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    CRÍTICA – Sob a Luz do Arco-íris (2020, Skript)

    Lançada pela Editora Skript, Sob a Luz do Arco-íris para suprir a necessidade de histórias criadas e protagonizadas por pessoas LGBTQIA+ dentro da nona arte – meio que sempre foi dominado por homens heterossexuais cisgêneros – autores e autoras transexuais, gays, lésbicas, bissexuais, pansexuais, assexuais, e mais, se reuniram para criar narrativas que abordem questões de sexualidade e gênero.

    A obra é uma coletânea de histórias em quadrinhos brasileira, autoral e que traz muita representatividade. Com uma vasta lista de autores LGBTQIA+ envolvidos, a obra discute – através do drama, humor, realismo e fantasia –, de forma leve e divertida, assuntos que fazem parte da vivência dessas pessoas, como a descoberta da sexualidade e o preconceito.

    Com desenhos em preto e branco, as histórias que compõem a coletânea têm suas particularidades. Além disso, a HQ tem uma variedade de estilos artísticos, o que torna a experiência de ler esse material muito divertida e reforça ainda mais a questão da diversidade.

    ARTISTAS ENVOLVIDOS

    Sob a Luz do Arco-íris conta com um grupo de criadores talentosíssimo e diverso. O material foi organizado e editado por Mário César Oliveira, finalista do Prêmio Jabuti e três vezes vencedor do Troféu HQ Mix, co-criador e organizador da Poc Con Feira LGBTQ+ de Quadrinhos e Artes Gráficas.

    A equipe criativa conta com os autores Adri A., Caio Yo, Guilherme Smee, Chairim, Ellie Irineu, Johncito, Kael Vitorelo, Luiza Lemos, Sasyk, Yuri Amaral, Mário César e Rafael Bastos Reis. A arte da capa ficou por conta da ilustradora e quadrinista Renata Nolasco.

    ANÁLISE

    A coletânea Sob a Luz do Arco-íris é composta por dez histórias: Ghost Queen, Gay Spray, Como Foi?, Kung Fu, Mostarda e Mel, Gameplay, Vou de Táxi, Bolha, Fractal e Dois Papais.

    Com um texto simples, essas histórias passam mensagens que levam o leitor a refletir. Ghost Queen, por exemplo, aborda uma realidade que, infelizmente, ainda é muito comum no meio LGBTQIA+. Para se encaixar em um determinado padrão, o protagonista acaba reprimindo quem ele é de verdade e, no processo, acaba magoando pessoas ao seu redor.

    Como Foi?, fala sobre o processo de descoberta da sexualidade. Além disso, ela expõe algumas das inconveniências que casais formados por mulheres lésbicas ou bissexuais sofrem no seu cotidiano – “quem é o homem da relação?”. Além disso, o texto versa como essas coisas acabam inibindo essas mulheres de falarem sobre a vivência sexual delas.

    Vou de Táxi, que é, de longe, uma das melhores da coletânea, discute o medo – muitas vezes minimizado pelas pessoas –, com o qual homens e mulheres transexuais, e travestis também, convivem diariamente de se tornarem mais um número para a estatística.

    Um levantamento feito pela Associação Nacional de Transexuais e Travestis (Antra) aponta que, de janeiro a 31 de agosto de 2020, foram assassinadas 129 pessoas transexuais no Brasil, um aumento de 70% em relação a 2019. Na HQ, Luiza Lemos faz uma crítica à invisibilização desses casos na mídia.

    Encerrando a coletânea, temos Dois Papais. Aqui, Mário Cesar retrata o preconceito sofrido por famílias formadas por casais homoafetivos que resolvem adotar uma criança.

    Dentro dessa problemática, o autor aproveita para tratar da importância de se dialogar com as crianças para que elas não venham a reproduzir pensamentos e atitudes as quais possam reprimir aqueles que fazem parte de grupos não privilegiados.

    As outras histórias também trazem em suas abordagens problemáticas que envolvem o grupo LGBTQIA+, entre elas: a importância da união; diversidade na literatura, nas artes e no ambiente escolar; termos pejorativos comumente utilizados para ofender e a violência contra casais homoafetivos.

    VEREDITO

    Sob a Luz do Arco-íris consegue, com sua narrativa diversificada, fazer o leitor rir, refletir e desejar mais quadrinhos como o que acabou de ler. Simples, sensível e divertida, a HQ foca na diversidade e na representatividade – feita da forma certa – para tocar em temas necessários e pontuais referentes à comunidade LGBTQIA+.

    Se está procurando por histórias assim na nona arte, esse material é o ideal para você.

    4,0 / 5,0

    Editora: Skript

    Autores: Adri A., Caio Yo, Guilherme Smee, Chairim, Ellie Irineu, Johncito, Kael Vitorelo, Luiza Lemos, Sasyk, Yuri Amaral, Mário César e Rafael Bastos Reis

    Ilustradores: Adri A., Caio Yo, Chairim, Ellie Irineu, Johncito, Kael Vitorelo, Luiza Lemos, Sasyk, Yuri Amaral e Rafael Bastos Reis

    Arte da Capa: Renata Nolasco

    Páginas: 92

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    Doutor Estranho 2: Entenda o que está acontecendo

    Que 2020 tem sido um ano bem atípico, não temos o que debater. Agora, o segundo filme do Mago Supremo da Marvel Studios, chamado Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (Doctor Strange in the Multiverse of Madness), está tendo diversas repercussões, o que tem deixado os fãs tão confusos quanto se estivessem em um dos multiversos.

    Mas se mesmo que um pouco perdido, você ainda queira saber mais sobre o que rolou e está rolando nas notícias sobre o próximo filme do Doutor Stephen Strange, vem comigo que eu te ajudo.

    O que se sabia sobre Doutor Estranho 2?

    Até então, tudo o que sabíamos a respeito da continuação da história de Doutor Estranho se resumia a conceito do filme, pistas do elenco e algumas suposições. Ao final de 2019, o então diretor recém confirmado, Scott Derrickson, que também havia dirigido o primeiro longa do personagem, retornaria com a promessa de ser o primeiro filme de “terror” do Universo Cinematográfico Marvel.

    Além disto, tínhamos a informação de que Wanda Maximoff, a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), também participaria do longa, dando pistas de que o mesmo se passaria em uma linha cronológica após os acontecimentos de WandaVision.

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA | Conheça Wanda Maximoff, a Feiticeira Escarlate

    Pra entender melhor toda a relação de Wanda com o multiverso e as possibilidades que isso traz para Kevin Feige trabalhar no UCM, confira esta publicação:

    Marvel mudará história de Feiticeira Escarlate para Doutor Estranho 2

    Início de 2020 – e suas peculiaridades

    Não tivemos um início de ano muito bacana. Não falo aqui da crise mundial da saúde, mas da notícia de que Scott Derrickson deixava a direção do filme por “divergências criativas”. Esta saída provavelmente indique a mudança também na característica mais “aterrorizante” prometida anteriormente.

    Este susto, por sorte, não durou muito. Posteriormente, em meados de abril, a Marvel já anunciava que quem assumiria a direção seria Sam Raimi. Quem não conhece pelo nome, é só lembrar da melhor trilogia de Homem-Aranha (até porque até agora não houve nenhuma outra trilogia).

    PUBLICAÇÃO RELACIONADA – TBT #100 | Homem-Aranha (2002, Sam Raimi)

    Raimi tem pontos que contam a seu favor por ter feito referências à Doutor Estranho ainda quando nem havia um UCM constituído. Para ler mais a respeito, leia:

    Doutor Estranho 2: Sam Raimi é confirmado na direção

    Se bem que, já pensou se o filme se mantém com uma pegada de terror e conseguimos uma versão do Doutor Estranho emo, aos moldes do Homem-Aranha de Raimi?

    (rindo de nervoso)

    Promessa de novos personagens e recentes vazamentos de elenco de Doutor Estranho 2Doutor Estranho no Multiverso da Loucura

    Primeiramente, no início do ano, haviam algumas suspeitas de que personagens como a Miss América e o Irmão Vodu poderiam aparecer no novo longa. Ainda não existe total confirmação, mas se quiser saber mais a respeito, nós explicamos melhor em:

    Doutor Estranho no Multiverso da Loucura: Miss América e o Irmão Vodu estarão no filme

    Além destes, existem descobertas recentes que trazem fortes indícios de grandes novidades em Doutor Estranho 2, apesar de não confirmadas pela Marvel.

    A informação começou a circular graças a pesquisas no Google sobre o elenco do longa. Os resultados informam como participantes os atores:

    • Tobey Maguire e Andrew Garfield, que viveram o Homem-Aranha nos filmes anteriores do Cabeça de Teia pela Sony;
    • O ator Tom Hiddleston, famoso pelo icônico Loki do UCM e;
    • O incrível Ryan Reynolds, do debochado Deadpool.

    Ainda assim, como falei, não existe confirmação por parte da Marvel sobre a veracidade destas informações. Mas reaquece o hype, com as incríveis possibilidades que vem com estes velhos conhecidos.

    Além destes, o círculo próximo de Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) também está confirmado: Wong (Benedict Wong), o Barão Mordo (Chiwetel Ejiofor) e o Ancião (Tilda Swinton).

    Explicação de Scott Derrickson?

    Doutor Estranho: No Multiverso do Loucura

    Desde a saída do antigo diretor por aparentes divergências, nada tinha sido muito explicado ou comentado a respeito. No entanto, recentemente, em sua conta do Twitter, Derrickson comenta que não é mais uma fonte criativa do UCM. Se vendo apenas como um distante Produtor Executivo da excelente sequência de Doutor Estranho dirigida por Sam Raimi. Além disto, ele enfatizou que foi uma escolha dele e que ele está muito feliz por tê-la tomado.

    Aparentemente, ele está bastante satisfeito com a forma como as coisas correram. Ele aproveitou também para comentar sobre seu trabalho atual, na adaptação do livro de Joe Hill, com o filme The Black Phone

    LEIA TAMBÉM:

    Conheça Stephen Strange, o Doutor Estranho



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    Tetris: Taron Egerton irá protagonizar o novo drama biográfico da Apple TV+

    A Apple TV comprou os direitos de exibição do filme sobre o jogo Tetris. O longa irá contar a história da criação do game e focará em uma disputa judicial pelos direitos autorais da franquia. O filme será estrelado por Taron Egerton (Kingsman e Rocketman) e ainda não possui data de lançamento.

    De acordo com as informações exclusivas do portal Deadline, Egerton irá interpretar Henk Rogers, o designer de videogame holandês que foi o primeiro a adquirir os direitos de distribuição do Tetris em consoles, garantindo sua popularidade. Em 1980, Rogers se envolveu em uma grande disputa judicial envolvendo os direitos autorais do jogo.

    O longa, até o momento divulgado com o título Tetris: The Movie, ainda não finalizou a contratação de todo o elenco, faltando nomes para interpretar o engenheiro russo Alexey Pajitnov, criador do Tetris, e os empresários Robert e Kevin Maxwell.

    As gravações estão programadas para serem iniciadas ainda este ano, em dezembro, na Escócia.

    LEIA TAMBÉM:

    CRÍTICA – Tetris (2020, Mino)



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    CRÍTICA – A Solidão de Um Quadrinho Sem Fim (2020, Nemo)

    A Solidão de Um Quadrinho Sem Fim, publicado pela Editora Nemo, é a autobiografia do autor best-seller do New Tork Times por Intrusos, Adrian Tomine.

    Histórias em quadrinhos são um meio de entretenimento incrível, contudo, poucos sabem os percalços que todo artista passa em seu dia a dia ou em seu processo de criação para entregar um ótimo trabalho para os seus fãs. Portanto, este é o tema desta autobiografia.

    ANÁLISE

    Em A Solidão de Um Quadrinho Sem Fim, acompanhamos a vida de Adrian Tomine entre os anos de 1982 a 2018.

    A forma que é explorada e desenvolvida a biografia de Tomine é repleta de humor, ironia e com várias situações constrangedoras. Confesso que, em algumas vergonhas alheias do autor, eu me identifiquei bastante.

    Todavia, Adrian Tomine desde sua infância sempre foi nerd e um grande fã de histórias em quadrinhos e suas influências vão de John Romita ao seu mestre e amigo pessoal Daniel Clowes.

    Embora Tomine tenha conquistado seu espaço dentro da indústria dos quadrinhos ao longo de sua carreira, no início ele teve seu trabalho confundido com o do aclamado Daniel Clowes.

    Pois, o traço de ambos os artistas possui bastante semelhança e a maneira que exploram o humor negro e ironia dentro de suas obras são similares. No entanto, ambos têm suas próprias caraterísticas.

    Além disso, os fãs e pessoas de dentro do ciclo sempre tiveram uma imensa dificuldade ao pronunciar o seu sobrenome: Tomine. Geralmente sendo pronunciando Tou-min ou Tou-mi-nei. Esse ponto sempre o deixou bastante irritado.

    E por fim, o traço de Tomine que realmente tem muita semelhança a de Daniel Clows. Contudo, o autor ao longo de sua carreira aderiu sua própria peculiaridade.

    VEREDITO

    Definitivamente, A Solidão de Um Quadrinho Sem Fim é uma  maravilhosa HQ autobiográfica que retrata de forma bem-humorada e sublime a vida desse quadrinista contemporâneo que é tão aclamado pela critica e por seus fãs.

    Por fim, eu garanto que essa HQ estará na lista de melhores do ano de muitos leitores. Sem falar da edição que parece um caderno, o que torna a leitura extremamente divertida e agradável.

    5,0 / 5,0

    Editora: Nemo

    Autor: Adrian Tomine

    Página: 168

     

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    Forty Acres: Jay-Z irá produzir o novo thriller da Netflix

    De acordo com informações do Deadline, a Netflix está desenvolvendo a adaptação de Forty Acres, romance escrito por Dwayne Alexander Smith.

    O projeto será feito por Cheo Hodari Coker, criador da série Luke Cage, e contará com a produção de Jay-Z, que trabalhou com o serviço de streaming no ainda inédito The Harder They Fall.

    A trama do livro segue um advogado dos direitos civis que deve lutar pela sobrevivência quando ele é convidado a se juntar a uma organização negra de elite com um segredo alucinante. A produção é descrita como uma união entre A Firma e Corra!.

    Jay-Z produzirá ao lado de James Lassiter, Niles Kirchner, Bill Strauss e Aaron Kaplan da Kapital Entertainment. Os produtores executivos são Smith, Mike Epps e Dana Honor, também da Kapital Entertainment.

    Forty Acres reúne Kaplan com Jay-Z e Lassiter, seus parceiros na série limitada da ABC, Women of the Movement. O longa está no início da fase de desenvolvimento e não tem previsão de estreia.

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    Wisteria: Projeto de David Lynch com a Netflix em fase de desenvolvimento

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    Conforme observado na Production Weekly, um projeto sem título de David Lynch (com o título provisório Wisteria) e parceria com a Netflix está programado para começar a ser produzido em maio 2021.

    A publicação destaca a colaboradora de longa data de Lynch, Sabrina S. Sutherland, estaria envolvida como produtora de Wisteria, e que o projeto será filmado no Calvert Studios em Los Angeles.

    A Neflix recusou um pedido de comentário da IndieWire; Mas Lynch, que manteve contato com o público principalmente durante a quarentena por meio da série do YouTube, What’s David Up to?anteriormente sugeria que ele estaria trabalhando em um filme ou outra história agora, se não fosse pela pandemia. Em julho, David Lynch comentou ao The Daily Beast:

    “Talvez tenham coisas acontecendo que significariam menos tempo que poderia ser gasto no canal [do meu YouTube].”

    O último projeto de longa-metragem de Lynch foi Império dos Sonhos, de 2006. De lá, ele retornou ao amado mundo de Twin Peaks para a série limitada da Showtime: The Return. O cineasta ainda não anunciou nenhum novo filme ou projeto de televisão desde que Twin Peaks: The Return foi lançado em setembro de 2017, embora o curta de 2017 What Did Jack Do? estreou na Netflix no início deste ano.

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