Início Site Página 345

    Supergirl: Conheça Kara Zor-El, a prima do Superman

    Supergirl é uma das personagens mais poderosas do selo DC Comics e está confirmada no filme do Flash. Confira um pouco da história da Moça de Aço.

    HISTÓRIA DA SUPERGIRL

    Criada por Otto Binder e Al Plastino, a Supergirl ou Supermoça apareceu pela primeira vez no quadrinho Action Comics #252 em maio de 1959.

    Kara Zor-El ou Kara Danvers é a prima de Kal-El, o Superman, e veio para Terra junto com seu primo, mas teve um desvio de curso que a fez entrar em um buraco de minhoca, chegando na Terra alguns anos depois, com o Homem de Aço já adulto.

    Ela decide então se inspirar nele e se transforma na Supergirl, sendo uma contraparte interessante do Azulão nos quadrinhos. 

    PODERES

    Assim como Clark, a Supergirl possui superforça, supervelocidade, voo, invulnerabilidade, visão de calor, visão de raio-x e sopro congelante. Seus poderes são provenientes da luz solar amarela e sua fraqueza também vem da kryptonita.

    FILIAÇÕES

    A Supergirl fez parte de dois grupos importantes: a Liga da Justiça e a Legião dos Super-Heróis, sendo uma das heroínas mais poderosas dos dois grupos.

    OUTRAS MÍDIAS

    A Supergirl teve diversas participações em várias mídias diferentes, pois é uma personagem bastante importante.

    As principais são a sua série solo da CW, com Melissa Benoist dando vida a Moça de Aço e um filme solo em 1984, sendo o primeiro com uma mulher de protagonista na categoria. Além disso, ela fez parte de um núcleo bem importante de Liga da Justiça Sem Limites e é uma das coadjuvantes de luxo de Superman & Batman: Apocalipse. Ela agora será uma peça fundamental do longa The Flash, vivida por Sasha Calle.

    E vocês, gostam da Supergirl? Comentem!

    Inscreva-se no YouTube do Feededigno

    Assista às nossas análises de filmes, séries, games e livros em nosso canal no YouTubeClique aqui e inscreva-se para acompanhar todas as semanas nossos conteúdos também por lá!

     

    CRÍTICA – Locke & Key (2ª temporada, 2021, Netflix)

    0

    A segunda temporada de Locke & Key já está disponível na Netflix. A série é uma adaptação dos quadrinhos de John Hill, filho de Stephen King, e Gabriel Rodriguez. A primeira temporada estreou no começo de 2020, desenvolvida por Carlton Cuse, Meredith Averill e Aron Eli Coleite

    No elenco estão Darby Stanchfield, Connor Jessup, Emilia Jones e Jackson Robert Scott.

    SINOPSE

    Depois de desvendar alguns dos segredos que a mansão esconde, os irmãos Locke terão que enfrentar forças demoníacas que colocam suas vidas em risco.

    ANÁLISE

    É fato que a Netflix tem suas produções favoritas que recebem as maiores divulgações por parte da gigante do streaming. É o caso de Stranger Things que graças a maçante propaganda foi absorvida pelo público, outras produções, como Locke & Key permanecem no subsolo e só cavadas por quem realmente se interesse pela premissa.

    Dessa forma, a história criada por John Hill e adaptada pela Netflix tem potencial (e isso já foi dito desde a primeira temporada), contudo parece não achar o tom certo entre quadrinhos e audiovisual. Na tentativa de tornar menos assustadora, a produção perde caráter e se torna “mais do mesmo” em meio a um enredo intrigante. O fato é que a produção lembra muitos os filmes infanto-juvenis de fantasia e terror, mas com aquela leve síndrome de “suavizar” a trama para todos os públicos. 

    O que leva a uma segunda temporada que demora para realmente se mostrar significante. Ainda que a primeira temporada tenha deixado questões em aberto, os irmãos Locke estavam contentes e felizes, o que mais poderia ser feito? Eis que a segunda temporada propõe novos desafios, mas não são suficientes por serem rasos. 

    Neste caso, é interessante ver a dinâmica entre Kinsey (Emilia Jones), Tyler (Connor Jessup) e Bode (Jackson Robert Scott). Ainda que sejam poucas até o meio da temporada, o que mostra que a série não compreende tão bem o seu núcleo central. Visto que, insiste em colocar os irmãos em tramas separadas demasiadamente. 

    Outro ponto é Gabe (Griffin Gluck) como Dodge (Laysla De Oliveira), a atriz que deu vida à vilã da primeira temporada foi um dos pontos altos da série e neste segundo ano tem participações mais esporádicas, o que prejudica a produção. Griffin Gluck até é um bom antagonista, mas falta a ele um pouco de amadurecimento. Já Eden (Hallea Jones) entrega bons momentos, apesar de não muito relevantes para a história. 

    Por último, é preciso citar a Keyhouse e o quanto esse ambiente é potente dentro de Locke & Key. Visto que tudo gira em torna da casa, ela também aparece como um personagem e com um design de produção belíssimo que se atenta a todos os detalhes cria o que há de melhor na série. 

    VEREDITO

    A segunda temporada de Locke & Key deixa evidente o quanto a série é uma produção mediana. Já que existe uma forte empatia pelos personagens, é necessário depositar o sucesso da história em seus aspectos de fantasia e leve terror. Ainda sim, falta um longo caminho para a série percorrer, quem sabe na 3ª temporada. 

    3,0 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

    Inscreva-se no YouTube do Feededigno

    Assista às nossas análises de filmes, séries, games e livros em nosso canal no YouTubeClique aqui e inscreva-se para acompanhar todas as semanas nossos conteúdos também por lá!

    CRÍTICA – Escape Room 2: Tensão Máxima (2021, Adam Robitel)

    0

    Escape Room 2: Tensão Máxima é a continuação do longa de 2019 e tem novamente a direção de Adam Robitel. O filme está disponível on demand.

    SINOPSE

    Zoey (Taylor Russell) e Ben (Logan Miller) querem acabar de vez com os jogos sádicos dos quais conseguiram sobreviver há alguns meses atrás. Entretanto, ao tentar desmascarar o grupo que faz os jogos, eles acabam sendo enganados, voltando novamente a lutar por suas vidas no Escape Room.

    ANÁLISE DE ESCAPE ROOM 2: TENSÃO MÁXIMA

    Escape Room 2

    Em 2019, Escape Room veio para ser uma alternativa teen de um gênero de filmes que normalmente possui muita violência gráfica como Jogos Mortais, assim como busca ter críticas sociais como Cubo (1997).

    Com uma premissa simples, mas com bastante inventividade, Escape Room foi um filme divertido, mesmo que tenha vários problemas narrativos.

    Eis que em 2021 a sua sequência, Escape Room 2: Tensão Máxima trouxe o famoso mais e maior, algo que normalmente é uma decisão bem questionável. Nessa nova jornada, os nossos heróis já passaram pelos jogos, sendo testados novamente, construindo uma dinâmica diferente da primeira obra.

    Se no primeiro filme os conflitos eram uma parte importante na criação de tensão além dos jogos, no segundo, temos apenas decisões questionáveis de personagens e um senso de heroísmo exacerbado numa construção de síndrome do sobrevivente contínua entre eles.

    A cada momento há um sacrifício heroico, algo que ao meu ver não funciona muito bem. De positivo, temos jogos bem inventivos e que abraçam o non sense de uma forma bastante eficaz e divertida, mesmo que irreal. As atuações são seguras e convincentes, mesmo que alguns personagens não tenham tanta profundidade. Os plot-twists não são marcantes, mas trazem uma nova identidade ao longa. Contudo, o texto está mais rocambolesco e o novo longa é bem menos intrigante e interessante quanto seu antecessor.

    VEREDITO

    Com armadilhas mais mirabolantes, todavia, com uma narrativa mais fraca, Escape Room 2: Tensão Máxima é a sequência que queríamos ver, mas que não entrega o que precisamos.

    Ao escolher fazer muito mais que o seu antecessor, o longa patina bastante em sua história, entregando um filme bem abaixo do esperado.

    2,5/5,0

    Confira o trailer de Escape Room 2: Tensão Máxima:

    Inscreva-se no YouTube do Feededigno

    Assista às nossas análises de filmes, séries, games e livros em nosso canal no YouTubeClique aqui e inscreva-se para acompanhar todas as semanas nossos conteúdos também por lá!

    House of the Dragon: Conheça os dragões Targaryen

    A Casa Targaryen é uma família nobre, descendentes da velha Valíria, que, por quase trezentos anos, governou os Sete Reinos de Westeros. Eles eram uma das famílias conhecidas como Senhores de Dragões que regiam o Império Valiriano.

    Alguns anos antes da Perdição de Valíria, os Targaryens abandonaram seu lar em Essos e se assentaram em Pedra do Dragão, uma antiga fortaleza valiriana na costa de Westeros. Lá eles residiram por mais de um século, até que Aegon, o Conquistador e suas irmãs-esposas, Visenya e Rhaenys, iniciaram a Guerra da Conquista.

    House of the Dragon é o spin-off de Game of Thrones que contará os eventos deste período de Westeros até a guerra civil conhecida como a Danças dos Dragões e será lançada em 2022.

    A nova série da HBO se passará por volta de 300 anos antes dos eventos mostrados em GoT.

    PUBLICAÇÕES RELACIONADAS:

    Conheça a linha de sucessão Targaryen

    Entenda a Dança dos Dragões

    BALERION

    House of the Dragon: Conheça Balerion, o Terror NegroTambém conhecido como Terror Negro, Balerion era um dragão da Casa Targaryen e foi montado pelo Rei Aegon I Targaryen durante a conquista de Westeros, ao lado de sua irmã-esposa Rainha Visenya, e sua irmã-esposa Rainha Rhaenys.

    Leia mais sobre Balerion, o Terror Negro.

    VHAGAR

    House of the Dragon: Conheça Vhagar, a dragoa de Laena VelaryonVhagar era uma dragoa da Casa Targaryen e foi montada pela Rainha Visenya, durante a conquista de Westeros, ao lado de seu irmão-marido Rei Aegon I Targaryen e sua irmã e também esposa de Aegon I, a Rainha Rhaenys.

    Leia mais sobre Vhagar.

    MERAXES

    House of the Dragon: Conheça Meraxes, a dragoa de Rhaenys Targaryen

    Meraxes era uma dragoa da Casa Targaryen e foi montada pela Rainha Rhaenys, durante a conquista de Westeros, ao lado de seu irmão-marido Rei Aegon I Targaryen e sua irmã e também esposa de Aegon I, a Rainha Visenya.

    Leia mais sobre Meraxes.

    MERCÚRIO

    House of the Dragon: Conheça Mercúrio, o dragão de Aenys I Targaryen

    Mercúrio (Quicksilver) foi o dragão do Rei Aenys I Targaryen e seu filho, Aegon Targaryen. Ele morreu durante a Batalha no Olho de Deus.

    Leia mais sobre Mercúrio.

    VERMITHOR

    House of the Dragon: Conheça Vermithor, o Fúria de Bronze

    Também conhecido como Fúria de Bronze, Vermithor era um dragão da Casa Targaryen e foi montado pelo Rei Jaehaerys I Targaryen e era uma fera temível.

    Leia mais sobre Vermithor, o Fúria de Bronze.

    SUNFYRE

    House of the Dragon: Conheça Sunfyre, o Dourado

    Também conhecido como O DouradoSunfyre era um dragão que foi montado pelo Rei Aegon II Targaryen. O dragão Targaryen de três cabeças no brazão de Aegon foi feito de ouro para homenagear Sunfyre.

    Leia mais sobre Sunfyre, o Dourado.

    BAILALUA

    House of the Dragon: Conheça Bailalua, a dragoa de Baela Targaryen

    Bailalua (Moondancer) foi uma jovem dragoa, montada por Lady Baela Targaryen, filha do príncipe Daemon Targaryen e de Lady Laena Velaryon.

    Leia mais sobre Bailalua.

    CARAXES

    Também chamado de Wyrm de Sangue e Verme Sangrento, Caraxes foi o dragão montado pelo Príncipe Aemon Targaryen durante o reinado do Rei Jaehaerys I Targaryen e, mais tarde, pelo Príncipe Daemon Targaryen durante a Dança dos Dragões.

    Leia mais sobre Caraxes.

    SYRAX

    Syrax era uma dragoa que foi montada exclusivamente pela Princesa Rhaenyra Targaryen e tinha escamas amarelas, era enorme e formidável, mas não tão temível ou experiente em batalha quanto Caraxes, o dragão de Príncipe Daemon Targaryen

    Leia mais sobre Syrax.

    MELEYS

    Meleys, também conhecida como Rainha Vermelha, foi uma dragoa montada pela Princesa Alyssa Targaryen e posteriormente pela Princesa Rhaenys Targaryen.

    Em 75 d.C. (Depois da Conquista), Meleys foi considerada um dos dragões mais velozes de Westeros, ultrapassando facilmente  Caraxes e Vhagar.

    Leia mais sobre Meleys.

    TESSARION

    House of the Dragon: Conheça Tessarion, a Rainha Azul

    A dragoa Tessarion, também conhecida como Rainha Azul, foi montada pelo Príncipe Daeron Targaryen e era uma linda dragoa azul.

    Leia mais sobre Tessarion.

    FUMARESIA

    House of the Dragon: Conheça Fumaresia, o dragão de Addam VelaryonFumaresia (Seasmoke) foi um dos dragões da Casa Targaryen, apesar de jovem era mais ágil no ar do que seus irmãos mais velhos e seu tamanho era comparável a Tessarion, a Rainha Azul, que era cerca de três vezes menor que Vermithor, o Fúria de Bronze, mas não era tão temível quanto ambos.

    Leia mais sobre Fumaresia.

    ASAPRATA

    House of the Dragon: Conheça Asaprata, o dragão de Alysanne Targaryen

    Asaprata (Silverwing) era uma dragoa prateada da Casa Targaryen e foi montada pela Rainha Alysanne Targaryen e atuou durante a Dança dos Dragões.

    Leia mais sobre Asaprata.

    DREAMFYRE

    House of the Dragon: Conheça Dreamfyre, a dragoa de Rhaena Targaryen

    Dreamfyre era uma dragoa esbelta, sua coloração era principalmente azul pálido, com marcas prateadas. E foi a dragoa que mais gerou ninhadas.

    Leia mais sobre Dreamfyre.

    CANIBAL

    House of the Dragon: Conheça Canibal, o dragão selvagemCanibal era um dos três dragões selvagem que habitavam Pedra do Dragão e foi um dos poucos dragões a sobreviver a Dança dos Dragões.

    Leia mais sobre Canibal.

    ROUBOVELHA

    House of the Dragon: Conheça Roubovelha, o dragão selvagemRoubovelha (Sheepstealer) era um dragão macho selvagem, assim como Canibal e Fantasma Cinzento; e vivia na parte de trás de Dragonmont, tendo como área de caça entre Driftmark e Wendwater. Seu nome foi dado pelos plebeus de Pedra do Dragão pelo específico gosto por ovelhas e carneiros da região.

    Leia mais sobre Roubovelha.

    VERMAX

    A Casa do Dragão: Conheça Vermax, o dragão de Jacaerys Velaryon

    Vermax era um dragão montado pelo Príncipe Jacaerys Velaryon, filho da Princesa Rhaenyra Targaryen.

    Leia mais sobre Vermax.


    Esta publicação será atualizada semanalmente com novos dragões que habitam páginas das obras literárias de George R.R. Martin e que – se não todos, pelo menos a grande maioria – aparecerão na série A Casa do Dragão (House of the Dragon).

    A Casa do Dragão, spin-off de Game of Thrones chega ao catálogo da HBO Max no dia 21 de agosto.

    Inscreva-se no YouTube do Feededigno

    Assista às nossas análises de filmes, séries, games e livros em nosso canal no YouTubeClique aqui e inscreva-se para acompanhar todas as semanas nossos conteúdos também por lá!

    Pokémon GO: Confira a programação da Hora do Holofote em novembro

    0

    Novembro vem recheado de Hora do Holofote (Spotlight Hour)! Também conhecido como Hora do Pokémon em Destaque, o evento acontece todas as terças-feiras, e neste mês serão cinco oportunidades para farmar muito no Pokémon GO!

    A Hora do Holofote ocorre semanalmente às terças-feiras, entre 18h e 19h do horário local. Durante o evento, um Pokémon fica em destaque, aparecendo com mais frequência na natureza, e um bônus especial é dado.

    A Hora do Pokémon em Destaque é especialmente útil para quem está juntando doces, poeira estelar ou em busca de um monstrinho com IV ideal para montar equipes na Liga de Batalha GO. Também é uma ótima oportunidade para subir de nível mais rapidamente!

    Agora em novembro estará mais fácil conseguir doces, pois há três datas com bônus relacionados aos candies. Sem mais delongas, veja o calendário do mês e curta a Hora do Holofote!

    02/11: Cacnea (planta) com o dobro de doces ao capturar qualquer Pokémon.

    Cacnea é o Pokémon em destaque na Hora do Holofote do dia 02 de novembro de 2021

    09/11: Chinchou (água / elétrico) com o dobro de doces ao transferir qualquer Pokémon.

    A Copa Elemental (Element Cup) permite o uso de Pokémon dos tipos água, fogo e planta que possam evoluir e tenham no máximo 500 CP

    Tanto Chinchou como sua evolução, Lanturn, são bastante úteis no PvP do Pokémon GO. Chinchou é viável em copas especiais com limite de até 500 CP, como a Copa Elemental. Por sua vez, Lanturn é ótimo para a Grande Liga (1.500 CP).

    16/11: Turtwig (planta) com o dobro de Poeira Estelar ao capturar qualquer Pokémon.

    Turtwig é o Pokémon em destaque na Hora do Holofote do dia 16 de novembro de 2021

    23/11: Chimchar (fogo) com o dobro de Pontos de Experiência (XP) ao capturar qualquer Pokémon.

    Chimchar é o Pokémon em destaque na Hora do Holofote do dia 23 de novembro de 2021

    30/11: Piplup (água) com o dobro de doces ao capturar qualquer Pokémon.

    Piplup é outro monstrinho muito útil no PvP do Pokémon GO. Sua última evolução, Empoleon, é ótimo em modalidades como a Grande Liga (1.500 CP) e a Ultra Liga (2.500 CP).

    Acompanhe as lives do Feededigno na Twitch

    Estamos na Twitch transmitindo gameplays semanais de jogos para os principais consoles e PC. Por lá, você confere conteúdos sobre lançamentos, jogos populares e games clássicos todas as semanas.

    Curte os conteúdos e lives do Feededigno? Então considere ser um sub na nossa Twitch sem pagar nada por isso. Clique aqui e saiba como.

    CRÍTICA – Eternos (2021, Chloé Zhao)

    Eternos, novo filme da Marvel, chega ao cinemas no dia 4 de novembro. Dirigido pela oscarizada Chloé Zhao, o longa traz um grupo de heróis ainda não apresentado no Universo cinematográfico da Marvel (MCU).

    SINOPSE

    Os Eternos são uma raça de seres imortais que viveram durante a antiguidade da Terra, moldando sua história e suas civilizações enquanto batalhavam os malignos Deviantes.

    LEIA TAMBÉM | Os Eternos: Conheça a nova equipe da Marvel e quem dará vida a eles no cinema

    ANÁLISE

    Na literatura, diversas são as histórias sobre deuses vivendo em meio aos humanos, testemunhando seu desenvolvimento e crescimento. Essas criaturas complexas, repletas de poderes, são genuinamente admiradas pelos mortais, que fazem de tudo para agradá-las.

    Jack Kirby se baseou em muitas mitologias e teorias pseudocientíficas para construir o seu próprio grupo de “deuses”. Utilizando eventos amplamente conhecidos da história mundial, e elementos existentes em religiões e na Grécia Antiga, os Eternos de Kirby são um misto dessas inúmeras referências.

    Para as pessoas que têm pouco contato com esses personagens, é quase impossível não traçar um paralelo com alguns ícones da DC Comics. A própria estrutura dos Eternos é muito similar aos Novos Deuses, também criados por Kirby. Ikaris, interpretado por Richard Madden, é provavelmente o que mais remete à concorrência.

    Não há exagero em dizer que Eternos lembra a saga cósmica de Zack Snyder e sua Liga da Justiça. Afinal, todo o roteiro gira em torno dessas criaturas com grandes poderes, mas que também são falhas e possuem dúvidas. A busca por propósito, o entendimento de sua missão e todos esses pormenores circundam o desenvolvimento dos personagens.

    CRÍTICA - Eternos (2021, Chloé Zhao)

    Com um grupo diverso, Chloé Zhao conduz uma história diferente de tudo o que foi criado na Marvel até então. E quando falo isso, não significa dizer que a história desses heróis não lembre em nada outros personagens ou arcos da empresa, mas sim que a diretora vencedora do Oscar cria essa narrativa distinta e com identidade própria.

    Desde a ótima fotografia de Ben Davis, até a montagem dos acontecimentos, Eternos tem uma concepção que destoa (positivamente) de todos os arcos pré-estabelecidos e recriados durante 10 anos no universo da Marvel. Davis esteve em Doutor Estranho, Capitã Marvel e Guardiões da Galáxia, todos trabalhos visualmente impecáveis. Entretanto, em Eternos, talvez pela falta de inúmeras cenas de ação e explosões, é possível apreciar ainda mais o seu trabalho.

    Repetir uma fórmula que dá certo não é um erro, nem um pecado. Afinal, se ela funciona, é porque há público para isso. Porém, para inovar e fugir do lugar comum é necessário arriscar. Esse desafio de trazer algo mais adulto para o MCU vem sendo ventilado há muito tempo pelo próprio Kevin Feige, e talvez Zhao tenha sido uma das melhores escolhas para esse projeto.

    Eternos consegue trabalhar todos os personagens do filme, apesar de dar um maior destaque para Ikaris, Sersi (Gemma Chan) e Ajak (Salma Hayek). Eles são os protagonistas naturais e conduzem o restante do grupo por essa história de Deviantes, Celestiais, Eternos e seres humanos. A fundamentação dessa mitologia é difícil de explicar, e depende muito da crença do público para dar certo. Nesse ponto, acredito que o roteiro de Ryan Firpo, Patrick Burleigh e da própria Zhao funcione bem.

    CRÍTICA - Eternos (2021, Chloé Zhao)

    Por ter diversas ramificações, afinal o grupo possui 10 membros, o roteiro precisa explicar de onde eles vieram, como foram criados, qual a personalidade e poder de cada membro e sua história pregressa – o que se mostra um mistério até para os próprios personagens. Todas essas informações tornam a produção lenta, pois é necessário estabelecer um universo inteiro, e justificar a existência desse grupo, em duas horas e 30 minutos de duração. Acrescente aí a obrigação de explicar por onde andava toda essa gente na época do Thanos e você tem um desafio imenso nas mãos.

    Vale ressaltar que Zhao encontra formas diferenciadas de apresentar os poderes e importância de cada personagem dos Eternos. Mesmo utilizando o recurso de flashback inúmeras vezes, não ficamos confusos com o vai e vem da história, sendo uma escolha acertada.

    Ao criar uma narrativa mais séria, fugindo de piadas vazias e da ideia de apenas entreter, Eternos tem espaço para explorar as consequências das ações dos Celestiais, inserir novos elementos do multiverso e fortalecer o storytelling que vem sendo construído nessa nova fase.

    Se diferenciando do restante dos longas do MCU, Eternos tem a oportunidade de cativar um público novo que, até então, não se sentia atraído pelos blockbusters da gigante do entretenimento. Apesar da longa duração, o roteiro consegue manter a audiência interessada em seus ganchos e reviravoltas, e acredito que possa fazer sucesso não só entre os fãs da Marvel, mas com o público de massa que busca algo diferente para assistir.

    CRÍTICA - Eternos (2021, Chloé Zhao)

    É claro que precisamos ressaltar a diversidade do elenco e a coragem da Marvel de sair da zona de conforto, inserindo situações necessárias e que já deveriam fazer parte do universo cinematográfico há muito tempo. Mesmo que tenha demorado, é reconfortante assistir a um elenco tão plural em tela.

    Apesar dos pontos positivos, falta em Eternos algo que encante a ponto de querermos saber mais sobre esses personagens após o término da produção. Phastos (Brian Tyree Henry) e Kingo (Kumail Nanjiani) são responsáveis pelos momentos mais divertidos do filme, servindo citações à concorrência e até ao BTS. Druig (Barry Keoghan) e Makkari (Lauren Ridloff) fazem um ótimo trabalho e surpreendem em seus momentos de destaque. Entretanto, Thena (Angelina Jolie), Gilgamesh (Ma Dong-seok) e Sprite (Lia McHugh) saem prejudicados, seja pelo pouco tempo de tela ou pela falta de brilho de seus personagens.

    CRÍTICA - Eternos (2021, Chloé Zhao)

    Mesmo que o filme de Zhao seja uma carta de amor não só à história dos Eternos, mas também ao nosso planeta, a trama não se sustenta muito bem em seu último ato, que é provavelmente a parte mais fraca do filme.

    VEREDITO

    Com uma experiência visualmente interessante e um conceito bem estabelecido, Eternos é um dos filmes mais diferentes do universo da Marvel. A direção experiente de Chloé Zhao e sua habilidade de incluir uma grande quantidade de cenas, sem atrapalhar a narrativa estabelecida, traz um frescor e identidade que até então não existia no MCU.

    3,0/5,0

    Assista ao trailer:

    Inscreva-se no YouTube do Feededigno

    Assista às nossas análises de filmes, séries, games e livros em nosso canal no YouTubeClique aqui e inscreva-se para acompanhar todas as semanas nossos conteúdos também por lá!