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    TBT #242 | Hellboy (2004, Guillermo del Toro)

    Hellboy sempre foi um guilty pleasure pra mim. Não apenas por seu visual absurdo, mas por adaptar de uma das maneiras mais criativas a história criada por Mike Mignola. Dentro do seu vasto gabinete de monstros, Hellboy acabou se tornando mais uma das criaturas de Guillermo del Toro. A criação de Anung Un Rama está diretamente ligada aos Ogdru Jahad, os deuses do caos. Mas o longa parece se lembrar disso apenas em seu início e próximo de seu fim.

    Como uma miscelânia de curiosidades e absurdos, o longa de 2004 se sustenta e se mostra divertido. Estrelado por Ron Perlman, John Hurt, Doug Jones e grande elenco, somos lançados à história do Vermelhão de maneira divertida e curiosa.

    SINOPSE

    Perto do fim da Segunda Guerra Mundial, os nazistas se mostram dispostos a lançar mão de magia negra para derrotar seus inimigos. Um ritual para evocar essas forças ocultas é interrompido pelos aliados, que encontram um garoto com aparência de demônio e mão de pedra. Esse jovem passa a ser chamado de Hellboy e é levado pelas forças aliadas. Sessenta anos depois, Hellboy está pronto para lutar e defender o bem.

    ANÁLISE

    Hellboy

    Fruto da relação entre um dos príncipes do inferno e de uma bruxa no século XVI, o personagem que ficaria conhecido como Hellboy, foi invocado para a Terra após um experimento nazista dar errado. Após o fato, o Professor Broom o adotou como filho e passou a integrar o Bureau de Pesquisa e Defesa Paranormal. Resolvendo casos insólitos e misteriosos, Hellboy passou a atuar ao lado de seu amor de infância e pirocinética Liz Sherman (Selma Blair) e do Ichtyo Sapien, Abe (Doug Jones).

    As aventuras de Hellboy nos levam por um mundo divertidamente absurdo. Tudo isso, enquanto nos faz entender o quão chafurdado naquela história Guillermo del Toro esteve. Dando vida em efeitos práticos à bizarras criaturas – o que é sua paixão. Tanto em Hellboy, como em todas suas outras histórias, del Toro flerta com o sobrenatural e o faz muito bem.

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    Com interessantes dinâmicas, Hellboy nos apresenta uma premissa simples: uma ameaça falha ao trazer caos no mundo, um possível salvador surge. A ameaça ressurge e tenta por fim, lançar caos na Terra mais uma vez.

    Hellboy

    Enquanto o filme nos apresenta detalhes e elementos importantes da lore de Hellboy, ele falha ao trazer os tons pesados e obscuros que a história original de Mignola o faz. Não apenas por suas hachuras, mas também por seu estilo gráfico único e incrível. Antes de sofrer um reboot, que substituiria Ron Perlman por David Harbour e despontaria como uma das piores adaptações de quadrinho, Hellboy foi um sucesso tanto de bilheteria, como de crítica. Tornando-se nos anos que viriam o status de cult e se tornando mais do que entenderíamos em um primeiro momento.

    De acordo com o que vemos no longa, a introdução dos personagens e ambientação acaba por ganhar um importante espaço no longa, o que dá menos espaço para a parte assustadora da trama se desenrolar. Afinal, a história de Rasputin, o principal vilão do filme é de assustar. Não apenas por sua história, mas pelo filme fazer uma espécie de revisionismo histórico, colocando tanto o personagem como Hitler vivos além do que eles viveram realmente.

    Ron Perlman dá o tom canastrão que o Hellboy precisa, mas falha ao dar mais sentimento ao personagem. Ver Doug Jones em tela como Abe é um espetáculo a parte, como sempre. Ainda que seja parceiro de longa data do diretor mexicano, ver como Jones se comporta em tela em diferentes papéis ao longo da filmografia de del Toro, é algo que merece ser notado e destacado.

    VEREDITO

    Ao longo de suas 2 horas, Hellboy diverte e nos emerge em uma atmosfera fantástica e curiosa. Mesmo não sendo tão sombrio como deveríamos esperar da adaptação de uma história de Mignola, ela nos diverte e nos tira boas risadas. Hellboy pode ser assistido na HBO Max e Hellboy II: O Exército Dourado no Prime Video. Ambos os filmes podem e devem ser assistidos se você quer conhecer um pouco da filmografia do diretor. Ou mesmo se você quiser se divertir.

    4,5 / 5,0

    Confira o trailer:

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    Vida: Um filme para quem ama o espaço

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    A curiosidade sobre o universo atravessa gerações, desde os primórdios da existência humana, sempre nos fazendo olhar para cima e imaginar o que está lá adiante, junto das estrelas. Mesmo pisando na Lua e sondando outros planetas, essa sede de conhecimento nunca foi saciada (e, provavelmente, nunca será) e assim seguimos, explorando a vastidão além da nossa atmosfera, em busca de respostas para nossas inúmeras questões sobre o espaço.

    Felizmente existem maneiras de suprir, em partes, nosso interesse pelo desconhecido: exposições, museus e planetários, todos nos aproximando das maravilhas cósmicas. No cinema, a paixão pelo espaço não fica para trás e um exemplo disso é o filme Vida (2017), lançado pela Columbia Pictures. Já assistiu? Se a resposta for não, não se preocupe!

    O filme explora temas que aguçam os interessados pelo assunto, e leva a refletir sobre nossa sobrevivência em ambientes hostis e a encarar complexas questões éticas.

    Portanto, se você é um apaixonado pelo espaço e está procurando uma dose de aventura e mistério cósmico, Vida merece o seu tempo na poltrona. Essa jornada cinematográfica proporciona uma visão instigante das possibilidades que se estendem além dos limites do nosso planeta.

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    Qual é a história

    A trama do filme envolve e convida a explorar as fronteiras do desconhecido. Poderíamos elencar diversos aspectos da história que são relevantes para instigá-lo a assistir, porém, sem spoilers! Não queremos antecipar a história para você.

    De uma forma bem sucinta: imagine uma equipe de astronautas reunida em uma estação espacial, com a missão de examinar minuciosamente amostras colhidas do solo marciano. Porém, dentro dessas amostras, reside uma descoberta que virará a missão de cabeça para baixo – um organismo unicelular adormecido.

    Vida nos leva a refletir sobre o que significa estar cara a cara com uma forma de vida alienígena e como esse encontro pode remodelar nossos conceitos sobre o vasto universo que nos cerca. A história nos incita a questionar, explorar e sonhar com o infinito além das estrelas, desafiando nossa compreensão do espaço e nossa conexão com as maravilhas do cosmos.

    A história por trás do filme

    As filmagens de Vida tiveram início em julho de 2016, mergulhando em um processo meticuloso, moldado pela visão do diretor Daniel Espinosa, que resultou em uma experiência cinematográfica memorável.

    A trama demonstrou que o suspense no espaço possuía um magnetismo inegável, capaz de atrair multidões. Nas bilheteiras, o filme não deixou dúvidas sobre isso: nos Estados Unidos, arrecadou expressivos US$ 30.2 milhões, enquanto no Canadá impressionantes US$ 68.7 milhões e, nos outros cantos do mundo, um total bruto de US$ 98.9 milhões.

    Enquanto isso, no Rotten Tomatoes, site que compila críticas e opiniões sobre filmes, Vida obteve uma taxa de aprovação de 68%. Baseada em 197 avaliações, essa pontuação reflete o impacto significativo que o filme teve tanto entre críticos quanto entre espectadores.

    Elenco de qualidade

    A seleção do elenco foi cuidadosa e estratégica, desempenhando papel fundamental no sucesso e na recepção positiva do filme. Cada um dos atores contribuiu com sua própria maestria para o sucesso da película.

    • Ryan Reynolds: No papel de Rory Adams, um engenheiro de sistemas, o ator cativou com seu carisma e presença na tela. Sua interpretação deu um brilho especial ao personagem, tornando Rory alguém com quem os espectadores facilmente se conectaram e torceram;
    • Jake Gyllenhaal: O ator entregou uma atuação envolvente como Dr. David Jordan, médico sênior da equipe. Sua habilidade de adicionar nuances ao personagem resultou em uma experiência impactante, onde cada olhar e gesto têm significado;
    • Rebecca Ferguson: No papel da Dra. Miranda North, a oficial de quarentena, Rebecca Ferguson ofereceu uma performance marcante. Sua habilidade de atuação conferiu autenticidade à personagem.

    Diretor e Produção

    Nos bastidores de Vida havia um diretor apaixonado e uma equipe de produção dedicada, trabalhando em sintonia para criar uma obra que levasse os espectadores a uma aventura de tirar o fôlego.

    O cineasta e produtor sueco de ascendência chilena, Daniel Espinosa, com sua visão singular e paixão contagiante pelo cinema, mergulhou de cabeça no projeto. Sua nomeação foi certeira, pois ele explorou as profundezas do espaço, materializando com maestria o roteiro de Paul Wernick e Rhett Reese.

    Já a equipe de produção começou o planejamento bem antes das filmagens. Com isso, desde os cenários intricados até os efeitos visuais impressionantes, cada escolha atenta e cada detalhe minucioso, tudo convergiu para criar uma experiência cinematográfica que permanece gravada no imaginário popular.

    Conclusão

    Ah, o universo – esse território misterioso que perpetua o nosso fascínio e nos intriga incessantemente. Em cada esfera da criatividade humana, a temática emerge. No mundo do cinema, não foi apenas Vida que usou o espaço como cenário. Obras como Apollo 13, a emblemática saga Alien e Gravidade deixaram uma marca indelével em suas respectivas eras.

    Essas narrativas nos transportam para além da esfera terrestre, incitando-nos a questionar nossa própria existência e nos maravilhando com a vastidão cósmica. Paralelamente, livros como O Fim de Todas as Coisas, de Katie Mack, e A Teoria de Tudo, de Stephen Hawking, tornam o conhecimento mais acessível a todos, oferecendo uma compreensão mais clara e descomplicada sobre o assunto.

    Na indústria dos jogos, esse mesmo fascínio se manifesta em jogos do Platin cassino online, como os envolventes Spaceman e Space XY. Neles, somos convidados a mergulhar nas estrelas e a explorar o desconhecido, enquanto testamos a nossa sorte.

    Enquanto contemplamos o espaço, nos lançamos na exploração de um território vasto e em constante expansão. Seja no cinema, nos jogos online, nos livros ou nos documentários, o espaço continua a nos convocar para uma jornada de descoberta e maravilha, incentivando que continuemos com nossos olhos voltados para o infinito e além.

    Agente Stone: Conheça o elenco do novo filme da Netflix

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    Gal Gadot está levando a ação para novos patamares. Todo super espião precisa de uma super equipe, e Rachel Stone não é exceção. Interpretada por Gadot, a despretensiosa técnica de informática é na verdade uma agente secreta da Carta – uma rede global de espionagem que é mantida em segredo até mesmo de outras redes de espionagem.

    Usando inteligência artificial de alta tecnologia que os mantém um passo à frente de seus inimigos, a Carta é aparentemente imparável, mas quando Stone se infiltra em uma equipe do MI6 que está sendo provocada pela misteriosa hacker Keya Dhawan (Alia Bhatt), ela precisará de todas as suas habilidades para navegar no mundo mortal da espionagem que está prestes a confrontá-la.

    No trailer, eles são descritos como “os agentes mais altamente treinados – sem inclinações políticas, sem alianças nacionais – trabalhando juntos para manter a paz em um mundo turbulento”. Para atingir seus objetivos elevados, esses agentes contam com um recurso único chamado Coração. “Se você possui o coração, você possui o mundo“, explica a contraparte de Rachel Stone no MI6, Parker (Jamie Dornan), no trailer. Isso soa como um plano para Keya, cuja busca para encontrar e controlar o Coração ameaça a estabilidade global.

    Stone pode detê-la antes que seja tarde demais?

    Quem está no elenco de Agente Stone?

    Tendo interpretado a semi-deusa e super-heroína Mulher-Maravilha no cinema e uma elegante rainha do assalto em Alerta Vermelho, Gal Gadot sentiu fortemente que o personagem de Rachel Stone deveria ser mais fundamentado.

    Era muito importante para mim que Rachel fosse uma personagem que sabe lutar, mas eu também queria que ela pudesse usar seu cérebro, intuição e emoções. Ela não entra correndo, com armas em punho. Ela pensa em como está afetando pessoas e situações. Eu escolho papéis que mostram que as mulheres podem ser bonitas e fortes, e nada disso é mutuamente exclusivo.”

    GAL GADOT como Rachel Stone

    Para a agente Stone, Gadot queria se trazer de volta à Terra.

    Era muito importante para mim que Rachel fosse uma personagem que pudesse lutar, mas eu também queria que ela pudesse usar seu cérebro, intuição e emoções.

    Para o diretor Tom Harper, essa qualidade mais ponderada distingue Stone de seus Bonds ou Bournes.

    Há um profundo cuidado e compaixão pelas pessoas como a força motriz de suas ações. Muitas vezes parece que há um personagem agindo de uma maneira quase divina, salvando o mundo, mas ainda desconsiderando os humanos ao seu redor. Isso é um pouco diferente, tem uma abordagem um pouco mais humanística.”

    JAMIE DORNAN como Parker

    Jamie Dornan interpreta Parker, o líder da equipe MI6 de Stone. Um agente habilidoso por si só, a princípio Parker ri da aparentemente despreparada Stone. Logo, é claro, ela consegue ganhar o respeito dele.

    Ele tem uma maneira idealista de como o mundo deveria ser, mas não da maneira que o público pode pensar originalmente.”

    Claro, nos bastidores, a própria Gadot não teve problemas para ganhar o respeito de Dornan.

    Ela é como uma estrela do rock e mantém esses filmes tão bem juntos com tanta elegância e força. É difícil resistir a um herói de ação da vida real.”

    ALIA BHATT como Keya Dhawan

    A superestrela de Bollywood Alia Bhatt assume seu primeiro papel em inglês como Keya Dhawan, uma misteriosa hacker que quer roubar o Coração, a inteligência artificial de última geração da Carta.

    Para Bhatt, o filme foi uma oportunidade de sair de sua zona de conforto, mas ela ficou surpresa com o quão próxima sua experiência foi de seu trabalho anterior em sucessos de bilheteria hindi como Raazi.

    Na verdade, não há nada diferente em termos de ética de trabalho, envolvimento no trabalho e a ideia de que toda essa equipe enorme precisa se unir para fazer este filme e viver de acordo com uma visão. Para mim é totalmente semelhante e, nesse sentido, é extremamente confortável porque é como se estivesse em casa.”

    MATTHIAS SCHWEIGHÖFER como Valete de Copas

    O Valete de Copas de Matthias Schweighöfer é o especialista em tecnologia da Carta, um gênio que trabalha em estreita colaboração com a inteligência artificial no centro de suas operações.

    O diretor, Tom Harper, comentou:

    Eu conhecia Matthias do Army of the Dead: Invasão em Las Vegas, e ele é tão vibrante. Ele tem energia e humor suficientes para manter uma equipe de filmagem feliz e rindo por meses!

    Para se preparar para operar a interface digital Coração, Schweighöfer trabalhou com um treinador de movimento que o ajudou a projetar a maneira como ele interagiria com o dispositivo.

    Tentamos criar uma linguagem de como usar o Coração, dividindo-o em pequenas partes, como um dicionário. Como rolar para frente e para trás, realçar, voltar no tempo, abrir uma nova tela – chegando ao ponto em que parecia que eu poderia realmente operá-lo.”

    SOPHIE OKONEDO como Rainha de Copas

    Sophie Okonedo, que foi indicada ao Oscar por seu papel em Hotel Ruanda, interpreta a Rainha de Copas. Em seu trabalho anterior com o diretor, no filme As Loucuras de Rose (2018) – o deixou ansioso para trabalhar com ela novamente. 

    Ela não é apenas uma das atrizes mais ferozes e brilhantes, mas também tem o comportamento perfeito para interpretar a Rainha de Copas. Há tanta profundidade em sua performance. Ela pode ser leve em um momento e, em um piscar de olhos, pode se tornar de aço. Esse contraste – quando você oscila entre pensar que ela está tendo uma boa conversa e ‘eu vou te matar’ – é uma coisa realmente maravilhosa de se brincar.”


    Agente Stone já está disponível na Netflix.

    Assista ao trailer legendado:

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    Heartstopper: Autora analisa semelhanças entre série e quadrinhos

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    A segunda temporada de Heartstopper é um cobertor tão aconchegante de uma série que você se sentirá totalmente envolvido no mundo de Charlie (Joe Locke) e Nick (Kit Connor) por algumas horas. Mas, quando você vê um de seus rabiscos mágicos flutuando pela tela, deve se lembrar que Heartstopper não é apenas uma serie de TV – inicialmente era uma série de quadrinhos escritos e ilustrados por Alice Oseman, agora publicados como histórias em quadrinhos completas pela HarperCollins em Reino Unido e Scholastic nos Estados Unidos. 

    O drama adolescente LGBTQ+ explodiu imediatamente quando estreou no streamer em abril de 2022, acumulando uma enorme base de fãs e ganhando uma renovação de várias temporadas em maio.

    Embora já tenhamos entrado na 2ª temporada do romance de Charlie e Nick, os últimos episódios são, na verdade, amplamente inspirados no Volume 3 da série de histórias em quadrinhos . À medida que os protagonistas de Heartstopper amadurecem, o mesmo acontece com as histórias. Nós até vemos os adolescentes deixarem o abraço do subúrbio da Inglaterra pelas movimentadas ruas de Paris, que é o enredo central do Volume 3. Esta viagem que muda a vida inspira personagens como Charlie, Nick e seus amigos a serem mais vulneráveis ​​do que nunca sobre suas vidas e lutas. 

    Heartstopper

    Oseman, que também criou e é produtora executiva da série Heartstopper comentou:

    As pessoas costumam falar sobre Heartstopper como se fosse um romance perfeito, adorável e saudável, mas na verdade mostra muitos problemas e lutas reais com os quais os personagens estão lidando. O objetivo, para mim, é tentar mostrar isso e, ao mesmo tempo, tranquilizar a todos que, apesar de todas essas coisas pelas quais você pode estar passando, você ainda pode encontrar o amor, a amizade e a alegria. É disso que se trata Heartstopper.”

    Para atingir esse objetivo, Oseman se debruçou sobre as partes mais emocionantes do Volume 3, ao mesmo tempo em que expandiu as jornadas de certos personagens.

    Quais momentos dos quadrinhos estão na 2ª temporada de Heartstopper? 

    Muitos! Alice Oseman ficou muito animada ao ver a excursão do Volume 3 em Paris ganhar vida. Os episódios acompanham os alunos de Truham e Higgs em uma ensolarada viagem escolar à Cidade da Luz.

    Fizemos funcionar, conseguimos tudo o que precisávamos e foi uma experiência realmente mágica para todos.”

    Havia dois painéis que Oseman mal podia esperar para recriar para a segunda temporada. Um mostra Nick e Charlie em um museu, cercado por imponentes estátuas enormes inspiradas na mitologia e divindades antigas.

    Fomos capazes de filmar lá, surpreendentemente, e é uma sala tão bonita. Nick e Charlie parecem tão pequenos nesta sala gigante com todas essas estátuas gigantes. É muito, muito bonito.”

    ALERTA DE SPOILER 

    O outro momento favorito de Alice Oseman do livro para a tela é o primeiro beijo de Elle (Yasmin Finney) e Tao (William Gao) em Paris.

    Eles o colocam em frente a uma grande janela em arco. Isso [acontece] exatamente na sala que desenhei nos quadrinhos.”

    Oseman visitou Paris enquanto desenhava o Volume 3 e tirou uma foto naquele local preciso, com sua icônica vista parisiense.

    Eu pensei: ‘Esse é um lugar realmente adorável para o primeiro beijo deles’.

    Como a 2ª temporada de Heartstopper se expandiu nos quadrinhos? 

    Ao realmente se aprofundar em seus personagens coadjuvantes. Enquanto os personagens favoritos dos fãs, incluindo Elle, Tao, Isaac (Tobie Donovan), Tara (Corinna Brown) e Darcy (Kizzy Edgell) estão todos representados nos quadrinhos, a série dá a Alice Oseman muito mais tempo e espaço para explorar suas perspectivas e relacionamentos (tanto platônicos quanto românticos). 

    O romance de Tara e Darcy também se beneficiou do espaço extra da série.

    Nos quadrinhos, especialmente, Tara e Darcy são o casal perfeito. Elas estão juntas, são sólidas, realmente não têm nenhum problema.”

    Esse não é o caso, no entanto, na segunda temporada. Oseman queria dar aos personagens um pouco mais de profundidade e investigar seu relacionamento.

    Eu queria mostrar que elas têm seus próprios problemas para resolver. Mas, claro, é Heartstopper. Então elas vão ficar bem. Elas só precisam seguir essa jornada, aprender mais uma sobre a outra, conversar e se comunicar.”

    Quando Charlie e Nick dirão “eu te amo”? 

    Essa é a grande questão após o final. Os dois meninos quase dizem essas três palavrinhas, mas são interrompidos por uma figura paterna ou por um corte preto perfeitamente posicionado. Nos quadrinhos, Charlie pensa que vai dizer a Nick que o ama algumas vezes, mas decide não ir em frente.

    Mas o gancho real no final da 2ª temporada não é algo que está nos quadrinhos.”

    Embora Alice Oseman tenha dito que os fãs de quadrinhos podem ter uma ideia de quando a bomba “eu te amo” vai cair, eles não querem estragar toda a diversão do futuro de Heartstopper.

    Sabemos que Charlie ama Nick. Acho que sabemos que Nick ama Charlie também. É apenas sobre quando e como eles vão dizer isso um ao outro.”


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    Noites Sombrias #118 | CRÍTICA – O Exorcista do Papa (2023, Julius Avery)

    Um filme de exorcismo sempre é um frio a mais na espinha quando sua história utiliza o elemento do imaginário que dialoga diretamente com a crença humana no oculto. E muitos filmes lançados este ano tocaram neste tema e, dentre eles a película O Exorcista do Papa que chegou recentemente ao catálogo do streaming HBO Max.

    Sua estreia no cinema ocorreu em 6 de abril e no dia 4 de agosto foi disponibilizado no catálogo de streaming da Warner. O filme é produzido pela Screen Gems, sua direção é realizada por Julius Avery conhecido por filmes como Samaritano (2022) e Operação Overlord, roteirizado por Evan Spiliotopoulos e Michael Petroni com um elenco encabeçado por Russel Crowe famoso por diversas produções como Gladiador (2000), O Homem de Aço (2013) e Dois Caras Legais.

    O filme é baseado nos arquivos e livros escritos pelo padre exorcista do Vaticano Gabriele Amorth realizando o trabalho entre 1986 e 2016 quando faleceu até os 91 anos de idade. Durante seu trabalho no sacerdócio realizou mais de 100.000 exorcismo e foi autor dos livros Memórias de um Exorcista e The Devil is Afraid of Me além de ter sido o presidente e fundador da Associação Internacional de Exorcistas no início da década de 90.

    O Exorcista do Papa

    A produção foi recebida sobre controvérsia pela reação da associação internacional dos exorcistas, assim como outros membros da igreja católica que discutiram o quanto dos relatos do padre Amorth foram utilizados e o quanto a produção abraçou a ficção para adaptar os acontecimentos ao cinema.

    SINOPSE

    Inspirado nos arquivos reais do padre Gabriele Amorth, Chefe Exorcista do Vaticano. O padre realizou mais de 100.000 exorcismos em sua vida e faleceu em 2016 aos 91 anos.

    Amorth escreveu duas memórias – An Exorcist Tells His Story e An Exorcist: More Stories – e detalhou suas experiências lutando contra Satanás e demônios que agarraram e possuíram as pessoas com seu mal. O filme, sendo o retrato do personagem da vida real, acompanha Amorth (Russell Crowe) enquanto ele investiga a terrível possessão de um menino e acaba descobrindo uma conspiração secular que o Vaticano tentou desesperadamente proteger e manter no esquecimento.

    ANÁLISE

    O Exorcista do Papa

    O filme é inspirado em um dos casos do padre Amorth na década de 80, iniciando a história com o exorcista em ação em uma cena muito interessante e chama atenção como busca ser direto para abordar uma das questões centrais de seu roteiro que relaciona-se diretamente para a crença da existência ou não do sobrenatural.

    Neste aspecto o roteiro é interessante e tem excelentes diálogos em torno deste tema que, mesmo na nossa realidade, é uma discussão que ocorre e existe uma diversidade enorme de opiniões.

    Infelizmente quando o roteiro começa a trilhar um caminho mais abstrato é aonde se iniciam os problemas, pois abre-se para outras narrativas que tentam conectar-se a questão central mas no fim o exorcismo e a família em perigo se torna uma questão minoritária diante dos seus desdobramentos.

    Além deste aspecto que pode ser considerada uma escolha inadequada a utilização de alívios cômicos em momentos que poderia aprofundar-se no tom de tensão e o mistério ao qual estava se propondo.

    As atuações em geral são boas e Russel Crowe naturalmente se destaca, assim como Peter Feighoney como Henry, o garoto possuído em questão. A química entre o protagonista e o padre Esquibel (Daniel Zovatto) é interessante mesmo que os momentos de descontração são inoportunos.

    O desfecho é anti-climático mesmo com uma cena muito bem dirigida e com efeitos interessantes, algo que geralmente não é tão comum em um filme do tema exorcismo cuja as escolhas sempre são em torno de efeitos mais práticos. Apesar de encerrar a questão central do filme deixa-se um espaço em aberto para uma provável sequência ou contar outras histórias.

    VEREDITO

    Apesar de ser interessante como um filme de terror o Exorcista do Papa flerta com a tentativa de ser uma adaptação biográfica, mas abraça completamente a ficção. Assim não alcançando a proposta do filme de ser uma narrativa com tensão e bons sustos como geralmente ocorre em uma produção do gênero.

    3,5 / 5,0

    Confira o trailer:

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    TBT #241 | Free Willy (1993, Simon Wincer)

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    Numa época em que “filmes de amizade com animal” são poucos e os que surgem são com animais em CGI. Free Willy, dirigido por Simon Wincer, ganhou popularidade por sua história emotiva sobre a amizade entre um garoto e uma orca, além de abordar temas como a conservação dos animais selvagens e a importância da liberdade.

    O elenco conta com Jason James Richter, Lori Petty, Jayne Atkinson, entre outros.

    SINOPSE

    Jesse (Jason James Richter) é um menino que perdeu os pais muito cedo. Ele costumava saltar de orfanato em orfanato, até que passou a viver nas ruas. Numa noite, ele e seu amigo Perry (Michael Bacall) são flagrados pelo policial Dwight (Mykel T. Williamson) pixando um parque local. Apesar da situação, o agente de policia simpatiza com Jesse e o apresenta para Glen (Michael Madsen) e Annie Greenwood (Jayne Atkinson) que irão adotar o garoto. Parte da punição por sua pequena infração envolve limpar a sujeira que ele fez no parque e é lá que Jesse conhece Willy, uma orca que está sendo treinada para ser a atração especial do local. No entanto, Willy não responde bem ao adestramento. Ela foi roubada de sua família por um pescador mercenário e ainda está traumatizada. Jesse e Willy desenvolvem uma estreita ligação emocional. Só que o dono do parque não está satisfeito com o desempenho de Willy e calcula que a orca vale mais morta do que viva. A partir daí Jesse fará de tudo para salvar o animal e devolvê-lo para o oceano.

    ANÁLISE

    Como uma trama simples e um forte apelo emocional sobre amizade e liberdade, o longa de Simon Wincer ganha ao despertar no espectador o amor pelas orcas; e você assistiu esse filme quando criança, muito provavelmente ficou fascinado por elas.

    Free Willy não é um filme memorável cinematograficamente, mas seu CGI era algo surpreendente para 1993, tal como O Rei Leão de 2019 e com isso a magia do cinema faz a sua parte: emociona e encanta. Principalmente com a trilha sonora de Michael Jackson com Will You Be There.

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    O sucesso de Free Willy levou a várias sequências, mas o primeiro filme continua sendo o mais lembrado e querido pelo público. Além de entreter as famílias, o filme também inspirou uma maior conscientização sobre a conservação da vida selvagem e o tratamento ético dos animais.

    A baleia orca Keiko, que deu vida a Willy cresceu em cativeiro e graças aos holofotes de Hollywood teve uma jornada de liberdade iniciando em 1998, quando foi transferido para a Islândia; tendo seu dia-a-dia monitorado pela Ocean Futures Society a fim de prepará-lo para sua eventual libertação.

    VERDITO

    Se você está sem opções para sua noite de quinta-feira e quer um TBT para se inspirar e ter aquele “quentinho no coração”, então Free Willy é uma boa pedida, ainda mais se você estiver com as crianças.

    4,0 / 5,0

    Assista ao trailer original:

    Apesar das baleias orcas serem conhecidas como baleias assassinas elas são golfinhos, e não são tão assustadoras quanto outros animais já retratados no cinema como alguns listados no Noites Sombrias do Feededigno:

    Noites sombrias #69 | Filmes com animais para gelar seu sangue

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