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    CRÍTICA – No Limite do Mundo (2021, Michael Haussman)

    Distribuído pela Synapse Distribution, chega ao Brasil em 3 de setembro, via plataformas digitais, o drama épico No Limite do Mundo (Edge of the World).

    Estrelado por Jonathan Rhys Meyers (The Tudors), o filme retrata a aventura de Sir James Brooke, história real que já serviu como inspiração para clássicos do cinema, como Apocalypse Now (1979).

    SINOPSE

    No Limite do Mundo é baseado em fatos reais e mostra a jornada do explorador Sir James Brooke até se tornar o Rei de Sarawak. Brooke precisou desafiar a coroa britânica, em 1840, e lutar contra a colonização, escravidão e o ataque de piratas em suas terras, situadas na atual Malásia.

    ANÁLISE DE NO LIMITE DO MUNDO

    No Limite do Mundo chama atenção desde o primeiro minuto por conta da gravação em meio à natureza. O longa do diretor Michael Haussman foi todo filmado na ilha de Bornéu, na Malásia, onde se localiza a região de Sarawak.

    Esse é um grande acerto da produção e, de fato, agrega bastante para outro ponto positivo: a atuação do elenco.

    Não apenas Jonathan Rhys Meyers, que interpreta Sir James Brooke e está em tela em praticamente 100% do filme, como todo o elenco atua bem, mesmo em cenas mais desafiadoras em meio à natureza. Destaco o ator Samo Rafael, intérprete do Príncipe Badruddin, que entrega um personagem consistente e calmo, mesmo em meio às batalhas.

    Apesar das atuações em cenários naturais e desafiadores, o roteiro de Rob Allyn deixa a desejar. A história é pouco atrativa para o público global e o desenrolar dos fatos são monótonos. Em alguns momentos No Limite do Mundo peca também por ser apressado, dificultando que haja qualquer conexão com os personagens.

    O Rei de Sarawaka é conhecido por ter uma mentalidade um tanto pacifista, o que o fez ser bem quisto pelo povo de Bornéu. No entanto, nem mesmo essa diferenciação de Sir James Brooke em comparação com tantos outros reis torna a história cativante.

    Estrelado por Jonathan Rhys Meyers, No Limite do Mundo está disponível para compra e aluguel nas principais plataformas digitais

    Por falar no caráter pacífico do Rei de Sarawaka, o ato final apresenta uma mudança na postura do personagem. Tal acontecimento não tem base nenhuma nas características até então apresentadas, nem no desenrolar das relações entre alguns personagens.

    O resultado da narrativa confusa acaba sendo a entrega de clichês típicos de histórias de exploração.

    VEREDITO

    No Limite do Mundo exibe belos locais de gravação em meio à natureza que, muitas vezes, tornam um tanto desafiadoras as atuações – outro ponto positivo do filme. No entanto, a história é pouco atrativa, por vezes apressada, e com cenas de combate monótonas.

    Em 3 de setembro, No Limite do Mundo estará disponível para compra e aluguel na Claro Now, Vivo Play, Sky Play, iTunes/Apple TV, Google Play e YouTube Filmes.

    2,0 / 5,0

    Assista ao trailer de No Limite do Mundo:

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    TBT #140 | Lawrence da Arábia (1962, David Lean)

    Meio século após sua estreia, Lawrence da Arábia é um clássico consagrado e uma obra que muitos consideram insuperável, não só por sua qualidade artística, mas também pelo caráter faraônico de um filme de quase quatro horas cujo custo a preços atuais quebraria muitos estúdios.

    A produção, dirigida por David Lean e protagonizada por Peter O’Toole e Omar Sharif, estreou entre os dias 10 e 21 de dezembro de 1962 em Londres, Nova Iorque e Los Angeles e no Oscar do ano seguinte, conseguiu sete prêmios, entre eles o de Melhor Filme e Melhor Diretor.

    SINOPSE 

    Em 1916, em plena I Guerra Mundial, o jovem tenente do exército britânico estacionado no Cairo pede transferência para a península arábica, onde vem a ser oficial de ligação entre os rebeldes árabes e o exército britânico, aliados contra os turcos, que desejavam anexar ao seu Império Otomano a península arábica. Lawrence, admirador confesso do deserto e do estilo de vida beduíno, oferece-se para ajudar os árabes a se libertarem dos turcos.

    ANÁLISE 

    Lawrence da Arábia

    Lawrence da Arábia se baseou no relato autobiográfico de Lawrence, Os sete pilares da sabedoria, na qual esse arqueólogo, militar e literato nascido em Gales em 1888 descreveu suas andanças no norte da África e no Oriente Médio. Após o início da conflagração em 1914, o autor deixou de trabalhar para a inteligência britânica no Cairo para ser assessor do príncipe Faiçal, filho do xerife de Meca, Hussein ibn Ali, e liderou uma guerra que foi decisiva no desmantelamento do império turco.

    Os acampamentos e os combates foram recriados na imensidade de paisagens naturais, desérticas e poeirentas, localizadas em países como Espanha, Marrocos e Jordânia, uma odisseia provocada pelo tipo de produção e pela limitação de recursos tecnológicos dos anos 60, que na atualidade representaria um disparate. Lean também rodou o filme em 65 milímetros, quase o dobro da largura do formato cinematográfico tradicional de 35 milímetros.

    Assim como o filme foge facilmente dos clichês das grandes produções que abordam a guerra – pois concentra-se mais nos conflitos e transformações psicológicas dos personagens do que em cenas de luta ou batalhas típicas para satisfazer o público adolescente, o personagem de Lawrence afasta-se do estereótipo do herói trivial do cinema, razão pela qual os realizadores do filme optaram por um ator não conhecido. O papel acabou ficando a cargo do inglês Peter O’Toole, em uma atuação que já foi mencionada com a maior da História do cinema pela Premiere Magazine.

    Foi bastante corajosa a escalação de O’Toole para protagonizar uma produção de orçamento tão alto. Ainda mais levando-se em conta de que este era um filme muito arriscado, por estar rigorosamente alheio a toda receita de sucesso garantido: longuíssima duração (quase quatro horas), orçamento elevadíssimo, nenhum ator conhecido, nenhum romance, casal ou história de amor, nenhum personagem feminino. Com raras exceções, praticamente todos os planos externos em locações no deserto da antiga Jordânia, alguns em regiões totalmente desabitadas e sem contato com o homem desde o séc. XVII, onde no filme só são avistados camelos e homens em conflitos. Ainda assim, o que faz desse filme tão especial?

    Lawrence da Arábia

    Steven Spielberg explica nos extras do DVD que, em sua opinião, só pra começar, Lawrence da Arábia tem o melhor roteiro já escrito para o cinema. De fato, é muito brilhante o modo como é desenvolvido o personagem de Lawrence, desde o início do filme. Sutilmente pequenos diálogos e ações vão dando as pistas de sua personalidade atípica e fantasiosa, um homem disposto a todo o momento a transgredir a sua condição humana e transformar-se no mais perto do que se pode imaginar ser um messias. Visualmente, segundo Spielberg, é o maior milagre que já se pôde ver em uma tela da sétima arte.

    VEREDITO

    Lawrence, interpretado por Peter O’Toole possui uma atuação marcante e definidora da carreira dele, é um dos personagens mais fascinantes e complexos da história do cinema. A narrativa do conquistador de tudo e nada é a superação completa de todos os sentidos do cinema naquela época e até mesmo hoje. Nada que foi inserido nesse texto é capaz de transmitir em totalidade a maestria dessa obra-prima. Imenso e grandioso como o deserto.

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer do filme:

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    Ghost of Tsushima: Como aparar os golpes inimigos

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    O ritmo rápido e intenso de Ghost of Tsushima pode mostrar que a ilha explorada no game pode ser desafiadora até mesmo para os jogadores mais experientes. As forças mongóis farão de tudo para impedir a retomada e o avanço da última linha de defesa da bela ilha japonesa, Jin Sakai.

    Após explorar e progredir por algum tempo, o último membro do clã Sakai desenvolve alguns truques na manga que garantirão seu sucesso na sua empreitada.

    COMO APARAR OS GOLPES

    A habilidade mais importante e mais dificultosa a ser dominada no game, é o aparar de golpes. Para realizar a aparagem é simples, mas ser capaz de fazê-lo em um momento de tensão, será o que diferenciará a vida da morte. Para aparar, os jogadores simplesmente precisam bloquear o golpe inimigo na hora do ataque, pressionando o botão L1, antes do ataque abater sobre você. Apesar isso ser um pouco perigoso, Ghost of Tsushima te dará alguns incentivos para que você possa desenvolver e mergulhar de cabeça nas suas habilidades defensivas.

    BENEFÍCIOS DA APARAGEM

    Tsushima

    CONTRA-GOLPE

    A armadura Samurai é algo necessário para sua progressão em Ghost of Tsushima, mas o fato de você usá-la, não garantirá que você vá ser capaz de impedir todo e qualquer golpe inimigo. Aparar, apesar de ser uma técnica interessante, ela fornece ao portador vários benefícios. Quando você executa uma aparagem, você quebra a pose de ataque do personagem, e isso fará o inimigo travar, quebrando a barra de postura. Isso deixa a guarda inimiga completamente aberta para um golpe devastador. E como Sun Tzu dizia: “O melhor ataque é a defesa.”

    Em meio a um combate decisivo, ou perto de fim de um complicado combate, uma aparagem pode significar sua vitória. As hordas Mongóis podem ser um intenso desafio durante a exploração de Tsushima, mas com a sua progressão na árvore de habilidades, os melhores golpes defensivos de Jin o tornarão um desafio para seus inimigos.

    Uma área inteira da árvore de habilidades de Jin são referentes as mais diversas possibilidades de aparagem.

    ATAQUE IMBLOQUEÁVEIS

    Ao progredir na árvore de habilidades de aparagem, você será capaz de bloquear alguns ataques que normalmente são impossíveis de bloquear, tal como ataques com lanças, ou golpes com espadas pesadas.

    CURA E RESOLUÇÃO

    Com a progressão da árvore de habilidades, realizar a aparagem te garantirá uma quantidade significativa de vida e também te dará uma quantidade significativa de resolução. Quando equipado com os talismãs corretos, os jogadores tem uma quantidade substancial de vida que pode ser valiosas em situações mais complicadas. Jin se torna extremamente poderoso simplesmente aprendendo a realizar a aparagem, tornando essa habilidade imensamente valiosa para seu arsenal.

    Aparar é uma habilidade essencial que vem com diversos benefícios. Se os jogadores têm intenção de liberar a ilha de Tsushima da invasão Mongol, eles precisarão progredir ao máximo essa técnica que é o equilíbrio entre ataque e defesa.

    Confira o trailer do game:

    Ghost of Tsushima está disponível para PlayStation 4 e PlayStation 5.

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    CRÍTICA – Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (2021, Destin Daniel Cretton)

    Ainda que a Disney tenha tido problemas com seus personagens chineses no passado – como aconteceu com Mulan em 1998 -, a gigante do entretenimento parece ter acertado no que diz respeito à fidelidade em relação a um personagem que pode vir a ser seu maior trunfo para a Fase 4 do Universo Cinematográfico Marvel. Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis é uma história de encontros, desencontros, ancestralidade e pertencimento.

    SINOPSE

    Shang-Chi (Simu Liu) é um jovem chinês criado por seu pai em reclusão, sendo treinado em artes marciais. Quando ele tem a chance de entrar em contato com o resto do mundo, logo percebe que seu pai não é o humanitário que dizia ser, vendo-se obrigado a se rebelar.

    ANÁLISE

    Com o boom de filmes de artes marciais chineses nos anos 70, o personagem Shang-Chi foi criado. Não apenas para homenagear o gênero, mas também para surfar no hype do que estava em alta na época. É dito que o personagem foi imensamente inspirado em Bruce Lee e sua forma de lutar.

    Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis

    Shang-Chi nas vésperas de completar 50 anos de sua existência, ganhou uma versão live-action para os cinemas e passa a fazer parte do já enorme UCM.

    Muito do que vemos em Shang-Chi vêm sendo semeado dentro do próprio UCM desde seu primeiro filme oficial, o Homem de Ferro de 2008.

    Desde seus primeiros momentos, o longa nos indicava a trama de que um dos maiores inimigos de Tony Stark (Robert Downey Jr.) apareceria com seus dez anéis e mudaria o curso daquela história, mas Jon Favreau apostou em um roteiro muito mais simples, que deu extremamente certo.

    Se pararmos para pensar nos 13 anos do UCM, e na vasta quantidade de filmes de origem e sagas megalomaníacas, veremos que Shang-Chi foi feito no momento certo e da forma correta.

    Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis conta a história do jovem Shang-Chi que, após ser treinado durante toda sua infância para se tornar uma arma, decide partir para longe da sua família a fim de ter uma vida normal – ou o mais perto de normal possível. Ao se mudar para São Francisco, ele desenvolve uma forte amizade com Katy (Awkwafina) e leva uma vida tranquila, até que seu passado o alcança novamente.

    Apesar de acharmos que quase todos os filmes de origem da Marvel têm algo em comum em seu cerne, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis se afasta enormemente das produções de origem do estúdio.

    OS DEZ ANÉIS E ARTES MARCIAIS

    Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis

    Muito do que vemos no mais novo filme da Marvel, parece ser embebido no puro suco de clássicos chineses de artes marciais. Com referências à O Voo do Dragão (1972), Operação Dragão (1973), Combate Mortal (1978) e muitos outros, Shang-Chi é acima de tudo uma história do UCM, mas dá à trama um tom único, assim como foi feito em Guardiões da Galáxia (2014).

    As coreografias, as sequências de ação e até mesmo a parte fantástica do filme do Mestre do Kung-Fu se destacam imensamente, se o compararmos com outros filmes de origem do mesmo estúdio.

    Ainda que Viúva Negra, Capitão América: Soldado Invernal e até mesmo Pantera Negra tenham surpreendido imensamente nas sequências de ação, Shang-Chi é o que nos mostra mais intimamente as consequências e a vida de quem foi forçado a se tornar uma arma viva – sim, uma arma viva, esqueça aquela série muito mal coreografada do Punho de Ferro da Netflix.

    O esmero da direção de Destin Daniel Cretton nos faz perceber o carinho que ele teve pela produção ao inserir na trama elementos imensamente cuidadosos e íntimos. Trabalhando à todo tempo a ambivalência de Shang-Chi, o diretor e Simu Liu nos mostram que há muito a conhecer sobre o imponente guerreiro marcial, explorando lentamente e cuidadosamente cada aspecto da personalidade do recém-chegado herói do UCM.

    Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis

    A já tradicional humanização do vilão, vivido por Tony Leung Chiu-Wai, colocam o “verdadeiro” Mandarim como um dos vilões mais grandiosos do UCM, datando sua existência ao mais longínquo passado do UCM que já vimos até hoje.

    VEREDITO

    Além da trilha sonora, um admirável protagonismo e personagens secundários tão cativantes quanto importantes para a trama, Shang-Chi se mostra imensamente conciso, enquanto nos leva por uma jornada de descobrimento não apenas do personagem, mas também do espectador.

    Ao nos fazer refletir sobre o passado e a importância da ancestralidade, Shang-Chi nos envereda por uma das viagens mais emocionantes do Universo Cinematográfico Marvel.

    4,9 / 5,0

    Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis estreia no dia 3 de setembro nos cinemas de todo o mundo.

    Confira o trailer do filme:

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    MUBI: Confira os lançamentos de setembro na plataforma

    Setembro chegou e com ele diversos lançamentos na MUBI. Com especiais dedicados a Pedro Almodóvar e ao Festival Internacional de Veneza, confira os principais destaques e a programação completa de lançamentos do streaming.

    OBSESSÕES MAGNÍFICAS: OS FILMES DE PEDRO ALMODÓVAR

    Para celebrar o aniversário do magnífico Pedro Almodóvar, a MUBI apresenta, a partir de setembro, um especial dedicado ao melhor do cineasta espanhol. Serão ao todo 10 filmes disponibilizados. A plataforma abre as comemorações dos 72 anos de Almodóvar com Dark Habits, What Have I Done to Deserve This, Law of Desire, e Women on the Verge of a Nervous Breakdown.

    FOCO EM VENEZA

    À medida que o Festival Internacional de Cinema de Veneza se aproxima do seu 78º ano, a MUBI relembra alguns destaques recentes de uma das mais ilustres instituições cinematográficas do mundo.

    Das diretoras Li Dongmei (Mama), Hannaleena Hauru (Fucking with Nobody) a Xavier Dolan (Tom at the Farm), Adilkhan Yerzhanov (Yellow Cat) e George Clooney (Good Night, and Good Luck), essa celebração virtual ilustra toda a magnitude desse prestigiado festival.

    SESSÃO DUPLA: DIEUDO HAMADI

    Um talentoso representante da nova geração de cineastas congoleses, Dieudo Hamadi vem examinando desde 2010 as disfunções de seu país por meio de retratos filmados com uma câmera portátil. Neste mês, a MUBI tem orgulho em apresentar dois incríveis documentários do autor: Kinshasa Makambo e Downstream to Kinshasa.

    MUBI SPOTLIGHT: KNIVES AND SKIN

    Uma mistura de sonho psicológico lúcido, filme de amadurecimento feminista, e até mesmo com uma parte musical, Knives and Skin é um trabalho surpreendente e experimental da cineasta Jennifer Reeder e um poderoso thriller adolescente.
    Um lançamento exclusivo MUBI.

    EXCLUSIVOS MUBI

    Our Defeats (Jean-Gabriel Périot, 2019)

    Uma turma do ensino médio, de fora de Paris, reencena momentos históricos de filmes sobre maio de 68, como greves, tumultos e disputas trabalhistas. Um olhar vibrante e reflexivo sobre a política francesa do passado e do presente, Our Defeats reflete sobre como os jovens de hoje estão lutando com ideologias que marcaram a história do século 20, com uma voz original própria.

    Editing (Dustin Guy Defa, 2021)

    Os filmes de Dustin Guy Defa – de seu curta-metragem Family Nightmare a sua dramédia esplendorosa Person to Person – diferem de seus contemporâneos por sua generosa observação e corte transversal brincalhão.

    Este mês, a MUBI apresenta a estreia mundial de seu novo curta-metragem: Editing narra a vida de uma mulher confrontada por um estranho, e que acredita ter sido editada para fora de sua história.

    Anne at 13,000 ft (Kazik Radwanski, 2019)

    Kazik Radwanski emergiu como uma das vozes jovens mais distintas do cinema canadense, com seus retratos refrescantemente não adornados, mas empáticos, de indivíduos alienados lutando pela sanidade.

    Seu mais novo filme (considerado pelos críticos como seu melhor trabalho), Anne at 13,000 ft narra um período precário na vida de Anne, interpretada por Deragh Campbell em performance impressionante.

    Confira abaixo, a tabela completa com a programação de setembro da MUBI. A programação pode sofrer alterações ao longo do mês.

    DataTítuloDiretorCategoria/contexto
    1/9Rules Don’t ApplyWarren Beatty 
    2/9Ray & LizRichard Billingham 
    3/9I’m Still HereCasey AffleckFoco em Veneza
    4/9 

    Yellow Cat

    Adilkhan YerzhanovFoco em Veneza
    5/9Jacky in the Kingdom of WomenRiad Sattouf 
    6/9Jessica ForeverCaroline Poggi, Jonathan VinelFoco em Veneza
    7/9Dark HabitsPedro AlmodóvarObsessões Magníficas: Os filmes de Pedro Almodóvar
    8/9The Smell of UsLarry ClarkFoco em Veneza
    9/9Fucking with NobodyHannaleena HauruFoco em Veneza
    10/9Tom at the FarmXavier DolanFoco em Veneza
    11/9Good Night, and Good LuckGeorge ClooneyFoco em Veneza
    12/9
    Mama
    Li Dongmei
    Foco em Veneza
    12/9Dead Man’s BluffAleksey BalabanovRússia Sombria: Os filmes de Aleksey Balabanov
    13/9Kinshasa MakamboDieudo HamadiSessão Dupla: Dieudo Hamadi
    13/9Downstream to KinshasaDieudo HamadiSessão Dupla: Dieudo Hamadi
    14/9The FacultiesEloisa Solaas 
    15/9Our DefeatsJean-Gabriel PériotDesvendados
    16/9What Have I Done to Deserve ThisPedro AlmodóvarObsessões Magníficas: Os filmes de Pedro Almodóvar
    17/9Knives and SkinJennifer ReederMUBI Spotlight
    18/9The Big ShortAdam McKay 
    19/9PiripkuraRenata Terra, Bruno Jorge, Mariana Oliva 
    19/9The HeiressesMárta MészárosMulheres Independentes: O cinema pioneiro de Márta Mészáros
    20/9Scenes with BeansOttó FokyCurtas Animados Húngaros
    21/9Truth or ConsequencesHannah Jayanti 
    22/9EditingDustin Guy DefaBreves Encontros
    23/9Law of DesirePedro AlmodóvarObsessões Magníficas: Os filmes de Pedro Almodóvar
    24/9MediterraneaJonas Carpignano 
    25/9FabianaBrunna Laboissière 
    26/9Cemetery of SplendourApichatpong Weerasethakul 
    27/9Listen Up PhilipAlex Ross Perry 
    28/9Cairo TimeRuba Nadda 
    29/9Anne at 13,000 ftKazik RadwanskiOs Novos Autores
    30/9Women on the Verge of a Nervous BreakdownPedro AlmodóvarObsessões Magníficas: Os filmes de Pedro Almodóvar

     

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    CRÍTICA – 12 Órfãos Poderosos (2021, Ty Roberts)

    Lançamento da Sony Pictures Home Entertainment, o longa 12 Órfãos Poderosos está disponível para compra e aluguel nas principais plataformas digitais. Com direção de Ty Roberts, o longa é estrelado por Luke Wilson, Martin Sheen e conta com a participação especial de Robert Duvall (O Poderoso Chefão).

    12 Órfãos Poderosos é uma adaptação do livro Twelve Mighty Orphans escrito por Jim Dent, best-seller que conta a história real do time de futebol americano Mighty Mites, criado no orfanato de Fort Worth e que concorreu ao Campeonato Estadual do Texas durante a Grande Depressão dos Estados Unidos (1929-1930).

    SINOPSE

    Assombrado por seu passado misterioso, um dedicado treinador de futebol americano leva uma equipe de órfãos ao campeonato estadual durante a Grande Depressão, e inspira uma nação pelo caminho.

    ANÁLISE

    12 Órfãos Poderosos possui a difícil missão de condensar a história de um time de futebol americano, criado em um orfanato e tendo apenas 12 jogadores, que chegou à final do Campeonato Estadual do Texas durante um período tão sofrido quanto o da Grande Depressão norte-americana.

    Não bastasse a quantidade de conteúdo que essa façanha já proporciona, o roteiro de Lane Garrison, Ty Roberts e Kevin Meyer precisa, ainda, cobrir a história base de cada uma das crianças e o background de Rusty Russell (Luke Wilson), o visionário treinador do Mighty Mites que, futuramente, seria o responsável por popularizar uma das estratégias de jogo mais utilizadas no futebol americano.

    Essa linha do tempo precisa ser encaixada e conduzida durante 118 minutos. Obviamente, a curta duração do filme torna toda a primeira parte da produção extremamente apressada, elencando uma série de pequenos “clipes” com acontecimentos que possam dar uma noção ao espectador sobre como aquele treinador foi parar nos confins do Texas para treinar um time de órfãos.

    CRÍTICA - 12 Órfãos Poderosos (2021, Ty Roberts)

    A verdade é que a história dos Mighty Mites é tão rica que poderia ser bem melhor aproveitada. A forma como os roteiristas tentam criar, constantemente, uma sensação de patriotismo e discurso motivacional nas ações do técnico Rusty, conduz o longa para cenas clichês que acabam lembrando outros tantos filmes de times e competições.

    Mais clichês ainda são os “vilões” da trama, que são visualmente caracterizados como pessoas malvadas. Você percebe que eles não são pessoas boas no momento em que eles entram em cena. Esse formato traz a 12 Órfãos Poderosos um ar de filme dos anos 1980, com excessivas fórmulas prontas e conveniências de roteiro.

    Mesmo com nítidos problemas de condução e montagem, 12 Órfãos Poderosos possui um bom elenco, com destaque para Luke Wilson e o jovem Jake Austin Walker, que interpreta o famoso jogador de futebol americano Hardy Brown. A história dos órfãos também é impressionante, principalmente por tudo o que passaram para conseguirem entrar na classe A do futebol americano e como viraram um símbolo de esperança para a população. Entretanto, essas mensagens acabam ficando em segundo plano.

    VEREDITO

    12 Órfãos Poderosos é uma boa produção, mas que, devido à curta duração e ao roteiro apressado, não conseguiu tirar o melhor do material que possuía em mãos.

    Com um pouco mais de tempo e um roteiro mais afiado, o longa poderia aprofundar a construção de seus personagens e explorar, de fato, a história que interessa: quem são os órfãos que fizeram história no futebol americano.

    2,5 / 5,0

    12 Órfãos Poderosos está disponível exclusivamente para aluguel e compra nas plataformas digitais Apple TV (Itunes), Google Play, Looke, Microsoft Films & TV (Xbox), Now, Sky e Vivo Play.

    Assista ao trailer:

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