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    CRÍTICA – Sempre em Frente (2022, Mike Mills)

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    Sempre em Frente é o novo filme da produtora A24, dirigido e roteirizado por Mike Mills. No elenco estão Joaquin Phoenix, Gaby Hoffmann e Woody Norman

    SINOPSE DE SEMPRE EM FRENTE

    Johnny (Joaquin Phoenix) é um jornalista de rádio que possui um projeto jornalístico onde, atravessando os estados norte-americanos, ele segue entrevistando várias crianças sobre seus pensamentos a respeito do mundo e do futuro. Mas, a pedido de sua irmã, Viv (Gaby Hoffmann), Johnny fica encarregado de cuidar de seu jovem sobrinho Jesse (Woody Norman). Jesse traz para a vida do jornalista, uma nova perspectiva e, conforme eles viajam pelo país, logo Johnny começa a olhar seu próprio mundo de outra forma. 

    ANÁLISE

    sempre em frente

    Jornalistas e crianças são curiosos por natureza, não à toa fazem inúmeras perguntas sobre os mais variados assuntos. Talvez, a única coisa que possa lhes diferenciar seja as respostas que recebem. Mike Mills constrói uma narrativa comovente e reflexiva em seu novo filme, Sempre em Frente trata sobre relações a partir da perspectiva de um jornalista e uma criança. 

    Johnny, interpretado por um charmoso e melancólico Joaquin Phoenix, aceita tomar conta do sobrinho Jesse, que não vê a um bom tempo,  para a irmã que precisa viajar para auxiliar o marido Paul, que tem problemas psicológicos. Além do fato de Johnny ter pouca ligação com Jesse devido ao afastamento da irmã após a morte de sua mãe, o jornalista está trabalhando em uma produção de áudio que roda os Estados Unidos fazendo perguntas para crianças sobre o que elas imaginam do futuro. 

    É nesse cenário que a relação de Johnny e Jesse começa a ser desenvolvida lentamente. Como roteirista, Mills constrói personagens profundos e os coloca em debate um com o outro. Jesse, é uma criança de nove anos extremamente observadora e inteligente, sempre com perguntas pertinentes que colocam Johnny em verdadeiras reflexões. Já o tio, é um homem solitário, mas gentil e de bom humor.

    A leveza da dupla é o que torna Sempre em Frente um filme poético e encantador. Não só existe um conflito de gerações, como também muita troca de experiências e informações sobre a vida. Dessa maneira, tanto Joaquin Phoenix, como Woody Norman estão incríveis, cada um com imensa sensibilidade depositando medos, felicidades, frustrações e alegrias em seus personagens. 

    O diretor Mike Mills já é conhecido por criar dramas familiares potentes, como em Mulheres do Século 20. Contudo, em Sempre em Frente, os aspectos cinematográficos dão um toque a mais a essa obra dramática. Além de utilizar o preto e branco para o filme, a fotografia de Robbie Ryan se destaca pelos tons de cinza utilizados, o que ressalta os aspectos das cidades que Johnny e Jesse visitam. É como que cada lugar, Los Angeles, Nova York, Detroit e Nova Orleans falasse de uma forma diferente e única com a dupla. 

    A dinâmica entre Johnny e Jesse propõe momentos muito íntimos e sinceros ao filme, a conexão entre os dois começa a medida que cada um vai ganhando a confiança do outro. Mas também há momentos de confusão, como na cena em que Jesse se perde na loja de doces e causa uma discussão com Johnny. 

    Após o ocorrido, Johnny consulta a irmã sobre como deve agir e se desculpar com o sobrinho. São cenas, como estas, doces e comoventes ao mesmo tempo, que Sempre em Frente mostra sua capacidade dramática.  Afinal, relacionamentos são complicados, e às vezes é preciso errar, para depois acertar. 

    Sendo assim, Sempre em Frente é um filme singelo, sem grandes produções cinematográficas, mas um poder enorme de compreensão. O filme, até mesmo, carrega um tom de documentário à medida que vemos Johnny entrevistando as crianças e perguntando sobre quem elas são, como percebem suas cidades e o que esperar para o futuro. O próprio Jesse, que hesita em responder, acaba se rendendo ao equipamento de gravação do tio, e responde essas perguntas tão difíceis até para um adulto. 

    VEREDITO

    Infelizmente, Sempre em Frente foi esnobado nas grandes premiações do ano. No entanto, é um belíssimo filme que ao falar sobre relacionamentos familiares de uma maneira honesta traz comoção e aprendizado. O mais interessante, certamente, é a dupla Phoenix e Norman que brilham em suas performances. 

    5,0/5,0

    Confira o trailer de Sempre Em Frente:

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    Euphoria: 5 curiosidades sobre a série

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    A segunda temporada de Euphoria já passou da metade dos episódios e uma coisa é certa: a mais nova trama da série é envolvente, e o público aguarda ansiosamente pelo sexto episódio. Enquanto contamos as horas para saber o paradeiro de Rue (Zendaya), listamos algumas curiosidades da 2ª temporada que vão despertar ainda mais o seu interesse pela série.

    Zendaya é a nova produtora executiva

    Após levar o Emmy em 2020 de melhor atriz pelo papel da protagonista Rue, na primeira temporada de Euphoria, Zendaya (Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa) entrou para o time de produtores executivos da série. Ela está cada vez mais envolvida nas produções nas quais atua. Sam Levinson, o criador da série, quer inclusive que ela dirija alguma produção.

    Será que teremos Zendaya também como diretora na terceira temporada? Fica a dúvida.

    O 1º episódio da 2ª temporada fez história

    O episódio de estreia da segunda temporada de Euphoria, intitulado “Trying to Get to Heaven Before They Close the Door“, foi o episódio de uma série de TV mais comentado nas redes sociais até hoje, superando inclusive o final de Game of Thrones, que até então tinha o título.

    Os espectadores brasileiros ajudaram; o Brasil está entre os 15 países que mais procuraram o termo “Euphoria” durante as 24 horas após o episódio de estreia da nova temporada.

    Lana del Rey lançou uma canção nessa temporada

    A cantora Lana del Rey lançou “Watercolor Eyes” no terceiro episódio. Além de ser a trilha do trailer desse episódio, ela fez o lançamento oficial da música dois dias antes do episódio inédito ir ao ar em um vídeo com letra em seu canal no YouTube. Foi uma escolha do produtor musical Labrinth, que assina a trilha sonora da série. Aliás, já ouviu a trilha completa?! Confira no Spotify.

    Os posts da Zendaya nas redes sociais

    Se você ainda não segue a Zendaya nas redes sociais, agora é a hora. Semanalmente, em sua conta no Instagram, ela posta mensagens, vídeos e fotos exclusivas do backstage referentes ao episódio que irá ao ar naquela semana. Recentemente publicou a seguinte declaração sobre o quinto episódio:

    Se você pode amá-la, então você pode amar alguém que está lutando contra a mesma coisa, e talvez ter uma maior compreensão da dor que elas estão enfrentando, que muitas vezes está fora de seu controle. Isso, para mim, é o mais importante.”

    Profundo, né?!

    Ano novo, crush novo – ALERTA SPOILER!

    Desde que começou essa temporada, há também um clima de (novo) romance no ar. Logo no primeiro episódio, a internet shippou – e com razão – o casal Lexi e Fez. Foi nessa festa também que Cassie fica pela primeira vez com Nate, o ex-namorado de sua melhor amiga Maddy. Para completar, ainda apareceu o novo personagem Elliot, vivido pelo músico Dominic Fike, que agora está ficando com Jules.

    Casais improváveis? Com certeza.

    A segunda temporada de Euphoria tem oito episódios e os novos são lançados todo domingo até o dia 27 de fevereiro, tanto na HBO como no serviço de streaming HBO Max.

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    TBT #164 | O Iluminado (1980, Stanley Kubrick)

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    Considerado por grande parte dos cinéfilos, críticos, fãs de cinema e de terror em geral, um dos expoentes do gênero, O Iluminado (The Shining) completou 40 anos em 2020. Tendo base no livro criado por Stephen King, o filme foi apenas a segunda adaptação de uma obra do autor para o cinema – após o sucesso de Carrie, A Estranha (1976), de Brian De Palma.

    Em O Iluminado, quem comanda o show é nenhum outro senão o cultuado Stanley Kubrick, um dos melhores cineastas de todos os tempos.

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    SINOPSE

    Durante o inverno, Jack Torrance (Jack Nicholson) é contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado, e vai para lá com a esposa Wendy (Shelley Duvall) e seu filho Danny (Dany Lloyd). Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo.

    ANÁLISE

    O filme pode ser visto como uma metáfora para o problema psicológico de Jack, que tendo que lidar com o alcoolismo e o isolamento, não consegue se aproximar da família e tampouco realizar o sonho de ser escritor.

    A narrativa acompanha por meio desse contexto, a deterioração causada nos personagens por conta desse cenário de isolamento e os eventos relacionados à uma presença maligna que habita o Hotel Overlook, que induz Jack à desenvolver uma personalidade violenta e sanguinária. Além dos tormentos causados por fantasmas durante todo o filme, a iluminação permite que Kubrick consiga desenvolver com maestria a personalidade de Danny e a relação com seus pais, tornando suas visões em ferramentas primordiais para grande parte das sensações que o diretor deseja passar para o telespectador.

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    Stanley Kubrick construiu elementos que se tornaram icônicos. Esse fenômeno cultural não surgiu do acaso. O labirinto natural, por exemplo, foi primeiro apresentado na tela como uma maquete observada por Jack, e depois se tornará cenário da dramática perseguição à mulher e ao filho. O enigmático “REDRUM” escrito na parede será desvendado como indicador do perigo presente no local após aparecer algumas vezes antes no filme. As cores foram escolhidas para contribuir na ambientação do clima de terror. O verde do banheiro remete a podridão, e contrasta com o laranja forte do salão de ouro. As duas cores, opostas entre si, se destacam por serem atípicas, dificilmente encontradas no cotidiano, indicando que o hotel não é um lugar comum.

    Tecnicamente, O Iluminado se destaca como pioneiro no uso da steadycam, a câmera que não treme ao se movimentar, e que é usada nos passeios de Danny com seu triciclo pelos corredores do hotel. Essas cenas funcionam perfeitamente porque os efeitos sonoros acentuam a sensação de estarmos junto com o menino. Quando ele pedala sobre um tapete, há silêncio, quando o tapete acaba e ele está sobre o piso de madeira, o barulho das rodas é bem alto. Com isso, a dinâmica da cena fica muito poderosa.

    Um dos maiores atrativos de O Iluminado é sem dúvida a atuação inspiradíssima de Jack Nicholson, um verdadeiro tesouro mundial do cinema, na pele do pseudo escritor Jack Torrence. Segundo Stephen King, igualmente contra a escalação do ator, a impressão que Nicholson passa no papel é a de ser louco antes da experiência claustrofóbica. Seja como for, antes dele, outros atores foram considerados por Kubrick para o papel protagonista, entre eles: Robert De Niro, Robin Williams e Harrison Ford. Vocês conseguem imaginar outro vivendo o personagem?

    VEREDITO

    Mesmo sem a aprovação do mestre responsável pelo original, o terror é um clássico obrigatório para qualquer fã do gênero. O Iluminado é uma obra-prima que, à época de seu lançamento, não recebeu toda a atenção que merecia. Logo, é sempre bom trazer à memória e à contemporaneidade uma das melhores produções de Stanley Kubrick, que alcança um patamar aplaudível em qualquer quesito que possamos pensar.

    5,0 / 5,0

    Assista ao trailer:

    Em 2019, o longa ganhou uma continuação com Doutor Sono.

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    CRÍTICA – Murderville (1ª temporada, 2022, Netflix)

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    Murderville é uma série de comédia da Netflix. Com 6 episódios em sua primeira temporada, a série é estrelada por Will Arnett como o Detetive Sênior Terry Seattle, que a cada episódio ganha um novo parceiro. Funcionando quase que completamente sem um roteiro, a série nos coloca em seis diferentes cenas de assassinato, enquanto precisamos descobrir junto dos convidados quem é o assassino.

    A atuação extremamente sem noção de Will Arnett dão à série seu tom, que sem roteiro, é quase como uma locomotiva prestes a descarrilhar.

    SINOPSE

    O detetive Terry e seus assistentes investigam vários assassinatos nessa comédia de improviso.

    ANÁLISE

    Murderville

    Com a participação de Conan O’Brien (A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas), o jogador de futebol americano Marshawn Lynch, Kumail Nanjiani (Eternos, Stuber), Annie Murphy (Kevin Can F*** Himself), Ken Jeong (Aprendiz de Espiã) e até mesmo Sharon Stone (Rápida e Mortal), somos lançados em meio à uma comédia de improviso que nos leva por lugares loucos, em meio à investigações de assassinato.

    A participação dos convidados anteriormente citados, se dão pela necessidade e pela dificuldade de Terry Seattle de ter um parceiro após um trágico acidente com sua antiga parceira há 15 anos atrás, Lori (Jennifer Aniston).

    Com um tom de “monstro da semana”, Murderville não apresenta qualquer tipo de perigo aos protagonistas, a não ser a Ken Jeong, que é lançado em uma espiral ao longo do último episódio da série e ele parece curtir.

    Com cacos de atuação e risadas fora de controle, Murderville se mostra extremamente divertida e mostra que Will Arnett tem um dom absurdo não apenas para improviso, como também exige isso de seus convidados.

    VEREDITO

    Ver atores convidados serem jogados em meio à trama completamente sem roteiro, dá a série uma forma de humor única. Seja pela falta de noção de Arnett, assim como sua forma de improvisar, ver os absurdos se desenrolarem diante dos nossos olhos.

    Murderville estreou na Netflix no dia 3 de Fevereiro.

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer da série:

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    PRIMEIRAS IMPRESSÕES – The Marvelous Mrs. Maisel (4ª temporada, 2022, Amazon)

    The Marvelous Mrs. Maisel retorna para a sua quarta temporada na Amazon Prime Video após um hiato de quase três anos. Devido a pandemia de COVID-19, o seriado precisou ser repensado pela criadora Amy Sherman-Palladino, mudando um pouco a dinâmica de cenas cheias de figurantes.

    Nós tivemos a oportunidade de assistir aos dois primeiros episódios da produção e trazemos nossas impressões sem spoilers! Confira nossa análise abaixo.

    LEIA TAMBÉM: The Marvelous Mrs. Maisel: Resumo com os principais acontecimentos das temporadas

    SINOPSE

    É 1960 e a mudança está no ar. Procurando aprimorar sua atuação, Midge (Rachel Brosnahan) encontra um show com total liberdade criativa. Mas seu compromisso com seu ofício – e os lugares que a leva – cria um fosso entre ela, a família e os amigos ao seu redor.

    ANÁLISE

    Ao assistir os dois primeiros episódios da nova temporada de The Marvelous Mrs. Maisel, apenas um pensamento passou em minha mente: como é bom ter essa produção de volta! Com roteiro afiado e a simpatia de sempre, nossos personagens favoritos retornam à ativa após a catastrófica finale do terceiro ano.

    O primeiro episódio começa exatamente de onde paramos, assim como em todas as temporadas anteriores. Midge e Susie (Alex Borstein) foram abandonadas no aeroporto, devido ao set que Midge executou no Apollo Theatre, sendo assim oficialmente chutadas da turnê internacional de Shy Baldwin (Leroy McClain).

    O episódio inicial se desenrola com o humor inteligente e contagiante que já conhecemos. A dupla está à beira de um ataque de nervos, principalmente porque ambas cometeram ações duvidosas ao término da terceira temporada (que estão atreladas a dinheiro). A tour internacional era a grande chance de Midge se tornar uma comediante conhecida e, em um piscar de olhos, ela se vê no fundo do poço.

    As atuações são sempre o ponto alto do seriado e, mesmo com a clara necessidade de diminuir locações devido a pandemia, nada incomoda durante os dois primeiros episódios. Os ganchos são muito bem desenvolvidos, apesar de algumas soluções fáceis se desenrolarem entre uma situação e outra. O que não é um problema, visto que o desenrolar é natural e dinâmico.

    Há uma cena incrível que se passa em Coney Island que, certamente, é o ponto alto desses primeiros episódios. Ela serve para trazer a audiência de volta ao mundo caótico e divertido de The Marvelous Mrs. Maisel, colocando o espectador no centro de novas brigas em família, novas promessas impossíveis e suas relações pouco comuns.

    O trabalho dos roteiristas em amarrar as pontas deixadas no último ano e, ao mesmo tempo, fazer a trama andar em poucos minutos, é algo invejável. A nova atitude de Midge, incorporada brilhantemente por Rachel Brosnahan, parece ser uma das melhores facetas que veremos da personagem. Tudo no seriado ainda é muito familiar mas, ao mesmo tempo, há algo novo e instigante.

    The Marvelous Mrs. Maisel é uma série de comédia que consegue desenvolver muito bem as angústias da vida adulta. Mesmo se passando no final dos anos 1950 (e neste novo ano, em 1960), há muito o que se identificar, principalmente quando analisamos a evolução de Abe (Tony Shalhoub), Rose (Marin Hinkle), Joel (Michael Zegen) e da própria Midge.

    Se encaixar num estilo de vida que as pessoas esperam de você, abrir mão de seus sonhos e viver uma vida sem propósito ou felicidade. Se no terceiro ano, o seriado pavimentou o caminho para que esses personagens encontrassem suas vocações e preenchessem seus desejos, a quarta promete ser o momento de virada para todos eles. E eu mal vejo a hora de acompanhar tudo isso!

    VEREDITO

    The Marvelous Mrs. Maisel retorna com o pé direito e promete uma ótima temporada. Os dois primeiros episódios são coesos em suas propostas e pavimentam o caminho para um novo ano desafiador e repleto de mudanças.

    A nova temporada estreia na Amazon Prime Video no dia 18 de fevereiro. Assista ao trailer da temporada

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    CRÍTICA – Inventando Anna (Minissérie, 2022, Netflix)

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    Inventando Anna é a mais nova série produzida pela Shondaland em sua parceria com a Netflix. A minissérie conta a história de Anna Delvey (Julia Garner), ou Anna Sorokin. O que eu te garanto, é que nada é o que você espera da nova produção da gigante do streaming.

    Após Golpista do Tinder, a Netflix parece ter mergulhado na onda de contar a história de golpistas e suas supostas vidas de luxo baseadas em seus golpes. Não apenas como uma forma de contar uma história fazendo o grande público se dar conta do quão comum isso é, a gigante locadora vermelha coloca as talentosas Julia Garner e Anna Chlumsky em uma trama de intrigas, cujas raízes estão diretamente ligadas à rica sociedade Nova Iorquina.

    SINOPSE

    Vida de VIP. Contrariando seu chefe, a repórter Vivian Kent (Anna Chlumsky) investiga a história de Anna Delvey, uma suposta herdeira alemã acusada de estelionato e presa sem direito a fiança.

    ANÁLISE

    Inventando Anna

    “Esta é uma históia totalmente verídica. Exceto pelas partes que foram completamente inventadas.”

    Com uma frase que dá o tom da série, somos lançados à Nova Iorque de 2017. Pouco antes de dos acontecimentos da trama, é revelado que Vivian Kent passou por momentos difíceis, sendo descreditada entre os repórteres e precisa de um furo para recuperar seu nome. Vendo a oportunidade de se provar como a repórter de valor que é, Kent se joga da cabeça em uma história que parece muito mais promissora do que à primeira vista.

    Enquanto observamos o trabalho de Julia Garner e de Anna Chlumsky, vemos que ainda que viva a personagem que dá nome à série, Garner parece ficar atrás de seu trabalho em Ozark – série também da Netflix – enquanto dá lugar para Chlumsky brilhar.

    Enquanto nos aprofundamos na história, vemos o quão longe alguém motivado é capaz de ir apenas para se dar bem na vida, independente do quanto ela precisa mentir.

    Aponto nesse texto, que toda a história da série é baseada no caso real de Anna Soroken, uma jovem nascida na Rússia que levou o caos para a alta sociedade Nova Iorquina em 2017.

    VEREDITO

    Inventando Anna

    Enquanto a série tenta contar a história de Anna Delvey ou Sorokin de maneira livre, ela funciona apenas como uma forma de exaltar e dar espaço à quem não fez nada de certo. Ao tentar fazer uma crítica a série falha miseravelmente, e se mantém de certa forma isenta de fazer qualquer tipo de julgamento de caráter, expondo apenas as atitudes da personagem.

    Com o sotaque fraco e forçado de Julia Garner, a série se tornou um martírio para mim, que decidi assistir a série a fim de produzir conteúdo sobre a mesma. Ao contrário do trabalho brilhante da atriz em Ozark que dá vida à protagonista em Inventando Anna, Garner torna a série sofrível e não nos faz torcer por ela em momento algum.

    Inventando Anna estreou na Netflix no dia 11 de fevereiro de 2022.

    2,5 / 5,0

    Confira o trailer da série:

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