando a vanguarda de Argilac e os cavaleiros de sua guarda pessoal em chama de dragão.

    MORTE

    Em 10 d.C. (Depois da Conquista) em Hellholt, durante a Primeira Guerra Dornesa, uma flecha de ferro de um escorpião trespassou pelo olho de Meraxes, e a dragoa e Rhaenys caíram do céu.

    Durante a queda da morte de Meraxes, ela destruiu a torre mais alta do castelo e parte da muralha. Até hoje, não se tem certeza se como se deu a morte da Rainha Rhaenys.

    Há quem diga que Rhaenys perdeu seu assento e caiu para a morte, enquanto outros afirmam que ela foi esmagada até a morte sob o peso de Meraxes no pátio do castelo.

    LEIA TAMBÉM:

    House of the Dragon: Conheça os dragões Targaryen

    A série A Casa do Dragão, spin-off de Game of Thrones chega ao catálogo da HBO Max no dia 21 de agosto.

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    CRÍTICA – Maya e os 3 Guerreiros (Minisserie, 2021, Netflix)

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    Nesta última sexta-feira (22) chegou ao catálogo da Netflix, a mais nova animação Maya e os 3 Guerreiros (Maya and the Three).

    A produção criada por Jorge R. Gutiérrez (Festa no Céu), com consultoria criativa da animadora e ilustradora Sandra Equihua, conta com trilha sonora de Gustavo Santaolalla, ganhador de dois Oscars.

    SINOPSE

    Em um mundo cheio de magia e controlado por quatro reinos, Maya, uma valente e rebelde princesa guerreira, está prestes a completar 15 anos e celebrar sua coroação. Mas tudo muda quando os deuses do submundo chegam e anunciam que a vida de Maya deve ser oferecida como sacrifício ao Deus da Guerra — um preço que ela deve pagar pelo passado secreto de sua família. Se Maya não se entregar, o mundo enfrentará a vingança dos deuses. Para salvar sua família, seus amigos e sua própria vida, Maya embarca em uma jornada emocionante para cumprir uma antiga profecia que diz que a chegada de três grandes guerreiros vão ajudar a derrotar os deuses e salvar a humanidade.

    ANÁLISE

    A nova aventura animada da gigante do streaming contada em nove episódios, situada em um mundo fictício de fantasia e conta uma história cheia de emoção e humor inspirada por uma rica e vibrante mistura das mitologias Asteca, Maia, Inca e a cultura Caribenha moderna.

    Os dubladores da versão original são Zoe Saldaña, Gabriel Iglesias, Allen Maldonado, Stephanie Beatriz, Diego Luna, Gael García Bernal, Alfred Molina, Kate del Castillo, Danny Trejo, Cheech Marin, Rosie Perez, Queen Latifah, Wyclef Jean, Jorge R. Gutiérrez, Sandra Equihua, Isabela Merced, Chelsea Rendon, Joaquín Cosío, Carlos Alazraqui, Eric Bauza e Rita Moreno.

    No Brasil, a animação conta com as vozes de Jacque Souza como a princesa Maya, Ramon Campos como Picchu, Renan Freitas como Rico, Rebeca Jóia como Chimi e Marcelo Campos como Zatz.

    VEREDITO

    Com um traço cartunesco, a nova animação da gigante do streaming apresenta em sua história amor, lealdade com a família e com os amigos; e muita aventura fazendo com que esses elementos uma boa opção não só para as crianças, mas para toda a família.

    Os episódios finais da animação adiciona mais profundidade à jornada heróica que Maya empreende, visto que essa busca também conta com perdas e reflexões.

    4,0 / 5,0

    Assista ao trailer:

    Maya e os 3 Guerreiros já está disponível na Netflix.

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    CRÍTICA | Real – Vol. 1 (2021, Panini)

    Real começou sua publicação originalmente em 1999 pela editora Weekly Young Jump e encontra-se em andamento com 15 volumes publicados no Japão. No Brasil o mangá vem sendo publicado pela editora Panini desde julho de 2021 e encontra-se com 5 volumes já publicados.

    O mangaká Takehiko Inoue que já é consagrado no Brasil com obras como Slam Dunk (1990-1996) e Vagabond (em hiato), tem com seu novo trabalho sendo considerado o mais notável deles.

    SINOPSE

    O estudante Tomomi Nomiya larga os estudos após se envolver em um grave acidente que deixa uma garota sem o movimento de suas pernas. Tomomi conhece, então, Kiyoharu Togawa, um estudante que joga basquete em cadeira de rodas e carrega muita mágoa em seu coração. Hisanobu Takahashi é o capitão do time de basquete do colégio e vive seus dias de forma fútil, até que algo inesperado muda completamente a sua vida. Em comum: a paixão pelo basquete.

    ANÁLISE

    Em Real, Takehiko Inoue conta uma história onde ele já conhece muito bem o gênero, o basquete, mas que dessa vez o mesmo vai além da exploração do esporte convencional e explora o basquete em cadeira de rodas de maneira brilhante.

    Nesse primeiro volume, Inoue apresenta os três protagonistas de forma bastante dinâmica e estabelecendo a personalidade de cada um deles explorando o passado e o presente até que a paixão pelo basquete una-os de maneira cômica ou trágica.

    Aqui, o mangaká continua fantástico ao construir personagens absurdamente humanos, mas que ao longo da trama evoluem de maneira positiva. O mesmo, realizou esse desenvolvimento de forma excepcional em Slam Dunk e Vagabond.

    Além disso, a maneira que a trama explora a deficiência e o basquete em cadeira de rodas é tão criativa e humana que apenas no primeiro volume já dar para ter uma ideia de como todo a trama ira ser desenvolvida.

    Juntamente da trama que é envolvente, outro destaque vai para a arte de Takehiko Inoue que segue sensacional seja com seu traço minucioso na anatomia ou mesmo nas partidas de basquete que transmitem perfeitamente a velocidade empolgante de uma partida de basquetebol em cadeira de rodas.

    Seja em uma batalha intensa entre dois espadachins em Vagabond, ou em um final de partida de basquete sobre rodas, em Real, a arte segué fenomenal e extremamente detalhista.

    Um mangá em constante evolução

    Definitivamente, Inoue continua evoluindo em sua arte e em escrever uma história empolgante e de superação. Dessa forma, não importa onde a história seja construída; seja no Japão feudal ou em uma quadra de basquete, seu conteúdo será sempre de alta qualidade.

    O trabalho de Takehiko Inoue é tão magnifico que o mesmo tem uma obsessão pela perfeição na arte e no desenvolver da trama.

    VEREDITO

    Real é um excelente mangá de esporte e explora a deficiência física e o basquete em cadeira de rodas de forma sensacional. Mostrando as adversidades e superação constante desses atletas.

    Além disso, a obra abre um leque de possibilidade para outras obras esportivas serem publicadas em nosso país. Visto que até pouco tempo as editoras não se arriscaram em publicar o gênero esportivo por supostamente não ter um público que não tem interesse.

    5,0 / 5,0

    Autor: Takehiko Inoue

    Editora: Panini

    Páginas: 224

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