Início Site Página 482

    Noites Sombrias #3 | Os jogos de terror mais esperados de 2021

    0

    O gênero de terror em franquias de games cresce a cada ano e em 2021 não está sendo diferente. Neste ano os jogos de terror prometem ainda mais tensão para as novas gerações de console com novas tecnologias e um novo conjunto de experiências assustadoras que incluem festinhas de terror para um único jogador e experiências de ação cooperativa, garantindo que haja algo para fãs do gênero em todas as formas.

    Se você está atrás de algo que faça seu coração disparar com reviravoltas inesperadas, se liga na lista que eu preparei pra você. Estes são os melhores jogos de terror – já lançados e programados – de 2021.

    Conselho de amiga: já começa a juntar as moedinhas no cofrinho porque vem muita coisa incrível por aí!

    THE MEDIUM

    Lançado em 28 de janeiro de 2021, The Medium é definido para ser outra experiência de vídeogame de terror psicológico da Bloober Team. Aqui os jogadores farão o papel de uma mulher que passará por dois pontos de vida diferentes. The Medium seguirá uma jornada para rastrear e resolver o caso de assassinato.

    Viaje para um antigo resort comunista assombrado por um assassino de crianças e use suas habilidades psíquicas únicas para descobrir seus segredos perturbadores, resolva quebra-cabeças de realidade dupla, sobreviva a encontros com espíritos sinistros e explore duas realidades ao mesmo tempo.

    O game está disponível para Xbox Series X | S e PC.

    LITTLE NIGHTMARES 2

    Little Nightmares 2 é uma aventura de suspense em que se controla Mono, um garoto preso em um mundo que foi distorcido por uma transmissão maligna. Juntamente com sua amiga, Six, ele começa uma jornada para descobrir a fonte da transmissão.

    Six, a garota com a capa de chuva amarela, guiará Mono em uma jornada para descobrir os segredos obscuros da Torre de Sinal. A missão não será fácil: Mono e Six enfrentarão diversas novas ameaças dos terríveis habitantes deste mundo.

    O jogo foi lançado dia 11 de fevereiro de 2021 e está disponível para PS4, Xbox One, Nintendo Switch, PC e para a nova geração de consoles, por meio de update gratuito.

    RESIDENT EVIL VILLAGE

    Resident Evil tem sido a franquia de videogame de terror e sobrevivência favorita dos fãs há anos e, ao longo desses anos, vimos spin-offs e remakes. Não há escassez de títulos de Resident Evil para desfrutar, mas em 2021 vamos começar após os eventos de Resident Evil 7.

    A próxima geração de survival horror se atualiza com Resident Evil Village, a oitava grande entrada na série Resident Evil. Com gráficos ultra-realistas alimentados pelo RE Engine, lute pela sobrevivência enquanto o perigo espreita em cada esquina.

    Passado alguns anos após os eventos horríveis do aclamado resgate biológico em Resident Evil 7, a nova história começa com Ethan Winters e sua esposa Mia vivendo pacificamente em um novo local, livre de seus pesadelos anteriores. No momento em que estão construindo uma nova vida juntos, a tragédia se abate sobre eles mais uma vez. Quando o capitão da BSAA, Chris Redfield, ataca sua casa, Ethan deve mais uma vez ir para o inferno para recuperar sua filha sequestrada.

    O jogo tem data de lançamento para 7 de maio de 2021 para PS4, Xbox One, PC, Xbox Series X | S e PS5.

    THE OUTLAST TRIALS

    O jogo, com foco no cooperativo de até quatro jogadores, é ambientado no mesmo universo que os antecessores, mas está no começo da cronologia por acontecer durante a Guerra Fria.

    O estúdio Red Barrels afirmou que:

    “The Outlast Trials vai permitir que os jogadores enfrentem os horrores dos testes sozinhos ou cooperem com até outras três cobaias.”

    Este será um título único em comparação com os dois jogos anteriores, pois o foco do jogo é o multiplayer.

    Em meio à Guerra Fria, voluntários relutantes foram recrutados pela Murkoff Corporation para testar métodos novos de lavagem cerebral e controle mental. Trabalhe junto com seus amigos em um mundo de desconfiança, medo e violência, e tente sobreviver a The Outlast Trials.

    Ainda sem data específica, The Outlast Trials chega para PC ainda este ano; o lançamento para outras plataformas não foi confirmado até o momento.

    MARTHA IS DEAD

    Dos criadores de The Town of Light, Martha is Dead é um thriller psicológico sombrio em primeira pessoa, combinando tons perturbadores e oníricos com uma mistura de história, superstição e sofrimento psicológico.

    Toscana, 1944. À medida que o conflito se intensifica entre as forças alemãs e aliadas, o corpo profanado de uma mulher é encontrado afogado. Sua irmã gêmea, a jovem filha de um soldado alemão, deve lidar sozinha com o trauma agudo da perda, enquanto a verdade do assassinato brutal é envolta por um folclore misterioso e o horror extremo da guerra que se aproxima cada vez mais.

    O game ainda não tem data confirmada, mas o estúdio já afirmou que será lançado ainda em 2021 e será disponibilizado para o PS4, Xbox One, PC, Xbox Series X | S e PS5.

    SCORN

    Depois de não atingir os objetivos que a Ebb Software esperava ao apresentar Scorn no Kickstarter, o jogo conseguiu continuar em plena produção graças a um investidor privado.
    O estúdio de desenvolvimento espera que os jogadores sejam lançados neste mundo de pesadelo e de lá sejam forçados a explorar enquanto lutam contra monstros grotescos.

    Scorn se passa em um universo apavorante de formas estranhas e trama sombria. Ele é projetado em torno da ideia de “ser lançado ao mundo”. Isolado e perdido dentro deste mundo dos sonhos, você vai explorar diferentes regiões interconectadas de maneira não linear. Cada local contém seu próprio tema, quebra-cabeças e personagens que são essenciais para criar um mundo coeso.

    Até agora, o game está definido para ser lançado em 2021 para Xbox Series X e PC entretanto não há uma data específica.

    GHOSTWIRE: TOKYO

    Atuando como um game de ação em terceira pessoa com elementos assustadores espalhados em todas as cenas, os jogadores estão em um novo tipo de jogo de terror desenvolvido pela Tango Gameworks e publicado pela Bethesda Softworks.

    Tóquio foi tomada por forças sobrenaturais após 99% da população desaparecer. Use um poderoso arsenal de habilidades espectrais para enfrentar a ameaça paranormal e descobrir o mistério por trás do desaparecimento em massa.

    Os jogadores têm a tarefa de descobrir o que está causando todos os desaparecimentos e, ao longo do caminho, você encontrará entidades sobrenaturais que podem ser hostis ou agradáveis.

    É um salto único de The Evil Within, que ofereceu uma abordagem de terror mais linear, enquanto parece que GhostWire: Tokyo está procurando uma postura de mundo mais aberta para a jogabilidade, mas isso é puramente especulativo no momento.

    O jogo está programado para ser lançado em 2021 para PS5 e PC, mas sem data confirmada até o momento.

    DARK FRACTURE

    A ação decorre no final dos anos 90, numa zona rural nos Estados Unidos.

    O jogador controlará Edward, um agricultor atormentado por um passado doentio que apenas encontra um pouco de consolo nos medicamentos que o ajudam a passar os dias. No entanto, na sua solidão que o pressiona e aprisiona, Edward mal consegue fazer o seu trabalho minimamente.

    Ao longo do jogo, o jogador se depara com os caos internos do personagem – testemunhando a mudança do mundo ao seu redor enquanto a barreira entre a realidade e a imaginação parece desmoronar. As escolhas do jogador serão parte fundamental do jogo, pois serão elas que irão moldar o desenrolar desta história de terror e deste pesadelo que Edward vive.

    Segundo o Twisted II Studios, Dark Fracture tem previsão de lançamento em dezembro deste ano para PS4, Xbox One, PC, Xbox Series X | S e PS5.

    VAMPIRE: THE MASQUERADE – BLOODLINES 2

    Produzido pela Hardsuit Labs, o jogo é uma sequência do aclamado Vampire: The Masquerade – Bloodlines, RPG de ação lançado em 2004 pela Troika Games e considerado um clássico cult do gênero.

    A história do jogo segue um ser humano de Seattle do século 21, que é morto e, posteriormente, revivido como um vampiro novato com habilidades vampíricas relativamente fracas.

    Bloodlines 2 é jogado principalmente em perspectiva de primeira pessoa, alternando para terceira pessoa para atividades contextuais. O jogador atribui a seu personagem uma das três disciplinas de “meio-sangue” – poderes únicos e atualizáveis – antes de se juntar a um dos cinco clãs de sangue puro.

    Como qualquer RPG que se preza, Bloodlines 2 permite que você crie uma personalidade distinta para o seu personagem com base nas opções de diálogo escolhidas e nas decisões que você toma.

    Escrita pela mente criativa por trás Bloodlines, viva sua fantasia de vampiro em uma cidade repleta de personagens intrigantes que reagem às suas escolhas.

    O jogo será lançado em 2021 para PS4, Xbox One, PC, Xbox Series X | S e PS5, mas sem data confirmada.

    IN SOUND MIND

    Ao acordar inexplicavelmente nos corredores de um prédio, você nota que o cenário ganha vida própria e leva você a descobrir uma série de vítimas, todas expostas à mesma terapia experimental. Na busca por respostas, visões bizarras surgem e apresentam vários horrores e uma gata chamada Tonia.

    O título se trata de um jogo de horror psicológico em primeira pessoa, com quebra-cabeças frenéticos e batalhas únicas.

    In Sound Mind é o novo projeto do estúdio We Create Stuff, criadores do cult Nightmare House 2. A proposta é levar o jogador para atravessar uma série de memórias perturbadoras, enquanto viaja por um lugar onde você parece não conseguir escapar da sua própria mente. Tudo dentro de uma narrativa imaginativa e desorientadora.

    O game será lançado para PS5, Xbox Series X | S e PC via Steam ainda este ano.

    Para quais jogos você está mais ansioso? Conta pra gente nos comentários!

    Curte nosso trabalho? Que tal nos ajudar a mantê-lo?

    Ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.

    CRÍTICA | WandaVision: S1E8 – Nos Capítulos Anteriores

    O oitavo episódio de WandaVision foi finalmente ao ar hoje, 26 de fevereiro de 2021, e é intitulado Nos Capítulos Anteriores. O episódio nos leva a uma viagem à vida de Wanda (Elizabeth Olsen) enquanto testemunhamos os momentos mais difíceis da vida da personagem.

    SINOPSE

    Wanda embarca em uma viagem ao passado para compreender melhor o presente e o futuro.

    ANÁLISE

    O oitavo episódio de WandaVision, Nos Capítulos Anteriores, nos leva a uma viagem intensa ao passado do Universo Cinematográfico Marvel, enquanto nos apresenta importantes detalhes tanto sobre a personagem Agatha Harkness (Kathryn Hahn), quanto a alguns aspectos de sua personalidade e seus poderes.

    A narrativa envolvente que Matt Shakman soube criar ao redor dos personagens da série, nos faz questionar como o UCM pôde ficar por tanto tempo sem qualquer tipo de série de TV que mergulhasse ainda mais fundo na história de seus personagens, mostrando suas motivações, seus poderes e até mesmo onde elas são capazes de ir para obter êxito em suas empreitadas.

    Apesar do Barão Zemo (Daniel Brühl) de Capitão América: Guerra Civil ter tido fortes razões para se revoltar, sua contraparte dos quadrinhos é ainda mais intensa que sua adaptação – e isso talvez seja mostrado na série do Falcão e Soldado Invernal do Disney+ que estreia no dia 19 de março -, nenhum desenvolvimento se compara ao de Wanda na primeira série de TV que tem fortes conexões com o Universo Cinematográfico. 

    Nos Capítulos Anteriores

    O cuidado que a série tem em engendrar a história do Universo Marvel ainda mais no passado, nos levando à Salem no mesmo ano do fim do Julgamento das Bruxas é o maior “vislumbre” do passado que vemos no universo Marvel até hoje.

    Mas não se esqueça que Os Eternos irá mais longe ainda.

    VEREDITO

    O desenvolvimento de Wanda no UCM é o mais completo até hoje, dando a personagem a profundidade necessária que ela tem nos quadrinhos, explorando os mais diversos pontos de sua psique assim como seus poderes. Tornando-a no Universo Cinematográfico Marvel a força da natureza quase imparável que ela é nos quadrinhos.

    Alguns elementos apontam que o próximo episódio de WandaVision não será o último. E isso faz muito sentido, pois elementos inseridos nesse episódio, não dão muita manobra para que tramas que acabaram de surgir sejam concluídas.

    4,5 / 5,0

    Tudo sobre WandaVision, série do Universo Marvel original do DIsney+

    Curte nosso trabalho? Que tal nos ajudar a mantê-lo?

    Ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.

    CRÍTICA – The Expanse (1ª temporada, 2015, SyFy)

    0

    The Expanse é uma série original do SyFy, que foi ao ar originalmente em 2015. A série se passa centenas de anos no futuro, muitas gerações após o início da expansão espacial. Nela, a Terra, Marte e o Cinturão de Asteroides entre Marte e Júpiter agora são habitadas por humanos, e seus povos vivem em uma guerra fria, em que qualquer fagulha é capaz de dar início a um conflito imensurável.

    Assim como os astronautas sofrem com a perda de massa muscular em baixa gravidade, ou gravidade simulada, os Belters – habitantes do Cinturão chamados assim de forma pejorativa pelos colonizadores dos planetas citados, sofrem efeitos mais adversos. Crescimento desordenado dos membros, ou baixa resistência à uma gravidade mais parecida com a da Terra, pode causar danos irreparáveis aos nascidos no Cinturão.

    SINOPSE

    The Expanse
    A nave marciana Scopuli

    A história tem início de fato, a bordo da Scopuli, uma nave em uma missão secreta que guarda mais segredos do que aparenta, enquanto as cenas iniciais parecerem apenas um artifício de roteiro para dar o start da trama, as cenas iniciais têm um impacto imenso no rumo que a galáxia está prestes a tomar.

    ENREDO

    A Canterbury, conhecida por seus tripulantes como Cant.

    Como o consumo de água é uma necessidade básica para subsistência humana, no espaço, a fim de obter água, naves específicas são incumbidas na mineração de gelo nos asteróides, como é o caso da Canterbury, lar de James Holden (Steven Strait), Naomi Nagata (Dominique Tipper), Amos Burton (Wes Chatham) e Alex Kamal (Cas Anvar).

    Durante uma viagem que se estende por meses, a Canterbury capta um sinal de socorro. Como a única nave presente em uma distante região da galáxia, ela é obrigada a ir ao resgate da nave, e é onde a trama da série tem início.

    ANÁLISE

    The Expanse
    Da esquerda para direita Shed Garvey (Paulo Costanzo), Naomi Nagata (Dominique Tipper), Amos Burton (Wes Chatham), Alex Kamal (Cas Anvar) e James Holden (Steven Strait).

    Há algumas semanas, após maratonar a 3ª temporada de Star Trek: Discovery, buscava uma substituta para a série. E encontrar The Expanse na Amazon Prime Video foi uma grande surpresa, pois a trama da série se mostrou como uma grande surpresa pra esse que vos escreve, nos mais diversos aspectos.

    O cuidado dos roteiristas, diretores, showrunners, dão à série um peso único, se comparada às produções das mais diversas mídias, e em uma época em que a cada esquina se esbarra com produções de ficção-científica, The Expanse se destaca em tudo que se dispõe a fazer.

    CRÍTICA – Dead Pigs (2018, Cathy Yan)

    0

    Inédito no circuito comercial, Dead Pigs é o primeiro longa-metragem da diretora Cathy Yan (Aves de Rapina). Premiado no Festival de Sundance em 2018, o filme rendeu elogios à cineasta antes dela assumir a direção do blockbuster da DC protagonizado por Margot Robbie em 2020.

    Com uma visão ousada e bastante singular, o longa fala da luta universal por identidade na era da globalização, com diversas vozes refletindo o futuro do cinema americano – já que lida com conversas prudentes e oportunas sobre igualdade, capitalismo e conexão humana básica em um mundo cada vez mais dividido.

    O trabalho de Cathy também conquistou prêmios em outros festivais americanos, como Palm Springs International Film Festival, Philadelphia Film Festival e Seattle International Film Festival

    SINOPSE

    Baseado em eventos reais extraordinários, Dead Pigs acompanha as histórias de cinco pessoas diferentes, enquanto lidam com uma modernização crescente de Shangai, ao mesmo tempo em que a cidade é assolada por um evento bizarro: milhares de cadáveres de porcos aparecem no rio.

    ANÁLISE

    Os enredos conectados do filme remetem a uma série de oposições familiares: rural e urbano, pobres e ricos. O criador de porcos Old Wang (Haoyu Yang) é perseguido por agiotas depois que seu estoque morre misteriosamente e ele perde suas economias em uma fraude de investimento. A esteticista apaixonada por pássaros Candy (Vivian Wu) trava uma batalha solitária contra empreendedores ansiosos para demolir sua casa e construir um novo complexo de apartamentos. Há também um jovem garçom (Mason Lee) que inicia um relacionamento improvável com uma herdeira rica (Meng Li) e um expatriado americano (David Rysdahl) que se envolve em fraudes que ordenham suas ações.

    A diretora Cathy Yan traz um olhar satírico interessante para a colonização cultural e suas refrações mais absurdas dentro da China contemporânea como ponto de partida. A encenação é coordenada com forte toque “pop” nas luzes dos planos noturnos e constantes movimentos de câmera compostos (em geral em elipses e semicírculos) ou trackings acelerados.

    Somado a isso, Yan opta por um ritmo acelerado de picotes situacionais, as vezes interligados por músicas que mantém o humor fluindo em abordagem mais comumente vista no cinema ocidental estadunidense do que no cinema chinês. Algo que torna fácil compreender o porquê de ter sido uma diretora tão rapidamente procurada para trabalhar em filme norte-americanos.

    O filme tem ainda um toque de crítica a esse influxo ocidental, aqui tratado de forma cômica, que resvala no mesmo que o cineasta Jia Zhangke faz com suas obras, mas com tratamento trágico. Todavia, Yan parece mais próxima do gosto do cinema oficial chinês no modo como conduz esse olhar, mais superficial, rápido e, às vezes, próximo à melancolia.

    A cumplicidade implica um acordo ao espectador utilizando códigos e elementos para que a obra se estabeleça de forma mais densa. E o que acontece quando esses códigos geram expectativas? Se resulta em um final cínico, sem surpresas, mas que de certa forma compreendemos o porquê. Afinal, todos estamos inseridos no mesmo sistema.

    VEREDITO

    Dead Pigs é uma  estreia para Cathy Yan. É um longa ácido, dramático e cômico na medida certa, além de trazer paisagens ordinárias e extraordinárias de Xangai, a história vai se costurando onde tudo vai sendo posto em seus devidos lugares e ao mesmo tempo expõe as marcas da desigualdade social na China. No entanto, o sentimentalismo aplicado no final engole tudo e acaba dando um olhar mais positivo do que crítico ao material, sobrepondo qualquer possibilidade de crítica mais coerente e interessante.

    4,0 / 5,0

    Confira o trailer de Dead Pigs:

    Curte nosso trabalho? Que tal nos ajudar a mantê-lo?

    Ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.

    CRÍTICA – Cherry (2021, Anthony e Joe Russo)

    Cherry é a nova produção original da Apple TV+. Protagonizada por Tom Holland, com direção dos irmãos Anthony e Joe Russo e baseada na obra homônima de Nico Walker, Cherry tem estreia prevista para 12 de março na plataforma da Apple.

    SINOPSE

    Inspirado no romance best-seller de mesmo nome, Cherry apresenta Tom Holland no papel principal como um personagem desequilibrado que deixou a faculdade para servir no Iraque como médico do exército e tenta se manter são por seu único amor verdadeiro, Emily (Ciara Bravo). Quando Cherry volta para casa como um herói de guerra, ele luta contra os demônios do Estresse Pós-Traumático não diagnosticado e se torna viciado em drogas.

    ANÁLISE

    O novo filme original da Apple TV+ possui uma já conquistada legião de fãs. Afinal, ele é uma adaptação de um livro best-seller de mesmo nome e traz um ator em alta em Hollywood no seu elenco principal.

    Uma mistura de thriller de ação com boas doses de humor, Cherry conduz o espectador a diversas reviravoltas na vida do personagem principal e sua namorada Emily, interpretada por Ciara Bravo. Os dois são o foco do longa, apesar de alguns personagens coadjuvantes fazerem eventuais pontas na história.

    Após uma briga com sua namorada, o personagem principal e narrador do longa resolve se alistar no exército como forma de curar o coração partido. A escolha se prova completamente equivocada, pois após servir na guerra e adquirir diversos traumas, o jovem não consegue mais ser a mesma pessoa, colocando seu relacionamento em risco.

    O filme é totalmente construído em torno da atuação de Tom Holland que, mais uma vez, se prova um ator versátil e competente. Descolando seu nome como apenas um ator da Marvel, Holland encara um grande desafio em Cherry, adaptando sua atuação às diversas reviravoltas da história.

    Sua veia humorística é outro ponto positivo, pois traz certa leveza nos momentos de tensão, mas também é correto afirmar que Holland se sai muito bem nas cenas mais dramáticas.

    Os Irmãos Russo demonstram ter grande carinho por essa história, pois logo após o livro de Nico Walker ser lançado, a dupla comprou os direitos. No entanto, na hora de adaptar a obra, as escolhas criativas não foram tão acertadas.

    As escolhas de montagem e direção de Cherry soam um tanto exageradas. De narração em primeira pessoa, até cronologia em capítulos e quebra da quarta parede: Cherry possui tudo.

    O roteiro de Angela Russo-Otstot e Jessica Goldberg é inflado de acontecimentos, e diversas vezes vemos cenas que parecem já terem sido apresentadas anteriormente, mas de formas diferentes. A repetição dessas situações é perceptível quando assistimos ao filme por completo, pois algumas partes poderiam ser cortadas sem desfavorecer o andamento da trama.

    Muitas vezes Cherry parece atirar para todos os lados, buscando que tenhamos certa empatia pelo que acontece na vida do jovem. Porém, após determinado ponto, tudo se torna repetitivo e qualquer resquício de apego que pudéssemos ter vai se esvaindo pouco a pouco. Todo o arco dos opioides é longo e arrastado, mas é compreensível, pois justifica as escolhas finais da produção.

    O fechamento é o grande problema de Cherry. Além de ser difícil de acreditar, perde a oportunidade de um aproveitamento muito melhor para a história do personagem, tornando a finalização um grande clichê.

    Ao terminarmos de assistir, ficamos em dúvida sobre qual era de fato o foco da história, pois mesmo com todos os elementos que remetem à críticas ao sistema, a guerra e afins, o final nos mostra um caminho mais simplista.

    Mesmo com esses percalços, não posso deixar de elogiar a ótima condução de Holland pelas mãos de Anthony e Joe Russo. Com tantos pontos a serem adaptados e tantas cenas diferenciadas, é necessário que os diretores tenham uma boa visão do que querem para trazer o melhor resultado possível do ator. É uma parceria que pode render bons frutos a longo prazo.

    VEREDITO

    Mesmo com grande potencial e ótima equipe envolvida, Cherry esbarra em escolhas equivocadas que tornam o resultado muito aquém do esperado.

    2,5/5,0

    Assista ao trailer:

    Curte nosso trabalho? Que tal nos ajudar a mantê-lo?

    Ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.

     

    MUBI: Veja os lançamentos de março para o serviço de streaming

    Em março a plataforma de filmes MUBI traz inúmeras novidades para seus assinantes. Dentre os destaques, o serviço apresenta especiais dedicados a Wong Kar Wai e Gianfranco Rosi, além da estreia exclusiva do longa Notturno.

    Confira a lista completa de novidades e suas datas de lançamento no streaming!

    O CINEMA DE WONG KAR WAI

     

    Uma das figuras mais importantes do cinema asiático, Wong Kar Wai foi o primeiro diretor chinês a ganhar o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes, em 1997. Neste mês, a MUBI tem o prazer de exibir um especial dedicado a esse incrível autor, com restaurações em 4k exclusivas de Amor à Flor da Pele (In the Mood for Love) e Cinzas do Passado (Ashes of Time).

    O CINEMA DE GIANFRANCO ROSI

    Para acompanhar a estreia de Notturno, a MUBI apresenta este especial dedicado a um dos mais importantes documentaristas europeus da história do cinema. Um narrador hábil e não convencional que retrata a vida dos marginalizados. Aprofunde-se nas obras deste autor italiano por meio de Tanti Futuri PossibiliBoatman (Indicado ao Oscar de Melhor Documentário), Sacro Gra e Below Sea Level (vencedor de dois prêmios no Festival de Cinema de Veneza).

    CLUBE DA LUTA

    Baseado no romance homônimo de Chuck Palahniuk, um autor que tece uma brilhante crítica sobre a masculinidade tóxica e estruturas sociais, Clube da Luta é considerado um dos maiores e mais influentes filmes do cinema mundial. Estrelado por Edward Norton e Brad Pitt, o filme de David Fincher chega pela primeira vez na MUBI.

    MANEIRAS DE ENXERGAR COM BARBARA HAMMER

    Uma das mais emblemáticas cineastas e ativistas norte-americanas, além de uma das pioneiras do cinema lésbico, Barbara Hammer realizou um experimento ao desafiar outras cineastas a fazerem filmes a partir de imagens pré-gravadas e nunca usadas por ela. Nesta sessão dupla, destacamos duas incríveis produções que nasceram deste projeto: A Month of Single Frames e Vever (for Barbara).

    JEAN-CLAUDE BRISSEAU

    Neste mês, a MUBI apresenta uma sessão dupla do célebre autor francês Jean-Claude Brisseau. Confira o espetacular Boda Branca (White Wedding), um dos filmes mais famosos do cineasta e que marca a a estreia nos cinemas da incrível Vanessa Paradis e que lhe rendeu um César de Melhor Atriz Promissora, e Um Jogo Brutal (A Brutal Game), dirigido e roteirizado por Brisseau.

    EXCLUSIVOS MUBI

    Notturno (Gianfranco Rosi, 2020)

    Notturno conquistou público e crítica no Festival de Veneza, foi eleito Melhor Filme Europeu de 2020 e acaba de ser pré-selecionado para concorrer ao Oscar 2021. Filmado ao longo de três anos no Oriente Médio, nas fronteiras entre Iraque, Curdistão, Síria e Líbano, o aclamado documentário de Gianfranco Rosi relata a vida cotidiana por trás da tragédia contínua das guerras civis, ditaduras ferozes, invasões e interferências estrangeiras.

    Hey There! (Reha Erdem, 2021)

    Hey There! é uma comédia absurda e atual, realizada experimentalmente durante a quarentena e quase inteiramente na casa dos próprios atores. É o filme mais recente de Reha Erdem, um dos maiores e mais interessantes nomes do “Novo Cinema Turco”.

    The Legend of the Stardust Brothers (Macoto Tezuka, 1985)

    A MUBI apresenta uma belíssima restauração do musical japonês The Legend of the Stardust Brothers, dirigido por Macoto Tezuka. Fortemente inspirado em Phantom of the Paradise e Rocky Horror Picture Show, está repleto de participações especiais e performances musicais. O filme, que mostra a cultura pop japonesa na década de 80, é adaptado do álbum conceitual “trilha sonora imaginária” do músico Haruo Chikada.

    South (Morgan Quaintance, 2020)

    Considerado uma das jovens figuras mais importantes nos debates político-sociais do Reino Unido, o britânico Morgan Quaintance já teve artigos publicados na revista The Wire e no The Guardian. South é seu quarto curta documental, em que traça paralelos históricos entre dois movimentos de liberdade antirracistas e antiautoritários, um no sul de Chicago e outro no sul de Londres.

    Confira a lista de datas completa:

    1/3 – Citadel (John Smith)

    2/3 – White Wedding (Jean-Claude Brisseau)

    3/3 – Inflatable Sex Doll of the Wastelands (Atsushi Yamatoya)

    4/3 – A Brutal Game (Jean-Claude Brisseau)

    5/3 – Notturno (Gianfranco Rosi)

    5/3 – Tanti Futuri Possibili (Gianfranco Rosi)

    5/3 – Boatman (Gianfranco Rosi)

    6/3 – Ela Volta na Quinta (André Novais Oliveira)

    7/3 – Clube da Luta (David Fincher)

    8/3 – A Month of Single Frames (Lynne Sachs)

    8/3 – Vever (for Barbara) (Deborah Stratman)

    9/3 – Echo of the Mountain (Nicolás Echevarría)

    10/3 – Blue Film Woman (Kan Mukai)

    11/3 – Avanti Popolo (Michael Wahrmann)

    12/3 – Songs My Brothers Taught Me (Chloé Zhao)

    13/3 – Hey There! (Reha Erdem)

    14/3 – Sacro GRA (Gianfranco Rosi)

    15/3 – A Colony (Geneviève Dulude-De Celles)

    16/3 – Women Hell Song: Shakuhachi Benten (Mamoru Watanabe)

    17/3 – Heights (Gabriel Nuncio)

    18/3 – The Legend of the Stardust Brothers (Macoto Tezuka)

    19/3 – In the Mood for Love (Wong Kar Wai)

    20/3 – Tigerland (Joel Schumacher)

    21/3 – Below Sea Level (Gianfranco Rosi)

    22/3 – The Girl (Márta Mészáros)

    23/3 – Oleg (Juris Kursietis)

    24/3 – Gushing Prayer (Masao Adachi)

    25/3 – South (Morgan Quaintance)

    26/3 – Ashes of Time (Wong Kar Wai)

    27/3 – The Fountain (Darren Aronofsky)

    28/3 – Max Richter’s Sleep (Natalie Johns)

    28/3 – A Modern Coed (Éric Rohmer)

    29/3 – Binding Sentiments (Márta Mészáros)

    30/3 – Abnormal Family (Masayuki Suo)

    31/3 – Low Life (Nicolas Klotz, Élisabeth Perceval)

    Curte nosso trabalho? Que tal nos ajudar a mantê-lo?

    Ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.