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    Greve em Hollywood: Precisamos realmente nos preocupar com a IA?

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    Atualmente, a indústria do cinema tem feito diversos questionamentos em torno do impacto que a Inteligência Artificial (IA) pode gerar no trabalho dos artistas e roteiristas, representados respectivamente pelo sindicato Screen Actors Guild (SAG-Aftra) e Writers Guild of America (WGA).

    Até o momento, são mais de 160 mil profissionais que decidiram cruzar os braços, sem previsão para voltar às atividades, por discordarem das negociações propostas pela Alliance of Motion Picture and Television Producers (AMPTP) – associação que representa organizações como Sony, Disney, Warner, entre outras.

    E uma das pautas que mais se destacaram nesta greve envolve o questionamento de que a tecnologia representa uma ameaça pela concorrência real – e até, desleal – para os profissionais que reivindicam por melhorias trabalhistas.

    Diante a esta batalha épica, que paralisou títulos de peso, como Deadpool 3, Mortal Kombat 2, Gladiador 2, entre outros, é importante analisarmos questões práticas do núcleo que gerou todo este conflito. Embora a IA possa auxiliar na geração de roteiros e histórias, ela ainda depende de dados pré-existentes e padrões estabelecidos pelo profissional da área, o que pode limitar a capacidade de criar histórias verdadeiramente originais e inovadoras.

    A criatividade humana é uma característica única, capaz de gerar histórias e experiências emocionais profundas que ressoam com o público. Os roteiristas e artistas trazem as próprias vivências, perspectivas e emoções para que, assim, possa haver novas criações, o que resulta em narrativas complexas e significativas.

    Assim, o recurso da IA vem como uma ferramenta complementar, não como uma substituta da criatividade humana, ou seja, um apoio ao serviço prestado pelos profissionais que, ao utilizá-la, têm condições de aprimorar seu trabalho, expandir ideias iniciais e oferecer ao público diferentes perspectivas. Mas, tudo isso, sempre mantendo a autenticidade artística que somente os seres humanos podem proporcionar.

    Outra reinvindicação que chama atenção é do uso de imagem. Isso porque, a IA consegue gerar histórias, roteiros e até imagens de personagens a partir da figura de pessoas reais, podendo utilizar, por exemplo, a imagem de figurantes sem precisar tê-los nos sets de filmagens. Além disso, com o avanço dessa tecnologia, é possível que ela aprenda a representar um artista, com voz, imagem e até mesmo com movimentos e trejeitos.

    Neste caso, se a projeção se tratar de um famoso, a negociação do uso de imagem é mais fácil e o fator dinheiro não entra tanto em discussão. No entanto, quando analisamos a maior parte dos artistas, que ainda não chegaram à almejada fama, como lidar com a questão do uso de imagem deles? Receberiam pela sua reprodução? Como o direito desses profissionais ficaria garantido diante a este recurso?

    Se fizermos um paralelo deste acontecimento atual com a Revolução Industrial, sabemos que este episódio da história não foi aceito pacificamente por todos na época. Os trabalhadores afetados resistiram às mudanças tecnológicas devido às condições de trabalho impostas, criando movimentos como o ludismo, que incitava a destruição de máquinas industriais como forma de protesto para impedir que as mesmas substituíssem a força de trabalho.

    Por fim, com o tempo, a resistência e as preocupações levaram a uma maior conscientização sobre a necessidade de regulamentação e proteção dos direitos dos trabalhadores, fazendo surgir movimentos e sindicatos voltados à luta por melhores condições, salários justos e limitação de horas de trabalho.

    Assim como ocorreu neste período, o avanço da IA no setor do entretenimento, assim como em outros segmentos, também suscita preocupações e questionamentos sobre os impactos no trabalho e na criatividade humana. Como sociedade, é importante aprender com a história e buscar abordagens equilibradas que permitam o avanço tecnológico, mas também protejam os direitos e a dignidade dos profissionais envolvidos. A regulamentação adequada e um diálogo contínuo são essenciais para garantir que a IA seja uma aliada, e não uma ameaça para o setor e para a sociedade como um todo.


    Este artigo foi escrito por Barbara Fraga, que é Consultora Estrategista em IA da A3Data, consultoria especializada em dados e inteligência artificial.


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    CRÍTICA – Retratos Fantasmas (2023, Kleber Mendonça Filho)

    Na última sexta, 18 de agosto, tive a oportunidade de assistir a pré-estreia do incrível documentário ficcional Retratos Fantasmas. Dirigido e narrado por Kleber Mendonça Filho, somos lançados em uma viagem ao passado não apenas do diretor Pernambucano, mas também às suas paixões e fixações, como o cinema.

    Mendonça parece ter nascido para o cinema, assim como o cinema parece ter sido criado para ele. Enquanto transita entre o real, o fictício e em sua própria história, acompanhamos sua vida, suas e o cinema, que fez parte da sua vida desde sua infância. Retratos Fantasmas é uma viagem no tempo, mais especificamente, à janelas abertas no tempo por capturas de vídeo. Sendo elas analógicas, digitais e o trabalho de mais de 30 anos da vida do diretor.

    SINOPSE

    No centro do Recife, no século 20, conheça a história do centro da cidade contada a partir das salas de cinema que movimentavam a população e ditavam comportamentos.

    ANÁLISE

    Retratos Fantasmas

    Para dar um panorama da cidade e das histórias que quer contar, Kleber Mendonça Filho nos ambiente à sua vida e a história de sua família. Enquanto nos mostra como seu pequeno mundo de quem vive próximo à uma praia da grande Recife se expandiu após o divórcio de seus pais e seu amor pelo cinema. Enquanto produzia filmes caseiros, ainda em sua juventude, o diretor viu em sua mãe sua maior fã e maior apoiadora. E na casa onde moravam, a maioria de seus filmes experimentais se desenrolavam.

    E enquanto somos lançados ao século XX, vemos diversas histórias se desenrolar ao mesmo tempo. A de Kleber, sua paixão pelo cinema, a decadência do centro do Recife e dos cinemas de rua. A história do longa nos lança a um mundo estranhamente conhecido. E como o diretor aponta, “Todo Centro de cidade grande se parece.” Ao mesmo tempo em que lança pelo filme diferentes máximas, mais uma se mostra real “Filmes de ficção são os melhores documentários”.

    Ao nos ambientar pela história quase que oculta daquela antiga metrópole, vemos como as histórias dos cinemas de rua e as histórias ocultas do centro do Recife se cruzam.

    Retratos Fantasmas

    Enquanto testemunhamos e temos acesso à pequenas janelas de tempo por meio de gravações feitas por Kleber Mendonça Filho, e retratos de outrora, vemos o quão apaixonado o diretor é não apenas pela história do cinema, como sua paixão lhe rendeu seu quarto filme. Retratos Fantasmas vem de uma série de três outros filmes aclamados pela crítica. Em Cannes, o filme esteve presente na Seleção Oficial da 76ª edição do Festival, e em sua pré-estreia no Centro de Artes UFF – cujo cinema foi o maior a receber espectadores de Bacurau -, Retratos Fantasmas contou com uma discussão após a exibição do filme com o diretor, que foi muito enriquecedora.

    Muito distante de se mostrar apenas como uma visita nostálgica ao passado, acompanhamos uma espécie de decaimento e perda do interesse dos espectadores pelos cinemas de rua. Mais especificamente, no filme, os cinemas de rua do Recife, hoje, quase todos fechados – cujos lugares foram tomados por “outros templos de adoração.”

    VEREDITO

    Retratos Fantasmas emociona, nos faz sorrir e elucida questões ligadas à paixão do diretor e mostra que Retratos Fantasmas é apenas o 4º da longa fila de vindouros filmes da brilhante carreira do diretor Pernambucano. Ver que o trabalho de 7 longos anos de montagem do filme funcionam, é ver o filme como um retrato tão real quanto fictício das mais distintas épocas. Seja em uma viagem ao século XX ou XIX, vemos a história da Recife antiga ser costurada com a tentativa de expansão de um governo totalitário em terras tupiniquins no auge da 2ª Guerra.

    Assim como Bacurau, Aquarius e O Som ao Redor, Retratos Fantasmas alimenta o que há de mais curioso em fãs do cinema. E assim como os filmes anteriores, conta com uma condução e ambientação magistral. E como o próprio Kleber Mendonça Filho ousou dizer “Ainda que o filme tenha um montagem tradicional, ele parece dar a volta e acabar por se tornar um filme experimental.”

    Seja por meio de retratos verossímeis de uma realidade ou pela elucubração de uma pessoa que sente falta de uma época que não volta mais, Retratos Fantasmas nos faz ver que a paixão do cinema transcende o tempo. Em uma viagem ao passado, vemos no longa o retrato mais pessoal da realidade e da carreira de Kleber Mendonça Filho em tela.

    5,0/5,0

    Confira o trailer do filme:

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    CRÍTICA – Somerville (2023, Jumpship)

    Jogos indies sempre são interessantes por terem uma identidade peculiar, uma abordagem única ou às vezes até mais experimental que distancia-se do grupo de grandes títulos que, em sua maioria, apegam-se a tendência ou revivem um passado glorioso.

    E nesta linha do único e peculiar surge o estúdio Jumpship fundado por Chris Olsen em parceria com Dino Patti em meados de 2017, sendo que o segundo foi co-fundador da Playdead que ganhou notoriedade por jogos como Inside e agora chegou com Somerville; um jogo de puzzle e aventura com gráficos que mesclam entre o 2D e 3D, conhecido como o 2.5D.

    O título foi lançado em 15 de novembro de 2022 para Xbox One, Xbox Series X | SPC; e em 31 de agosto chegou para PlayStation 4 e PlayStation 5 assim disponibilizado para todas as plataformas disponíveis. Durante seu lançamento nas plataforma Microsoft também foi disponibilizado como um jogo do Xbox Game Pass.

    SINOPSE

    À beira de uma catástrofe, você deve fazer tudo que puder para se reunir com sua família novamente. Somerville é uma aventura de ficção científica baseada nas consequências de um grande conflito.

    Mergulhe em uma experiência narrativa cuidadosamente criada em uma vívida paisagem rural. Navegue pelas terras perigosas à sua frente para desvendar os mistérios dos visitantes da Terra.

    ANÁLISE

    Somerville é um jogo que não utiliza-se de palavras mas consegue contar uma excelente história, utilizando-se de mecânicas simples para que possa chegar a esta complexidade.

    O tempo de jogo infelizmente é muito curto podendo ser finalizado entre 3 ou 4 horas de acordo com o que se leva para realizar todos os puzzles que estão disponíveis ao longo da narrativa. Entretanto o que se pode entender jogando o título é que ao pensar sobre ele como um todo o seu foco é uma narrativa direta, linear para que a experiência seja imersiva a ponto de não se dar conta de quanto tempo de jogo se foi.

    Para um jogador comum pode-se imaginar que é um ponto negativo principalmente em uma tendência do universo de games a trazer jogos que buscam prender o gamer por horas e horas para uma infinidade de atividades.

    Tratando-se de sua mecânicas, o título da recém chegada Jumpship não é complexo de se aprender a ponto de não necessitar um tutorial, mas caso o jogador sinta-se sem direção é só prestar atenção ao cachorro que indica o que possa ser feito. Com pouquíssimos comandos, basicamente a movimentação e a misteriosa luz que conecta-se ao protagonista que permite eliminar alguns obstáculos do caminho.

    Os puzzles não são tão desafiadores a ponto de não chamar a atenção do jogador, mas tem um nível adequado de dificuldade para um jogo que é direcionado o seu foco para narrativa. Mas é necessária uma boa atenção a todo o espaço de cena para compreender o que o quebra-cabeça propõe e o que utilizar para chegar a próxima etapa da história.

    O jogo é graficamente exuberante desde o visual dos seus personagens quanto os diferentes cenários que passamos ao longo de toda a jornada. A escolha da estética gráfica em 2.5D torna o contexto narrativo de Somerville muito mais lúdico e imersivo assim como a não utilização de diálogos para os personagens remetendo ao estilo escolhido para os jogos da Playdead do mesmo criador.

    Somerville como experiência é excelente e a sua faceta lúdica permite ao jogador refletir sobre o que possa estar acontecendo e o que este personagem está pensando em relação ao desaparecimento de sua família. Existe um contexto que é dado visualmente entendendo que a família precisa sobreviver a uma invasão extraterrestre e o pai se perde da esposa e filho, mas permite uma liberdade para interpretar o que o pai desta família e seu cachorro vivem em sua jornada.

    VEREDITO

    Somerville é um jogo de puzzles que é uma grande pedida para um jogador casual ou que é pouco exigente com jogabilidade, priorizando uma excelente história.

    4,5 / 5,0

    Assista ao trailer:

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    CRÍTICA – Death Note Short Stories (2023, JBC)

    Death Note Short Stories é um mangá que conta com arte de Takeshi Obata e história Tsugumi Ohba. O mangá originalmente foi publicado no Japão em 2021 e veio a ser publicado no Brasil pela editora JBC em 2023. A obra conta com 224 páginas.

    SINOPSE

    A história de Death Note continua nesta coleção de contos escritos pelos criadores da série. A história de Kira realmente acabou ou sua influência permanece? Nesta coleção completa de contos de Death Note escritos pelos criadores da série, descubra contos de vidas irrevogavelmente alteradas pela influência sinistra do Death Note, com respostas surpreendentes e emocionantes para a questão do que realmente é necessário para usar o Death Note… ou combatê-lo.

    ANÁLISE

    Death Note Short Stories se passa logo após o fim da obra original e traz uma nova trama que irá colocar o Death Note em um leilão global para quem o arrematar primeiro. O enredo segue com uma narrativa inteligente e ágil e carrega antigos e novos personagens nessa corrida contra o tempo para quem irá pôr as mãos nesse caderno diabólico.

    Além da trama, trazer um novo enredo de maneira fluída e empolgante. A obra trata de temas que afetam nossa sociedade nos últimos anos de modo criativo e coerente. Destaque para um político da extrema direita americano que com enorme importância no desfecho da história.

    Inicialmente achei que a obra poderia ser apenas pela nostalgia da obra original, mas de maneira bastante satisfatória o enredo é bem escrito e com um desfecho surpreendente que fica acima da média.

    Além disso, o mangá traz outras histórias que são tirinhas que mostram L, Kira e Misa em situações peculiares e engraçadas. Apesar do humor ser bem bobo, isso acaba sendo bem divertido.

    Outro destaque vai para a história de Taro Kagami que é simplesmente sensacional e sombria. Nessa história o shinigami Ryuki deixa o Death Note e cai para um jovem que sofre bullying na escola. Com isso, o mesmo passa a utilizar o caderno para anotar o nome dos seus colegas que fazem bullying. No entanto, o mesmo não é fluente em inglês e acaba utilizando o caderno como um diário. Desse modo, os dias vão passando e seus bullying, vão tendo ataque cardíaco.

    Nisso, entram dois detetives para investigar o que está ocasionando as mortes desses alunos apenas nessa turma. O modo que os dois detetives passam a investigar os alunos é sensacional e o modo que chegam no suspeito é excepcional. O desfecho que essa história tem é excelente e contundente.

    VEREDITO

    Em suma, Death Note Short Stories é uma obra que expande o universo dessa obra de modo notável e traz um misto de história que vão do sombrio ao humor bobo, mas que ainda assim se torna um mangá excelente, seja para os fãs que estavam com saudades ou para novos fãs que ainda não conhece o mangá.

    5,0 / 5,0

    Death Note

    Autor: Tsugumi Ohba e Takeshi Obata
    Editora: JBC
    Páginas: 224

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    5 famílias de super-heróis e suas dinâmicas únicas

    Os super-heróis têm sido uma parte integral da cultura pop por décadas, e ao longo do tempo, diversas famílias de super-heróis emergiram, capturando a imaginação dos fãs com suas dinâmicas complexas e histórias emocionantes.

    Neste artigo, exploramos cinco famílias de super-heróis que têm conquistado corações e mentes, analisando suas características distintas e o que as torna tão cativantes.

    QUARTETO FANTÁSTICO

    Uma das primeiras e mais icônicas famílias de super-heróis é o Quarteto Fantástico, composta por Reed Richards (Sr. Fantástico), Sue Storm (Mulher Invisível), Johnny Storm (Tocha Humana) e Ben Grimm (Coisa). O que torna essa família especial é a maneira como suas personalidades e poderes únicos se complementam, refletindo o espírito de colaboração e aceitação de diferenças. Além disso, a exploração das relações interpessoais e conflitos internos entre os membros enriquece ainda mais a narrativa.

    Nos quadrinhos o Reed e a Sue possuem dois filhos, Franklin Richards e Valeria Richards.

    DINASTIA DO SUPERMAN: O LEGADO DA ESPERANÇA

    A família do Super-Homem é um exemplo de como o legado do herói transcende gerações. Clark Kent/Kal-El (Super-Homem) e Lois Lane criaram um filho, Jonathan Kent (Superboy), que agora explora seu próprio caminho heróico. Essa família demonstra a importância de passar adiante valores, responsabilidades e aspirações, formando um elo entre passado, presente e futuro.

    Além destes, a Super-Família conta com Kara Zor-El (Supergirl) que prima de Clark, os gêmeos Osul-Ra e Otho-Ra, adotados por Clark e Lois; e o Connor Kent (Superboy) que é clone de Clark e Lex Luthor.

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    BAT-FAMÍLIA: LIGADOS PELO PROPÓSITO

    O universo do Batman expandiu para abranger uma rede diversificada de aliados e protegidos, conhecida como a Bat-Família. Incluindo personagens como Batgirl, Robin e Asa Noturna, essa família é unida pelo desejo de lutar contra o crime e honrar o legado de Bruce Wayne.

    A ligação entre esses personagens ilustra como a família não precisa ser baseada em laços sanguíneos, mas sim em um propósito compartilhado.

    Brunce Wayne/Batman ao longo de suas histórias adotou Dick Grayson, Lance Bruner, Jason Todd, Tim Drake e Cassandra Cain, além de seus filhos biológicos Damian Wayne (mãe: Talia al Ghul) e Ryan Wayne (mãe: Selina Kyle/Mulher-Gato).

    A morte de Lance Bruner foi feita para agir como uma trágica curva de aprendizado para Batman que, apesar de seus melhores esforços para ver o melhor nas pessoas, às vezes pode ser tarde demais para eles verem o melhor em si mesmos. Isso levou Batman a colocar um pequeno memorial para lance no jardim fora da Mansão Wayne para lembrá-lo desta lição. Este gesto foi semelhante a quando Batman fez outro memorial para Jason Todd dentro da Batcaverna quase vinte anos depois.

    Outra relação intensa na Bat-Família acontece depois que Damian, se tornou o novo Batman, Rayan ficou ressentido com seu meio-irmão mais velho, acreditando ser o verdadeiro herdeiro do capuz de Bruce. Ele criou a identidade Aion para antagonizar Damian.

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    FAMÍLIA MAXIMOFF: LAÇOS SÍSMICOS E MÁGICOS

    A Família Maximoff, composta por Wanda Maximoff (Feiticeira Escarlate) e seu irmão Pietro Maximoff (Mercúrio), é um exemplo intrigante de como o sangue e os poderes podem criar uma conexão única. Eles são filhos de ninguém menos que o temido Magneto. Com Wanda controlando a magia e Pietro correndo em velocidades sobre-humanas, eles demonstram que mesmo com diferenças, o vínculo familiar é inquebrável e capaz de superar até mesmo a origem tumultuada. Além disso, suas jornadas individuais e desafios compartilhados intensificam a trama.

    Além destes, a família de Erik Lehnsherr (Magneto) conta com Lorna Dane (Polaris), meia-irmã dos Maximoff e os gêmeos William “Billy” Kaplan (Wiccano) e Thomas “Tommy” Shepherd (Célere).

    FAMÍLIA FLASH: DESBRAVANDO GERAÇÕES

    A Família Flash é um testemunho vívido de como os super-heróis podem transcender o indivíduo e se enraizar em laços familiares duradouros. Barry, Wally, Bart e outros membros compartilham uma herança de velocidade e heroísmo, mas também personificam os valores fundamentais que mantêm essa família unida. Enquanto correm pelo tempo e espaço, eles lembram a todos nós que a verdadeira velocidade reside na força da conexão familiar.

    A passagem do manto do Flash de geração em geração não é apenas uma tradição, mas também uma demonstração de confiança e respeito mútuo entre os membros da família.

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    CRÍTICA – Disney Illusion Island (2023, Dlala Studios)

    Disney Illusion Island surgiu para mim como um dos games mais desafiadores do Mickey até hoje. – Isso mesmo, mesmo após ter mergulhado de cabeça em alguns dos games mais adorados da franquia como Castle of Illusion – Illusion Island surge como um metroidvania 2D belo e divertido, e é o 7º jogo da franquia do título principal. Sendo parte da franquia Illusion, que é lançada desde os anos 90, o game de 2023 conta com um dos estilos artísticos mais recentes da turma do Mickey.

    Podendo ser jogado de maneira solo e cooperativa, Illusion Island nos leva por um mundo fantástico, em que os desafios estão limitados apenas por nossas habilidades – assim como todo metroidvania bem faz. Desenvolvido pela Dlala Studios e publicado pela Nintendo, o game nos proporciona uma aventura tão eficaz quanto é possível. Nos fazendo sentir imersos e preocupados com nossos personagens.

    No controle de Mickey, Minnie, Pateta ou Donald, novas habilidades precisarão ser adquiridas a fim de avançar. E algumas delas são divertidas de ser dominadas com uma interessante curva de aprendizagem. O mundo de Illusion Island é permeado por mistério. E para chegar ao fim daquele mundo, tomos de sabedoria precisam ser coletados.

    Disney Illusion Island foi lançado para Nintendo Switch no dia 28 de julho.

    SINOPSE

    Mickey Mouse, Minnie Mouse, Pato Donald e Pateta embarcam em uma nova aventura para encontrar três livros místicos e salvar a misteriosa ilha de Monoth. Você encontrará aliados incomuns e inimigos perigosos enquanto joga sozinho ou com até três amigos como o Fab Four no modo cooperativo local. Trabalhem juntos enquanto correm, pulam, nadam e abrem caminho para a vitória! Experimente uma nova aventura de Mickey e seus amigos com animação desenhada à mão, uma trilha sonora original totalmente orquestrada e que apresenta performances dos autênticos talentos de voz.

    ANÁLISE

    Disney Illusion Island

    A diversão de Illusion Island vem não apenas da progressão e da his, mas do fato de precisarmos nos encontrar no emaranhado de caminhos que o mapa eventualmente se torna. Nos fazendo consequentemente coletar “Glimts”, o game nos confere uma diversão ligada ao colecionismo da coisa. Com habilidades como planar, saltar na parede, quebrar o chão e até mesmo balançar, o game no leva por um mundo completamente novo mas repleto de desafios. E sinceramente, o maior deles é não obter nenhuma habilidade ofensiva.

    A falta de uma habilidade ofensiva, nos força a sempre estar em movimento. Seja usando wall-jump, ou planando após um salto inesperado. Mas a progressão e as habilidades adquiridas são importantes e podem nos levar por caminhos nunca antes vistos. Esta aventura inédita da turma do Mickey, nos faz entender o quão disposta a Disney está a ir a fim de atrair diferentes públicos ao seu mundo.

    Algo que tem um importante papel no game, como citado anteriormente, é o colecionismo. O fato de capturarmos “Glimts,” nos faz obter outros elementos do game, descobrindo não apenas a história daquele mundo, como também obtendo mais medidores de vida após capturar um número X de “glimts”.

    Enfrentar bosses e inimigos sem qualquer tipo de habilidade ofensiva, pode ser um problema. Por isso, precisamos dominar as habilidades obtidas. Saltando, planando ou nossas habilidades esquivas podem render diferentes aproximações diante de diferentes dificuldades. O cuidado precisa ser levado em conta diante de inimigos que avançam em nossa direção sem problemas.

    Com os dubladores originais dos personagens centrais no game, tudo fica diferente. Mas preciso confessar que Illusion Island teria um charme a mais se localizado para o Português-BR. Sendo assim, se jogado de maneira solo, podemos controlar Mickey, Minnie, Donald ou Pateta. Todos os personagens acabam por ter as mesmas habilidades. Mas eles possuem diferentes “skins“, por assim dizer. As diferentes aparências dos poderes ou habilidades giram em torno da personalidade dos nossos personagens.

    VEREDITO

    Disney Illusion Island

    Como um incrível e divertido metroidvania, Disney Illusion Island nos faz relembrar nossa infância, enquanto explorávamos o complicado mundo de Castle of Illusion starring Mickey Mouse. Com diferentes visuais dos quais estamos acostumados, Illusion Island vai além do que mostrava a animação tradicional. E mergulha no novo visual e nova encarnação da Turma do Mickey, mudando ligeiramente a personalidade dos personagens.

    Disney Illusion Island nos diverte e nos faz sentir imersos nas aventuras da gangue do Mickey, tudo isso enquanto nos desafia e nos faz rir.

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer do game:

    Disney Illusion Island foi lançado para Nintendo Switch no dia 28 de julho.

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