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    CRÍTICA – JJ+E (2021, Netflix)

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    A Netflix trouxe para seu catálogo mais um filme de drama/romance adolescente, JJ+E, que é uma adaptação moderna do aclamado romance sueco Vinterviken de Mats Wahl, publicado pela primeira vez em 1993.

    O longa apresenta Elsa Öhrn, uma atriz sueca que ficou mais conhecida pelo filme Diário de Bert (2020). Ela interpreta Elisabeth, enquanto Mustapha Aarab interpreta John-John.

    O elenco também conta com Magnus Krepper, Loreen, Marika Lagercrantz, Albin Grenholm, Otto Hargne, Simon Mezher, Jonay Pineda Skallak e Elsa Bergström Terent.

    SINOPSE

    JJ+E é ambientado em Estocolmo, em 2021; e gira em torno da história de amor entre John-John e Elisabeth. Apesar de morarem na mesma cidade, os dois adolescentes vivem muito distantes, separados por barreiras econômicas, sociais e culturais. Mas tudo isso muda quando eles começam a estudar na mesma turma na escola.

    ANÁLISE

    Com um primeiro ato mal construído, o longa apresenta os personagens e suas dramatizações com muitas pontas soltas em seus arcos como se a trama precisasse ser desenvolvida o mais breve possível.

    O roteiro é algo já visto em outros filmes como a “princesa que se apaixona pelo plebeu”, entretanto, as atuações dos estreantes protagonistas são boas e bem conduzidas apesar de não terem muitos diálogos interessantes entre si.

    A parte do elenco “esquecida do churrasco” certamente foi o núcleo da escola. Sem conexão com os personagens principais, talentos ali não foram aproveitados devido a um roteiro fraco e com baixo desenvolvimento.

    A partir do segundo ato, quando o personagem passa pelas transformações e situações inesperadas, JJ incorpora o típico adolescente que não tem diálogo e toma decisões erradas e inadequadas para resolução de problemas, bem como seu par romântico, Elisabeth.

    O terceiro ato é aquele momento em que muitas vezes um plot twist salva a produção e a transforma em uma história potente, mas com a narrativa baseada na trajetória dos personagens principais e secundários, nada acontece. Fiquei: “como assim acabou?”.

    VEREDITO

    Embora, ao assistir o trailer, eu tenha simpatizado logo de cara com o elenco, infelizmente a produção deixou a desejar em vários momentos.

    Juro que torci para que JJ+E tivesse um bom desenvolvimento porque se tem alguém que gosta de filme de adolescente, essa pessoa sou eu!

    Vamos ficar na torcidas para as próximas produções da gigante do streaming, pois sabemos que tem muita coisa boa vindo por aí.

    3,5 / 5,0

    Assista ao trailer dublado:

    JJ+E já está disponível no catálogo da Netflix. O que vocês acharam do filme? Deixe seus comentários abaixo!

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    CRÍTICA – Lucifer (6ª temporada, 2021, Netflix)

    Lucifer desde sua primeira temporada nos deixou na beirada da cadeira, não apenas pelo fato de nos mostrar um elemento que sempre distanciou o personagem do que conhecemos do cristianismo.

    A série originalmente da CW, e posteriormente da Netflix, chegou ao fim. Sua sexta temporada mostra o caminho percorrido pelo Diabo em sua missão de se redimir e se tornar alguém melhor não apenas para o mundo, mas também para seu grande amor, Chloe Decker (Lauren German).

    A 6ª temporada estará disponível na Netflix no dia 10 de setembro. Confira a nossa crítica, sem spoilers, da produção.

    SINOPSE

    O próprio diabo se tornou Deus… quase. Mas por que ele está hesitando? E à medida que o mundo começa a se desfazer sem Deus, o que ele fará em resposta? Portanto, junte-se a nós para dizer um adeus agridoce a Lucifer, Chloe, Amenadiel, Maze, Linda, Ella e Dan. Além disso, ‘traga lenços’.

    ANÁLISE

    A última temporada de Lucifer teve início com grandes repercussões da batalha final que se deu ao longo do season finale da 5ª temporada, e entregou muito mais do que era esperado por esse que vos escreve.

    Lucifer

    Com um tom de adeus, a última temporada de Lucifer nos remete aos cinco anos em que a série esteve no ar, revisitando não apenas antigos elementos de roteiros, mas também aprofundando imensamente seus personagens ao nos mostrar os caminhos trilhados por eles durante esse período.

    Por meio de repercussões tardias e nem um pouco cuidadosas, a última temporada da série conta com um mote inesperado, um desfecho interessante e atuações emocionantes.

    Ao longo da última temporada é onde os personagens de apoio tem um maior aproveitamento e maior liberdade, não apenas diante das câmeras, mas também na narrativa.

    Seja por falta de criatividade, ou de recursos já utilizados anteriormente, a sexta temporada de Lucifer nos leva por caminhos já vistos antes, e ao longo de seus dez episódios, os utiliza de modo divertido ao subverter o que era esperado de alguns personagens, os levando por caminhos tão emocionantes, quanto incríveis.

    Lucifer

    Tendo em sua grande parte uma Profecia Autorrealizável – um evento que ao se tornar uma crença, provoca a sua própria concretização -, a última temporada da série da Netflix a faz tão próxima quanto o final de uma novela da Globo.

    O grande destaque da temporada vai para as atuações de Tom Ellis, Lauren German, Kevin Alejandro e D.B. Woodside que trazem os elementos mais imponentes e emocionantes da última temporada, que se despede com tantos clichês, quanto só a despedida de Lucifer é capaz de proporcionar.

    VEREDITO

    Longe de ser uma das séries favoritas desse que vos escreve, Lucifer se tornou para mim, um guilty pleasure. Uma série divertida, com elementos dramáticos que se estendem por tempo demais, mas que no fim, parece saber onde quer chegar.

    Caso a série tivesse se encerrado quando a CW a descartou há alguns anos – pouco antes dela ter os direitos comprados pela Netflix -, não veríamos alguns ótimos elementos de roteiro que presenciamos da quarta temporada em diante.

    Com Tom Ellis na produção executiva da série desde que ela foi para a Netflix, vemos a liberdade que o personagem obteve, enquanto se envereda para se tornar o mais grandioso possível.

    Cuidado, esmero, e um pouco de cara de pau, permearam a produção de todas as temporadas da série Lucifer. Ao longo de seis anos, um cancelamento e alguns escândalos – tuítes sedentos em relação ao protagonista -, a série se torna mais uma das que provavelmente terão uma grande sobrevida na locadora vermelha.

    Como uma ode ao que foi feito no passado, que teve início na CW, e só engrandeceu ao passar para a Netflix, Lucifer chega ao fim de forma emocionante, nos mostrando que até mesmo o Diabo pode te surpreender – para o bem, é claro.

    3,0 / 5,0

    Confira o trailer da série:

    A 6ª e última temporada de Lucifer estreia na Netflix no dia 10 de setembro de 2021.

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    CRÍTICA – Madden NFL 22 (2021, EA Sports)

    Já na expectativa pela temporada regular de futebol americano, trazemos hoje uma análise do recente Madden NFL 22, produzido e disponibilizado pela EA Sports para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X e Google Stadia.

    Primeiramente, antes de entrar em maiores detalhes, faço um breve disclaimer. Meu contato com jogos de esportes foi na maior parte do tempo com FIFA e suas variações. Houve oportunidades para jogar também alguns jogos de basquete, os quais, apesar das mecânicas um pouco diferentes, consegui me adaptar de maneira relativamente fácil.

    Futebol americano nunca tinha sido uma opção de jogo, até porque fui começar a me interessar pelo esporte recentemente (há mais ou menos 5 anos).

    Dito isto, as percepções a seguir descritas serão de alguém que teve sua primeira experiência com jogos de futebol americano com o Madden NFL 22.

    PRIMEIRAS IMPRESSÕES

    Madden

    Logo de início, por padrão, o jogo nos permite reeditar a Final do Super Bowl LV, nos dando a opção de estar ao lado do menino Pat Mahomes ou enfrentá-lo com Tom Brady, no grande duelo Kansas City Chiefs vs Tampa Bay Bucaneers. Parecendo destino, optei por jogar com os Chiefs, já que não nutro grande simpatia pelo QB rival.

    Assim como ocorreu no Super Bowl de 2020, o time ofensivo da cidade de Kansas quase nem viu a bola, tamanho foi o atropelo. Turnovers, interceptações, fumbles. Uma catástrofe. E sabe o que é pior? Os Chiefs têm um excelente time. O problema foi que, apesar da qualidade do time e dos comandos intuitivos do jogo, ainda assim, para alguém que nunca teve uma experiência prévia em termos de Madden, as coisas podem ser complicadas.

    MADDEN FOR DUMMIES

    Madden

    Mas fiquem calmos. O jogo não é tão punitivo assim com jogadores inexperientes. Afinal, é um jogo de futebol americano, não um soulslike. Já no menu Exhibition temos a opção de praticar habilidades básicas. Ainda que o futebol bretão não seja “só chutar uma bola”, como dizem os incautos, no futebol americano temos bem mais técnicas e táticas inerentes.

    Sendo assim, o treinamento das habilidades básicas está constituído de várias subdivisões, com vários drills em cada uma delas. Ao todo, se formos passar por todas estas práticas, é possível que tenhamos que investir um pouco mais de 2 horas só de treinamento. Baseado em que este meu número? No meu próprio sofrimento. Até acostumar com os comandos e técnicas, um inexperiente leva tempo, sim.

    A REDENÇÃO APÓS O TORMENTO

    Após algumas sessões de treinamento, me aventurei na minha primeira partida normal, contra a CPU. Tive a sorte de começar recebendo o kickoff. Há quem diga que é melhor iniciar uma partida com o time de defensores no campo para logo sufocar o adversário. Mas para mim, que estava ansioso por não sofrer uma sonora derrota, começar no ataque era fundamental para saber se podia seguir, ou se era melhor cancelar tudo e voltar para o training camp.

    Para minha sorte, Aaron Rodgers tinha começado o dia com o braço calibrado e logo no primeiro arremesso encontrou Davante Adams que corria solto. O WR, com toda a técnica que lhe é peculiar, recebeu e conseguiu correr por mais umas 12 jardas até ser derrubado e garantir a primeira decida para o time de Green Bay. Não era apenas um first down. Não pra mim. Aquilo era o sinal que talvez as horas de treinamento foram recompensadas.

    Não vou entrar em detalhes narrativos da partidas para não me tornar muito extenso (ganhei por 27 a 3), mas isto serve para provar que apesar do susto inicial, após uma preseason conturbada, minha jornada no Madden NFL 22 começava a ter melhores prognósticos.

    UM VERDADEIRO SIMULADOR

    Logo nos primeiros momentos dentro do jogo me senti como se realmente estivesse assistindo a uma partida de futebol americano. A narração, a ambientação, os sons da torcida, avisos de jogos ocorrendo paralelamente e demais resultados do calendário. A experiência em Madden NFL 22 é simplesmente única.

    É empolgante entrar no estádio da sua franquia favorita, e acredito que até para quem não seja tão íntimo do esporte da bola oval seja de tirar o fôlego. Os detalhes, as expressões dos jogadores, os takes aéreos dos estádios, as instruções da equipe técnica e as reações dos jogadores são muito bem apresentadas.

    Outro fator que destaco é a participação da arbitragem. Afinal, como não dar destaque para as zebras, que tem tido cada vez mais participação nas últimas temporadas (certo, desliguei o modo torcedor). Mas ainda assim, é incrível o trabalho da inteligência artificial em criar momentos através de cada detalhe a seu dispor.

    A SAGA DAS ZEBRAS

    Tive a oportunidade de ter um lance de uma terceira para 3 jardas onde consegui garantir uma descida aos trancos e barrancos (literalmente, já que meu RB trombou com 2 e escapou de um tackle certeiro para isto). No entanto, o que se desenhava como uma descida acabou se transformando num aparente fumble, segundo a arbitragem, que logo foi recuperado pelo adversário.

    Do céu ao inferno em segundos. Mas foi aí que a arbitragem começou seu show. Câmera no árbitro principal. Ele ativa seu microfone e comunica ao estádio. Fumble e posse de bola para o time defensivo porque o meu RB não havia encostado o joelho no chão antes de perder o controle da bola. OK. Paciência. Hora de a defesa brilhar.

    Mas não. Novamente câmera na arbitragem. Revisão do lance recém revisado, onde um dos árbitros alegava que havia sido legal a jogada. Câmera do VAR na tela e, pasmem: Aaron Jones havia tido contato com o chão antes de dropar a bola. Lance legal. First down Green Bay Packers! MEU DEUS! Isso foi só uma partida, mas eu me sentia no Lambeau Field em dia de final de conferência. Que experiência, meus amigos!

    MODOS E JOGABILIDADE

    Existem vários modos de jogo no Madden NFL 22. Infelizmente, alguns destes modos envolvem partidas online contra outros jogadores (PvP). Não tenho certeza da localização dos servidores, mas tive certos problemas com alto ping (e por consequência lentidão no processamento dos meus comandos), comprometendo bastante o aproveitamento das partidas.

    Ainda que estas limitações com as partidas online (PVP) não tenham me permitido aproveitar ao máximo o jogo, os modos locais ganharam meu coração. Vou elencar todos e trazer alguns aspectos sobre os que mais gostei.

    EXHIBITION

    Um modo comum também em outros jogos de esporte, é onde podemos jogar sem maiores compromissos ou competições elaboradas. Dentro deste modo, encontramos:

    • Play Now: temos a opção de jogar partidas pré-montadas com objetivos ou apenas uma partida customizada à nossa escolha;
    • Online Head to Head: opção para jogo online contra alguém aleatório ou de nossa lista de amigos;
    • Pro Bowl: para os não familiarizados, o Pro Bowl é um evento onde os melhores jogadores de cada conferência são selecionados para os times da NFC e da AFC, havendo o confronto entre estes. É quase um jogo das estrelas, onde podemos escolher nosso lado e aproveitar o melhor de cada conferência em uma partida contra a máquina ou contra outro jogador;
    • Skill trainer: aqui foi onde passei a maior parte do tempo. Drills e tutoriais para aprimorar a técnica e buscar aprender mais sobre o jogo;
    • Practice: modo onde podemos escolher tipos de jogada, time em campo, playbook, etc. É praticamente um laboratório para testarmos jogadas, táticas e equipes. Um bom espaço para jogadores novos de Madden NFL 22.

    FACE OF THE FRANCHISE

    Madden

    Talvez o meu modo preferido. Assim como no FIFA temos o modo Carreira, aqui neste modo assumimos o controle de um personagem que recém concluiu sua carreira no College Football e está prestes a ser draftado.

    As interações, as reações e as situações proporcionadas são tão genuínas que me senti realmente parte dos eventos e fiquei muito empolgado com cada novidade e conquista obtida. Um modo muito promissor, e principalmente pra mim, um dos melhores, por permitir uma boa experiência local, não dependendo dos servidores.

    FRANCHISE

    Escolha sua franquia e assuma a posição de dono, treinador ou jogador, neste modo mais gerencial e cheio de desafios estratégicos. Escolha quem você deseja aprimorar ou demitir, identifique limitações e oportunidades nos mais variados setores de sua franquia.

    ULTIMATE TEAM

    Talvez o modo mais popular e competitivo do jogo, como um misto de gerenciador e cardgame, no Madden Ultimate Team (MUT, assim como em seu semelhante, FUT, no FIFA) podemos montar nosso time com cartas de jogadores de todas as franquias.

    Provavelmente o modo de jogo com mais investimento por parte da EA, com eventos semanais, desafios, possibilidade de montar o seu time dos sonhos (até mesmo com jogadores lendários, conforme o evento que estiver ocorrendo). Devido à alta competitividade e diversão proporcionada, é um dos modos que mais exige investimentos (de tempo ou dinheiro) por parte do jogador.

    CHAMPIONSHIP SERIES

    Considerado um modo de jogo no menu inicial, este é o estilo exclusivamente competitivo do MUT. Ao acessá-lo, vamos automaticamente para a página de competições do MUT, onde podemos inscrever o nosso time pré-montado em competições, torneios e demais disputas que estejam ocorrendo.

    THE YARD

    Assim como o FIFA revitalizou seu FIFA Street com o modo Volta dentro do próprio jogo base, também assim foi feito com o saudoso NFL Street. Tal qual seu equivalente, podemos desenvolver uma carreira com nosso time de bairro em uma modalidade com menos jogadores, menos tamanho de campo e menos regras.

    Uma opção mais despojada do Face of the Franchise, bem menos elaborada (em termos de opções e trama), mas tão divertida quanto. Vale muito a pena conferir, caso não conheça. Aviso que há riscos de se viciar apenas neste modo, também.

    SUPERSTAR K.O.

    Uma modalidade onde podemos usar apenas estrelas da Liga em confrontos online com amigos ou contra alguma pessoa aleatória. O modo agora conta também com estrelas e equipes do College, oferecendo desafios onde podem-se conseguir cartas de jogadores deste modo para o seu time no MUT.

    Se não fossem as limitações devido ao delay sofrido, certamente seria um dos meus modos preferidos de jogo, mas ainda assim tem bastante potencial e certamente deve ser bastante apreciado por jogadores nativos.

    VEREDITO

    Definitivamente Madden NFL 22 possui muitos pontos positivos. Mesmo para alguém totalmente alheio ao esporte ou às antigas versões do jogo, o lançamento da EA Sports desempenha muito bem em cativar e angariar novas multidões de fãs. Principalmente para adeptos do esporte, o jogo entrega um entretenimento de qualidade.

    Mesmo com as dificuldades mencionadas em relação ao lag nos servidores quando numa partida online em tempo real, as demais modalidades e opções do jogo fazem com que, mesmo com falhas, o jogo permaneça versátil e muito divertido.

    A competitividade, mesmo em níveis mais baixos ou partidas contra a CPU se mantém alta o tempo todo e a oportunidade de vivenciar uma partida de dentro do campo, arremessando para touchdowns incríveis, quebrando linhas defensivas com Running Backs ou Tight Ends ou “jantando” Quarterbacks com Defensive Ends sedentos.

    A expectativa é que, com o aumento do consumo de futebol americano no Brasil, e a consequente maior busca pelo jogo, possamos vir a ter jogos regionalizados, já que o Madden NFL 22 ainda possui apenas áudio e legendas em inglês. É possível até que uma versão traduzida permita que pessoas entrem neste mundo através do jogo, e a partir dele comecem a consumir mais sobre NFL. Difícil? Talvez, mas não é de se descartar. Olha a oportunidade aí dona Dawn Hudson!

    4,0 / 5,0

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA – DP Dog Day (1ª temporada, 2021, Netflix)

    A série sul-coreana, DP Dog Day é uma produção original da Netflix que tem conquistado bastante público, até mesmo aqueles que faziam cara feia para dramas coreanos.

    Criado por Han Jun-hee e Kim Bo-Tong, DP Dog Day tem um olhar mais crítico sobre a lei militar e seus desdobramentos.

    SINOPSE

    Devido o seu comportamento, o recente alistado Ahn Jun Ho (Jung Haein) , é convidado a integrar a unidade especial no quartel, cujo objetivo é capturar desertores para serem punidos.

    Ao longo das tentativas de completar as missões, Ahn Jun Ho e seus companheiros percebem que existem muitas questões bem mais complexas do que fugir da obrigação militar.

    ANÁLISE

    Para quem não sabe, na Coreia do Sul existe o Artigo 3° que é a lei onde especifica que todo homem fisicamente apto, com idade entre 18 e 28, deve cumprir alistamento militar nas Forças Armadas por dois anos.

    Esta obrigação, e seu sistema, que DP Dog Day quer criticar, com uma excelente direção, a produção começa com um tom mais leve, mostrando algumas cenas engraçadas e até divertidas, com soldados que não são tão preparados assim para ter que lutar e capturar alguém.

    Algumas cenas são bem feitas, com lutas coreografadas para passar mais realidade em seus movimentos orgânicos, um ponto positivo da direção. No decorrer da trama, questões mais violentas são introduzidas deixando o tom mais pesado sem exagerar na explicação, mudando a realidade da narrativa que se iniciou de forma mais leve e descontraída.

    Um dos destaques de DP Dog Day, o personagem Ahn Jun Ho possui problemas nos laços afetivos, por isso, precisa estar mais presente na rotina da sua família, mas o alistamento tira da sua necessidade com aqueles que ama por dois anos, concentrando um bom ar dramático a ele.

    Mesmo ciente que não pode ajudar seus familiares, tenta cumprir com as tarefas e respeitar ordens que por muitas vezes são completamente absurdas.

    Com cenas que alternam entre colapsos agressivos e outras onde demonstra sua empatia, o ator Jung Haein consegue entregar uma atuação perfeita, um trabalho muito convincente em passar a visão do personagem principal, umas das escolhas mais acertadas.

    Porém, não está sozinho, destaque para Koo Kyo Hwan, Seong-gyoon Kim e por último e não menos importante, Cho Hyun Chul, que atuam excelentemente bem, conseguindo transpassar a agonia de acarretar ordens abusivas, lidar com problemas pessoais enquanto a mente sofre as consequências de tanta pressão.

    Com ótimo trabalho de roteiro, DP Dog Day consegue girar em torno de vários problemas sem ficar confuso ou ter muita informação.

    Mostrando o quanto, diversos homens precisam realizar seus sonhos e dar prosseguimento a projetos, mas se sentem com a vida roubada por ter que se alistar.

    A série original da Netflix, também critica outro problema comum não apenas nos militares sul-coreanos como nos brasileiros, sendo a questão do assédio moral e abuso de poder no quartel, focando em vários personagens que cometem ou são vítimas de constantes agressões humilhações muito violentas.

    Muitos só enxergam a fuga das forças armadas como alternativa para superar tantos problemas, que sabem que seus superiores não estão preocupados em resolver, principalmente, quando envolve soldado com família abastada e fluente.

    VEREDITO

    A dupla Han Jun-hee e Kim Bo-Tong, fez um trabalho magnífico na direção e criação de roteiro que aborda com uma crítica exemplar, assuntos como: a lei de serviço militar, assédio, abuso de poder, masculinidade violenta e desigualdade social.

    Seus esforços e sucesso também foram notadas na escalação de um elenco que passa toda a dramaturgia dos problemas de forma muito convincente.

    5,0/5,0

    Confira o trailer de DP Dog Day:

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    CRÍTICA – Esticando a Festa (2021, Stephen Herek)

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    Esticando a Festa é um filme da Netflix com direção de Stephen Herek (Meu Adorável Professor) e roteiro de Carrie Freedle. No elenco estão Victoria Justice (Brilhante Victoria), Midori Francis (Dash & Lily) e Adam Garcia

    SINOPSE

    Cassie (Victoria Justice) é uma jovem festeira que experimenta uma das maiores decepções de sua vida: morrer durante a semana de seu aniversário. Para sua surpresa, ela tem uma segunda chance de corrigir essa injustiça, voltando à Terra para corrigir seus erros.

    ANÁLISE

    Mais uma vez a fórmula Netflix produz um filme mediano para a lista de Top 10 da semana. Esticando a Festa fica na zona de conforto do serviço, não sendo nem tão engraçado e nem tão dramático. O que resta é uma história fraca, mas que certamente fará algum sucesso entre o público da gigante do streaming.

    Isso porque, o longa tem alguns pontos interessantes. A trama de Cassie, que de uma hora para outra, acaba morrendo e precisa resolver suas pendências na Terra para ficar em paz, é no mínimo curiosa. Acompanhar como ela interage com as pessoas e principalmente como sua melhor amiga Lisa (Midori Francis) é divertido e rende bons momentos de amizade.

    Victoria e Midori apresentam boas atuações, que juntas criam uma certa dinâmica gostosa de assistir. Além disso, Esticando a Festa tem um forte senso de amizade, quando Cassie e Lisa tratam de sua amizade e trazem a tona discussões sobre perdão, o filme ganha um tom mais pensativo e emocional. 

    Dessa forma, é interessante notar como a produção busca um texto mais assertivo para uma coisas e um tanto desastroso para outra. O arco, no qual Cassie precisa resolver suas pendências para não ir para o Inferno até parece interessante no começo, mas logo se revela desanimador à medida que o filme não o explora devidamente. 

    Ainda que Robyn Scott como o anjo Val seja uma boa mentora para Cassie, não é o suficiente para que o espectador compre as consequências das ações da protagonista. Além disso, os problemas de Cassie com os pais são até compreensíveis, mas Adam Garcia e Gloria Garcia em nada se parecem com pais realmente sofrendo pela morte de uma filha. 

    No entanto, Esticando a Festa é um filme sobre autoconhecimento, amadurecimento e o impacto que nossas ações podem ter na vida das pessoas ao nosso redor, principalmente naqueles que amamos. Nesse sentido, se for para desopilar e receber uma mensagem positiva o filme é a escolha certa. Se não, pelo menos os looks de Victoria Justice são fantásticos. 

    VEREDITO

    Esticando a Festa é o novo filme da Netflix com Victoria Justice no papel principal. O filme traz todo o carisma da atriz e ainda acerta ao trazer temas como a amizade. Contudo, é um filme fraco, sem grande profundidade ou momentos memoráveis. 

    2,5 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

    Esticando a Festa já está disponível no catálogo da Netflix.

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    CRÍTICA – Sex Education (3ª temporada, 2021, Netflix)

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    A terceira temporada de Sex Education sofreu atrasos por conta da pandemia assim como todas as produções mundo afora, mas os alunos de Moordale, a “Escola do Sexo”, retornam ao catálogo da Netflix no dia 17; para a alegria dos fãs.

    Graças à sua atitude progressista e personagens brilhantes, é seguro dizer que sou fã da série. Assisti a 1ª temporada rapidamente e fiquei contando os dias para o lançamento da 2ª; e agora estou em êxtase porque a 3ª chega este mês!

    A convite da gigante do streaming assisti a mais nova temporada e conto – sem spoiler – o que achei desta aguardada continuação.

    SINOPSE

    Com a descoberta inesperada da gravidez de Jean (Gillian Anderson), há muitas incertezas sobre seu relacionamento com Jakob (Mikael Persbrandt). Paralelamente a todas essas questões; há ainda a chegada de Hope (Jemima Kirke), a nova diretora de Moordale, que resolve instituir políticas mais rígidas no colégio que afetará a vida de alunos e professores.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Sex Education: Conheça os personagem da série

    ANÁLISE

    No início da segunda temporada, seguimos Otis e seu novo vício em masturbação enquanto ele planejava fazer sexo com a namorada Ola (Patricia Allison) pela primeira vez. Depois de lutar para chegar a um acordo com o relacionamento de sua mãe com o pai de Ola – e o fato de Maeve (Emma Mackey) ainda gostar dele – ele acaba perdendo a virgindade com Ruby (Mimi Keene), uma das garotas populares da escola.

    As cenas finais o mostram percebendo o erro de suas escolhas e enviando a Maeve uma mensagem de voz emocionada – apenas para ser excluída por Isaac (George Robinson) antes que ela saiba que existe.

    Na terceira temporada, temos um salto temporal de alguns meses e enquanto o relacionamento de Maeve e Otis se distancia, o do jovem “terapeuta sexual” e Ruby se aproximam cada vez mais; assim como Maeve e Isaac.

    Diferente de muitas séries, os relacionamentos nunca foram o carro chefe de Sex Education e a produção da Netflix faz – mais uma vez – jus a seu título.

    VEREDITO

    Com novas caras para reforçar o elenco, a série segue perfeita ao abordar temas necessários e considerado ainda por muitos – infelizmente – “um tabu”. Temas como gênero, bullying, orientação sexual escolar, inclusão e respeito são apresentados de forma divertida, algumas vezes dramáticas, mas sempre com propriedade.

    A participação de Jason Isaacs (mais conhecido como Lucius Malfoy na franquia Harry Potter) como o irmão mais velho do Sr. Groff (Alistair Petrie) que junto com o pai praticava bullying com o caçula é certamente o ponto alto da temporada. Sex Education consegue mostrar não só a importância de determinados assuntos para a juventude como seus impactos na vida adulta.

    Vale citar, como menção honrosa, que ver Otis em uma versão “garoto transante” foi extremamente divertido e apesar de sempre torcer para que Maeve e ele conseguissem ficar juntos, eu brevemente torci por essa nova e inesperada versão.

    Droga! Como eu poderia deixar de falar de Eric (Ncuti Gatwa)? Sim, ele continua perfeito! Apesar de todos os personagens contarem com tempo de tela bem equilibrados e muito bem trabalhados, o jovem ator ruandense-escocês continua brilhando forte em seus momentos com seu personagem carismático, divertido, empolgante e envolvente.

    Que venha uma 4ª temporada!

    5,0 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

    Sex Education chega ao catálogo da Netflix no dia 17.

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