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    O Esquadrão Suicida: Conheça todos os 17 personagens da Força Tarefa X

    O trailer de personagens lançados durante a DC FanDome revela quase todos os personagens da Força Tarefa X em O Esquadão Suicida de James Gunn. A convenção virtual da DC Comics e Warner Bros., confirma o elenco do filme pela primeira vez. Durante o painel, Gunn também confessou que o projeto foi o mais divertido que ele já topou fazer, e disse que O Esquadrão Suicida manteria o espírito do quadrinho original por John Ostrander.

    Quando lançado em 2016, Esquadrão Suicida de David Ayer foi pessimamente recebido pela crítica apesar de seu elenco repleto de estrelas, e uma nova aproximação do gênero de heróis. A história segue um time de super-vilões encarcerados, chamados de Esquadrão Suicida ou Força-Tarefa X, que assumem uma missão secreta de alto risco em troca de sentenças reduzidas e alguns outros luxos em suas celas. Seu nome se refere ao fato de seu governo acreditar que por serem vilões ou prisioneiros, eles são descartáveis.

    Apesar de contar com a presença de alguns atores e personagens do filme de Ayer, como a Arlequina de Margot Robbie ou o Capitão Bumerangue de Jai Courtney, O Esquadrão Suicida é basicamente um reboot – e essa é a razão dele não ser chamado O Esquadrão Suicida 2.

    Além dos super-vilões, Viola Davis retornará como Amanda Waller, a oficial do governo que liderará a Força Tarefa X. Joel Kinnaman também retornará como o Coronel Rick Flag, que tem o trabalho inviável de tentar manter o Esquadrão Suicida na linha, para que possam cumprir suas missões em campo.

    A lista do elenco completo foi lançado em Setembro de 2019, mas a maior parte dos papéis foi mantido em segredo até o anúncio oficial durante a DC FanDome. Pelo que pode ser visto por trás das cenas e do elenco de super-vilões, parece que James Gunn optou por não escolher super-vilões mais famosos, e se manteve mais original e seu estilo absurdo, optando por trazer personagens bizarros, e por vezes, ridículos, e até mesmo personagens relativamente desconhecidos para sua nova equipe do Esquadrão Suicida. Então, exatamente, quem faz parte da nova Força Tarefa X?

    Arlequina (Margot Robbie)

    Força Tarefa X

    No papel de Arlequina pela terceira vez, Margot Robbie estrela o filme no papel da ex-psiquiatra do Asilo Arkham, Dr. Harleen Quinzel: criminosa, mercenária, ex-namorada do Coringa, e um membro que retornou do Esquadrão Suicida original. Ela se apaixonou pelo Coringa enquanto ele era seu paciente e mais tarde saltou dentro de um dos tonéis de materiais químicos da Ace Chemicals a fim de provar sua devoção a ele.

    Arlequina não possui poderes, mas é uma combatente experiente e uma ginasta de talento, enquanto mostra também diversas habilidades de manipulação.

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    Sanguinário (Idris Elba)

    Força Tarefa X

    Apesar de Idris Elba ter sido escolhido originalmente para substituir o Pistoleiro de Will Smith devido conflitos na agenda de Smith, James Gunn optou que Elba desse vida a Robert DuBois, também conhecido como Sanguinário.

    No momento em que o filme se passa, ele foi preso por atirar no Superman com uma bala de Kryptonita. O personagem teve algumas encarnações diferentes desde sua criação em 1987, mas sua história de origem o mostrou ficando louco após descobrir que seu irmão Micky tomou seu lugar na guerra do Vietnã, o fazendo ser amputado em quatro lugares.

    Lex Luthor então o manipulou, colocando a culpa no Superman e dando a ele um teleportador e armas. Storm Reid dará vida a filha de Sanguinário, Tyla em O Esquadrão Suicida.

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    Pacificador (John Cena)

    Força Tarefa X

    John Cena é Christopher Smith, também conhecido como o Pacificador, um personagem que Cena descreveu como “um Capitão América babaca”.

    O Pacificador é um diplomata pacifista tão comprometido em conquistar a paz, que está disposto a se tornar um vigilante para atingir suas metas, indo atrás de senhores do crime e ditadores.

    Nos quadrinhos ele descobre que seu empenho é um resultado de doença mental, causada pela vergonha e pela culpa de saber que seu pai era o comandante de um centro de concentração nazista.

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    Coronel Rick Flag (Joel Kinnaman)

    Força Tarefa X

    Joel Kinnaman retorna como o Coronel Rick Flag, líder do Esquadrão Suicida original. Ele é um oficial das Forças Especiais e foi contratado por Amanda Waller para monitorar June Moone/Magia (Cara Delevigne).

    Ele se apaixona por Moone e eventualmente a liberta da antiga deusa que a possui, Magia. Ele escolheu Katana para ser sua guarda-costas e para cuidar dele enquanto trabalhava com o Esquadrão Suicida, apesar de parecer que ela não retornará para o reboot de James Gunn.

    Capitão Bumerangue (Jai Courtney)

    Força Tarefa X

    Outro membro do Esquadrão Suicida original, Jai Courtney é George “Digger” Harkness, um notório criminoso australiano que assume o pseudônimo Capitão Bumerangue.

    Ele foi capturado pelo Flash após roubos em joalherias, e após ser sentenciado a três prisões perpétuas, foi forçado a se juntar a Força Tarefa X.

    Suas armas primárias são suas lâminas e seus bumerangues.

    O Pensador (Peter Capaldi)

    Peter Capaldi é confirmado no filme como o Pensador, um dos vilões mais antigos da DC Comics, cujo nome foi usado por quatro supervilões diferentes ao longo dos anos.

    Suas habilidades incluem poderes tecnologicamente derivados de telecinese e controle da mente; ele usa um capacete mental que serve para aumentar sua força psíquica.

    O Pensador é um homem bem jovem, cujo cérebro suga energia do resto de seu corpo, e o faz envelhecer prematuramente. O personagem recentemente foi o antagonista principal da 4ª temporada do Flash, e foi vivido por Neil Sandilands.

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    Sol Soria (Alice Braga)

    Força Tarefa X

    Alice Braga dá vida a Sol Soria, que parece ser uma versão de Juan Soria, um personagem tem a habilidade de destrancar qualquer objeto que ele toca ao aplicar nanites em sua mão.

    Seu sonho era se juntar à Liga da Justiça, mas ele foi negado e seus sonhos destruídos. Atormentado e quebrado, ele roubou um banco, só para ser impedido pela Liga da Justiça.

    Devido a sua habilidade de abrir qualquer tranca, ele foi colocado em um buraco em Belle Reve antes de ser recrutado para o Esquadrão Suicida.

    Blackguard (Pete Davidson)

    O membro do elenco de SNL, Pete Davidson aparece como Richard Hertz, também conhecido como Blackguard.

    Inicialmente, ele era um bandidinho que foi recrutado por uma organização criminosa conhecida como Os 1.000, para desempenhar diversos papéis e operações.

    Ele normalmente veste uma armadura pesada, que ele ganhou d’Os 1.000, e o permite gerar um escudo e uma maça feita de energia pura.

    Em O Esquadrão Suicida, entretanto, parece que o Blackguard de Davidson usa armas, então as mudanças devem ter sido feitas pelo fato do personagem ser relativamente desconhecido.

    Homem das Bolinhas (David Dastmalchian)

    Em uma revelação bizarra, David Dastmalchian foi anunciado como Abner Krill, também conhecido como Homem das Bolinhas, ou Bolinhas, é um pequeno vilão do Batman dos anos 60, que lançou uma onda de crimes.

    Ele vestia um traje coberto de pontos que podiam ser removidos de seu traje e se tornar diversos objetos, indo desde armas, até mesmo pires voadores, que ele usava como veículo de fuga. Nos quadrinhos, o Homem das Bolinhas brevemente captura Robin antes dele ser solto pelo Batman.

    O Sábio (Michael Rooker)

    Força Tarefa X

    Com uma peruca impressionante, Michael Rooker foi anunciado como Brian Durlin, mais comumente conhecido como Sábio.

    Herdeiro de uma enorme fortuna, um vigilante extremamente inteligente e o líder de um esquema de chantagem extremamente rentável, o Sábio parece ter lapsos de memória por causa de sua memória não-linear, causa por seu desequilíbrio químico.

    O Sábio também está associado às Aves de Rapina durante a run de Gail Simone. Em combate, ele costuma usar um par de bastões.

    Mongal (Mayling Ng)

    Nos quadrinhos, Mongal é uma senhora da guerra alienígena, que ao lado de seu irmão gêmeo Mongul, o Jovem, eram filhos de um tirânico regente do Planeta de Guerra, Mongul o Ancião.

    Ela e seu irmão tentaram matar o Superman por desonrar seu pai, um confronto que se tornou uma batalha sangrenta e terminou apenas quando Krypto quase matou Mongul.

    Como uma alienígena, Mongal possui força sobre-humana, agilidade, velocidade e estamina, que a permitiu lutar de perto contra o Superman.

    Nos quadrinhos ela é eventualmente morta por seu irmão, que acreditava que família era uma fraqueza que ele não podia suportar.

    A artista marcial de Singapura, Mayling Ng anteriormente deu vida à guerreira Amazona Orana em Mulher-Maravilha.

    TDK (Nathan Fillion)

    TDK é abreviação de The Detachable Kid (ou em tradução literal, O Homem Destacável), que é o outro nome para o personagem conhecido como Arm-Fall-Off-Boy.

    Ele possui a habilidade de destacar seus próprios membros e usá-los como armas concussivas, apesar de ser incerto como ele originalmente obteve seus estranhos poderes.

    Sua habilidade se mostrou deveras estranha e ele foi rejeitado pela Legião de Super-Heróis.

    O personagem será vivido por Nathan Fillion, também conhecido por seus papéis nas séries de TV Firefly e Castle.

    Caça-Ratos 2 (Daniela Melchior)

    A atriz portuguesa Daniela Melchior é a Caça-Ratos 2, presumimos que ela é parente de alguma forma do vilão do Batman, conhecido como Caça-Ratos, cujas habilidades eram controlar e se comunicar com ratos.

    Originalmente, chamado de Otis Flannegan, desenvolveu um alter-ego como Caça-Ratos e treinou hordas de ratos para matar e torturar antes de ser parado pelo Batman.

    É possível que a Caça-Ratos 2 seja a filha de Flannegan, sua protegida, ou até mesmo uma super-fã.

    Tubarão Rei

    Força Tarefa X

    O Tubarão Rei é um híbrido humano-tubarão com uma cabeça de tubarão. Rumores apontam que o Tubarão Rei será dublado por Steve Agee, mas o interessante, é que o trailer não revela quem será o ator que emprestará sua voz ao personagem, diferente do Doninha.

    Também conhecido como Nanaue, o pai do Tubarão Rei é o Tubarão Deus. Devido a sua fisiologia, ele é capaz de viver debaixo d’água e possui durabilidade e força sobre-humanas, assim como um enorme apetite por humanos.

    O diretor David Ayer, revelou que em Esquadrão Suicida, o Tubarão Rei apareceria em seu filme, mas por ser possível apenas de fazê-lo por meio de um personagem inteiramente em CGI, ele foi substituído por Crocodilo.

    Doninha (Sean Gunn)

    O irmão de James Gunn, Sean Gunn aparecerá no filme como o Doninha por meio de captura de movimentos, uma doninha antropomórfica do tamanho de um homem.

    Na primeira encarnação do personagem como John Monroe, o Fuinha era um homem que não se saía bem na academia, então assumiu a identidade – que na verdade era uma fantasia – de doninha para assassinar brutalmente aqueles que tomava como uma ameaça.

    Junto com as suas garras afiadas, o Doninha também parece possuir força e velocidade sobre-humanas.

    Dardo (Flula Borg)

    Força Tarefa X

    Dardo é um ex-atleta olímpico alemão, que por razões desconhecidas, se voltou para uma vida de crimes.

    Ele criou um arsenal de armas baseada em dardos e lutou contra o Lanterna Verde quando roubou um protótipo de uma aeronave solar a jato da Ferris Aircraft, derrotando-o.

    Dardo mais tarde foi capturado, e recrutado pelo Esquadrão Suicida.

    Amanda Waller (Viola Davis)

    Viola Davis reprisa seu papel como Amanda Waller em O Esquadrão Suicida, como uma figura política poderosa envolvida em diversos esquemas de espionagem e agências de aplicação da lei, e comandante da Força Tarefa X.

    Ela defendeu e criou o Esquadrão Suicida, com base em sua crença de que indivíduos poderosos são uma ameaça aos humanos. Ela assim monta sua própria equipe de indivíduos descartáveis com poder de eliminar essas ameaças em potencial.

    O filme da equipe estreará no dia 6 de Agosto de 2021.

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    CRÍTICA – The Boys (2ª temporada, 2020, Amazon Prime Video)

    The Boys entra no seu segundo ano no serviço de streaming da Amazon Prime Video no dia 04 de Setembro com seus episódios inéditos.

    SINOPSE

    The Boys Depois do embate entre Capitão Pátria (Anthony Starr) e Billy Carniceiro (Karl Urban), Os Rapazes tem a missão de tentar derrubar de uma vez por todas a Vought, pois suas cabeças estão a premio enquanto uma nova e poderosa heroína substitui Profundo (Chace Crawford) nos Sete.

    ANÁLISE

    O segundo ano de The Boys apresenta ainda mais elementos e referências das HQs criadas por Garth Ennis.

    A aposta em diversos easter eggs e personagens que são emulados de forma muito fiel para as telas é algo que com certeza vai agradar os fãs mais fiéis, por exemplo.

    Tecnicamente, o programa continua impecável, utilizando efeitos especiais em momentos certos e nos trajes inventivos de seus personagens.

    As atuações continuam muito boas, uma vez que os atores e atrizes do elenco estão cada vez mais à vontade em seus papéis. O destaque continua sendo Anthony Starr com seu Capitão Pátria cada vez mais ameaçador e sádico.

    Karl Urban (Billy Carniceiro), Laz Alonso (Leite Materno), Tomen Kapor (Francês) e, principalmente, Aya Cash com sua incrível Stormfront são os destaques da temporada, pois possuem um carisma incrível e um texto que os ajuda em suas atuações.

    Stormfront é poderosa muito além de suas habilidade sobre-humanas, pois além de soltar raios das mãos, consegue ter como arma ter o público em sua mão, ameaçando até mesmo o Capitão Pátria com sua influência por conta de seu discurso de ódio.

    Aya Cash dá um show e com certeza vai deixar muitas pessoas com raiva de sua antagonista.

    PONTOS NEGATIVOS DE THE BOYS NO ANO DOIS

    The Boys

    A segunda temporada continua muito boa, todavia, sua irregularidade atrapalha bastante o desenvolvimento de algumas subtramas e desfavorece certos personagens que apresentavam um desenvolvimento interessante no primeiro ano.

    Além disso, se o grafismo da violência era um dos pontos fortes por ser um recurso que chocava o espectador na primeira temporada, na segunda é usado em demasia, perdendo seu principal propósito.

    Claro que os fãs de The Boys gostam desse gore que é uma das características mais marcantes dos quadrinhos, por exemplo. Contudo, nem nas HQs é utilizado o tempo todo, nos dando uma recompensa quando é usado. A utilização em demasia acaba cansando em alguns momentos, pois tira a surpresa do espectador.

    VEREDITO

    the boys

    The Boys continua muito boa e apresenta cada vez mais motivos para ser uma das melhores adaptações de quadrinhos de todos os tempos, pois é uma carta de amor aos fãs.

    Entretanto, a irregularidade da trama da segunda temporada atrapalha bons personagens, servindo mais como uma transição para uma terceira temporada eletrizante.

    4,0/5,0

    Confira o trailer de The Boys:

    A segunda temporada chega ao Amazon Prime Video no dia 04 de Setembro. Lembre-se de após assistir, pois queremos que você volte aqui para deixar seus comentários e sua avaliação.

    Assista também a crítica da primeira temporada:

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    Eleanor e as Cores do Amor: Autora catarinense traz história de protagonista cega e reflexões

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    Dedicando-se cada vez mais na literatura, a escritora Amanda Bonatti anunciou o lançamento do seu sétimo livro. Ambientado na França durante o século XIX, Eleanor e as Cores do Amor chama a atenção dos leitores por narrar a história uma mulher cega em busca do seu amor enquanto luta pela sua liberdade e contra o preconceito.

    Vencedora da Coerência Awards 2019 com Nas Colinas de Dorsetshire na categoria Melhor Livro, a escritora pretende levantar reflexões importantes sobre as barreiras sociais enfrentadas por um cego.

    A autora comentou:

    “Eleanor e as Cores do Amor é uma história sensível sobre as coisas essenciais da vida, as quais não precisamos apenas ver para sentir.”

    Analisando a necessidade de inclusão dentro do universo literário, a autora se propõe a levar representatividade por meio de um enredo que mostra sonhos, desejos e possibilidades existentes na vida de uma pessoa com deficiência visual, e no caso do livro encontra-se isso principalmente no amor. 

    Bonatti conclui:

    “As percepções necessitam ir além, precisamos do nosso coração para compreender.”

    Com seis livros publicados entre 2013 a 2019, a autora que também é coaching e revisora de textos, atualmente se dedica integralmente à escrita e a produção de seus projetos literários.

    Previsto para ser lançado ainda este ano, Eleanor e as Cores do Amor é o terceiro livro de Amanda Bonatti publicado pelo Grupo Editorial Coerência.

    Na história, acompanhamos Eleanor lidando com seus dramas, paixões, conflitos familiares e a luta pelo amor verdadeiro, incluindo personagens marcantes do século XIX que refletem a sociedade em que vivemos.

    A ambientação é feita na França do século XIX. A personagem Eleanor, embora tenha nascido cega, tem uma visão delicada de mundo e sempre buscou aprender e ser independente em todas as tarefas que podia realizar sozinha.

    O título do livro diz respeito ao fato de a personagem nunca ter enxergado, e por isso não considerar as cores importantes, pois seu mundo eram as sensações táteis, o que podia experimentar com seus outros sentidos. Mas não há sentido mais poderoso do que o amor, e no instante que Thierry surge em sua vida, trazendo poesia e leveza, apresenta-lhe também significado para aquilo que ela julgava não haver sentido algum: as cores.

    Junto com essas novas descobertas, Eleanor precisará lidar com muitos preconceitos, inveja, dramas familiares e sentimentos conflituosos.

    Uma emocionante história sobre a sutileza das coisas que raramente damos importância, as mais essenciais para o encantamento da alma.



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    CRÍTICA | H.P. Lovecraft – O Cão de Caça e Outras Histórias (2015, JBC)

    O maior escritor do horror cósmico, H.P. Lovecraft, ganhou um grande destaque no mainstream nos últimos tempos em diversas mídias visuais. Isso é excelente, pois dá oportunidade para que outras pessoas busquem conhecer a fonte literária desse extraordinário autor.

    Com isso em mente, temos o mangá O Cão de Caça e Outras Histórias escrito e desenhado pelo fenomenal mangaká Gou Tanabe.

    Na obra temos três contos do grande mestre do horror, O Templo, O Cão de Caça e A Cidade sem Nome.

    A obra foi publicada originalmente no Japão em 2014 e sendo publicado aqui no Brasil pela editora JBC em 2015; Em um volume único.

    ANÁLISE

    Na trama de O Templo temos um submarino alemão à deriva e uma estranha maldição guia o enredo.

    Em seguida O Cão de Caça, onde dois amigos violadores de túmulos tentam escapar de uma criatura terrível.

    E por último A Cidade sem Nome, em que um explorador se embrenha pelas ruínas de uma antiga civilização desconhecida e descobre que a realidade pode ser muito mais aterrorizante do que imaginava.

    Tanabe é um visionário e trata a obra original de H.P. Loveraft com devido respeito. Quanto ao traço do mangaká, posso dizer que é simplesmente fenomenal. Sua arte não é aquele estereótipo shonen, pelo contrário. É bem realista e sombrio.

    Garanto que os três contos adaptados são excelentes, o ritmo narrativo é formidável junto ao mistério que vai sendo criado a cada página. Foram raras as vezes que encontrei HQs e mangás que adaptaram tão bem as nuances da obra original.

    Portanto, se você nunca leu nenhuma obra de H.P. Lovecraft esse mangá é uma ótima porta de entrada para o assombro mundo dos Cthulhu Mythos e Gou Tanabe.

    VEREDITO

    Por fim, essa é a primeira obra de Tanabe publicada no Brasil e foi uma surpresa ter descoberto esse excelente mangaká que merece ser também conhecido por outros leitores que apreciam obras de terror.

    Gou Tanabe possui outras adaptações da obra de H.P. Lovecraft. Além de ser indicado prêmio Eisner em 2020 na categoria Melhor Adaptação de Outra Mídia por Nas Montanhas na Loucura. Infelizmente ainda não temos outras obras do mangaká publicadas aqui no Brasil.

    Espero que a editora JBC traga logo outros trabalhos desse mangaká que certamente já entrou para a minha lista de favoritos.

    Editora: JBC

    Autor: Gou Tanabe

    Páginas: 170

    E você, já leu H.P. Lovecraft – O Cão de Caça e Outras Histórias ou alguma outra obra de Gou Tanabe? Deixe seus comentários e sua avaliação!



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    Uma Princesa de Marte: Editora Regulus lançará uma nova edição

    Diversos clássico da ficção cientifica e seus subgêneros vêm sendo republicado no Brasil, sempre com acabamento excepcional e muitas vezes repleto de brindes para os leitores. Com isso em mente, a Editora Regulus irá publicar obras do gênero ficção cientifica, fantasia, horror e etc.

    Um dos maiores clássicos da fantasia científica Uma Princesa de Marte escrito por Edgar Rice Burroughs vai ganhar uma nova republicação luxuosa pela Editora Regulus. Esse será o primeiro projeto editorial que já chegou com tudo!

    O livro contará com a capa original publicada em 1917 com a arte surpreendente do artista Frank E. Schoonover. A arte estará presente tanto na capa e contracapa, quanto no livro inteiro.

    A HISTÓRIA

    “Depois de ser transportado misteriosamente para o solo marciano, John Carter, um veterano da Guerra Civil, descobre que suas habilidades físicas foram ampliadas significativamente devido a menor pressão atmosférica e gravidade. Além disso, se vê envolvido no meio dos conflitos entre as raças marcianas. Que fará ele?”

    Uma Princesa de Marte (A Princess of Mars) é o tipo de obra cujo poder de influência não se pode medir facilmente. Abrindo caminho para a chamada Era de Ouro da ficção-científica, permeou o imaginário de alguns dos mais consagrados autores do gênero. Robert A. Heilein, Arthur C. Clarke e Ray Bradbury são só alguns nomes da lista.

    A história que inaugurou as aventuras do famoso John Carter é o retrato perfeito de uma época onde as ficções pulp ganhavam cada vez mais notoriedade. Exemplar prototípico do subgênero da Espada e Planeta, Uma princesa de Marte é leitura mandatória para todo fã do mundo especulativo da ficção.

    O livro será lançado em 2021. Você também pode apoiar esse livro na campanha do Cartase.



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    CRÍTICA – Mortal Shell (2020, Cold Simmetry)

    Além do alcance dos familiarizados
    Um limiar exige ser cruzado
    As Carcaças anseiam por sentido
    Aguardando um vislumbre de seu real propósito…

    Assim, Mortal Shell te recebe, sem maiores explicações, em um mundo estranho, sombrio, repleto de ruinas e habitado por um pessoal raramente amigável. A similaridade com Dark Souls impressiona, mas talvez o mais impressionante mesmo não seja tão conhecido pela maioria das pessoas. Este jogo indie, desenvolvido pela Cold Simmetry, mesmo tendo uma equipe pequena, entrega resultados de gente grande.

    Os jogadores já acostumados com o gênero soulslike certamente identificarão várias similaridades: esquiva, oponentes com movimentos específicos e pontos fracos diferentes, jogo altamente punitivo, sombrio.

    Tudo bem. Ele lembra muito seus predecessores e fica clara a inspiração. Mais do que isso: ele não faz questão alguma de esconder, e é isso que nos faz buscar o “algo a mais”.

    UM RPG INCOMUM? OU NEM MESMO UM RPG?

    mortal-shell-carcaçaO que caracteriza um verdadeiro videogame de RPG? Normalmente, a possibilidade de construir seu personagem e ir moldando ele conforme você melhor quiser jogar ou interpretar. Iniciar um personagem, definir aparência, status básicos, classe e a partir daí evoluir na direção que sua expectativa assim mandar.

    Dark Souls ou Bloodborne são assim, correto? Ganhe experiência, melhore seus atributos, libere novas habilidades, encontre armas que melhor se adaptam ao seu estilo/personagem. Bem… não é esta a receita de Mortal Shell.

    Este aqui é um RPG com uma pegada diferente. Ao invés de escolhermos quem queremos ser, começamos o jogo sem ter pista alguma de quem somos (não há opção de escolher nome ou sequer a aparência do protagonista – o qual supomos que seja um homem), e sem maiores informações nos mantemos durante boa parte do jogo.

    No entanto, a medida que avançamos, encontramos Carcaças (as Shells que dão nome ao jogo) de guerreiros, e delas tomamos controle. É como se nosso personagem incorporasse a armadura e a história daquele que ali jaz. A ideia do game então não é criar o seu personagem, mas ir a fundo no significado do termo Role-Playing Game e realmente interpretar seu papel a partir de cada um dos prismas que te são oferecidos.

    As carcaças

    shellsCada uma das carcaças pertenceram a um guerreiro específico, cada qual com suas habilidades. Ao longo do jogo, podemos assumir o controle de 4 destas shells:

    • Harros, o Vassalo: a classe mais balanceada;
    • Solomon, o Erudito: a classe que mais explora o potencial das armas;
    • Eredrim, o Venerável: a alternativa tanque; lento mas resistente e;
    • Tiel, o Acólito: o clássico ladino, com pouca durabilidade (vida) mas agilidade compensadora.

    Contudo, a premissa do jogo é te fazer explorar e aprender conforme seu avanço. Desta forma, quando assumimos uma carcaça pela primeira vez, não sabemos nada sobre ela. No menu, não conseguimos nem ao menos ver o nome de quem “habitamos”.

    A medida que progredimos e coletamos Tar e Vislumbres, podemos oferecê-los à Irmã Genessa (NPC que nos acompanha por várias áreas do jogo) em troca de maior conhecimento a respeito de carcaça. Quanto mais vamos nos familiarizando (e isto é uma característica chave do jogo) com cada uma das classes, descobrimos mais sobre cada um dos guerreiros, como o nome e as habilidades específicas de cada um.

    Familiaridade

    Este é um dos principais pontos do jogo e um dos diferenciais em relação aos outros do gênero. Como o protagonista é um ser que aparentemente foi privado de suas memórias, ele acaba não tendo conhecimento algum sobre o mundo onde está ou as coisas que nele são encontradas. Quase todo e qualquer item coletado, à princípio, não tem um efeito conhecido.

    É necessário utilizá-lo para aprender. Talvez o item auxilie na recuperação de vida, ou seja um veneno retardante. Vale a pena arriscar? Sempre que um item é utilizado, aumenta-se a familiaridade com o mesmo. Quanto maior a familiaridade, melhores serão os efeitos.

    O MELHOR ATAQUE É A DEFESA

    mortal-shell-combateO jogo não difere muito do que é praxe nos jogos em que ele se baseia. Mortal Shell tem como foco em seu combate a esquiva, o estudo do ataque do inimigo, estudo de janelas de oportunidade para ataques e a manutenção do seu vigor (ou stamina).

    Ao contrário do seu hack and slash preferido, onde quase sempre basta uma sequência aleatória de ataques para fulminar seus adversários, neste jogo um ataque na hora errada pode ser muito mais punitivo do que pode imaginar. Mesmo que algumas carcaças tenham mais durabilidade (vida) do que outras, o jogo não vai premiar seus esforços de tentar absorver todos os golpes em detrimento de um ataque mais forte.

    Aqui, seu melhor ataque pode estar escondido em meio às suas defesas. As esquivas são fundamentais, e devem ser usadas com cautela. Cada esquiva precisa de um pouco de vigor para ser utilizada, portanto, não gaste todo ele em seus ataques, ou poderá ficar exposto na hora que o inimigo revidar. Caso esta barra já esteja extinta, você ainda tem uma alternativa (e um dos maiores diferenciais do jogo): o endurecimento.

    Endurecer

    O endurecimento, apesar de ser uma das habilidades mais úteis de Mortal Shell, é a primeira (mesmo) que aprendemos em todo o jogo. Neste sentido, como aqui não temos acesso à nenhum tipo de escudo ou forma de bloquear com a arma, esta habilidade serve para suprir esta falta. Assim que acionada, seu personagem se transformará em pedra e isto fará com que o próximo ataque recebido seja dissipado.

    Mas tome cuidado. Ao contrário dos jogos em que o bloqueio é só mais uma funcionalidade, neste caso endurecer é uma habilidade, e por isto, tem um tempo de resfriamento. Desta forma, é necessário ficar atento ao selo à esquerda das barras, o qual indica o tempo necessário até que seja possível utilizá-la outra vez. Apesar destas limitações, a habilidade pode te ajudar não só à defender, mas a preparar o seu próximo combo fulminante.

    Ao contrário do que se possa imaginar, endurecer não é apenas uma habilidade de bloqueio. É possível utilizá-la em qualquer momento e em meio a qualquer movimento. Isto possibilita muitas formas de explorar esta característica. Uma das formas que pode te trazer mais benefícios é transformar-se em pedra enquanto o seu personagem estiver começando uma animação de ataque. Deste modo, ao que receber o impacto e possivelmente desestabilizar o inimigo, a animação de ataque será retomada, abrindo espaço para o início de uma forte combinação de ataques.

    AONDE ESTOU?

    fallgrimUma das características mais louváveis do jogo, certamente é a ambientação. A combinação dos excelentes gráficos e os efeitos sonoros te permitem uma experiência bastante imersiva, e os vários caminhos possíveis aliados à inexistência de um mapa fazem com que o jogador muitas vezes fique perdido e não saiba para onde ir, principalmente em Fallgrim, o maior mapa do jogo.

    Entendo que este fator pode ter sido intencional. Com uma equipe pequena, para que o level design rendesse, a Cold Simmetry buscou através dele valorizar a premissa de que o personagem desconhece o mundo onde está e suas únicas pistas são vislumbres do caminho através de memórias que ele encontra pelo caminho. No entanto, mesmo que a ideia seja inteligente e muito coerente com a proposta do jogo, a falta de um objetivo claro e a volta constante ao mesmo ponto, repetidas vezes, torna a experiência um pouco cansativa.

    VEREDITO

    mortal-shell-vereditoApós algumas horas de jogo, muitas esquivas e algumas paradas para tocar o alaúde, Mortal Shell conseguiu me deixar com aquela vontade de voltar logo para Fallgrim e seguir minha campanha para descobrir mais sobre as carcaças, conhecer quem é o “Velho Prisioneiro” e os segredos que aquele mundo sombrio ainda esconde.

    O trabalho da Cold Simmetry, reeditando o gênero e trazendo novidades justamente no combate, uma das suas peças chave, é impressionante. Apesar de algumas pequenas limitações técnicas, quase imperceptíveis dada a magnitude de toda a obra, Mortal Shell possui mecânicas novas que dão novo fôlego aos jogos do gênero e consegue prender a atenção até de quem não é tão fã dos outros soulslike.

    A experiência em Mortal Shell extrapola a jogabilidade. Se quiser nos acompanhar por estes desafios ou conhecer mais do jogo, estamos fazendo uma série na nossa Twitch. E como iniciamos esta saga, aguardando um vislumbre do nosso real propósito, seguimos, imersos em sua incrível ambientação, instigados por seus desafios bem balanceados (na maior parte do tempo) e buscando sempre descobrir algo mais, na expectativa de entender se as carcaças nos ajudam a evoluir, ou se elas nos aprisionam ainda mais neste mundo de ruínas e seres condenados. 

    Mortal Shell está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC.

    Assista ao trailer:



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