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    #52filmsbywomen 24 – What happened, Miss Simone? (2015, Liz Garbus)

    What happened, Miss Simone? é um documentário dirigido por Liz Garbus e disponível na Netflix. A produção foi indicada ao Oscar de melhor documentário em 2016 e ao Grammy Awards de mesmo ano na categoria Melhor Filme Musical.

    Em What happened, Miss Simone? somos guiados por Liz em uma jornada sobre a vida e obra de Nina Simone. Baseado em filmagens antigas, como entrevistas, bastidores de shows e atos políticos da cantora; além de depoimentos da família e de amigos próximos, a produção permite que as próprias cenas de vida de Nina narrem a sua história. Da infância pobre ao estrelato inesperado, o documentário consegue expor os percalços e sofrimentos que uma mulher negra passa na nossa sociedade.

    Nina Simone é, sem dúvidas, uma das grandes vozes de sua geração. Cantora que vivenciou e foi ativa no movimento negro que defendia os direitos civis nos Estados Unidos, Nina usou de seu talento e sua cor para dar voz ao sofrimento da comunidade negra. Sendo parte ativa dos grupos de pensadores da época, como Martin Luther King Jr. e Malcom X, Nina aproveitou sua visibilidade para fazer mais do que apenas entretenimento: ela queria mudar a história e garantir reais direitos a sua comunidade. Mas como fazer isso sendo mulher e negra em uma época tão turbulenta como a década de 60?

    “Eu vou te dizer o que é liberdade para mim, sem medo! Quero dizer, sem medo. Se eu pudesse ter metade da minha vida, sem medo.”

    Com 101 minutos de duração, What happened, Miss Simone? apresenta pensamentos, dúvidas e angústias eternizadas nos diários de Nina, nos dando a oportunidade de entender um pouco mais do que se passava na mente de uma das pianistas mais talentosas da história da música. Em muitos momentos – principalmente quando aborda o relacionamento entre Nina e seu marido – é possível vermos um contraponto entre o sonho de Nina em ser a primeira pianista clássica negra dos Estados Unidos com seu real trabalho, fazendo algo que já não lhe trazia prazer, única e exclusivamente por pressão psicológica de seu marido e das pessoas que dependiam de seu sucesso. A falta de uma razão e a carga excessiva de trabalho transformaram Nina em uma prisioneira – mesmo sem amarras.

    A jornada de solidão de uma mulher negra na indústria fonográfica é escancarada neste documentário. O mesmo pode ser dito do papel que elas devem desempenhar, aos olhos comerciais, no entretenimento. Em entrevistas, cartas e acontecimentos da vida de Nina é facilmente perceptível que, tudo aquilo o que não se encaixa como algo fabricado ou que faça pensar, de fato, sobre a vida, não serve. E, não servindo para os meios comerciais, é banalizado e escanteado. A solidão de Nina em não enxergar na sociedade pessoas iguais a ela – e aqueles em que ela se vê, acabam por ser caçados e assassinados -, é tão grande que invade a tela, com um misto de tristeza e angústia.

    What happened, Miss Simone? é deslumbrante em sua narrativa e montagem. A mescla de filmagens históricas com áudios colocam o espectador como parte fundamental do desenrolar da trama e nos faz questionar se, ainda nos dias atuais, a batalha travada por Nina e seus companheiros foi vencida e seus direitos conquistados.

    Confira abaixo o trailer legendado:

    What Happened, Miss Simone? está disponível na Netflix. Já assistiu ao documentário? Deixe sua opinião nos comentários e lembre-se de conferir nossas indicações anteriores da campanha #52FilmsByWomen.

     

    [TEORIA] Vingadores: Fã descobre ligação entre Era de Ultron e Guerra Infinita

    Tão grande é o poder do Universo Cinematográfico Marvel, que os fãs estão tentando encontrar ligações com tudo que aconteceu em Vingadores: Guerra Infinita aos filmes lançados anteriormente. Agora, um fã descobriu uma ligação entre o filme épico e sucesso de bilheteria dos Irmãos Russo com o filme de Joss Whedon, Vingadores: Era de Ultron de 2015.

    Um fã, usuário do Reddit encontrou o que parece ser Thor descobrindo o destino da Joia da Mente, que como todos sabemos, em Guerra Infinita, vemos Thanos tomar de Visão em Wakanda.

    O usuário faz referência da visão que Thor teve quando visitou as Nornas e a piscina em que se banhou, onde ele previu a morte e a destruição que seria causada no UCM, incluindo as dicas sinistras das Jóias do Infinito.

    “Conexão perdida entre Vingadores: Era de Ultron; Vingadores: Guerra Infinita (Spoilers para os dois filmes!)

    Em Vingadores: Era de Ultron, Thor tem uma visão quando visitou as Nornas, o alertando da existência das Jóias do Infinito e de sua capacidade destrutiva.

    Na cena em que Visão acorda, Thor diz:

    “Eu tive uma visão, um turbilhão que puxa toda a esperança de vida e isso está no centro; é isso.”

    Em Vingadores: Guerra Infinita, a Joia da Mente é a 6ª Joia do Infinito coletada. Thanos emerge no meio de Wakanda através de um buraco de minhoca criado pela Joia do Espaço, coletando a Joia da Mente, que é colocada no Centro da Manopla do Infinito.

    Os Irmãos Russo pesquisaram e realmente se apegaram a qualquer linha de diálogo que fizesse toda e qualquer conexão que eles pudessem fazer aos filmes anteriores, até mesmo o fato de posicionar as joias na manopla, um detalhe que seria sem sentido gastar tempo consertando.

    A descoberta certamente aponta que Thor avisou Visão a respeito de sua Joia do Infinito, que deu vida ao androide e estaria no centro da morte certa. Essa profecia de morte foi completada quando Thanos matou Visão e colocou a Joia no meio da Manopla do Infinito. Claro, não pode ser uma coincidência que Thor terminaria sendo o mais próximo de Thanos quando ele estalou seus dedos e apagou da existência metade da galáxia, completando assim, a premonição de Odinson.

    E aí, o que achou do detalhe da posição da joia ser uma referência ao filme de 2015? Comenta aí!

    Leia também:

    CRÍTICA – Vingadores: Guerra Infinita (2018, Joe & Anthony Russo)

    The Witcher: Série da Netflix começará a escalar elenco “em breve”

    Mais de um ano atrás, a série de The Witcher pela Netflix foi anunciada, e finalmente parece que a escolha do elenco começará em breve, de acordo com a showrunner Lauren Schmidt Hissrich, que tuítou sobre o processo da escolha do elenco na sexta a noite.

    A showrunner explica que as cenas usadas para a escolha do elenco podem surgir na internet, mas não estragará a série para os fãs que esperam afoitos qualquer lançamento ou vazamentos, e elas foram escritas única e exclusivamente para o processo de seleção. As cenas são inteiramente novas e capturam o espírito dos personagens da série, mas não terão relevância com o enredo real da série.

    “É sexta a noite em Los Angeles, e foi uma grande semana em #Witcher.

    Então.

    Vamos falar do elenco. Sim, eu disse a palavra mágica! A escolha do elenco começará em breve, e não, eu não posso dizer quem são as nossas escolhas principais então não perguntem. Mas. Há algo muito importante que vocês precisam saber.”

    The Witcher conta a história de Geralt de Rivia, um bruxo (esqueça Harry Potter) caçador de monstros que se encontra no meio de intrigas políticas e as vidas dos camponeses, o que acaba o levando frequentemente a dilemas que o tornam cada vez mais amargo e cético, a respeito da ambiguidade moral das pessoas ao seu redor. Enquanto os livros de Andrzej Sapkowski são ambientados em um mundo de mágica e monstros, eles focam frequentemente o conflito humano e aspectos monstruosos da vida cotidiana.

    The Witcher: Showrunner revela quais personagens estarão na série da Netflix

    Enquanto Hissrich deu aos fãs da franquia The Witcher um alto nível de transparência a respeito do seu processo criativo da série de TV, ela informa aos fãs nos tuítes que ela não revelará suas escolhas principais. O que ela revelou é que farão os testes internacionalmente. No tuíte final, ela também revelou que Dandelion – o fiel amigo bardo do personagem principal, Geralt – será conhecido na série como Jaskier, o nome original dado ao personagens nos livros. Quando os fãs perguntaram a respeito do porque dessa decisão, Hissrich revelou que queria se manter fiel aos livros escritos por Andrzej Sapkowski, que atuará como consultor criativo da série.

    The Witcher: Série da Netflix pode ser o novo Game of Thrones

    Desde o lançamento do game aclamado pela crítica, The Witcher 3: Wild Hunt (desenvolvido pela CD Projekt Red), os fãs criaram listas entusiasmadamente de atores que acreditaram que seriam perfeitos para dar vida aos personagens do livro. Desde o anúncio da série da Netflix, algumas dessas listas ganharam notoriedade. Algumas dessas escolhas populares colocam Mads Mikkelsen como Geralt de Rivia e Eva Green como Yennefer de Vengerberg. Também ficamos felizes quando descobrimos que Mark Hamill mostrou estar aberto à dar vida ao mentor de Geralt, Vesemir.

    A primeira temporada da série será inteiramente filmada na Europa Oriental e contará com oito episódios. Ela terá elementos dos livros de Sapkowski e dos games que ajudaram a popularizar a franquia internacionalmente.

    E aí, animado com a série The Witcher? Conte nos comentários abaixo a sua expectativa para a nova série da Netflix.

    Timeless: Série é cancelada (de novo) mas isso não é tudo

    Bem, fãs de Timeless, essa é a hora da verdade, e não temos notícias tão boas. A NBC decidiu cancelar a série de drama de viagem no tempo, pela segunda vez. Como muitos fãs se lembram, a série que é produzida pela Sony Pictures Television Studios, foi originalmente cancelada na primeira temporada, mas foi trazida de volta para uma segunda temporada a pedido do público. A notícia do cancelamento chega poucos dias antes do contrato do elenco expirar.

    Enquanto essa notícia é triste para os fãs, que lutaram duro para salvar a série, ela pode não ser o fim da nossa amada Equipe do Tempo. Apesar da Sony TV não planejar estender o contrato do elenco, o estúdio é “esperado que seja explorado cada cenário” para a série, incluindo um possível filme. A NBC e a Sony Pictures TV estão discutindo a respeito de fazer um filme de duas horas, que deve resolver o gancho da season finale da segunda temporada, e encerrar outras histórias abordadas na série.

    Vamos torcer!

    É possível gostar de um filme sem entendê-lo por completo?

    Recentemente assisti a Aniquilação (Annihilation, 2018), filme da Paramount comprado e distribuído pela Netflix, que é escrito e dirigido pelo excelente Alex Garland (Ex Machina, 2014). Após terminar, fiquei diante de mais uma daquelas situações onde, por mais que eu me esforçasse, não conseguia entender a obra por completa. Após ler e assistir algumas explicações – leia nossa crítica -, fui traçando a minha própria análise, no entanto precisarei de mais tempo para conclui-la.

    Isso me fez pensar em outras obras que me causaram o mesmo efeito e me fizeram questionar se é possível gostar de um filme sem entendê-lo, e me fizeram também concluir que sim, é possível. Uma das obras que me ajudaram a chegar a essa afirmação foi Interestelar (Interstellar, 2014). O longa de Christopher Nolan dividiu opiniões quando foi lançado, mas, ao mesmo tempo, conseguiu fazer muitas pessoas passarem horas discutindo sobre teoria da relatividade, buraco de minhoca, entre outros. Além disso, o final deixou muita gente confusa, inclusive eu, por outro lado, fiquei encantado com o filme e até hoje me pego pensando nele. Mas como explicar isso?

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    Para começar, é preciso deixar claro que uma obra cinematográfica é um conjunto de detalhes que, unidos harmonicamente, conseguem alcançar o seu propósito, seja ele fazer rir, chorar, aterrorizar, as emoções são diversas e essa ligação emocional com o espectador é graças à direção, roteiro, trilha sonora, montagem, fotografia, atuações e muitos outros aspectos técnicos.

    Neste texto não iremos nos aprofundar nos detalhes de cada aspecto técnico de uma obra cinematográfica seja ela curta ou longa-metragem, mas em como esses aspectos cinematográficos podem alcançar esses propósitos individualmente, sem necessariamente precisar de outro. Obviamente, sabemos que quando há um “casamento” entre eles a experiência se torna ainda mais inesquecível. Tenho certeza que há alguma cena inesquecível na sua memória e que ficou registrada graças à uma atuação, uma música, ou até mesmo uma paisagem que foi mostrada por um ângulo diferente. Qual fã de Harry Potter não sente uma nostalgia ao ouvir aquela trilha clássica do John Williams? E qual fã de Star Wars não fica arrepiado ao escutar a marcha imperial?

    No meu caso, quando assisti a Interestelar pela primeira vez, o que mais me marcou foi a música do Hans Zimmer, a relação do Cooper (Matthew McConaughey) com a filha e a representação do espaço, ou seja, uma parte do roteiro, as atuações, a trilha sonora e os efeitos especiais e práticos conseguiram me conectar ao filme de maneira incrível. Mesmo sabendo que o longa não é perfeito, eu tenho uma relação muito forte com ele e não entendê-lo por completo não diminuiu minha experiência.

    Se você buscar no Google por “filmes difíceis de entender” com certeza irá encontrar dezenas de listas e no topo de todas delas vai estar 2001: Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey, 1968), do Stanley Kubrick, um dos filmes mais complexos de todos os tempos. Entretanto, também vai perceber que ele tem muitos fãs e, boa parte deles, não conseguiu entender a obra por completa até hoje, mesmo assim ficam encantados independente da quantidade de vezes que assistam ao filme, seja pela fotografia, pela perspectiva, pelos enquadramentos ou pelo perfeccionismo do diretor. Isso só comprova o quanto a afirmação presente no título deste texto é verdadeira.

    Outra produção que, com certeza, vai estar nessas listas é Donnie Darko (Donnie Darko, 2001). Escrito e dirigido pelo estadunidense Richard Kelly, enquanto tinha apenas 26 anos, esse trabalho rendeu dezenas de textos e vídeos de pessoas tentando explica-lo (se é que isso é possível), pois a maioria dos espectadores não entenderam, mas isso não é de se espantar já que o roteiro é um dos mais confusos já escritos. Ainda assim, muitos daqueles que não entenderam o defende com unhas e dentes.

    Outro fator que deve ser analisado é como esses filmes mais complicados de entender e com finais ambíguos conseguem dar margem para interpretações das mais variadas. Saímos da projeção discutindo teorias, e esses debates duram horas, dias e até meses. Um dos exemplos mais recentes foi a discussão sobre o peão de A Origem (Inception, 2010), afinal ele caí ou não? Para alguns sim, para outros não, e isso que é interessante, pois todas as interpretações são válidas, e com isso passamos a gostar ainda mais da obra.

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    Em Aniquilação também tem um final ambíguo, deixado em aberto para que o público crie as suas próprias análises, além de deixar um gancho bem interessante para uma futura continuação.

    Portanto, posso concluir que, depois dessa breve análise, tenho ainda mais certeza que não entender um filme de verdade não nos impede de aprecia-lo, o cinema nos permite isso. Seria essa a tão famosa “magia do cinema”?

    Conte pra nós aí nos comentários, quais filmes você não entendeu e ainda assim não perde uma reprise. E se curtiu o tema, não deixe de compartilhar com seus amigos em suas redes sociais 😉

    Leia também:

    CRÍTICA – Aniquilação (2018, Alex Garland)

    Resident Evil 2 Remake: Capcom não tem planos para o Switch

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    Questionado pelo GamingBolt se havia a possibilidade de vermos o remake no Nintendo Switch, Mike Lunn, gerente de marca da Capcom, respondeu:

    “Não, atualmente não. Queremos focar apenas no PS4, Xbox One e PC no momento.”

    A esperança para os proprietários de Switch e fãs da franquia Resident Evil é que a Capcom venha a seguir um caminho similar à versão da nuvem de Resident Evil 7 Cloud para o portátil da Nintendo.

    O mais recente título da franquia chegou ao console em maio, embora exclusivamente na eShop japonesa e disponível para jogar apenas por meio da nuvem.

    Resident Evil 2 Remake será lançado em 25 de janeiro de 2019 e promete as mesmas cenas clássicas que amamos no original, mesmo que as campanhas funcionem de uma forma diferente.

    Confira abaixo o gameplay de Resident Evil 2 Remake: