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    As Crônicas do Matador de Reis: Série da Showtime inicia pré-produção

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    Algumas adaptações da série de fantasia As Crônicas do Matador de Reis foram anunciadas nos últimos três anos e uma delas está finalmente sendo lançada no Showtime. Agora, Gary Levine, Presidente da Showtime Networks, confirmou que o processo de escrita está avançando.

    Levine comentou ao TV Guide.

    “Temos um grupo de escritores trabalhando e escrevendo as histórias e os roteiros, e estamos trabalhando com eles de forma muito diligente.”

    Como já noticiado anteriormente, Lin-Manuel Miranda, será o produtor executivo do projeto, juntamente com John RogersGary Levine disse que os dois “estão falando constantemente” no Twitter, e Miranda está quer fazer da música uma grande prioridade no programa.

    “Obviamente, há um enorme componente musical para a série e esse será o domínio de Lin. E podemos dizer que está incrivelmente empolgado com isso.”

    Miranda está compondo músicas tanto para a série Showtime quanto para o longa-metragem de As Crônicas do Matador de Reis, que será dirigido por Sam Raimi.

    Embora ainda esteja oficialmente sem título, a série está preparada para ser um prólogo dos eventos nos livros de Patrick Rothfuss. Os personagens principais serão dois músicos itinerantes que poderiam ser relacionados a Kvothe, o guerreiro órfão e protagonista da série.

    CRÍTICA – Green Book: O Guia (2019, Peter Farrelly)

    Todos os anos, os indicados a categoria de Melhor Filme do Oscar causam alguma polêmica. Seja pela falta de representatividade, falta de diversidade ou por excesso de lobby entre as indicações: sempre há motivos para questionar as escolhas feitas pela Academia. Esse ano, apesar de termos Pantera Negra, Infiltrado na Klan e Roma que tocam em assuntos mais plurais e possuem um papel representativo – necessário no atual cenário mundial de intolerância e violência – temos, também, Green Book: O Guia.

    Assim como o Oscar, o filme dirigido por Peter Farrelly (Debi & Lóide, Quem Vai Ficar Com Mary?) também possui algumas polêmicas. Por se tratar de uma história real adaptada para o cinema, há muitas pessoas envolvidas e, claro, é possível que algumas delas discordem dos fatos narrados em tela. É o caso da família de Don Shirley, que alega que a história de Tony Vallelonga e Shirley não existiu da forma retratada – mesmo o filho de Tony, Nick Vallelonga, sendo um dos roteiristas e produtores do longa.

    Apesar das polêmicas, nada impediu a boa campanha de Green Book: O Guia para o Oscar 2019. O filme possui cinco indicações na premiação deste ano: Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Ator para Viggo Mortensen, Melhor Ator Coadjuvante para Mahershala Ali e Melhor Edição. Ali está muito bem cotado para receber a honraria no dia 24 de fevereiro, pois já venceu as premiações SAG, Globo de Ouro e Critics’ Choice Awards.

    A trama, que se passa na década de 1960, conta a história de Tony “Lip” Vallelonga (Mortensen) e Dr. Don Shirley (Ali). Don Shirley é pianista e fará um grande número de shows ao Sul dos Estados Unidos, região onde os negros só podem transitar em “segurança” por estradas, hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos demarcados no livro verde (que dá nome ao filme). Para conseguir realizar todos os shows previstos, Don Shirley terá que se locomover de cidade em cidade ao longo de 2 meses, necessitando, assim, de um motorista que seja mais do que só um motorista, mas um “guarda-costas”.

    Tony Lip é uma figura conhecida por fazer “o que é necessário”. Ítalo-americano, turrão, com pouco estudo e extremamente preconceituoso, Tony aceita o trabalho com Shirley após o restaurante/pub onde ele trabalha fechar para manutenção. Em um dos nossos primeiros contatos com o personagem, Tony coloca no lixo dois copos de vidro que haviam sido utilizados por trabalhadores negros – uma alusão de que esses materiais não poderiam ser reutilizados pela família.

    É inegável como as atuações de Mortensen e Ali carregam a trama. Ambos os atores são extremamente talentosos, possuindo uma química muito interessante em tela. As cenas fluem naturalmente, como uma boa “dramédia” da Sessão da Tarde. Apesar de possuírem diferenças de criação, pensamento, educação e atitude, a sensação é de que ambos são amigos há muito tempo, passando por cima de suas diferenças para viverem em harmonia, de certa forma, durante os meses de convivência. A estrada – para o telespectador e para os personagens – é prazerosa, mesmo com inúmeras situações ruins que acontecem com Don Shirley ao longo dos 130 minutos de filme. E é isto.

    A sensação estranha após assistir Green Book: O Guia está em percebermos que a produção não é nada mais do que apenas uma relação bacana de duas pessoas, com altos e baixos, assim como inúmeros outros filmes do tipo. Com um assunto tão forte como o racismo sendo utilizado de plano de fundo para todas as situações – de novo, sendo lançado no atual contexto que estamos vivendo – é bizarro o filme ser conduzido de forma tão leve e “deboista” assim.

    É curioso quando colocamos Green Book: O Guia ao lado de uma produção como Infiltrado na Klan. Ambas possuem o mesmo elemento de motivação, são comédias, possuem conteúdo e referência histórica, mas são tratadas de maneiras completamente opostas. E, acredite, isso faz toda a diferença. O filme de Spike Lee que também concorre ao Oscar de Melhor Filme e outras categorias é o tipo de filme que usa da sátira como forma de escancarar a verdade incômoda, dolorosa e real sobre o racismo que ainda existe na nossa sociedade – mesmo se passando há décadas. Uma pena não ser o caso no longa de Peter Farrelly.

    Por sua vez, Green Book: O Guia deixa a sensação de que todas as situações sofridas por Don Shirley estão, de fato, no passado. E nada mais do que isso. É um livreto que mostra todas as humilhações sofridas pelo personagem, mas não as desenvolve, evitando entrar no drama. Em um momento em que tantas pessoas repetem que estragos feitos durante décadas de racismo e segregação é “vitimismo” – e tendo um presidente no poder que apoia esse tipo de discurso – conduzir um filme com assunto tão importante e que apresenta momentos tão humilhantes da história estadunidense de forma tão leve e meio divertida é um pouco frustrante.

    As atuações são, de fato, os pontos altos do filme. Viggo Mortensen está em um dos melhores personagens de sua carreira, com um carisma único. Já Mahershala Ali dispensa qualquer adjetivação. A cena em que Shirley, aos berros, discursa sobre não se encaixar nem como negro, nem como branco e nem como homem é, de longe, a melhor cena da trama. Como já citado, a química dos dois é ótima, e a forma como eles criam um relacionamento saudável e duradouro é encantadora – apesar da família de Shirley dizer que a história nunca aconteceu dessa forma.

    Em resumo, Green Book: O Guia não é um filme terrível, não é nem um filme ruim, ele só é simplório demais naquilo que se propõe a tratar. É uma produção que fica no âmbito da filosofia, daquelas que entregam uma “moral da história” no final feliz, e que evita se aprofundar em debates que não pode – ou não quer – sustentar.

     

    Assista ao trailer

    Green Book: O Guia chegou aos cinemas brasileiros em 24 de janeiro. E aí, já assistiu? Deixe seus comentários sobre o que achou do filme e suas opiniões 😉

    StarCon: Doug Jones esbanja simpatia em coletiva de imprensa

    Em sua primeira visita ao Brasil para a convenção StarCon – Os Mundos de Doug Jones, que acontece no próximo sábado (02), o ator Doug Jones participou de uma coletiva de imprensa para falar de seu personagem: Saru de Star Trek: Discovery e também de suas outras marcantes caracterizações no cinema.

    Doug Jones é um ator querido pelos fãs e que durante seus 33 anos de carreira, se tornou um dos fieis companheiros de trabalho do diretor Guillermo Del Toro (seu mais recente filme, A Forma da Água, recebeu 4 Oscar). Jones também é deu vida ao Fauno em O Labirinto do Fauno e Abe Sapien de Hellboy, ambos de Del Toro.

    Sobre a série Star Trek: Discovery, Doug Jones disse encará-la como um desafio e que se vê como um estudante.

    “Quando eu leio os roteiros, eu fico pensando: ‘o que será isso?’. Algumas palavras foram inventadas pela própria franquia. Cada roteiro que eu pego em mãos é como se fosse uma prova final que eu preciso me sair bem.”

    Capitão Kirk ou Capitão Picard? (momento EITA)

    “Amo os 2. Amo o trabalho do ator Patrick Stewart como Jean-Luc Picard, mas eu tinha 6 anos quando Star Trek foi lançado e minha família se reunia para assistir a série, então, prefiro o Kirk, de William Shatner por ser o primeiro Capitão.”

    Em nossa tentativa de conseguir um “pequeno e inocente” spoiler, ao questionarmos sobre quando veremos Saru e Spock juntos, Doug Jones comentou:

    “Na 2ª temporada, Spock só foi mostrado em flashback ainda como uma criança, com apenas a narração como adulto no 2º episódio mas que em algum momento [ele não pode dizer quando], o veremos como adulto.”

    Sobre a nossa pergunta, o ator se esquivou:

    “Haverá mais coisas.”

    E mudou de assunto elogiando o trabalho de Ethan Peck (ator que interpretará o personagem na fase jovem), afirmando que ele representou Spock como ninguém e respeitou todo o legado de Leonard Nimoy.

    Doug Jones ao ser questionado sobre as questões e mensagens políticas e sociais (representatividade e diversidade) que continuam presentes na série, comentou:

    “Não sou um artista politizado nesse sentido, mas vale destacar que em Star Trek: Discovery, homens, mulheres, aliens (outras espécies) são mostrados no mesmo patamar, sem diferenciação no sentido de maior ou menor importância e exposição.”

    Além de Doug Jones, estavam presentes na coletiva de imprensa, Fábio Moura (dublador do Saru), Luiz Navarro (presidente do fã clube Nova Frota) e Marcos Kleine (guitarrista da banda PAD, que tocará no evento de amanhã).

    Fábio Moura (dublador do Saru) e Diego Lima (diretor da dublagem) falaram sobre as dificuldades de adaptarem os termos utilizados na série para o português, e Fábio destacou:

    “Procuro seguir ao máximo as falas e expressões originais pois como só vemos as partes específicas do Saru e não o episódio todo, me baseio no que estamos vendo no momento e nas orientações do diretor.”

    Ainda sobre a dublagem, Doug Jones complementou:

    “Como a estrutura de sua máscara faz com que minha voz saia anasalada, para corrigir isso, eu mesmo sou o responsável por dublar o original.”

    Já Luiz Navarro falou sobre a importância dos fãs para que a Star Con aconteça e destacou que pela primeira vez temos um ator que está na série atualmente participando do evento e comparou isso a trazer Leonard Nimoy (o primeiro Spock) para um evento em São Paulo de 1967, quando a série clássica estava em seu segundo ano.

    Confira na galeria algumas imagens da coletiva:

    StarCon acontece no dia 2 de fevereiro, sábado, no Teatro Eva Wilma, no Tatuapé, em São Paulo, e vai comemorar a estreia da segunda temporada de Star Trek: Discovery, que estreou globalmente na Netflix em 18 de janeiro. Saiba os detalhes do evento na publicação abaixo:

    StarCon: Doug Jones vem ao Brasil para encontro com fãs

    Overwatch: Blizzard revela novo mapa, já disponível no RPT

    A Blizzard Entertainment revelou o novo mapa de Overwatch hoje, na região pública de testes do game. O mapa é conhecido apenas como Paris, e está disponível agora para jogadores de PC, na Região Pública de Teste do game.

    O mapa de Paris, é no estilo de Ataque, que significa que uma das duas equipes terão que ou capturar ou defender dois pontos distantes no mapa. O novo território poderá ser jogado em partidas rápidas e modo de partidas competitivas.

    Em um anúncio oficial, a Blizzard falou que o mapa “tem ruas estreitas e corredores” e locais como o rio Sena, o Cabaré Luna, a Patisserie Galand e a Maison Marat, descrita como “um grande palácio para receber uma festa de gala no coração da cidade“.

    Paris é o primeiro mapa novo a chegar a Overwatch desde Busan, que foi lançado em Setembro de 2018. E também é o primeiro novo mapa de Ataque desde a Colônia Lunar Horizon, que a Blizzard lançou em Junho de 2017.

    A Blizzard ainda não revelou quando o Paris está disponível para a versão comum de Overwatch no PC, PlayStation 4 e Xbox One. A empresa costuma testar o mapa por algumas semanas no RPT antes de lançá-la para todas as plataformas – o que significa que a Blizzard deve lançar seu novo mapa, da “cidade de amor”, perto da data do Dia dos Namorados nos Estados Unidos.

    Esquadrão Suicida 2: James Gunn dirigirá filme para WB e mais

    Em uma época bagunçada para os fãs do Universo DC nas telonas da Warner Bros., não apenas Ben Affleck oficialmente deixou o manto do Batman. Mas a THR também revelou que ninguém menos que James Gunn está em negociação para dirigir Esquadrão Suicida 2.

    Em Outubro, foi revelado que o antigo diretor de Guardiões da Galáxia era a escolha mais que certa para roteirizar o filme, mas agora parece que Gunn terá uma jornada dupla no filme que está sendo descrito não como uma sequência, mas um tipo de reboot da equipe de vigilantes.

    De acordo com algumas notícias, o filme será lançado com o título de O Esquadrão Suicida.

    O filme original de David Ayer – que contou com Margot Robbie como Arlequina e Will Smith como Pistoleiro – foi recebido com o que podemos chamar de reações não tão entusiasmadas da crítica. Mas conseguiu arrecadar $746 milhões de dólares ao redor do mundo, e originou spin-off, Aves de Rapina (E a Fantabulosa Emancipação da Arlequina), em que Robbie dividirá a tela com Mary Elizabeth-Winstead, Jurnee Smollett-Bell e Rosie Perez.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Aves de Rapina: Conheça os personagens mostrados no primeiro teaser

    James Gunn também passou por poucas e boas no último ano, sendo demitido sem cerimônia pela Disney da franquia Guardiões da Galáxia após alguns twites terem ressurgido. Mas o diretor parece estar crescendo novamente; não apenas ele conseguiu o trabalho de diretor de Esquadrão Suicida 2, mas também produziu um filme sombrio de super-herói, Brightburn chegará aos cinemas nos Estados Unidos em 24 de Maio.

    O Esquadrão Suicida tem estreia prevista para Agosto de 2021.

    TBT #5 – Encontros e Desencontros (2003, Sofia Coppola)

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    Estreando aqui no #TBT do Feededigno, trago um longa com grande valor sentimental para mim: Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola. Na trama, a estrela de cinema decadente Bob Harris (Bill Murray) conhece a jovem Charlotte (Scarlett Johansson) em um hotel em Tóquio onde se hospedam. Conectados por suas diferenças e uma latente solidão, embarcam em uma breve e profunda amizade.

    Triste, doce, engraçado. Alguns adjetivos talvez conflitantes mas que definem perfeitamente Encontros e Desencontros. Sofia Coppola atinge aqui um novo patamar em sua carreira diretorial, apenas em seu segundo longa metragem. Seu trabalho com os atores e sua conexão pessoal com a história resultam em um trabalho sensível com qualidades atemporais. O relacionamento entre Bob e Charlotte parece improvável e é justamente disso que se torna tão profundo. Quando se precisa debruçar sobre a trivialidade da vida, sobre os relacionamentos e a condição humana, algumas coisas são mais fáceis ditas a um estranho.

    No aspecto técnico, o filme volta a brilhar. Coppola diz que sempre guarda um livro com referências fotográficas que inspiram seus filmes, e toda a fotografia de Encontros e Desencontros é inspirada em suas passagens por Tóquio. Essa fotografia que sempre explora a imensidão dos espaços de forma a pontuar os personagens como sozinhos, amplificando o sentimento de tédio e solidão que os envolve e aproxima.

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    A cena inicial é inspirada pelo trabalho do pintor John Kacere, e demonstra muitos dos sentimentos de isolamento, tédio e alienação vividos por Charlotte. O ritmo lento do filme é contrastado por momentos de humor latente, que contaram com improvisações de Murray. Outro destaque aqui é a atuação brilhante de Bill Murray, em um dos melhores trabalhos de sua carreira.

    Lançado em 2003, quando eu tinha 15 anos, Encontros e Desencontros foi o primeiro filme fora de circuito comercial padrão que assisti – naquela época o acesso a esses filmes era ainda mais complicado do que hoje, ainda mais para uma adolescente sem computador em casa – e mudou muito da minha percepção e amor pelo cinema. É também o primeiro filme que assisti sabendo que se tratava de uma diretora, o que me abriu as possibilidades de trabalhar com cinema e fazer o que faço hoje.

    Confira o trailer:

    15 anos após seu lançamento, ainda é uma obra brilhante e atual, que me desperta muitas emoções. Fica a recomendação para esta quinta-feira! Assista (ou re-assista) e volte aqui para deixar seus comentários sobre esse maravilhoso filme 😉

    Confira também as indicações anteriores da campanha TBT do Feededigno!