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    CRÍTICA – Moonlighter (2020, Digital Sun e 11 bit studios)

    Dos consoles e do PC para o smartphone. Este é o rumo de Moonlighter, que acaba de ser lançado para iOS, em uma versão que adapta a experiência das telonas para o mobile.

    Desenvolvido originalmente pela espanhola Digital Sun, a adaptação do RPG de ação para iOS contou também com o trabalho da polonesa 11 bits studio. Embora sem data oficial de lançamento, Moonlighter Mobile também será disponibilizado para Android no futuro.

    O protagonista da história de Moonlighter é Will, um jovem lojista aventureiro que secretamente sonha em se tornar um herói.

    O jogo se passa no vilarejo Rynoka, um local próximo a portões que levam os jogadores para reinos e dimensões diferentes. Cada portão dá entrada a uma masmorra que se modifica toda vez que você os acessa.

    Moonlighter e Zelda: A Link to the Past

    Eu duvido que você tenha visto imagens de Moonlighter Mobile e não tenha lembrado do hit The Legend of Zelda: A Link to the Past (SNES, 1991). Sim, Moonlighter não esconde a principal fonte de inspiração e veio para agradar os fãs da franquia Zelda.

    Inspirado em Zelda: A Link to the Past, Moonlighter Mobile adapta para iOS o RPG de ação lançado anteriormente para consoles e PC

    Enquanto eu jogava, também me lembrei de clássicos do Game Boy: os Zeldas Oracle of Ages e Oracle of Seasons, e Pokémon Red / Blue / Yellow. Zelda porque, como falei, os criadores não tentam esconder a referência.

    Por sua vez, a similaridade com Pokémon R/B/Y se dá na Masmorra do Golem, a primeira que se tem acesso. Não por causa do nome ser igual ao de um Pokémon da 1ª geração, mas sim porque há vários pergaminhos que são interessantes ler durante a exploração. Isso me lembrou a leitura dos diários que contam como ocorreu a criação do Mewtwo.

    Pensei de cara: “um jogo que bebe de fontes icônicas como essas não tem como ser ruim“.

    Will, um aventureiro empreendedor

    Os criadores de Moonlighter para iOS fizeram um bom trabalho para não haver dúvidas sobre como jogá-lo no celular. Os primeiros passos no jogo são um tutorial simples que ensina os movimentos essenciais.

    O começo do tutorial ocorre dentro da Masmorra do Golem e já dá o tom do que nos espera ao realmente iniciar o game. Feito isso, você é levado para dentro da casa/loja de Will. Lá, o velho Zenon, amigo do falecido avô de Will, dá mais detalhes do que você precisa fazer para se dar bem no jogo.

    É nesse momento que o jogo me cativou. Embora criado com base em um jogo de 1991, Moonlighter mistura a jogabilidade de RPG de ação com estratégia baseada em noções básicas de mercado.

    Inspirado em Zelda: A Link to the Past, Moonlighter Mobile adapta para iOS o RPG de ação lançado anteriormente para consoles e PC

    Sim, você vai lutar com monstros estranhos e ser um vendedor. Essa mistura oferece uma experiência bem moderna. Confesso que não esperava algo assim.

    Só que a vida de “empreendedor” de Will não para por aí: você também precisará tirar do próprio bolso para trazer lojistas e expandir seu próprio empreendimento para que os moradores retomem o orgulho de viver em Rynoka.

    Lojista + aventureiro que sonha ser herói + prefeito do vilarejo? É tipo isso.

    E sim, essa mistura é bem fácil de entender, pois o velho Zenon te explica as noções básicas de oferta e demanda, e como você deve precificar os produtos da sua loja a partir das reações dos consumidores. Eu gostei demais dessa mecânica!

    A estratégia como diferencial de Moonlighter

    Você já deve ter percebido que Moonlighter não se trata apenas de sair matando monstros, recolhendo itens e comprando armas com o dinheiro encontrado em cadáveres e baús. Você vai precisar encontrar sua “veia empreendedora”.

    Use sua mochila (cujo espaço não é infinito) com estratégia para coletar itens que você possa vender por valores altos, ou então usá-los como matéria prima para fazer acessórios, encantamentos e poções.

    Outro fator que torna a história interessante é a passagem de tempo. De dia, você pode abrir a loja e vender itens para os moradores de Rynoka. À noite, seu dever é ir se aventurar nas masmorras.

    Como falei antes, as masmorras se modificam a cada vez que você as acessa. Então, isso é mais uma pitada de emoção e que exige que você seja um bom estrategista para derrotar os chefes e sub-chefes de cada nível, até se tornar um herói.

    VEREDITO

    Moonlighter é um ótimo divertimento que tem potencial para garantir muito tempo de jogo. A moderna mistura de RPG de ação e estratégia de vendas para Will avançar na aventura é muito interessante.

    Entretanto, não é um jogo perfeito e de fácil acesso. Até o momento, o jogo está disponível apenas a partir do iOS 13 nestes aparelhos: iPhone (a partir do 7), iPad Pro (2ª geração em diante), iPad Air (3ª geração em diante) e iPad Mini (5ª geração em diante).

    Também há alguns pequenos problemas que, acredito, possam ser corrigidos com certa facilidade. O primeiro é: se você entra em uma porta e já toca na tela para entrar em outra, o personagem se perde e vai para o lado contrário.

    Outro problema que constatei é que às vezes você abre o jogo e não consegue interagir com nada que exiba um botão de ação. Por exemplo, você inicia na sua casa/loja e tenta colocar itens à venda, mas ao tocar na mesa nada acontece. Esse bug é um pouco irritante, mas felizmente ocorre poucas vezes.

    Você pode comprar o jogo na App Store clicando aqui.

    O preço em dólares é US$ 11,99. O preço para nós, brasileiros, está R$ 69,90. Sem dúvidas Moonlighter é um jogo que vale o esforço de ser comprado, mas confesso que no atual cenário entre dólar e real, R$ 69,90 é o maior problema do jogo, no meu ponto de vista.

    4,5 / 5,0

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    Cherry: Filme estrelado por Tom Holland ganha primeiras imagens

    A revista Vanity Fair divulgou as primeiras imagens de Cherry, novo filme estrelado por Tom Holland e dirigido pelos irmãos Joe e Anthony Russo. O filme irá estrear nos cinemas em 26 de fevereiro, chegando ao Apple TV+ no mundo todo em 12 de março.

    Veja as imagens abaixo:

    Os irmãos Russo falaram um pouco sobre o que esperar de Cherry, e falaram um pouco sobre os vários tons do filme:

    “Vemos o filme como um épico, bem como a jornada da vida de uma pessoa. Mas há um pouco de dupla personalidade entre um estudo de personagem e um ciclo de vida épico. Ele viaja uma grande distância ao longo de um período de 15 anos. O filme é dividido em seis capítulos que refletem esses diferentes períodos, e cada um tem um tom. São filmados com diferentes lentes, diferentes designs de produção. Um é realismo mágico, um é absurdista, outro é terror… É um tom bem cru. Ele é um personagem em crise existencial.”

    Eles também falaram sobre a personagem de Ciara Bravo, que faz a namorada do protagonista, e sua importância para o filme e o personagem:

    “A história de amor é a espinha dorsal do filme. Sem o relacionamento no filme, tudo se despedaça para ele. Sabíamos que precisávamos fazer com que a presença dela e sua personagem brilhassem nos momentos em que ele a tinha de verdade.”

    Baseado no livro de do livro de Nico Walker, Cherry acompanha a história real do seu autor, um ex-médico do Exército que retornou do Iraque com estresse pós-traumático extremo não diagnosticado e caiu no vício de opiáceos e começou a roubar bancos. Walker foi pego em 2011 e foi solto em 2019.

    O elenco do longa conta ainda com Forrest Goodluck, Jeffrey Wahlberg, Michael Gandolfini e Kyle Harvey. Já roteiro é escrito pela dupla Jessica Goldberg (da série The Path) e Angela Otstot (da série The Shield).

    The Ogun: Anthony Mackie irá estrelar novo filme de ação da Netflix

    Segundo informações do THR, Anthony Mackie irá estrelar The Ogun, novo filme de ação da Netflix. O projeto terá o roteiro escrito por Madison Turner, ex-dublê que trabalhou em produções como Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

    Este não será o primeiro trabalho de Mackie para a Netflix. Anteriormente ele esteve em quatro produções originais da empresa, como nas séries Altered Carbon e Black Mirror, e nos filmes À Queima Roupa e IO – O Último na Terra.

    O ator também faz parte do Universo Cinematográfico da Marvel como Sam Wilson, o Falcão, e irá estrelar O Falcão e o Soldado Invernal, série que deve estrear no Disney+ em 2021.

    A trama apresentará Xavier Rhodes (Mackie), que leva sua filha adolescente para a Nigéria na esperança de encontrar uma cura para a rara doença genética dos dois. No entanto, a viagem acaba resultando em alguns imprevistos para o protagonista, incluindo o sequestro da menina. Desse modo, Rhodes irá explorar os limites de suas poderosas habilidades para conseguir encontrá-la antes que seja tarde demais.

    Esse será o segundo trabalho de Turner na função de roteirista, uma vez que sua estreia foi em O Poder e o Impossível, o projeto é descrito como uma união de John Wick e do jogo Dante’s Inferno. O filme ainda não conta com diretor, mas terá a produção de Anthony Mackie e de Jason Michael Berman, da Mandalay Pictures. A dupla já havia trabalhado junto anteriormente em IO – O Último na Terra.

    The Ogun ainda não possui previsão de estreia.

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    Dash e Lily: Por que amamos romances natalinos?

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    O Natal é uma época maravilhosa para voltar a acreditar, seja qual for o caso. Logo, a nova produção da Netflix, Dash e Lily, transborda de espírito natalino e clichês bem-vindos. Até Nova Iorque, tão repetidamente usada nos filmes de romance, aparece em sua forma mais brilhante e mágica.

    A série é baseada no livro O Caderninho de Desafios de Dash & Lily, de Rachel Cohn e David Levithan. Na adaptação para o streaming, Levithan e Nick Jonas assinam como produtores e Joe Tracz como roteirista.

    A produção, que chegou sem alarde na Netflix, rapidamente ganhou os adolescentes e os fãs da celebração provando que o Natal está mais vivo do que nunca.

    Sendo assim, o seriado conta a história de um romance adolescente às vésperas do Natal entre o cínico Dash (Austin Abrams) e a otimista Lily (Midori Frances). O encontro entre os jovens acontece por meio de um caderno vermelho que Lily escondeu em uma livraria e acaba sendo encontrado por Dash.

    Logo começa uma troca de mensagens e desafios entre os adolescentes que, apesar de nunca terem se encontrado, inspira romance. Aos poucos Dash vai baixando seus muros interiores e se tornando menos ranzinza, já Lily ganha mais autoconfiança e independência. O interessante desta história é que os personagens trilham caminhos separados, porém vivenciando sentimentos e experiências com o outro.

    Ao contrário dos clichês que insistem em criar personagens rasos e sem motivações além de si mesmos, Dash e Lily apresenta personagens interessantes e com bagagem emocional.

    Consequentemente o período natalino, que muitas vezes serve somente como ambientação para as produções, ganha significado nas palavras escritas por Dash e Lily.

    Além disso, a produção ganha força com seus personagens coadjuvantes que são extremamente carismáticos. Desde do irmão de Lily, Langston (Troy Iwata) ao amigo de Dash, Boomer (Dante Brown), temos um elenco que garante ótimos momentos.

    Ainda que tenha um toque um tanto fantasioso, é em seus clichês tão bem colocados que a série exalta. A produção opta por mais de uma forma de narrativa, dando destaque para as narrações em off e a deslumbrante Nova Iorque natalina.

    Logo, a série apresenta um mundo cheio de possibilidades que evoca um certo realismo mágico, sendo ideal para aqueles que buscam um pouco de esperança em pequenos detalhes. Portanto, Dash e Lily tem a coragem e determinação para fazer o público acreditar de novo, no romance e no Natal.

    Confira o trailer:

    https://www.youtube.com/watch?v=rCJx5nPmRpo


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    CRÍTICA – Pacarrete (2019, Allan Deberton)

    Uma das maiores forma de resistência diante a momentos tensos da vida e do mundo, é a arte. Pacarrete conta a história de uma excêntrica bailarina, moradora de Russas, no sertão do Ceará que vê na festa de 200 anos da cidade, a chance de mostrar o que é realmente capaz de fazer no palco.

    A personagem central do filme é brilhantemente vivida por Marcélia Cartaxo (A Hora da Estrela, Madame Satã e A História da Eternidade). Pacarrete nos causa um estranhamento em seus primeiros momentos, mas logo estabelece a razão da personagem ser como ela realmente é, ranzinza e turrona.

    A beleza e a singeleza do filme se faz quando notamos o quão profunda a personagem é, nos mostrando que uma professora aposentada de balé que é apaixonada pelo seu ofício mesmo depois de muito tempo sem exercê-lo, ainda tem a intenção de ter seu grande estouro.

    Com o cuidado de Allan Deberton, o talento de Cartaxo e o suporte de atores secundários como o brilhante João Miguel, Zezita de Matos e Soia Lira, vemos o quão longe o diretor e a trama pode ir, a fim de estabelecer quem aqueles personagens são, e como eles se encaixam no mundo de uma personagem peculiar.

    Pacarrete

    A forma como o filme mostra a resistência da personagem diante da brutalidade de um mundo em que seus sonhos foram negados, talvez por uma chance de ir além, ou até mesmo uma pequena falta de talento, não a impedem de sonhar.

    Com a aproximação da festa de 200 anos de sua cidade, Pacarrete testemunha aos poucos sua última chance se esvaindo, enquanto lida com um persistente e mais profundo pesar por ver seus sonhos escorregarem por entre seus dedos.

    VEREDITO

    Pacarrete é um filme pesaroso, mas inspirador, pois coloca dentro de nós uma mensagem que a personagem carrega até seus últimos minutos em tela. A brilhante atuação de Marcélia Cartaxo fazem Pacarrete ser tão palpável quanto possível, nos fazendo tanto identificar com algum aspecto da personalidade da personagem, quanto criando uma simpatia pela mesma.

    A facilidade que o filme te faz sorrir, é a mesma com a qual o diretor parece tirar o chão sob seus pés diante momentos decisivos do filme. 

    A incrível direção de Deberton aliada ao talento de Cartaxo colocam o peso necessário em momentos decisivos do filme, tornando tanto a alegria, quanto o encanto e a frustração quase que tangíveis para quem está do outro lado da tela, nos emocionando imensamente.

    4,5 / 5,0

    Confira o trailer do filme:

    Pacarrete estreia hoje em cinemas de todo o Brasil. Em 2019, o filme ganhou 8 kikitos no Festival de Gramado, incluindo na categoria “Melhor Filme Longa-Metragem”.



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    CRÍTICA | His Dark Materials: S2E2 – The Cave

    Na última segunda-feira (23/11) foi ao ar na HBO o segundo episódio de His Dark Materials, intitulado The Cave. Nesse novo capítulo, Lyra (Dafne Keen) e William (Amir Wilson) precisam encontrar respostas sobre as misteriosas janelas abertas entre os mundos.

    SINOPSE

    Lyra e Will vão para Oxford para obter respostas. O Magisterium está perante uma escolha.

    Leia também a crítica anterior:

    His Dark Materials: S2E1 – The City of Magpies

    ANÁLISE

    O segundo episódio da temporada é uma continuação direta dos acontecimentos de The City of Magpies. Entretanto, não há um desfecho para o gancho deixado no episódio anterior, tornando o início de The Cave um pouco confuso para o espectador. A escolha criativa parece ser, na verdade, uma necessidade devido à duração do episódio — e a quantidade de situações que foram apresentadas nele.

    Em The Cave acompanhamos as consequências do trato entre Sra. Coulter (Ruth Wilson) e Padre MacPhail (Will Keen), e a jornada de Will e Lyra de volta para Oxford. Além desses dois arcos, temos um breve contato com o núcleo das feiticeiras, vítimas diretas da ação do Magisterium.

    CRÍTICA | His Dark Materials: S2E2 - The Cave

    Outro personagem da primeira temporada retorna durante este capítulo. Carlo Boreal (Ariyon Bakare) esperava paciente pela volta de Will com as cartas que ele tanto precisa para completar a sua missão – até então desconhecida pelo espectador.

    O arco de Will e Lyra rende, finalmente, a apresentação de uma das personagens mais queridas dos livros: Mary Malone (Simone Kirby). Durante sua viagem a Oxford, Will e Lyra se separam, pois Will precisa ver como está a sua mãe depois de tudo.

    Lyra, então, resolve perguntar sobre o pó para seu aletiômetro e recebe a instrução de encontrar uma porta com uma montanha e não mentir para a catedrática. É quando, pela primeira vez, encontramos Mary Malone. Simone Kirby e Dafne Keen possuem uma ótima química juntas, e é reconfortante ver que Lyra, pelo menos por um momento, está fora de perigo e próxima a um adulto normal (para variar).

    CRÍTICA | His Dark Materials: S2E2 - The Cave

    O teste de Malone em Lyra nos apresenta outras variáveis em relação à matéria escura, ou pó, que nós ainda não havíamos descoberto ao longo da primeira temporada. Essas pequenas pistas vão montando o quebra-cabeça do porquê essa matéria é tão importante para todos os personagens da série, e o que pode acarretar nos acontecimentos futuros.

    O episódio serviu também para unir ainda mais Will e Lyra. Deixando segredos e desconfianças de lado, os dois criam uma real aliança, estando ao lado um do outro para todas as situações. E, claro, com a ajudinha de Pan, o daemon mais simpático de todos.

    CRÍTICA | His Dark Materials: S2E2 - The Cave

    Apesar do ótimo desenrolar do arco principal, é o desenvolvimento sobre o Magisterium que merece o maior destaque. Com direito até a uma escolha papal, Padre MacPhail chega ao ponto de cometer um genocídio para se manter no poder. Um espírito completamente corrompido achando que faz o bem por meio de ações cruéis e doentias.

    A forma como His Dark Materials não tem medo de abordar a religiosidade, e o uso dela como forma de calar e manipular o povo, é algo notável e que não se vê todo dia – ainda mais em uma produção infantojuvenil.

    O desprezo pelo que é diferente, o uso de violência contra aqueles que podem “ameaçar” a sua hegemonia, a perseguição contra a ciência, as penitências perante os diversos tipos de desejos: está tudo ali, na mais clara crítica.

    CRÍTICA | His Dark Materials: S2E2 - The Cave

    E se existe uma personagem que conduz a trama e consegue movimentar os acontecimentos como lhe convém é a Sra. Coulter. Cada vez mais desacreditada das amarras impostas pelo Magisterium, Coulter cria sua própria vantagem contra MacPhail, garantindo um “passe livre” para ir atrás de Lyra.

    Toda a cena do interrogatório, que acarreta na prisão de Dr. Lanselius (Omid Djalili), é de extrema perplexidade. Com um pastor aos berros em meio a uma reunião de religiosos, vemos em tela a simulação de uma situação não tão distante da nossa realidade, quando nos deparamos com pseudo líderes que conduzem a massa e o mundo ao ódio extremo por meio de seus preconceitos.

    VEREDITO

    Com um começo um pouco confuso, mas com importante desenrolar, The Cave se firma como um ótimo episódio, abrindo espaço para grandes acontecimentos nas próximas semanas.

    4,0 / 5,0

    Assista a promo do episódio:

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