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    CRÍTICA – Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing (2022, Rory Kennedy)

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    Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing (DOWNFALL: The Case Against Boeing) é mais um documentário original da Netflix lançado no começo deste ano. Dirigida por Rory Kennedy, a produção de 1h29min de duração chegou ao serviço de streaming em 18 de fevereiro de 2022.

    O documentário teve seu lançamento mundial no Sundance Film Festival 2022, em janeiro deste ano. Confira nossa análise a seguir.

    SINOPSE DE QUEDA LIVRE: A TRAGÉDIA DO CASO BOEING

    Investigadores revelam como a Boeing pode ter sido responsável por dois acidentes catastróficos seguidos ao priorizar o lucro em detrimento da segurança.

    Dos produtores Brian Grazer e Ron Howard, este filme é dirigido por Rory Kennedy, ganhadora do Emmy e indicada ao Oscar.

    ANÁLISE

    Um disclaimer importante que não consta na produção, mas deveria: Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing pode ser um gatilho psicológico negativo. Evite assistir ao documentário se você tem receio de voar de avião. O aviso é pertinente não por conta do uso de imagens chocantes dos acidentes, mas sim porque o que os investigadores mostram pode despertar uma forte sensação de insegurança.

    Dito isso, vamos para a análise.

    Rory Kennedy possui uma sólida carreira dirigindo documentários. Entre seus feitos convém destacar a vitória no Emmy 2007 pela direção de Fantasmas de Abu Ghraib, a indicação ao Oscar 2015 por Vietnã: Batendo em Retirada (2014) e o trabalho em Ethel (2012) que rendeu indicações ao Emmy do ano seguinte e a conquista de outras premiações daquela temporada.

    Ao longo da carreira, a diretora trabalhou de modo consistente com os mesmos profissionais em diferentes ocasiões. Em Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing não foi diferente. Os roteiristas Mark Bailey e Keven McAlester estão presentes aqui, já tendo trabalhado com Rory Kennedy em diferentes produções de sucesso.

    Tudo isso certamente a credenciou para que a Netflix investisse em uma produção ousada e que bate de frente com uma das empresas mais importantes e poderosas da aviação mundial. E os riscos assumidos valeram a pena.

    Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing possui uma montagem excelente que divide o documentário em três momentos.

    A produção inicia contextualizando o cenário da aviação na última década, sendo 2017 o auge em termos de segurança, ano em que não houve acidente fatal com aviões comerciais. Logo, começa a contar sobre as quedas dos aviões da Lion Air na Indonésia, em outubro de 2018; e da Ethiopian Airlines, na Etiópia, nove meses após o acidente anterior.

    Ambos guardam diversas semelhanças em comum, sendo as principais: o acidente ocorreu pouco tempo após a decolagem, e ambos foram com aeronaves Boeing 737 MAX.

    É fato mais do que consumado que o mundo todo sabe sobre ambos acidentes, que juntos resultaram em quase 350 mortes. O documentário acerta ao focar mais no lado humano das estatísticas, dando espaço para que familiares das vítimas relatem sobre a rotina nos dias fatídicos.

    Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing é um documentário da Netflix que aborda os acidentes fatais com o Boeing 737 MAX em 2018 e 2019
    Imagem de familiares das vítimas reunidos em sessão do Congresso dos Estados Unidos

    Uma das pessoas entrevistadas é a esposa do piloto da Lion Air, que foi um dos primeiros alvos de julgamentos da imprensa e de lobistas pouco tempo após o acidente, quando ainda não se tinha indicações de qual seria a causa. Ela destaca que todas as críticas foram injustas, inclusive informando que a conclusão do treinamento do marido foi nos Estados Unidos. Parte das críticas contra o piloto indonésio era de que ele não era suficientemente capacitado, pois não teria sido treinado na terra da Boeing.

    O segundo momento do documentário é uma volta ao passado, conduzida principalmente por entrevistas com ex-engenheiros da Boeing, para que a audiência compreenda o quão confiável a empresa era, e como a cultura corporativa e os valores focados em segurança e inovação eram motivo de orgulho para todos os estadunidenses. É nessa parte da produção que tudo fica muito mais interessante, pois escancara que a negligência que causou os acidentes de 2018 e 2019 na verdade se iniciou ainda na década de 1990.

    Na reta final de Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing, o documentário volta à década passada para mostrar principalmente os esforços conduzidos pelo Congresso dos Estados Unidos, uma espécie de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Boeing. As descobertas dos investigadores são assustadoras, pois comprovam que a negligência da empresa foi motivada pela ganância e pelo constante desejo de agradar aos acionistas da Wall Street.

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    Tudo se sustenta tão bem no documentário por dois motivos: a narrativa é completamente conduzida pelas falas dos entrevistados, sem qualquer uso de voiceover; e as conclusões são fundamentadas em provas sólidas, muito bem complementadas com as explicações de fontes como pilotos aposentados, analistas de aviação e um jornalista do Wall Street Journal especializado no ramo.

    O documentário também se vale de reconstituições digitais para tornar as explicações técnicas mais acessíveis ao grande público. Embora visualmente simples, elas são efetivas para complementar o que as fontes estão explicando a respeito do Maneuvering Characteristics Augmentation System (MCAS), o sistema criado especialmente para o Boeing 737 MAX e, como os documentos e as análises comprovam, foi o que causou os acidentes fatais.

    VEREDITO

    Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing se consolida no catálogo da Netflix como mais um documentário original que merece ser assistido (se você não tiver receio de voar de avião). Com fontes capacitadas, uma narrativa fácil de entender mesmo que você seja leigo no assunto e, principalmente, provas sólidas de que a ganância da Boeing fez a empresa ser negligente, a produção ainda conta com a direção precisa da experiente Rory Kennedy e uma montagem que valoriza ainda mais a história.

    5,0 / 5,0

    Assista ao trailer de Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing

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    CRÍTICA – Pacificador (1ª temporada, 2022, HBO Max)

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    Pacificador é uma série original da HBO Max e traz a parceria John Cena (Pacificador) e James Gunn (O Esquadrão Suicida) novamente trabalhando juntos.

    SINOPSE DE PACIFICADOR

    Chirs Smith (John Cena) é o Pacificador, um bandido recrutado por Amanda Waller para sabotar a Força Tarefa X na missão Estrela do Mar.

    Após os fatos ocorridos em O Esquadrão Suicida, Chris agora ganha uma nova missão: deter uma raça alienígena que toma os corpos dos humanos.

    ANÁLISE

    A nova série da DC Comics causou estranhamento em seu anúncio, uma vez que o protagonista escolhido não era o melhor personagem de O Esquadrão Suicida, tampouco era conhecido pelo grande público.

    Todavia, já na abertura do primeiro episódio, James Gunn chutou portas, mostrando que sua mente insana possui um brilhantismo único.

    A construção de personagens complexos, misturada com uma galhofice sem tamanho, mas com metáforas e um subtexto magnífico fizeram de Pacificador a melhor série de super-heróis da atualidade. Cada episódio tinha elementos únicos, baseados em um amplo conhecimento de Gunn sobre o universo da DC, além de saber muito sobre música, cultura pop e outras coisas mais.

    De fato, entrando nas camadas mais fundas de Pacificador, temos mensagens bastante claras: a primeira e mais visível é a de que relacionamentos familiares deixam feridas profundas em nossa alma. Chris e Adebayo (Danielle Brooks) são reflexos das péssimas personalidades de seus pais.

    Além disso, o nerdola, o nerd que não entende o que é ser nerd de verdade, é o principal alvo do sarcasmo do seriado. A todo o momento, os craas que acham que tudo é mimimi hoje em dia são massacrados pelo ótimo texto de Pacificador, que mostra que o americano médio é um idiota que pode ter uma redenção, mas que ele tem que estar aberto a mudanças, assim como nosso protagonista desmiolado e que possui um bom coração.

    Por fim, mas não menos importante, temos que falar das atuações espetaculares de todo o elenco. Freddie Stroma (Adrian Chase/Vigilante), Danielle Brooks (Adebayo), Chukwudi Iwuji (Murn), Robert Patrick (Auggie/Dragão Branco) e, principalmente, John Cena (Chris/Pacificador), que deu um show de carisma e qualidade em suas cenas. Eles entregaram tudo que a série pediu, com momentos de reflexão, comédia e nas cenas de ação também.

    VEREDITO

    Pacificador me surpreendeu da forma mais positiva possível. A série foi uma aposta certeira da DC e HBO Max, mostrando que é possível fazer qualquer projeto com boas mentes por trás disso. James Gunn deu uma aula de como devemos saborear cada minuto de um produto tão bem construído, se redimindo de seu passado nada honroso.

    Gunn e Chris tem muitas coisas em comum, e isso foi um trunfo de Pacificador. QUE VENHA A SEGUNDA TEMPORADA!

    5,0/5,0

    Confira o trailer de Pacificador:

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    CRÍTICA | Pacificador – S1E8: Chutando o Pau da Bravaca

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    Pacificador chegou ao seu último episódio intitulado “Chutando o Pau da Bravaca”, que contou com participações para lá de especiais.

    ANÁLISE

    Chutando o Pau da Bravaca

    Chutando o Pau da Bravaca foi o ápice de uma temporada quase perfeita de Pacificador, que recentemente foi renovada pela HBO Max.

    O episódio regado por sangue e ação desenfreada trouxe um excelente fechamento para quase todos os personagens, deixando apenas o Mestre Judoca (Nhut Le) de fora da festa.

    A direção foi precisa, trabalhando de forma sublime a trilha sonora, conseguindo empolgar o espectador, nos deixando em êxtase. As cenas de pancadaria e tiroteios foram frenéticas e ficamos com o coração na mão em alguns momentos.

    O desenvolvimento de Chris Smith (John Cena) e seus parceiros é espetacular, pois mostra que ele continua com seus fantasmas e ética questionável, contudo, há uma evolução de um vilão para anti-herói e as nuances apresentadas por James Gunn fizeram do Pacificador um dos melhores personagens do DCEU.

    Por fim, ainda temos uma pontinha de Jason Momoa (Aquaman) e Ezra Miller (Flash) que apareceram com as silhuetas de Superman e Mulher Maravilha, respondendo uma pergunta que sempre nos fizemos: cadê a Liga da Justiça nesses momentos? A participação especial mostra que a série tem muita moral na praça, sendo um gigantesco acerto da DC.

    VEREDITO

    Com roteiro e direção quase irreparáveis, Chutando o Pau da Bravaca é um capítulo catártico para os fãs de Pacificador. Cada segundo foi um suco de entretenimento e, no fim, temos uma aula de desenvolvimento de personagens. Que momento para ser DCnauta!

    4,8/5,0

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    CRÍTICA – O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface (2022, David Blue Garcia)

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    O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface é o mais novo filme da franquia e faz parte do catálogo original da Netflix. O longa é dirigido por David Blue Garcia (Tejano).

    SINOPSE DE O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA: O RETORNO DE LEATHERFACE

    48 anos depois de um serial killer matar um grupo de jovens na cidade de Harlow, Melody (Sarah Yarkin) e Dante (Jacob Latimore) querem revitalizar o lugar e enterrar o histórico dessa cidade amaldiçoada.

    Entretanto, os moradores do lugar não parecem muito dispostos à mudanças, principalmente o mais famoso deles: o Leatherface.

    ANÁLISE

    Os Filmes de Terror mais Aguardados de 2022

    O Massacre da Serra Elétrica de 1974 é um dos filmes slasher mais bem elaborados e extremamente perturbador. Sua estética suja e seu roteiro e direção que apresentam uma atmosfera macabra são os grandes trunfos que tem um antagonista assustador como a cereja do bolo.

    Quase 50 anos depois temos uma continuação/reboot que, infelizmente, se baseia apenas em dois pilares: nostalgia e violência gráfica.

    O novo longa O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface tenta fazer o que foi realizado pela franquia Halloween em 2018, se reinventando e cortando na carne todas as sequências furadas que ramificaram a história.

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    Contudo, a obra falha miseravelmente com um texto mequetrefe, que possui apenas uma linha de roteiro e descamba para várias mortes com muito gore. O filme tem todos os clichês possíveis, com pessoas com comportamentos completamente irreais e efeitos práticos que ora são competente, ora são mega toscos.

    O único ponto positivo está na atuação de Sarah Yarkin, que consegue entregar bons momentos. Ela conseguiu fazer uma protagonista que pelo menos nos faz se importar com ela.

    Aliás, sobre personagens, a volta da final girl Sally, interpretada pela atriz Olwen Fouéré, é um desperdício completo. Diferentemente de Laurie Strode que contribui muito para a trama em Halloween, a sobrevivente do primeiro massacre não contribui em nada, inclusive ela entrega a pior cena de O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface, uma vez que por uma decisão estapafúrdia do roteiro, a heroína não dá cabo de seu agressor, entregando a cena mais sem sentido dos últimos ano do gênero.

    VEREDITO

    Com uma direção desastrosa, um roteiro mais furado que queijo suíço e decisões bastante controversas, O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface é um desastre completo.

    Se David Blue Garcia acreditava que apenas a nostalgia dos fãs e muito sangue jorrando da tela seriam suficientes para ter uma trama coesa e bons momentos, infelizmente ele errou feio em suas convicções. Com a possibilidade de novos filmes, tomara que o rumo seja outro e que pelo menos os próximos longas lembrem um pouco o que foi feito na década de 70.

    1,0/5,0

    Confira o trailer de O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface:

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    Noites Sombrias #54 | Creepy (2016, Kiyoshi Kurosawa)

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    Mais um artigo de Noites Sombrias, e como é de praxe, trago uma obra de terror asiática, o filme Creepy,  roteirizado e dirigido por Kiyoshi Kurosawa.

    Disponível na plataforma MUBI, que possui um catálogo criado minuciosamente por curadores experientes no ramo da sétima arte, o longa Creepy, além de causar suspense, terror, agonia, de forma bem subjetiva traz algumas reflexões sobre a sociedade atual.

    SINOPSE DE CREEPY

    Um ano após uma negociação de reféns com um assassino em série ter se tornado mortal, o ex-detetive Koichi se muda para uma nova casa com um vizinho estranho. Ele ajuda seus antigos colegas policiais com um caso misterioso, que pode estar relacionado com os estranhos acontecimentos na casa ao lado.

    ANÁLISE

    Creepy, possui quatro prêmios em sua bagagem, talvez, o motivo principal de tais feitos é carregar uma história bem construída e original, sem qualquer brecha para encontrar similaridades com outra narrativa.

    Enquanto acompanhamos o desenrolar dessa história que tem poder de nos deixar cada vez mais intrigados até o ponto de perceber que não consegue mais se soltar dos laços dessa trama.

    Podemos observar a pureza de um tipo de terror que não se escora em exageros de artifícios especiais, apenas o equilíbrio entre roteiro, focos de câmera, e muitos truques de fotografia, abordando com talento a estranheza dos personagens.

    Outro ponto que difere Creepy de muitas produções, e a sutileza de colocar em nossa mente duas reflexões que se encaixaram muito bem com a proposta da obra.

    A primeira é de mostrar o quanto nós como seres humanos, estamos tão voltados para as nossas preocupações que não percebemos mais o que está em nossa volta, ou mais especificamente ao lado, perdendo totalmente os velhos  hábitos de conhecer vizinhos e criar o senso de comunidade.

    A segunda por sua vez, quer que você pense o quanto as pessoas que vivem de maneira totalmente doméstica, se sentem sozinhas, fragilizadas e na contramão do restante do mundo.

    VEREDITO

    Logo, Creepy é um excelente filme que mistura o suspense policial com terror que causa o pavor da estranheza, de um jeito bem ímpar, pois, é uma obra “crua” que não camufla a falta de talento com grandes efeitos.

    Mas sim, Creepy mostra o talento do roteirista e diretor, do grande poder de atuação dos atores convidados e de uma excelente equipe de fotografia compromissada e entregar um trabalho que te cativa com seu terror e criatividade.

    Até o momento da publicação desse artigo, a obra está disponível na plataforma do MUBI.

    5,0/5,0

    Confira o trailer de Creepy:

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    O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder | Conheça Galadriel

    Uma das maiores elfas da Terra-Média, Galadriel superou quase todos os outros em beleza, conhecimento e poder, além de ter sido a portadora de Nenya, um dos três anéis élficos de poder. O autor J.R.R. Tolkien pensava nela, junto com Gil-galad, o rei élfico, como uma das mais poderosas e belas de todos os Elfos que restaram na Terra-Média na Terceira Era.

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    Ela era caçula e a única filha de Finarfin, Príncipe dos Noldor e de Eärwen, cujo primo era Lúthien. Seus irmãos mais velhos eram FinrodAngrod Aegnor

    Galadriel era sobrinha de Fëanor, o elfo mais importante do início da Primeira Era e foi a “Senhora” dos bosques de Lothlórien, governando com Celeborn, seu marido.

    NOMES E TÍTULOS

    Os Elfos são famosos por sua longevidade e seres com tantos anos de vida, acabam possuindo muitos nomes e títulos; e com Galadriel não era diferente; entre seus títulos os mais conhecidos eram:

    • Alatáriel;
    • Artanis;
    • Nerwen;
    • Princesa dos Noldor;
    • Senhora de Lórien;
    • Senhora de Lothlórien;
    • Dama da Luz;
    • Senhora da Magia e
    • Senhora dos Galadhrim.

    ORIGEM

    Galadriel nasceu em Valinor nos Anos das Árvores, antes da Primeira Era. Grande parte da história de origem se perdeu com o tempo, e há vários contos distintos contados sobre ela. De acordo com o relato mais antigo, a Senhora de Lórien foi uma participante ansiosa e líder na rebelião dos Noldor e sua fuga de Valinor devido ao seu desejo de um dia governar as terras na Terra-Média.

    Ela estava ansiosa para ver a Terra-Média, após ter ouvido as histórias de Fëanor e queria governar seu próprio reino.

    A PRIMEIRA ERA

    A Dama da Luz passou muito tempo na corte de Thingol Melian em Menegroth, onde foi acolhida por causa de sua relação familiar com o irmão de Thingol, Olwë, que era avô materno de Galadriel. 

    Em Doriath, a Princesa dos Noldor conheceu Celeborn, um parente de Thingol; e nesse período também viajava várias vezes para visitar seu irmão, Finrod, em seu reino de Nargothrond, onde passou a viver.

    A Senhora da Magia não teve nenhum papel nas principais guerras da Primeira Era.

    A SEGUNDA ERA

    Neste período Celeborn e Galadriel viajaram primeiro para Lindon, onde governaram um grupo de Elfos como um feudo, tendo Gil-galad, o Grande Rei dos Noldor como Lorde. Algum tempo depois, eles tiveram uma filha, Celebrían

    A família se mudou para o leste e estabeleceram o reino de Eregion, ou Hollin, que governaram ainda tendo Gil-galad como Lorde. Eregion, que ficava a oeste das Montanhas Nebulosas e perto de Khazad-dûm, era um reino próspero durante este tempo e tinha comércio aberto com os Anões. Além disso, durante este tempo, eles fizeram contato com um assentamento Nandorin no vale do Anduin, mais tarde conhecido como Lothlórien. 

    Após a morte do Rei Amdír, na Guerra da Última Aliança e a partida de seu filho Amroth, Celeborn e Galadriel tornaram-se Senhor e Senhora de Lothlórien.

    Na Segunda Era, o Maia Mairon, “o Senhor dos Presentes”, guiou Celebrimbor e os outros Noldor de Eregion na criação dos Anéis de Poder. E foi quando a Senhora de Lothlórien teve desconfiança imediata em Mairon, o que mais tarde foi justificado quando foi revelado que ele era Sauron.

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    Galadriel aconselhou Celebrimbor a esconder os anéis, e quando Eregion foi atacado, ela foi incumbida de um dos Três Anéis dos Elfos. Seu anel era Nenya, o Anel da Água.

    Consciente do poder de Sauron e desejando frustrá-lo, a Dama da Luz não usou os poderes de seu anel enquanto o Um Anel estivesse nas mãos de Sauron. No entanto, durante a Terceira Era, quando o Um Anel foi perdido, ela colocou Nenya em bom uso protegendo as fronteiras de seu reino, pois os poderes de seu anel eram proteção, preservação e ocultação do mal.

    A TERCEIRA ERA

    Através do casamento de Celebrían com Elrond, Galadriel era a avó de Elladan, Elrohir Arwen.

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    As histórias contam pouco sobre o casal Senhores de Lothlórien durante muitos séculos na Terceira Era, mas após a formação do Conselho Branco, ela colocou seu poder em oposição a Sauron. 

    Durante a invasão do Balchoth, a Senhora da Magia forneceu ajuda a Eorl, o Jovem e aos Éothéod na forma de uma névoa branca que os protegeu dos males de Sauron em Dol Guldur e da visão de seus inimigos. Isto permitiu que os Éothéod cavalgassem despercebidos à Batalha do Campo de Celebrante. Que vieram posteriormente a se tornarem os Rohirrim.

    A Guerra do Anel

    Durante a Guerra do Anel, Galadriel teve participação estratégica em diversos momentos, sendo o primeiro deles quando hospedou a Sociedade do Anel após a fuga das minas de Moria.

    Uma vez em Caras Galadhon, a anfritiã permitiu que Frodo Bolseiro e Samwise Gamgee espiassem em seu Espelho d’Água, permitindo-lhes vislumbrar possíveis eventos do futuro. Ela, por sua vez, foi testada quando Frodo mais tarde se ofereceu para colocar o Um Anel em seu poder.

    Foi ela quem convocou Gwaihir para resgatar Gandalf do pico de Celebdil; e foi ela quem cuidou da saúde do Maia, vestindo-o de branco, simbolizando seu status como o novo líder da ordem.

    Mais tarde, ela enviou uma mensagem para Aragorn sobre os Caminhos dos Mortos, e mensagens para os Rangers do Norte, levando ao caminho ao sul da Companhia Cinzenta.

    Com o poder de Sauron em crescimento, a própria Lórien foi atacada três vezes, mas os exércitos de Dol Guldur foram repelidos devido à coragem dos Elfos e ao poder do anel de Galadriel.

    É dito que o poder do anel Nenya não poderia ser superado a menos que o próprio Sauron viesse para a batalha. Após a queda do Olho que Nunca Dorme, ela, com Thranduil da Floresta das Trevas e seus aliados élficos, cruzaram o Anduin até Dol Guldur, onde derrubaram suas muralhas e desnudaram seus fossos. 

    Ela então viajou para Minas Tirith para o casamento do Rei Aragorn e Lady Arwen e retornou a Lórien, quando viajou para os Portos Cinzentos e, com os Portadores do Anel restantes, pegou um navio e finalmente retornou às Terras Imortais de onde ela tinha vindo há muito tempo.

    PODERES

    Devido à sua natureza incrivelmente enigmática, mesmo o imensamente habilidoso Saruman e um elfo tão perceptivo quanto Elrond acharam difícil entender seus poderes, e eles trouxeram dúvidas às mentes dos habitantes não-élficos da Terra-Média.

    Ela também possuía a habilidade de se comunicar com os outros através de pensamentos, isso pode ser visto após a destruição do Um Anel, quando Galadriel se comunicou mentalmente com Elrond e Gandalf em sua jornada de volta de Minas Tirith.

    Além de seus poderes mágicos, a Dama da Luz também era muito sábia e inteligente: sendo uma das poucas que não foram enganadas por Sauron na Segunda Era e, portanto, sugeriu a Celebrimbor para esconder os Três Anéis Élficos.

    CURIOSIDADES

    Galadriel é um dos três únicos personagens a aparecer em todos os seis filmes das trilogias de filmes O Hobbit e O Senhor dos Anéis, de Peter Jackson; sendo os outros dois os Maiar Gandalf Sauron.

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    OUTRAS MÍDIAS

    A personagem criada por Tolkien aparece em diversas mídias e é atualmente uma figura reconhecível na cultura pop, veja abaixo suas as principais adaptações:

    LIVROS

    • A Sociedade do Anel;
    • O Retorno do Rei;
    • O Silmarillion;
    • Contos Inacabados: A História de Galadriel e Celeborn.

    FILMES

    • O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel;
    • O Senhor dos Anéis: As Duas Torres;
    • O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei;
    • O Hobbit: Uma Jornada Inesperada;
    • O Hobbit: A Desolação de Smaug;
    • O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos.

    Galadriel é interpretada por Cate Blanchett (Não Olhe Para Cima) nas duas trilogia de filmes de Peter Jackson.

    GAMES

    The Lord of the Rings: The Battle for Middle-earth.

    TV

    A personagem estará presente na primeira série de TV da franquia e será vivida pela atriz Morfydd Clark (Drácula) em O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder, que chegará ao serviço de streaming Amazon Prime Video no dia 2 de setembro de 2022.

    Em 2017, a Amazon fechou contrato para adaptar a história de J.R.R. Tolkien para a TV; o acordo diz que a empresa pode contar histórias da Segunda Era da Terra-Média, incluindo momentos como a ascensão de Sauron e a forja dos Anéis de Poder.

    Assista ao primeiro trailer:


    E você, é fã das obras de J.R.R. Tolkien? Qual seu personagem favorito? Conte nos comentários!

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