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    4 filmes imperdíveis da década de 40

    Atualmente com a popularidade dos serviços de streamings, infelizmente, há pouco dos filmes mais antigos em seus catálogos e um desses períodos importantes na sétima arte é a década de 40 (1940 à 1949).

    Neste período, a década de 40 os EUA e a grande maioria dos países, principalmente da Europa enfrentavam as duras batalhas da Segunda Guerra Mundial. Durante esse período o cinema era principalmente uma forma de promover a guerra, tanto para os nazistas, quanto para recrutar novos recrutas para os aliados ao Eixo.

    Mas a sétima arte da década de 40 não foi formada apenas de filmes focados na guerra, aqui tivemos um números significante de musicais, 10 anos de obras-primas de Alfred Hitchcock (uma delas nesta lista), de aclamadas animações de Walt Disney e faroestes memoráveis.

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    Vamos à esta curta lista, porém de peso imensurável para o cinema.

    CIDADÃO KANE (1941, Orson Welles)

    Cidadão Kane

    O cinema não seria essa maravilha, se não fosse por Cidadão Kane do jovem Orson Welles, que com apenas 25 anos, dirigiu, produziu, roteirizou e atuou no filme que viria a mudar a história da sétima arte.

    A obra-prima ganhou um Oscar de Melhor Roteiro Original; porém, bem mais do que isso, o longa revolucionou técnicas de fotografia, montagem, direção e narrativa.

    SINOPSE

    Livremente inspirado na vida do milionário William Randolph Hearst, o longa conta a ascensão de um mito da imprensa americana. Charles Foster Kane (Orson Wells) era um garoto pobre do interior quando sua mãe lhe deu para a adoção ficando sob os cuidados de um tutor. Kane então cresce e vira um magnata de um império do jornalismo e publicidade influenciando a opinião pública.

    Leia mais sobre Cidadão Kane.

    CASABLANCA (1942, Michael Curtiz)

    TBT #72 | Casablanca (1942, Michael Curtiz)

    Nós sempre teremos Paris” ou “O mundo está desmoronando e nós nos apaixonamos” – Há 70 anos era iniciada uma grande amizade entre o público de qualquer geração e a história de amor mais famosa do cinema.

    SINOPSE

    Rick (Humphrey Bogart) é dono de um famoso bar localizado em Casablanca, no Marrocos francês, durante a Segunda Guerra Mundial. A cidade é rota de fuga para quem deseja evitar os nazistas, onde passes livres são vendidos por um salgado preço no mercado negro. Neste caótico ambiente, Rick encontra Ilsa (Ingrid Bergman), com quem tivera um amor interrompido inesperadamente há algum tempo, em Paris.

    Leia mais sobre Casablanca.

    A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (1946, Frank Capra)

    TBT #78 | A Felicidade Não Se Compra (1946, Frank Capra)

    O otimismo e a exaltação do estilo de vida norte-americano são marcas registradas da filmografia de Frank Capra. Por vezes exagerado, o diretor ítalo-americano não hesitava um segundo antes de rechear seus longas com mensagens positivas e esperançosas, o que lhe garantiu uma carreira de sucesso numa época tão marcada por conflitos e até mesmo pela Segunda Guerra Mundial. No entanto, foi na obra-prima A Felicidade Não Se Compra que Capra conseguiu alcançar seu melhor resultado, equilibrando o riso e o drama com precisão e realizando um filme simplesmente encantador, capaz de inspirar gerações ao longo de décadas.

    SINOPSE

    Em Bedford Falls, no Natal, George Bailey (James Stewart), que sempre ajudou a todos, pensa em se suicidar saltando de uma ponte, em razão das maquinações de Henry Potter (Lionel Barrymore), o homem mais rico da região. Mas tantas pessoas oram por ele que Clarence (Henry Travers), um anjo que espera há 220 anos para ganhar asas é mandado à Terra para tentar fazer George mudar de ideia, demonstrando sua importância através de flashbacks.

    Leia mais sobre A Felicidade Não Se Compra.

    FESTIM DIABÓLICO (1948, Alfred Hichcock)

    TBT #172 | Festim Diabólico (1948, Alfred Hitchcock)

    Um dos filmes mais aclamados de Alfred Hitchcock, podemos dizer que Festim Diabólico (Rope, título original), fecha com chave de ouro uma década esplêndida para o cinema.

    O longa é uma adaptação da peça teatral inglesa de Patrick Hamilton e conta no elenco com James StewartJohn Dall Farley Granger.

    SINOPSE

    Brandon (John Dall) e Philip (Farley Granger) matam David Kentley (Dick Hogan), um colega da escola preparatória, apenas para terem a sensação de praticar um assassinato e provar que conseguem realizar o crime perfeito. Para desafiar os amigos e a família, resolvem convidá-los para uma reunião no apartamento deles, onde colocam a comida em cima de um baú e dentro do mesmo está o corpo da vítima.

    Leia mais sobre Festim Diabólico.


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    5 elementos aplicados por Matt Reeves em Batman

    O diretor Matt Reeves que reformulou a franquia Planeta dos Macacos é um dos nomes mais comentados do momento; o nativo de Long Island, EUA, se vê diante do maior holofote de sua carreira, em muitos sentidos, a culminação de uma jornada que começou aos 8 anos de idade, quando ele ganhou uma câmera dos pais e começou a fazer filmes estrelados por seus amigos e parentes.

    Hoje vamos abordar a sua visão para Batman, que se consolidou com uma direção sólida, assim como a cinematografia.

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    UMA NOVA ESTÉTICA DE GOTHAM CITY

    A visão de Reeves é explícita, uma Gotham própria. Não chega a ser uma Chicago futurista como nas adaptações do diretor Tim Burton, e muito menos assemelha-se ao visual moderado de Christopher Nolan em sua trilogia. Aqui, a cidade é caracterizada com um estilo nova-iorquino com elementos inspirados na arquitetura da Times Square.

    NEO-NOIR

    Bem comuns nas décadas de 40 e 50, os filmes noir tinham raízes na Segunda Guerra Mundial e refletiam desilusão da época, com uma visão de mundo pessimista. São ambientados em cidades sujas, opressoras e recheadas de problemas sociais. Os personagens são corruptíveis e isso também se reflete no protagonista, que costuma ser violento, individualista e com uma conduta moral questionável.

    Outro traço marcante é a presença da femme fatale, uma personagem com objetivos dúbios e que oscila entre aliada, interesse amoroso e antagonista no decorrer da trama.

    Vários filmes resgataram esse mesmo estilo mais tarde e podem ser classificados como neo-noir, como Chinatown, Taxi Driver, Drive, Sin City e Blade Runner 2049.

    Batman, de Matt Reeves, abraça o neo-noir como um subgênero e traz vários desses elementos na construção da narrativa.

    EXPRESSIONISMO ALEMÃO

    the batman

    Vertente cinematográfica da década de 1920, o expressionismo alemão caracterizava-se pela distorção de cenários, personagens e tipografia, maquiagem características e recursos de fotografia que conferiam maior dramaticidade aos personagens ao mesmo tempo que propunham uma reflexão sobre como os criativos da época viam o mundo.

    Em Batman, apesar de uma roupagem moderna, é possível perceber traços deste movimento nos cenários pouco saturados mas com certo contraste, no visual do personagem que denota dramaticidade e certo desequilíbrio, no cabelo sempre desarrumado e na maquiagem ao redor dos olhos propositalmente colocadas no take, ao mesmo tempo mostrando o fundo necessário para a máscara do protagonista, mas, também, para conferir ares sombrios ao personagem.

    Referências parecidas são encontradas no clássico O Gabinete do Dr. Caligari (1920).

    O NOVO BATMÓVEL

    Batmóvel: Os melhores do cinema e da TV ao longo das décadas

    O diretor Matt Reeves revelou ter inspirado o batmóvel no Plymouth Fury do clássico livro de Stephen King, que também foi adaptado para os cinemas previamente em Christine, o Carro Assassino (1983), que comentou:

    Ele tem que aparecer das sombras para intimidar, então pensei nisso quase como a Christine, de Stephen King. Gostei da ideia do próprio carro como uma figura de terror, com uma aparência animalesca para realmente assustar as pessoas que Batman está perseguindo.”

    Publicado em 1983, Christine conta a história do adolescente Arnie Cunningham. Sem que ele soubesse, seu amado carro, um Plymouth Fury 1958, chamado Christine, foi possuído por forças sobrenaturais sinistras que trouxeram uma aura do mal para a vida de Arnie.

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    A FASE DE DENNIS O’NEIL

    Reeves já falou várias vezes o quanto é fã do Batman detetive, e em uma dessas ocasiões ele exaltou o seu autor favorito no que se refere a esse aspecto específico do Homem-Morcego: Dennis O’Neil, um dos mais importantes escritores do Batman, devido à reformulação que fez com o personagem em um momento crucial.

    Quando O’Neil chegou ao Batman nos anos 70, as últimas duas décadas haviam sido cruéis com o Cavaleiro das Trevas. Graças ao psiquiatra Fredric Wertham e seu livro A Sedução do Inocente, os quadrinhos de super-heróis se viram sob ataque, e assim foi criado o Comics Code Authority, com uma série de restrições. Batman foi um dos personagens mais afetados, já que suas histórias precisavam ser sempre coloridas e simpáticas às crianças.

    Foi Dennis O’Neil, quando o código já começava a perder força, que começou a reinventar o Batman, conferindo-lhe novamente às trevas que lhe caiam tão bem. Além de colocar nas histórias temas importantes como racismo, drogas, guerra e violência urbana, O’Neil colocava sempre um foco no personagem usando seu intelecto para investigar pistas e resolver crimes.

    Matt Reeves nos presenteia com uma adaptação corajosa e criativa de um personagem em seu segundo ano como vigilante. Nos traz uma atmosfera que bebe muito do gênero noir de investigação das décadas anteriores. Ao mesmo tempo que estabelece sua visão para esse universo.

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    Batman chega ao serviço de streaming HBO Max no dia 18 de abril.

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    CRÍTICA – Sentença (1ª temporada, 2022, Amazon Prime Video)

    Sentença é a nova série brasileira da Amazon Prime Video que estreia nesta sexta-feira (15/04). A produção é uma criação de Paula Knudsen com direção de Anahi Berneri e Marina Meliande. No elenco estão Camila Morgado, Fernando Alves Pinto, Lena Roque, Pedro Caetano, Samya Pascotto e outros atores.

    SINOPSE

    Heloísa (Camila Morgado) é uma advogada criminalista que acredita que todos têm direito a se defender, seja lá qual crime a pessoa possa ter cometido. Após anos de experiência, Heloísa conhece bem a complexidade do cárcere e do sistema penitenciário brasileiro. Quando um caso choca o país e a advogada fica responsável pela defesa da suposta assassina, ela se encontra no meio de uma situação delicada que envolve o líder da maior facção criminosa do país e as pessoas que o querem morto. 

    ANÁLISE

    Uma série cheia de nuances e que busca tratar de assuntos polêmicos para os brasileiros, Sentença é o tipo de produção ideal para construir importantes debates na sociedade. Porém, apesar do potencial e do grande elenco, Sentença perde força por uma trama confusa e falta de objetividade. 

    É comum que séries queiram focar em diferentes premissas para dar mais base e desenvolvimento a seus personagens e história. No entanto, quando os assuntos pouco conversam entre si ou não têm a devida atenção, tudo parece “jogado” na tela. A série criada por Paula Knudsen apresenta temas como adoção, comunidade LGBTQIA+, feminismo, maternidade, sistema judiciário e crime organizado. Sendo os dois últimos a verdadeira motivação da série que por si já são bastante complexos para serem explorados. 

    Na trama, Heloísa vivida por Camila Morgado é uma advogada criminalista que aceita defender Dinorá, interpretada por Lena Roque. A mulher foi filmada cometendo um assassinato cruel, mas suas intenções vão além do que Heloisa sabe e para descobrir a verdade, a advogada cria um impasse com o crime organizado. 

    Além disso, Heloísa também precisa lidar com o marido. Pedro (Fernando Alves Pinto) é um investigador e começa a perceber similaridades entre o caso que está investigando e o de Heloisa. O casal também têm um filho adotivo que por vezes não se sente pertencente a família.

    Só esses aspectos já criariam uma potente série de drama, mas Sentença têm ânsia de querer ser mais que seus seis episódios permitem. Para o público leigo, já é difícil entender termos técnicos da advocacia e sistema criminal, e a série também não faz tanta questão de explicar, o que deixa a trama ainda mais bagunçada. 

    Mas, de certa forma, há uma crítica sendo construída na série. O Brasil é extremamente injusto e precário quando o assunto é sistema carcerário, a justiça anda a passos lentos e é pior ainda para as pessoas pobres e negras. Heloísa não é nenhuma heroína, seus métodos se baseiam na justiça e no “inocente até que se prove o contrário”. Logo, Camila Morgado faz uma atuação sucinta e sóbria. 

    Por último, para uma produção com poucos episódios, é estranho que tenha seis roteiristas trabalhando na série. Isso também prova a falta de foco e as diferentes premissas apresentadas. Mas, ainda assim, é uma ótima produção para se ter uma base do sistema judiciário e carcerário brasileiro. Além do que, a ótica de acompanhar uma mulher que cometeu um crime, mas que pode ser inocente, e sua advogada traz uma inversão de narrativa que é muito bem-vinda. 

    VEREDITO

    Sentença traz diferentes assuntos e, ainda que não aborde todos de maneira satisfatória, consegue criar uma ótima história com seu tema principal: a justiça brasileira. O roteiro é por vezes confuso, mas o trabalho de direção cria boas perspectivas.

    3,5  / 5,0

    Assista ao trailer

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    TBT #172 | Festim Diabólico (1948, Alfred Hitchcock)

    O TBT dessa semana relembra um dos filmes mais aclamados de Alfred Hitchcock e podemos dizer que Festim Diabólico (Rope, título original) lançado em 1948, fecha com chave de ouro uma década esplêndida para o cinema.

    O longa é uma adaptação da peça teatral inglesa de Patrick Hamilton e conta no elenco com James Stewart, John Dall e Farley Granger.

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    SINOPSE

    Brandon (John Dall) e Philip (Farley Granger) matam David Kentley (Dick Hogan), um colega da escola preparatória, apenas para terem a sensação de praticar um assassinato e provar que conseguem realizar o crime perfeito. Para desafiar os amigos e a família, resolvem convidá-los para uma reunião no apartamento deles, onde colocam a comida em cima de um baú e dentro do mesmo está o corpo da vítima.

    ANÁLISE

    Nada é tão desafiante quanto um filme que se passa em um só cenário. Tanto para o cineasta, quanto para o público, as produções filmadas em um único ambiente precisam ser criativas e cativantes o suficiente para prender a atenção. Felizmente, Hitchcock entende bem o conceito e aplica em filmes como o famoso Janela Indiscreta, mas é em seu longa menos reconhecido, Festim Diabólico, que o diretor relaciona o conceito com outras incríveis técnicas cinematográficas. 

    O longa enfatiza toda genialidade de Alfred Hitchcock ao criar uma trama com toques de drama, suspense e um humor mórbido. Filmado para dar a impressão de um plano sequência (ou seja, sem cortes), o filme desliza lentamente. Mas, é óbvio que os mínimos cortes acontecem nas transições em que o diretor foca nas costas de um personagem. 

    Isso de forma alguma estraga a experiência, pelo contrário, denota o poder visual que Festim Diabólico tem. Mesmo com planos em profundidade de campo, no qual podemos ver toda ação além dos personagens em primeiro plano, o filme constantemente direciona nosso olhar para o que o diretor deseja evidenciar.  

    Dessa forma, é fácil se interessar pela trama do filme. Um crime perfeito cometido por dois e uma festa com a vítima em um baú. Aqui os rapazes matam seu colega, David; escondem o corpo em um baú e preparam uma festa. Aos poucos os convidados começam a chegar; sendo o pai e a tia de David, assim como seu melhor amigo e sua namorada. Mas é o professor Ruper Cadell, vivido por James Stewart, que percebe algo de errado no comportamento dos garotos. 

    A motivação dos rapazes é simples: queriam saber a sensação de matar alguém. Brandon é extremamente narcisista e arrogante, enquanto Philip percebe no decorrer da festa que cometeu um erro. A teoria de Brandon para o crime surge do próprio Sr. Cadell, para eles o ato de matar seria uma arte reservada a poucas pessoas. Segundo o próprio Brandon, homens superiores estão acima da ética e moral e por isso, poderiam matar homens inferiores. 

    As explicações dos personagens são por si grotescas, mas evidenciam um sentimento comum da alta sociedade de superioridade. Além disso, Hitchcock também mostra que o ato dos garotos são puníveis e constrói uma “moral da história” baseada na justiça. 

    Para mais, Festim Diabólico apresenta uma ótima mise-en-scène, os personagens estão dispostos de maneira tanto a interagir com o cenário, como uns com os outros. Tal como uma peça teatral, o longa busca a dinâmica e os longos diálogos. A falta de ação não é sentida, se o espectador mergulhar fundo na nas questões éticas e morais da produção. 

    VEREDITO

    Com uma estética que mostra o bom gosto dos anos 40, Festim Diabólico é uma grande obra do cinema hollywoodiano. Não apenas sua trama, como também suas técnicas cinematográficas evidenciam o que existe de melhor nos filmes de Alfred Hitchcock.

    5,0 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

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    Vecna: O monstro de D&D e vilão em Stranger Things

    A quarta temporada de Stranger Things é um dos eventos da Netflix mais esperados dos últimos anos. Após seus adiamento relacionado à COVID, um trailer finalmente foi lançado e nele, somos apresentados a novos detalhes e o vilão, Vecna, que me fez lembrar das partidas de Dungeons & Dragons. Uma das maiores ameaças presentes no mundo de D&D, conheça a história do monstro e sua adaptação para a série.

    D&D E STRANGER THINGS

    Vecna

    Desde a primeira temporada, vemos como D&D tem uma influência na vida de Mike, Dustin, Lucas e Will. Os quatro amigos passam então a entender melhor aquele mundo em que estão inseridos com a ótica de jogadores de D&D, e dá nome aos inimigos que enfrentam baseados em D&D – mesmo que aquele mundo não respeite as regras do famoso RPG.

    A forma de Mike, Dustin e Lucas lidarem com o desaparecimento de Will durante a primeira temporada, nos lança no que parece ser uma enorme campanha de RPG – tendo levantado até teorias dos fãs -, mostrando que a influência do RPG vai muito além dos nomes das criaturas.

    Um dos pontos que mais corroboram com a teoria, é a vontade de Will jogar D&D ao longo da terceira temporada, sem perceber que está inserido em uma campanha, atribuindo a cada um dos jogadores uma classe diferente.

    NASCIMENTO E HISTÓRIA DE VECNA

    Vecna é também conhecido como o Sussurrador, o Rei Imortal, e o Senhor da Torre Apodrecida. Como um dos adversários mais proeminentes, ele é um dos vilões mais poderosos da franquia, se mostrando poderoso mesmo após sua morte. Vecna nasceu como um humano, há muitos séculos, e foi treinado nas artes místicas por sua mãe, que pouco tempo depois foi executada por praticar feitiçaria. Após jurar vingança, se tornou um mestre das arte negras, se tornando o primeiro mortal a alcançar esse nível de poder.

    Alguns dizem que esse nível de poder foi possível de ser obtido apenas após ele ter tido treinamento da personificação da magia arcana em si, na forma de Mok’slyk, a Serpente. Quase mil anos depois de seu nascimento, agora era um lich e governante do terrível império do vale Sheldomar.

    Segundo as lendas contam, Vecna quase morreu no combate contra a manifestação do deus da luz, Pholtus, que foi invocado por clérigos, na forma de uma onda de luz que destruiu quase toda a parte esquerda de seu corpo – mas ainda sim, ele sobreviveu. Após a dominar a cidade de Fleeth, o vilão massacrou todos na cidade e empilhou suas cabeças, poupando apenas os oficiais que lutaram contra suas forças.

    No ápice do seu império, Vecna foi traído e destruído pelo seu mais confiável tenente, o vampiro Kas o Mão Sangrada, usando uma espada mágica que o próprio mestre tinha criado para ele. Somente sua mão esquerda e seu olho sobreviveram ao combate. Mas o vilão não se manteve assim por muito tempo, ele se reergueu como um semideus da magia. Pouco tempo depois, seu culto o ajudou a dar início à uma série de eventos que lhe dariam o poder de um deus superior, mas seu plano acabou por falhar.

    Após sua derrocada, Vecna foi aprisionado em Raveloft, mas se libertou mais tarde, emergindo com o poder de um deus superior após absorver o poder da luz.

    PODERES DE VECNA

    A mão e o olho de Vecna: Após sua derrota, o vilão se torna uma alma e começa a usar sua mão e olho (seus únicos vestígios físicos). Agora, quem possuir sua mão, automaticamente se torna maligno e poderoso.

    Quando foi aprisionado em Raveloft, apenas seu olho e sua mão ficaram no plano terreno, e se tornaram a única forma de fugir. E assim, ele passou a usá-los para controlar quem os possuía, concedendo super-força, controle de mentes e até mesmo o poder de abrir portais.

    VECNA E STRANGER THINGS

    Vecna
    Não que tenha alguma ligação, mas acredito que Max será a portadora do olho e da mão de Vecna no mundo real.

    A adaptação dos personagens de D&D para Stranger Things costumam sofrer algumas alterações em relação à seu material fonte. O personagem que dará nome ao segundo episódio da quarta temporada, intitulado “A Maldição de Vecna“, deve contar mais segredos do personagem e qual a sua ligação com a história da Guerra Fria e os experimentos de Hawkins.

    É de se esperar que Vecna tente dominar a realidade ao longo da 4ª temporada, só que antes de obter êxito em sua empreitada, o pesonagem precisará influenciar humanos a fim de fugir do Mundo Invertido.

    Vecna

    Algo que nos faz acreditar que seu plano já teve início, é o teaser liberado, intitulado “Casa do Creel”. O teaser nos apresenta uma tragédia que nos remete até ao incidente de Amityville, no qual o pai, Victor Creel (Robert Englund), mata sua mulher, e seus dois filhos. Segundo ele, os assassinatos foram realizados por uma entidade “sobrenatural” e “vingativa”, que reside em sua mansão.

    Confira o teaser abaixo:

    Com a quarta temporada ambientada em 1986, Victor Creel é mostrado em um hospital psiquiátrico, enquanto sua mansão está abandonada. Tudo nos leva a acreditar que a Mansão Creel será o epicentro da temporada, e levará nossos protagonistas e suas missões em busca do portal e do amuleto de Vecna.

    A primeira parte da quarta temporada de Stranger Things será lançada no dia 27 de maio, e a segunda será lançada no dia 1º de julho.

    Confira o trailer da série abaixo:

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    CRÍTICA – Outer Range (1ª temporada, 2022, Amazon Prime Video)

    Outer Range é a nova série da Amazon Prime Video com estreia no dia 15 de abril. A produção é uma criação de Brian Watkins e produção executiva de Josh Brolin e Brad Pitt. Além de Brolin, também estão no elenco  Lili Taylor, Imogen Poots, Tamara Podemski, Lewis Pullman, Tom PelphreyWill Patton.

    Confira abaixo a nossa crítica sem spoilers sobre a produção.

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    SINOPSE

    A trama gira em torno de Royal Abbott (Josh Brolin), um fazendeiro que luta por sua terra e família, que descobre um mistério insondável à beira do deserto de Wyoming. Uma história emocionante com um mistério sobrenatural, Outer Range examina como lidamos com o desconhecido. 

    ANÁLISE

    Com uma estética western e uma trama sobrenatural, Outer Range se destaca por fugir do convencional. A nova produção da Amazon Prime Video está disposta a reinterpretar a figura do cowboy e mais precisamente atribuir um novo tipo de história ao visual do oeste americano. Para mais, sua direção evidencia uma paisagem magnífica e hipnotizante. 

    Outer Range é uma série difícil de colocar em um só gênero, o drama e o suspense estão ali, mas seus tons de sci-fi é o que traz a essa produção uma cara totalmente original. Na história, Royal Abbott vivido por Josh Brolin – o ator volta às séries após 20 anos de seu último trabalho televisivo – é um fazendeiro, ele e a família estão lidando com o desaparecimento da nora Rebecca. 

    Além disso, uma enigmática jovem, Autumn (Imogen Poots), monta acampamento nas terras dos Abbott com algumas intenções por trás. Mas, não para por aí, para o desassossego da família, os Tillersons (os ricos proprietários de rancho vizinho) desejam tomar uma parte de suas terras. Contudo, o verdadeiro problema vêm à tona com a chegada de um misterioso vazio negro no pasto oeste dos Abbotts.

    Outer Range pode parecer uma série cheia de premissas que por sí já bastariam, mas cada problema enfrentado gira em torno do buraco que surge na fazenda. O interessante na produção não é apresentar soluções ou respostas para o que está acontecendo, mas inspecionar como os personagens lidam com o desconhecido. 

    CRÍTICA - Outer Range (1ª temporada, 2022, Amazon Prime Video)

    Dessa forma, a série de Brian Watkins é muito mais uma ficção científica realista sobre o que está acontecendo no “aqui e agora”, do que uma ficção que busca se basear no extraterrestre. As reações dos personagens frente aos acontecimentos é mais importante para a trama do que o próprio mistério, isso porque a série busca criar verdadeiras relações entre aqueles personagens. 

    Para isso, o elenco se mostra afiado criando interações intensas que dão todo o peso dramático à série. Lili Taylor, que vive a matriarca da família Cecília Abbott, Imogen Poots como a misteriosa Autumn e Tamara Podemski como a determinada Sheriff Joy são alguns dos destaques da produção. Sendo personagens femininas, em um contexto de velho oeste, elas precisam sempre reafirmar suas posições, especialmente Sheriff Joy, como uma mulher queer e indígena. 

    Josh Brolin também faz uma grande reestreia nas séries. Seu personagem é um homem da família e não mede esforços para proteger os seus. Porém, seu jeito explosivo e fechado mostram que há muito em seu passado. Da mesma maneira, Will Patton está potente em seu personagem, pois Wayne Tillerson é um homem perigoso e ganancioso. A rixa entre os dois personagens explora a base do western de conflitos por terras e ego entre homens. 

    Outro ponto que se destaca nessa trama é a produção. Com paisagens deslumbrantes, a direção de Outer Range aposta em planos abertos e movimentos horizontais para evidenciar a grandeza do oeste. Isso dá a série um tom de “além do que nossos olhos enxergam”, o desconhecido permanece oculto pela paisagem, mas a espreita. 

    VEREDITO

    Outer Range é o tipo de série para mergulhar de cabeça e criar novas teorias a cada episódio. Com uma produção assertiva no cenário e um roteiro que dispensa o óbvio, é fácil se envolver com os problemas da família Abbott. Dessa maneira, Outer Range entrega um western moderno e fascinante.

    4,5  / 5,0

    Assista ao trailer

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