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    Netflix: Irmãos Russo dirigirão Chris Evans e Ryan Gosling em projeto ambicioso

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    A Netflix vai produzir seu longa-metragem mais ambicioso financeiramente até agora. Chris Evans e Ryan Gosling irão estrelar The Grey Man (O Homem Cinsento, em tradução livre), com Joe e Anthony Russo dirigindo seu primeiro filme desde que estabeleceram o recorde mundial de bilheteria de todos os tempos com Vingadores: Ultimato, há dois anos. A intenção da gigante do streaming é criar uma nova franquia com um nível de escala de 007 com um orçamento acima de US $ 200 milhões.

    A produtora AGBO dos Irmãos Russo está produzindo, e o roteiro foi escrito por Joe Russo, com Christopher Markus e Stephen McFeely, que roteirizaram os filmes Capitão América: O Primeiro Vingador (2011) e Os Vingadores (2012) além de serem também co-presidentes da AGBO. O projeto é baseado no romance de Mark Greaney, de 2009, que apresentou o Homem Cinzento, um assassino freelancer e ex-agente da CIA chamado Court Gentry.

    O thriller de ação é um duelo mortal entre assassinos, enquanto Gentry (Ryan Gosling) é caçado em todo o mundo por Lloyd Hansen (Chris Evans), um ex-membro do grupo de Gentry na CIA. The Grey Man se transformou em uma série de livros best-sellers, e a expectativa é que Ryan Gosling continue em várias sequências.

    O projeto foi desenvolvido anos atrás na New Regency com Brad Pitt e James Gray, mas acabou engavetado. Os Irmãos Russo pelo que parece vinham desenvolvendo silenciosamente o projeto há anos e agora ganhou sinal verde na Netflix.

    Até o momento não previsão de lançamento.



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    Promoções de games nas principais plataformas #10

    Olá, crianças e crianços de todas as gerações. Trago-vos as mais tentadoras promoções, garimpadas com muito carinho das interwebs. Hoje, já que eu me atrasei, não vou enrolar tanto na introdução e já vou logo entregando as melhores promoções que eu encontrei pra vocês, criaturas amigas do meu coração.

    BioShock
    Steam: R$ 7,49 (-75%)

    Games

    Há pouco trouxemos promoções de BioShock nas Summer Sales da Steam. Então, na mesma plataforma da engrenagem, voltam as promoções pra que vocês possam aproveitar este aclamado terror steampunk intensamente atmosférico. Dá uma chance de conhecer o Big Daddy. FPS, distopia, ficção científica e escolhas que podem te levar a diferentes finais. É um prato cheio. Só aproveita.

    Disponível até o dia 29/07.

    Far Cry Primal
    Steam: R$ 17,99 (-80%)

    Cansado da mesma fórmula de sempre nos jogos da franquia? Far Cry Primal te dá um choque de novidades, tirando a pólvora das suas mãos e te obrigando a usar das ferramentas mais primitivas pra sobreviver nesse FPS no mundo de 10.000 a.C..

    Os animais são ainda mais perigosos que de costume, o jogo possui um dialeto fictício próprio muito bem feito. Certamente este jogo se aproveita de elementos que deram certo nos demais da série, como algumas características de RPG e um mundo aberto com muito o que explorar, e adiciona os desafios de sobreviver em um mundo pré-histórico.

    Uma boa opção que fica disponível até 20/07 na Steam.

    Mega Man Legacy Collection
    Xbox One: R$ 11,60 (-60%)

    Games

    Você, oitentista que está saudoso dos melhores 8bits que já passaram pela sua vida. O console da caixa te faz esse carinho no coração trazendo em promoção esta reedição dos 6 primeiros jogos da série clássica. A coleção é uma reprodução fiel dos jogos (inclusive com as quedas de quadros), trazendo como novidade apenas os níveis de dificuldade e desafios (o primeiro, na minha opinião, tira um pouco a magia, mas talvez seja pra outras gerações poderem aproveitar também).

    Certamente, para quem quiser revisitar os games da infância, promoções como esta são uma ótima pedida.

    Disponível até dia 20/07.

    Far Cry 3 Classic Edition
    Xbox One: R$ 7,90 (-90%)

    Se já trouxe o mais diferente de todos os Far Cry hoje, trago também o possivelmente mais aclamado jogo da série.

    O incrível mundo aberto e as possibilidades de exploração, mesmo que para um jogo de 2012, ainda são uns dos principais pontos altos. O característico vilão desta série é Vaas, um cidadão bastante (único e) realista e que colabora muito para a trama.

    Um FPS com uma boa imersão, história excelente, ótima arte e um multiplayer bem montado para permitir longevidade à sua jogatina.

    Corre lá que está disponível só até o dia 20/07.

    Skyhill
    PS4: R$ 16,70 (-80%)

    Games

    E aí, já jogou tudo quanto era estilo de jogo possível? Senta aí então que eu quero te apresentar um tão simples quanto diferente. Certo. Um RPG furtivo pós apocalíptico pode não soar, em primeira instância, algo muito inovador. O jogo tem uma pegada meio cartunesca que casa muito bem com o estilo roguelike.

    A ideia base é simples. A Terceira Guerra Mundial acabou, o mundo está cheio de zumbis, você está na luxuosa cobertura do Hotel Skyhill, mas seus recursos começam a acabar. Para sobreviver, desça as eternas escadas deste arranha-céus e arrisque-se a encontrar alguns mutantes pelo caminho. Para combatê-los? Use o que tiver à sua disposição, ou fabrique você mesmo algo que possa ser útil.

    Uma excelente experiência, baratinho na sua PSN (na Steam também tem promo dele por APENAS R$ 2,99).

    Corre! Disponível até dia 23/07.

    Moonlighter
    PS4: R$ 24,31 (-66%)

    Existem alguns jogos que merecem ser jogados por todos. Talvez, este seja o caso de Moonlighter. Encarne um mercador que precisa cuidar de sua loja no vilarejo e explorar calabouços em busca de itens valiosos para melhorar seu comércio.

    Nas proximidades do vilarejo de Rynoka, explore as escavações que deram acesso a portais para outros reinos, enfrente monstros e conquiste tesouros para ajudar na manutenção da loja de Will, o protagonista.

    Este é um RPG que não se baseia em experiência. Você é um mercador. Seu único prêmio é dinheiro. E ele serve também pra que você consiga suas melhorias.

    Um jogo com várias camadas, com elementos que lembram antigos jogos no estilo Zelda, este é um rogue-lite com possibilidades interessantes.

    Promoções boas são raras, e esta fica com este preço até o dia 23/07.

    SUPERHOT
    Epic: R$ 15,99 (-60%)

    Games

    Eu queria ter mais palavras pra descrever este jogo, mas as que melhor resumem são: um Puzzle/FPS. É um jogo com conceito único. A primeira vista, parece que é um beta. Dá a impressão de não ter sido acabado, por causa dos gráficos totalmente minimalistas.

    O jogo tem uma dinâmica muito particular, já que o tempo só passa quando você se movimenta. Logo, todos os seus passos e gestos podem ser detalhadamente calculados. É uma experiência bem particular.

    E a Epic traz no precinho até o dia 23/07.

    Torchlight II
    Epic: R$ 0,00 (-100%)

    E o Epic Vault da semana nos brinda com mais uma obra prima. Um action RPG totalmente hack and slash, com um modo cooperativo que deveria ser o único possível.

    Lembra muitos RPGs ou MMOs em sua base (quem jogou Diablo 3 vai logo identificar), tem gráficos cartunescos muito bonitos e uma gameplay com uma condução bem fluida.

    É um jogo bem divertido, com possibilidade de multiplayer, e fica grátis até a abertura do próximo Vault (23/07 às 12h).

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    eSports no Brasil em 2020: Um cenário competitivo que continua se desenvolvendo

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    Os eSports continuam a crescer de forma constante no Brasil, graças à grande recepção que os jogadores do país lhes deram e à difusão que recebem em várias mídias. Da mesma forma, novos talentos continuam a aparecer cada dia entre os gamers brasileiros, que buscam se tornar as estrelas dos eSports do futuro.

    Esportes virtuais no Brasil

    O mundo dos esportes virtuais ganhou grande popularidade de forma global nos últimos anos e o Brasil se tornou um dos países com melhor recepção para eles. Os eSports são competições de videogames ao nível profissional que são seguidas ao vivo e digitalmente por fãs de todo o mundo, levando as principais marcas de tecnologia, esportes e entretenimento a se tornarem os maiores patrocinadores dessas competições, pois, permite que eles alcancem mais e novos públicos.

    Da mesma forma que nos esportes físicos, os esportes virtuais facilitam a criação de equipes profissionais e amadores que competem nos seus principais torneios, além de que também existem organizações focadas em apoiar a divulgação destes. Uma delas é a Confederação Brasileira de eSports (CBeS), organização cuja função também inclui a organização de eventos de eSports e a representação de seus participantes ao nível internacional, de modo a manter os atletas brasileiros entre os mais competitivos no rubro dos esportes virtuais.

    O contexto competitivo dos eSports

    Os esportes eletrônicos chamam a atenção de milhões de pessoas dentro e fora de nossas fronteiras, porque nas principais provas as equipes participantes competem por prêmios milionários, gerando grandes expectativas para espectadores e atletas. Um exemplo disso aparece na Betfair Exchange, a maior bolsa de apostas do mundo e inclui em sua plataforma um espaço para intercâmbio de apostas nas mais importantes competições de eSports.

    Vale ressaltar que plataformas internacionais de notícias esportivas como a ESPN também cobrem essas competições diariamente no país, levando os resultados e as notícias de seus participantes a milhões de fãs através de mídias populares, como a Internet e a televisão. No restante deste ano, as competições de eSports permanecem como alguns dos eventos mais atraentes para jogadores e equipes brasileiros como FURIA no CS:GO e Corinthians no Free Fire, quem são destaques dos esportes virtuais no país, devido às grandes possibilidades que seus atletas têm para obter ótimos resultados nas competições em que participam.

    Além de CS:GO e Free Fire, os jogos mais atraentes para o público brasileiro hoje incluem títulos como League of Legends, Tom Clancy’s Rainbow Six Siege, Fortnite e Dota 2, sendo este último o mais reconhecido por seu campeonato principal, The International, o qual oferece prêmios para seus participantes que ultrapassam a marca dos US $ 30 milhões.

    Ainda há muitas emoções por chegar nas telas dos fãs de eSports no Brasil, à medida que novos games são constantemente adicionados ao campo competitivo dos esportes virtuais. Da mesma forma, novos atletas continuam melhorando suas habilidades todos os dias, em busca de provar seu valor no cenário global dos eSports.

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    CRÍTICA – Encontro Fatal (2020, Peter Sullivan)

    Encontro Fatal é o mais novo longa original da Netflix. Dirigido por Peter Sullivan (Sandman – Pesadelo Real) e estrelado por Nia Long (Um Maluco no Pedaço) e Omar Epps (House).

    ENREDO 

    Ellie (Nia Long) é uma advogada de sucesso que tem uma boa vida com seu marido e filha. 

    Ao reencontrar um antigo colega da faculdade, David (Omar Epps), tem uma noite de deslize da qual custará caro no futuro.

    ANÁLISE

    O mais novo filme da Netflix tem de novo apenas a tecnologia como aliada da figura do stalker, uma pessoa que tem uma obsessão por outra e a persegue de todas as formas possíveis todos os dias.

    A roupagem de Encontro Fatal é extremamente antiga, uma vez que até a estética da obra remete aos anos 90 quando franquias como Pânico faziam sucesso.

    O longa apresenta elementos do gênero de terror slasher, pois conta com uma figura indestrutível e quase invencível como antagonista. 

    As atuações são fracas, principalmente a de Stephen Bishop que dá vida a Michael, marido de Ellie. Em certo momento, os dois tem um diálogo que deveria ter reações mais incisivas por parte dele, contudo, ele fica estático com um tom de voz sereno, tornando suas reações pobres como em uma novela de baixo orçamento.

    Todos os clichês possíveis estão aqui: assassino indestrutível, mocinhos com decisões questionáveis diante do perigo, falas e eventos repetitivos e cenas sem pé nem cabeça como a de um diálogo da protagonista com uma recepcionista na qual ela consegue a chave do apartamento do vilão com uma desculpa estapafúrdia, por exemplo.

    VEREDITO

    Com roteiro e direção confusos e com uma realização ruim, Encontro Fatal é uma mistura de clichês de filmes noventistas com atuações fracas e péssimas decisões de roteiro.

    Ao abordar superficialmente temáticas relevantíssimas como relacionamentos abusivos, infidelidade e sororidade feminina, o filme perde muito ficando apenas na superfície dos problemas, visto que, acaba perdendo uma grande oportunidade de ser uma obra de destaque, se tornando mais do mesmo.

    Confira o trailer do filme:

    E vocês, gostaram de Encontro Fatal? Deixe sua opinião nos comentários, assim como sua nota!

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    Cursed – A Lenda do Lago: Primeiras impressões da nova série da Netflix

    Cursed – A Lenda do Lago chega hoje (17) à Netflix e é a mais nova aposta de série com temática de aventura e fantasia do serviço de streaming. Baseada no quadrinho homônimo de Frank Miller e Thomas Wheeler – que também são os criadores do seriado -, Cursed possui 10 episódios com uma média de 50 minutos de duração cada e traz no papel principal a atriz Katherine Langford (13 Reasons Why).

    A trama apresenta a história de Nimue (Katherine Langford), uma garota que possui uma espécie de maldição atrelada à sua existência e está destinada a acontecimentos grandiosos. Em uma série de infortúnios envolvendo sua vida e sua aldeia, ela acaba encarregada de uma espada ancestral que deve chegar as mãos do famoso mago Merlin.

    Com temática que mescla fantasia e elementos medievais, Cursed pode ser facilmente a nova The Witcher do catálogo da Netflix – porém, dessa vez, para o público juvenil. O elenco jovem parece estar em grande sintonia e há espaço para que todos brilhem em seus respectivos momentos – apesar do maior tempo de tela ser de Langford. Também há grandes nomes no cast de apoio, como os atores Gustaf Skarsgård e Peter Mullan.

    Nós tivemos a oportunidade de assistir a apenas três episódios antecipadamente, então boa parte da trama ainda está se desenvolvendo nesses capítulos. Entretanto, é possível analisar a grande qualidade na criação dos cenários e no uso de CGI para algumas situações específicas. As cenas de luta (até aqui) não são apoteóticas, se mantendo simples devido à classificação etária do seriado.

    Cursed - A Lenda do Lago: Primeiras impressões da nova série da Netflix

    Sobre diálogos e roteiro, o ritmo da trama flui facilmente, sem momentos em que há vazios desnecessários ou cenas que não precisariam estar ali. Mesmo com uma média de 50 minutos de duração, os episódios não são arrastados, se tornando facilmente maratonáveis. Há uma escolha de elementos gráficos nas transições de cenas que fogem um pouco do comum, mas nada que atrapalhe o desenvolvimento da história em si.

    Nesses primeiros três episódios o ponto forte está indiscutivelmente na personagem de Katherine  Langford. Nimue é uma jovem decidida que, apesar de insegura, possui a força necessária para desafiar todos aqueles que cruzarem seu caminho. Outro destaque está para Arthur, interpretado pelo jovem Devon Terrell, que representa o típico personagem comum que sonha com honra e reconhecimento.

    Como primeiras impressões, Cursed – A Lenda do Lago representa a típica série divertida e interessante que mistura elementos fantásticos com a maldade do mundo que conhecemos. Passando por perseguição religiosa, demonização da figura feminina e diversos tipos de preconceito, Cursed pode promover um debate interessante entre os jovens. Estamos ansiosos para os próximos episódios.

    Cursed – A Lenda do Lago estreia hoje, dia 17 de Julho na Netflix.

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    CRÍTICA – A Liga Extraordinária: 1898 (2019, Devir)

    Em A Liga Extraordinária 1898 acompanhamos a formação do icônico grupo composto por personagens já bem conhecidos por leitores do mundo todo. A obra, escrita por Alan Moore e ilustrada por Kevin O’Neill, traz a missão da Inteligência Inglesa responsável pela criação de uma nova Liga de pessoas fora do comum.

    Na edição publicada pela Editora Devir, além dos dois primeiros volumes de histórias da Liga Extraordinária, há também uma série de materiais e contos inéditos ao longo da publicação. É um material de encher os olhos, feito com cuidado e que possui uma qualidade impecável!

    LEIA TAMBÉM:

    CRÍTICA – A Liga Extraordinária: Dossiê Negro (2016, Devir)

    Personagens

    Os personagens são o ponto mais interessante da publicação. Magistralmente adaptados por Alan Moore, cada membro do grupo proporciona ao leitor um misto de nostalgia e animação, tornando o aproveitamento da leitura ainda maior. A cada novo personagem que vemos inseridos na narrativa, temos a sensação de que a trama se torna cada vez mais interessante!

    São membros da Liga Extraordinária:

    • Srta. Wilhelmina “Mina” Murray – criada por Bram Stoker em Drácula (1897)
    • Sr. Allan Quatermain – criado por Henry Rider Haggard em As Minas do Rei Salomão (1885)
    • Capitão Nemo – criado por Jules Verne em As 20.000 Léguas Submarinas (1870)
    • Dr. Henry Jekyll e Sr. Edward Hyde – criados por Robert Louis Stevenson em O Médico e o Monstro (1886)
    • Sr. Hawley Griffin – criado por Herbert George Wells em O Homem Invisível (1897)

    E temos também os personagens secundários:

    • Sr. Sherlock Holmes: criado por Sir Arthur Conan Doyle em Um Estudo em Vermelho (1887);
    • Monsieur C. Auguste Dupin: criado por Edgar Allan Poe em Os Assassinatos da Rua Morgue (1841);
    • Sr. Mycroft Holmes: criado por Sir Arthur Conan Doyle em Memórias de Sherlock Holmes (1893, 1894);
    • Dr. Alphonse Moreau: criado por Herbert George Wells em A Ilha do Doutor Moreau (1896);
    • Ten. Gullivar Jones: criado por Edwin Lester Arnold em As Férias do Tenente Gullivar Jones (1905);
    • Cap. John Carter: criado por Edgar Rice Burroughs em Sob as Luas de Marte, na revista All Story (1912);
    • O Viajante do Tempo: criado por Herbert George Wells em A Máquina do Tempo (1895);
    • Sr. Randolph Carter: criado por H.P. Lovecraft em O depoimento de Randolph Carter, na revista The Vagrant (1920);
    • Orlando – criado(a) por Virginia Woolf em Orlando: Uma Biografia (1928).

    ANÁLISE DE A LIGA EXTRAORDINÁRIA

    Em A Liga Extraordinária 1898 testemunhamos a criação do novo grupo de pessoas “incomuns” recrutados pela coroa inglesa para defender Londres de possíveis ameaças. Digo primeiro grupo porque, ao longo das maravilhosas páginas, percebemos que outras iniciativas similares aconteceram em outras eras, tornando a prática de grupos secretos algo recorrente na estratégia do governo.

    No primeiro volume constatamos que o elo de ligação de grupo é a Srta. Murray, membro responsável por levar as ordens de Bond aos outros indivíduos. É perceptível como Murray é uma peça-chave na narrativa de Alan Moore, sendo uma mulher forte, decidida e com grandes convicções, causando desconforto nos homens – e bestas – que passam a integrar o grupo gradativamente.

    A intenção do roteiro, representada maravilhosamente por Kevin O’Neill, é além de apresentar uma ideia interessante de narrativa fantástica, testar o leitor a cada novo passo dado por um grupo claramente liderado por uma mulher – extremamente mais inteligente do que alguns deles. As sátiras ao governo inglês e à população também são um prato cheio entre uma aventura e outra.

    A forma como Moore consegue desenvolver os diálogos e a narrativa do quadrinho é brilhante. Apesar de algumas escolhas que, na hora, parecem contestáveis, o roteiro é esplêndido e envolvente, mesmo em seus momentos mais absurdos. De marcianos a barcos voadores, da sátira à crítica, A Liga Extraordinária 1898 é uma obra completa.

    As ilustrações chamam a atenção por seus traços precisos, trabalhando a todo momento com elementos ao redor dos personagens – e também ao fundo. É possível que o leitor gaste um grande tempo analisando e apreciando quadro a quadro, pois há informações espalhadas por todos os espaços, sem ser simplista. Essa construção é extremamente importante para o roteiro, pois auxilia o desenvolvimento da trama por meio de elementos narrativos em segundo plano. As cores são muito bem utilizadas, principalmente os tons de azul e vermelho que acompanham as cenas de fúria de Edward Hyde.

    O passado e a fama de cada personagem da Liga Extraordinária, já amplamente conhecidos pelo público, facilita no bom andamento da história. Sem a necessidade de entrar tanto nos pormenores de cada personalidade – por já serem exploradas em outras obras de seus respectivos criadores – é mais fácil entender a forma com que cada um escolhe agir em determinada situação.

    Todavia, Alan Moore encontra caminhos interessantes de aprofundar a história dos personagens, mostrando seus receios e inseguranças, pois não são mais jovens e passaram por diversas experiências ao longo do tempo.

    LEIA TAMBÉM:

    CRÍTICA – A Liga Extraordinária: A Tempestade (2020, Devir)

    VEREDITO

    A Liga Extraordinária 1898 é tudo o que se busca em uma produção literária de qualidade. Um trabalho bem conduzido, com apreço pelos diálogos, com ótimas aventuras e personagens carismáticos – mesmo sendo, muitas vezes, desprezíveis. O fato de cada membro do grupo possuir traços de personalidade facilmente relacionáveis a pessoas comuns – mesmo sendo criaturas incomuns – torna a leitura ainda mais fácil e prazerosa.

    O trabalho de Moore e O’Neill na condução dessa obra serve – ou deveria servir – de inspiração para outros criativos que buscam aprender sobre desenvolvimento de histórias. Com um mundo extremamente diverso e rico, A Liga Extraordinária 1898 (e seus outros lançamentos), possuem um poder único de narrativa, mantendo o leitor entretido e satisfeito ao longo de suas páginas. É uma grande obra que merece a fama positiva que possui.

    CRÍTICA – A Liga Extraordinária: 1898 (2019, Devir)

    Editora: Devir

    Autor: Alan Moore

    Arte: Kevin O’Neill

    Páginas: 528

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