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    TBT #81 | Um Príncipe em Nova York (1988, John Landis)

    Eddie Murphy sempre foi um dos meus atores de comédia favoritos. Digo isso, por conta de seus filmes que permearam a vida dos que cresceram nos anos 90, sempre na Sessão da Tarde em filmes como Trocando as Bolas, Um Tira da Pesada, O Rapto do Menino Dourado, Um Príncipe em Nova York, e clássicos de comédia que viriam nos anos seguintes.

    Os filmes que Murphy atuou sempre fizeram uma ferrenha crítica a visão “americana” do povo negro, sendo Um Príncipe em Nova York uma das maiores críticas do “America Way of Life“, que costuma segregar e isolar socialmente os negros, e os mais pobres.

    O longa-metragem foi lançado em 1988 pela Paramount Pictures e conta as aventuras em solo americano do jovem Akeem – vivido por Murphy -, príncipe da fictícia nação africana de Zamunda. O príncipe viaja para Nova Iorque, em busca de um verdadeiro amor, fugindo da antiga tradição de seu país, onde os casamentos são arranjados.

    O filme conta com Arsenio Hall como Semmi, James Earl Jones como o Rei Jaffe, Shari Headley como Lisa McDowell e John Amos como Cleo McDowell no elenco.

    Na esquerda, Eddie Murphy como o barbeiro Clarence, no meio Arsenio Hall como Morris e na direita, Eddie Murphy como o judeu Saul.

    Como de costume, Eddie Murphy e Arsenio Hall dão vida a diversos personagens na história, não apenas a Akeem e Semmi.

    É importante ressaltar como o filme retrata uma nação africana próspera em seu auge, fazendo uma clara crítica ao colonialismo. Como se Zamunda vivesse completamente fora da realidade, em que nações foram derrubadas a fim de obter mão de obra barata e traficados para longe de casa, seja para a América do Sul, América do Norte e até mesmo para a Europa.

    Um Príncipe em Nova York

    Ainda que Zamunda tenha algumas ideias referentes aos ideais que colocam o eurocentrismo como a única forma de olhar a história, ela se mostra como uma nação aparentemente livre e aberta.

    Um Príncipe em Nova York é um filme divertido e brilhante, que tece críticas ao Sonho Americano, e entrega uma das mais incríveis atuações de Murphy. Ainda que divertido, o filme se mostra intenso, realista e cuidadoso.

    Um Príncipe em Nova York

    E vale falar aqui, que o filme envelheceu imensamente bem, tendo discursos relevantes referentes ao racismo, o papel de uma mulher na sociedade e desigualdade social e racial.

    Um Príncipe em Nova York está disponível na Netflix.

    Atualmente Um Príncipe em Nova York ganhará uma continuação, mas sua produção segue sem data definida para retorno devido a pandemia de Covid-19.

    Confira o trailer do filme:

    https://www.youtube.com/watch?v=EE10xW7Shdw

    E você, já assistiu a este clássico da Sessão da Tarde? Deixe seus comentários e sua avaliação. E Lembre-se de conferir nossas indicações anteriores do TBT do Feededigno.


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    CRÍTICA | Imperdoável: No Limiar da Destruição – Vol. 3 (2019, Devir)

    Em Imperdoável: No Limiar da Destruição – Vol. 3, acompanhamos a história após a superequipe Paradigma tentar conter o insano Plutoniano. Mesmo com ajuda de um antigo inimigo, o grupo acaba falhando miseravelmente, deixando os integrantes extremamente abalados. Esse terceiro volume, publicado pela Editora Devir, reúne as edições #16 à #23

    LEIA TAMBÉM:

    CRÍTICA | Imperdoável: O Poder do Medo – Vol. 1 (2018, Devir)

    CRÍTICA | Imperdoável: O Lugar Mais Seguro da Terra – Vol. 2 (2018, Devir)

    ANÁLISE

    Neste terceiro volume de Imperdoável temos o foco da trama em flashback do Vespa (Ex-integrante da superequipe), diante de sua desconfiança ao surto que aconteceria com Plutoniano e afetaria toda equipe e a humanidade.

    Além do foco nesse personagem que é tão importante para compreender as decisões do Plutoniano, somos apresentados a mais um mistério envolvendo o passado desse algoz, o qual inclui poderosos seres alienígenas. Fique tranquilo, caro leitor, pois todos os mistérios que Mark Waid apresenta possuem uma solução, não restando pontas soltas.

    Apesar de Waid mudar o ritmo da narrativo com relação às duas edições anteriores – que foram mais frenéticas -, o foco dessa trama está na construção dos personagens por meio de flashbacks, acontecimentos essenciais para o desenvolvimento da história principal. Contudo, essa mudança não torna a leitura cansativa, trazendo ápices extraordinários ao decorrer da trama.

    Com relação a arte, nesta edição não temos mais os artistas Howard Chaykin, Emma Rios e Paul Azaceeta, apenas continuam os quadrinistas Perter Krauser e Diego Barreto. A qualidade do quadrinho não decai em nenhum momento, mantendo uma arte espetacular e de altíssima qualidade. Entretanto, também senti falta do trabalho dos outros artista, pois davam uma diversificada em cada capítulo – mas nada que venha a diminuir a qualidade da obra.

    VEREDITO

    Por fim, por mais que o ritmo da trama tenha mudado nesta edição, a alteração não faz com que a obra perca a qualidade de maneira alguma, mostrando a preocupação que Mark Waid tem em desenvolver uma ótima história de super-herói que vá além de lutas avassaladoras entre heróis e vilões de collant.

    CRÍTICA | Imperdoável: No Limiar da Destruição - Vol. 3 (2019, Devir)

    Editora: Devir

    Autor: Mark Waid

    Página: 216

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    Franquias que fazem 20 anos em 2020 e marcaram época

    Não há dúvidas que o final do século XX foi importante para o cinema que conhecemos hoje. Filmes como Matrix (1999), Star Wars – A Ameaça Fantasma (1999) e A Bruxa de Blair (1999) redefiniram o modo de fazer filmes em Hollywood se tornando franquias de sucesso.

    Nos anos seguintes, diversos estúdios foram na onda dos efeitos especiais, construíram franquias para seus filmes e apostaram em marketing através da internet.

    Graças a essas grandes produções que fecharam o século passado com chave de ouro, o novo milênio começou com grandes expectativas para o cinema.

    Em 2000, o mundo assistia o nascimento das novas tecnologias que mudariam a realidade que até então era conhecida. As redes sociais viriam nos próximos anos, assim como o 3D e a globalização levaria todas a cultura cinematográfica para a casa das pessoas.

    Durante os anos 2000, talvez você se lembre de ir à locadora para alugar alguns filmes ou esperar acordado até tarde para ver na TV aquele filme inédito. Nessa época não houve criança ou adolescente que não tenha assistido ao filme que deu origem aos super-heróis nas telonas, X-Men (2000); a comédia que satiriza todos os outros filmes, Todo Mundo em Pânico (2000) e o filme de suspense/terror que se tornou sensação entre os jovens, Premonição (2000), franquias de sucesso até hoje.

    Em 2020, eles completaram 20 anos e vivem nos corações nos nostálgicos. Além de ser relembrado pelos fãs, recentemente a atriz Anna Faris de Todo Mundo em Pânico, o ator Hugh Jackman de X-Men e o ator Devon Sawa de Premonição comemoram o aniversário de suas sagas nas redes sociais.

    Como relembrar é viver, entenda um a um, a importância desses primeiros filmes de franquias para o futuro do cinema e, porque continuam relevante.

    Todo Mundo em Pânico, das referências às sátiras

    É impossível falar de Todo Mundo em Pânico e não lembrar das maravilhosas cenas de referências a filmes que fizeram sucesso na época.

    O filme se tornou facilmente um ícone pop ao trazer um pouco de Pânico (1996), Eu sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997), Matrix, A Bruxa de Blair, O Sexto Sentido (1999) e outras obras.

    Todo Mundo em Pânico aposta na globalização para que o público entenda suas piadas, presumindo que você já tenha assistido a todos os filmes que ele satiriza ou pelo menos já tenha visto aquela trama um milhão de vezes.

    Isso porque, o filme leva ao humor escrachado todos os clichês do gênero de terror. Essa jogada é simplesmente incrível para um filme que não se compromete em nada, mas que acaba por fazer uma crítica às fórmulas de Hollywood.

    A história é uma mistura de Pânico e Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado. Na trama, Cindy (Anna Faris) e seus amigos do colegial são perseguidos por um assassino que sabe que os jovens cometeram um crime no passado.

    Com toques de suspense, mas sem nenhum drama, Todo Mundo em Pânico vai fundo na comédia sem sentido. Tornando memorável, cenas como Ghostface “brisado” e a luta final estilo Matrix.

    Todo Mundo em Pânico estreou no dia 7 de Julho de 2000 nos cinemas norte-americanos, custando US $ 19 mi e arrecadando US $ 42,5 mi no seu primeiro final de semana.

    Apesar dos bons números, o filme dividiu a opinião dos críticos, mas convenceu o público de que nem todo filme deve ser levado a sério.

    A série teve ainda mais quatro filmes. Reassistir a Cindy e seus amigos em 2020 pode ser uma tarefa difícil. Por muitas vezes, o filme é preconceituoso e suas referências podem não funcionar para a geração atual. Mas, se de alguma forma você conseguir relevar isso, vai encontrar um filme que faz piada porque entende suas próprias limitações e absurdos. 

    X-Men e o renascimento dos super-heróis

    Quem vê as superproduções do Universo Cinematográfico Marvel hoje em dia, talvez não faça nem ideia que foi X-Men – O Filme o responsável por trazer aos cinemas a glória dos super-heróis.

    Em 2000, os mascarados tinham sumido das telas, seja pelo alto custo de produção ou pela falta de interesse do público. Mas, o que não era bem-visto pelos estúdios continuava a atrair os jovens que acompanhavam quadrinhos e série animadas de super-heróis.  

    Falar com uma geração sempre foi importante para o cinema, porém, era preciso ir além dos jovens e cativar os adultos que não compravam histórias de super-heróis. O diretor Bryan Singer tinha a resposta, em 2000 ele levou para Hollywood uma das equipes mais famosas dos quadrinhos e fazendo relação com discussões atuais conseguiu criar uma nova legião de fãs dos X-Men

    Assim, o gênero de super-heróis ressuscitava. Mas, X-Men foi além de querer ser apenas um filme com mocinhos e bandidos, ao longo da trama, é construída uma história consistente e profunda.

    Se de um lado, os X-Men do Professor Xavier (Patrick Stewart) que buscam uma relação pacífica com os humanos normais, do outro, Magneto (Ian McKellen) e a Irmandade dos Mutantes que veem sua espécie como superior. 

    Com tantos personagens incríveis em tela, existe uma ideia central que se desenvolve sem precisar de grandes explicações.

    O tema preconceito permeia o filme inteiro de forma a fazer o público refletir, já que em 2000, assuntos como homofobia e racismo começavam a sair de baixo do tapete.

    O longa estreou em 14 de Julho nos Estados Unidos custando US $ 75 mi e arrecadando US $ 60 mi no primeiro final de semana. A crítica, assim como o público, amou o filme considerando-o fiel aos quadrinhos e cheio de ação. X-Men – O Filme abriu as portas para a Marvel nos cinemas e construiu um legado ainda maior na cultura pop com seus 12 filmes seguintes, consolidando os mutantes da Marvel como uma das maiores franquias de todos os tempos.

    Atualmente, assistir X-Men de 2000 é um nostalgia bem-vinda, os efeitos visuais e as lutas obviamente ficaram ultrapassadas. Contudo, é um filme que diverte e ainda encanta. 

    Premonição: um filme B com orçamento

    Filmes de terror continuam sendo a sensação entre os jovens. Em 2000 não foi diferente, porém, o mais do mesmo já não funcionava mais. Era preciso algo original para levar os adolescentes aos cinemas.

    O roteirista e diretor, James Wong tinha a proposta: recuperou um roteiro perdido de Arquivo X (sim, o moço também escrevia para a série) sobre a própria morte caçando pessoas, se tornando uma das franquias mais longevas dessa geração de filmes. Premonição foi visto como inovador e inteligente no meio de tantos filmes do gênero.

    Imagine, você tem uma pré-visão de algo que está prestes a acontecer e o pior de tudo, este acontecimento é a sua morte. Não demorou muito para o longa de tornar um sucesso, afinal a morte por si só não é um assassino com o qual você luta ou um fantasma que você expulsa. Quando a morte quer, meu amigo, ela te encontra.

    O filme parte desse pressuposto, na história, Alex (Devon Sawa) é um rapaz de 17 anos que vai viajar para a França com sua turma. Antes de embarcar no avião, ele percebe vários avisos da insegurança do transporte. Ao alcançar voo o avião sofre uma pane e cai com todos os passageiros. Para a sorte de Alex, ele acorda e percebe que teve uma premonição do acidente. A partir dali, alguns adolescentes e uma professora saem do avião com Alex.

    O filme de fato começa, com a morte caçando os personagens um a um das formas mais mirabolantes possíveis. Algumas cenas, como o avião caindo e a morte agindo ainda são bem feitas e interessantes, o que torna o filme totalmente B são as atuações que não convencem e alguns furos de roteiro. 

    Diálogos toscos e subtramas poderiam ter tornado o filme esquecível. Mas, o uso bem apropriado da tensão foi um sucesso para o orçamento de US $ 23 mi. Os críticos não gostaram do longa que caiu no gosto popular e garantiu mais cinco filmes. Assistir Premonição depois de 20 anos é ainda satisfatório, mas é preciso relevar algumas incongruências.

    De fato, os anos 2000 deixou sua marca no cinema e nos jovens adultos que lembram com carinho dessas obras. E para você, quais franquias mais marcaram suas vidas? Comentem!

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    CRÍTICA – O Chamado de Cthulhu (2020, Skript)

    O Chamado de Cthulhu veio a se tornar um dos contos mais famosos de Howard Phillips Lovecraft e vem permeando a mente de muitos dos fãs de terror fantástico a cada ano, colocando Cthulhu no pódio entre uma das criaturas mais temidas da cultura pop.

    O conto de H.P. Lovecraft foi lançado em originalmente em Fevereiro de 1928. Tenha em mente que muitos dos contos de Lovecraft foram publicados originalmente em revistas pulps, na primeira parte do século XX, e tendo o autor se tornado um sucesso de vendas apenas postumamente.

    O Chamado de Cthulhu

    O Chamado de Cthulhu foi lançado em uma incrível versão em capa dura pela editora Skript em 2020, com artes de Salvador Sanz.

    Um prefácio brilhantemente escrito por Nathalia Sorgon, apresenta um termo familiar aos leitores de Lovecraft, mas que pode soar estranho aos recém-chegados às suas obras.

    O “terror cósmico” presente apenas nas obras de Howard Phillips, vem de um sentimento quase primordial, algo primitivo, que está presente nas linhas dos contos e a cada curva que a história toma.

    Não diferente de Dagon, ou A Cor que Caiu do Espaço, Nas Montanhas da Loucura, O Chamado de Cthulhu nos apresenta personagens emocionalmente e mentalmente fragilizados pelo que testemunham. Afinal, você nunca mais será o mesmo após um encontro com um dos seres de R’lyeh.

    O Chamado de Cthulhu tem como ponto de partida a morte do professor de Línguas Semíticas, George Gammell e toda a narrativa funciona como a recapitulação de uma investigação que girava em torno de estranhas esculturas, sonhos lúcidos e cultos à criaturas de tempos imemoriáveis.

    VEREDITO

    O Chamado de Cthulhu

    O Chamado de Cthulhu pela Skript é uma incrível versão do conto que tem ganhado cada vez mais destaque na cultura pop, estando presente nas mais diversas mídias. A editora Skript fez um incrível trabalho ao dar essa roupagem quase palpável ao conto de 1928, com as artes do argentino Salvador Sanz.

    A forma irretocável que Lovecraft tinha de envolver os leitores, nos deixando cada vez mais aterrorizados e curiosos, de alguma forma está presente nas ilustrações. A forma como a história foi trabalhada, seja na diagramação, ou na introdução das artes em momentos pontuais, tornam a leitura fluida, tranquila e envolvente.

    “Ph’nglui mglw’nafh Cthulhu R’lyeh wgah’nagl fhtagn.”

    “Em sua casa em R’lyeh, Cthulhu espera sonhando.”

    Editora: Skript

    Autor: H.P. Lovecraft

    Página: 96

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    CRÍTICA – Warrior Nun (1ª temporada, 2020, Netflix)

    Warrior Nun é uma série criada por Simon Barry, baseada em uma revista em quadrinhos homônima. O seriado já está disponível na Netflix.

    SINOPSE

    Warrior Nun

    Ava (Alba Baptista) é uma adolescente que ficou tetraplégica depois de um acidente de carro. Anos depois ela acaba morrendo e sendo levada à uma igreja para ser exumada, todavia, acaba recebendo um poderoso acessório que a traz de volta à vida. Agora Ava tem uma segunda chance e um propósito.

    ANÁLISE

    Warrior Nun

    Warrior Nun é uma série que chegou despretensiosa e que, aos poucos, foi ganhando espaço, se tornando há algum tempo uma das mais assistidas da Netflix no Brasil.

    Entretanto, qual é o motivo para que isso aconteça? Abaixo listaremos o por quê de Warrior Nun ser acerto da gigante do streaming

    Começamos pela seus personagens, a série traz pessoas que tem motivações reais e problemáticas bastante interessantes. 

    PERSONAGENS

    Warrior Nun

    Ava é uma protagonista desbocada, forte, decidida e durona, mesmo sem precisar saber lutar num primeiro momento, se vira como ninguém. 

    Sua personalidade forte e insegurança são marcantes, uma vez que Ava tem diversas camadas por ser problemática e extremamente crível, pois ao receber o Halo, acessório místico que dá super poderes ao seu receptáculo, mostra que se sente poderosa, porém, o fardo de ser a “escolhida” é algo que ela realmente não quer e não está nem um pouco interessada, uma vez que isso é abrir mão de sua nova vida.

    Os personagens da Ordem também são muito ricos, pois suas histórias são uma mescla de sofrimento e um novo propósito ao entrar para o grupo.

    Mary (Toya Turner) é aquela personagem badass que é turrona com os demais, mas que tem um bom coração e espírito de justiça.

    Beatrice (Kristina Tonteri-Young) é o equilíbrio do time, pois sua presença é tranquila, mas em combate ela é extremamente letal e possui uma força de espírito muito grande.

    Lilith (Lorena Andrea) é uma arquirrival que precisa existir, visto que ela tem o intuito de demonstrar que tudo aquilo que elas acreditam é real e que Ava merece estar lá, sua presença é mais do que necessária para dar ainda mais importância para a protagonista.

    Por fim, mas não menos importante, Vincent (Tristán Ulloa) que é um homem com muitos segredos e uma presença misteriosa, mas que tem um coração enorme e luta por todas quando necessário.

    DEMAIS PONTOS POSITIVOS

    Outros grandes acertos estão nas coreografias de luta realistas e nas discussões filosóficas como o papel da religião e da igreja na sociedade, assim como a velha e histórica rixa entre ciência e religião, pois aos nossos olhos, elas são lados opostos da mesma moeda e a série mostra que os subterfúgios escusos das duas podem prejudicar ou ajudar a sociedade num todo.

    PONTOS NEGATIVOS DE WARRIOR NUN

    Todavia, nem tudo são acertos. O seriado possui três núcleos: o da Ordem, o da empresa da personagem Jillian Salvius (Thekla Reuten) e o liderado por JC (Emilio Osorio). 

    O de JC é problemático e serve quase de anticlímax, uma vez que o arco só serve para tentar humanizar ainda mais Ava, algo que é completamente inútil para uma personagem tão bem construída.

    Os personagens que compõem o grupo de trombadinhas é unidimensional e está lá apenas para nos tirar dos momentos de tensão.

    Um defeito que já é patológico na Netflix é a quantidade de episódios. Os 10 de 40 minutos de Warrior Nun tornam-a cansativa em alguns momentos, criando barrigas que não precisavam existir.

    Três episódios são praticamente fillers que travam a trama principal, tirando o foco da série, algo que pode prejudicar um pouco a experiência, contudo, não deixa os méritos menores.

    VEREDITO

    Warrior Nun

    Warrior Nun é uma surpresa positiva que a Netflix adaptou de forma interessante. Com bons personagens e uma história cativante, tem tudo para ser um dos bons hits do canal de streaming. Que venha a segunda temporada!

    Confira o trailer de Warrior Nun:

    E vocês, gostaram da série? Comentem e deixem sua nota!

     

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    Helstrom: Primeiras imagens apresentam os irmãos sobrenaturais da Marvel

    O Hulu lançou o primeiro lote de fotos da série de terror sobrenatural, Marvel’s Helstrom. As imagens apresentam os heróis e vilões da série da Marvel, incluindo os irmãos Daimon (Tom Austen) e Ana Helstrom (Sydney Lemmon).

    A série segue a história dos dois irmãos, que são o filhos de um misterioso serial killer. Eles secretamente caçam quem coloca em risco a vida de inocentes enquanto Daimon e Ana conseguem manter seus disfarces, como um professor de ética e uma supervisora de uma casa de leilões, respectivamente.

    Enquanto os dois lutam contra o mal, eles descobrem organizações secretas que vêm travando uma guerra secreta entre a luz e a escuridão por muitos anos.

     

    Helstrom

    Helstrom Helstrom

    A sinopse oficial da série pode ser vista abaixo:

    Como o filho e a filha de um misterioso e poderoso serial killer, a série original do Hulu conta a história de Damon (Tom Austen) e Ana Helstrom (Sydney Lemmon), e sua dinâmica complicada, enquanto eles tentam rastrear o pior da humanidade – cada um com sua própria atitude e habilidades.

    Helstrom é criado para televisão e conta com Paul Zbyszewski como produtor executivo, junto de Karim Zreik e Jeph Loeb. Helstrom é co-produzida pela Marvel Television e a ABC Signature Studios, parte da Disney Television Studios.

    A série do Hulu também estará presente no evento Comic-Con@Home, a substituta desse ano para a San Diego Comic-Con. Um painel virtual acontecerá com o elenco e os criadores por trás de Helstrom.

    Marvel’s Helstrom é estrelada por Tom Austen como Daimon Helstrom, Sydney Lemmon como Ana Helstrom, Elizabeth Marvel como Victoria Helstrom, Ariana Guerra como Gabriella Rossetti, Robert Wisdom como o Cuidador, June Carryl como Louise Hastings e Alain Uy como Chris Yen.

    A série estreará em Outubro no Hulu


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