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    EU CURTO JOGO VÉIO #10 | ‘Metal Gear Solid 4: Guns of The Patriots’ é uma experiência única para fãs e novatos 

    Sim estou retornando para o nosso quadro de jogo véio da semana para falar de outro jogo da franquia Metal Gear, afinal clássico é clássico e essa franquia sempre esteve entre os melhores jogos de espionagem. ‘Metal Gear Solid 4: Guns of The Patriots‘ é um jogo lançado para Playstation 3 lançado em 12 de junho de 2008 desenvolvido pela Kojima Productions e publicado pela Konami.

    Cronologicamente é o jogo que encerra a jornada de Solid Snake em Metal Gear, sendo os próximos lançamentos focados em outros personagens e um dos últimos trabalhos de Hideo Kojima, responsável pela criação da franquia, ao lado da Konami.

    SINOPSE

    A história de Metal Gear Solid 4: Guns of The Patriots se passa no ano de 2014, cinco anos após os incidentes em Big Shell e nove anos depois da FOXHOUND ter invadido a ilha de Shadow Moses, local onde Solid Snake foi infectado com um retrovírus. O personagem aparece consideravelmente envelhecido devido a sua avançada degeneração celular, estabelecida a partir do processo de clonagem que o criou, tendo agora apenas seis meses de vida.

    ANÁLISE

    Metal Gear Solid 4

    Como é esperado de um jogo dirigido por Hideo Kojima existem muitas camadas a respeito de assuntos da realidade como o uso de IAs, economia da guerra e metáforas sobre a situação política do momento. Assim como ainda trata de assuntos profundos como honra, heroísmo, propósito e até coisas mais delicadas como a depressão sendo cronologicamente o fim muito emocionante para a franquia.

    A jogabilidade é muito diferente em relação aos antecessores, dando um toque de modernidade ao estilo furtivo com gadgets modernos para auxiliar a progressão do jogo e um sistema de confronto muito mais intuitivo. Além disso a customização do personagem com uma camuflagem facial que pode ajudar em algumas situações específicas e missões.
    Falando nisso Snake é presenteado por Drebin, um dos novos personagens e muito importante no jogo, com uma M4 customizável que fica ao gosto do jogador o que melhorar e adequar para as situações de combate que sempre é mais recompensador por uma abordagem não letal.

    Metal Gear Solid 4

    Como de costume em toda missão, o soldado definitivo tem uma equipe de apoio que providencia informações, dicas e a novidade é apoio psicológico durante conflitos devido aos traumas causados por batalhas anteriores. O desequilíbrio emocional afeta a jogabilidade de forma direta tornando os status do personagem mais instáveis como barra de energia e ações de mira sendo necessário recorrer a psicóloga da equipe.

    O design de som do jogo é excelente mesmo para uma experiência muitos anos depois do seu lançamento, além de uma trilha sonora que torna tudo mais imersivo tanto nos momentos de jogo quanto nas cutscenes.

    Metal Gear Solid 4

    Atualmente vivemos jogos que são muito mais cinematográficos, com experiências muito mais intensas e nos levamos a pensar que isso é algo relativo da nossa geração. Entretanto quando se joga Guns of The Patriots essa característica já existia e nos mostrava o direcionamento que a experiência proporcionada pelos games iria nos levar: a história de um mundo altamente tecnológico em colapso.

    “A guerra mudou. Não é mais sobre nações, ideologias, ou raça. É uma série interminável de batalhas terceirizadas travadas por mercenários e máquinas. A guerra – e sua devastação de vidas – se tornou um negócio redondo. Soldados com identificação carregam armas com identificação, usam equipamento com identificação. Nanomáquinas em seus corpos melhoram e regulam suas habilidades.

    Controle genético, controle de informações, controle de emoções, controle do campo de batalha. Tudo monitorado e mantido sob controle. A era da intimidação se tornou a era do controle… Tudo em nome de evitar a catástrofe das armas de destruição em massa. E aquele que controlar o campo de batalha, controla a história. A guerra mudou e quando o campo de batalha está sob controle total, a guerra se torna rotina.”


    Esse monólogo inicial do agora Old Snake nos insere de forma categórica na situação atual do universo Metal Gear e nos prepara para uma forma muito superior de combate que a história irá nos levar. Ele não é um herói muito solar como costumamos ver em outras obras de ficção, mas algo diferente, sendo muito mais melancólico, cansado e ainda sim tendo a resiliência para fazer o seu melhor para o mundo se manter minimamente aceitável.

    Particularmente a primeira vez que joguei, e as seguintes, foi bem difícil não se emocionar e refletir sobre isso principalmente hoje que vivemos um mundo muito mais controlado pela tecnologia, inteligência artificial e com a violência batendo à nossa porta todos os momentos e ainda sim fingimos que isso faz parte da rotina exatamente como na metáfora ficcional do jogo.

    A densidade na história reflete não apenas no protagonista, mas em outros personagens bons e os vilões como as chefes que formam a Beauty and The Beast Unity, que possuem um background muito triste relacionado a vivência das pessoas com a guerra e como isso gera traumas.

    Por ser o encerramento da cronologia é evidente muitas referências a história da franquia como um todo seja pela participação de personagens queridos, lugares nostálgicos e diálogos sendo uma diversão à parte para um fã deste universo.

    VEREDITO

    Metal Gear Solid 4: Guns of The Patriots é um jogo emocionante, divertido e um passo que a franquia deu para a modernidade trazendo uma experiência nova sem deixar de ter a sua identidade.

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    Conheça os lançamentos de games de maio de 2024

    O segundo trimestre começou com tudo! Com grandes lançamentos em todas as plataformas, o mundo do game ainda reserva muitas surpresas para 2024. Com lançamentos que nos levam além do que poderíamos esperar, Maio reserva um novo Paper Mario, Endless Ocean Luminous, V Rising, Little Kitty, Big City e Senua’s Saga: Hellblade 2.

    Confira abaixo todos os lançamentos de maio para todos os consoles e PC:

    Touhou Mystia’s Izakaya (Nintendo Switch) – 02 de Maio

    Endless Ocean Luminous (Nintendo Switch) – 02 de Maio

    Indika (PlayStation, Xbox e PC) – 02 de Maio

    Heading Out (PC) – 07 de Maio

    Candyland: Sweet Survival (PC) – 07 de Maio

    Prison Architect 2 (PC, PlayStation 5, Xbox Series X/S) – 07 de Maio

    Gift (PC, Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series X/S) – 08 de Maio

    V Rising (PC) – 08 de Maio

    The Bridge Curse 2: The Extrication (PC, PlayStation 5) – 09 de Maio

    Cryptmaster (PC) – 09 de Maio

    1000xRESIST (PC e Nintendo Switch) – 09 de Maio

    Animal Well (PlayStation 5 e Nintendo Switch) – 09 de Maio

    Crow Country (PC e PlayStation 5) – 09 de Maio

    Little Kitty, Big City (PC, Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series X/S) – 09 de Maio

    Homeworld 3 (PC) – 13 de Maio

    The Rogue Prince of Persia (PC) – 14 de Maio

    Mullet Madjack (PC) – 15 de Maio

    Ghost of Tsushima: Director’s Cut (PC) – 16 de Maio

    Lorelei and The Laser Eyes (PC, Nintendo Switch) – 16 de Maio

    Robobeat (PC) – 16 de Maio

    Read Only Memories: Neurodiver (PC, iOS, PlayStation e Nintendo Switch) – 16 de Maio

    Die by the Blade (PC, PlayStation e Xbox) – 16 de Maio

    Senua’s Saga: Hellblade 2 (PC e Xbox Series X/S) – 21 de Maio

    Paper Trail (iOS, Android, PC, Switch, PlayStation, Xbox) – 21 de Maio

    System Shock Remake (PlayStation, Xbox One, Xbox Series X/S) – 21 de Maio

    Playing Kafka (PC, iOS, Android) – 21 de Maio

    Gestalt: Steam & Cinder (PC, Nintendo Switch, Xbox e PlayStation) – 21 de Maio

    Venture to the Vile (PlayStation e PC) – 22 de Maio

    Hauntii (PC, Nintendo Switch, PlayStation, Xbox One, Xbox Series X/S) – 23 de Maio

    Duck Detective: The Secret Salami (PC, Nintendo Switch) – 23 de Maio

    Wuthering Waves (PC, iOS, Android) – 23 de Maio

    World of Goo 2 (Nintendo Switch) – 23 de Maio

    Songs of Silence (PC) – 23 de Maio

    Paper Mario: The Thousand-Year Door (Nintendo Switch) – 23 de Maio

    Until Then (PC, Nintendo Switch, PlayStation e Xbox) – 23 de Maio

    Sunnyside (PC, Xbox e PlayStation) – 24 de Maio

    MultiVersus (PC, PlayStation, Xbox) – 28 de Maio

    Nine Sols (PC, Mac) – 29 de Maio

    Skald: Against the Black Priory (PC) – 30 de Maio

    F1 24 (PC, PlayStation, Xbox One, Xbox Series X/S) – 31 de Maio

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    TBT #278 | ‘Os 12 Macacos’ é o sci-fi que muitos do gênero gostariam de ser

    Lançado em 1995, ‘Os 12 Macacos‘ é estrelado por Bruce Willis, Brad Pitt, Madeleine Stowe e Christopher Plummer. O longa nos apresenta um dos mais profundos aspectos do sci-fi, brincando com viagem no tempo, o terror de um vírus que viria a destruir a humanidade e a psiqué humana. Como o longa que brinca com um futuro talvez inexorável, acompanhamos a jornada de James Cole (Willis) em 2035, enquanto este é enviado ao passado na tentativa de impedir que um vírus se espalhe e cause a destruição de quase toda a humanidade em 1997.

    Sem maiores detalhes do que pode ter acontecido, Cole é enviado na tentativa de impedir que o mundo seja destruído e se torne o mundo que ele conhece em um futuro desolado. Tendo sido inspirado no no curta metragem La Jetée de 1962 de Chris Marker, ele também serviu como fonte de inspiração para diversas obras, como até mesmo a série homônima de 2015, estrelada por Aaron Stanford e também o podcast Paciente 63 criado por Julio Rojas.

    O filme brinca com o real e o irreal, quase sempre subestimando os avisos que Cole vem trazer, mas algumas coisas talvez seja ainda mais reais para ele e seu novo amigo, Jeffrey Goines (Pitt). Dirigido por Terry Gilliam (Brazil – O Filme, Medo e Delírio e Irmãos Grimm), o filme nos leva por uma viagem incessante em busca de impedir que o pior aconteça.

    SINOPSE

    Um condenado do ano de 2035 é enviado de volta no tempo para descobrir a causa de um vírus que acabou com quase toda a população do planeta. Os poucos sobreviventes moram em abrigos subterrâneos.

    ANÁLISE

    Os 12 Macacos

    Ambientado em diferentes linhas temporais, temos aqui alguns aspectos interessantes da trama. E neste momento, testemunhamos algumas similitudes com Paciente 63. Tratado como alguém que deveria estar em uma instituição psiquiátrica, vemos como sua jornada de descoberta, o roteiro do filme e a direção nos fazem crer.

    Como alguém quebrado, vindo de um futuro tomado pela barbárie e agora, por uma sociedade de um passado violenta, vemos o quão problemático o sistema psiquiátrico é.

    Como a vítima e o fruto de um futuro imutável, precisamos testemunhar a jornada de Cole a fim de descobrir como este mundo precisará mudar a fim deste tentar impedir que uma das maiores catástrofes venham a existir.

    Os 12 Macacos

    Em uma das mais “livres” atuações de Pitt, vemos aqui o paradigma da loucura, ou seja, a loucura encarnada na forma de seu personagem, Goines. Como uma das mais incômodas facetas humanas, o filme parece ser um retrato de como pacientes mentais eram tratados, pessoas doentes que precisavam ser controladas e não tratadas.

    Como a epítome de um terror sombrio, ver esta realidade como a de alguém recém saído de uma pandemia, pode assustar. Principalmente se a encararmos como a realidade do que poderia vir a ser.

    As tensões crescentes de um mundo e um futuro terríveis, nos fazem ver o desespero de alguém como Cole na trama. Alguém perdido no tempo, que viaja por diversas eras tentando realizar sua missão.

    Perdido não apenas na história do mundo, mas também em sua própria história, o filme mostra o que qualquer um faria a fim de se agarrar a qualquer coisa que o fizesse se lembrar de seu último aspecto humano.

    VEREDITO

    ‘Os 12 Macacos’ é uma obra de ficção que merece ser assistida e escancara alguns dos aspectos mais humanos. E assim como a sobrevivência, a autodestruição talvez seja um dos aspectos mais perigosos.

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer:

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    Bastion: Conheça o vilão de X-Men ’97

    X-Men ’97 foi criada para ser uma continuação de X-Men: The Animated Series (1992-1997), a nova animação do Disney+ acompanha os desafios enfrentados pelos X-Men após a perda de seu líder, o professor Charles Xavier.

    No episódio 7, “Olhos Brilhantes”, Bastion foi introduzido na trama como a mente por trás de tudo que vinha sendo feito por Bolívar Task e Senhor Sinistro na tentativa de erradicar os mutantes da Terra.

    Sua primeira aparição foi na HQ X-Men #52, publicada em maio de 1996.

    ORIGEM

    Bastion é um Super-Sentinela, um amálgama do Molde Mestre e Nimrod. A fusão aconteceu quando Nimrod encontrou um módulo do corpo do Molde Mestre. Após ser forçado utilizar o artefato Siege Perilous, um portal pandimensional que oferece vida nova àqueles que passam por ele, foi criado o ser simbiótico heterogêneo que se tornaria Bastion, sem memória de sua história.

    Bastion foi capaz de viver entre humanos e tomou conhecimento da presença mutante, que sem o seu conhecimento, reativou suas diretivas de exterminação de mutantes. De alguma forma ele conseguiu se infiltrar no governo americano e obter acesso ao Projeto: Wideawake, uma comissão governamental criada para analisar e gerenciar a “ameaça mutante” e suas tecnologias neutralizadoras de mutantes. Após os eventos da Saga Onslaught e o assassinato de Graydon Creed, Bastion conquistou apoio político e público suficiente para iniciar a guerra secreta global contra os mutantes conhecida como Operação: Tolerância Zero.

    Ele foi criado por sua mãe adotiva, Rose Gilberti, como seu filho humano. Mas é retratado que Bastion foi realmente cruel com ela, aterrorizando-a.

    PODERES E HABILIDADES

    Originalmente, Bastion era um amálgama místico de dois Sentinelas hiperpoderosos: Molde Mestre e Nimrod. Como tal, ele tinha uma variedade de habilidades projetadas para localizar, caçar, negar, capturar e destruir “ameaças mutantes”. Ele foi capaz de detectar todos os mutantes (dentro de um alcance aproximado de 32 km), tinha força aprimorada, voava com botas a jato e podia disparar rajadas concussivas ou desintegrativas de suas mãos e peito.

    Sua programação originada do Molde Mestre dá a ele controle completo sobre todo e qualquer Sentinela e uma visão única de suas habilidades de produção de Sentinela, sendo capaz de criar Sentinelas Prime; humanos equipados com melhorias nanorobóticas. Ele também foi capaz de interagir com qualquer sistema de computador dentro de seu alcance não revelado, acessando seus dados e controlando sua programação.

    Já sua programação originada de Nimrod deu-lhe um grau de inteligência mais elevado do que a maioria dos Sentinelas; Ele foi capaz de avaliar os níveis de ameaça dos mutantes e implementar contra-medidas quando atacado. Ele foi capaz de se auto-reparar da maioria dos ataques físicos e era imune a todos os ataques psíquicos.

    OPERAÇÃO: TOLERÂNCIA ZERO

    O objetivo da Operação: Tolerância Zero era capturar e eliminar todos os mutantes. Para tanto, Bastion criou Sentinelas Prime, implantando nanotecnologia em humanos. Esta nova geração de Sentinela cibernética foi a primeira desse tipo e incrivelmente eficaz.

    Graças à sua aparência humana, eles foram capazes de servir como agentes adormecidos e atacar os X-Men. Bastion conseguiu assumir o controle da Mansão-X; capturando alguns dos X-Men, aprendendo informações valiosas sobre mutantes e despojando sua casa de suas tecnologias. Seu plano original era recuperar e usar os Protocolos Xavier, com esses dados ele poderia procurar e destruir todos os mutantes da Terra, no entanto, Cable foi capaz de detê-lo e destruir uma grande parte das informações confidenciais. Porém com Xavier capturado, Bastion tentou enganá-lo e obter acesso às informações reais por trás dos protocolos. Assim que a origem dos Sentinelas Prime se tornou conhecida, o apoio internacional à Operação: Tolerância Zero foi retirado e o governo dos EUA declarou um mandado de prisão para Bastion, impulsionado pelas condenações do Senador Kelly.

    MORTE

    Bastion foi destruído por Hope Summers durante o arco da história da Segunda Vinda. Devido ao nobre sacrifício de Cable, a esfera que transportava Nimrods do futuro foi fechada e o plano de Bastion falhou. Em um ato final, o que ele acreditava ser um propósito, ele avançou contra os X-Men sobreviventes. Enquanto seus subordinados atacavam os mutantes ao redor, o próprio Bastion mirou em Hope, que ele também acreditava ser a causa do fim do mundo. Hope, enfurecida com a morte de Cable, liberou uma parte da Força Fênix que aumentou suas já aparentes habilidades mutantes de ‘imitação’.

    A personalidade de Bastion tornou-se ameaçadora durante este encontro, afirmando que “Estava além de sua capacidade de odiá-la, além de sua capacidade de gostar de matá-la, mas agora estava além de sua capacidade e gostaria de assassiná-la”. Hope então liberou toda a extensão de seu aumento da Força Fênix e desintegrou toda a forma de Bastion em uma supernova ofuscante.

    OUTRAS MÍDIAS

    Além da atual versão apresentada na animação X-Men ’97, podemos ver Bastion nos games:

    • X-Men Next Dimension e
    • X-Men Legends II: Rise of Apocalypse.

    LEIA TAMBÉM:

    Marvel Comics: Conheça alguns personagens da editora

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    CRÍTICA: ‘GTO’ é um anime marcante e muito divertido

    Como eu costumo dizer no nosso quadro semanal do jogo véio clássico é clássico e, se tratando de animes, algumas obras são muito importantes a ponto de marcar a sua época e uma geração inteira de fãs como no caso do grande professor Onizuka. GTO (Great Teacher Onizuka) é um anime de 43 episódios lançado entre junho de 1999 e setembro de 2000 adaptando o mangá homônimo criado por Tohru Fujisawa como uma sequência das obras Bad Company e Shonan Junai Gumi. No dia 1 de abril todos os episódios foram disponibilizados no serviço de streaming Netflix com legendas em português.

    O sucesso de GTO ainda rendeu adaptação para J-Drama, filme live action além de ter sequência no mangá com GTO Shonan 14 Days, GTR: Great Transporter Ryuji, Ino-Head Gargoyle, Shonan Seven e GTO: Paradise Lost que ainda está em lançamento.

    Os temas de abertura são Driver’s High interpretado pela banda L’Arc-en-Ciel nos episódios 1 a 16 e Hitori No Yoru do grupo Porno Graffitti do 17 ao 43 sendo ambos grupos muito respeitados no cenário musical. Na exibição do anime os encerramentos foram as músicas Last Piece, interpretado por Kirari nos episódios 1 ao 16, Shizuku interpretado por Miwaku Okuda nos episódios 17 ao 33, Cherished Memories, interpretado por The Hong Kong Knife durante os episódios 34 ao 42 e no último com Driver’s High do começo dos episódios.

    SINOPSE

    Eikichi Onizuka, 22 anos, que foi líder de uma gangue e campeão de karatê. Ele é grosso, sempre fala palavrão e tem temperamento curto. Seu objetivo é se tornar o melhor professor de ensino médio do mundo! Infelizmente, a única vaga de emprego disponível é no Instituto Seirin. Depois de uma contratação conturbada, ele começa a lidar tanto com os alunos como com seus colegas professores de maneira igual.

    ANÁLISE

    GTO

    Revisitar uma obra tão impactante como GTO é sempre um prazer imenso, além de ser um anime altamente nostálgico como é interessante a dicotomia entre a infantilidade maturidade do protagonista que transborda um carisma que poucos personagens de animes costumam ter.

    Onizuka não é um protagonista padrão que geralmente é muito bonzinho e virtuoso, pelo contrário, é inconsequente, incorreto e tem atitudes que são muito erradas para alguém que é um professor. Mas, por outro lado, ele conquista não apenas os alunos como as pessoas ao redor com o seu bom humor, otimismo, resiliência, um olhar empático sobre a vida com seus obstáculos.

    No anime ele sempre é muito expressivo acrescentando um tom muito cômico nas suas reações, além de sempre ocorrer uma quebra de expectativa porque no momento que se espera algo sério ocorre algo totalmente inesperado e em outras situações surge um diálogo altamente emocionante.

    GTO

    As lições sempre são variadas mas nenhuma delas é de fato com um tema acadêmico, com um bom destaque para o tradicional lançamento de foguete de garrafa que se torna a marca registrada do excelente professor.

    Mesmo abordando temas delicados como suicídio, bullying, violência dentre outros. O anime sempre utiliza o humor para falar sobre esses assuntos de uma forma delicada e sem tornar algo jocoso ou menosprezando a relevância do que está em pauta ficando perceptível quando é algo mais denso na sua narrativa.

    Esses temas sempre são colocados nas aventuras e enrascadas que o grande professor passa ao lado dos seus alunos ou por causa dos seus alunos vendo uma construção de um laço de amizade e respeito muito emocionante. Nesse quesito Onizuka passa por diversas situações, desde salvar um aluno de agressões físicas e psicológicas até evitar que outro seja sequestrado e sempre nesse processo ocorre a completa destruição do recém comprado Toyota Cresta do coordenador do colégio alternando entre a tensão dos momentos e boas risadas.

    Mesmo tendo algumas diferenças em relação ao material original devido a exibição do anime ocorrer com a história principal não tendo alcançado sua conclusão, o que torna essencial de GTO foi bem adaptado justificando o seu sucesso durante sua exibição.

    VEREDITO

    Mesmo tendo se passado tanto tempo, GTO é sempre uma excelente opção de anime e quem ainda não conhece é muito indicado assistir a jornada acadêmica e da vida desse grande professor.

    4,8 / 5,0

    GTO (Great Teacher Onizuka) pode ser assistido na Netflix.

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    CRÍTICA: ‘Stellar Blade’ é muitos passos a frente um passo para trás

    Um bom jogo de ação é sempre uma opção para animar o dia de jogatina e neste final de mês chega uma novidade de uma desenvolvedora iniciando no mercado de games prometendo ação frenética e diversão. Stellar Blade é desenvolvido pela coreana Shift Up que era focada no universo de jogos mobile, sendo esse o seu primeiro trabalho voltado para consoles publicado pela Sony Interactive.

    O lançamento ocorreu no dia 26 de abril sendo um jogo exclusivo para Playstation 5, porém não se sabe se esse status é definitivo ou se tornará temporário com posterior lançamento para PC.

    O título é um game single player offline de ação com classificação indicativa para maiores de 16 anos e além do jogo base tem uma disponibilizado gratuitamente uma HQ introdutória com tradução para português.

    SINOPSE

    O futuro da humanidade está em jogo em Stellar Blade, uma aventura de ação inédita com foco em narrativa.
    Xion, outrora uma metrópole agitada, agora é habitada por alguns poucos sobreviventes que dependem da ajuda de EVE. Suas ruas, becos e praças estão cheios de relíquias enferrujadas e máquinas danificadas. Naytibas espreitam em cada canto e além dos limites da cidade há um território selvagem sinistro e extremamente perigoso.

    Após deixar a Colônia, EVE, membro do 7o Esquadrão Aéreo, chega às ruínas desoladas do nosso planeta com uma missão muito clara: reconquistar a Terra para salvar a humanidade dos Naytibas, a força malevolente responsável pela devastação do planeta.

    Mas conforme EVE confronta os Naytibas um a um e desvenda os mistérios do passado escondidos nas ruínas da civilização humana, ela percebe que essa missão é muito mais complicada. Na verdade, quase nada é o que parece.

    ANÁLISE

    Stellar Blade

    Stellar Blade é um jogo que mostrava sua proposta e enorme potencial desde o lançamento de sua demo, algo que despertou bastante a minha curiosidade sobre como seria a sua experiência por completo. Visualmente é excelente e impressiona os detalhes em cada aspecto deste mundo, a elaboração dos personagens e os efeitos produzidos durante o combate que também tem um excelente design de som e trilha sonora.

    O desempenho como um todo é muito bom e utiliza de forma excelente os recursos de processamento do Playstation 5 assim como do controle dual sense, algo que acho excelente por acrescentar imersão a experiência como um todo.

    É inevitável não comentar sobre a sexualização que ocorre com a protagonista e as personagens femininas durante o jogo, particularmente tornou muito incomoda a minha experiência porque existem tantos elementos interessantes em Stellar Blade que vou citar a seguir que é desnecessário ter utilizado isso.

    Stellar Blade

    A indústria de games, assim como a nossa sociedade, vem amadurecendo em relação a isso com um tratamento visual muito mais respeitoso com personagens femininas e acredito que é um passo para trás um jogo tão divertido se prender a um conceito visual tão arcaico e machista.

    O combate lembra bastante jogos como Devil May Cry que tem uma ação bem criativa e temos uma grande variedade de opções para realizar combos de ataque, o que mais gostei são os ataques beta que funcionam para causar dano a distância e os ataques explosivos que concedem buff para Eve durante a luta além de um modo que lembra muito a fúria espartana do nosso querido deus da guerra.

    Falando nessa lembrança, não temos apenas a espada de sangue como opção de equipamento, também tendo como opção uma escopeta, rifle e até opções mais futuristas como um canhão laser. Em alguns momentos da campanha o foco do combate é voltado para os tiros, algo que achei interessante por ser uma quebra da linearidade de sua ação.

    Stellar Blade

    Sobre referências existem diversas que podem ser identificadas ao longo da experiência de jogo que temos ao longo de suas horas entre a história principal e missões secundárias sendo as mais evidentes os jogos Nier: Automata, Final Fantasy ou até filmes/ anime como Alita.

    Ainda sobre o quesito combate eu acho interessante que não é apenas focar em causar dano nos inimigos de forma descuidada e quando estiver em problemas apenas usar um comando de defesa. A jogabilidade possui recursos variados para isso como teleporte para se posicionar atrás de um inimigo ou repelir, aparando o ataque e o deixando vulnerável a dano.

    Outro ponto interessante é a progressão de Eve através de sua árvore de habilidades para cada estilo de ataque não apenas a deixando mais forte para enfrentar os inimigos, como amplia o seu repertório ofensivo e também defensivo através da parte de sobrevivência.

    A dificuldade do jogo é interessante tanto para os inimigos mais recorrente quanto para os chefes e considerei bem equilibrado seja para um jogador mais experiente não se sentir entediado como também não é uma montanha quase impossível de escalar para um novato.

    A história é bem interessante e incentiva o jogador a conhecer esse mundo, seus personagens secundários e a exploração para adquirir itens de sobrevivência. As missões secundárias apresentadas são bem interessantes sendo possível conhecer mais dos personagens que nos confiam elas e outro elemento que chamou a atenção foi a relação com os lojistas do jogo através de um sistema de afinidade que vai permitir itens melhores e missões que premiam com algo único.

    VEREDITO

    Stellar Blade é, como cito no título desta análise, muitos passos à frente pela diversão que proporciona, uma boa história e um mundo muito interessante a conhecer mas um passo atrás por se apegar a um recurso visual que é desnecessário para a era moderna de jogos.

    4,5 / 5,0

    Confira o trailer do game:

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