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    CRÍTICA – ‘Resident Evil Requiem’ uma carta de amor escrita em sangue

    Requiem é uma palavra cujo significado é uma prece feita aos mortos para um descanso. Ao longo do tempo foi utilizada na música como a composição em dó menor de Mozart, no cinema como em Réquiem Para um Sonho (2000). Em 2026 vemos essa palavra se conectar a uma das franquias mais famosas dos games com Resident Evil: Requiem

    O jogo desenvolvido pela Capcom foi um dos indicados na categoria de Jogo Mais Aguardado da última edição do The Game Awards. Essa espera acabou no dia 27 de fevereiro com seu lançamento ocorrendo para todas as plataformas de nova geração.

    A história do nono título da franquia Resident Evil é sobre a agente do FBI Grace filha de Alyssa Ashcroft, uma das protagonistas de Resident Evil Oubreak e File 2. Durante seu trabalho investiga uma série de mortes relacionadas a uma doença misteriosa e o assassinato da própria mãe. Por outro lado, o agora agente da DSO Leon Kenedy também segue as mesmas pistas procurando não apenas a solução desse enigma como para uma questão particular. 

    Acredito que Resident Evil Requiem é uma combinação entre uma experiência de um videogame com muitas camadas de um bom filme de terror e isso torna este capítulo um dos grandes dessa franquia histórica.

    Esse lado mais cinematográfico não é pela questão visual que realmente é muito bonita, mas nuances na jogabilidade como é no caso da Grace. Pela primeira vez em muito tempo temos uma protagonista que tem medo, refletindo em suas ações no jogo com o tremor das mãos ao mirar sua arma, enquanto corre ou seu gestual hipervigil.

    Isso leva a imersão, cria tensão e a nível de narrativa fica mais interessante por ser uma final girl que enfrentar o horror apesar do que sente. Esse aspecto é muito interessante porque inconscientemente isso vai nos engajar em avançar na história que melhora a cada capítulo.

    Resident Evil: Requiem e a culpa dos seus protagonistas 

    Ainda sobre enredo o que mais pude refletir sobre os protagonistas, até mesmo os vilões, é como esses personagens estão se relacionando com a culpa. Nesse ponto, evitando spoilers, quem chama muito à atenção é o Leon quando retorna ao cenário do horror que moldou o seu futuro. 

    Chegar à delegacia, encontrar o local bem conservado por si é nostálgico pelo tempo que passamos resolvendo puzzles, realizando descobertas e conhecendo personagens corajosos. Entretanto, ganha outra profundidade quando vemos o Leon explorando, se desculpando com mesas vazias e pessoas que ele não conseguiu ajudar.

    Veremos isso também acontecer com a Grace, suas descobertas e até com Victor Gideon sendo esse caso algo conectado a acontecimentos muito maiores na trama. Acredito que esse é o jogo de Resident Evil que melhor aproveitou a profundidade de seus personagens para enriquecer a história. 

    Em Primeira ou Terceira Pessoa, uma jogabilidade ótima

    Se tratando de jogabilidade é uma combinação de algumas mecânicas encontradas em capítulos anteriores e, para a minha surpresa, funcionam de uma forma bem harmoniosa. 

    A primeira que temos de início é escolher a visualização em primeira ou terceira pessoa para Leon e Grace. Mas o que agrada é a possibilidade de usar uma perspectiva para ambos os personagens ou configurar individualmente. Resident Evil sempre usou apenas um campo de visão em seus jogos e poder optar é muito agradável para a experiência se moldar ao usuário. 

    O combate é bem divertido, segue o que já conhecemos na utilização de armas, cura e a novidade é a janela de aparagem. Com Leon, podemos aparar de infectados com seu machado, sendo importante afiar o objeto que também se torna uma ótima arma corpo a corpo. 

    Enquanto com o ex-policial da R.P.D. temos mais ação, com Grace a vivência é puramente terror, algo mais furtivo e escolhendo seus confrontos com cuidado. Neste ponto temos uma mecânica muito semelhante ao primeiro título da franquia que, além dos confrontos, temos pouco espaço de inventário e salvamento limitado às fitas de tinta. 

    A experiência de descobrir os mistérios é excelente porque sempre remete a um jogo anterior como, por exemplo, realizar quebra-cabeças para recolher cristais que abrem uma porta igual nos primeiros capítulos da franquia. Apesar de ter puzzles divertidos, ainda carece de algum desafio mais elaborado, mas consegue ser divertido.

    Um final não tão alternativo

    O que não me agradou tanto foi o conceito de realizar dois finais porque ao seguir para a conclusão alternativa soa mais como uma falha na missão do que uma escolha que gera uma consequência. Entretanto, os acontecimentos no desfecho da história são muito satisfatórios.

    Resident Evil: Requiem definitivamente é um dos grandes jogos de 2026 porque abraça a nostalgia de forma diferente, em jogabilidade que explora tudo que a desenvolvedora já criou e uma história que consegue contar sobre mundo e seus personagens de forma bem coesa. 

    Confira o trailer de Resident Evil: Requiem

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    CRÍTICA: ‘People of Note’: Um RPG Musical mágico! 

    People of Note é um RPG por turnos bem diferente, aqui temos um RPG Musical por turnos. Curioso, né? E por causa disso eles já tinham minha total atenção quando vi seu anúncio.

    Ele foi desenvolvido pela Iridium Studios e publicado pela Annapurna Interactive. Sendo lançado oficialmente no dia 7 de abril de 2026 para PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2. Agradecemos a Annapurna pelo envio de uma chave de Nintendo Switch 2.

    No jogo controlamos Cadence, ou melhor, Cadência, pois o jogo está localizado com legendas em PT-BR e que trabalho sensacional da localização, viu? Temos diversas palavras com coisas que fazem sentido para nós brasileiros. Tipo um drinque que termina com pagodinho e outros muitas sacadas bem geniais.

    Em inglês também terá referências, por exemplo, uma loja lembrando o nome da banda 3 Doors Down ou a banda de k-pop Girls Generation. Esses pequenos detalhes são muitos legais!

    A história é voltada para a nossa protagonista, ela é uma cantora solo de pop e seu sonho é vencer o concurso Dignas de Nota. Porém, durante a primeira fase onde tentamos pelo menos estar dentro do concurso já descobrimos que a realidade do showbiz é um tanto cruel. Depois de refletir e passar pelos primeiros momentos, ela compreende que não conseguirá sozinha e parte na busca por sua party.

    Estamos falando de um RPG, né? Bora montar uma banda com a nossa equipe! 

    Visitaremos outros locais que tem outros estilos de gênero musical em seu território como rock clássico, metal, punk, etc. Conforme avançamos tudo vai muito além do estrelato, um concurso famoso e reunir uma banda. Algo está errado e pessoas misteriosas querem reunir certas chaves que podem abrir um segredo antigo.

    Acredito que depois daqui fica mais interessante de você descobrir jogando.

    Visuais incríveis, videoclipes, músicas boas e personagens marcantes

    People of Note e seus personagens carismáticos

    Os personagens são bem construídos, cativantes e geralmente se encaixam nos seus gêneros musicais, algo como acham que um rockeiro seria ou algo assim. Porém, faz muito mais sentido porque Nota é regida por música, cada local tem seu próprio gênero, como uma cidade do pop, cidade do rock, etc.

    A primeira vista a Cadência parece uma pessoa simples querendo viver seu sonho no estrelato. Mas conforme avançamos outras coisas importantes tornam a jornada ainda mais densa e interessante.

    Visualmente o jogo é lindo, lembra alguma mistura entre Arcane e Guerreiras do K-POP, a vibe do jogo acompanha bastante o segundo exemplo. Eventualmente veremos um clipe com música sobre a parte que estamos do jogo, e essas músicas ficaram na minha mente, são bem legais e vai além da conversa padrão do jogo.

    A interação é feita por PNGs que mudam de expressão conforme a conversa rola em balões de fala, mas os momentos dos clipes de músicas são bem marcantes.

    Já que é um RPG Musical, a música tinha que se destacar mesmo e elas são muito boas.

    Um combate musical

    Em People of Note combate e música estão lado a lado

    O combate do jogo é um diferencial por misturar os combates por turnos com as músicas. 

    Aos que gostaram de turnos como Clair Obscure, Mario RPG, Paper Mario, Sea of Stars e afins onde atacamos e usamos botões pra reagir ou melhorar nossos ataques, vocês estão em casa. Quando atacamos ou curamos temos que acertar as notas clicando no botão de ação do game, no Switch 2 é o A, acertando o aro perfeitamente teremos um perfeito, mas também é possível tirar bom, ok e ruim.

    Isso influencia na quantidade de dano causado ou na quantidade de cura que conseguimos. Precisamos sincronizar a batalha entre nossos personagens para sermos mais efetivos, as condições das batalhas podem mudar com o gênero musical que estamos tocando e os bosses podem adicionar mais dificuldades nessas batalhas. Como reduzir nossas ações, diminuir nosso dano e mais. 

    Colocando o som no volume máximo

    Outro elemento importante é o mashup, bom, estamos reunindo uma banda onde cada personagem tem seu estilo, vamos misturar isso e trazer algo novo, logo quando a barra de especial (mashups) dos personagens estão cheias eles podem fazer uma mistura de gêneros musicais em um ataque mais forte. 

    Algo que afeta nossa performance em combate é que conforme vamos avançando e evoluindo nosso personagem, podemos mudar equipamentos e habilidades. Também é possível você personalizar a dificuldade do jogo para que fique mais acessível.

    Uma coisa que hoje em dia pode incomodar algumas pessoas é a necessidade de farmar, pra falar a verdade é muito normal em RPGs no geral, acho difícil acertarem pra contornar isso, mas alguns jogos conseguem. Acontece que em People of Note talvez você precise das batalhas aleatórias as vezes. E calma, não temos encontros aleatórios. 

    Na real, vemos os inimigos no mapa e a batalha só começa quando encostamos neles, mas temos um botão no controle para começarmos uma batalha aleatória a qualquer momento. Isso te ajuda a grindar rapidamente, já que tem, fico feliz que funciona num click, ainda mais sendo opcional.

    Em People of Note combates são muito divertidos

    É possível farming em jogo de música?

    Na minha experiência pessoal aconteceu o seguinte.

    Fui seguindo a minha gameplay para frente e fazendo todas as batalhas no caminho, os puzzles e os extras que encontrei, também troquei equipamentos e habilidades. Porém, em um determinado chefe, cheguei com cerca de 60-70 de vida e ele com 400 de vida, mesmo tirando muito dano, perdi algumas vezes no mesmo momento, foi então que decidi farmar alguns níveis para ter uma vida um pouco maior para sobreviver um tempo a mais.

    Então, é um recurso opcional, mas nem tanto? Estanho de explicar isso. Eu cheguei a farmar uns 3 níveis só, não demorou muito, mas pela quantidade de repetição deixei um vídeo rodando de fundo até acabar.

    Finalizei com cerca de 100 de vida e já foi possível passar o meu desafio, daí senti que tinha um nível mais equilibrado até pra avançar, encontrei novos chefes com até um pouco mais de 400 de vida e foi possível passá-los, daí em diante não farmei mais.

    Acredito que quando esse recurso se apresentar pra vocês no jogo seria interessante testar um tempo, pra que você fique um pouco mais forte para o que vem por aí. Lembrando que essa parte é muito pessoal de como jogo, joguei no modo equilibrado/normal e pode ser que para você nem aconteça isso.

    O delicado de se falar sobre farm, é que é comum entre RPGs, mas as empresas vêm buscando formas de melhorar essa experiência, só de não ter encontro aleatório já é uma baita vitória, além de recursos modernos e que tornam o jogo bem divertido como um todo.

    Ambientação

    Em People of Note cada região é um gênero musical

    O game apresenta uma ambientação muito boa e gratificante com um mundo variado, conta com diversos locais diferentes, inimigos temáticos de cada região, culturas únicas em cada local, progressão de desafios, além das batalhas o game conta com puzzles em alguns momentos. 

    Fiquei sempre animada e ansiosa pra ver qual seria a próxima área, o próximo personagem e quando veria mais uma música nova apresentada pelos nossos protagonistas.

    Importante: interaja com todos os corginhos, aqui eles são Acorgeãozinhos, eles são muito fofos e só isso que importa!

    Vale a pena?

    Eu amei essa experiência, achei um bom game e que arrisca ser diferente, ainda mais quando falamos em RPG por turnos hoje em dia.

    As músicas, o estilo artístico, a localização, o combate e etc tudo encanta. O que pode te ajudar a decidir é uma demo de mais ou menos uma hora e meia disponível para você jogar na Steam. Esse é um indie bem charmoso para amantes do gênero, como eu, sendo um prato cheio para quem buscar conhecer um jogo diferente esse ano!

    Você pode adquirir por R$90 na eShop, um valor bem abaixo do que vemos por aí nos lançamentos. Acho que vale a pena e, caso você não possa comprá-lo agora, coloque-o na wishlist para ser avisado quando entrar em promoção. Não deixem esse jogo passar!

    Confira o trailer de People of Note

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    CRÍTICA: ‘Pokémon FireRed’ e ‘LeafGreen’ são nostálgicos e mostram como Kanto marcou gerações, mas…

    A Nintendo e a The Pokémon Company anunciaram a volta de Pokémon FireRed e LeafGreen para o Nintendo Switch e Switch 2 em 2026. No dia em que a franquia cravou os seus 30 anos, 27 de fevereiro de 2026, tivemos a Pokémon Presents; o jogo foi finalmente liberado, a décima geração foi anunciada com localização oficial em PT-BR e diversos outros anúncios foram feitos. 

    Nesse dia, recebemos uma chave de FireRed e uma de LeafGreen para jogarmos aqui em equipe e buscarmos a possibilidade de completarmos a Pokédex de cada um. Agradecemos à Nintendo pelo envio e agora “bora” conversar sobre como foi essa volta a Kanto.

    Nostalgia é uma moeda forte!

    FireRed

    Revisitar Kanto nesses jogos realmente dá uma saudade, sabe? Olha, preciso dizer que não tive um GB, um GB Color ou sequer um GBA ou GBA SP, mas alguns colegas da época da escola tinham; lembro de vê-los jogando Pokémon e Zelda.

    Então, apesar de ser nostálgico, por gostar do anime e ter um pequeno contato com os jogos, cresci sonhando em fazer parte dessa comunidade algum dia. Em 2019, peguei o Nintendo Switch emprestado de um amigo; com outro colega, consegui o Pokémon Let’s Go e joguei muito.

    Eu sei, Let’s Go é um tanto criticado pela mecânica do Pokémon Go, mas eu também jogava esse na época e acabei gostando muito. Foi uma experiência boa zerar pela primeira vez um jogo de Pokémon em um console atual pra época; era muita novidade, sabe? E em 2023, eu finalmente comprei o meu Nintendo Switch OLED; comprei usado de um conhecido e foi uma compra sem arrependimentos!

    Eu finalmente podia ter o meu novo console com Pokémon e joguei diversos títulos. Mesmo que depois de muito tempo, eu finalmente fiz parte da comunidade. Pela primeira vez troquei Pokémon com amigos, fui a um evento e resgatei um código que me deu um Shiny, entre outras atividades que fazem dessa comunidade o que ela é.

    E é por isso que eu digo que nostalgia é uma moeda forte. Vou explicar melhor.

    Eu acredito que foi legal ver o anúncio da volta de FireRed e LeafGreen. Nem tudo precisa ser realista, com mapas gigantescos, missões secundárias brilhando a perder de vista no minimapa, etc. Eu gosto da Pixel Art de Pokémon, das músicas e de jogar com calma cada batalha, só que tem um porém.

    Precisamos falar sobre o Snorlax na sala

    FireRed

    O Snorlax na Sala é o preço de cada jogo e a falta de tratamento neles. Sim, é legal ver esse jogo voltando. Finalmente muitas pessoas poderão jogá-lo direto em seus consoles atuais e que, assim como eu, desistiram da compra de um GameBoy de qualquer versão e da compra do cartucho original da época. Vocês já viram o preço de jogos retrô quando eles viram item de colecionador, “hobby de luxo”, e quando se trata de um título de Pokémon? Sim, dependendo do estado de cada um desses, o custo será de um salário mínimo pelo GameBoy, talvez mais se você decidir modificá-lo com tela, entrada USB-C, etc. E talvez uns dois ou três salários aí na sua fitinha sonhada com caixa, manual e num estado perfeito.

    Eu desisti dessa coisa de colecionismo por isso. É surreal para quem mal podia ter um console, mas que hoje tem condições melhores para ter um console atual. Eu ainda tô pagando em duras parcelas o meu Nintendo Switch 2 e olha que é muita coisa (e irresponsabilidade também, fazer o que, né?).

    FireRed

    Só que não é por isso que é realmente justo R$ 120 por cada jogo. E sabe aquele meme “vai ficando pior”? Então, se você gostaria de jogar em PT-BR, não tem. Nem é surpresa, mas se você comprou em Inglês, mas gostaria de jogar em Espanhol, você precisa comprar de novo; não dá para trocar o idioma.

    Estamos em 2026, a era da tecnologia, tanta tecnologia que já tá até difícil viver sem. Eu acho que nem sobrevivo sem internet. Exagerei um pouquinho, pois já passei três anos sem internet e tô aqui, mas brincadeiras à parte, não podemos trocar nossos Pokémon de forma online, apenas local. A notícia boa é que durante o evento anunciaram o suporte do Pokémon Home para depois e isso me animou bastante.

    Eles também não receberam um tratamento em si. Geralmente, quando um jogo clássico retorna, ele vem em uma coletânea, com melhorias de vida e melhorias visuais, tipo o Rayman, que recebeu uma edição com várias versões do seu primeiro jogo, e o Super Bomberman, que recebeu uma coletânea com sete jogos, com mais localizações, incluindo o nosso idioma PT-BR, modo de jogo novo, possibilidade de salvar, carregar e retroceder.

    Eu sei, nem todo mundo liga para essas adições de salvar, carregar e retroceder, pois gostaria de jogar do jeitinho clássico, certo? Sim, sim, mas está lá para quem quiser e estamos falando de um jogo que já fez seu nome há muito tempo.

    Então, eu acho complicado R$ 120 por cada jogo e eles não terem certos tratamentos que você esperaria de um clássico retorno, entendem? Eu amo LeafGreen e FireRed, eu quase chorei rejogando, agradeço de verdade por ter acesso a isso hoje em dia, mas é complicado defender. Não seria um absurdo se cada jogo custasse R$ 60 ou se fizesse parte mesmo da assinatura do serviço online da Nintendo.

    Nem tudo é notícia ruim!

    E olha, precisamos elogiar duas coisas, pois nem tudo precisa ser ruim e de reclamações, calma. As versões atuais desses clássicos incluem novidades, pois sabem aqueles eventos de que você só podia participar presencialmente, indo com sua fitinha e seu console até o local para poder capturar um Pokémon raro, shiny ou lendário?

    Eu nunca tinha ido a um, né? Acredito que vocês brasileirinhos também não, afinal esses eventos não aconteciam por aqui, sabe? Então, nessas versões podemos capturar Ho-oh ou Lugia; também podemos ir atrás do Deoxys, que pode estar na sua forma de ataque ou de defesa dependendo da sua versão do jogo. Eles estão disponíveis após você vencer toda a E4.

    E uma coisa que não posso deixar de citar, já que escrevo esse texto depois do meio de março, né? Sim, um tempão após o lançamento. Ai, que saudade de ser criança pra jogar sem se preocupar com deveres de adulto, né? Eu sei, você também sente falta.

    Recentemente, a Nintendo anunciou um reajuste de preço para todas as modalidades da sua assinatura online aqui no Brasil e esse reajuste abaixou um pouco o seu preço.

    Com o reajuste, ficou dessa forma

    FireRed
    • Plano Individual + Pacote Adicional de 12 meses: de R$ 299 para R$ 279;
    • Plano Familiar + Pacote Adicional de 12 meses: de R$ 469 para R$ 439;
    • Plano Individual de 12 meses: de R$ 120 para R$ 109;
    • Plano Familiar de 12 meses: de R$ 219 para R$ 194.

    OBS: eu escrevi antes da notícia do reajusta de preços da Nintendo e sim, também tivemos uma leve redução em seus valores!

    Como tudo tem subido de preço no mundo dos jogos e estamos sempre ouvindo falar de reajuste de assinatura, console e de jogos para preços ainda maiores, eu fiquei genuinamente surpreso com essa novidade. Espero que em algum momento também tenhamos algo assim para os preços de jogos First Party, mas isso é papo de esperança e 2026 só está começando, então vamos aguardar.

    Conclusão

    Rever aquela animação do Gengar enfrentando o Nidorino foi marcante. Como já disse antes, nostalgia é uma moeda forte, bate no bolso e na alma, não tem outro jeito de dizer isso.

    Pokémon FireRed e LeafGreen são incríveis, ótimos jogos e diversão pura. Talvez seja complicado para os viciados em acelerar os jogos, principalmente para aqueles que, antes de dormir, estão presos ao “doomscrolling” dos vídeos curtos, vendo apenas 5 segundos de cada um sem absorver nada. É uma crítica mesmo, não adianta chamar esses clássicos de lentos se você não consegue ler duas frases e esperar uma animação de três segundos acontecer na sua tela, meu amigo!

    Crítica feita, eu acho sim que são jogos incríveis. Não tem como não elogiar FireRed e LeafGreen; são ótimos jogos de verdade, valem ser jogados pela primeira vez ou redescobertos em 2026 numa visita à sua nostalgia. Os contras ficam para o que eu já citei lá em cima: não são baratos, não trazem localização em PT-BR e não temos como trocar os Pokémon a distância.

    Então, se você concorda com tudo o que foi dito aqui, você já consegue decidir pelo sim ou pelo não à sua volta a Kanto. E eu só desejo que você se divirta bastante! Boa jogatina!

    Confira o trailer do lançamento:

    Acompanhe as lives do Feededigno no Youtube.

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    CRÍTICA – ‘My Hero Academia: All’s Justice’ evolui fórmula de antecessor e nos leva ao fim da jornada

    Um dos pontos mais difíceis de games de anime é finalizar os arcos de suas histórias. Seja pelos inúmeros títulos de Naruto produzidos pela CyberConnect2, e pelas diversas cópias de outras franquias nos anos que se seguiram. Por isso, eu talvez tenha desenvolvido uma ojeriza particular em relação ao gênero. My Hero Academia: All’s Justice talvez tenha chegado para acabar com esse sentimento, ou melhor, esse amargor em relação ao gênero.

    Tendo sido uma grata surpresa por como nos apresenta e nos ambienta à sua história, mergulhamos na jornada não apenas do protagonista. Acompanhamos também toda a turma 1-A, outros heróis e também vilões icônicos da franquia no arco final da guerra entre heróis e vilões. Ao nos apresentar a história de maneira episódica, acompanhamos não apenas um, como os muitos lados deste combate. Ele vem escalando desde o primeiro episódio do mangá.

    Diferente do ponto de vista único presente em outros games do mesmo gênero, All’s Justice nos apresenta conhecer ou revisitar a história. Isso é feito a partir do POV de diversos personagens, sejam eles heróis ou vilões.

    O game pode parecer por vezes como uma amálgama de elementos. Eles fizeram com que os games de luta de anime se tornassem o que são hoje. Mas ouso dizer que ele faz um belo uso de dinâmicas como tag team.

    Modos de jogo e Jogabilidade

    My Hero Academia: All's Justice

    Em um primeiro momento, My Hero Academia: All’s Justice nos lança em uma réplica do mundo atual, mas em um mundo virtual. Nos permitindo simular a vida de um herói em treinamento da U.A. Isso nos dá liberdade para explorar os distritos da cidade, interagir com outros heróis e por fim, cumprir missões variadas. Seja ajudando os habitantes daquele mundo virtual, como também auxiliando os heróis que Midoriya admira tanto.

    Os modos de jogo presentes na história variam desde o Modo História, até o modo Versus e Team Up Mission. Há também o Hero’s Diary e as Archives Battle Mode.

    O último pra mim, talvez seja o mais divertido. A parte do free roam pela cidade dentro desse mundo virtual acaba sendo bem maçante quando passamos muitas horas investidos no game. Por outro lado, o combate talvez seja o ponto alto.

    Permitindo explorar bem a jornada dos nossos personagens, ouso dizer que Midoriya seja o menos desinteressante aqui. Bakugou por outro lado, talvez seja um dos mais divertidos de jogar. Outros que são muito roubados são Tokoyami graças a seu modo Rising. Ele nos permite atacar sem dar chance dos inimigos defenderem. Já Tomura Shigaraki possui algumas vantagens em relação a outros adversários. Ele permite cancelar golpes de maneira muito rápida, e nos permite causar danos altíssimos.

    Acho que o personagem mais improvável desta lista é Koji Koda. O personagem tímido e quieto pode ser um dos mais roubados. Isso pois os projéteis lançados por ele (seus pássaros) têm 100% de prioridade. Ou seja, eles cancelam e atravessam qualquer ataque inimigo, até mesmo especiais.

    As possibilidades de tag team são incríveis e variam desde ataques em equipe, defesa e interrupção de combo, até ultimates poderosos em equipe. O cuidado da Byking ao nos apresentar esta história e nos fazer sentir imersos nessa jornada vão além de nos proporcionar um combate satisfatório.

    História

    My Hero Academia: All's Justice

    A história de My Hero Academia: All’s Justice gira em torno do arco Guerra Final. Que mostra a batalha entre o All for One e os alunos da U.A. É brilhante ver aqui uma diferença de outros games da franquia My Hero Academia. Agora, no arco final, Midoriya é capaz de dominar completamente o One for All. Bem como as habilidades dos portadores anteriores da habilidade.

    Algo que pode ser visto aqui no novo título é o uso do Blackwhip. Essa habilidade foi herdada por Midoriya de Daigoro Banjo. Ela serve para se movimentar pela cidade no ambiente virtual em um dos modos do game. Isso é algo bem parecido com a teia do Homem-Aranha. Mas não apenas isso.

    My Hero Academia: All's Justice

    As habilidades de Uraraka de flutuar nos permitem subir no topo dos prédios. Assim, podemos explorar e interagir com NPCs. A Dark Shadow de Fumikage Tokoyami nos permite planar enquanto exploramos. Isso sem falar em Bakugou, Iida e até mesmo Koji Koda.

    Um dos pontos mais altos do game, vem da possibilidade de experienciar a jornada que vimos no anime, ou lemos no mangá dos dois lados. Seja lutando incessantemente com Bakugou contra Tomura Shigaraki, ou vice-versa, podemos ver a profundidade da história de maneira singular.

    Problemas narrativos e desenvolvimento de personagens

    Há problemas claros de extrema sexualização de personagens femininas como Uraraka, Rumi Usagiyama e muitas outras. Vemos que a criação de Kōhei Horikoshi possui uma história intensa, divertida e corajosa. Apesar disso, ela ainda possuía muito espaço para melhorar.

    Como a presença de personagens femininas que funcionam como eye candy ainda parece ser relevante para os fãs de anime, para o espectador médio, isso causa aversão (ou pelo menos deveria). Ainda há o aspecto constrangedor de colocar personagens tão jovens em roupas tão sexualizadas. Além disso, My Hero Academia falha em sua animação/mangá ao focar em ângulos sexualmente sugestivos sem qualquer contexto.

    My Hero Academia: All's Justice

    A obra também coloca personagens femininas com roupas rasgadas em lugares bem específicos. Elementos como estes ainda reforçam o estereótipo de femme fatale, mesmo sendo se tratando em grande parte de uma personagens que em sua maioria possuem apenas 16 anos.

    Mas neste ponto, a obra merece todas as críticas possíveis. Os trajes de Midoriya, Iida e Bakugou possuem habilidades táticas. Elas aumentam a resistência ou suportam suas respectivas individualidades. Enquanto isso, os trajes das personagens femininas claramente priorizam a exposição de seus corpos. A história de My Hero Academia reforça determinados arquétipos. Estes por sua vez, mantêm as personagens femininas no papel de serem apenas “sexy”, apesar de poderosas. Isso retira da narrativa todo o potencial criativo e de desenvolvimento que estas personagens poderiam ter.

    Veredito

    My Hero Academia: All’s Justice é bem competente no que diz respeito a como transpõe sua história do anime/mangá para o mundo dos games. Com um combate satisfatório, porém repetitivo, ele possui aspectos que o colocam na dianteira dos games de combate de animes. Se distanciando do que Jujutsu Kaisen: Cursed Clash foi e se aproxima mais do êxito que Demon Slayer -Kimetsu no Yaiba- The Hinokami Chronicles 2 obteve ao transpor a emoção única dos combates do anime para o game.

    Apesar de todos os claros problemas presentes na obra de Kōhei Horikoshi, ouso dizer que até aqui, este foi um dos games que melhor traduziu a experiência única de anime. Seja no combate, feedback e pela experiência geral, My Hero Academia: All’s Justice foi capaz de mostrar que existe mais do que Naruto e Demon Slayer de lutinha.

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA: ‘Virtua Fighter 5 REVO World Stage’ chegou para Switch 2

    Está procurando um bom jogo de luta, na sua melhor versão e que você possa jogar de qualquer lugar? Então, hoje, querido dono de Switch 2, vale a pena conferir o Virtua Fighter 5 REVO World Stage.

    Esse jogo conta com legendas em PT-BR e chegou primeiro para PC, via Steam, em 28 de janeiro de 2025. Depois, recebeu versão para PlayStation 5 e Xbox Series no dia 30 de outubro de 2025, mas agora é a vez de chegar para o Nintendo Switch 2, no dia 26 de março de 2026.

    E sim, já podemos começar com uma das melhores notícias: o jogo conta com cross-play entre todas as plataformas. Isso vai ajudar a achar partidas mais facilmente e, com certeza, é uma coisa boa para jogos como esse. Geralmente, o online é o que sustenta toda a vida do jogo ao longo do tempo.

    E, falando em “ao longo do tempo”, Virtua Fighter 5 foi lançado originalmente em 2006. Depois, recebeu relançamentos e relançamentos, chegando em 2007 para PlayStation 3 e Xbox 360; depois, a versão Ultimate Showdown em 2021 para PlayStation 4, e só daí chegamos à versão atual, REVO World Stage.

    Esse é um dos títulos mais elogiados de Virtua Fighter, então é bom e marcante que chegue com modernizações necessárias para as novas plataformas, desde atualizações gráficas até atualizações de conectividade online!

    Versão definitiva? Algum diferencial?

    Virtua Fighter 5

    Olha, ele teve tantos relançamentos que fico me perguntando se teremos mais um ou se o próximo será, de fato, o Virtua Fighter 6. Mas, por ora, vamos chamar de versão definitiva. E, nessa versão, teremos um modo single-player novo.

    Nesse modo (e temos aqui o motivo do nome World Stage), vamos enfrentar diversos inimigos, com estilos e dificuldades diferentes, conforme progredimos por 8 setores. Eu gosto desses modos “campanha” ou “história” nos jogos de luta; ajudam a conhecer o jogo antes de irmos direto para os confrontos com outros players.

    Você pode usar um personagem para subir seu ranking; assim, poderá disputar lutas mais difíceis e torneios à parte, mas também, nesse modo, poderá adquirir itens cosméticos para personalização.

    Podemos jogar online ou offline com outros jogadores. Acredito que nem preciso citar isso, pois é meio que o básico: todo jogo de luta precisa ter algum modo “sala” para jogar com amigos e também um modo “online” que prenda a nossa atenção na TV, mas aqui vai um pouco além.

    Como estamos falando de um console híbrido, o Nintendo Switch 2 tem seu modo TV, mas também tem seu modo portátil. Então, você pode levar seu console para as suas férias em família e jogar suas partidas direto dele mesmo, ou talvez até ligá-lo na TV para jogar com seus parentes. E isso que é legal em um jogo como esse: ele está pronto para a diversão em vários momentos.

    E aqui fica o diferencial de quem está jogando no Switch 2. Apenas a título de comparativo, claro que o PlayStation 5 tem o seu Portal para isso também, mas ele depende do console ligado em casa para a transmissão do jogo. Já o Switch 2 não precisa disso; o jogo roda diretamente no console.

    Pera, mas tá bonito mesmo no Switch 2?

    Virtua Fighter 5

    Sim, o jogo está muito bonito, bem fluido e, como ele suporta 4K/60 FPS, o Switch 2 consegue também. Lembrando que, no modo TV, você pode chegar a 4K, mas, no modo portátil, aí temos 1080p.

    Aqui, temos a Dragon Engine e o estúdio Ryu Ga Gotoku, responsável e famoso por Yakuza. Inclusive, a título de curiosidade, você pode jogar o Virtua Fighter 2 em Yakuza Kiwami 2 e 3. Eu amo esse carinho que eles têm com suas séries!

    Os gráficos são estilosos e bem bonitos, e acho que isso faz uma boa diferença nesse tipo de jogo. Mas, além disso, as animações estão fluidas e as músicas de fundo acompanham o ritmo.

    E, aproveitando que estamos falando de beleza, os personagens possuem personalização, então você pode alterar suas skins, e isso é bem legal. Quem não gosta de customização, né? Há uma variedade boa de cenários, e acredito que tudo isso contribui para um jogo cheio de conteúdo. Também é muito necessário: a cada novo relançamento, esperamos sempre novidades.

    Modos Online

    Virtua Fighter 5

    Podemos entrar em um pareamento para partidas ranqueadas, escolhendo nosso personagem e apenas esperando o oponente se conectar, mas também podemos organizar ou entrar em salas, sejam elas públicas ou fechadas com seus amigos.

    O interessante é que essa versão usa o Rollback Netcode para as conexões online, então temos melhor estabilidade e menos lag. Procurando por relatos de outros players em outras plataformas, percebi que realmente a estabilidade está bem melhor. Só é, de fato, complicado se o outro player tiver uma internet com conexão muito lenta, o que faz com que a partida fique injogável.

    Estou jogando o game há mais ou menos duas semanas, antes de seu lançamento oficial para o Switch 2, e agradecemos à SEGA pelo envio da chave para a produção deste conteúdo.

    Porém, preciso te contar que, durante esse período, não consegui me conectar às partidas online, fossem ranqueadas ou nas salas. Então, vou ficar devendo sobre a estabilidade. Gostaria de já poder falar sobre o assunto, mas, infelizmente, passei mais de meia hora esperando uma partida; depois tentei de novo; depois tentei mais uma vez, só que, dessa vez, pela criação de salas, e infelizmente não conseguia me conectar às partidas públicas mesmo.

    Deixei para testar no dia do lançamento, de fato; assim, poderia testar junto com todos que vão jogar e já ter a experiência no dia, sabe?

    Vale o preço?

    Na eShop, o jogo está por R$ 109,90. É um preço bem abaixo do mercado hoje em dia; mesmo para um relançamento, eu fiquei bem surpresa. Se você ainda não tem o jogo em outra plataforma, se vai jogar pela primeira vez e se só tem o Switch 2 como plataforma, acho que vale a pena conferir, sim. Isso, claro, se você gosta de jogos de luta, está procurando novidades e também se for um fã antigo da franquia.

    Conclusão

    Até aproveito para contar onde estou nesse meio aí: eu sou uma nova fã da franquia. Meu contato não é totalmente novo, pois joguei o 2 nos Yakuza Kiwami 2 e 3, outra franquia da SEGA e do estúdio Ryu Ga Gotoku pela qual tenho estado apaixonada e vidrada. Porém, quando criança, não tive contato com esses jogos; não tinha muito acesso a videogames no geral. Então, estou olhando para esse título como uma pessoa nova nesse mundinho!

    Acaba que a melhor versão do jogo, com todas as atualizações, faz com que tudo seja novidade para quem vai jogar pela primeira vez, como eu. O que torna a compra dessa versão mais atrativa, né? Além disso, a possibilidade de jogar em um portátil de qualquer lugar muda tudo. E não só isso: em algum momento, o jogo pode entrar em promoção e ficar ainda mais acessível. Então, se você gostou do que o jogo tem a oferecer, mas ainda está pensando sobre, deixe o título na lista de desejos. Assim, você verá se ele tiver alguma oferta “que você não possa recusar” no futuro, sabe?

    E, principalmente, fica o aviso para conferir melhor sobre a conexão do jogo após seu lançamento, já que não consegui testar, de fato, essa parte para fornecer mais informações, galera. Agradeço demais a atenção e a compreensão de vocês!

    Confira o trailer do game:

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    CRÍTICA: Yakuza Kiwami 3 + Dark Ties entre um remake e uma reimaginação, vale ser jogado em 2026?

    Eu conheci a franquia Yakuza (de verdade mesmo) em 2025 e virou uma franquia do coração; me apaixonei pelo combate, pelos momentos impossíveis e pelos sentimentos que carregam em cada jogo que pude jogar. Yakuza Kiwami 1 e 2 foram experiências incríveis que pude jogar no final do ano passado e começo deste ano. Quando comprei o Yakuza 0 Director’s Cut (que agora tem legendas em PT-BR também), ele me surpreendeu em janeiro e fevereiro a cada segundo.

    Então, eu já gostaria de deixar claro que, quanto mais Yakuza Kiwami 3 + Dark Ties se aproximava de seu lançamento, mais “hypada” eu ficava. Mas eu acho difícil falar sobre esses jogos; eu não tenho aquela base nostálgica de quem jogou eles há muitos anos, então eu não sei tão bem o sentimento do fã de longa data.

    E eu genuinamente fico surpresa com a repercussão da série. Yakuza é aquela franquia que passa a sensação de “eterno” ou “que perdura” quando penso sobre o mercado gamer, pois seus assuntos são relevantes, seu combate é divertido, você se apega às estranhezas da série e também abraça os momentos mais dramáticos dos personagens, personagens que é possível admirar, se apegar ou até mesmo julgar.

    Por mais que você ache um pouco “bizarras” certas coisas da franquia, como ser possível resolver tudo no “soco”, o humor japonês, os minigames improváveis, como karaokê ou personalizar o seu celular, ao mesmo tempo têm um peso dramático tão forte e significativo. Lembro de zerar Yakuza Kiwami 2 e pensar: “Ok, essa é a melhor novela mexicana que eu joguei”. E eu nem sei se existem jogos que são definidos assim, mas eu atribuo essa classificação carinhosamente para esse jogo.

    Agradecemos à Sega pelo envio de uma chave do game para Nintendo Switch 2; assim pude voltar a Kamurocho mais uma vez e contar para vocês o que tem acontecido por lá. Vamos ao Yakuza Kiwami 3 + Dark Ties.

    Quando o dia do lançamento finalmente chegou

    Yakuza Kiwami 3

    Lançado no dia 12 de fevereiro de 2026 para Steam, Nintendo Switch 2, Playstation 5 e Xbox Series X/S, o Yakuza Kiwami 3 chegou com melhorias visuais, com legendas em PT-BR e outros idiomas pela primeira vez. Mas, além dele, podemos jogar o conteúdo adicional chamado de Dark Ties, que faz jus ao nome e falarei dele mais para a frente no texto.

    Inclusive, o Yakuza Kiwami 2 também chegou com conteúdo adicional, com uma história que podemos jogar com o Majima e também no menu podemos jogar games clássicos da franquia (Virtua Fighter 2 e outros jogos dentro do próprio jogo). Sei que o texto é sobre o terceiro título, mas amo quando relançamentos acontecem com adições como essas.

    A história me conquistou nas primeiras horas

    Yakuza Kiwami 3

    As primeiras duas horas de Yakuza Kiwami 3 são incríveis para mim. Nos primeiros 15 minutos teremos uma revelação chocante sobre a série e o que nos aguarda.

    Daigo assumiu o título de sexto presidente do clã Tojo, como vimos ao final de Yakuza Kiwami 2, mas um dos personagens mais importantes da série, que acreditávamos ter partido em nossos braços (ou melhor, nos braços do nosso protagonista Kazuma Kiryu), está de volta. Não esperava ver seu rosto novamente e isso me chocou, assim como chocou Kiryu ao ver um “retrato falado” do homem que atacou o chefe da região em que mora agora.

    Okinawa é o novo cenário do jogo, mas fiquem tranquilos: Kamurocho não será esquecida e estará presente também. No momento em que temos essa revelação chocante, voltamos um pouco no tempo. Antes de Kiryu sair de Kamurocho após os eventos difíceis do jogo anterior, iremos conversar com os personagens que nos acompanharam, prestar homenagens aos que nos deixaram e poderemos relembrar tudo o que aconteceu. Esse momento serve muito bem para você relembrar do jogo anterior ou começar a partir desse sem se sentir perdido na história.

    Temos um momento bem calmo andando com a filha adotiva de Kiryu por Kamurocho. A Haruka foi adotada por ele no final do primeiro jogo e esse momento virou uma “chave” na vida de Kiryu, que agora desejava apenas ter uma vida simples, finalmente cortar laços com a máfia e poder criar sua filha tranquilamente.

    Então, vemos que Kiryu e Haruka decidiram sair de Kamurocho e ir para Okinawa morar no orfanato Glória da Manhã, para cuidar de outras crianças que também são órfãs, um orfanato que tem ligação com o mesmo onde Kiryu e Haruka cresceram. Nesse orfanato vemos o Kiryu pai de família, quase aquele meme “simulador de pai triste”, mas brincadeiras à parte, é interessante o quanto ele se dedica ao local e às crianças, cuidando delas, e a Haruka age como irmã mais velha para os demais.

    Hoje em dia é um assunto meio delicado, pois sabemos que irmãos mais velhos geralmente têm um peso enorme ao cuidar dos menores, às vezes até mais do que deveriam; então, às vezes sinto que a Haruka também é uma “adulta da casa”. Ainda é uma adolescente, mas acabam recaindo pesos demais em seus ombros. Tópico sensível para irmãos mais velhos!

    Yakuza Kiwami 3

    Quando todos se sentam para jantarem juntos pela primeira vez no jogo, uma criança está faltando. Kiryu e Haruka vão procurar ela e temos uma cena onde foi impossível não chorar; ela conta sobre as crianças da escola estarem incomodando ela, já que a menina não tem “pais”, e essa é só a primeira conversa delicada que teremos nesse jogo.

    Esses momentos de Yakuza me pegam bastante. Em boa parte do game, teremos muita ação, muitas lutas, momentos intensos da máfia, escolhas difíceis e duvidosas, tramas “políticas” e, em outros momentos, teremos vários diálogos dramáticos. Eu entendo que para alguns jogadores de hoje em dia, passou de duas linhas de diálogo já não conseguem prestar atenção, e isso até me preocupa: podem estar perdendo tantos momentos nos jogos que querem te envolver com mais história.

    Esses momentos significativos em jogos te fazem pensar. Claro que subir um prédio inteiro com Kiryu “descendo a porrada” em todo mundo é divertido, ainda mais se encontrar um boss final importante ao final do seu objetivo, mas às vezes os jogos trazem momentos reflexivos importantes para o dia a dia. Lembro de algumas vezes durante os jogos da série, não só esse terceiro, ir pegar um café e parar um pouco para refletir o que eu acabei de ler e ver no jogo.

    E não falo isso concordando com todas as ações e atitudes de todos os personagens. Na real, penso que eles são bem “humanos”: eles têm falhas, escolhas erradas, falas que na realidade hoje não se encaixam, entende? E tudo isso é o que torna Yakuza especial também, trazendo momentos que podemos refletir e até pensarmos mais sobre. Nem todo jogo é arte, mas com certeza muitos jogos são, e esses são alguns exemplos disso.

    Se você consegue ler um texto inteiro, sem o vício da dopamina infinita do TikTok, você consegue aproveitar as nuances dos personagens de Yakuza Kiwami 3 + Dark Ties e, acredite em mim, vai valer a pena.

    Chega de lágrimas. E o combate?

    Yakuza Kiwami 3

    Vamos ao gameplay. Finalmente Yakuza Kiwami 3 corrige um problema do jogo em suas versões antigas: o combate.

    O combate continua divertido e funcionando ainda como um beat’em up misturado com hack’n’slash. Aqui não temos mais as armas separadas para pegar por aí, mas introduzidas nos combos do protagonista. Esse estilo é o tradicional da cidade de Okinawa e é focado no uso de armas tradicionais; usaremos comandos para alternar entre esse estilo de luta e o padrão de Kiryu.

    Yakuza Kiwami 3

    Nas versões antigas, o combate não funcionava bem e eles tentaram simplificar tudo com um ou dois botões, e isso frustrou muitas pessoas. Primeiro pela dificuldade desbalanceada, que às vezes só funcionava no fácil; mas resumir um hack’n’slash em um botão ou dois botões, retirando combos estratégicos e etc., aí a coisa fica complicada.

    Aqui você pode ativar o combate simplificado, para quem prefere. Acho ótimo isso pela acessibilidade, mas você pode manter o estilo de combate mais “padrão”, onde tem combos diferentes com e sem armas. Eu prefiro assim, e dessa forma acompanha melhor os combates apresentados nos jogos lançados anteriormente.

    Uma coisa diferente é que podemos personalizar as roupas de Kiryu e ele aparece com as roupas que você selecionou nas cutscenes também. Isso é uma surpresa legal, pois nos jogos anteriores só poderíamos trocar o visual do protagonista depois de zerar o game ao menos uma vez. E sim, podemos usar o terno padrão do Kiryu também; imagino que seja até um pouco estranho ver ele em outras roupas, apesar de achar que combina demais ele andando de bermuda e chinelo por aí.

    No mais, poderemos explorar as cidades disponíveis, fazer minigames (adoro jogar karaokê com Kiryu ou personalizar seu celular, como já mencionei), mas têm outros minigames que possam te interessar e que agregam em fazer Yakuza ir além do conteúdo base do jogo para quem gosta de um humor diferente, uma pausa dentro do jogo para respirar e side quests que vão desde “porradaria franca” a momentos de história com outros personagens.

    E falando em histórias, nem todas as missões secundárias vieram para este jogo. Uma boa parte ficou de fora, seja por não se encaixarem bem na atualidade ou por outra decisão interna da empresa. De toda forma, são muitas quests disponíveis ainda e, como eu não sou uma fã das antigas, isso não me afetou, mas pode ser que incomode os mais saudosistas.

    Um “tapa” no visual do jogo

    Yakuza Kiwami 3

    Visualmente dá para ver o quanto melhoraram o gráfico desse jogo se comparado às suas versões anteriores. Devo citar que, no primeiro dia, teve algum bug na iluminação geral em Okinawa retirando sombras e deixando o jogo um pouco “chapado” demais; porém, no dia seguinte, já tinha uma atualização leve e rápida a ser feita no jogo. Isso corrigiu esse problema e, acredito, outros pequenos bugs encontrados.

    Então sim, Yakuza Kiwami 3 é lindo demais, com detalhes bem interessantes. Eu particularmente acho o gráfico bem bonito, mas não é um jogo com visual de “nova geração” como gostam de descrever os mais realistas. Então eu recomendo que você vá jogar para se divertir, em vez de jogar para ver quantos FPS alcança ou quantos poros você consegue ver no rosto do Kiryu. Porém… vai de você, né?

    Aproveitando para falar da performance: esse jogo usa a Dragon Engine, que foi sim criticada, mas o jogo roda bem e tem o desempenho como o do Kiwami 2, rodando em 30 FPS no modo portátil e no modo TV na dock. Entendo que para alguns o “rodar bem” deveria ser apenas em 60 FPS; aí, nesse caso, recomendo ver sua performance em outra plataforma que você possa ter e daí você adquire o jogo na que for da sua preferência.

    Eu amo o meu PC Gamer, mas a portabilidade do Switch 2 tem salvado meus dias de gameplay. Às vezes até os dias que não poderia jogar, mas que aconteceu uma pausa milagrosa e posso simplesmente ligar o Switch 2 pausado na minha última gameplay e retomar de onde parei por uns 30 minutos ou 1 hora.

    Conteúdos adicionados?

    Yakuza Kiwami 3

    Apesar de alguns conteúdos removidos, tivemos adições. Claro que a questão do combate e dos visuais que já mencionei são algumas dessas adições e que notamos em primeiro lugar; mas, além disso, as seções no orfanato foram expandidas, as crianças têm seus próprios minigames e acredito que isso foi um acerto. Agora faz mais sentido o peso da decisão de ser “um paizão” para elas. Não sinto que é uma desculpa ou uma tentativa de humanizar um personagem, mas que no fundo nem vão citar muito sobre, sabe? Acho que essa foi uma boa decisão.

    É um conteúdo opcional ou obrigatório? Opcional. Se você prefere apenas os momentos de “porradaria sincera”, você pode ignorar isso sim, mas eu gosto de conhecer os personagens e falar com eles quando possível. Bom, eu sou uma fã de RPG e JRPG, não é à toa que conheci a franquia pelo Like a Dragon (sétimo jogo) e que muda o estilo para um RPG por turnos bem diferente. Citei isso em outro texto, mas deixo para me aprofundar no meu apego com os jogos de Ichiban no futuro. Vamos focar em Kiryu, que está em seu momento e com visuais melhorados.

    Voltando ao Kiwami 3, acredito que ele é um remake, mas que também é uma reimaginação, com liberdade criativa e poética, onde algumas mudanças e cortes foram feitos. Isso pode agradar e desagradar vários fãs, por isso eu acho delicado falar sobre essa franquia, mas gosto do resultado geral desse título. Realmente acredito que deva ser jogado e que vale o seu tempo.

    Uma pequena curiosidade: podemos jogar Virtua Fighter 2 dentro de Yakuza Kiwami 3!

    Dark Ties

    Vamos falar sobre a história extra que você pode selecionar para jogar no menu, caso queira começar por ela ou se jogou recentemente o Yakuza 3 e já quiser ir direto para o que é novidade.

    Dark Ties é um jogo à parte, porém ele é mais sombrio, como o seu nome indica. Jogaremos com um personagem que se torna um Yakuza e aqui não temos um personagem que é um pouco mais “humanizado” como um herói, como é o caso de Kiryu (falando bem por cima, fica até estranho resumir ele a só isso depois de jogar quatro de seus jogos).

    Aqui controlamos Yoshitaka Mine, que é o vilão de Yakuza 3. Curioso, né? Ele tem um estilo de luta diferente, para não o compararmos com Kiryu, e nem seria legal apenas jogarmos com outro personagem, mas que é uma skin e o Kiryu é a base; então eu gostei dessa decisão.

    Esse arco se passa em Kamurocho, que a essa altura é quase um personagem à parte para mim. Kamurocho é como um antigo lar; visitar a cidade atualmente é como retornar a um local familiar. Não acho que seja um sentimento singular; acho que muitos fãs sentem isso também, e se você começar pelo 0 ou pelo 1 provavelmente terá esse apego por Kamurocho ao longo dos jogos também.

    Quando citam a cidade, você já ouve na mente a música, os barulhos dos NPCs, já lembra dos letreiros brilhantes e provavelmente deve ter um flash de lembranças de locais visitados. Em resumo, a coisa toda aqui é mais sombria, mas soma com a história base do jogo, dá uma nova visão do mundo de Yakuza, um pouco menos amigável e com um tom Dark.

    Polêmica

    Yakuza Kiwami 3

    Eu pensei muito se eu escreveria sobre isso. Como sou uma pessoa nova na franquia, eu não sabia sobre, mas procurando para conhecer mais da série e o que eu poderia agregar em meu texto sobre Yakuza Kiwami 3, eu não consegui ignorar e simplesmente não comentar.

    Yakuza tem diversos rostos em seus personagens, mas a escolha de manter o rosto de Teruyuki Kagawa me embrulha o estômago; esse homem está envolvido em um caso de assédio sexual de 2019. Eu não o conhecia, pois não é uma pessoa famosa deste lado do mundo, mas buscando sobre a série foi um assunto impossível de se esquecer.

    Quando vi sobre, pensei nisso por muito tempo, pausei um pouco o jogo e só depois de decidir que não deixaria isso de fora, voltei a jogar e aí sim poderia escrever sobre o jogo. Acredito que a substituição desse personagem por outro ator deveria ter acontecido. Em uma série em que o protagonista Kiryu se diz tão respeitador das mulheres e que cria a filha de sua falecida amada, é difícil entender o motivo de terem mantido o rosto dessa pessoa.

    Não dava para mudar nos jogos já lançados, mas no relançamento, sério? Então deixo minha frustração aqui.

    Conclusão

    Yakuza Kiwami 3 + Dark Ties são ótimos conteúdos, com diversos pontos positivos, com muitas adições e melhorias, que têm PT-BR e que podem ser encontrados em diversas plataformas por um valor de AAA no lançamento (quase R$ 300,00), mas que com certeza entrarão em promoções bem interessantes em algum momento.

    Apesar da polêmica citada e do descontentamento com a decisão, acredito que é um bom jogo e que vale a pena ser jogado. Se você está descobrindo a franquia agora, dê uma chance para Yakuza.

    Você pode até jogar um por ano, ou um a cada seis meses. Assim, você pode aproveitar descontos que possam ocorrer e também para jogar no seu tempo, dando uma folga entre cada título para dar tempo de sentir saudades de Kamurocho e seus personagens; assim como vai evitar que você enjoe da jogabilidade, que é bem parecida entre os jogos. Dessa forma, você não sente qualquer coisa de “mais do mesmo” com a franquia.

    Este é um novo relançamento, com uma nova visão e muito bem-vinda da saga de Kazuma Kiryu. Se o encontrar a um preço mais justo, joguem Yakuza Kiwami 3 e aproveitem o seu jogo extra com outra vertente dessa série: Dark Ties.

    Confira o trailer do lançamento:

    Acompanhe as lives do Feededigno no Youtube.

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