Início Site Página 406

    CRÍTICA – Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime (1ª temporada, 2021, Netflix)

    Um dos assassinatos mais chocantes na história do Brasil e com grande cobertura midiática acaba de ser pauta de um seriado documental original da Netflix. Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime traz diversas visões e nuances a respeito do assassinato de Marcos Matsunaga, milionário executivo da Yoki.

    Elize Matsunaga assassinou o marido e confessou o crime em 2012. Ela está presa desde então. Em 2016, Elize foi condenada a 19 anos, 11 meses e um dia de prisão, após ir a júri popular.

    As circunstâncias do assassinato – um tiro na cabeça e esquartejamento para ocultar o cadáver – e a proeminência da vítima na sociedade brasileira fazem do Caso Matsunaga um dos mais marcantes no país. Tudo isso o mantém alvo de comentários, repercussões e reviravoltas jurídicas até hoje, mesmo quase cinco anos após a sentença.

    SINOPSE

    Em um crime que chocou o Brasil, Elize Matsunaga mata e esquarteja o marido. Agora, ela dá sua primeira entrevista nesta série documental que explora o caso.

    ANÁLISE DE ELIZE MATSUNAGA: ERA UMA VEZ UM CRIME

    Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime é uma série documental que causa incômodo.

    A produção, dirigida pela premiada Eliza Capai, constrói a narrativa com fontes relevantes em todas as etapas do crime, do processo judicial e da cobertura da imprensa. Também dá espaço para amigos e familiares de Elize e Marcos comentarem situações que, em geral, não fizeram parte dos autos do processo.

    Dividido em quatro episódios com média de 50 minutos cada, o documentário é montado utilizando também recursos audiovisuais variados para complementar a história. Há diversas imagens da cobertura midiática ao longo dos anos, bem como registros de acervo do casal Matsunaga e da vida pessoal de Elize.

    A produção da Boutique Filmes distribuída globalmente pela Netflix realiza bem o difícil trabalho de montar uma narrativa que constantemente vai e volta na linha do tempo. A tarefa tinha tudo para confundir o espectador, mas em Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime é executada sem prejudicar o entendimento da cronologia dos fatos.

    Isso é possível graças às perguntas certeiras feitas para a maioria dos entrevistados. A divisão em quatro episódios também é responsável pelo êxito da montagem, pois cada capítulo traz um fato marcante que se encerra em si mesmo, pavimentando outra ocorrência importante que é detalhada ao longo do episódio seguinte.

    Série documental da Netflix aborda o assassinato do executivo da Yoki Marcos Matsunaga cometido pela esposa, Elize Matsunaga, em 2012
    Imagem do arquivo pessoal de Elize e Marcos Matsunaga

    Se fosse um documentário corrido, possivelmente perderia informações importantes, como uma forma de fazer com que a produção durasse no máximo três horas. Esse é outro mérito do formato de distribuição da Netflix, que recentemente realizou um bom trabalho com a minissérie documental de true crime Os Filhos de Sam.

    Outro aspecto positivo são as imagens produzidas para ilustrar situações. Há espaço para filmagens com um olhar artístico para abordar alguns tópicos.

    Destaco o uso de vídeos de arquivo mesclados a cenas de uma roda gigante com luzes vermelhas, cujo movimento remete ao fluxo sanguíneo, para complementar o relato de Elize a respeito das dificuldades de gravidez enfrentadas por ela e Marcos.

    Por que “era uma vez um crime”?

    Minha impressão inicial é de que o título do documentário era algo clichê e sem um esforço criativo. No entanto, a narrativa funciona e justifica a escolha do nome.

    Sem dar spoilers, a verdade é que Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime é uma produção que usa o Caso Matsunaga como ponto de partida para abordar diversos tópicos que causam incômodo.

    A série documental retrata temas como:

    • Abusos psicológico e sexual
    • Responsabilidade da imprensa em coberturas policiais
    • Interesses das forças policiais e do Poder Judiciário muitas vezes não relacionados à resolução dos casos
    • O uso de fatos não relacionados ao caso para contar “a melhor história” para que o júri popular decida baseado em emoções, e não em provas
    • A realidade do sistema carcerário no Brasil

    Não há uso de locução por parte da equipe do documentário. Toda a narrativa acontece a partir de um ping pong entre pessoas dos dois lados da história e adjacências – caso de jornalistas que participaram ativamente da cobertura ao longo dos anos.

    Essa construção ancorada praticamente a partir de entrevistas e imagens de acervo é importante, pois a diretora conseguiu captar relatos e opiniões de um lado da história que contrastam entre si. Um exemplo disso é a análise feita pela família de Marcos e seu advogado em contraste com o sentimento nutrido pelo promotor e pelo delegado a respeito da sentença.

    Dessa forma, o que está em tela é responsabilidade de quem está falando, e não da produção do documentário.

    Série documental da Netflix aborda o assassinato do executivo da Yoki Marcos Matsunaga cometido pela esposa, Elize Matsunaga, em 2012

    E por que, então, era uma vez um crime?

    Porque esse bate-cabeça do sistema brasileiro, e o relato de Elize Matsunaga sobre outras presidiárias com quem conviveu, deixam claro que essa é só mais uma barbárie no Brasil. Há outros tantos crimes, até mais cruéis que o Caso Matsunaga, que não ganham notoriedade. E o motivo, cíclico, está em tela.

    VEREDITO

    Não há como ser indiferente ao que Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime exibe em seus quatro episódios. A série documental da Netflix coloca a audiência em situação similar à vivida pelo júri popular que sentenciou Elize como culpada.

    O incômodo causado pelo documentário é positivo, pois é um convite à reflexão, mas certamente os motivos que o causarão não serão os mesmos para cada pessoa que assistir à produção.

    Afinal, mesmo com o Caso Matsunaga concluído, há situações que deixam dúvidas até hoje, além da vida de Elize e Marcos ser recheada de excentricidades que tornam o crime ainda mais marcante.

    Cabe destacar que a série documental não é irresponsável, pois exibe relatos de várias pessoas que continuamente reforçam que nada justifica o crime bárbaro cometido por Elize.

    Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime é, portanto, uma série documental que merece ser assistida, especialmente se você gosta de consumir conteúdos relacionados a crimes reais, ou se tem interesse em assuntos relacionados a Direito, Jornalismo e investigações policiais.

    Assista ao trailer de Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime:

    4,5 / 5,0

    Curte nosso trabalho? Que tal nos ajudar a mantê-lo?

    Ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição

    CRÍTICA – O Homem Água (2021, David Oyelowo)

    O Homem Água é um drama infanto-juvenil dirigido por David Oyelowo (Selma, Rainha de Katwe e Correndo Contra o Tempo) que conta com Rosario Dawson (Zumbilândia 2, Demolidor) e Loonie Chavis (Skin, This is Us) no elenco.

    SINOPSE

    Gunner Boone (Lonnie Chavis) é um garoto de 11 anos desesperado para salvar sua mãe doente. Por isso, ele decide sair em uma missão solitária em busca de um ser mítico conhecido por enganar a morte e ter poderes mágicos de cura. Nessa jornada, ele conhecerá Ro (Amiah Miller), uma nova amiga que o ajudará em uma aventura.

    ANÁLISE DE O HOMEM ÁGUA

    Ambientado na fictícia cidade de Pine Mills, toda a trama gira em torno de um ser mítico, com propriedades que vão além da compreensão e do poder humano – enquanto funciona como a força motriz para que a história seja impulsionada para frente.

    O Homem Água

    David Oyelowo faz sua estreia na cadeira de diretor, enquanto atua no filme como pai de Gunner – preciso ressaltar aqui, como Oyelowo faz ambos os papéis imensamente bem.

    A direção cuidadosa nos leva pela vida do introspectivo Gunner e seu mundo de fantasia, enquanto tenta fazer o impossível a fim de salvar sua mãe da morte iminente. A produção nos apresenta diversas facetas dos personagens, que precisam seguir em frente, a fim de completar uma perigosa tarefa.

    Rapidamente, a trama nos faz entender a dinâmica do filme, com pistas deixadas ao longo de sua trama. Enquanto Gunner passa por uma fase difícil, ele precisa lidar com a presença de um pai com quem não tinha contato, recém-chegado de uma longa missão no Japão.

    O design de produção nos faz sentir imersos no filme, e essa proximidade é necessária para que compremos o que estamos testemunhando nos pouco mais de 90 minutos de duração.

    O desenvolvimento do filme, assim como dos McGuffins – um dispositivo do enredo, na forma de algum objetivo, objeto desejado, ou outro motivador que o protagonista persegue, muitas vezes com pouca ou nenhuma explicação narrativa – se faz convincente e não desperta no espectador qualquer sensação de suspensão de descrença, como seria esperado em um filme que conta com um ser com propriedades místicas.

    VEREDITO

    O Homem Água

    O Homem Água funciona como um divertimento e pode servir como um artifício para explicar aos mais jovens elementos como o luto, empatia e até mesmo a morte.

    A história nos leva por lugares inesperados e coloca na vida de Gunner um escape de tudo que ele vive em casa. O filme pode despertar nos mais jovens o espírito de aventura e a busca por algo fantástico, assim como a curiosidade a respeito de um mundo muito maior do que compreendemos e vemos diante dos nossos olhos.

    O real e o místico em O Homem Água se confundem por vezes e nos leva a uma incrível jornada.

    O Homem Água estreou no dia 09 de julho de 2021 na Netflix.

    4,0 / 5,0

    Confira o trailer:

    Curte nosso trabalho? Que tal nos ajudar a mantê-lo?

    Ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.

    CRÍTICA – Laços (2020, Daniele Luchetti)

    O romance dramático Laços (The Ties) é dirigido por Daniele Luchetti e abriu o 77º Festival Internacional de Cinema de Veneza em 2020. O longa será lançado no Brasil no dia 9 de julho para compra e aluguel nas plataformas Claro Now, Vivo Play, Sky Play, iTunes / Apple TV, Google Play e YouTube Filmes.

    Laços é baseado no livro homônimo de Domenico Starnone, que no Brasil foi lançado pela Editora Todavia, e conta a história de um casal e suas rusgas ao longo das décadas.

    SINOPSE

    A história se passa nas cidades de Nápoles e Roma, na Itália, e retrata o casamento de Aldo e Vanda. Ao voltarem de uma viagem, o casal encontra o seu apartamento revirado. Antigas lembranças de traição, abandono e os vínculos de um relacionamento que perdura há mais de 30 anos retornam, e ambos percebem que algumas feridas nunca cicatrizam. Em paralelo, os filhos do casal vivem as consequências dessa história de amor conturbada.

    ANÁLISE

    Laços apresenta a história do casal Aldo e Vanda em diferentes décadas. Quando jovens, são interpretados por Luigi Lo Cascio e Alba Rohrwacher. Na terceira idade, temos os atores Silvio Orlando e Laura Morante.

    O nome Laços traz um bom significado para o desenrolar da trama: laços familiares, laços de amor e também o ato de amarrar o cadarço do sapato. Todas essas situações, que envolvem a palavra como metáfora, estão presentes no roteiro de Francesco Piccolo e Daniele Luchetti. Luchetti é também o diretor do longa, mostrando que a obra tem um significado bem valioso para ele.

    Durante os 100 minutos de duração, acompanhamos o relacionamento de Aldo e Vanda se desintegrando e, com o tempo, encontrando formas de sobreviver. Entretanto, essa reconstrução se dá sem confiança, sem perspectiva e sem amor próprio.

    Laços é um filme sincero sobre como idealizamos uma relação e esperamos que ela seja tudo aquilo que sonhamos. Vanda acredita, com todas as forças, que a felicidade só estará presente se aquela pequena conexão perdurar para a vida toda. Essa obsessão mais atrasa do que, de fato, rende crescimento, transformando o amor em uma prisão.

    CRÍTICA - Laços (Daniele Luchetti, 2020)

    Esse relacionamento caótico, é claro, tem consequências catastróficas nos filhos. As crianças acabam repetindo modelos e escolhas de vida acreditando que, daquela forma, estariam acertando em suas decisões. É um ciclo.

    O longa de Luchetti consegue explorar bem o tema durante a juventude de Vanda e Aldo. Conseguimos sentir as frustrações e angústias dos personagens, além de constatarmos em tela as consequências que o abandono paterno pode causar para uma família. A humilhação, o rancor e desespero de uma mãe que se vê reduzida a uma vírgula na vida de seu antigo marido.

    A melhor atuação do longa é de Alba Rohrwacher, pois ela também possui as cenas mais desafiadoras. A atriz tem espaço para explorar os momentos de depressão da personagem, bem como os pequenos instantes de alegria com seus filhos. Luigi Lo Cascio tem uma atuação mais tênue, condizente com seu personagem covarde.

    Perto da finalização, quando transitamos do passado para o presente, o ato parece deslocado do restante da trama. É como se fosse o início de uma outra história e que não há tempo suficiente para explorá-la da forma que poderia. Nesse ato também temos constantes retornos ao passado por meio de flashbacks, perdendo a oportunidade de explorar todo o rancor e mágoa que os personagens possuem um pelo outro.

    Entretanto, a cena que envolve Anna (Giovanna Mezzogiorno) e Sandro (Adriano Giannini) é divertida e um pouco inesperada, deixando uma pequena ponta de esperança sobre uma mudança na vida dos filhos do casal.

    VEREDITO

    Laços é um estudo sobre relações imperfeitas e que não deveriam perdurar. O filme possui um ótimo elenco e bom tempo de duração, mas sua condução não cativa da forma que poderia, não evocando grandes sentimentos ao término da projeção.

    3,0/5,0

    Assista ao trailer:

    Curte nosso trabalho? Que tal nos ajudar a mantê-lo?

    Ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.

    TBT #132 | O Nevoeiro (2007, Frank Darabont)

    Em homenagem aos invernos porto-alegrenses, trago aqui hoje o TBT do Feededigno com um dos filmes de terror e ficção que eu mais gosto (e olha que eu não gosto muito de terror): O Nevoeiro. “Ai, mas não é terror“: na ficha diz que é, então é.

    Mas recém começamos o texto, então não vamos discutir, não é mesmo? Chega mais e confere um pouco o como este longa inspirado na obra do mestre Stephen King marcou minha memória afetiva.

    SINOPSE

    Depois que uma violenta tempestade devasta a cidade de Maine, David Drayton (Thomas Jane) – um artista local – e seu filho de 8 anos, Billy (Nathan Gamble) correm para o mercado, antes que os suprimentos se esgotem. Porém, um estranho nevoeiro toma conta da cidade, deixando David e um grupo de pessoas presas no mercado – entre elas um cético forasteiro e uma fanática religiosa.

    ANÁLISE

    Para mim, este já é um clássico, de tanto que assisti nos canais do Telecine. O Nevoeiro foi uma excelente adaptação da obra do grande mestre do terror literário. Não digo que seja detalhadamente igual ao livro, mas é bem adaptado para as telonas.

    A forma como o filme explora o terror é genial. No início, entendemos que o perigo está no nevoeiro, justamente por não saber o que tem dentro dele. O mistério de não conseguir ver através da névoa, e apenas encontrar mortes, é angustiante.

    No entanto, no decorrer do filme, vemos que a paranoia causada nos sobreviventes é tanta que o terror passa a emanar das pessoas. Céticos, religiosos radicais e pessoas neutras influenciadas pelo demais tornam a ideia de se lançar no meio do nevoeiro não parecer uma escolha ruim.

    VEREDITO

    Certamente, este é um prato cheio para quem gosta de um terror psicológico, e até para quem não é muito fã, o filme proporciona reflexões muito interessantes. Por ser um terror de ficção científica que entra muito na cabeça, tem algumas cenas que podem até ser traumáticas. E, amigos: que final foi aquele?

    Enfim, não vou me prolongar. Se você ainda não assistiu, corre lá no Amazon Prime Video que ainda está no catálogo. Caso já tenha assistido, assista de novo, porque vale muito a pena.

    Qualquer semelhança com o atual cenário mundial é mera coincidência e a comparação não é intencional, certo, pessoal?

    4,5 / 5,0

    Assista ao trailer legendado:

    Para conferir nossas indicações anteriores do TBT do Feededignoclique aqui.

    Curte nosso trabalho? Que tal nos ajudar a mantê-lo?

    Ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.

    CRÍTICA | Loki – S1E5: Jornada ao Mistério

    Jornada ao Mistério foi o quinto e penúltimo episódio de Loki na Disney+ e trouxe o Deus da Trapaça com suas diversas cópias numa aventura alucinante.

    SINOPSE

    Loki (Tom Hiddleston) foi drenado e acabou indo para o vazio e lá conhece diversas variantes dele. Enquanto isso, Sylvie (Sophia Di Martino) confronta Ravonna (Gugu Mbatha-Raw), tentando acabar de uma vez por todas com a AVT.

    ANÁLISE

    O quinto episódio de Loki talvez tenha sido o mais divertido e energético até agora, pois trouxe um roteiro redondinho.

    Ao apresentar de forma cômica, e até mesmo trágica o nosso protagonista, o episódio foi um excelente estudo de personagem, por exemplo.

    As várias personalidades do Deus da Trapaça em Jornada ao Mistério são complementares, uma vez que trazem diversas facetas dele. De fato, por mais que cada um se vanglorie por seus atos, há aqui uma solidão profunda e um desejo de governar para impressionar a todos. Loki é e sempre será um deus fracassado, não importando sua origem e seu fim.

    A cena do confronto foi extremamente divertida, com o jacaré Loki sendo um dos grandes destaques cômicos. Além disso, Richard E. Grant caiu como uma luva no papel do Ancião Loki.

    VEREDITO

    Loki

    Com um episódio mais dinâmico e com um roteiro que trabalha muito bem seu personagem, Jornada ao Mistério foi até o momento o melhor episódio da série do Disney Plus, pois conseguiu trabalhar o carisma de seu elenco. Resta agora esperar o que teremos na season finale na próxima quarta-feira, uma vez que muitos mistérios continuam sem solução.

    5,0/5,0

    Confira o trailer de Jornada ao Mistério:

    Curte nosso trabalho? Que tal nos ajudar a mantê-lo?

    Ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.

    CRÍTICA – Atypical (4ª temporada, 2021, Netflix)

    Se você é fã de Atypical saiba que temos uma boa notícia, que é o lançamento da quarta temporada no dia 9 de julho. Entretanto, a má notícia é que esse é o último ano dessa série original da Netflix.

    SINOPSE

    A produção se desenvolve a partir da vida de Sam (Keir Gilchrist), um jovem com traços de autismo que, nessa temporada, busca resolver as pendências da faculdade, trabalhar na Technopolis, visitar o Stumpy e estar motivado a fazer algo diferente do comum.

    ANÁLISE

    Assim como nas outras temporadas, a série continua colocando à prova não só a nossa capacidade de confiar nas decisões de Sam, como também na de seus amigos e familiares.

    Inclusive, algo bastante abordado é a necessidade de aprendermos a acreditar tanto naqueles que amamos, quanto em nós mesmos, colocando em prática para fazer planos e até desistir.

    Sim, ao contrário de um otimismo exagerado, que pode ser tóxico, Atypical, mostra que está tudo bem quando fazemos de tudo para realizar um sonho e não conseguimos.

    Que também existe felicidade em outros caminhos, isso é apresentado na vida de todos os personagens, pois, a quarta temporada é a que melhor trata sobre questões importantíssimas dos outros além de Sam.

    Porque de diferentes formas fala que somos adaptáveis a mudanças, independente da idade, se é millennial ou da geração Z.

    O roteiro continua excelente, quando levanta mais assuntos atuais, para avaliação e discussão, sem ficar engessado, ou confuso, de forma bem centrada e ao mesmo tempo leve, a série nunca apela para estereótipos.

    Conseguindo mesclar temas como sexualidade (TEM BEIJO GAY SIM) gênero, confiança, sonhos, trabalhos, ansiedade, pressão familiar, e muitos outros.

    Que foram muito bem trabalhados com ajuda da atuação incrível dos atores, de um jeito muito bem casado, como pão de queijo e manteiga, a atuação com o roteiro conquista empatia e mistura de sentimentos.

    VEREDITO

    Com 10 episódios, a última e quarta temporada muito bem roteirizada por Robia Rashid (How Met Your Mother), continua sendo a série gostosinha que aquece nosso coração e fará muita falta, porém, acaba de forma excepcional, bem redondinha sem brechas para queixas.

    E para a minha felicidade e desgosto daqueles que continuam na década de 30, e não conseguem superar que existem pessoas LGBTQIAP+.

    Vai ter beijo gay, aceita que dói menos!

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer da quarta temporada de Atypical:

    Curte nosso trabalho? Que tal nos ajudar a mantê-lo?

    Ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.